| Divulgação
Científica |
Prudência científica
Agência FAPESP - O episódio que ocorreu
no Egito na década passada pode servir como exemplo.
Uma campanha feita pelos órgãos governamentais
para prevenir a esquistossomose acabou espalhando a hepatite
C pelo país. O motivo foi o uso de seringas contaminadas
com o vírus nos exames de sangue.
"A contaminação que ocorre durante as campanhas
médicas realizadas em locais isolados, como a Amazônia,
é um risco sério, que não pode ser ignorado",
escreve José Echevarria, do Centro Nacional de Microbiologia
da Espanha, em artigo publicado na edição atual
dos Cadernos de Saúde Pública.
O pesquisador fez uma revisão da epidemiologia das hepatites
virais crônicas em comunidades índigenas tanto
da Amazônia Oriental como do alto dos Andes. Segundo Echevarria,
apesar da prevalência de hepatite C entre os índigenas
amazônicos ainda ser baixa, existem indícios de
que o quadro poderá mudar nos próximos anos.
Além do risco de contaminação inerente
a campanhas médicas na Amazônia, o cientista europeu
não descarta a hipótese de que os caminhos de
transmissão conhecidos para as hepatites D e B, como,
por exemplo, a a sexual, não possam ser usados pelo vírus
tipo C.
"Mais de 70% dos casos de hepatite C causam uma infecção
persistente, que pode evoluir para doenças crônicas
de fígado. Como, nos casos do tipo B, isso ocorre apenas
em 10% das ocorrências, a chegada desse novo tipo de vírus
na Amazônia poderá ter uma conseqüência,
para a saúde da população, até sete
vezes pior.
Para ler o artigo completo, disponível na biblioteca
on-line SciELO, clique
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