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Grupo A1.................................................................................................. A-001 à A-016
A001
Avaliação de um programa preventivo aplicado a deficientes auditivos. L. T. NEVES*, B. COSTA, M. R. GOMIDE. Setor de Odontopediatria – HRAC – USP. Tel.: (0**14)235-8141. As metas da Odontologia hoje, estão voltadas para a prevenção das doenças bucais, principalmente a cárie e a doença periodontal, ambas relacionadas a placa bacteriana como um dos fatores etiológicos. Os programas preventivos vem sendo utilizados como uma das estratégias no controle de placa e de suas conseqüências para a saúde bucal. Embora seja amplamente comprovada a eficiência desses projetos, poucos deles tem como público-alvo, os pacientes especiais. O portador de deficiência auditiva (DA), alvo deste estudo, tem como característica especial a dificuldade de comunicação. O objetivo deste estudo foi elaborar um programa preventivo específico para deficientes auditivos e verificar sua efetividade no controle da placa bacteriana. Fizeram parte do projeto 21 crianças DA, na faixa etária de 2 a 8 anos regularmente matriculadas no CEDAU - USP. O programa foi aplicado durante 16 semanas, e dividido em duas etapas. Na primeira etapa foram desenvolvidas atividades de educação em saúde bucal e orientação de escovação e na segunda etapa de manutenção, reforçada a motivação e a técnica de escovação. Para medida da quantidade de placa foi utilizado o índice PHP no início, após a primeira fase e ao final do programa. Houve redução de 34,15% no índice PHP do grupo. A faixa etária entre 6 e 8 anos foi a que apresentou o maior percentual de redução. Houve diferença estatisticamente significante em relação a redução no índice PHP, quando comparados os valores inicial e final. Concluiu-se que é possível reduzir gradativamente o índice de placa através de programas preventivos, elaborados de acordo com as características do grupo-alvo, havendo necessidade de motivação e orientação periódicas para se obter resultados satisfatórios a longo prazo. A002 Casuística do Centro de Pesquisa de Traumatismo em Dentes Decíduos – FOUSP – SP. M. T. WANDERLEY*, C. R. M. D. RODRIGUES. Disciplina
de Odontopediatria da FOUSP – SP. Tel.: (0**11) 3091-7854. No presente trabalho, avaliou-se o atendimento no Centro de Pesquisas de Traumatismos em Dentes Decíduos da Disciplina de Odontopediatria da FOUSP, São Paulo (Brasil), entre 1996-1998. A amostra abrangeu 200 crianças (111 meninos e 89 meninas) de 1 a 8 anos. Os resultados mostraram que a faixa etária de maior procura foi de 3 a 5 anos (56,5%), sendo que a primeira história de trauma ocorreu entre 1 e 4 anos (82,5%). O motivo da primeira visita ao CD na maioria das crianças foi por trauma (85%). Observou-se que 17% das crianças sofreram mais que um trauma e que a grande parte não procurou atendimento logo após o trauma (42,9%). Metade dos casos atendidos em hospital não foram encaminhados ao CD (55,2%). A maioria não procurou o dentista (64,4%), mas quando o fez não recebeu tratamento (78,41%). Houve maior prevalência no arco superior (95,4%), não havendo diferença entre o lado direito e esquerdo, sendo o incisivo central superior (83,3%) mais afetado. A maior parte dos casos apresentaram mais de um dente traumatizado (57,8%). Não houve diferença significante entre os sexos. As injúrias traumáticas mais freqüentes foram: luxação (25,3%), fratura de esmalte (17,6%), subluxação (15,5%) e avulsão (12,4%). As causas mais encontradas foram: quedas por andar/correr (43,3%), quedas contra objetos (13,8%) e quedas de objetos altos (10,5%). Houve grande prevalência de mordida aberta e protrusão (29%) e selamento labial deficiente (81%). Concluí-se que o trauma foi o motivo mais freqüente da primeira visita ao dentista, não recebendo tratamento adequado ou encaminhamento, sendo necessário maior divulgação das condutas junto ao profissionais e a população. A003 Avaliação dos danos do complexo maxilo-mandibular por violência interpessoal. U. O. FRUGOLI*, D. G. RAMOS, H. F. CARDOZO, D. R. MUÑOZ. Departamento de Odontologia Social da FOUSP. O objetivo deste estudo é avaliar a ocorrência de danos do complexo maxilo-mandibular conseqüentes à agressões em periciandos do Núcleo de Odontologia Legal do Instituto Médico Legal, Sede, na cidade de São Paulo nos anos de 1993 e 1998. Esta escolha foi no sentido de averiguar um possível incremento da violência. Foram avaliados 193 laudos, 46 em 1993 e 147 em 1998, analisando a distribuição conforme o agente lesivo, o sexo, a idade em intervalos de 10 anos, o tipo de dano, incluindo as lesões dentárias. No ano de 1993 os exames relativos às agressões representaram 22,2% do total de casos de lesões corporais examinados no NOL do IML/SP; em 1998 essa porcentagem subiu para 53,85%; o sexo masculino predominou com um total de 65,80% dos casos e o pico dessas ocorrências foi observado na terceira década (20-29 anos), seguida da quarta década (30-39 anos); os danos odontológicos mais freqüentes foram as fraturas e perdas dentárias e o principal agente lesivo responsável pelas lesões foi o soco e/ou pontapés. Foi observado que as lesões maxilo-mandibulares decorrentes da violência interpessoal teve um crescimento significativo, sendo o mais freqüente tipo de exame realizado no ano de 1998 no NOL, acometendo na sua maioria, pessoas do sexo masculino com até 39 anos. Lesões de elementos dentários prevaleceram sobre aquelas do tecido ósseo. A004 Avaliação das manifestações sistêmicas relatadas durante a erupção dos dentes decíduos. A. D. FREITAS*, L. F. MOLITERNO, R. FISCHER, V. M. SOVIERO, P. MILBOURNE. PRECOM – FO/UERJ. Tel.: (0**21) 587-6389. E-mail: adridf@ig.com.br O objetivo deste trabalho foi avaliar a ocorrência de manifestações sistêmicas durante a erupção dos dentes decíduos. As informações foram coletadas através de entrevista estruturada com 105 mães, após devido consentimento, num posto de saúde do município do Rio de Janeiro. Os dados foram analisados através do Programa Epi Info, utilizando o teste Qui-quadrado. As 105 crianças, 55 (52,4%) meninas e 50 (47,6%) meninos, entre 3 e 36 meses de idade, foram distribuídas em 4 faixas etárias (0-6; 7-12; 13-24; 25-36). A ocorrência de manifestações foi relatada por 85,7% (90) da amostra, tendo sido significativamente mais freqüente durante a erupção dos dentes anteriores (p < 0,05), independente do sexo (p > 0,05). Fato confirmado pela associação significativa entre faixa etária e alterações, mais freqüentes no grupo de 3 a 12 meses (p < 0,05). Apesar de não significativo (p > 0,05), o grupo de dentes anteriores permaneceu com tais manifestações por mais tempo. Dentre as manifestações, as mais relatadas foram: irritabilidade (75,6%), hábito de levar mãos (71,1%) e objetos (63,3%) à boca, sialorréia (66,7%), diarréia (31,1%), febre e sono intranqüilo (30% cada), rinorréia (10%), vômito (8,9%), “rashes” cutâneos (5,6%) e periorais (4,4%). Destas crianças, 70% receberam tratamento para atenuar os sintomas, sendo anestésicos tópicos, analgésicos e mordedores os mais empregados (41,3%; 30,2%; 27%; respectivamente). As evidências sugerem associação entre erupção dos dentes decíduos e sintomas, tais como, irritabilidade, levar as mãos e objetos à boca e sialorréia. No entanto, a época de erupção dos anteriores coincide com eventos, como a introdução de outros alimentos, que poderiam atuar como co-causadores de outros sintomas, tais como a diarréia e a febre. A005 Estudo Radiológico para a estimativa da idade de 18 anos. E. M. GOMES*, H. F. CARDOZO, D. G. RAMOS, M. G. P. CAVALCANTI. Departamento de Odontologia Social da FOUSP. Visando o estudo da estimativa da idade esse trabalho tem como objetivo verificar se a aplicação da técnica preconizada por NICODEMO, MORAIS e MÉDICI FILHO (1974) oferece resultados satisfatórios em examinandos com idades próximas à maioridade penal de 18 anos. Foram avaliadas 72 radiografias panorâmicas, de pacientes com idade entre 12 e 22 anos, sendo 48 do sexo feminino e 24 do sexo masculino, provenientes de diversos institutos de radiologia. A interpretação do estágio de mineralização dos dentes permanentes verificados através da análise radiográfica, baseou-se nos estágios de mineralização dos terceiros molares, de conformidade com a técnica empregada, sendo realizada por dois peritos individualmente, em momentos distintos, sem o conhecimento da idade real. Cada perito examinou duas vezes cada radiografia, comparando os resultados entre si e com a idade real, analisando-se as variações. O estudo demonstrou que a técnica aplicada oferece melhores resultados para o sexo masculino. No sexo feminino, em 14,58% dos casos a idade radiológica mostrou-se expressivamente maior que a idade real; e os terceiros molares superiores, em comparação com os inferiores, apresentavam estágio de mineralização mais avançado. Tais resultados apontam para a necessidade de estudos considerando separadamente sexo, bem como arco superior e inferior que possibilitem a elaboração de tabelas atualizadas com valores individuais para cada sexo e arcos. A006 Comunicação de acidentes e de doenças relacionadas ao trabalho em Odontologia. S. R. JUNQUEIRA*, F. A. PACE, M. E. ARAUJO. Departamento de Odontologia Social – FOUSP. E-mail: e-simone@fo.usp.br O mercado de trabalho competitivo na Odontologia, os altos custos de manutenção dos consultórios e a abertura indiscriminada, e cada vez maior, de empresas de convênios e credenciamentos têm levado um número crescente de cirurgiões-dentistas (CD) a procurarem um emprego para o estabelecimento de vínculo empregatício. Este fato, conjugado com as condições de trabalho inadequadas – pouco ergonômicas, extensas jornadas de trabalho, entre outras – aumentam a exposição a várias situações de risco profissional. Da análise da legislação pertinente a esse assunto verificou-se que existe um Seguro de Acidentes de Trabalho (SAT) – que não indeniza doenças mas a incapacidade para o trabalho –, sendo este compulsório às empresas. Na área da Odontologia este recolhimento é da ordem de 2% de seu faturamento anual bruto, o que garante o seguro – à cargo do INSS – do CD empregado pelo regime da CLT, desde que o acidente/doença seja notificado através da Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT). O levantamento de dados registrados pelos órgãos oficiais sobre o número de acidentes/doenças relacionadas ao trabalho no Brasil revelam o pouco destaque que os mesmos recebem, embora indiquem, por exemplo, que a Previdência Social gastou, no período de um ano, cerca de um bilhão de reais somente com os acidentes de trabalho e, a perda por parte das empresas chegou a 3,4 bilhões de reais. Após a análise dessa legislação e dos dados levantados, pode-se concluir que o desconhecimento das leis, a falta de enquadramento dos CD como trabalhadores assalariados, o despreparo dos mesmos frente às relações trabalhistas são alguns dos entraves que levam à subnotificação dos acidentes/doenças ocupacionais que acometem os profissionais da Odontologia, deixando os mesmos de receber um direito garantido por lei. A007 Conservação de marcas de mordida em alimentos perecíveis. M. R. SILVA*, A. P. A. COSTA E SILVA, E. M. GOMES, R. F. H. MELANI. Departamento Odontologia Social – FOUSP. E-mail: adri@fo.usp.br Em certas circunstâncias as marcas provenientes de mordidas humanas são os únicos vestígios encontrados em locais de crime, e podem possibilitar a identificação do agressor ou criminoso. Estas impressões podem ser encontradas em diferentes superfícies: pele humana, objetos inanimados e particularmente em alimentos. É de fundamental importância a conservação dos alimentos porque, uma vez expostos ao meio ambiente, deterioram-se. Neste estudo, compararam-se dois métodos de conservação de alimentos mordidos, de forma a determinar qual técnica reduz mais as alterações que ocorrem nas marcas de mordida em função da deterioração dos mesmos. Seis maçãs foram utilizadas, e após serem mordidas, foram separadas em três grupos de duas maçãs cada. Uma maçã de cada grupo foi mantida fora do refrigerador, e a outra foi mantida no refrigerador. As maçãs foram analisadas nas primeiras 24, 48 e 72 horas após terem sido mordidas, intervalos que geralmente ocorrem entre a ação pericial na cena do crime até o exame propriamente dito. As marcas também foram observadas após 8 e 15 dias, simulando casos em que as provas são encontradas somente após tempo prolongado. Os resultados mostram ausência de alterações visíveis entre os intervalos de tempo considerados para ambos os métodos. Este fato justificaria o uso de qualquer uma das técnicas. Entretanto, após o período de 8 dias, seria necessário conservar as maçãs dentro do refrigerador, pois fora dele já se observa considerável mudança na forma das marcas de mordida. A008 Comércio de dentes humanos, um problema que merece atenção. A. P. A. COSTA E SILVA*, F. FERNANDES, D. L. P. RAMOS. Departamento
de Odontologia Social – Faculdade de Odontologia da USP. A utilização de dentes humanos nos cursos de graduação em Odontologia é um fato que deve merecer muita atenção e cuidado dos professores e instituição envolvidos, uma vez que pode estar contribuindo para extração dentária indiscriminada, desenvolvimento de comércio ilegal de dentes, bem como a prática de crimes contra o cadáver, quando os dentes são retirados de cemitérios. Este estudo procurou identificar como se apresenta a dinâmica da aquisição desses dentes utilizados nas práticas laboratoriais no ensino da graduação em Ponta Grossa – PR, Recife – PE e São Paulo – SP. Foram distribuídos questionários para os alunos de graduação do último ano de faculdades de Odontologia de cada cidade considerada, num total de 172 alunos, procurando esclarecer a forma de aquisição dos dentes, da obtenção da infomação de como consegui-los, procedência e o destino desses dentes após o uso, além do conhecimento sobre as implicações legais (penais) destes procedimentos. Apesar dos resultados demonstrarem variações importantes entre cada faculdade considerada, ficou evidente o comércio de dentes humanos e o desconhecimento pela maioria dos alunos das suas implicações legais (penais), indicando a negligência com o fato. A009 Mercado de trabalho: perfil de cirurgiões-dentistas que pleiteiam emprego público. P. P. N. S. GARCIA*, M. D. FIGLIOLI, S. R. C. SILVA, A. VALSECKI JR, E. L. DINI. Odontologia Social – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP. O presente trabalho teve como objetivo verificar as características profissionais de cirurgiões-dentistas que buscam emprego público. A população de estudo foi constituída por 96 candidatos de um concurso público realizado no município de Araraquara, em 1999. Foi aplicado um questionário, previamente elaborado, contendo questões relativas as características pessoais, a existência de vínculo empregatício, de trabalho autônomo e ao motivo de estarem prestando o concurso. Os resultados mostraram que 70,8% dos candidatos eram do sexo feminino, 66,7% apresentavam entre 22 e 30 anos de idade e 39,6% estavam formados há até cinco anos. Quanto as características profissionais, 66,7% dos cirurgiões-dentistas não apresentavam vínculo empregatício, no entanto, 75% exerciam atividade em consultório ou clínica particular, como autônomo. O salário fixo, a estabilidade profissional, a segurança econômica e a necessidade de trabalhar foram as razões que 49,5% dos profissionais alegaram para estarem participando do concurso. Mediante a metodologia aplicada pode-se concluir que os profissionais analisados são, na maioria, jovens com pouco tempo de formados e que apesar do trabalho em consultório particular estão a procura de um emprego público que lhes proporcione estabilidade profissional e salário fixo. A010 Análises dos fatores influenciadores do comportamento infantil frente ao tratamento odontopediátrico. M. L. RAMOS-JORGE*, I. A. PORDEUS, J. M. C. SERRA-NEGRA, S. M. PAIVA. Departamento Odontopediatria e Ortodontia, FO-UFMG. E-mail: flolet@terra.com.br Muitos fatores têm sido considerados como potencialmente capazes de influenciar o comportamento infantil diante do tratamento odontológico. Assim, o objetivo deste trabalho preliminar foi avaliar a relação entre comportamento de crianças durante o atendimento odontológico e fatores tais como: ansiedade materna, ansiedade da criança e experiências médicas anteriores. Participaram da pesquisa 11 crianças de 4 a 5 anos de idade que não tinham tido experiências odontológicas prévias. Em um primeiro momento as mães responderam ao teste “Personality Scale of Manifest Anxiety” (MAS) para mensurar a sua ansiedade e a um questionário versando sobre as experiências médicas do filho. Para avaliar a ansiedade das crianças foi aplicado o teste “Venham Picture Test” (VPT) imediatamente antes do exame clínico e da realização de uma profilaxia. Durante o atendimento clínico o comportamento das crianças foi avaliado, por uma examinadora previamente calibrada, utilizando-se a Escala de Frankl (definitivamente positivo ++, levemente positivo +, levemente negativo –, definitivamente negativo – –). Verificou-se que 75% das mães pouco ansiosas tinham filhos que apresentaram bom comportamento durante a consulta (++). Das crianças que tiveram experiências médicas anteriores boas e excelentes, 67% mostraram bom comportamento. Apresentaram um nível baixo de ansiedade 55% das crianças, sendo que a totalidade destas apresentou um comportamento tranqüilo frente ao atendimento odontológico (++). Todas aquelas que se comportaram negativamente (– –) tiveram um nível de ansiedade alto. Desta forma, conclui-se que a ansiedade materna, a ansiedade da criança e as experiências médicas anteriores são fatores fundamentais para a definição do comportamento infantil frente ao atendimento odontopediátrico. A011 Promoção de saúde bucal na comunidade de Pitangui/RN. M.
A. P. FUSCELLA*, L. M. CERQUEIRA, M. F. J. OLIVEIRA, A. MEDEIROS JUNIOR, Departamento
de Odontologia da UnP; Departamento de Odontologia da UFRN. O quadro da doença cárie continua preocupante, principalmente no Nordeste do Brasil. No levantamento de 1996, o Rio Grande do Norte apresentou um índice CPO-D de 3,78 na idade de 12 anos. Conhecedora da situação, a Universidade Potiguar (UnP) vem desenvolvendo ações de promoção de saúde bucal em Pitangui - Extremoz/RN, através de um Projeto de Extensão, articulado à disciplina Odontologia Preventiva e Social e à Escola das Dunas, instituição de ensino e pesquisa ambiental, mantida pela UnP. Inicialmente, levantou-se os índices ceo-d e CPO-D dos escolares, consolidou-se estatisticamente os dados e obteve-se: ceo-d para crianças de 0 a 5 anos igual a 3,62 e CPO-D de 7,33 e 9,48 para as idades de 12 e 15 anos respectivamente. Programou-se atividades educativo-preventivas objetivando a promoção da saúde bucal, além de possibilitar aos alunos de Odontologia, vivenciarem o planejamento em saúde bucal coletiva. Concluiu-se que o CPO-D encontrado foi muito alto e que a estratégia despertou o interesse e a compreensão dos alunos pelas práticas coletivas, além de ter envolvido a comunidade escolar de Pitangui, considerando que professores e educandos participaram efetivamente do processo, tanto na divulgação das ações como coadjuvantes nas atividades. Em continuidade à experiência, viabiliza-se a implantação da atenção odontológica em Pitangui, tornando-a campo de estágio, ensino, pesquisa e extensão para o curso de Odontologia da UnP. (*Apoio financeiro: FINEP.) A012 Cronologia e seqüência de erupção de dentes decíduos: diferenças entre gênero e classe econômica. C. F. FARIA, I. A. PORDEUS*, L. H. P. M. MARTINS, E. SAKURAI. Departamento
Odontopediatria e Ortodontia; Estatística/UFMG. O objetivo deste trabalho foi determinar a cronologia e seqüência de erupção de dentes decíduos em crianças de Belo Horizonte/MG, avaliando a influência das variáveis sexo e classe econômica. O estudo piloto envolvendo 245 crianças verificou a metodologia empregada e estipulou o cálculo amostral (a = 0,05; erro = 0,2 mês). Participaram do estudo 2.457 crianças de 0 a 40 meses, saudáveis, nascidas a termo, e que se apresentaram para receber a vacina Sabin, no ano de 1998, em postos de vacinação selecionados aleatoriamente por sorteio. Os dados foram tabulados para sexo e classe econômica (ABIPEME, 1991). A coleta de dados foi desenvolvida por 8 examinadores calibrados (kappa = 0,99), consistindo em um único exame da criança, quando se fez a anotação do número e de quais elementos presentes. Os exames foram realizados sob luz natural, obedecendo as normas de biossegurança. A análise estatística dos dados foi feita pelo método de Kärber. A influência das variáveis em estudo se deu através da utilização dos intervalos de confiança de 95%. A cronologia e seqüência de erupção encontradas foram: 71 (8,5 ± 2,4); 81 (8,6 ± 2,4); 61 (10,6 ± 2,6); 51 (10,6 ± 2,5); 62 (12,8 ± 3,4); 52 (12,9 ± 3,5); 72 (13,9 ± 3,6); 82 (13,9 ± 3,6); 54 (16,7 ± 3,2); 64 (16,8 ± 3,2); 84 (17,1 ± 3,3); 74 (17,1 ± 3,3); 63 (20,0 ± 4,3); 53 (20,0 ± 4,3); 73 (20,2 ± 4,2); 83 (20,3 ± 4,3); 75 (27,3 ± 5,0); 85 (27,4 ± 5,1); 65 (28,7 ± 5,2); 55 (28,9 ± 5,3). A comparação entre lados direito e esquerdo, entre os gêneros e entre a classificação econômica não apresentou diferença estatística e nem relevância clínica. Pode-se concluir que há um atraso na cronologia de erupção em relação aos dados encontrados na literatura, não sendo detectada diferença entre os gêneros e classificação econômica. (Apoio financeiro: CNPq.) A013 Relação entre perda dental e qualidade de vida. M. M. RENDEIRO*, J. M. REIS, D. G. ALMEIDA, E. R. BUNDZMAN, E. CASOTTI. SMS/SSC/Coordenação de Programas de Saúde Bucal. O objetivo desta pesquisa foi investigar a relação entre a perda dental e necessidade de prótese com a qualidade de vida dos indivíduos. Em evento de promoção de saúde bucal, ocorrido em outubro de 1999, no Centro Administrativo da Prefeitura do Rio de Janeiro, foram examinados 117 indivíduos (69 sexo feminino; 48 sexo masculino), com média de idade de 33 anos (DP 10,7 anos), os quais responderam a um questionário abordando se os problemas bucais afetam seu cotidiano. Do total da amostra, selecionada de maneira aleatória e por conveniência, 18,8% e 10,3% usam algum tipo de prótese dental, superior ou inferior respectivamente. Dentre os examinados, 21,3% precisavam de prótese superior e 40,3% de prótese inferior, tendo 28,2% necessidade de prótese de múltiplos elementos. Para mensurar os impactos definitivos da condição odontológica sobre a capacidade de realizar atividades diárias, envolvendo desempenho físico, psicológico e social, foi utilizado o Índice de Impactos Odontológicos no Desempenho Diário (IODD), de LOCKER (1988) o qual considera a freqüência e a severidade do dano. O valor médio deste índice, na população estudada foi de 4,66 (DP 10,57) e a falta de dentes foi a queixa mais freqüente (18%). Os valores médios de IODD não tiveram relação significativa com a necessidade de prótese total (p = 0,2) e com o estado geral de saúde relatado pelos participantes. A verdadeira importância da Odontologia está relacionada à contribuição para a saúde geral. Embora a perda dental seja considerada um grande dano à saúde do indivíduo, os participantes deste estudo parecem não perceber a sua influência na qualidade de vida. A014 Verificação das necessidades acumuladas em crianças submetidas ao tratamento emergencial – Florianópolis – Brasil. G. B. de RESENDE*, S. A. PITHAN, M. J. C. ROCHA, V. L. BOSCO. Universidade
Federal de Santa Catarina – Pós-Graduação em Odontologia. Este estudo teve como objetivo verificar as necessidades de tratamento acumuladas em 195 crianças atendidas na Clínica de Emergência Odontopediátrica da UFSC, de março/1998 a dezembro/1999. Os exames e o preenchimento das fichas foram realizados por acadêmicos do 8º período, orientados e supervisionados por um único professor. As fichas de emergência possuíam dados pessoais, questionamentos acerca da vida médica e odontológica pregressa, necessidades de tratamento, além do motivo da sua vinda para receber o atendimento emergencial. Estas fichas foram utilizadas para a apuração dos resultados, e aquelas com informações incompletas foram descartadas. Os resultados das médias e porcentagens calculadas demonstraram que a idade média das crianças era de 7 anos, apresentando dentição decídua (39,5%) e dentição mista (60,5%). Entre as crianças, 28,2% já haviam sofrido internação hospitalar, 27,7% apresentavam problemas de saúde geral e 14,9% faziam uso de algum tipo de medicamento. 75,4% das crianças já haviam ido ao dentista, das quais 30,3% sofrido exodontias. O principal motivo da procura ao atendimento foi a dor (96,15%) causada por lesões de cárie, comprometimento endodôntico e dos tecidos perirradiculares. Como segundo motivo, o trauma e suas conseqüências recentes ou remotas. Quando analisadas as necessidades acumuladas de tratamento constatou-se que 14,9% já apresentavam perda precoce de dentes decíduos; 12,3% tinham falta de espaço e 76,4% necessitavam de tratamento endodôntico ou exodontia. Concluímos que aqueles pacientes que procuram o serviço emergencial, o fazem sistematicamente, como forma de “tratar os dentes”, acumulando uma necessidade de tratamento em quantidade e complexidade. A015 Prevalência de anomalias dentárias em pacientes da Clínica de Odontopediatria da FO-Gama Filho – RJ. M. L. A. NEVES*, D. M. MAURO, M. E. COSTA, S. C. CHARLIER, F. C. FERREIRA. Disciplina de Odontopediatria da FO-Gama Filho – RJ. Tel.: (0**21) 599-6166. O objetivo deste estudo é avaliar a prevalência de anomalias dentárias em pacientes atendidos na Clínica de Odontopediatria da FO-Gama Filho no ano de 1999. Para isto, 188 fichas referentes aos atendimentos clínicos, e exames radiográficos foram avaliados sendo a média de idade das crianças de 5,4 (± 2,6) anos, variando de 2 a 14 anos, onde 49,5% eram do sexo feminino e 50,5% do sexo masculino. Anomalias dentárias foram encontradas em 11,1% das crianças, sendo 3,7% anomalias de número (1,1% de anodontia e 2,6% de extranumerários), 5,3% anomalias de estrutura (4,2% de elementos apresentando hipoplasia de esmalte e 1,1% de casos de amelogênese imperfeita) e 1,6% de anomalias de forma (1,1% de casos de geminação e 0,5% de elementos apresentando cúspide em garra). A anomalia que mais causou alterações na dentição foi a presença de dentes extranumerários, que em 80% dos casos eram mesiodentes que impediram a irrupção dos incisivos centrais permanentes. Alterações de estrutura causaram principalmente danos estéticos, especialmente os casos de amelogênese imperfeita (100%), enquanto que as alterações de forma levam principalmente à um excessivo acúmulo de placa e conseqüentemente, lesões de cárie nos elementos envolvidos. Podemos concluir que é essencial o acompanhamento clínico e radiográfico do paciente em dentição mista no sentido de detectar precocemente alterações de desenvolvimento e interceptá-las o mais rapidamente posssível para minimizar os danos à dentição permanente do paciente. A016 Histórico médico e sua importância na clínica odontopediátrica. A. L. CAVALCANTI, A. M. G. VALENÇA, F. G. G. VASCONCELOS, R. C. DUARTE. Disciplina de Odontopediatria – UFPB – PB. O objetivo do presente trabalho foi avaliar dados da anamnese relativos à história médica dos pacientes de 4 a 12 anos, atendidos na Disciplina de Odontopediatria da UFPB. Compuseram a amostra 690 prontuários odontológicos dos quais 340 (49,3%) pertenciam ao sexo masculino (SM) e 350 (50,7%) ao feminino (SF). Os dados coletados foram: a) ocorrência de doença na gestação; b) problemas de saúde apresentados pela criança; c) natureza destas alterações; d) pacientes em tratamento médico; e) utilização de medicamentos. Verificou-se que, nos SM e SF, respectivamente, 34 (10%) e 37 (10,6%) das mães relataram problemas de saúde no período gestacional. Tais desordens acometeram 106 (31,2%) das crianças do SM e 110 (31,4%) do SF. As alterações mais prevalentes, no SM e SF, respectivamente, foram: respiratórias - 29 (23,6%) e 35 (28%); neurológicas - 22 (17,9%) e 15 (12%); otorrinolaringológicas - 20 (16,2%) e 27 (21,6%); cardíacas - 14 (11,4%) e 13 (10,4%); circulatórias - 9 (7,35) e 5 (4%). Os pacientes que se encontravam em tratamento corresponderam a 70 (20,6%), para o SM, e 69 (19,7%), dos quais 134 (19,4%) faziam uso de um ou mais medicamentos. A partir dos resultados obtidos, conclui-se que, em função do expressivo número de pacientes infantis que relataram problemas de saúde (31,3%), bem como encontravam-se em tratamento médico (20,1%) e utilizando medicamentos (19,5%), o histórico médico deve ser criteriosamente coletado e analisado devido às possíveis complicações no transcorrer do atendimento odontológico. A017 Relação entre a prevalência de defeitos de esmalte e cárie em pré-escolares de Piracicaba. V. E. GOMES*, M. L. R. SOUSA, R. S. WADA, R. F. GERLACH. Departamento de Odontologia Social – FOP-UNICAMP. E-mail: vivigomes_br@yahoo.com.br Defeitos na ultra-estrutura do esmalte podem ter diversas causas dentre elas a contaminação ambiental, porém atualmente a presença de defeitos de esmalte não é adequadamente enfatizada na pesquisa de fatores de risco à cárie. O objetivo deste trabalho foi verificar se há relação da prevalência de defeitos de esmalte e de cárie em pré-escolares de duas regiôes distintas da cidade de Piracicaba. A amostra total no Grupo Geral (GG) foi composta por 1.417 pré-escolares, sendo 632 da região Dois Córregos - DC (região industrial) e 785 da região Campestre - RC (região não industrial). Os exames clínicos foram realizados sob luz natural, com espelhos bucais e utilizando os índices DDE para os defeitos de esmalte e índice ceo, segundo a OMS, para cárie. No GG o valor médio dos defeitos de esmalte foi igual a 0,29 e do ceo foi de 2,88; para o DC foi 0,38 e 2,99 e para RC foi 0,23 e 2,79, respectivamente. Utilizando-se o teste t para duas médias com a = 0,05, verificou-se não haver diferença de ceo entre as duas regiões (p = 0,93), entretanto para os defeitos a média de DC foi significantemente maior do que em RC (p = 0,004). A partir dos dados observou-se uma correlação entre o índice ceo e o número de defeitos muito próximo de zero. Através destes dados não encontrou-se correlação entre o índice ceo e o número de defeitos de esmalte. Os dados sugerem que na região mais próxima às industrias houve em média maior número de defeitos de esmalte e revelam não existir correlação entre o índice ceo e número de defeitos de esmalte em dentes decíduos. (*Financiado pela FAPESP, Proc. 99/12891-8.) A018 Será a promoção de saúde uma realidade nos consultórios particulares de Petrópolis ? L. F. BASTOS*, M. RENDEIRO, M. V. GUIMARÃES, R. R. JORGE, U. V. MEDEIROS, F. CRUZ. Odontologia Social – UNIGRANRIO; UFF – RJ. Baseado nos novos conhecimentos de promoção de saúde, o objetivo deste estudo, através de pesquisa de campo exploratória, foi avaliar as práticas de promoção de saúde empregadas nos consultórios particulares. Um questionário foi elaborado e aplicado pelos pesquisadores numa amostra de 50 consultórios dentários particulares do município de Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro, escolhido de forma aleatória. Esta amostragem corresponde a 10% das clínicas existentes. O dados obtidos foram tabulados e analisados sob a forma de percentual: 45% dos profissionais ao realizarem restaurações não envolvem áreas consideradas de risco; 40% preconizam qualquer creme dental com flúor independente da especificação de cada um e 12% não indicam nenhum; 44% recomendam aplicação de flúor semestral e 17% somente em crianças; 80% utilizam a sonda exploradora para exame de sulcos e fissuras durante o diagnóstico; 56% remarcam seus pacientes de 6 em 6 meses; 66% sugerem alguma técnica específica de escovação, 27% não orienta e somente 7% faz adaptação da própria técnica do paciente; 78% não utilizam o diário de dieta e 100% não utilizam testes bacteriológicos nem fazem análise do biofilme da placa. De acordo com as respostas obtidas, concluímos que a amostra estudada ainda não atua em linha com a prática de promoção de saúde. A019 Promoção de saúde no atendimento odontológico de pacientes especiais no Rio de Janeiro. M. T. A. GOLDNER*, N. M. MORAES, C. W. M. CRUZ. Departamento
de Odontologia Social e Preventiva – UFRJ. Tel.: (0**21) 562-2050. Este trabalho visa avaliar a atenção dada à promoção de saúde bucal no atendimento odontológico feito aos pacientes especiais em cinco unidades de saúde que atendem estes pacientes no Rio de Janeiro (capital); duas universidades (uma pública - UFRJ e uma particular - UNIGRANRIO), duas associações (ABORJ e APAE) e um hospital público (Hospital Municipal Cardoso Fontes). A avaliação baseou-se em referências bibliográficas e questionários abertos distribuídos aos profissionais mostrando a importância da visão integral do paciente especial passando pela necessidade de conhecimento de seus hábitos, comportamento, educação e consciência familiar, levando em consideração o paciente especial na sociedade. O questionário foi aplicado em 22 profissionais sendo 1 da APAE, 4 da UNIGRANRIO, 2 na UFRJ, 12 no HMCF e 3 na ABORJ. A avaliação feita foi qualitativa pela própria natureza dos questionários. Nas conclusões temos que através de perguntas diretas aos profissionais das instituições com atendimento de caráter ambulatorial ou hospitalar percebe-se que os profissionais atuam no modelo de atenção cirúrgico-restaurador, dentro de uma lógica que não promove a saúde. Percebe-se a falta de maior incentivo destas instituições a educação em saúde, não somente para conscientizar o indivíduo (paciente especial), o que dependerá de seu entendimento e cooperação, mas voltada a se preocupar com o meio ambiente em que ele vive. A020 Diagnóstico precoce do paciente HIV+ pelo cirurgião-dentista. M. V. L. GUIMARÃES*, M. M. P. RENDEIRO, J. M. REIS. Odontologia – UNIGRANRIO; PAM – Oswaldo Cruz; CSB/SMS – RJ. Nos dias atuais, discute-se muito o papel do cirurgião-dentista como profissional de saúde atuando em equipes multiprofissionais e interdisciplinares. É fundamental sua participação no diagnóstico precoce de manifestações bucais de pacientes infectados pelo HIV. A amostra trabalhada foi de caráter aleatório e por conveniência aplicada a 61 cirurgiões-dentistas, presentes em um encontro científico, no mês de abril deste ano, na cidade do Rio de Janeiro. O objetivo do trabalho foi verificar a capacidade e a segurança desses profissionais para o diagnóstico precoce do HIV. O perfil dos entrevistados demonstrou maioria feminina (65%), entre 36 e 50 anos, (51,6%). Em relação ao tempo de graduação houve um equilíbrio, não interferindo nos resultados. 50% dos profissionais se sentem capazes de diagnosticar as manifestações bucais do HIV, dos 66,6% que se formaram antes da descoberta da doença, 81,1% afirmam conhecer as principais manifestações bucais porém, quando perguntados quais seriam essas manifestações, nenhum dos profissionais entrevistados soube responder. 48,9% se sentem inseguros diante da responsabilidade do diagnóstico, 100% dos profissionais acham que precisam adquirir mais conhecimento sobre as manifestações bucais do paciente HIV+ e 51,8% dos profissionais encaminham os pacientes aos serviços especializados. A análise dos dados demonstrou que apesar de 50% dos cirurgiões-dentistas entrevistados se declararem capazes de diagnosticar as manifestações bucais do paciente HIV+ e afirmarem conhecê-las ainda se sentem inseguros diante desta responsabilidade; e todos declararam necessitar de maiores conhecimentos e capacitação nessa área. A021 Condições de saúde bucal da população idosa de Piracicaba. A.
V. ASSAF, M. C. MENEGHIM*, F. C. KOZLOWSKI, A. C. PEREIRA, D. P. QUELUZ, Departamento
de Odontologia Social – FOP/UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5209. O aumento da expectativa de vida da população brasileira justifica a necessidade de pesquisas direcionadas à população mais adulta. O presente estudo teve como objetivos, verificar as seguintes condições: a) condição de dentes e raízes; b) condição periodontal; c) uso e necessidade de prótese; d) ATM. Foram examinadas 209 pessoas, ambos os sexos, distribuídas pelas faixas etárias de 50-59 anos; 60-69 anos e 70 anos ou mais, de Piracicaba, SP, Brasil. Os exames clínicos seguiram as normas contidas em levantamentos básicos em saúde bucal, OMS, 1997. A pesquisa seguiu a Resolução do CNS nº 196 de 1996. A calibração foi desenvolvida num total de 40 horas e observou-se uma concordância intra-examinador acima de 95%. Os exames foram realizados por um único examinador. Conclusões: a) CPOD médio foi de 26,58 e a prevalência de cárie de raiz foi de 0,83 em média; b) para a condição periodontal, observou-se a grande porcentagem de sextantes excluídos e, entre 12,44% e 18,66% dos indivíduos apresentaram perda de inserção entre 0 e 3 mm; c) 86,12% para o arco superior e 60,77% para o arco inferior, dos pacientes não necessitam de prótese; d) desenvolvimento de programas de atendimento e de um currículo específico, na graduação e pós-graduação, para a Odontologia Geriátrica. A022 Avaliação de fatores relacionados a cárie em crianças de Florianópolis. J. B. ROSA*, I. C. S. ALMEIDA. Departamento de Estomatologia – UFSC. Este trabalho avaliou fatores relacionados à cárie dental em crianças de 24 a 42 meses, matriculadas em creches da rede municipal, na cidade de Florianópolis, Santa Catarina. Foram selecionadas 100 crianças, realizado um exame clínico, bem como um questionário foi aplicado ao responsável com perguntas sobre hábitos de alimentação, higiene e condição sócio-econômica-cultural. Verificou-se nestas crianças a prevalência de cárie, índice ceo-d, e procurou-se associar fatores relacionados à alimentação, higiene e condição sócio-econômica-cultural, à prevalência e à severidade da doença. Observou-se uma prevalência de 34% e índice ceo-d de 7,8, ambos crescentes com o aumento da idade. Apesar dos valores não serem estatisticamente significantes, em relação à prevalência, observou-se uma tendência ao desenvolvimento da doença em crianças que utilizavam mamadeira, mamavam à noite, tinham um alto consumo de açúcar, iniciaram a higiene bucal após os três anos de idade, e quando era a própria criança o responsável pela escovação. Em relação à severidade, observou-se que ela aumenta com a idade, em casos de utilização da mamadeira, amamentação noturna, início de higiene bucal após um ano, quando o responsável pela higiene era a criança, a escolaridade da mãe era menor que oito anos, e a renda da família estava acima dos quatro salários mínimos. A023 Motivação em remunerar atividades educativas e preventivas no consultório particular. C. P. MINAIR*, F. CAVALCANTE, T. PAULO, E. SANTOS, J. SERRÃO, J. SILVEIRA, V. OLIVEIRA. Curso de Odontologia – FACBS – UNIG – RJ. A motivação humana baseia-se na combinação de expectativas, idéias, crenças, sentimentos, valores que mantêm e regulam o comportamento das pessoas. Essa pode estar vinculada à fatores como informação, emocionais, situação econômica que podem determinar comportamentos negativos em relação à saúde bucal. Esta pesquisa teve por objetivo analisar o interesse/motivação de pessoas de duas diferentes classes econômicas em remunerar atividades educativas e/ou preventivas no consultório particular. Foi utilizado como método de abordagem o indutivo com procedimento comparativo e estatístico-descritivo. O universo de trabalho foi composto por transeuntes de shopping centers. A técnica de pesquisa empregada foi a observação direta extensiva através de um formulário de entrevista. Na amostra investigada 34% dos integrantes foram considerados baixa renda (G1) e 66% foram considerados alta renda (G2). Foram considerados os seguintes aspectos na caracterização dos grupos: tipo de residência, renda média e composição familiar. Observou-se que, em relação à remuneração de atividades educativas e preventivas: no G1, apenas 27% já o fizeram, e 73% não; no G2, 37% já pagaram e 63% não; quanto à importância atribuída a tais atividades: no G1, 44% não consideram importante e 56% acham que sim; no G2, 53% afirmam que dão importância às atividades educativas e preventivas e 47% discordam. Concluiu-se que o nível socioeconômico não interfere diretamente no interesse/motivação em remunerar atividades educativas e/ou preventivas. A024 Freqüência dos hábitos orais e a severidade das maloclusões. L. P. BITTENCOURT*, E. C. PIMENTEL, A. MODESTO, E. BASTOS. Departamento de Odontopediatria e Ortodontia da UFRJ. E-mail: larissab@rio.com.br Este estudo foi desenvolvido com o objetivo de descrever a relação entre a presença de hábitos de sucção e alterações oclusais verticais e ântero-posteriores, como a mordida aberta anterior (MAA) e a sobressaliência (SS), determinando sua severidade. A metodologia utilizada baseou-se no exame clínico bucal de 239 crianças entre 4 e 6 anos de idade, da cidade do Rio de Janeiro, avaliando os arcos dentais decíduos, segundo os critérios de Foster & Hamilton. Utilizou-se compasso de ponta seca e régua milimetrada flexível para aferir mmA e SS, classificando-as em leve, moderada e severa. Foi realizada entrevista estruturada com os pais ou responsáveis, abordando o tipo de hábito bucal, sua duração e freqüência. Os resultados foram analisados pelo teste Qui-quadrado (Epi Info 6.02). Houve o consentimento escrito dos pais e aprovação do projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa (NESC-UFRJ). A prevalência de MAA foi de 28,5%, sendo mais freqüente em meninos, e tendeu a diminuir com a idade. A SS apresentou-se em 41% dos casos leve, 38,1% moderada e 18,4% severa. Tanto a presença de MAA como a SS estiveram diretamente relacionadas à história de sucção digital ou de chupeta. Crianças com hábito de sucção apresentavam 7,4 vezes mais MAA (p < 0,0001). Quanto à duração, das 60 crianças que possuíam MAA, 46 (76,7%) apresentaram o hábito além dos 3 anos de idade (p < 0,05). A má-oclusão esteve relacionada também à freqüência do hábito, embora sem significância. Quanto maior a freqüência e a duração do hábito de sucção, maior a severidade da mordida aberta anterior e do grau de sobressaliência. A025 Ensino público relacionado ao nível socioeconômico na Graduação em Odontologia. J. H. V. SERRÃO*, J. L. G. C. SILVEIRA, V. OLIVEIRA, B. FERRAZ, E. P. CABRAL. Curso de Odontologia – UNIG; Mestrado em Odontologia Social – CCM – UFF/RJ. Este trabalho objetivou conhecer o perfil socioeconômico dos alunos de graduação em Odontologia, comparativamente, em instituições de ensino público e privado do Rio de Janeiro, verificando se há alteração na situação encontrada no grupo dos alunos do último período em relação aos que estão ingressando no curso. Utilizou-se o método indutivo de abordagem com procedimento comparativo e estatístico-descritivo, aplicando-se a técnica de observação direta extensiva tendo como instrumento um questionário para investigação. A amostra constituiu-se de alunos de 1º e último períodos de 4 universidades privadas (Pr) e 2 Públicas (Pu) do Estado do Rio de Janeiro. Encontrou-se, em média, 13% de alunos com renda familiar superior a R$ 5.000,00 nas Pu e 32% nas Pr, ambos os grupos com composição familiar de 4 a 5 membros; escolaridade dos pais: nível superior – 79% nas Pu e 71% nas Pr; 90% dos alunos de Pu são estudantes exclusivos contra 86% nas Pr; 76% dos alunos das Pu cursaram o ensino fundamental e médio em instituição particular e nas Pr 81%; tanto em Pu quanto em Pr, encontrou-se 83% de alunos com formação em língua estrangeira; fizeram curso pré-vestibular 84% dos alunos de Pu e 81% de Pr; possuem outro curso superior 3,5% dos alunos das Pu e 1,6% das Pr. 59% dos alunos ingressam com menos de 20 anos e 63% concluem até 23 anos; são do sexo feminino 63% dos alunos que ingressam e 66% dos que saem. Em relação à renda detectou-se um aumento de 9% dos alunos iniciantes com renda superior a R$ 5.000,00. O curso de graduação em Odontologia é elitizado, principalmente nas instituições privadas, considerando o perfil socioeconômico do acadêmico. A tendência de elitização é incrementada pelos alunos que ingressam atualmente no curso. A026 Avaliação da redução de IPV e ISG em promoção de saúde. J. L. G. C. SILVEIRA*, J. H. V. SERRÃO, V. OLIVEIRA, W. W. N. PADILHA. Curso de Odontologia, FACBS – UNIG – RJ. A etiologia das doenças bucais, especialmente a doença cárie, apresenta uma série de fatores que, interagindo, determinam a evolução desse processo. Dentre estes fatores podemos destacar a presença e principalmente a qualidade da placa bacteriana, associada à dieta. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a redução imediata de IPV - índice de placa visível e ISG - índice de sangramento gengival em crianças atendidas em uma unidade do SUS do RJ. Foi utilizado o método de procedimento comparativo e estatístico (teste t através do programa GMC) para verificar a variação ocorrida entre as médias do IPV e do ISG iniciais (registrados no início do ciclo de atendimento) e finais (registrados logo após as crianças terem participado de atividades promocionais de saúde com escovação supervisionada semanal, orientação de dieta individual e atividade educativa coletiva com a presença do responsável, bem como adequação do meio bucal e atendimento cirúrgico restaurador, num período de 6 meses. A amostra foi composta de 42 crianças com uma média de idade de 9 anos que apresentavam 4 dentes afetados pela doença cárie, em média. Utilizou-se a técnica de documentação indireta através de pesquisa documental, não havendo necessidade de submeter nenhuma criança a exames ou procedimentos clínicos. O índice de consumo de sacarose foi considerado alto no grupo (ICS = 14). Resultados: IPV-inicial = 29% contra IPV-final = 11% e ISG-inicial = 13% contra ISG-final = 5%. As variações encontradas foram estatisticamente significantes ao nível de 1% pelo teste estatístico aplicado. O programa mostrou-se eficaz em relação ao controle de placa, embora o ISG e o ICS devam ser melhor trabalhados no grupo. A027 Evasão de mães de um programa de saúde bucal – projeto piloto. L. DAMASCENO*, J. M. MIASATO, R. VIANNA, F. DAMASCENO, S. BARROSO. Odontopediatria – FO/UFRJ; UNIGRANRIO. Tel.: (0**21) 719-2056. O objetivo deste trabalho foi investigar os motivos da evasão de mães de um programa de saúde bucal desenvolvido pela Bebê-Clínica da UNIGRANRIO em conjunto com a Prefeitura Municipal de Duque de Caxias - RJ e, verificar o estado atual da saúde bucal dos seus filhos. Foram enviadas 113 correspondências às mães que iniciaram o projeto e que não retornaram no período de pelo menos 6 meses às visitas periódicas agendadas. Estas, foram convidadas a retornar a Bebê-Clínica para avaliação da condição bucal de seus filhos e responder uma entrevista. Cinco correspondências foram devolvidas pelo correio. Desta forma, a amostra constituiu-se de vinte e seis mães que compareceram e foram entrevistadas a respeito da evasão, sendo os bebês examinados na Bebê-Clínica para avaliar o incremento de cárie utilizando o índice CPO inovado (PINTO, 2000). As mães assinaram o termo de consentimento. Motivos da evasão: 26,9% (n = 7) por estar trabalhando; 7,7% (n = 2) problemas financeiros; 26,9% (n = 7) problemas de saúde; 19,2% (n = 5) ninguém para ficar com os outros filhos e 19,2% (n = 5) por não achar o programa importante. Quanto ao reexame dos bebês, os valores iniciais e atuais foram respectivamente: idade em meses, 7,4 ± 3,4 e 22,9 ± 5,3; nº de dentes, 1,8 ± 2,3 e 16,6 ± 2,3; ceo-d, 0 e 1 ± 1,8; MBA, 1 (n = 1) e 23 (n = 8); presença de cavitação, 0 e 26 lesões (n = 8); higienização/escovação, 0 e 78,3% (n = 21). Todos os bebês retornaram ao programa. Conclui-se que motivos diversos levaram à evasão e houve incremento da atividade e lesão de cárie na amostra estudada. A028 A influência do período de amamentação sobre a ocorrência de hábitos de sucção em bebês. S. F. M. GONÇALVES*, M. L. G. SILVEIRA, K. C. S. ABREU, R. F. CUNHA. Faculdade de Odontologia de Araçatuba/UNESP. Departamento de Odontologia Infantil e Social. A instalação de hábitos de sucção não nutritiva vem sendo pesquisada na Odontologia, e na tentativa de se estabelecer uma relação de causa e efeito, divergências foram encontradas em relação à instalação de hábitos e o método de alimentação utilizado nos primeiros meses de vida. Os autores propuseram verificar em crianças com idade de zero a 3 anos, de ambos os sexos, matriculadas em creches municipais, a existência de relação entre o tempo de aleitamento materno e a ocorrência de alguns hábitos bucais nocivos. A avaliação foi realizada através de exame clínico de 210 crianças e informações fornecidas pelas mães, em relação aos métodos alimentares e o tempo de aleitamento. A análise estatística dos dados foi realizada pelo teste Qui-quadrado de Fisher, considerando como variações a sucção de polegar, chupeta, e outros hábitos como mordiscar os lábios, roer unhas e cheirar fraldas. Os resultados mostraram que existe uma relação de dependência inversamente proporcional entre os tempos de aleitamento materno e hábitos bucais nocivos, de forma que, quanto mais prolongado o aleitamento materno, menor a ocorrência de hábitos bucais nocivos. A029 Hábitos de sucção nutritivo e introdução da sacarose. J. M. MIASATO*, U. V. MEDEIROS, M. N. MISSEL, R. S. GAMA. UNIGRANRIO –
RJ; UFRJ; UEL – PR. Tel.: (0**21) 671-4251, ramal 139. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a correlação entre hábitos de sucção nutritivo e introdução da sacarose. Este estudo retrospectivo foi realizado na Bebê-Clínica da UNIGRANRIO, consultando-se 431 prontuários referentes aos anos de 1998 e 1999. Criou-se então 3 grupos a saber: G1 - seio materno; G2 - mamadeira e G3 - associação de G1 e G2. Os resultados estão expressos a seguir:
Pode ser observado também que 35% (n = 151) da amostra deixou de ser amamentada no seio materno respectivamente em: 50,7% (n = 76) antes dos 3 meses; 43,3% (n = 65) entre 3 e 6 meses e 6,0% (n = 9) entre 7 e 10 meses de idade. Pode-se concluir que é significante a utilização da sacarose em G2 > G3 > G1 e que não é significante a época de sua introdução. É evidente a necessidade de um programa educativo direcionado principalmente às mães envolvendo uma equipe multiprofissional. A030 Informática em Odontologia: como está sendo utilizada? E. V. DOTTA*, M. C. SERRA, P. P. N. S. GARCIA, R. MATSUZAKI. Departamento
de Odontologia Social – FOAr-UNESP. Tel.: (0**16) 232-1233, ramal
115. O objetivo deste trabalho foi verificar a utilização da informática em Odontologia, o que está sendo usado e a sua finalidade. Um questionário, contendo questões de múltipla escolha, foi aplicado a 250 cirurgiões-dentistas participantes de um congresso odontológico no Estado de São Paulo. Tal questionário continha questões relativas a informatização do consultório, configuração dos microcomputadores, finalidade de uso e uso de sistemas aplicativos. Após a coleta dos dados, pode-se observar por meio dos resultados que 46,4% dos profissionais entrevistados apresentam seu consultório informatizado, e apenas 38,4% dos que não são informatizados pretendem fazê-lo no futuro. 18,8% dos profissionais possuem o Pentium, 14,4% o Pentium II e 10,0% o Pentium III. 45,2% utilizam o computador como editor de texto, 36,8% para acesso à Internet, 30,0% para confecção de material didático para os pacientes. 32,8% usam sistemas aplicativos em Odontologia, 17,2% para captura de imagens do paciente e 6,4% para radiografia digital. Dos cirurgiões-dentistas que possuem sistema aplicativo, os módulos mais utilizados são cadastro de pacientes (38,8%), ficha clínica com odontograma (34,0%), mala direta (28,0%), controle de orçamento (27,6%) e agenda (25,2%). Pode-se concluir que apesar do crescente desenvolvimento da informática, penetrando em todos os segmentos profissionais, seu emprego na Odontologia ainda é pequeno. A031 Ansiedade dentária – avaliação do perfil dos pacientes atendidos no setor público. D. P. QUELUZ*, G. J. PEREIRA. Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP. Este estudo teve como objetivo proceder a uma avaliação do perfil de pacientes atendidos no setor de Odontologia do SUS do município de Itatiba, com relação ao grau de ansiedade quando submetidos à tratamento odontológico. A pesquisa abrangeu o ano de 1998, sendo realizada com 70 pacientes selecionados aleatoriamente que responderam à um questionário. As variáveis utilizadas foram: sexo, faixa etária, condição socioeconômica, grau de instrução, freqüência de visitas ao dentista, procedimentos odontológicos que mais incomodam e grau de ansiedade. Os resultados evidenciaram que a grande maioria dos pacientes entrevistados (94,3%) apresentam ansiedade quando submetidos à tratamento odontológico (ansiedade dentária), sendo os pacientes do sexo feminino mais ansiosos que os pacientes do sexo masculino. Há uma predominância de grau de ansiedade exacerbada em pacientes: de menor grau de instrução, na faixa etária entre 15-20 anos, e apresentando renda mensal familiar de um salário mínimo. Após análise dos resultados concluímos da necessidade de se criar condições ao cirurgião-dentista e equipe para que saibam como reduzir e controlar o nível de ansiedade do paciente quando submetido à tratamento odontológico no serviço público. A032 Análise funcional do comportamento do cirurgião-dentista. K. A. SINGH*, A. B. A. MORAES, J. CESAR, R. F. POSSOBON. FOAr-UNESP
(Odontopediatria); FOP-UNICAMP; UNIMEP. Tel.: (0**19) 430-5275. Nosso objetivo foi realizar a análise funcional do comportamento do dentista considerando as variáveis presentes na situação odontológica. Foram realizadas 21 sessões de atendimento que variaram de 15 a 50 minutos. Em todas as sessões estavam presentes dentista, auxiliar, mãe e paciente. A pesquisadora ficava em outra sala separada por um espelho unidirecional. Todas as sessões foram gravadas em videoteipe e as observações posteriormente realizadas. Foi feito um registro cursivo e seqüencial dos eventos clínicos e comportamentais de cada sessão. A partir dos registros os dados eram transferidos para uma ficha de análise que continha os seguintes itens: rotina, minuto, ações da criança e ações do dentista. Para análise das ações do dentista e criança foram utilizadas um conjunto de categorias comportamentais. Para a criança tais categorias eram: colaboração, não-colaboração, etc; para a dentista: tranqüilização, contato físico, explicação etc. Os resultados revelam que as categorias mais utilizadas pelo dentista foram: direção, atividade odontológica, tranqüilização, distração e restrição física. Em relação as crianças avaliadas duas se mostraram colaboradoras e duas intercalavam a colaboração com a não-colaboração levando o dentista ao uso eventual de estratégias restritivas. A análise das respostas do dentista frente a diferentes ações das crianças revela um estilo particular, que era pouco influenciado pelo comportamento da criança, mas mantinha-se restrito as variáveis estabelecedoras do planejamento clínico. Esta forma de análise nos permite identificar a dinâmica da interação do dentista-criança, além de levantar o papel que os comportamentos da criança e os eventos clínicos da situação odontológica desempenham na determinação do comportamento do dentista. (Apoio financeiro: CNPq.) A033 Saúde bucal: comparação entre condutas de pediatras e conteúdo dos livros didáticos de Pediatria. F. SILVEIRA*, B. VOLSCHAN, M. NAEGELE, M. ALMEIDA. Pós-Graduação
– Odontologia Social – UFF; Odontopediatria – UNESA –
RJ. A integração entre a Odontologia e a Pediatria é muito importante na promoção de saúde bucal. O objetivo deste estudo foi analisar as condutas dos pediatras da cidade do Rio de Janeiro comparando-as com o conteúdo de livros de Pediatria. Foi utilizado o método de abordagem indutivo, através da distribuição de 120 questionários à pediatras contendo perguntas abertas sobre suas condutas com relação à saúde bucal, obteve-se um índice de retorno de 66,7%, com 80 questionários respondidos. Foi realizada a análise qualitativa do conteúdo dos 5 livros de Pediatria mais utilizados da Biblioteca de Medicina da Universidade Federal Fluminense - RJ, classificando-os em três categorias: adequado, inadequado e incompleto. O exame da cavidade bucal é realizado por 98% dos pediatras abordados; 16,5% orientam os pais a adicionarem açúcar nos sucos, chás e leite; 77,5% não indicam bico especial de mamadeira; 25% prescrevem flúor sistêmico; 40% recomendam a amamentação noturna mesmo após a introdução de alimentação semi-sólida; todos os entrevistados acham importante a integração com odontopediatras, entretanto, 42% destes acham conveniente somente quando houver paciente em comum apresentando problemas bucais. Dos livros analisados, apenas um faz referência aos aspectos odontológicos na infância, sendo o único escrito por odontopediatras e com o conteúdo adequado sobre a saúde bucal. Os outros títulos continham informações inadequadas ou incompletas. As condutas dos pediatras refletiram as recomendações dos principais livros utilizados em Pediatria, as quais precisam ser revisadas em vários aspectos relacionados à saúde bucal; a integração de odontopediatria com pediatria na elaboração do conteúdo sobre saúde bucal em um livro didático mostrou-se adequada. A034 Saúde bucal nas escolas: estudo comparativo entre escolas particulares e públicas, Araçatuba, SP. I. M. G. BRANDÃO*, R. A. CHIARATTO, R. A. A. R. SOUZA, S. A. S. MOIMAZ, N. A. SALIBA. Pós-Graduação em Odontologia Preventiva e Social, FOA, UNESP. O objetivo deste trabalho é a análise comparativa das práticas relacionadas à saúde bucal desenvolvidas em escolas de ensino infantil da rede pública e particular da cidade de Araçatuba, SP. Um instrumento de coleta de dados foi aplicado aos coordenadores de todas as escolas municipais (n = 33) e enviado a diretores de escolas particulares representando uma amostra de 50,0% (n = 15), na intenção de obter informações sobre os seguintes aspectos: rotina alimentar diária, hábitos de higiene bucal, utilização de bochechos fluoretados, atividades educativas e a equipe envolvida nas referidas atividades. Os resultados mostraram diferenças marcantes entre a rede pública e particular. Com relação à alimentação, na maioria das escolas municipais (60,6%) a mesma é fornecida pela prefeitura, sendo que nas escolas particulares, tanto a escolha do cardápio quanto o seu preparo é de responsabilidade dos pais das crianças. No que diz respeito aos hábitos de higiene bucal, enquanto 100% das escolas particulares realizam a escovação dentária diária, nas municipais este percentual cai para 87,9%. Diferenças também são encontradas na freqüência de realização da mesma, destacando-se a quantidade de 2 vezes ou mais ao dia nas escolas particulares (53,3%) e uma vez ao dia (51,5%) nas escolas municipais. O armazenamento das escovas também difere de uma rede para outra: na rede municipal prevalece o armazenamento em caixas coletivas (36,4%), sendo que na rede particular em caixas individuais, geralmente da própria escova (86,6%). Quanto à realização de bochechos fluoretados, 94% das escolas municipais o fazem, contra apenas 13,3% nas escolas particulares. Com respeito às atividades educativas dirigidas às crianças, 93,3% das escolas particulares as realizam, contra 66,7% das escolas municipais. Concluiu-se que existe diferença expressiva nas práticas analisadas, necessitando de uma homogeneização entre o pensar e o agir em saúde bucal nas referidas redes de ensino. A035 Prevalência das deficiências e de cardiopatias no C.A.O.E., Araçatuba. P. S. B. SILVA*, I. M. G. BRANDÃO, A. D. SOARES, M. L. M. M. SUNDEFELD, S. A. S. MOIMAZ. Pós-Graduação em Odontologia Preventiva e Social, FOA-UNESP. O objetivo do presente trabalho foi verificar a prevalência das deficiências e das cardiopatias, analisar a existência de associação entre as mesmas e expor a conduta clínica para prevenção da endocardite bacteriana adotada no Centro de Atendimento Odontológico a Excepcionais (C.A.O.E.) da Faculdade de Odontologia de Araçatuba nos três últimos anos. Para tanto foram utilizados os dados contidos nos 1.456 prontuários dos pacientes assistidos de 1997 a 1999, sendo os mesmos processados no programa EPI-6. Foram identificadas 84 deficiências, enquadradas em 10 grupos: Paralisia Cerebral, Retardo do Desenvolvimento Neuropsicomotor, Distúrbio Psiquiátrico, Distúrbio de Comportamento, Síndrome de Down, Outras Síndromes Genéticas, Oligofrenia, Microcefalia, Traumatismos Cranianos e Outros. A deficiência mais prevalente foi Paralisia Cerebral, correspondendo a 29,3% do total de pacientes estudados seguida do Retardo do Desenvolvimento Neuropsicomotor com 21,3%. Os resultados revelaram ainda uma prevalência de cardiopatias de 10,7%. O teste Qui-quadrado foi utilizado para verificar possível associação entre deficiências e cardiopatias, sendo obtido um X2 = 50,33 com p < 0,0001 havendo significância ao nível de 1%. A maior freqüência de cardiopatias foi encontrada nos portadores da síndrome de Down (30,2%) seguidos dos pacientes com outras síndromes genéticas (15,2%). Embora grande número de casos de endocardite bacteriana não sejam aparentemente precedidos por manipulação de focos sépticos, medidas profiláticas devem ser instituídas previamente a determinados procedimentos odontológicos por estes representarem expressiva parcela na casuística de incidência da doença. Conclui-se que houve significativa associação de deficiências e cardiopatias e que é necessário profilaxia específica quando do atendimento de pacientes com as características estudadas. A036 Análise da comercialização de dentes nas universidades. E. C. PIMENTEL*, L. P. BITTENCOURT, S. PAULA, J. C. IMPARATO, P. A. GABRIELLI FILHO. Departamento de Odontopediatria UFF; UniFOA; USP. O objetivo deste trabalho foi verificar a existência da comercialização de dentes no ambiente universitário. O método utilizado constou da aplicação de 924 questionários entre os alunos do último ano de Odontologia do interior e capital do Rio de Janeiro e São Paulo. O questionário foi estruturado em 6 perguntas: se o aluno já comprou algum dente, qual a quantidade e o valor pago, em que lugar comprou, com quem encomendou e quais as disciplinas que mais solicitam dentes. Os resultados foram apresentados em porcentagens. 54,11% dos alunos relataram já ter comprado dentes. A maioria dos alunos compraram de 1 a 50 dentes (78,6%), 7,6% compraram de 51 a 100 dentes, 2,8 compraram mais de 100 dentes e 11% não lembravam. Os valores variaram de alguns centavos até R$ 10,00 por unidade. O cemitério foi o local de maior freqüência na compra dos dentes (62,8%), seguido de alunos veteranos (24,2%), outros locais (21,2%) e clínicas particulares (21%). 53,6% dos alunos relataram que a encomenda foi feita com o coveiro, 24% encomendaram com alunos veteranos, 14% em clínicas odontológicas, 10,8% com pessoal auxiliar, 4,4% com profissional recém-formado e 12,2% com outros. As disciplinas que mais solicitaram dentes foram: Endodontia (80,5%), Dentística (58,3%), Prótese (43,07%) e Anatomia (27,05%). A comercialização de dentes humanos reforça a necessidade de organização de um “banco de dentes”, que auxilie os alunos não só em atividades pré-clínicas e de pesquisa, mas também para garantir a biossegurança na manipulação desses dentes e um futuro mais digno para esses órgãos. A037 Efeito da fluoretação da água de abastecimento na prevalência de fluorose dentária em escolares de Barretos. M.
E. K. TANIMOTO *, R. C. C. LIA, A. VALSECKI Jr., M. R. B. OLIVEIRA, Departamento
de Patologia, Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP. O objetivo deste trabalho foi determinar a prevalência de fluorose dental na cidade de Barretos, utilizando-se o índice TF (Thylstrup & Fejersko | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||