Fórum Myaki Issáo - Sócios Iniciantes .............................................. I-001 à I-130

 

  I001

 

Resistência de união entre três sistemas cerâmicos de uso odontológico com uma liga de paládio-prata.

J. M. SCOLARO, A. L. VALLE, G. BONFANTE, L. F. PEGORARO, J. R. PEREIRA.

Faculdade de Odontologia de Bauru – USP.

Avaliou-se a resistência ao cisalhamento da união metalocerâmica, de três diferentes sistemas cerâmicos de uso odontológico (Ceramco, Noritake e Vita VMK-68) aplicados sobre uma liga de paládio-prata (Pors-on 4), utilizando-se para isto, forças de compressão. Foram confeccionados 30 padrões metálicos divididos em três grupos de dez espécimes, sob os quais foi aplicada a cerâmica. Para a confecção dos corpos-de-prova, aplicação da cerâmica e realização dos testes de cisalhamento, utilizou-se uma matriz de aço inoxidável, em formato cilíndrico, com uma perfuração central de tamanho predeterminado, obtendo-se assim, corpos-de-prova padronizados. Após a fundição os padrões metálicos foram jateados com óxido de alumínio 50 µm e levados ao forno sem vácuo a 980ºC por dez minutos para a oxidação prévia. Recolocados novamente no interior da matriz, receberam duas camadas de cerâmica opaca e duas camadas de cerâmica de corpo. Em seguida foram realizados os testes de resistência ao cisalhamento em uma máquina de tração e compressão, utilizando-se uma célula de carga de 100 kgf e velocidade de 0,5 mm/min. As médias dos valores de resistência de união obtidas foram de 28,21 MPa para o sistema Ceramco, 28,96 MPa para o Noritake e 24,11 MPa para o Vita VMK-68.

Quando submetidos à análise de variância a um critério, não foram observadas diferenças estatisticamente significantes, o que nos levou à conclusão de que todos os sistemas possuem uma característica de união metalocerâmica satisfatórias quando utilizados em conjunto com a liga selecionada. Além disso, os resultados são semelhantes aos descritos na literatura e se encontram além das forças necessárias para provocar a falha dos mesmos.

  I002  

Saúde bucal em adolescentes da região sudeste do estado de São Paulo e as metas da OMS.

M. R. J. MEDINA*, M. L. R. SOUSA, R. S. WADA.

Departamento de Odontologia Social da FOP – UNICAMP.
E-mail: mrajordao@merconet.com.br

Cada vez mais os estudos epidemiológicos se fazem necessários pois os programas locais de saúde devem estar baseados na tríade “diagnosticar-planejar-avaliar”, dando dessa forma visibilidade, credibilidade e concretismo às propostas de saúde bucal. Assim, em 1998 um grupo de 6 dentistas foram treinados e calibrados de acordo com os critérios da OMS para realizarem exames bucais em crianças de 12 anos de idade, que é uma das idades sugeridas pela OMS. Sete municípios foram sorteados dos 48 que compõem a Direção Regional de Saúde XXIII - Sorocaba, situada à sudeste do Estado de São Paulo. Itapetininga (ITA) representou os municípios de grande porte com água fluoretada; Iperó (IP) e Porto Feliz (PF) representaram os municípios de médio porte com e sem água fluoretada, respectivamente. Os municípios de pequeno porte com água fluoretada foram representados por Itaoca e Barra do Chapéu (IBC). Os de pequeno porte sem água fluoretada foram representados por Bom Sucesso de Itararé e Itapirapuã Paulista (BSIP). Os resultados de CPO nos municípios onde a água é fluoretada foram: 1,89 para ITA; 2,73 para IP e 3,01 para IBC. Para os municípios onde a água não é fluoretada os índices foram: 2,24 para PF e 3,11 para BSIP. Nos municípios com e sem água fluoretada a porcentagem de crianças livres de cárie foi respectivamente de 51,5% (ITA); 35,7% (IP); 25,7%(IBC); 30,0% (PF) e 16,1% (BSIP). Esses dados devem ser revistos, pois PF, apesar de nos registros oficiais não possuir água fluoretada, na coleta de água realizada na ocasião verificou-se a presença de flúor.

Por esse estudo verificou-se que ITA; IP; PF já atingiram a meta para o ano 2000 preconizada pela OMS, de CPO até 3,0 aos 12 anos e que os demais municípios praticamente estão no limite esperado para o ano 2000.

 

  I003  

Emprego da motivação para escovação em crianças pré-escolares.

L. G. FERREIRA*, J. H. CHUN, J. R. M. BASTOS, A. S. PERES, S. H. de C. SALES PERES.

FOB – USP.

Nos últimos anos, a Odontologia Preventiva tem sido o grande enfoque dos programas coletivos, procurando tornar os procedimentos de higiene bucal em hábitos a serem utilizados na rotina diária das pessoas. Quando nos referimos às comunidades de baixa renda e baixo nível de informação, parece ser ainda mais importante levar a educação preventiva às crianças. A escovação é método de higiene bucal eficaz e acessível às pessoas em sua vida cotidiana, devendo ser realizada com técnica adequada e como um hábito. Um programa de escovação diária, supervisionado, foi realizado na Creche Monteiro Lobato na cidade de Bauru - SP, participando 43 crianças de ambos os sexos, de 5 a 6 anos de idade, em um período de 28 dias. Foram utilizados os índices ceo e PHP no exame clínico. Havia dois grupos de estudo, sendo que um usava a técnica de escovação horizontal simples (grupo controle) e o outro a dupla escovação (grupo experimental). Os resultados observados ao fim do estudo foram: grupo controle (PHP inicial 4,04 e final 2,8; redução de 30,67%; ceo 1,356) e grupo experimental (PHP inicial 3,34 e final 2,16; redução de 30,10%; ceo 1,672). A presença diária de agentes de saúde supervisionando a escovação motivou as crianças a melhorarem e a valorizarem a atividade em ambos os grupos.

Os autores concluem que um programa odontológico comunitário deve contar com uma fase educativa forte, para motivar as crianças, e com escovação, que deve ser supervisionada nas escolas, conduzindo os pré-escolares a um melhor desempenho em relação a sua higiene bucal.

 

  I004  

Prevalência e características de hábitos orais em crianças de 4 a 12 anos atendidas na Clínica de Odontopediatria da UFPB.

F. G. VASCONCELOS*, A. M. G. VALENÇA, A. L. CAVALCANTI, R. C. DUARTE.

Disciplina de Odontopediatria – UFPB – Paraíba.

O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência e características dos hábitos orais - sucção de chupeta (SC), sucção digital (SD), respiração bucal (RB), morder objetos (MO), morder lábios (ML), interposição lingual (IL), onicofagia (ON) e bruxismo (BR), em pacientes de 4 a 12 anos, atendidos na Disciplina de Odontopediatria da UFPB. Foram avaliados 689 prontuários odontológicos, sendo que 330 (48%) pertenciam a pacientes do sexo masculino (SM) e 359 (52%) aos do sexo feminino (SF), distribuídos nas seguintes faixas etárias: 4 a 6 - 214 (31%); 7 a 9 - 253 (37%); 10 a 12 - 222 (32%). A análise estatística foi realizada através do teste não paramétrico do Qui-quadrado (X2). Das crianças pertencentes ao SM e SF, respectivamente, 270 (82%) e 296 (92%) portavam hábitos, não sendo esta diferença significativa (p > 0,05). Em relação ao número de hábitos portados (1; 2; 3; mais de 3 hábitos), observou-se, no SM, 1 hábito - 112 (41%); 2 hábitos - 91 (34%); 3 hábitos - 44 (16%); mais de 3 hábitos - 23 (9%) e, no SF, 1 hábito - 84 (28%); 2 hábitos - 107 (36%); 3 hábitos - 71 (24%); mais de 3 hábitos - 34 (12%), sendo esta diferença estatisticamente significativa (p < 0,01). A prevalência dos hábitos estudados, em pacientes do SM e SF foi, respectivamente: SC - 6% e 5%; SD - 5% e 8%; RB - 16% e 14%; MO - 22% e 22%; ML - 10% e 10%; ON - 26% e 26%; IN - 3% e 4% e BR- 12% e 11. Não foi encontrada diferença estatisticamente significativa quanto a prevalência dos diferentes hábitos, em relação ao sexo.

Através dos resultados obtidos pode-se concluir que a prevalência dos hábitos orais não foi influenciada pelo sexo, contudo, os pacientes infantis do sexo feminino apresentaram um número mais elevado de hábitos - dois ou mais hábitos, em relação àqueles do sexo masculino, os quais eram, com mais freqüência, portadores de apenas um hábito.

 

  I005  

Prevalência de fluorose dentária em escolares de 6 a 9 anos de idade da rede pública de ensino do município de Niterói (RJ).

N. A. T. HAAS*, M. U. ALVES, A. M. G. VALENÇA, E. L. SOARES.

Curso Pós-Graduação em Odontologia Social – UFF, UNIG, UNESA, UERJ – RJ.
Fax: (0**21) 350-5699.

O presente trabalho visa estudar a prevalência de fluorose no município de Niterói em escolares de 6 a 9 anos de idade da rede pública. Para coletar os dados, realizou-se um mapeamento dos escolares de 6 a 9 anos da cidade de Niterói que foi subdividida em cinco macrorregiões: Região das Praias da Baía; região Norte; região de Pendotiba; região Oceânica e região Leste. Foram examinados 1036 escolares, calculados em uma amostra estratificada de 394; 415; 132; 78 e 17 escolares respectivamente. Do total de crianças examinadas para compor a amostra, foram excluídos os casos de crianças com dentes anteriores superiores decíduos, com os incisivos centrais superiores permanentes ausentes, com erupção inferior a 2/3 da coroa dos incisivos centrais superiores permanentes, com os incisivos centrais superiores permanentes com cáries, restaurações ou fraturas extensas. O exame dos dentes foi realizado em um ambiente de luz natural, com uso de carteiras escolares para operador e para o paciente e uma mesa auxiliar. A inspeção dos dentes foi feita com auxílio de afastadores de madeira e secagem com algodão. Foram encontrados 14 casos de fluorose. Treze casos foram classificados como fluorose grau 1 segundo o índice de Thylstrup e Fejerskov e apenas um como grau 2.

Conclui-se que há uma baixa prevalência de fluorose nos escolares da rede pública de ensino do município de Niterói. (O presente trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do CMM/HUAP 28/99.)

  I006  

Higiene bucal: avaliação de um programa educativo-preventivo em adultos.

J. FARAONI*, P. P. N. S. GARCIA, M. C. SERRA, S. A. M. CORONA, A. B. E. CATIRSE.

Faculdade de Odontologia de Araraquara.

O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de um programa educativo-preventivo sobre o comportamento de higiene bucal em adultos. Participaram do programa 61 pacientes, de ambos os sexos, com idade entre 20 e 40 anos. Esses pacientes receberam noções básicas sobre etiologia e prevenção da cárie e doença periodontal, e também foram submetidos a escovação supervisionada, que foi reforçada em outras duas sessões. O método de motivação utilizado foi a orientação direta e individual associada a recursos audiovisuais. A análise do comportamento de higiene bucal baseou-se na observação e registro dos procedimentos executados pelos pacientes, relativos à técnica de uso do fio dental e escovação, em fichas previamente elaboradas, na primeira sessão e 6 meses após a aplicação do programa. Os resultados mostram que antes do programa, 75,4% dos pacientes passavam fio dental antes da escovação e seis meses após 93,4% procediam da mesma forma. Antes do programa 27,9% executavam a técnica de uso do fio dental de maneira correta e 6 meses após 75,4% usavam adequadamente o fio dental. 47,5% dos pacientes transportavam a escova dental devidamente protegida antes do programa, ao passo que 80,3% procederam da mesma maneira na avaliação final. Inicialmente a técnica de escovação Stillman Modificada foi utilizada por 36,1% e na avaliação final por 96,7%. Quanto à forma de execução da técnica de escovação, 34,4% e 73,8% faziam-na corretamente, antes e após o programa, respectivamente.

Mediante a metodologia aplicada pode-se concluir que o programa avaliado promoveu efeitos positivos sobre o comportamento de higiene bucal dos pacientes, com melhoria tanto na forma de utilização do fio dental como na técnica de escovação.

 

  I007  

Impacto da educação na saúde bucal de escolares da cidade de Niterói.

R. P. MATTOS*, L. ZARRANZ, T. A. SERPA, R. R. JORGE, L. F. BASTOS, U. V. MEDEIROS.

Pós-Graduação em Odontologia Social – UFF – UNIGRANRIO – RJ.

A etiologia da gengivite está relacionada à presença da placa bacteriana, sendo o sangramento à sondagem um dos sinais mais comumente usados para o diagnóstico. O presente estudo foi realizado com o intuito de verificar a presença ou ausência de depósitos de placa supragengival e a condição gengival de 90 escolares na faixa etária de 11 a 13 anos da rede pública e particular do bairro de Icaraí na cidade de Niterói. O exame clínico, constituído de 2 etapas (inicial e final) foi realizado por 2 examinadores aplicando-se o Índice de Placa Visível (IPV) e o Índice de Sangramento Gengival (ISG) para o qual utilizou-se a sonda periodontal preconizada pela OMS. Os examinadores foram pré–calibrados (Kappa = 0,9) e os escolares divididos em 2 grupos: A = escola pública e B = particular sendo cada grupo dividido em 2 subgrupos (A1 e A2) (B1 e B2) de acordo com o número de superfícies dentárias examinadas. As atividades educativas e preventivas foram realizadas durante 2 semanas sendo direcionadas aos alunos e responsáveis, de forma a permitir mudanças comportamentais. Na análise dos dados obtidos o percentual médio inicial e final foi, respectivamente, para o IPV de: 17,3 % e 8,63% (A1); 18,79% e 8,42 % (A2); 18,24% e 9,30% (B1); 19,76% e 10,23% (B2). Já o ISG mostrou os seguintes resultados: 2,14% e 0,63% (A1); 2,85% e 0,82% (A2); 5,44% e 1,61% (B1); 2,53% e 2,08%(B2). Os dados iniciais e finais foram submetidos ao teste t de Student, obtendo-se um resultado para o IPV de 43,03**(A1); 16,48**(A2); 7,84** (B1) e 3,47 (B2) e para o ISG de 6,66**(A1); 23,00**(A2); 10,23**(B1) e 2,87(B2).

Concluiu-se que, em sua maioria, os grupos apresentaram uma redução estatisticamente significativa (p < 0,01) no IPV e no ISG ao término das atividades.

  I008  

Fatores não biológicos associados à cárie precoce.

D. TEIXEIRA , B. VOLSCHAN.

Odontopediatria – UNESA. E-mail: thcelo@olimpo.com.br

Este estudo teve como objetivo analisar a associação entre fatores não biológicos e cárie precoce na infância. Os sujeitos do estudo foram 60 crianças de 0 à 36 meses matriculadas em duas creches públicas do município de Belford Roxo - RJ, e sua respectivas mães, cuja renda familiar era de até 4 salários mínimos e o grau de escolaridade médio, 1º grau incompleto. Após autorização do Cômite de Ética, a coleta de dados foi realizada pela autora através de exame clínico das crianças, sendo adotado o índice de placa visível (IPV) de SILNESS & LÖE e o ceo-s; e através de entrevista semi-estruturada realizada com as mães constando de perguntas sobre o estado sócio-econômico-cultural da família, conhecimento sobre saúde bucal, assim como história médica e odontológica, hábitos alimentares e de higiene e, comportamento da criança. Os resultados foram analisados estatísticamente pelo Programa Epi Info, utilizando o teste Qui-quadrado e p valores < 0,05 considerados significativos estatísticamente. As médias do índice de placa visível e ceo-s encontradas foram de 19,5% e 5,2% respectivamente, sendo que do total de crianças examinadas, 67,7% apresentavam atividade de cárie e 49% eram amamentadas (peito/mamadeira) durante à noite. Foi observado cárie em 70% das crianças filhas únicas, 73% filhas de pais separados e 79% que apresentavam distúrbios durante o sono. Entre as mães entrevistadas, 96,6% procuravam o dentista apenas em caso de urgência e 85% conheciam algum método de prevenção da doença.

Estes resultados nos levam à concluir que a abordagem de fatores não biológicos devem estar inseridos nos programas educativos e de tratamento da cárie precoce.

 

  I009  

Educação e saúde em Odontologia: limitações na prática dos cirurgiões-dentistas.

V. R. COSTA*, R. P. SILVA, R. L. CARMO, R. B. RIBEIRO, J. H. SERRÃO, J. L. SILVEIRA, V. OLIVEIRA.

Disciplina de Metodologia Científica – FACBS – UNIG – RJ.

A proposta deste trabalho foi verificar as principais dificuldades encontradas pelos cirurgiões-dentistas no desenvolvimento de atividades educativas e preventivas, no sentido de apresentar contribuições para a reflexão de conceitos e práticas adotados em relação à promoção de saúde bucal. Utilizou-se como forma de abordagem, o método indutivo, para o procedimento empregou-se os métodos, comparativo e o estatístico-descritivo. A técnica de pesquisa foi a observação direta extensiva realizada através de um formulário aplicado aos cirurgiões-dentistas que atendem em serviços públicos de saúde. Os resultados obtidos indicam que 80% dos profissionais realizam atividades preventivas, deste universo, 60% realizam também atividades educativas. Quanto a população a que se destina às atividades preventivas e educativas verificamos: 83% dirigido às crianças (6 a 12 anos) e 10% às crianças e responsáveis. O conteúdo ministrado nas atividades preventivas mostrou que 100% utiliza o controle da placa e 80% a técnica de escovação, mesmo não tendo um local apropriado para essa atividades, que são então, desenvolvidas na própria cadeira do dentista. O conteúdo veiculado nas atividades educativas versam sobre dieta alimentar (70%) e higienização oral (controle de placa bacteriana). A freqüência das atividades preventivas e educativas varia de paciente para paciente em 65%, a elaboração das atividades preventivas e educativas é do próprio dentista em 100%, nos serviços pesquisados 85% não trabalham com THD.

Percebemos que a prática de educação e saúde é predominantemente higienista associada a visão biológica e individualista.

  I010  

Pré-escolares: epidemiologia da desigualdade.

N. E. TOMITA, L. R. OLIVEIRA, C. A. MACHARELLI, V. M. PORTO, R. PERNAMBUCO,
A. OLIVEIRA, A. C. MAGALHÃES, A. P. CAVALCANTI, A. SOUZA, A. CASTRO, D. BORGO,
E. MUNHOZ, F. BRIGHENTI, G. GENNARO, G. DIAS, I. FROES, J. JESUS, J. BRASIL, J. PESSAN, K. GASQUE, K. CHIQUETO, L. YAMAMOTO, M. KATO, P. MOURA, R. SILVA, R. YAEDU,
R. SILVA, R. FORTI, R. MARQUES, T. YAMANAKA, T. SOUZA, V. SAKAI*.

FOB – USP; FMB – UNESP.

A saúde infantil tem sido freqüentemente estudada, na maioria das vezes, a partir de abordagens institucionais. A avaliação das condições de saúde bucal da maneira como é percebida pela população e seus determinantes sociais a partir de uma abordagem in loco foi realizada no presente estudo. Neste estudo transversal, um bairro de baixa inserção socioeconômica do município Bauru - SP - Brasil foi visitado. Foi realizado um censo populacional para identificar crianças abaixo de 7 anos, sendo localizadas 1133 crianças (572 meninas e 561 meninos). Foram coletadas informações sobre a composição familiar, acesso à pré-escola e ao tratamento odontológico, relato de cárie e queixa de dor de dente. As respostas negativas foram predominantes, sendo que 88,0% das crianças não freqüentavam a creche, 72,4% não freqüentavam a pré-escola, 67,4% nunca haviam ido ao cirurgião-dentista e 24,1% não possuíam escova dentária. A queixa de dor de dente foi referida por 12,4% e a presença de cárie foi relatada por 21,9% da amostra.

O quadro observado é excludente quanto ao acesso à educação infantil, ao acesso à assistência odontológica e ao consumo de alguns bens, como escova dentária, refletindo no padrão de percepção de doenças bucais referidas.

 

  I011  

Restaurações atraumáticas em dentes decíduos.

C. D. T. RODRIGUES*, M. D. MOURA, L. F. A. D. MOURA, L. G. SOARES.

Universidade Federal do Piauí. E-mail: iso@webone.com.br

O presente trabalho tem por objetivo avaliar o comportamento clínico da técnica ART em bebês, observando o desempenho clínico, reação e comportamento frente aos procedimentos operatórios. Foram executadas 49 res­taurações em 16 bebês, de ambos os sexos, na faixa etária de 19 a 36 meses, cadastrados no Projeto de Extensão Universitária: Programa Preventivo para Gestantes e Bebês. As crianças foram atendidas na posição “Joelho a Joelho”, sob iluminação de luz de teto. A técnica restauradora seguiu as recomendações de NAVARRO e PASCOTTO (1998) e o cimento de ionômero de vidro utilizado foi o Vidrion R (SS White). Os escores utilizados na avaliação das restaurações foram: perfeita integridade, pequeno desgaste nas bordas das restaurações, fratura do material restaurador, queda do material restaurador e recidiva de cárie. Os resultados obtidos frente ao comportamento e à colaboração das crianças foram: 25% apresentaram bom comportamento, 40% comportamento regular e 35 % não colaboraram. 40% das crianças apresentaram sensibilidade durante a remoção do tecido cariado. Após 6 meses de avaliação clínica, as restaurações apresentaram a seguinte performance clínica: 34 (69,3%) perfeita integridade; 6 (12,2%) pequeno desgaste das bordas; 5 (10,2%) fratura do material e 4 (8,1%) quedas da restauração.

Pelos resultados clínicos obtidos pôde-se concluir que a técnica restauradora proposta é indicada para clínicas de bebês. (Iniciação Científica: bolsa da UFPI.)

 

  I012  

Estudo clínico da largura de gengiva queratinizada nas dentições decídua, mista, permanente.

D. F. BRAHUNA*, C. M. C. ALVES.

Disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia – Universidade Federal do Maranhão. Tel.: (0**98) 236-8913. E-mail: denira@elo.com.br

A gengiva queratinizada (GQ) tem grande importância para saúde periodontal. Observações clínicas mostram que em presença de gengivite, a quantidade de GQ, diminui (LANG; LÖE, J. Perodontol., 43: 623-627, 1972). O objetivo do presente estudo foi avaliar a variação na largura da GQ na dentição decídua, mista e permanente em crianças e adolescentes na faixa etária de 3 a 17 anos. Dentre os requisitos para participar da pesquisa, estavam a ausência de doenças sistêmicas, bem como a presença de saúde gengival. A largura da GQ foi medida a partir de 0,5 mm da gengiva marginal até a junção mucogengival na superfície médio-vestibular de todos os dentes, usando uma sonda periodontal calibrada nº 5 (Hu Friedy). Os resultados mostraram que em crianças com dentição decídua, houve um aumento de 0,5 mm de incisivo central (IC) para incisivo lateral (IL), e diminuição de 1,0 mm para a região de 2º molar nos dentes superiores. Na mandíbula, houve uma diminuição de 0,5 mm na região de 1º molar. Na dentição permanente, houve uma diminuição na faixa de GI de IC para IL de IL para canino (0,69 mm) e de canino para 1º PM (0,5 mm). Houve aumento na região de 2º PM para retornar aos mesmos valores de canino na região de molares nos dentes inferiores. Nos superiores, houve um aumento de IC para IL, porém diminuiu de IL para canino e de canino para 1º PM, voltando a aumentar a largura na região de 2º PM, 1º Molar e 2º Molar.

Com base dados e nas limitações da presente pesquisa podemos concluir que: 1) Na dentição decídua, houve diminuição nos valores da largura de GQ, para a região de molares; 2) nos dentes permanentes, houve uma tendência a aumento na região de molares nos dentes superiores e diminuição na região de 1º PM inferior, onde a faixa apresentou-se a mais estreita dos dentes pesquisados.

 

  I013  

Avaliação do TRA na promoção de saúde em crianças HIV+.

C. MASULLO*, M. B. PORTELA, G. F. CASTRO, M. D. COSTA, I. P. R. SOUZA.

Odontopediatria – Faculdade de Odontologia – UFRJ. E-mail: glorinha70@hotmail.com

O objetivo do presente estudo foi avaliar a eficácia clínica da Técnica de Restauração Atraumática (TRA) em uma população de crianças infectadas pelo HIV com grande atividade de cárie, participantes do Projeto SIDA/AIDS em Odontopediatria, todas com consentimento assinado por parte dos responsáveis. A seleção e restauração dos dentes obedecem ao critério do Guia Prático para o TRA (OMS, 1993), sendo a restauração feita com Fuji IX®. Para avaliação da eficácia clínica do TRA, foram avaliados, através de pesquisa aos prontuários, 61 dentes com TRA , com acompanhamento de 6 meses, sendo 34 decíduos e 7 permanentes, utilizando a seguinte classificação: sucesso; insucesso (perda parcial ou total). Dos 34 decíduos (D) 6 eram anteriores (a) e 28 posteriores (p) e dos 7 permanentes (P) 3 eram a e 4 p. Dos 34 D, 50% tiveram sucesso, sendo 83% no arco anterior e 42% no posterior. Dos Dp os superiores tiveram 50% de sucesso (5) contra 39% dos inferiores. O maior percentual de insucesso se deu no primeiro molar inferior. Dos 7 P, 43% tiveram sucesso. Não houve sucesso nos a (3) e nos p houve sucesso de 75%. Para os dentes Pp não houve diferença entre os arcos superior e inferior.

Pode-se concluir que, de acordo com o rígido critério utilizado para avaliação, a eficácia do TRA nesta população com alta atividade de cárie foi baixa, mostrando que há uma grande necessidade de intensificar os métodos educacionais já existentes para promoção de saúde.

 

  I014  

Avaliação da pressão arterial em procedimentos cirúrgicos.

H. Z. VONO*, J. L. TOLEDO NETO, C. L. FERREIRA, I. P. DESIDÉRIO, P. C. NOVAES,
J. P. RODRIGUES.

Departamento de Anatomia e Cirurgia – UNIP – Bauru. E-mail: Bauru-anato@uol.com.br

O nível da pressão arterial possui grande importância no atendimento odontológico, sendo a sua alteração de causa multifatorial e o fator psicológico de grande influência. O objetivo do trabalho foi verificar a variação da pressão arterial em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos. Foram avaliados 50 pacientes, entre 20 e 60 anos de idade, sendo 25 do gênero masculino e 35 do gênero feminino. Foi aferida a pressão arterial, no pré, trans e pós-operatório, levando em consideração a quantidade de anestésico utilizado. Os valores considerados de pressão arterial normal eram de 120/80 mmHg. Os dados levantados mostraram que no gênero masculino os pacientes hígidos apresentavam pressão arterial normal no pré-operatório, sendo que 50% desenvolveram um leve aumento desta pressão e 50% um leve decréscimo no transoperatório, voltando em ambos a normalidade da pressão arterial no pós-operatório. Para o gênero feminino as pacientes hígidas apresentavam pressão arterial normal, sendo que no transoperatório 25% desenvolveram leve aumento da pressão arterial e 75% um leve decréscimo desta pressão, porém no pós-operatório os níveis de pressão arterial permaneceram como no transoperatório.

Os resultados permitiram concluir que o fator emocional adicionado a ação anestésica local promovem uma leve alteração da pressão arterial voltando a se normalizar no pós-operatório, situação esta mais rápida para o gênero masculino do que para o feminino.

 

  I015  

Avaliação epidemiológica e terapêutica do ameloblastoma dos maxilares.

F. G. RODRIGUES*, I. H. GANDELMANN, M. A. CAVALCANTE, T. L. C. RODRIGUES.

Doutorando em Odontologia – CTBMF – Faculdade de Odontologia – UFRJ.
E-mail: fabianogonzaga@terra.com.br

Este estudo teve como objetivo analisar as características clínicas quanto a idade, sexo e região anatômica, além dos tipos histológicos e tratamento em 22 casos de ameloblastoma tratados pelo Serviço de Cirurgia Oral do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ no período de 1990 a 1999. Os resultados demonstraram que a faixa etária mais incidente foi a segunda e quarta décadas de vida, numa média de idade de 36,8 anos, sendo 59,1% (n = 13) do sexo feminino e 40,9% (n = 9) do masculino. A mandíbula foi afetada em 95,4% (n = 21), na seguinte distribuição: 72,7% (n = 16) exclusivamente na região posterior, e 22,7% (n = 5) na anterior e posterior. A maxila foi acometida em apenas um caso. A análise dos espécimes submetidos ao exame histopatológico evidenciou que os tipos folicular e plexiforme compreenderam 36,3% (n = 8) cada, seguidos pelo acantomatoso com 22,8% (n = 5), e ameloblastoma cístico com 4,6% (n = 1). A terapêutica realizada foi: ressecção total associada a reconstrução com enxerto autógeno de crista ilíaca em 68,2% (n = 15) dos casos e ressecção parcial com margem de segurança em 31,8% (n = 7). Não foi observado nenhum caso de recorrência da lesão no controle pós-operatório.

Concluímos, baseados nestes resultados que o ameloblastoma atinge principalmente a região posterior da mandíbula de pacientes adultos do sexo feminino, sendo os tipos histológicos mais freqüentes o folicular e plexiforme. Quanto a eficácia do tipo de tratamento aplicado, não se evidenciou diferença estatística entre a ressecção parcial e a ressecção total associada a reconstrução com enxerto de crista ilíaca.

  I016  

Ocorrência da mineralização do complexo do ligamento estilo-hioideo em pacientes com disfunção da ATM e em indivíduos assintomáticos.

L. RODRIGUES*, J. G. C. LUZ, J. M. P. SOLER.

Departamento de CPTBMF – Faculdade de Odontologia – USP. Tel.: (0**11) 3091-7887.

A mineralização do complexo do ligamento estilo-hioideo pode causar dores orofaciais e sua presença associada à disfunção da articulação temporomandibular (ATM) é pouco estudada. A ocorrência de mineralização do complexo do ligamento estilo-hioideo foi avaliada de modo comparativo, em pacientes com disfunção da ATM e em indivíduos assintomáticos. Assim, foram analisadas radiografias panorâmicas provenientes de 500 pacientes com disfunção da ATM e 500 indivíduos assintomáticos. Os grupos foram similares considerando a prevalência do gênero feminino (p = 0,0013 e p = 0,0065), bem como a distribuição de acordo com a faixa etária (p = 0,755). Foram detectados 20 casos (4,8%) entre os pacientes com disfunção da ATM e 14 casos (2,8%) entre os indivíduos assintomáticos. O aspecto radiográfico mais freqüente foi o alongado em ambos os grupos (p < 0,050). O padrão de mineralização mais freqüente foi o parcialmente mineralizado no grupo com disfunção da ATM (p < 0,050). A localização mais freqüente foi na porção inferior do ramo mandibular em ambos os grupos (p < 0,050). Quando comparados entre os grupos e de acordo com cada classe, houve somente uma diferença significante no aspecto radiográfico, sendo o tipo pseudo-articulado mais freqüente no grupo com disfunção da ATM (p < 0,050).

Concluímos que a ocorrência e as características de mineralização do complexo do ligamento estilo-hioideo são similares em pacientes com disfunção da ATM e em indivíduos assintomáticos.

 

  I017  

Estudo comparativo entre adesivo tecidual Coloskin e fio de poliglactina 910.

C. C. CLÁUDIO*, T. OKAMOTO, C. T. M. H. SAITO, A. ARANEGA.

Departamento de Cirurgia e Clínica Integrada – Faculdade de Odontologia do Campus de Araçatuba – UNESP. Tel.: (0**18) 620-3241.

O emprego de adesivos teciduais em substituição ao convencional fio de sutura vem sendo estudado já há algum tempo. Em contribuição a esta investigação, realizou-se neste trabalho uma avaliação comparativa do comportamento histomorfológico do adesivo tecidual Coloskin e fio de poliglactina 910. Este último já bem estudado e considerado excelente material para suturas. Para tanto foram empregados 18 ratos machos, que receberam duas incisões dorsais de dimensões padronizadas, das quais uma recebeu sutura com fio de poliglactina 910 (Vicryl) e outra onde após aproximação das bordas aplicou-se o adesivo Coloskin. Os animais foram sacrificados aos 2, 5 e 7 dias pós-operatórios para obtenção de peças que foram analisadas histomorfologicamente.

Os resultados obtidos mostraram que o adesivo Coloskin permite uma regeneração epitelial mais rápida e uniforme quando comparado ao grupo suturado com fio de poliglactina 910 (Vicryl), onde, nas feridas suturadas, observou-se, com freqüência, invaginação do epitélio da mucosa gengival.

 

  I018  

A desinfecção de moldes e modelos na clínica odontológica.

M. A. GALLITO*, W. V. ALVES, M. S. MIRANDA.

Departamento de Dentística – UERJ.

O objetivo deste trabalho foi avaliar o percentual de cirurgiões-dentistas que executam a desinfecção de moldes e modelos na clínica odontológica. Foram distribuídos 170 questionários na Faculdade de Odontologia da UERJ, e na Associação Brasileira de Odontologia do Rio de Janeiro, com a intenção de abordar se os CDs apresentam conhecimento sobre o assunto, técnicas, materiais utilizados, e se executam a desinfecção de moldes e modelos na clínica odontológica. Foram respondidos 110 questionários, os quais foram submetidos à análise estatística descritiva, e obtivemos os seguintes resultados aproximados: 84,54% dos CDs conheciam o assunto abordado, e 15,45% não conheciam: 90,90% consideram que os moldes e modelos são vias de contaminação e 9,090% não consideram; 40% executam a desinfecção e 60% não a executa. Dentre os CDs que fazem a desinfecção de moldes e modelos 77,27% utilizam a técnica de imersão e 22,72% utilizam a técnica do “spray”. Quanto ao desinfetante empregado, 61,63% dos que fazem a desinfeção utilizam o glutaraldeído a 2%; 22,27% o hipoclorito de Na em várias concentrações, 4,54% usam a clorexedina e 11,36% não relataram qual o desinfetante empregado.

Baseado nesses dados, pudemos concluir que este assunto ainda não faz parte da realidade de uma grande parte dos cirurgiões-dentistas entrevistados, mesmo sabendo que é uma via de contaminação cruzada, diante de numerosas doenças abordadas na clínica odontológica causadas por fungos, bactérias, vírus e diversos microorganismos.

 

  I019  

Suscetibilidade antimicrobiana de enterobactérias e pseudomonas isoladas de pacientes com periodontite.

F. C. B. BARBOSA*, M. P. A. MAYER, S. CAI.

Departamento de Microbiologia – ICB – USP – SP. Tel.:(0**11) 3091-7202,
fax: (0**11) 818-7345. E-mail: silvanac@icb.usp.br

Microorganismos pertencentes às famílias Enterobacteriaceae e Pseudomonadaceae têm sido isolados da microbiota subgengival de pacientes com periodontite severa. Essas bactérias podem não responder ao tratamento periodontal convencional e exibem resistência aos níveis terapêuticos de diversos antibióticos sistêmicos, o que pode interferir no sucesso da terapia periodontal. Este estudo teve como objetivo avaliar a sensibilidade antimicrobiana in vitro de 26 amostras de bacilos entéricos e pseudomonas isoladas da placa subgengival de 25 pacientes com periodontite (9 homens e 16 mulheres), habitantes de São Paulo - Brasil. Todos os pacientes foram informados da pesquisa e consentiram na coleta do material. Os ensaios foram realizados utilizando Etest para amoxicilina/ácido clavulânico, ciprofloxacina e doxiciclina. As espécies foram semeadas em ágar Mueller-Hinton e a concentração inibitória mínima (CIM), em µg/ml, foi determinada de acordo com as recomendações do fabricante, após 18 horas de incubação aeróbica a 37ºC. Todos os microrganismos estudados demonstraram alta suscetibilidade à ciprofloxacina e exibiram padrões variáveis de suscetibilidade aos demais agentes antimicrobianos testados.

Portanto, os resultados indicaram que ciprofloxacina seria o antibiótico de escolha para erradicar da bolsa periodontal esses patógenos em potencial.

 

  I020  

Desinfecção de moldes e modelos com hipoclorito de sódio.

E. M. SANTOS*, L. E. F. COTRIM, A. O. C. JORGE.

Departamento de Odontologia – UNITAU; Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – UNESP.

O presente estudo avaliou, in vitro, a efetividade na desinfecção por imersão em hipoclorito de sódio (1%) de moldes de alginato tipo I (presa rápida) e de modelos de gesso pedra tipo III. Moldes e modelos foram obtidos a partir de corpo-de-prova padronizado com linhas de referência traçadas em sua superfície. A contaminação foi realizada nos moldes com 0,1 ml de culturas de Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Bacillus subtilis e Candida albicans e a desinfecção foi realizada nos moldes, modelos e em ambos, durante 10 e 30 minutos. Após desinfecção, os modelos obtidos tiveram sua superfície impressa por 30 segundos na superfície dos meios de cultura de acordo com o microrganismo testado e após incubação observou-se o crescimento calculando-se a área de crescimento. A seguir os modelos foram avaliados visualmente e através de rugosímetro para verificação da rugosidade superficial. Os resultados foram submetidos à análise estatística pelo método da distribuição normal considerando p £ 0,05. A desinfecção foi efetiva, exceto para o grupo modelo desinfectado por 10 minutos, onde houve crescimento de microrganismos. Na análise dimensional os piores resultados foram obtidos no grupo molde/modelo desinfectados por 30 minutos e os melhores no grupo molde desinfectado por 10 minutos.

Concluiu-se através deste estudo que a desinfecção de moldes de alginato por imersão em solução de hipoclorito de sódio a 1% foi um procedimento eficiente frente aos microrganismos testados.

 

  I021  

Avaliação in vitro da atividade antimicrobiana de dentifrícios.

D. ROSSI1, G. FARIA1, A. S. MEDEIROS1, I. Y. ITO2, P. NELSON FILHO1.

1Departamento de Clínica Infantil – FORP – USP; 2Departamento Anal. Clin., Toxicol. e Bromatol. – FCFRP – USP. Tel.: (0**16) 602-4099.

Alguns agentes químicos, como o triclosan e a clorexidina (CHX), têm sido incorporados aos dentifrícios por apresentarem atividade antimicrobiana. O objetivo deste estudo foi avaliar a efetividade dos dentifrícios: Cariax (CHX 0,12%), Dent Plaque (eritrosina 0,5%), Sanogil (triclosan 0,3%), AZ (triclosan) e Sorriso, frente a 23 microrganismos indicadores (bactérias gram-positivas, gram-negativas e leveduras), pelo método de difusão de disco. Discos impregnados nos respectivos dentifrícios foram depositados em placas de Petri contendo meios de cultura Triptic Soy Agar (Difco) ou Mueller-Hinton Medium (Difco) inoculados com os microrganismos indicadores pelo método de pour plate, sendo duas placas para cada microrganismo. As placas foram mantidas à temperatura ambiente por 2 horas e incubadas por 24 horas a 37ºC. Decorrido este período, foi efetuada a mensuração dos halos de inibição de crescimento e realizada a análise estatística (ANOVA e teste de Tukey). Os resultados demonstraram que todas as formulações de dentifrício testadas, exceto a Sorriso, apresentaram atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas e leveduras, na seguinte ordem decrescente: AZ = Sanogil > Cariax = Dent Plaque. Dentre as bactérias gram-negativas, apenas a P. aeruginosa (ATCC 2327 e cepa de campo), não foi inibida por nenhuma formulação.

Pôde-se concluir que os dentifrícios testados, contendo triclosan, clorexidina ou eritrosina, apresentaram atividade antimicrobiana in vitro.

 

  I022  

Atividade antimicrobiana de diferentes materiais restauradores.

J. C. CICCONE*, W. C. S. SOUZA, M. P. VERRI, R. G. PALMA DIBB, S. L. SALVADOR, T. NONAKA, M. F. L. NAVARRO.

FORP – USP; FCFRP – USP; FOB – USP. Tel.: (0**16) 620-5962.

O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antimicrobiana dos seguintes materiais restauradores - Fuji II LC, Ketac-Fill, Ketac-Molar, Vidrion R, Fuji IX, Ariston pHc, Degufill Mineral, Z100 e Compoglass. Para tal finalidade, utilizou-se o teste de difusão em ágar, determinando-se o halo de inibição do crescimento bacteriano sobre Streptococcus mutans (ATCC25175), Staphylococcus aureus (ATCC25923) e Micrococcus luteus (ATCC9341). Os materiais foram avaliados logo após a manipulação, assim como, para os cimentos de ionômero de vidro (CIV), sob forma de seus componentes (pó e líquido). De acordo com a exigência nutricional de cada microorganismo, foram utilizados os meio de cultura Mha (Difco) e BHIa (Difco). O preparo e a manipulação dos materiais foram realizados assepticamente, seguindo-se as recomendações dos fabricantes. Os corpos-de-prova foram então inseridos nos meios de cultura, enquanto que os componentes foram aplicados nos poços (6 mm Æ, 4 mm de profundidade)em quantidades suficientes para o seu total preenchimento. Decorridas 2 horas de pré-incubação à temperatura ambiente, as placas foram incubadas a 37ºC por 48 horas em aerobiose (S. aureus e M. luteus) e em microaerofilia (S. mutans). A seguir determinou-se o diâmetro dos halos de inibição do crescimento (mm). Apenas o Vidrion R, recém-manipulado, apresentou atividade antimicrobiana.

Os componentes líquidos de todos os CIV testados produziram variados halos de inibição sobre os microrganismo indicadores, enquanto que o componente pó não demonstrou nenhum atividade antimicrobiana. (Financiado CNPq/PIBIC.)

 

  I023  

Concentração inibitória mínima (CIM) e bactericida da clorexidina: b-ciclodextrina sobre Streptococcus mutans.

A. L. PATARO, F. C. GIFFONI*, L. C. R. SOUZA, V. R. SANTOS, R. D. SINISTERRA, M. E. CORTÉS

FO - UFMG; Departamento de Química – UFMG. Fax: 292-7282. E-mail: mecortes@yahoo.com

Clorexidina é eficaz no controle da placa bacteriana. Efeitos indesejáveis tem sido relacionados ao seu uso prolongado, restringindo a sua utilização na prevenção de cáries. A b-ciclodextrina é um oligossacarídeo cíclico que forma complexos de inclusão com outras moléculas, inclusive com a clorexidina, melhorando suas características de solubilidade, estabilidade e biodisponibilidade. O objetivo desse trabalho foi verificar CIM e concentração bactericida (CB) do composto de inclusão clorexidina: b-ciclodextrina sobre o crescimento in vitro de S. mutans. Cultura de 24 horas de S. mutans (ATCC 10556) correspondente a 5.9 x 108 UFC/ml foram testadas para concentrações de 0,12%, 0,06%. 0,03%, 0,015%, 0,0075% do composto em meio Brain Hearth Infusion (BHI). Os controles foram clorexidina e b-ciclodextrina puras e BHI com e sem microrganismos. Os resultados mostraram que a CIM foi de 0,03% e a CB foi de 0,06%.

Concluiu-se que baixas concentrações do composto de inclusão clorexidina:b-ciclodextrina são eficazes para inibir o crescimento do S. mutans in vitro. (Apoio: Probic/FAPEMIG- PIBIC/CNPq.)

 

  I024  

Alterações dimensionais nos arcos do nascimento aos 3 anos idade.

E. M. SANTOS, M. A. C. BORGES*, V. P. FREITAS, A. CHELOTTI.

Departamento de Odontopediatria – FO – USP. Tel.: (0**11) 293-7794.

O desenvolvimento da dentição é caracterizado por alterações em diversos períodos. O período neonatal é um aspecto do desenvolvimento oral que tem despertado pouco interesse por estudiosos. Nosso objetivo foi avaliar as alterações dimensionais em largura, comprimento e altura dos arcos em crianças do nascimento aos 3 anos de idade. A amostra consistiu de 52 crianças, das quais obtivemos modelos de estudo, pela moldagem dos arcos superior e inferior. A média de idade na época da impressão foi de 6 dias a 3 anos. Foram feitas medidas lineares nos modelos de estudo referentes a largura do arco superior e inferior, nas quais avaliamos as larguras externas, internas e posterior; ao comprimento dos arcos, e à altura do palato. Além disso, utilizamos medidas angulares nos arcos superior e inferior, baseadas no ponto médio anterior superior e inferior. Observamos diferenças dimensionais nos vários parâmetros estudados, em diferentes períodos do desenvolvimento, o que demonstrou a necessidade de estudos longitudinais para o esclarecimento destas variações.

Nossos resultados suportam a conclusão que existem marcadas diferenças dimensionais de largura e comprimento dos arcos em crianças do nascimento aos 3 anos de idade.

 

  I025  

Atividades enzimáticas em glândulas salivares em desenvolvimento.

E. GANZERLA*, J. NICOLAU.

Centro de Pesquisa em Biologia Oral – FOUSP – SP. Tel./Fax: (0**11) 3091-7840.

O objetivo da presente investigação é o de estudar as enzimas do metabolismo de carboidratos, em glândulas submandibular (SM) e parótida (P) de ratos em desenvolvimento. Ratos da raça Wistar, com idades de 2, 7, 14, 21 e 30 dias foram sacrificados ou por deslocamento cervical ou por traumatismo craniano. As glândulas SM e P foram imediatamente removidas, pesadas e homogeneizadas a 10% num meio contendo imidazol 50 mM pH 7, EDTA 2 mM e mercaptoetanol 1 mM. Após centrifugação a 12.100 g, o sobrenadante foi usado para as análises. Na glândula SM a HK tem sua atividade aumentada até 21 dias para depois sofrer uma diminuição. A PFK-1 aumenta gradativamente até o grupo de 30 dias de idade. Na glândula P, a HK sofre diminuição gradativa enquanto a PFK-1 inicialmente aumenta para depois diminuir posteriormente.

Em conclusão, existem diferenças nas atividades das enzimas estudadas durante o desenvolvimento das glândulas salivares. (Apoio financeiro: FAPESP.)

 

  I026  

Dimensões morfométricas da glândula parótida de camundongos de ambos os sexos.

T. T. C. RIBEIRO*, T. M. CESTARI, R. TAGA.

Departamento de Ciências Biológicas da Faculdade de Odontologia de Bauru – USP.
E-mail: cestari@fob.usp.br

O objetivo da presente pesquisa, foi avaliar as dimensões morfométricas das diferentes estruturas de glândulas parótidas de camundongos albinos, machos e fêmeas. As seguintes dimensões morfométricas foram avaliadas para os ácinos, ductos intercalares, ductos estriados, ductos excretores e estroma: densidade de volume, volume total compartimental, densidade de superfície, superfície externa total, proporção superfície-volume, volume celular e número absoluto de células. A análise dos resultados mostrou que a massa das glândulas parótidas é 43,7% maior (p < 0,01) nos camundongos machos do que nas fêmeas. Esta diferença deveu-se ao fato dos volumes compartimentais dos ácinos, ductos intercalares e ductos estriados serem marcadamente maiores nos machos, respectivamente, 57,6% (p < 0,01), 253,1% (p < 0,01) e 91,1% (p < 0,05). O maior volume do compartimento acinar foi devido a um número total de células e volume celular médio, respectivamente, 24,8% (p < 0,01) e 47,7% (p < 0,01) maiores nos machos do que nas fêmeas.

Baseados nos resultados obtidos, concluímos que existem diferenças morfológicas entre as glândulas parótidas de camundongos machos e fêmeas passíveis de serem detectadas pela morfometria, principalmente nos compartimentos morfológicos dos ácinos e dos ductos intercalares que são mais desenvolvidos nos machos. (*CNPq Research fellow - Proc. 98/11744-9.)

 

  I027  

Produção de leucotoxina e indução de liberação de elastase por amostras de A. actinomycetemcomitans.

S. CAI*, R. BRUGUGNOLI, M. P. A. MAYER.

Departamento de Microbiologia, Instituto de Ciências Biomédicas – USP.
Tel.: (0**11) 3091-7202. E-mail: silvanac@icb.usp.br

Diversos fatores de virulência são responsáveis pela patogenicidade de Actinobacillus actinomycetemcomitans, microrganismo implicado no estabelecimento e progressão de diferentes periodontopatias. Este estudo teve por objetivos analisar a atividade leucotóxica e a capacidade de liberação de elastase após interação deste patógeno com células polimorfonucleares (PMN). Foram estudadas 16 amostras bacterianas isoladas de indivíduos com periodontite de estabelecimento precoce e com periodontite do adulto, não portadores de condições patológicas sistêmicas e não submetidos à antibioticoterapia nos seis meses que antecederam a coleta de placa subgengival. Consentimento informado foi obtido de todos os indivíduos. As amostras foram isoladas em meio seletivo TSBV. A atividade leu­cotóxica foi analisada através da determinação e quantificação da enzima desidrogenase láctica. A liberação de elastase, contida em grânulos de PMN, foi avaliada utilizando-se o substrato succinil-alanil-alanil-valina-p-nitroanilídio. Como controle positivo dos testes foram utilizados PMN rompidos através de sonicação. Células PMN sem adição de bactérias foram usadas como controle negativo. A análise estatística dos resultados revelou atividade leucotóxica significantemente maior nas amostras isoladas de pacientes com periodontite de estabelecimento precoce. Porém, a quantidade de elastase liberada após interação dos PMN com as bactérias foi igual, não havendo diferença significante ao se comparar as amostras dos dois grupos de pacientes.

Os resultados sugerem que os estímulos bacterianos que desencadeiam o processo de degranulação de PMN não se relacionam apenas à atividade leucotóxica do microrganismo. (FAPESP: Processo 97/10934-6.)

 

  I028 

Determinação de anticorpos humorais em indivíduos com doença periodontal do adulto.

R. P. TELES, A. P. COLOMBO, M. C. M. B. TORRES, A. F. B. ANDRADE, R. HIRATA,
W. ROSALÉM*, M. C. S. MENDES.

UNESA – UERJ – UFRJ. E-mail: rteles@yahoo.com

O objetivo deste trabalho foi avaliar a resposta do hospedeiro para determinadas espécies subgengivais, através dos níveis de IgG no soro de indivíduos com doença periodontal do adulto que nunca sofreram tratamento periodontal. Foi realizada a comparação entre achados clínicos e imunológicos destes indivíduos. Após a aprovação do Comitê de Ética e consentimento livre e esclarecido, formam selecionados 20 pacientes com idade entre 36 a 55 anos (idade média: 42,05 ± 5,25) nas Clínicas de Odontologia da Universidade Estácio de Sá. A análise dos anticorpos sistêmicos foi feita utilizando a técnica do ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay), enquanto que a identificação dos microorganismos utilizou a técnica de sonda de DNA (Checkerboard DNA-DNA Hybridization). A avaliação clínica periodontal, incluiu: índice de placa, profundidade de bolsa, nível de inserção, sangramento à sondagem e supuração, em seis sítios por dente. Os dados foram analisados utilizando o programa estatístico SPSS medindo o grau de associação através do Spearman`s Correlation Coeffi­cient. A resposta imunológica considerada elevada foi aquela que ultrapassou 2 desvios padrões da média encontrada no grupo de indivíduos sadios (controle, n = 16). Os resultados sugerem que os níveis de anticorpos estavam elevados para P. gingivalis, A. naeslundii, V. parvula, P. nigrescens, S. intermedius e P. micros, por outro lado, não havia resposta elevada para AaY4 em nenhum dos indivíduos testados. Os níveis de anticorpos para P. gingivalis apresentaram uma correlação positiva com sangramento à sondagem (p < 0,05).

Os resultados sugerem que a resposta através de anticorpos para as espécies testadas aparecem elevadas em indivíduos que nunca se submeteram à tratamento periodontal, exceto para o AaY4.

 

  I029 

Formação de lesões cariosas utilizando um sistema bacteriano, in vitro.

GAMA-TEIXEIRA *, M. R. L. SIMIONATO, M. A. A. C. LUZ.

Departamento de Dentística – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7841, fax: r. 11.
E-mail: gamatex@uol.com.br

O objetivo deste estudo foi verificar a viabilidade de um método na indução do desenvolvimento de cárie secundária, in vitro, utilizando um sistema bacteriano e determinar o tempo necessário para a produção destas lesões. O método utilizado foi proposto por GILMOUR et al., J. of Oral Reahb., 17:6, 1990, acrescido de algumas alterações. Foram utilizados dez terceiros molares humanos sem lesões de cárie prévias. Foram realizados preparos com características de Classe V no terço médio das faces vestibular e lingual, e estes foram restaurados com diferentes mate­riais. A seguir os dentes foram esterilizados em irradiação gama. Cada dente foi imerso em um tubo contendo TSB (Tryptic Soy Broth), 5% de sacarose e Streptococcus mutans. A cada 48 horas, o dente e 200 ml do meio de cultura eram transferidos para um novo tubo com o mesmo conteúdo. Os dentes foram mantidos nesse meio cariogênico durante 20 dias (grupo I) e 40 dias (grupo II). Após remoção dos dentes do sistema microbiano, estes foram preparados para análise ao microscópio de luz convencional e polarizada. As lesões de cárie desenvolveram-se em ambos os grupos. As lesões do grupo II apresentaram-se um pouco mais profundas (0,26 mm ± 0,06), quando comparadas às do grupo I (0,22 mm ± 0,12). Todas as lesões mostraram camada superficial intacta, apresentando zonas de desmineralização na subsuperfície.

O método foi eficaz na indução da formação de lesões cariosas. O período de 20 dias foi suficiente para o desenvolvimento de cárie, sendo que as lesões desenvolvidas durante 40 dias foram ligeiramente mais profundas. (Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do ICB/USP e FO.)

  I030 

Incidência e localização de manchas brancas no esmalte dentário em escolares.

C. C. SCHREINER*, J. C. ROCHA.

Disciplina de Odontopediatria – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – UNESP. Tel.: (0**12) 321-8166.

As manchas brancas encontradas no esmalte de dentes humanos apresentam etiologias variadas e diferentes características, sendo um correto diagnóstico diferencial um dos principais fatores para garantir o sucesso do tratamento e terapêuticas. A proposta desse trabalho foi avaliar a incidência de manchas brancas encontradas no esmalte dentário de crianças, de idade variando de 2 a 10 anos e verificar a etiologia das mesmas. Para a realização deste trabalho foram examinadas clinicamente 300 crianças, pertencentes à escolas municipais de São José dos Campos e foram selecionadas 100 crianças que apresentavam manchas brancas em seus esmaltes dentários. Nestas crianças realizou-se um exame clínico, onde se observaram as características clínicas dessas manchas: localizadas ou generalizadas; opacas ou brilhantes; localização; formas de contorno; associadas à placa bacteriana, à cáries e/ou restaurações.

Os resultados revelaram que as manchas brancas estavam presentes em 34% das crianças examinadas. Concluiu-se que a mancha branca ocasionada por fluorose foi a que teve maior índice de ocorrência.

 

  I031  

Condicionamento ácido em diferentes regiões do esmalte de molares decíduos.

M. FAVA, L. K. SHINTOME*, S. I. MYAKI.

Disciplina de Odontopediatria – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – UNESP. Tel.: (0**12) 321-8166.

O objetivo deste estudo in vitro foi de avaliar ao microscópio eletrônico de varredura, a micromorfologia do esmalte de dentes decíduos após condicionamento com ácido fosfórico a 35%, com tempos de aplicação de 15, 30 ou 45 segundos, sobre a superfície vestibular ou oclusal de molares decíduos. Foram selecionados 24 molares decíduos, clinicamente hígidos, esfoliados naturalmente, que foram armazenados em solução fisiológica à temperatura ambiente. As amostras sofreram limpeza coronária com pasta de pedra-pomes e água em baixa velocidade e foram divididas aleatoriamente em 6 grupos experimentais, com 4 dentes em cada grupo. As amostras dos grupos 1 a 3 receberam condicionamento ácido na superfície vestibular e as amostras dos grupos 4 a 6 na superfície oclusal. Nos G1 e G4, o condicionamento foi realizado durante 15 segundos, nos G2 e G5 durante 30 s e nos G3 e G6 durante 45 s. Após, todos os espécimes foram lavados com “spray” de ar água durante 15 s. Foram desidratados, montados em bases metálicas, cobertos com ouro e examinados em um microscópio eletrônico de varredura (Jeol, JSM - 6100).

A análise das fotomicrografias revelou que as amostras dos grupos G1, G2 e G6 apresentaram predominância do padrão tipo I (SILVERSTONE et al. Caries Res., 9: 373–387, 1975) enquanto nos grupos G3, G4 e G5 observou-se uma predominância do padrão tipo II. Em todos os grupos, quanto maior o tempo de aplicação do agente condicionador, os variados padrões de condicionamento mostram-se mais evidentes.

  I032  

Avaliação in situ do frutooligossacarídeo na remineralização do esmalte dental bovino.

M. S. G. COSTA*, F. ORNELAS, A. S. SERRANO, M. A. R. BUZALAF.

Departamento de Ciências Biológicas – FOB – USP. E-mail: buzalaf@techno.com.br

Vários estudos têm demonstrado que o uso de gomas de mascar aumenta o potencial remineralizante da saliva. O frutooligossacarídeo (FOS) é usado em alguns países como substituto da sacarose, devido ao seu baixo valor calórico, mas o seu potencial cariogênico ainda não foi devidamente testado. O objetivo deste trabalho, devidamente aprovado pela comissão de bioética local, foi avaliar o efeito de gomas de mascar contendo sacarose ou FOS (Meiji Seika, Japão) e de dentifrício contendo 1500 ppm de F na forma de MFP na remineralização in situ de lesões de cárie artificiais. Como controle foi usado dentifrício não fluoretado. O estudo foi do tipo crossover, com 8 voluntários em 4 etapas de 14 dias. Os voluntários utilizaram dispositivo intra-oral mandibular de resina acrílica, contendo 2 blocos de esmalte bovino com lesão de cárie artificial. Após cada etapa, foi analisada a microdureza (Vickers, carga de 100 g) dos blocos de esmalte. Os dados de dureza mostraram que, no grupo controle houve uma remineralização de 60,9% (DP = 7,7%, n = 6), no do dentifrício fluoretado, de 92,8% (DP = 18,3%, n = 16), no da sacarose, de 79,4% (DP = 13%, n = 10) e no do FOS, de 109,5% (DP = 18,2%, n = 16). A ANOVA revelou que existe diferença estatisticamente significante entre os grupos (p < 0,000001) e o teste de Tukey para comparações individuais mostrou que existe diferença significante entre o grupo do FOS e os demais e entre o grupo do dentifrício e o controle. Entre os demais, a diferença não foi estatisticamente significante (p < 0,05).

Assim, os dados obtidos neste estudo demonstraram que o uso da goma de mascar contendo FOS e de dentifrício fluoretado foram efetivos na remineralização in situ de lesões de cárie artificiais, sendo que a primeira foi ainda mais efetiva que o segundo.

 

  I033  

Influência dos agentes dessensibilizantes na resistência à tração da união resina composta-dentina.

P. SANTOS, M. A. P. SOBRAL.

Departamento de Dentística – Faculdade de Odontologia – USP. Tel./Fax: (0**11) 818-7841.

Objetivo: o objetivo do trabalho foi avaliar in vitro a resistência à tração de restaurações diretas de resina composta sobre as superfícies dentinárias quando estas são tratadas previamente com 3 diferentes agentes dessensibilizantes dentinários: Gluma Desensitizer (Heraeus Kulzer), Health-Dent Desensitizer (Health-Dent International) e Cav-Clean (Herpo). Métodos e Resultados: Foram usados 20 dentes molares humanos extraídos. Eles tiveram suas superfícies oclusais cortadas até expor dentina, que foi polida até a granulação 600. Sobre tais superfícies foram feitos condicionamento com ácido fosfórico a 37% e lavagem, ambos por 15 segundos. Então, as amostras foram divididas em 4 grupos para sofrerem diferentes tratamentos: Grupo 1 (controle): adesivo dentinário [Single Bond (3M)] + resina composta [Z100 (3M)]; Grupo 2: Gluma + adesivo dentinário + resina composta; Grupo 3: Health-­Dent + adesivo dentinário + resina composta; Grupo 4: Cav-Clean + adesivo dentinário + resina composta. Os agentes dessensibilizantes foram aplicados na dentina por 30 segundos, e o adesivo e a resina, segundo as instruções do fabricante. A resina composta foi aplicada na dentina com a ajuda de uma matriz de silicone. Após serem armazenadas por 7 dias, as amostras foram tracionadas na máquina Winstron 4442, e os dados obtidos foram analisados através do teste t de Student com a = 0,05. A análise estatística mostrou que os maiores valores de resistência à tração foram obtidos no grupo controle, seguida pelos grupos 3, 2 e 4. Porém, não houve diferenças significativas na resistência à tração entre os vários grupos analisados quando comparados com o grupo controle e entre si.

Conclusão: O uso dos agentes dessensibilizantes dentinários em questão antes de restaurações diretas de resina composta não afeta a força de adesão desta com a dentina.

 

  I034  

Diagnóstico de cárie oclusal em molares decíduos.

G. R. CIRANO*, M. D. M. OLIVEIRA, C. R. M. D. RODRIGUES, L. F. LOPES.

Departamento de Odontopediatria – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7835.

Este trabalho analisou in vitro a sensibilidade e a especificidade dos métodos visual, visual/táctil e visual/radiografia interproximal no diagnóstico de lesão de cárie oclusal em molares decíduos e verificou as divergências inter e intra-examinadores. Foram utilizados 20 segundos molares decíduos, com pelo menos um sítio oclusal com suspeita de cárie. Os examinadores, 12 especialistas em Odontopediatria, avaliaram cada dente através dos métodos propostos, sendo a face oclusal considerada, simplesmente, hígida ou cariada. Novos exames foram realizados após 60 dias, seguindo a mesma metodologia. Para validação dos dados foi utilizado o exame histológico das secções através de lupa estereoscópica. Os resultados mostraram diagnósticos contraditórios entre os exames e também entre as consultas, apesar destas não serem estatisticamente significantes (teste X²). Os valores obtidos de sensibilidade foram 0,591, 0,651 e 0,502 e de especificidade foram 0,760, 0,750 e 0,802, respectivamente para os exames visual, visual/táctil e visual/radiografia interproximal. A comparação cruzada entre os exames, mostrou diferenças estatisticamente significantes de sensibilidade entre o exame visual/radiografia interproximal e os demais (teste de diferença entre 2 proporções). A análise da concordância inter e intra-examinadores não demostrou significância estatística.

Os métodos avaliados foram efetivos para o diagnóstico de cárie oclusal, sendo apenas significante a baixa sensibilidade do exame visual/radiografia interproximal em comparação com os outros métodos. Os exames mostraram grande variação individual e pouca reprodutibilidade, apesar destes dados não serem estatisticamente significantes.

  I035  

Eficácia de escovação em superfícies oclusais: escova unitufo versus escova convencional.

F. GONÇALVES*, M. D. M. OLIVEIRA, C. R. M. D. RODRIGUES, L. F. LOPES.

Departamento de Odontopediatria – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7835.

O objetivo desta pesquisa foi comparar a eficácia da remoção de biofilme na superfície oclusal entre as escovas dentárias unitufo e convencional utilizando-se técnica vestibulolingual de posicionamento, em primeiros molares inferiores permanentes, com ou sem capuz gengival distal. Foram selecionados 20 dentes com e 20 dentes sem capuz, em crianças de 5-7 anos, os quais não apresentaram evidência clínica da doença cárie, estando em infra-oclusão. Os dentes foram examinados quanto à presença ou não de biofilme visível; quanto ao tipo de biofilme e quanto à presença ou não de sangramento gengival após sondagem. Foi aplicada nas superfícies oclusais solução de verde de malaquita e os índices anotados, com valores de 0-3. O Grupo I utilizou escova unitufo e o Grupo II, escova infantil com técnica vestibulolingual, sendo após aplicado o corante e os novos índices anotados. Os resultados demonstraram haver diferença estatisticamente significante, quando comparados os índices iniciais e fi­nais, para ambos os grupos (teste t pareado – p = 0,0001). Quando comparados os dois grupos, quanto ao percentual de redução de biofilme, não houve diferença estatisticamente significante (teste t – p = 0,889). Não houve influência estatisticamente significante da presença ou não de capuz, sangramento gengival e tipo de biofilme em nenhuma das situações (teste t).

Os resultados permitem concluir que as duas técnicas testadas foram eficazes na remoção de biofilme das superfícies oclusais de molares inferiores em estágios iniciais de erupção.

 

  I036  

Aciduricidade de cepas de S. mutans e sua relação com a incidência de cárie.

F. LEMBO*, Y. O. PRESTO, R. MATTOS-GRANER, P. L. LONGO, M. P. A. MAYER.

Departamento de Microbiologia – I. C. Biomédicas – USP. Tel.: (0**11) 3091-7348.
E-mail: mpamayer@icb.usp.br

A capacidade acidogênica e acidúrica de S. mutans, somadas à produção de polissacarídeos, capacidade de aderência ao esmalte e de agregação são os fatores responsáveis pela sua cariogenicidade. O presente estudo tem como objetivo analisar a variabilidade na tolerância a ácidos de cepas de S. mutans isoladas de crianças de 12-30 meses de idade, com diferentes experiências de cárie. A aciduricidade foi comparada a outros fatores analisados anteriormente (MATTOS-GRANER et al., J. Dent. Res., 79:2000) nas mesmas cepas e ao nível salivar na bactéria na criança e a prevalência e incidência de cárie. Suspensões padronizadas de 16 isolados recentes de S. mutans, da cepa GS-5, e de um isolado de S. sobrinus foram inoculadas em caldo BHI tamponado pH 4,0 e pH 7,0. Após 1 hora de incubação, realizou-se a estimativa do número de UFC de S. mutans em ambos os meios, e calculou-se a porcentagem de células sobreviventes em pH 4,0, em relação ao número obtido em pH 7,0 (controle). Todas as amostras foram capazes de resistir ao pH 4,0, embora tenha ocorrido redução no número de UFC em relação ao pH 7,0. Houve variabilidade na capacidade acidúrica das cepas de S. mutans estudadas. Através de teste de correlação de Spearman, demonstramos que a tolerância a ácidos das cepas de S. mutans não se relacionou com a acidogenicidade, com a atividade da enzima glicosiltransferase, com a prevalência ou a incidência de cárie na criança, ou com o nível de infecção por S. mutans.

Apesar da observação de variação na tolerância a ácidos entre amostras de S. mutans, os resultados sugerem que esta variabilidade não se reflete no potencial patogênico das cepas.

 

  I037  

Remoção de tecido cariado: análise em MEV.

S. K. MOURA*, P. E. C. CARDOSO, W. G. MIRANDA Jr.

Departamento de Materiais Dentários da FOUSP. Tel./Fax: (0**11) 3091-7840/3091-7842.

O objetivo deste estudo in vitro foi analisar, através de microscopia eletrônica de varredura (MEV), superfícies de dentina após a remoção de tecido cariado, através de dois métodos: tradicional (broca e solução evidenciadora de cárie) e remoção química (Carisolv™). Nove molares humanos cariados foram seccionados transversalmente (Extec Labcut 1010/Blade 12235), totalizando 5 amostras por condição experimental, divididas em: Grupo 01 – não houve remoção de cárie; Grupo 02 – remoção de cárie com solução evidenciadora (Caries Detector®) e broca de aço; Grupo 03 – remoção química de cárie (Carisolv™). Uma parte das amostras recebeu condicionamento ácido (ácido fosfórico 37% - 15 s) prévio ao preparo para MEV, a outra não. Seguiram-se: fixação em solução de glutaraldeído a 2% em tampão de cacodilato 0,1 M e pH = 7,4, imersão em solução tampão de cacodilato, desidratação em concentrações crescentes de álcool etílico, tratamento com HMDS e cobertura com ouro. A remoção tradicional da cárie resultou em superfície de dentina coberta por “smear layer” e apenas o condicionamento ácido permitiu visualizar os túbulos dentinários e colágeno em seu interior. A remoção de cárie com Carisolv™ produziu superfície de dentina rugosa e sem “smear layer”, permitindo observar túbulos dentinários sem colágeno no interior, independentemente da realização do condicionamento ácido.

Concluiu-se que a remoção química da cárie produziu superfície de dentina morfologicamente distinta do método de remoção tradicional. (Processo FAPESP 99/12714-9.)

 

  I038  

Conhecimentos sobre saúde bucal de responsáveis por pacientes especiais.

L. H. R. ANDRADE, E. R. BUNDZMAN, R. A. ELIAS, E. V. M. KEESE, E. C. CORREA.

UNIGRANRIO – RJ.

O objetivo desta pesquisa foi investigar os conhecimentos sobre saúde bucal de familiares e/ou responsáveis por pacientes com necessidades especiais. Foram entrevistados, através de um questionário fechado, 95 responsáveis por pacientes com necessidades especiais matriculados na Disciplina de Clínica de Pacientes Especiais da Faculdade de Odontologia da Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO). O questionário abordava as principais doenças bucais e suas etiologias, bem como o acesso dos pacientes especiais à atenção odontológica. Com relação à cárie, 64,9% dos entrevistados consideravam-na como uma doença, contudo somente 30,4% sabiam que esta é contagiosa e 16,3% que o beijo na boca pode ser uma das formas de contágio. A grande maioria (97,9%) afirmou que a presença de açúcar nos alimentos pode causar cárie, entretanto 26,6% não tinham conhecimento de que o mel e o açúcar mascavo também são cariogênicos. A presença obrigatória do flúor no dentifrício foi ratificada por 85,1% dos participantes da pesquisa e somente 41,3% responderam que a perda de um dente decíduo poderia trazer prejuízos futuros à criança. Os responsáveis (95,7%) reconheceram que os pacientes especiais necessitam de dentistas com conhecimentos específicos e que estes pacientes (74,2%) não conseguem atendimento em quaisquer serviços de odontologia.

Os responsáveis por pacientes com necessidades especiais entrevistados detêm algum conhecimento sobre saúde bucal, mas necessitam de educação principalmente sobre a etiologia das doenças bucais e suas conseqüências e da inserção em um programa de promoção de saúde, vislumbrando a manutenção da saúde no núcleo familiar.

 

  I039  

Estudo sobre a prevalência de fluorose em pacientes da FO-Gama Filho/RJ e fatores associados.

G. B. CASTRO*, M. L. A. NEVES, S. C. CHARLIER, M. E. COSTA, F. T. FERREIRA.

Disciplina de Odontopediatria – Faculdade de Odontologia Gama Filho – RJ.
Tel.:(0**21) 599-6166.

O objetivo deste estudo é avaliar a presença de fluorose em pacientes atendidos pela clínica de Odontopediatria da FO-Gama Filho/RJ e relacionar a sua presença com fatores de risco. Para isto 51 fichas provenientes dos atendimentos clínicos do ano de 2000 foram examinadas. O grau de fluorose foi medido através do índice de Dean e a experiência de cárie através do índice CPOD/ceo. Dados da anamnese referentes à história pregressa de utilização de fluoretos, como o uso de suplementos vitamínicos, freqüência de escovação, ingestão de dentifrício, bochechos com fluoretos e história de aplicação tópica no colégio ou em consultório foram colhidos. A média de idade das crianças foi de 7,1 (± 2,2), variando de 4 a 13 anos, sendo 41,2% pacientes do sexo feminino e 58,8% do sexo masculino. Sinais de fluorose dental foram encontrados em 11,8% das crianças, sendo destas, 0% com grau 1, 50% com grau 2, 33,3% com grau 3 e 16,7% com grau 4. Dos fatores de risco para fluorose, a história de ingestão de vitaminas contendo fluoreto (Calcigenol - Hoechst; Kalyamon - Cilag) foi significante com relação à presença de fluorose (p = 0,002; teste de Fisher), assim como a história relatada de ingestão de dentifrício (p = 0,0009; teste de Fisher). A média do CPOD e ceo das crianças com fluorose foi de 1,0 (± 1,3) e 7,0 (± 1,4) e das crianças sem sinais de fluorose foi 1,2 (± 1,8) e 5,1 (± 5,4), sendo que estes valores não diferiram significativamente entre os grupos (p = 0,79 e p = 0,42 respectivamente; ANOVA).

De acordo com os dados analisados podemos concluir que o uso de suplementos vitamínicos contendo fluoreto e a ingestão de dentifrício estão relacionados ao aparecimento de fluorose. Sugere-se conscientizar a classe médica sobre possíveis reações adversas no esmalte dentário da administração destes medicamentos.

 

  I040  

Avaliação da condição bucal de bebês desnutridos.

M. LOUVAIN*, J. MIASATO, L. DAMASCENO, E. PIASSI.

Faculdade de Odontologia de Campos – RJ; Faculdade de Odontologia da UNIGRANRIO – RJ/UFRJ. E-mail: massao@unigranrio.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a condição bucal de crianças desnutridas com até 24 meses de idade, do Centro de Referência e Tratamento da Criança e do Adolescente – CRTCA na cidade de Campos dos Goytacazes – RJ. A amostra foi composta de 51 crianças que ao nascimento apresentavam peso igual ou abaixo de 2500 g (GA) e 37 crianças que apresentavam ao nascimento peso de 2.600 a 2900 g (GB). GA e GB na época do estudo apresentavam-se desnutridos. Os dados foram coletados dos prontuários das crianças e através de entrevista com as mães. As variáveis MBA, lesão cavitada (Lc), hipoplasia(H) e biofilme (B) referem-se a região anterior superior e inferior. O exame bucal do bebê foi realizado sob iluminação natural, na posição “joelho-joelho”, com o auxílio de espelho bucal e utilizando gaze para secar as superfícies dos dentes. Em relação ao sexo 43,13% (n = 22) e 45,96% (n = 17) eram do sexo masculino respectivamente do GA e GB. Os resultados estão expressos no quadro abaixo:

 

Idade

Dentes*

MBA**

Lc

H

B

GA

14,4 ± 5,4

4,0 ± 3,4