A001
Prevalência dos tipos de fissuras lábio-palatais entre
pacientes não-operados.
DALBEN, G.
S.*, SANTAMARIA Jr., M., FREITAS, P. Z., SILVA FILHO, O. G.
Departamento
de Ortodontia – HRAC – USP. Tel.: (0**14) 235-8143.
E-mail: gsdalben@ig.com.br
Procurou-se investigar a epidemiologia dos vários tipos de
fissuras lábio-palatais encontrados no HRAC no ano de 2000, buscando dados
atuais sobre a sua prevalência, sua distribuição entre pacientes brasileiros em
relação ao sexo, região de origem e classificação sócio-econômica; e investigar
a porcentagem destes pacientes que relatam a ocorrência de outros casos de
fissuras na família, indicando sua tendência hereditária. Os dados foram
obtidos através de questionário e exame clínico aplicados em 803 pacientes
não-operados que compareceram ao serviço no ano de 2000. Foi encontrada uma
maior prevalência de fissuras completas de lábio e palato unilaterais e
bilaterais (40%), seguidas pelas fissuras de palato (34%) e pelas fissuras de
lábio (25,5%). Foi encontrada uma predileção discreta das fissuras de palato
pelo sexo feminino (53%), com predominância do sexo masculino em todos os
outros tipos de fissuras lábio-palatais (cerca de 60%). Não foi observada
diferença na distribuição dos tipos de fissuras em relação às regiões
brasileiras. A maior parte dos pacientes (71,4%) pertencia à classe
sócio-econômica baixa (superior e inferior). Uma porcentagem significante de
pacientes (32%) relatou presença de um ou mais casos de fissuras lábio-palatais
na família, principalmente em parentes de primeiro grau (66,7%) e com
predominância entre os parentes de fissuras completas de lábio e palato (34%).
As informações obtidas permitem afirmar a predominância das fissuras
completas, de tratamento mais complexo, a maior ocorrência no sexo masculino e
a tendência hereditária da anomalia.
A002
Modulação simpática da expressão de CGRP em neurônios do
gânglio trigeminal que inervam a ATM do rato em condições de normalidade e
inflamação induzida.
ERVOLINO,
E.*, CASATTI, C. A., DAMICO, J. P., ARROYO, M. T., BAUER, J. A.
ICB –
USP.
O trabalho analisou a influência exercida pelo sistema
nervoso simpático sobre a expressão do peptídeo relacionado ao gene da
calcitonina (CGRP), nos neurônios do gânglio trigeminal (GT) que inervam a
articulação temporomandibular (ATM), em condições de normalidade e, após
indução de inflamação com carragenina. Foram utilizados 4 grupos
(n = 5) de ratos Wistar machos submetidos à deposição do
neurotraçador, “fast blue” (FB), na ATM: (A) grupo controle absoluto; (B) grupo
com inflamação na ATM e, com inervação simpática intacta; (C) grupo submetidos
à remoção cirúrgica prévia do gânglio cervical superior (GCS) e com ATM normal;
(D) grupo submetido à remoção cirúrgica prévia do GCS, e inflamação na ATM.
Após 15 dias da deposição do neurotraçador, os animais foram perfundidos
transcardiacamente com solução de NaCl 0,9% seguida de solução fixadora
(formaldeído 4%, 0,1 M, pH 9,5). Os GT ipsilaterais foram coletados e
seccionados (30 µm), submetidos a imunofluorescência indireta para
detecção do CGRP, e analisados em microscopia de epifluorescência. A média das
porcentagens de neurônios FB positivos e CGRP imunorreativos (IR) foi de
34,7 ± 2,6%, 49,5 ± 2,3%, 40,6 ± 1,8% e 49,6 ± 3,5%,
respectivamente para os grupos A, B, C e D.
Os dados permitem concluir que: 1) a expressão de CGRP em neurônios do
GT é modificada durante o processo inflamatório; 2) a desnervação simpática da
ATM induz um aumento do número de neurônios FB/CGRP-IR do GT somente em animais
com a articulação em estado de normalidade. (Apoio: FAPESP.)
A003
Ação antimicrobiana no líquido de cistos odontogênicos.
TRAINA, A.
A.*1, DEBONI, M. C. Z.2, NACLÉRIO-HOMEM, M. G.2,
CAI, S.3
1Graduação,
Iniciação Científica; 2Disciplina de Cirurgia – FOUSP; 3Departamento
de Microbiologia Oral – ICB – USP - SP.
A terapêutica de eleição para os cistos odontogênicos é a
cirúrgica e, quando apresentam-se infectados, necessitam de cobertura
antibiótica no pré-operatório. Há controvérsias quanto à difusão de
antibióticos no interior dessas lesões, pela pouca vascularização do epitélio
cístico. O objetivo deste trabalho foi verificar a ação antimicrobiana da
amoxicilina e do metronidazol, em cistos odontogênicos infectados. Oito cistos
radiculares odontogênicos foram puncionados antes e após antibioticoterapia. Os
pacientes foram divididos em: Grupo I, constituído de cinco pacientes, com
administração de amoxicilina, 500 mg a cada seis horas, e Grupo II,
composto de três pacientes, tratados com metronidazol, 400 mg a cada oito
horas, durante sete dias. Após este período foram submetidos à cirurgia de
enucleação. O líquido cístico coletado das punções foi semeado em meios de
cultura, para contagem de bactérias totais e de bactérias anaeróbias estritas.
Os resultados revelaram que, inicialmente, o número de bactérias presentes no
líquido cístico foi significativamente superior à quantidade isolada após a
antibioticoterapia. Verificou-se também que, a maioria dos microrganismos
presentes no material coletado, antes da administração dos antibióticos, era
anaeróbia estrita.
Concluímos que a antibioticoterapia, suplementar à cirurgia foi capaz de
diminuir o número de bactérias presentes no líquido cístico e, portanto, houve
difusão dos antibióticos para o interior das lesões císticas, em concentrações
suficientes para exercerem atividade antimicrobiana. (Apoio financeiro:
FUNDECTO.)
A004
Avaliação do período pós-operatório em 232 pacientes
submetidos à cirurgia oral.
Breithaupt-Silva, A. C.*, Manzano,
R., Oliveira-Filho, R. M., Crivello Jr., O.
Departamento
de Cirurgia, Prótese e Traumatologia Maxilo-Faciais – FOUSP; Departamento
de Farmacologia – ICB – USP.
No período pós-operatório (PO), em geral, os cirurgiões
tendem a superestimar a dor, enquanto os pacientes dão mais importância a
problemas como dificuldades na mastigação de alimentos consistentes, edema e
ageusia. Neste trabalho estudamos o período PO através de um questionário
focalizando a sintomatologia, aplicado na clínica do Curso de Cirurgia Oral da
EAP-APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas). A casuística
compreendeu 232 pacientes atendidos nos anos de 1998 e 1999. Os PO foram
classificados como “ótimo” (sem queixas); “bom” (1 ou 2 queixas referidas, p.
ex. dor, edema); “regular” (3 ou 4 queixas) ou “péssimo” (mais de 4 queixas).
As cirurgias estão resumidas no quadro abaixo. Os resultados apontaram 40,4% de
PO ótimo, 32,5% bom, 24,6% regular e 2,5% péssimo.
|
Ano |
3ºm |
ExoS |
RaizR |
LOss |
LTMol |
Apc |
Fren |
Alv |
Supr |
Outras |
|
1998 |
41,3% |
26,6% |
13,8% |
4,6% |
4,6% |
1,8% |
– |
1,8% |
1,8% |
3,7% |
|
1999 |
54,3% |
15,3% |
7,3% |
4,8% |
0,8% |
2,2% |
3,1% |
0,8% |
4,1% |
7,3% |
Abreviaturas:
3ºm = terceiro molar; ExoS = exodontia simples; RaizR = raiz
residual; LOss = lesão óssea; LTMol = lesão de tecido mole;
Apc = apicectomia; Fren = frenectomia; Alv = alveoloplastia;
Supr = supranumerário.
Como esperado, a maioria (71%) dos PO regulares e péssimos
relacionaram-se com cirurgias de terceiros molares. Apesar de prescrição
específica, 14,3% dos casos resolveram-se sem uso de qualquer medicação.
A005
Efeito do tratamento ortopédico no perfil tegumentar
utilizando dois tipos de aparelhos diferentes.
DOMINGUEZ-RODRIGUEZ,
G. C.*, CRISTANTE, J. F.
Departamento
de Ortodontia e Odontopediatria – FOUSP.
O presente estudo prospectivo teve como objetivo comparar as
mudanças observadas no perfil tegumentar decorrentes do tratamento com dois
tipos de aparelhos ortopédico-funcionais, em adolescentes com maloclusão de
Classe II divisão 1a e retrognatismo mandibular. A amostra
utilizada foi constituída por 88 telerradiografias em norma lateral de 44
pacientes, divididos em dois grupos. O Grupo I foi formado por 21
pacientes (idade média: 10 anos e 7 meses ± 1,1 anos), tratados com o
aparelho Bionator de Balters durante 18 meses e o Grupo II formado por 23
pacientes (idade média: 12 anos e 11 meses ± 1 ano) tratados com o
aparelho de Herbst durante 12 meses. As telerradiografias foram obtidas em
todos os pacientes imediatamente antes e depois do tratamento. Uma vez
traçadas, foram determinadas as grandezas cefalométricas H-Nariz e ângulo H.NB,
que avaliam o perfil tegumentar. Após a avaliação dos dados e a análise
estatística observou-se uma diminuição estatisticamente significante das duas
grandezas nos dois grupos (ângulo H.NB: 2,15º no Grupo I e 3,42º no
Grupo II ; distância H-Nariz: 3,34 mm no Grupo I e 4,45 mm
no Grupo II) mostrando uma redução favorável da convexidade facial
estatisticamente maior no Grupo II.
Com isto, pode-se concluir que a resposta ao tratamento com os dois
tipos de aparelhos ortopédico-funcionais utilizados foi vantajosa em relação
ao perfil, porém, quando comparadas as diferenças o Herbst mostrou ser mais
eficiente.
A006
Freqüência do trauma facial em centros traumatológicos de
Porto Alegre.
FUTTERLEIB,
A.*, PADILHA, D. M. P., BARBISAN, A. O., BAUMGART, C.
Faculdade de
Odontologia – UFRGS.
O trauma pode ser considerado um problema de saúde pública,
pois é causa comum de morbidade e mortalidade, um grande número de pessoas são
envolvidas e apesar da existência de meios de prevenção e controle, os eventos
traumáticos continuam ocorrendo. O trabalho tem por objetivo avaliar
estatisticamente a freqüência, as causas e conseqüências dos traumas faciais em
dois centros de trauma em Porto Alegre entre 1º/01/98 e 31/12/99. Trata-se de
uma pesquisa documental direta retrospectiva de pron-tuários, observando a
região anatômica fraturada, idade e sexo dos pacientes, causa do trauma, lesões
associadas, dias e meses das internações são apresentados. A análise
estatística foi realizada no programa EPI INFO 6.04. Foram internados 782
pacientes com trauma facial; 649 pacientes (83,00%) eram homens; a faixa etária
dos 18 aos 30 anos foi a mais prevalente com 297 pacientes (37,98%). Os
acidentes de trânsito levaram 266 pacientes aos hospitais (34,01%); agressões
físicas 203 (26,00%). A região da face mais fraturada foi a mandíbula com 381
fraturas (36,04%), seguida pelo complexo zigomático com 337 (31,88%). Ocorreram
243 lesões associadas. O dia mais freqüente foi domingo com 153 internações
(19,56%).
O mês mais freqüente foi janeiro com 89 internações (11,38%). Os homens
são mais atingidos por traumas faciais; a faixa etária dos 18 aos 30 anos é
mais prevalente; a região mandibular é mais fraturada; os acidentes de trânsito
e agressões físicas são as principais causas dos traumas.
A007
Características morfológicas e relações anatômicas do
processo estilóide.
SOUSA, L.
G.*, SIÉSSERE, S., VITTI, M., SEMPRINI, M.
Departamento
de Morfologia, Estomatologia e Fisiologia – FORP – USP.
Tel.: (0**16) 602-4026.
O processo estilóide é uma estrutura anatômica em forma de
estilete que se localiza no osso temporal, abaixo da porção timpânica. Seu
tamanho médio é de aproximadamente 2,5 cm podendo apresentar-se alongado
até 8 cm caracterizando a Síndrome do Processo Estilóide ou Síndrome de
Eagle, sendo estas largamente abordadas pela literatura. O objetivo deste
trabalho é de mostrar as características morfológicas do processo estilóide,
assim como suas relações anatômicas, já que este se relaciona direta ou
indiretamente com importantes estruturas anatômicas e tal fato não é relatado
na literatura. Para a realização deste trabalho foram utilizadas cabeças
humanas que foram fixadas em formol a 10%. Posteriormente, com o uso de
bisturi, tesouras curvas de pontas fina e romba, pinça íris, afastadores e
osteótomo, fez-se a dissecação por planos, removendo-se parcialmente as
estruturas adjacentes até que se atingisse o local do processo estilóide
expondo as estruturas relacionadas.
Com este trabalho pode-se concluir que as estruturas relacionadas
diretamente ao processo estilóide são os músculos estilofaríngeo, estiloglosso
e estilo-hioídeo e os ligamentos estilo-hioídeo e estilomandibular e as
estruturas indiretamente relacionadas são inúmeras, incluindo os nervos facial
e trigêmio, artéria carótida externa e ramos da artéria carótida interna, sendo
estas de grande importância clínica.
A008
Análise da ação da dexametasona administrada via enteral e
parenteral.
SCHEIDEGGER-SILVA,
L.*, MORAES, M., PASSERI, L. A.
Departamento
de Diagnóstico Oral – FOP – Unicamp.
Este estudo se propôs a comparar clinicamente os efeitos
sobre a dor, edema e limitação de abertura bucal, de 4 mg de dexametasona
administrada pelas vias enteral e parenteral, em pacientes submetidos a
extrações dos terceiros molares inferiores inclusos bilaterais em posições
similares. Dezenove pacientes foram submetidos às extrações em sessões
distintas, onde de um lado foi utilizada a via oral e do outro a intramuscular
intrabucal (m. masseter). Utilizando-se de dados recolhidos nos períodos pré- e
pós-operatórios de 24 e 48 h, foram realizadas as seguintes análises: dor
pela escala analógica visual (KEESLING, KEATS, Oral Surg, v. 11,
p. 736, 1958) e pelo consumo de analgésicos; edema por medidas na face
(NEUPERT III et al., JOMS, v. 50, p. 1177, 1992) e por
medidas fotográficas; e limitação da abertura bucal utilizando-se um
paquímetro. Todos os dados foram submetidos ao teste de Wilcoxon pareado
(p >> 0,05), exceto o edema pelas medidas na face que foram
submetidos ao teste de Tukey (p >> 0,05). Os resultados
indicaram que não houve diferença estatistica significativa para a dor, a
limitação de abertura bucal, e o edema pelo método fotográfico. Entretanto,
houve menos edema pela via parenteral segundo a análise das medidas na face.
Foi concluído que não houveram diferenças na dor e limitação de abertura
bucal, quando se empregou a dexametasona, por via oral ou intramuscular. A
dexametasona por via intramuscular controlou melhor o edema, segundo a análise
das medidas na face diferindo dos resultados da análise fotográfica. (Apoio financeiro:
CAPES.)
A009
Alterações nas glândulas salivares causadas por lesão do
nervo facial.
CRIPPA, G.
E.*, NUCCI-DA-SILVA, L. P., SILVA, C. A., DEI BEL, E. A.
Departamento
de MEF – FORP – USP - Ribeirão Preto, SP. Tel.: (0**16) 602-4050.
E-mail: gecrippa@hotmail.com
A lesão unilateral do nervo facial causa paralisação motora
da hemiface correspondente. O objetivo deste estudo foi avaliar as alterações
no peso e na expressão da NADPH-diaforase das glândulas submandibular e
sublingual do rato. Foram utilizados ratos Wistar machos (150 g)
distribuídos em 3 grupos: controle; falso operado e axotomia (secção unilateral
do nervo facial direito). As glândulas dos animais do grupo axotomia
apresentaram redução bilateral de peso 7 (216:1: 5 mg, n = 20) e
28 dias (230:1:4 mg, n = 20) após a lesão em relação ao controle
(7 dias - 284:1:4,6 mg, n = 20 e 28 dias -
290:1:5,4 mg, n = 20) ou falso operado (7 dias -
278:1:8,5 mg, n = 20 e 28 dias - 289:1:4,3 mg,
n = 20). Não houve alteração no peso das glândulas aos 56 dias. A
histoquímica para NADPH-diaforase na glândula submandibular indicou maior
número de ductos marcados no grupo axotomia 7 dias após a lesão (72:1:4,7
ductos/105 mm2, n = 10) comparado ao controle
(51:1:2,3 ductos/105 mm2, n = 10) ou falso operado
(57:1:2,3 ductos/105 mm2, n = 10), bilateralmente.
Não foram observadas alterações no número de ductos marcados 28 ou 56 dias da
lesão. Na sublingual, não houve qualquer diferença entre os grupos nos 3 tempos
analisados.
A lesão do nervo facial provoca atrofia bilateral reversível nas
glândulas submandibular e sublingual acompanhado de aumento do número de ductos
NADPH-diaforase positivos na submandibular na fase aguda da lesão. (Apoio
financeiro: FAPESP, CNPq.)
A010
Análise epidemiológica, formas de tratamento e complicações
dos traumatismos faciais.
SILVA, A.
C.*, PASSERI, L. A.
Departamento
de Diagnóstico Oral – FOP – Unicamp.
E-mail: alessandrofop@yahoo.com
Este estudo avaliou a epidemiologia, formas de tratamento e
complicações dos traumatismos de face ocorridos na região de Piracicaba e
atendidos pela Área de Cirurgia da Faculdade de Odontologia de
Piracicaba – Unicamp, no
período de abril de 1999 a março de 2000. Observou-se a ocorrência desses
traumatismos em 340 pacientes, envolvendo principalmente homens (78,53%), da
cor branca (60,59%), na faixa etária dos 21 aos 30 anos (25,88%), sendo a
maioria economicamente ativo (54,71%), principalmente no mês de outubro
(12,94%) e aos finais de semana (44,41%), tendo como etiologia mais freqüente
as quedas (37,06%). As fraturas zigomáticas foram as que mais ocorreram
(38,02%). 50,59% dos pacientes submeteram-se a alguma intervenção, sendo que
dos que não se submeteram, 52,98% apresentavam fraturas. Do total das fraturas
maxilomandibulares, 5,83% submeteram-se ao bloqueio maxilomandibular. 68,22%
dos traumatismos nos tecidos moles necessitaram de sutura, sendo a região mais
afetada a extrabucal (56,30%). As complicações pós-operatórias ocorreram em
18,92% dos casos cirúrgicos, sendo mais comum as infecções (9,91%).
Pôde-se concluir que tais traumatismos ocorreram principalmente aos
finais de semana envolvendo homens, jovens, brancos, economicamente ativos e
apresentando na maioria dos casos algum vício. O tempo decorrido do traumatismo
à cirurgia, as múltiplas fraturas de face, especialmente as mandibulares,
relacionaram-se intimamente com a incidência de complicações pós-operatórias.
(Processo FAPESP nº 99/04057-8.)
A011
Substituição do amálgama pela pasta zinco-eugenólica em um
novo preparo apical.
QUIRINO, L.
C., COMUNIAN, C. R., FARIA, R. A., NAVES, M. D.*
Departamento
de Clínica, Patologia e Cirurgia Odontológicas – UFMG. Tel.: (0**31)
3482-3076.
Os insucessos na apicectomia com obturação retrógada são
significativos, tendo como causa principal o não-vedamento do novo forame pelo
material retrobturador, levando, portanto, à indicação de um novo ato
cirúrgico. Esta pesquisa in vitro realizada com 45 dentes humanos,
extraídos na Clínica Cirúrgica da FO – UFMG por indicação clínica, procurou
avaliar o vedamento da pasta zinco-eugenólica em um preparo de retrobturação
onde anteriormente estava retrobturado com o amálgama sem zinco. Após a
realização de um grupo controle com 15 dentes, 30 dentes tiveram suas coroas e
o terço apical removidos, o canal radicular esvaziados e alargados até o terço
médio com brocas de Gates. O preparo apical foi realizado com 2 mm de
profundidade utilizando brocas esféricas para PM e retrobturados com o amálgama
sem zinco. Após sete dias, um novo preparo de retrobturação, amplo e logo
abaixo da superfície apical de amputação, foi realizado, removendo-se o
amálgama neste local. A pasta zinco-eugenólica foi inserida nesse preparo.
Todas as raízes receberam o corante azul de metileno a 2% com pH 7,2
gotejado no interior do canal por sete dias. A seguir, as raízes foram clivadas
longitudinalmente e os preparos da retrobturação com a pasta zinco-eugenólica
avaliados quanto à presença e ausência do corante.
Observou-se que a realização de um novo preparo apical melhorou a
capacidade de vedamento da pasta zinco-eugenólica, não permitindo a infiltração
do corante azul de metileno em todos os preparos de retrobturação dessa
pesquisa.
A012
Avaliação clínica descritiva da freqüência de fatores que
podem interferir na erupção de caninos permanentes superiores.
ABREU, A.
T.*, OLIVEIRA, F. A. M.
Programa de
Pós-Graduação em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial – FO – PUCRS.
A identificação precoce de distúrbios no trajeto de erupção
dos caninos permanentes superiores proporciona um número maior de opções de
tratamento e um melhor prognóstico para o paciente. Foram examinados 41
pacientes, entre 7 e 12 anos de idade, com o objetivo de avaliar a freqüência
de fatores que podem interferir na erupção dos caninos superiores: ausência ou
malformações de incisivos laterais permanentes superiores, identificação
clínica do canino permanente por meio de palpação bidigital e espaço disponível
no arco maxilar para erupção destes elementos dentários. Utilizando avaliação
clínica e radiográfica e análise de modelos de estudo, observou-se agenesia de
incisivos laterais superiores em 2,4% e malformação destes dentes em 14,6% da
amostra. A posição do canino permanente superior foi identificada
bilateralmente em 75,6% dos indivíduos avaliados, unilateralmente em 14,6% e em
9,8% da população estudada não foi possível identificar a posição do canino.
Dos pacientes avaliados, 55% não apresentaram espaço disponível no arco maxilar
para erupção dos caninos e pré-molares permanentes superiores.
As freqüências de agenesia e malformações de incisivos laterais não
foram consideradas expressivas, enquanto as freqüências de identificação
bilateral do canino e de deficiência de espaço maxilar foram consideradas
expressivas. (Apoio financeiro: CAPES – demanda social. Aprovado pela
Comissão Científica e de Ética da FO – PUCRS: protocolo nº 35/99.)
A013
Crescimento craniofacial em crianças com fissura unilateral
completa de lábio e palato: comparação entre dois protocolos cirúrgicos.
CALVANO,
F.*, SILVA FILHO, O. G., ASSUNÇÃO, A.
Departamento
de Ortodontia – HRAC – USP. Tel.: (0**14) 235-8146.
O presente trabalho de pesquisa descreve os resultados de
uma avaliação radiográfica usando telerradiografias de norma lateral de 75
crianças portadoras de fissura unilateral completa de lábio e palato, numa
faixa etária compreendida entre os 4 e 7 anos. A amostra foi composta por 33
pacientes do sexo masculino e 20 do sexo feminino, que foram tratados de acordo
com o protocolo cirúrgico adotado pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias
Craniofaciais (HRAC), da Universidade de São Paulo, em Bauru, Brasil. A
cirurgia reparadora de lábio foi realizada a partir de 3 meses de idade (idade
média de 9 meses) e a cirurgia reparadora de palato a partir de 12 meses de
idade (idade média de 19 meses). Um outro grupo composto por 22 pacientes (12
do sexo masculino e 10 do feminino), foi submetido ao protocolo cirúrgico
proposto por Malek (MALEK, PSAUME, 1983) que foi modificado no HRAC. Este
protocolo envolveu cirurgia de palato mole com 5,5 meses de idade, juntamente
com a queiloplastia, e cirurgia reparadora de palato duro com aproximadamente
20 meses de idade. Os resultados mostram que a época da realização das
cirurgias reparadoras do palato não interferem no crescimento facial, pelo
menos nesta faixa etária aqui avaliada (4 aos 7 anos), fato constatado nos
resultados cefalométricos que não revelaram nenhuma diferença significante
entre os 2 grupos amostrais avaliados.
Portanto, o padrão cefalométrico das crianças com fissura unilateral
completa de lábio e palato, para ambos grupos amostrais (protocolo de Malek e
protocolo do HRAC) foi similar.
A014
Epidemiologia das fraturas mandibulares no Hospital da Santa
Casa de Misericórdia de São Paulo entre 1996 e 1998.
VALENTE, R.
O. H.*, SOUZA, L. C. M., OLIVEIRA, M. G., NISA-CASTRO-NETO, W., GLOCK, L.
Programa de
Pós-Graduação em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial – FO –
PUCRS.
As fraturas mandibulares constituem um segmento importante
dos problemas de saúde pública, pois suas seqüelas podem acarretar graves
inabilidades morfofuncionais. Realizou-se uma análise em 195 prontuários entre
1996 e 1998 no Serviço de Cirurgia Bucomaxilofacial do HSCSP. Foram observadas
299 fraturas mandibulares. Na correlação entre os parâmetros analisados,
optou-se pela distribuição Qui-Quadrada (c2) para a estatistica e os
graus apropriados de liberdade entre as etiologias que apresentaram maior
incidência. Os resultados indicaram 161 H e 34 M, com uma média de
30,1 anos para ambos os sexos. A faixa etária mais prevalente foi entre 20 a 29
anos de idade, com 42,6% dos indivíduos atendidos. As agressões físicas foram
responsáveis por 29,8% de tais fraturas. Seguida pelas quedas – 25,1% – e
acidentes de tráfego com 23,2%. Os ferimentos por arma de fogo constituíram
9,2% da amostra, sendo o dobro dos casos de acidente motociclístico. As
fraturas mandibulares mais prevalentes foram: de corpo, com 32,1%; de côndilos,
com 24,1%; de parassínfises, com 18,7%. A correlação entre as fraturas de sínfise
e côndilo direito c2cal = 20,862 e
p << 0,000, corpo direito e côndilo esquerdo c2cal = 15,029
e p << 0,000, e corpo esquerdo com côndilo direito c2cal = 5,831
e P << 0,009, são indicativos de rupturas por contra-golpe nos
traumas frontais (côndilo D*sínfise) e laterais (corpo D*côndilo E) e (corpo
E*côndilo D) para p << 0,05.
A015
Crescimento e flexão da base do crânio humana: estudo
cefalométrico.
LANZA, P.*,
SANTOS-PINTO, A., BOLINI, P. D. A.
Departamento
de Clínica Infantil – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.
Neste estudo,
analisou-se o crescimento e flexão da base do crânio, com objetivo de avaliar
as relações entre as estruturas cranianas e maxila, nos primeiros seis meses de
vida pós-natal. Com auxílio de suporte construído com distância foco-filme de
1,52 m, foram radiografadas 31 hemicabeças de crianças entre o nascimento
e seis meses de idade. Foram utilizados os fatores 90 Kv, 15 Ma e
6 Im, após testes para contraste e nitidez adequados. Foram implantados
pinos de aço inoxidável nos pontos anatômicos de referência, de forma a
permitir sua clara identificação na radiografia. Estes pontos foram
transferidos para papel Ultraphan e digitados no programa “DFPlus”, adequado
para obtenção das medidas lineares e angulares necessárias ao estudo. A análise
estatística (programa SPSS), mostrou que os ângulos NaSiBa (násio-sela-básio),
NaSiPpal (násio-sela-plano palatino) e BaSeE (básio-sincondrose
esfenoccipital-esfenóide) não alteraram significativamente. Por outro lado,
Na-Si (násio-sela) aumentou consideravelmente, diferente de Ba-Si (básio-sela),
que não teve alteração significativa.
Pudemos concluir que não houve variação na flexão da base do crânio ou
na inclinação da maxila. Entretanto, houve crescimento significativo da região,
determinado principalmente pela elongação da porção anterior da base do crânio,
já que a porção posterior apresentou-se praticamente estável.
A016
Avaliação da resistência à tração de botões ortodônticos
fixados com cimento ionomérico.
GERMANO, A.
R.*, MAZZONETTO, R., MORAES, M.
Departamento
de Diagnóstico Oral – Área de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial – FOP – UNICAMP.
Tel.: (0**19) 430-5274, fax: (0**19) 430-5218.
E-mail: adrianofop@yahoo.com
Este trabalho teve como propósito avaliar in vitro a
resistência à tração da união entre esmalte e botões ortodônticos fixados
através do cimento de ionômero de vidro fotopolimerizável (Fuji ORTHO LC),
utilizados nos procedimentos de tracionamento de dentes inclusos, verificando
se os efeitos da contaminação por sangue e o condicionamento ácido, interferem
nas propriedades de adesão. A amostra foi constituída de 144 terceiros molares
inclusos, em cujas faces vestibulares realizou-se a colagem do botão
ortodôntico (nacional/Morelli e importado/Ormco) com cimento de ionômero de
vidro fotopolimerizável, divididos em 12 grupos com 12 dentes cada. Após a
colagem dos botões, as amostras foram submetidas à termociclagem (500 ciclos
com temperatura variando entre 5º C a 60º C) e armazenadas nos períodos de 2,
30 e 90 dias, em estufa (37º C) e 100% de umidade relativa do ar. Cada amostra
foi submetida após estes períodos ao teste de tração na máquina de ensaio
universal (Instron), a uma velocidade de 0,5 mm/min até ocorrer o
descolamento do botão ortodôntico. Os resultados obtidos foram submetidos à
análise de variância e ao teste de Tukey com 5% de significância.
Através da análise dos resultados foi possível concluir que a fixação do
botão ortodôntico com cimento ionomérico, apresentou in vitro resistência
suficiente para suportar forças ortodônticas, exceto em condições de extrema
contaminação e umidade, representado pelos grupos nos quais a contaminação do
sangue ocorreu antes da adaptação do acessório ortodôntico.
A017
Morfometria mandibular de ratos que consumiram lítio.
HAMMES, M.*1,
PADILHA, D. M. P.1, ROCHA, E.2
1Instituto de
Geriatria e Gerontologia da PUCRS; 2Instituto de Biociências –
UFRGS.
O lítio é uma droga largamente utilizada no tratamento da
depressão. Sabe-se que esta droga interfere no metabolismo do cálcio. O objetivo
deste estudo foi comparar a morfometria mandibular de ratos submetidos ao
consumo de lítio e ratos controle. Ratos com seis semanas foram utilizados no
estudo. Dez ratos foram tratados com dieta acrescida de lítio até que sua
litemia sérica atingisse 0,6-1,2 mmol/l, o que corresponde a uma
concentração similar à atingida na prática clínica. Cinco animais controle
foram alimentados com dieta normal ad libitum. Com 140 dias de vida, os
ratos foram sacrificados, a mandíbula foi dissecada, separada na linha média e
todo o tecido mole da hemimandíbula direita removido. Essas hemimandíbulas
foram então radiografadas em películas para tomadas periapicais,
automaticamente processadas e, a seguir, digitalizadas por meio de um
“scanner”. Utilizando o programa UTHSCSA Image Tool, cinco medições foram
realizadas, a saber: largura do processo condilar, altura do processo da
sínfise mentoniana, comprimento mandibular, altura mandibular e comprimento da
base da mandíbula. Os resultados foram analisados estatisticamente pelo teste
“t” de Student, não pareado, e demonstraram que, no grupo que consumiu lítio,
houve uma diminuição do crescimento mandibular, em relação à largura do
processo condilar e ao comprimento da base (p << 0,05). Não
houve diferenças quanto às demais medidas.
Concluímos que o desenvolvimento mandibular foi afetado pelo consumo de
lítio, causando uma redução em alguns parâmetros morfométricos.
A018
Estudo da oclusão em modelos de gesso em pré-escolares.
DINELLI, T.
C. S.*, MARTINS, L. P., SANTOS-PINTO, A., GIMENES, P. P.
Departamento
de Clínica Infantil – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.
Tel.: (0**16) 271-6014.
E-mail: dinelli@uol.com.br
No Brasil, os dados de má-oclusão para dentição decídua são
escassos e se originam de pequenas amostras. Estudos realizados em Natal e
Belém revelaram que pouco mais da metade das crianças daquelas regiões
apresentavam más-oclusões. Dados de um levantamento realizado na cidade de São
Paulo mostraram que a má-oclusão foi mais prevalente do que os dados referidos
acima (79 %). Realizou-se um levantamento nas creches da rede municipal de
Araraquara mantidas pelo serviço público, totalizando um universo de 3.100
crianças, das quais foram examinadas e moldadas 838, na faixa etária entre 2 e
6 anos, mostrando 80% de incidência de má-oclusão. Os resultados desse estudo
não mostraram diferença estatística significante a respeito da prevalência de
má-oclusão entre os sexos. Os dados compreendem medidas lineares (comprimento
de arco, perímetro de arco, espaço primata, distância intercanina e intermolar)
realizadas indiretamente em modelos de gesso, da dentição decídua de
pré-escolares, de ambos os sexos, com o digitalizador Microscribe. (Apoio
financeiro: CAPES.)
A019
Modificações de tecidos moles em cirurgias ortognáticas
planejadas no computador.
GONÇALVES*,
J. R., SANTOS-PINTO, A., TAVARES, H. S., GIMENES, P. P.
Departamento
de Clínica Infantil – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.
Tel.: (0**16) 201-6325.
O aumento das cirurgias ortognáticas vem
tornando mais freqüente o uso de programas para predição cirúrgica. Entretanto,
não se sabe se as alterações ocorridas nos tecidos moles são realmente fiéis
aos movimentos realizados nessas simulações. O objetivo deste estudo é comparar
as modificações nos tecidos moles resultantes das simulações cirúrgicas com as
obtidas após a cirurgia. Utilizou-se 2 telerradiografias laterais de cada caso
(n = 21), uma pré-cirúrgica imediata (t2) e outra pós-cirúrgica
mediata (t4). Ambas foram digitalizadas em programa cefalométrico específico
(DFP). Na t2, simulou-se a cirurgia realizada e este traçado foi denominado de
t3. Foram avaliadas as posições dos lábios e mento (horizontal e vertical) na
t3 e t4. Na análise estatística utilizou-se o teste “t” de Student. Resultados:
|
Variável |
LsH |
LsV |
StsH |
StsV |
StiH |
StiV |
LiH |
LiV |
PgH |
PgV |
GnH |
GnV |
|
Média |
-1,23 |
1,72 |
1,70 |
1,21 |
1,47 |
0,51 |
-1,09 |
1,37 |
-1,81 |
0,83 |
-1,81 |
2,26 |
|
DP |
1,44 |
2,00 |
2,16 |
1,91 |
2,07 |
1,95 |
2,70 |
3,07 |
3,70 |
3,97 |
3,70 |
3,65 |
|
T |
-3,92 |
3,93 |
3,59 |
2,89 |
3,24 |
1,19 |
-1,84 |
2,03 |
-2,24 |
0,95 |
-2,24 |
2,83 |
|
P |
0,001* |
0,001* |
0,002* |
0,009* |
0,004* |
0,245 |
0,081* |
0,055 |
0,037* |
0,350 |
0,037* |
0,010* |
O vermelhão
dos lábios e a posição do mento, ambos no sentido horizontal, foram
subestimados. No sentido vertical, o lábio superior e o mento foram projetados
mais para inferior pelo programa, enquanto o lábio inferior estava adequado.
Portanto, as
simulações do DFP são interessantes, mas não 100% reais.
A020
Influência da posição do côndilo na composição facial.
GIMENES, P.
P.*, SANTOS-PINTO, A., GONÇALVES, J. R., DINELLI, T. C. S.
Departamento
de Clínica Infantil – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.
Tel.: (0**16) 201-6325.
A face harmônica é resultado do desenvolvimento e
relacionamento correto das estruturas esqueléticas e faciais. Este trabalho
objetiva avaliar a influência da posição condilar nos padrões faciais.
Selecionou-se telerradiografias laterais de 30 meninos e 32 meninas, de 7 a 9
anos. Obteve-se medidas representativas da posição horizontal e vertical do
côndilo em relação à sela túrcica (CoH, CoV), padrão de crescimento facial
(SNGoMe, NMe, SGo), e posição anteroposterior da mandíbula (SNB, ANB). Os
resultados e a análise dos dados (testes de correlação de Pearson, nível de 95%
de probabilidade) estão na tabela abaixo.
|
Resultados |
|
CoH |
CoV |
SNGoMe |
NME |
SGo |
ANB |
SNB |
|
|
Média |
-11,5 mm |
16,7 mm |
35,4º |
105,2 mm |
67,5 mm |
4,7º |
78,5º |
|
|
DP |
2,6 |
3,2 |
5,6 |
4,8 |
4,4 |
2,5 |
3,4 |
|
Correlação |
CoH |
- |
0,06 |
-0,16 |
-0,08 |
0,14 |
-0,23 |
0,36** |
|
**= p << 0,01 |
CoV |
0,06 |
- |
-0,47** |
-0,06 |
0,64** |
-0,64 |
0,51** |
Portanto:
1) quanto mais anterior o côndilo, mais anterior a mandíbula estará; 2) quanto
mais inferior o côndilo, mais anterior a mandibula estará, menor a inclinação
do plano mandibular e maior a distância de Sela a Gônio.
Portanto, a posição anteroposterior e vertical do côndilo, em relação às
estruturas cranianas, contribui para a composição do perfil facial.
A021
Atividade de três solventes de guta-percha: proposição de
uma metodologia alternativa.
CORREIA, D.
P.*, ZAPPAROLI, F. Q., PALLOTTA, R. C., MACHADO, M. E. L.
Faculdade de
Odontologia – UCCB. Tel./fax: (0**11) 3045-5984.
E-mail: danielcorreia88@hotmail.com
Foi objetivo do presente trabalho avaliar a ação de
solvência, sobre cones de guta-percha, de três diferentes soluções utilizadas
para esse fim, a saber o xilol, o óleo de casca de laranja e o eucaliptol. Para
isso, foram selecionados 40 cones de guta-percha, de calibre 80, que foram
pesados e identificados. Posteriormente os mesmos foram colocados em tubos de
ensaio, onde deveriam ser imersos nas diferentes soluções em grupos de 10,
sendo o volume de solução suficiente para submergir todo o cone. Passados cinco
minutos, retirava-se a solução a ser testada, colocando-se álcool no tubo em
quantidade também suficiente para cobrir o cone, deixando por mais cinco
minutos, sendo em seguida imerso em água, onde permanecia por mais dez a quinze
minutos. Os cones eram então virados sobre um filtro de papel, onde eram
pesados 1 hora e 24 horas depois. Comparavam-se os pesos dos três momentos,
sendo verificada a diferença para o peso inicial. Foram criados dois grupos
controle, com cinco cones cada, um que não foi submetido a ação de qualquer
líquido e outro que foi imerso em álcool e água sem ação de solventes.
A análise dos dados obtidos permite verificar uma ação de solvência
maior do xilol, seguido pelo óleo de casca de laranja e pelo eucaliptol, nos
grupos controle, não houve qualquer alteração de peso durante o período do
experimento. A análise estatística permite verificar uma distribuição normal
dos dados, sendo que há uma diferença estatisticamente significativa somente
entre o xilol e o eucaliptol.
A022
Avaliação da citotoxidade do digluconato de clorexidina a
2,5% e a 5%, do hipoclorito de sódio a 1% e do soro fisiológico, em subcutâneo
de ratos.
BIANCONCINI,
I. V.*, GAVINI, G.
FOUSP.
A reação tecidual causada por algumas substâncias foram
avaliadas durante o processo inflamatório agúdo, na fase exsudativa. Em 20
ratos adultos da linhagem Wistar, variação albina, pesando de
400-450 gramas, foi injetado intravenosamente 20 mg/kg de azul de
Evans, na veia caudal lateral sendo inoculado no subcutâneo dos ratos as
substâncias testes: digluconato de clorexidina a 2,5% e a 5%, hipoclorito de
sódio a 1% tendo como solução controle o soro fisiológico. Após intervalos de
30 minutos, 6 horas e 24 horas os animais foram sacrificados, suas peles
dorsais excisadas, removidas e submetidas à análise do corante extravasado pela
espectrofotometria da absorção de luz (A620). Os valores em µg da
quantidade de corante extravasado foram submetidos à estatística através da
ANOVA (análise de variância a 2 critérios) e constatada a diferença, o teste de
Tukey foi aplicado para comparações individuais. Classificou-se as substâncias
quanto ao seu potencial irritativo na seguinte ordem decrescente: as
clorexidinas a 5% (137,05 µg) e 2,5% (125,16 µg), o hipoclorito de
sódio a 1% (85,40 µg), e o soro fisiológico (30,35 µg), sendo
observada diferenças estatísticas significantes (p << 0,05)
entre os grupos, menos entre as clorexidinas a 2,5% e a 5% que se mostraram
semelhantes quanto a biocompatibilidade. Quanto ao fator tempo o hipoclorito
mostrou-se menos irritante que as clorexidinas aos 30 minutos e 24 horas. No
período das 6 horas todas se comportaram de modo semelhante.
A023
Efeito das soluções desmineralizantes – ácido cítrico e EDTA
– na dureza dentinária.
AKISSUE, E.*, GAVINI, G.
Departamento
de Dentística, Disciplina de Endodontia – FOUSP - SP.
E-mail: eakisue@bol.com.br
Durante a fase de preparo químico cirúrgico ocorre a
formação do magma dentinário, resultado da associação de raspas dentinárias,
restos orgânicos e substâncias auxiliares a instrumentação. Inúmeros estudos
têm demonstrado a importância da eliminação desta sujidade por substâncias
descalcificantes, cuja permanência dificulta a ação das substâncias químicas,
resultando numa sanificação inadequada do canal radicular. O objetivo foi
avaliar a ação da solução de EDTA a 17% e do ácido cítrico a 25%, na dureza da
dentina depois da imersão de fragmentos dentinários nos respectivos agentes, em
diferentes períodos de tempo como descrito a seguir: Grupo 1- solução
fisiológica (controle), Grupo 2- EDTA a 17% por 3 min., Grupo 3- EDTA a 17% por
15 min., Grupo 4- ácido cítrico a 25% por 3 min., Grupo 5- ácido cítrico a 25%
por 15 min. Resultados: para a variável tempo de contato observou-se diferença
estatística siginificante ao nível de 5% (valor de F tabelado igual a 4,00 para
a = 5%), sendo que aumentando-se o tempo de imersão dos fragmentos diminui-se
a dureza Knoop da dentina. Levando-se em conta a variável solução
desmineralizante, também observou-se diferença significante para a = 5%
(valor de F tabelado igual a 4,00), no qual o ácido cítrico a 25% mostrou-se
mais efetivo que o EDTA a 17%.
O tempo de contato do agente desmineralizante interfere na sua
capacidade descalcificante. A solução de ácido cítrico a 25% mostrou-se mais
efetivo que o EDTA a 17%, independente da variável tempo de contato.
A024
Atividade antimicrobiana da clorexidina e do
paramonoclorofenol, em veículo gel.
GUIMARÃES,
C. C. P.*1,3, CAI, S.2, LAGE-MARQUES, J. L.3
Departamento
de Estomatologia – 1UNISA; 2ICB - USP; 3FOUSP.
Tel.: (0**11) 5051-6199. E-mail: clauvinajp@uol.com.br
Várias propostas de medicação intracanal vem sendo
estudadas, no entanto, a formulação ideal ainda não foi estabelecida, sendo
que, alguns microrganismos são mais resistentes às manobras de desinfecção, que
outros. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito antimicrobiano frente a Enterococcus
faecalis, da clorexidina a 2% e do paramonoclorofenol a 2%, ambos em
veículo gel. Raízes de incisivos bovinos foram preparadas em forma de discos e
os canais foram padronizados com broca esférica. Os espécimes foram então,
esterilizados e infectados com uma suspensão de E. faecalis ATCC 29212,
a 37ºC por 24 horas. Foram divididos em dois grupos de três, para aplicação da
medicação: Grupo I - clorexidina veiculada em natrosol;
Grupo II - paramonoclorofenol veiculado em carbopol. Dois espécimes
foram utilizados como controle (Grupo III). Foram novamente incubados a
37ºC por 24 horas. Raspas de dentina foram coletadas após o corte com brocas
ISO 25, 27 e 29. Após novo período de incubação e nova inoculação em outros
tubos, foi observada a presença de crescimento bacteriano, cuja pureza da
cultura era verificada. Todos os procedimentos foram realizados em
sextuplicata.
Os resultados foram analisados com o teste do qui-quadrado e observou-se
que o digluconato de clorexidina a 2% apresentou-se mais eficaz na eliminação
do microrganismo teste que o paramonoclorofenol a 2%
(p << 0,001). (Trabalho financiado pela Universidade Santo
Amaro.)
A025
Avaliação in vitro da resistência à fratura de raízes
endodonticamente tratadas com ácido cítrico e fosfórico.
BRITO, L. M.
de*, MALHEIROS, C. F., LAGE-MARQUES, J. L.
Disciplina
de Endodontia – Universidade Ibirapuera; Disciplina de Endodontia – FOUSP.
E-mail: claudiamalheiros@uol.com.br
O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência à fratura
de raízes submetidas à irrigação final do canal radicular com ácido cítrico e
fosfórico, soluções ácidas recomendadas para remoção do magma dentinário. Foram
utilizados 24 pré-molares inferiores humanos recentemente extraídos, de
proporções semelhantes. As coroas foram removidas e os canais instrumentados
até a lima tipo K de # 40. A seguir, os espécimes foram divididos em quatro
grupos: Grupo A (6 raízes - irrigação final com hipoclorito de sódio
a 0,5% - controle); Grupo B (6 raízes - irrigação final com
15 ml de ácido cítrico a 15% por 3 minutos); Grupo C (6 raízes
tratadas com ácido fosfórico a 37% por 30 segundos) e Grupo D (6
raízes - irrigação final com 15 ml de ácido cítrico a 15% e obturação
final). As raízes foram incluídas até o terço médio em blocos de resina
acrílica, e submetidas, individualmente, à carga axial em uma máquina de ensaio
universal (Riehle Testing Machine, Modelo FS-5, Illinois, EUA). A força
aplicada em cada espécime foi registrada quando da fratura radicular. Os
valores médios encontrados para a ocorrência da fratura dos espécimes foram:
Grupo A- 68,2 kg/s; B- 58,8 kg/s; C- 52,8 kg/s e D-
52,0 kg/s.
Observou-se que os espécimes do grupo controle apresentaram maior resistência
à fratura, e que a obturação do canal radicular não interferiu positivamente na
resistência à fratura das raízes, contudo a análise estatística pelo teste
ANOVA revelou não haver diferença significante entre os grupos.
A026
Avaliação da reabsorção radicular apical em dentes com
lesões periapicais.
PRATA, M. I.
A.*, VILLA, N., CARDOSO, R. J. A.
Departamento
de Endodontia – Universidade de Uberaba. Tel.: (0**34) 3312-7834,
fax: (0**34) 3311-6200.
E-mail: miaprata@uol.com.br
O objetivo desta pesquisa foi avaliar a reabsorção radicular
apical, em dentes com lesão periapical, através da observação radiográfica e
histológica de dentes humanos extraídos. Foram selecionados 66 dentes, com
diferentes diagnósticos, tendo como indicação clínica a sua avulsão. Após os
exames clínicos, radiográficos de rotina e extração do elemento dental, os
espécimes foram armazenados em formol a 10%. Os dentes foram seccionados ao
meio, no sentido longitudinal do longo eixo do dente, dividindo-o em duas
metades, a partir do canal radicular. Uma metade de cada espécime sofreu
processamento histológico, corada alternadamente pelas técnicas de
hematoxilina-eosina, Tricrômico de Masson e Brown & Brenn. A outra metade
de cada espécime foi preparada por desgaste para avaliação em microscopia de
luz polarizada. A avaliação foi feita pela evidência de lacunas de reabsorção
na superfície radicular apical e região do canal cementário. A avaliação
radiográfica foi feita pela evidência de alterações no contorno apical da raiz
no exame radiográfico. Os resultados radiográficos foram comparados aos
histológicos quanto à presença de reabsorção, mostrando que as reabsorções
radiculares estavam presentes em 80% dos dentes com lesões periapicais, e estas
puderam ser vistas em apenas 22,6% dos exames radiográficos.
Concluiu-se que dentes com alterações periapicais freqüentemente
apresentam reabsorção radicular apical, podendo alterar sua anatomia apical, e
que o exame radiográfico não é confiável em diagnosticar pequenas reabsorções
radiculares apicais.
A027
Variação do pH externo frente a utilização de pastas de
hidróxido de cálcio.
ZANINI, A.*,
SIQUEIRA, E. L., BOMBANA, A. C.
Departamento
de Dentística – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7839.
E-mail: arienezanini@hotmail.com
Há muito tempo, utiliza-se como alternativa nos tratamentos
endodônticos o hidróxido de cálcio como componente básico da medicação
intracanal. O objetivo deste trabalho foi avaliar, a partir de aglutinações de
hidróxido de cálcio P.A. em três diferentes veículos (solução anestésica, polietilenoglicol
400 e soro fisiológico), inseridos à guisa de medicação intracanal em dentes
humanos, as variações de pH que essas composições pudessem induzir na água
destilada (pH 7,0) com o passar do tempo, considerando-se como via de liberação
de íons cálcio e íons hidroxila para o meio, a própria dentina, destituída da
cobertura de cemento. Observou-se que variações de pH estatisticamente
significantes ocorreram com maior incidência quando se utilizou como veículo o
polietilenoglicol, seguido do soro fisiológico e, nenhuma diferença foi notada
no decorrer do tempo quando se utilizou a solução anestésica, somente entre uma
e duas semanas.
De posse dos resultados, parece-nos lícito inferir que: 1. O potencial
de dissociação iônica da medicação intracanal à base de hidróxido de cálcio se
mostra maior quando da utilização do polietilenoglicol 400 como veículo,
seguido do soro fisiológico e da solução anestésica. 2. As variações observadas
não refletem, do ponto de vista químico, alterações significativas do potencial
hidrogeniônico. 3. Dentes com pequenas perdas estruturais de cemento radicular
no terço cervical, como descrito neste trabalho, não permitem grandes
alterações de pH no meio externo. (FAPESP, processo nº 99/09965-0.)
A028
Análise do vedamento apical de canais tratados com EDTA-T e
EDTA-C e obturados com cimento N-Rickert.
CARLIK, J.*1, NUNES, M. R. L.2,
ANTONIAZZI, J. H.3
1UMC/UnG; 2UMC;
3USP.
Analisou-se a influência da aplicação do EDTA-T e EDTA-C no
vedamento apical de canais radiculares de 21 dentes caninos humanos extraídos.
O preparo químico-cirúrgico dos canais radiculares foi realizado pela técnica
de Paiva & Antoniazzi e a irrigação-aspiração efetuada com 5,4 ml de
Tergentol-Furacin. Os dentes foram distribuídos aleatoriamente em três grupos
que receberam um tratamento químico específico por três minutos a saber:
grupo I - soro fisiológico; grupo II - EDTA-T; e,
grupo III - EDTA-C, seguindo-se nova irrigação-aspiração com Tergentol-Furacin.
Finalmente todos os canais radiculares foram obturados com cimento N-Rickert
pela técnica de cones múltiplos com condensação vertical. As raízes,
impermeabilizadas externamente com Super Bonder, foram imersas em azul de
metileno a 0,5% com pH 7,2. Após 72 horas de armazenamento em estufa a 37ºC,
foram lavadas, clivadas e medida a maior infiltração marginal em cada canal
radicular.
A maior média de infiltração ocorreu no grupo III tratado com
EDTA-C (1,59), com diferença estatisticamente significante
(p << 0,05) em relação às médias registradas no grupo I tratado
com soro fisiológico (1,10) e no grupo II tratado com EDTA-T (1,11).
A029
Análise da adesividade de um cimento obturador endodôntico
em dentina tratada por diferentes substâncias.
MONTEIRO, P.
G.*, BOMBANA, A. C.
FOUSP. Tel.: (0**11) 217-6856, 6191-2552.
E-mail: paticagm@yahoo.com.br, acbomban@fo.usp.br
A possível influência do uso de duas soluções de ácido
cítrico (10 e 25%) e duas de EDTA (EDTA 15% e EDTA-T 15%), na adesividade à dentina
do cimento Sealer-26 foi estudada com auxílio de ensaios de tração e dentes de
origem bovina. Vinte e cinco incisivos inferiores foram desgastados de modo a
ficarem com suas distâncias vestíbulo-lingual e mésio-distal muito próximas
entre si, seguindo-se a inclusão dos espécimes em tubos de PVC com resina
acrílica. Cada espécime recebeu na porção incisal uma haste de resina a fim de
servir à apreensão do dispositivo de tração. Isso feito promoveu-se um corte
horizontal dividindo-se a coroa em duas partes, uma incisal e outra cervical;
as quais tiveram as superfícies polidas até lixa 600. Cada parte foi então
lavada e tratada em ultra-som visando a máxima remoção de resíduos possível. As
amostras foram divididas em quatro grupos experimentais (um para cada agente
irrigante) e um grupo controle, irrigando-se as superfícies de dentina exposta
com 5 ml de cada um dos produtos, dispensando-se 1 ml por minuto.
Após a secagem as partes foram unidas pelo cimento e o conjunto submetido a
testes de tração em um dinamômetro Instron.
Os dados
obtidos foram tratados estatisticamente e revelaram diferenças significativas
entre o grupo controle e os experimentais, permitindo concluir que: 1) a
adesividade do cimento à dentina melhorou diante do tratamento químico da superfície
do tecido; 2) o melhor resultado foi oferecido pelo ácido cítrico a 25%,
seguido do EDTA-T, revelando o ácido cítrico 10% e o EDTA 15% ações
praticamente idênticas. (Apoio financeiro: FAPESP.)
A030
Análise comparativa de duas substâncias utilizadas na
impermeabilização da superfície radicular externa.
NUNES, M. R. L.*1, PORTES, M. L.2,
CARLIK, J.3, ANTONIAZZI, J. H.4
1UMC; 2UNIBAN;
3UMC/UnG; 4USP.
Diversos estudos in vitro realizados em Endodontia
empregam a impermeabilização da superfície externa radicular como parte de suas
metodologias. Para tanto, as substâncias mais utilizadas são o esmalte de unha
e o cianoacrilato de metila, sendo este último na atualidade mais utilizado por
apresentar melhor capacidade de vedamento. O presente trabalho propõe um verniz
náutico como nova alternativa de agente impermeabilizante, comparando-a com o
cianoacrilato de metila. Foram utilizadas 20 raízes de caninos humanos
extraídos (do acervo da UnG), todas com o mesmo comprimento e com as entradas
dos canais vedadas com óxido de zinco e eugenol, aleatoriamente divididas em
dois grupos de acordo com o agente impermeabilizante utilizado: cianoacrilato
de metila (Super Bonder®) e verniz náutico (Ypiranga Sparlack Extra
Marítimo®). Após a aplicação de camada dupla e aguardados os tempos
de secagem de cada material, as raízes foram imersas em solução de azul de
metileno a 0,5%, pH = 7,2 e armazenadas em estufa por 72 horas a 37ºC.
Finalmente as raízes foram lavadas, secas e seccionadas transversalmente para
verificar uma possível infiltração do corante. As secções foram examinadas por
meio de lupa estereoscópica.
Os resultados baseados no número de amostras com e sem infiltração
mostraram uma diferença estatisticamente significante entre os dois materiais
(p << 0,05) e um melhor comportamento do verniz náutico em
relação ao cianoacrilato.
A031
Laser Er:YAG versus EDTA: efeito na adaptação de
cimentos endodônticos.
VALE, M.
S.*, GARCIA, R. B.
Departamento
de Dentística, Endodontia e Materiais Dentários – FOB – USP. E-mail: monicavale@uol.com.br
A adaptação do Ketac-Endo, AH Plus e Endométhasone, à
dentina radicular foi estudada pelas microscopias óptica e eletrônica de
varredura (MEV). Empregaram-se noventa caninos humanos extraídos, que após
preparo químico-mecânico, foram divididos em três grupos de 30: Grupo A,
empregando-se laser de Er:YAG intracanal, com 44 mJ, 10 pps, durante
dez segundos, seguido de irrigação com solução salina fisiológica;
Grupo B, empregando-se 5 ml de EDTA durante cinco minutos, seguido de
irrigação com solução salina fisiológica, Grupo C, empregando-se
20 ml de solução salina fisiológica. Após secagem e armazenagem, os canais
foram obturados pela técnica clássica, vedados com Cimpat, e as raízes
armazenadas em umidade de 100% a 37oC, durante 30 dias. Em seguida,
foram seccionadas transversalmente a 5 mm do ápice radicular, fixadas em
discos de resina, fotografadas nas microscopias, escaneadas e transferidas para
o programa SigmaScan para mensuração das áreas preenchidas pelos materiais
obturadores e das fendas entre parede do canal e material obturador. Os dados
obtidos foram submetidos à análise estatística pelo teste de Kruskal-Wallis,
Dunn e Wilcoxon.
Como conclusões obteve-se que: o laser de Er:YAG prejudicou a adaptação
de todos os cimentos; o EDTA melhorou a adaptação do Endométhasone e do AH
Plus; a solução salina fisiológica melhorou a adaptação do Ketac-Endo; o
Endométhasone apresentou a pior adaptação; o AH Plus apresentou a melhor
adaptação com EDTA em MEV.
A032
Comparação da citotoxicidade in vitro do ácido
cítrico em diversas concentrações.
MALHEIROS,
C. F.*, GAVINI, G., JAEGER, M. M. M.
Departamento
de Dentística – FOUSP. E-mail: claudiamalheiros@uol.com.br
A irrigação final do canal radicular objetiva a remoção do
magma dentinário, possibilitando a atuação da medicação intracanal e
facilitando o selamento dentinário do material obturador. As soluções de ácido
cítrico em diversas concentrações têm sido recomendadas para este momento
importante do tratamento endodôntico. A fim de avaliar a citotoxicidade destas
soluções, realizaram-se ensaios de viabilidade pela exclusão de células coradas
pelo azul de Trypan. Soluções de ácido cítrico a 25%, 15% e 10% foram diluídas
a 1% e 0,5% em DMEM, e aplicadas em culturas de fibroblastos NIH-3T3. Células
crescidas e mantidas em DMEM serviram como controle. Foram realizadas contagens
celulares em hemocitômetro após 0, 6, 12 e 24 horas de contato (resposta
celular de curto prazo) e 1, 3, 5 e 7 dias (longo prazo). Na diluição de 1% houve
morte celular imediata para todas as soluções. No experimento de curto prazo,
as soluções se comportaram de maneira semelhante ao controle. A solução de
ácido cítrico a 25%, na diluição de 0,5%, apresentou crescimento celular
estatisticamente menor no experimento de longo prazo.
Conclui-se que as soluções de ácido cítrico mostraram-se biocompatíveis
nas concentrações de 15% e 10%, enquanto a 25% foi citotóxica em ambas as
diluições.
A033
Avaliação da temperatura intrapulpar durante irradiação com
lasers de diodo.
PELINO, J.
E. P.*, HAYPEK, P., GOUW-SOARES, S., TANJI, E., BACHMAN, L., EDUARDO, C. P.
Departamento
de Dentística – FOUSP; CLA-IPEN. Tel.: (0**11) 5641-8847.
E-mail: pelinoj@fo.usp.br
O aumento de temperatura produzido pelos lasers quando
aplicados nas superfícies dentais podem provocar danos pulpares irreversíveis
dependendo dos parâmetros utilizados. O estudo realizado tem por objetivo
analisar o aumento de temperatura produzido pelo laser de diodo (830 nm)
quando utilizado para realizar o clareamento dental, através do uso de dois
sistemas de lasers de marcas comerciais distintas, ADT e Opus Dent. Foram
utilizados 10 dentes de antílope, distribuídos em 4 grupos descritos a seguir:
Grupo 1- 1,5-3,0 W (ADT) sem produto clareador (n = 3);
Grupo 2- 1,2-3,0 W (Opus Dent) sem produto clareador
(n = 3); Grupo 3- 2,0-3,0 W (ADT) com produto clareador
(n = 2); e Grupo 4- 2,0-3,0 W (Opus Dent) com produto
clareador (n = 2). O produto clareador utilizado foi o Opus White
(Opus Dent). Foram acoplados termopares tipo T (cobre-estanho) no interior da
câmara pulpar dos dentes, que ficaram imersos (na face lingual) numa cuba
térmica à temperatura de 37ºC. As temperaturas obtidas neste estudo não
ultrapassaram 5,0ºC dentro dos parâmetros de laser utilizados, sendo que as
maiores elevações de temperatura obtidas foram nos parâmetros maiores.
Nos grupos
onde o produto clareador não foi aplicado o aumento de temperatura foi maior do
que nos grupos onde o produto clareador foi aplicado. Foi observado também que
a queda de temperatura ao normal demora mais no grupo onde o produto clareador
foi aplicado. Este estudo se mostra de extrema importância para se realizar o
procedimento de clareamento dental com segurança e efetividade. (Apoio:
FAPESP.)
A034
Avaliação in vivo da precisão de um modelo de
localizador apical eletrônico.
RAMOS, C. A.
S.*, BERNARDINELI, N.
Endodontia –
Universidade Norte do Paraná. Tel.: (0**43) 323-8982.
E-mail: caco@inbrapenet.com.br
Os métodos de odontometria que utilizam interpretação de
imagens radiográficas apresentam um considerável índice de insucesso na
localização da constrição apical. Modificações no princípio de funcionamento
dos localizadores apicais eletrônicos foram executadas objetivando medições em
canais úmidos. Neste experimento, avaliamos o método eletrônico da impedância
freqüência-dependente (Endex), verificando in vivo a influência da
condição pulpar e do diâmetro do forame apical na precisão das leituras.
Noventa e oito dentes com indicação prévia de extração, totalizando cento e oitenta
e seis canais foram utilizados no experimento. Uma vez obtida a leitura, a lima
utilizada como eletrodo foi fixada em posição e o dente extraído. As medidas
foram obtidas através da visualização direta e um paquímetro, tabuladas e
analisadas estatisticamente. Os resultados indicaram que, em média, nos casos
de polpa viva, as medidas estavam a 0,9725 ± 0,56 mm aquém da saída
do forame apical. Nos casos de necrose, a média foi de 0,9898 ±
0,57 mm aquém, não apresentando diferença estatisticamente significante.
Os casos de necrose com forames de diâmetros estreitos (0,8725 ±
0,15 mm aquém), apresentaram resultados diferentes estatisticamente
(p << 0,05) dos casos de necrose com diâmetros largos
(1,1071 ± 0,23 mm aquém). O mesmo fato não foi observado nos casos de
polpa viva.
Todas medições estiveram dentro de um limite clínico aceitável,
demonstrando que o método de localização apical eletrônica é seguro e confiável
na determinação do comprimento de trabalho.
A035
Estudo comparativo da infiltração apical de três cimentos
obturadores.
CALIL, E.*,
CALDEIRA, C. L., AUN, C. E., GAVINI, G.
Disciplina
de Endodontia, Departamento de Dentística – FOUSP.
O objetivo maior da fase de obturação do sistema de canais
radiculares é o perfeito preenchimento deste espaço, utilizando guta-percha
associada a um cimento obturador. Tendo em vista a grande variedade de
cimentos, os autores se propuseram a estudar comparativamente o grau de
infiltração apical de dentes obturados com um cimento à base de óxido de zinco
e eugenol, outro à base de hidróxido de cálcio e um outro resinoso, visando
determinar qual deles atende melhor às necessidades de selamento apical. Foram
selecionados 30 dentes humanos unirradiculares anteriores superiores extraídos,
que foram submetidos ao preparo químico-cirúrgico segundo a técnica preconizada
por Paiva & Antoniazzi e irrigação final com 10 ml de EDTA-T a 17% e
10 ml de hipoclorito de sódio a 1%. Os dentes foram obturados pela técnica
de condensação lateral, variando-se os cimentos obturadores, sendo que no grupo
1 utilizou-se o cimento N-Rickert, no grupo 2 o cimento Sealapex e no grupo 3 o
cimento AH Plus. Posteriormente as amostras foram impermeabilizadas com
cianoacrilato, exceto o 1 mm apical e coradas com azul de metileno. Em seguida,
os dentes foram clivados e examinados em lupa estereoscópica avaliando-se o
grau de infiltração linear do corante. Os resultados foram analisados
estatisticamente pelo teste de Kruskal-Wallis (p << 0,005) e
mostraram uma menor infiltração do corante no grupo 3, significante quando
comparado com os demais grupos.
Podemos concluir que o cimento resinoso apresentou melhor capacidade
seladora e impermeabilizante da região apical.
A036
Avaliação de três substâncias químicas auxiliares na remoção
de hidróxido de cálcio dos canais radiculares.
CARDOSO, L.
N.*, TORRESI, E. C. B., PROKOPOWITSCH, I.
Departamento
de Dentística – FOUSP - SP.
Este trabalho teve como objetivo avaliar o EDTA-T, o líquido
de Dakin e a clorexidina líquida a 2% quanto à remoção do hidróxido de cálcio
do interior dos canais radiculares. Foram utilizadas 30 raízes padronizadas de
dentes bovinos (19 mm), que sofreram PQC acorde Paiva e Antoniazzi
(18 mm, lima final 90) e preenchimento com uma pasta de hidróxido de
cálcio. Após um período de 15 dias mantidas à seco, foram divididas em 3
grupos: G1- EDTA-T, G2- Dakin e G3- clorexidina. Em cada grupo, procedeu-se à
remoção da pasta até o CRT, utilizando-se uma lima K 25 e 20 ml da
substância química auxiliar; findo esse processo, mais 10 ml da mesma substância
auxiliar foram usados na irrigação do conduto. Os dentes foram secos,
impermeabilizados externamente com cianoacrilato de metila e imersos em uma
solução de azul de metileno a 0,5% por 12 horas. As raízes coradas e lavadas
foram inclusas em resina, sendo cortadas e observadas em microscópio óptico
acoplado a um microcomputador. Utilizando-se do programa Image Lab, pode-se
obter os valores referentes às áreas coradas. A análise e o tratamento
estatístico dos dados nos mostrou que no G1 (EDTA-T) ocorreu a melhor remoção
da medicação, não havendo diferenças estatisticamente significantes entre os
grupos 2 e 3.
Parece-nos lícito concluir que a ação quelante do EDTA-T foi fundamental
na obtenção de resultados significantemente melhores quando comparados com o
líquido de Dakin e a clorexidina líquida a 2%.
A037
Avaliação in vitro da permeabilidade dentinária na
presença ou não de cemento radicular variando-se a técnica de instrumentação.
ROTA, E. L.*, PROKOPOWITSCH, I.
Disciplina
de Endodontia – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7839.
E-mail: emersonrota@uol.com.br
Este estudo teve o objetivo de avaliar a influência da
remoção do cemento radicular na permeabilidade dentinária. Para tanto foram
utilizadas duas técnicas de instrumentação. Foram selecionados 12 dentes unirradiculares,
portadores de canal único. Foi confeccionada uma canaleta no sentido axial dos
dentes (na parede vestibular e lingual) para delimitar duas superfícies. Em uma
das superfícies, 0,5 mm da superfície radicular foi removida com auxílio de
brocas diamantadas tronco-cônicas. Já a outra superfície sofreu apenas a
remoção do cálculo visível, utilizando-se curetas periodontais. Feito isso, as
coroas foram removidas e procedeu-se o acesso ao conduto radicular e
posteriormente a odontometria. Os dentes, então, foram divididos em dois
grupos: Ga- preparo valendo-se de instrumentos manuais; Gb- preparo com
instrumentos rotatórios. Em ambos os grupos, foi utilizado como substância
química auxiliar creme de Endo PTC neutralizado com hipoclorito de sódio a 0,5%.
Ao final do preparo o dente sofreu irrigação e aspiração de 10 ml de
hipoclorito de sódio a 0,5% e de 10 ml de EDTA-T. O conduto radicular foi
preenchido com corante azul de metileno a 0,5% por 48 horas. Tanto a entrada do
conduto como o forame apical foram vedados com Cimpat e impermeabilizados com
cianocrilato de etila (Super Bonder). Os dentes foram incluídos em resina e
cortados no sentido transversal nos terços cervical, médio e apical.
O grupo no qual não foi removido o cemento apresentou maior penetração
do corante independentemente da técnica de instrumentação.
A038
Avaliação de duas metodologias e quantificação da extusão de
debris apicais.
DEONÍZIO, M
.D. A.*, GAVINI, G., PONTAROLO, R.
Departamento
de Endodontia – FOUSP. E-mail: maridoro@rla01.pucpr.br
O propósito deste estudo foi verificar, in vitro, as
metodologias: esponja de poliuretano e sistema de filtração Millipore com
filtros de 0,45 micrômetros para coletar material extruído, líquido e sólido,
além do forame apical, quando do preparo químico-cirúrgico de canais
radiculares. Foram utilizados doze incisivos inferiores do banco de dentes da
FOUSP. Foram mergulhados em timol a 0,1% e suas superfícies radiculares foram
alisadas. A cirurgia de acesso foi realizada de acordo com PAIVA; ANTONIAZZI
(1988). O dispositivo metálico, com o elemento dental fixado e com isolamento
absoluto; o sistema de filtração Millipore e a esponja de poliuretano foram
fixados à haste universal com garra dupla. Todos os espécimes foram
instrumentados de acordo com parte da técnica PAIVA; ANTONIAZZI (1988) com água
destilada como líquido irrigador, sendo 10ml o volume total de irrigante
utilizados para cada espécime. Para realização da coleta primária, a esponja de
2 x 2 x 2 cm permaneceu encostada ao forame e foi removida após
instrumentação. Após isto, os debris residuais aderidos à superfície radicular
foram removidos com 40 ml de água destilada e então coletados pelo sistema
de filtração Millipore (coleta secundária). Tanto as esponjas quanto os filtros
foram levados à estufa por 24 horas a 37ºC, retirados e levados à sala com 49%
de U.R. e a 20ºC dentro de um dessecador, resfriados por 5’, pesados e os
valores comparados entre a pesagem final e inicial. O método primário coletou
38,9% do material sólido extruído, enquanto que o método secundário coletou
61,1% desse material além do forame.
A039
Avaliação comparativa da permeabilidade dentinária após o
preparo do canal variando as substâncias químicas.
AMORIM, C.
V. G.*, LAGE-MARQUES, J. L.
Universidade
de São Paulo; Universidade Ibirapuera - São Paulo - Brasil.
E-mail: jmarques@fo.usp.br
O aumento da permeabilidade dentinária obtida durante o
preparo do sistema de canais radiculares é fator fundamental para a adequada
ação dos agentes químicos utilizados na terapia endodôntica. A proposta deste
estudo foi avaliar, in vitro, a penetração do corante rodamina B após o
preparo químico e cirúrgico de 27 incisivos com canal único. Esses especimes
foram distribuídos aleatoriamente em 3 três grupos experimentais: Grupo I-
hipoclorito de sódio 0,5% + creme Endo PTC, irrigação final: EDTA-T
(farmácia de manipulação: Oficinalis), Grupo II- hipoclorito de sódio
0,5% + Glyde File Prep (Dentsply), Grupo III- hipoclorito de sódio
0,5% + File-Eze (Ultradent). Os espécimes do Grupo controle (3) foram
preparados com água destilada. Após a irrigação-aspiração final e secagem, o
corante foi introduzido nos canais e removido imediatamente por aspiração e
secagem com cones de papel. Cada espécime recebeu 5 cortes transversais,
resultando em seis amostras (2 leituras/terço). As amostras foram
digitalizadas, e com o auxílio do software Image Lab, avaliou-se a penetração
do corante pela mensuração das áreas coradas (%). As médias de penetração (%)
do corante nas amostras foram analisadas e tratadas estatisticamente,
p << 0,05 (Kruskal-Wallis).
As
substâncias químicas auxiliares: hipoclorito de sódio + Endo-PTC,
hipoclorito de sódio + Glyde e hipoclorito de sódio + File-Eze
promoveram aumento de permeabilidade dentinária radicular de maneira
semelhante. O terço apical de todas as raízes experimentais apresentou-se menos
permeável que os terços médio e cervical.
A040
Análise histoquímica da invasão microbiana da lesão
periapical em pacientes imunocompetentes e imunodeprimidos pelo HIV.
OLIVEIRA, R.
B.*, ARAÚJO, V. C., LAGE-MARQUES, J. L.
Departamento de Dentística
– FOUSP.
E-mail: riborveira@hotmail.com
Este trabalho teve como objetivo verificar a importância do
sistema imunológico na possível prevenção da invasão por microrganismos nas
lesões periapicais de dentes extraídos de pacientes imunodeprimidos pelo vírus
HIV e imunocompetentes, que constituíram dois grupos. Foram selecionados cinco
exames anátomo-patológicos de cada grupo os quais mencionavam na descrição do
exame macroscópico lesão ou tecido apenso ao ápice radicular. Além disso, no
grupo imunodeprimido pelo vírus HIV selecionou-se os espécimes de pacientes com
nível de CD4 menor que 200 céls./mm3 de sangue. Os espécimes
selecionados foram submetidos aos procedimentos laboratoriais para análise
histoquímica pela técnica de coloração de Brown & Hopps.
A avaliação ocorreu em microscopia de luz quando detectou-se invasão das
lesões periapicais por microrganismos em todos os espécimes analisados
ressaltando que, a mesma foi mais facilmente perceptível em algumas lâminas dos
pacientes imunodeprimidos pelo vírus HIV, onde os microrganismos aparentavam
estar presentes em maior número.
A041
Avaliação da resistência a torção de limas de
níquel-titânio, variando-se conicidade e fixação da ponta.
SHIMABUKO,
D. M.*, AUN, C. E., GAVINI, G.
Disciplina
de Endodontia – UNICID; FOUSP. Tel.: (0**11) 9249-0805.
E-mail: ddmshi@aol.com
Procurando possibilitar uma adequada modelagem e sanificação
do canal radicular curvo, limas rotatórias de níquel-titânio têm sido
empregadas, principalmente devido a grande flexibilidade e baixo módulo de
elasticidade que esses instrumentos apresentam. Atuando em movimento rotacional
no interior do canal radicular, devem ser utilizados de forma controlada e
rítmica, evitando a sua fratura. Desse modo, a avaliação da resistência a
fratura desses instrumentos, por meio de ensaios de torção, permite a
determinação de qual intensidade de força podemos imprimir a lima, sem o risco
de acidentes. Em nosso estudo, comparamos limas Quantec com duas conicidades
distintas: 0.04 e 0.06, variando-se o sistema de fixação da ponta.
Comparando-se as duas conicidades, a resistência a torção das limas Quantec
nº 6 foram estatisticamente menores em relação as limas Quantec nº 8,
independentemente do sistema de fixação da ponta. Houve diferença
estatisticamente significante entre os testes rígido e elástico,
independentemente da conicidade do instrumento.
Instrumentos rotatórios de maior conicidade, tendem a apresentar maior
resistência a torção, quando comparados aos de menor, considerando-se mesmo
comprimento de parte ativa e diâmetro inicial.
A042
Avaliação morfológica de 5 marcas de limas endodônticas do
tipo K existentes no mercado.
MARTINELLI,
R. S.*, NEIVA, V. L., HOAMAOKA, L., MOURA, A. A. M.
FOUSP.
Cinco marcas de limas endodônticas vendidas como tipo K
foram avaliadas com relação à sua morfologia. As marcas escolhidas foram
aquelas que são mais comumente encontradas no mercado brasileiro e mundial, são
elas: lima K-file colorinox, fabricada pela Maillefer Instruments,
Ballaigues - Suíça; lima Mor-Flex K-type files, fabricada pela Moyco Union
Broach, York PA; lima K-file, fabricada pela Dyna Endodontic instruments,
Bourges - França; lima K-file, fabricada pela Many, Japão e lima K-file da
marca Kerr Sybron - México. Foram analisadas 10 limas de cada marca acima
relacionada, totalizando 50 limas que foram divididas em 5 grupos distintos.
Analisamos primeiramente o comprimento do instrumento, tamanho da parte ativa e
distância entre os passos utilizando-se para tanto um microscópio óptico
ajustado para uma magnificação de 40 vezes, sendo todas as medidas expressas em
milímetros e os dados foram anotados em uma tabela separando-se cada grupo. Num
passo subseqüente, preparamos as limas para microscopia eletrônica de varredura
onde foi analisada a anatomia da ponta, a secção transversal e a qualidade das
arestas cortantes, sendo os dados anotados em tabelas específicas.
Os resultados mostraram diferenças entre as marcas observadas neste
experimento, alertando assim os endodontistas que fazem uso deste tipo de lima.
A043
Perfil do paciente traumatizado – levantamento do centro de
trauma – FOUSP.
SHIMIZU, M.
H.*, PUGGINA, C., PROKOPOWITSCH, I., AZEVEDO, C.
Disciplina
de Endodontia – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7477.
A Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo
possui um centro de atendimento (CADE - Trauma Dental) para as vítimas de
traumatismos dentais. O atendimento é realizado diariamente e atua principalmente
nos traumas que envolvem os tecidos duros e de sustentação dos dentes. O
objetivo deste trabalho é obter o perfil do paciente traumatizado. Através da
ficha de anamnese de 387 pacientes foram observados sexo, idade, dentes
envolvidos no trauma, tempo decorrido do trauma até o 1º atendimento no CADE - Trauma Dental, etiologia, tipos de
trauma, dentes avulsionados, freqüência de avulsão versus idade, tempo
decorrido da avulsão versus 1º atendimento no CADE - Trauma Dental e
etiologia da avulsão. Todos os resultados foram analisados estatisticamente
através do teste de qui-quadrado.
Podemos concluir que o perfil do paciente que sofreu traumatismo dental
é do sexo masculino, 65,9%, com idade na faixa dos 9 aos 11 anos, com forte
incidência no dente 11 (32%) ou no 21 (33,6%). A causa mais provável é a queda,
acidental ou de bicicleta. A avulsão dos elementos dentais é o tipo de lesão
mais freqüente quando ocorre envolvimento dos tecidos de sustentação e a
fratura coronária ao envolver os tecidos duros dos dentes. O maior problema
está no tempo decorrido do trauma até a primeira consulta no centro de trauma.
O atendimento imediato favorece o prognóstico do tratamento e corresponde
apenas a 5,8% dos pacientes e somente 31,5% comparecem na primeira semana.
A044
Infiltração apical da obturação de canais radiculares de
secção elíptica.
FERREIRA,
R.*, SANTOS, M., DOTTO, S. R.
Universidade
de Santa Cruz do Sul - RS.
Objetivos: o propósito deste estudo foi avaliar, in vitro,
a capacidade de vedamento apical da obturação dos canais radiculares com secção
transversal elíptica, utilizando diferentes técnicas de condensação. Métodos e
resultados: no estudo foram utilizados trinta segundos pré-molares superiores,
obturados com a técnica de condensação vertical, variando o uso de
condensadores circulares e elípticos, e a técnica de condensação lateral. Após
imersão no corante azul de metileno por 48 horas, os dentes foram diafanizados
e a infiltração linear máxima foi medida.
Conclusão: avaliados pelo teste de Kruskal-Wallis, a variação das
técnicas e dos condensadores não mostrou diferença significativa quanto ao
vedamento marginal apical da obturação, embora o grupo onde a condensação
vertical foi realizada com o condensador elíptico tenha demonstrado o menor índice
de infiltração.
A045
Avaliação in vitro da influência da instrumentação
manual e rotatória na permeabilidade dentinária radicular.
PANZANI,
C.*, SANTOS, M., BOMBANA, C., SIQUEIRA, E. L.
Disciplina
de Endodontia – FOUSP. Tel.: (0**13) 3288-4298.
A possível influência das instrumentações manual e rotatória
na permeabilidade dentinária, foi avaliada com o auxílio do corante azul de
metileno. Vinte pré-molares inferiores tiveram as suas coroas removidas, e
foram divididos em quatro grupos. Primeiro grupo, oito espécimes, foram
instrumentados manualmente com a técnica cérvico-apical com limas tipo K
Flexofile. Segundo grupo, oito espécimes, foram preparados com instrumentos
ProFile .04. A substância química utilizada para os dois grupos foi o
hipoclorito de sódio a 0,5%, que era renovada cada vez que mudava o
instrumento. Grupo controle positivo onde dois espécimes foram apenas irrigados
com hipoclorito de sódio a 0,5%. Controle negativo, dois espécimes, que não
foram submetidos a nenhum tipo de instrumentação ou irrigação. Todos os dentes
foram impermeabilizados na sua porção externa com cianoacrilato de etila e,
imersos em azul de metileno a 0,5%, pH 7,2 e levados à estufa a 37ºC em umidade
relativa 100% por 24 horas. Foram então removidos da solução e lavados em água
corrente. Confeccionou-se sulcos longitudinais e com o auxílio de um clivador,
as raízes foram separadas. Para a análise dos espécimes, foi utilizada uma
placa de polietileno, quadriculada milimetricamente, e com o auxílio de uma
lupa, foi quantificada a área total das hemi-secções e a região em que foram
coradas.
As duas formas de preparo do canal radicular estudadas neste trabalho,
não apresentaram diferença estatisticamente significante quanto ao aumento de
permeabilidade dentinária.
A046
Avaliação in vitro da microinfiltração coronária em
canais radiculares obturados após irrigação com clorexidina gel.
GOMES, N.
V.*, FERRAZ, C. C. R., GOMES, B. P. F. A., TEIXEIRA, F. B., SOUZA-FILHO, F. J.
Disciplina
de Endodontia – FOP – UNICAMP.
A irrigação tem importante função no preparo
químico-mecânico do sistema de canais radiculares. A “smear layer” sobre as
paredes do canal radicular atua como barreira física, interferindo no selamento
dos cimentos obturadores. Com a remoção da “smear layer” ocorre penetração do
cimento obturador no interior dos túbulos dentinários, aumentando a interface
entre a obturação e a parede dentinária, melhorando a capacidade seladora da
obturação. O objetivo deste estudo foi avaliar a microinfiltração coronária
após o uso de diferentes tipos de irrigantes endodônticos. Cinqüenta dentes
monorradiculares humanos foram instrumentados pela técnica híbrida e obturados
pela técnica da condensação lateral, sendo cada grupo (n = 10)
irrigado com uma das seguintes soluções: G1- NaOCl 1%, G2- NaOCl 1% + EDTA
17%, G3- gel de clorexidina 2%, G4- gel de clorexidina 2% + NaOCl 1%, G5-
água destilada. Após obturação os dentes foram armazenados por 10 dias a 37ºC
para completa presa do cimento obturador, imersos por 10 dias em saliva humana
a 37ºC, seguido por mais 10 dias em tinta nanquim. Os dentes foram
diafanizados, e a microinfiltração coronária medida em milímetros.
No grupo G2 obteve-se a menor infiltração (2,62 mm), no entanto,
sem diferença estatisticamente significante (p << 0,05) ao grupo
G3 (2,78 mm). Os grupos G1 (3,51 mm), G5 (6,10 mm), e G4
(9,36 mm) tiveram as médias de infiltração coronária progressivamente
maior, diferindo estatisticamente dos grupos G2 e G3, e entre si
(p >> 0,05).
A047
Estudo bacteriológico de canais radiculares associados a
abscessos periapicais.
SOUSA, E. L.
R.*, FERRAZ, C. C. R., PINHEIRO, E. T., GOMES, B. P. F. A., TEIXEIRA, F. B.,
SOUZA-FILHO, F. J.
Endodontia –
FOP – UNICAMP.
O objetivo do presente estudo foi identificar microrganismos
presentes em canais radiculares associados a abscessos periapicais, suas
possíveis correlações com as fases dos abscessos, além de avaliar a
sensibilidade microbiana. Coletou-se amostras microbiológicas de 30 canais
radiculares usando pontas de papel estéreis, transportadas em VMGA, diluídas,
plaqueadas e incubadas na câmara de anaerobiose. As colônias microbianas foram
purificadas, caracterizadas e identificadas. Cento e dezessete bactérias foram
encontradas, sendo 75 (64,1%) anaeróbias estritas. As bactérias anaeróbias mais
freqüentemente isoladas foram: P. prevotii (43,3%), P. micros (30%),
F. necrophorum (23,3%). Embora menos freqüentes, bactérias facultativas
como G. morbillorum (30%) e S. mitis (20%) também foram
encontradas. As espécies mais prevalentes P. prevotii e F.
necrophorum foram testadas quanto à suscetibilidade antimicrobiana através
do método do “E-test”, utilizando os seguintes antibióticos: benzilpenicilina,
amoxicilina, amoxicilina + ácido clavulânico, metronidazol e clindamicina.
P. prevotii e F. necrophorum apresentaram-se sensíveis a todos os
antibióticos testados.
Apesar da
ausência de significância estatística, nossos resultados indicaram
predominância de bactérias anaeróbias gram-positivas e a presença de microbiota
mista nos canais radiculares infectados associados a abscessos periapicais. Os
testes de suscetibilidade antimicrobiana revelaram que as espécies P. prevotii
e F. necrophorum apresentaram-se sensíveis a todos os antibióticos
testados. (FAPESP - 1999/08504-9.)
A048
Detecção de microrganismos superinfectantes em pacientes
portadores de infecção endodôntica de caráter primário.
FERRARI, P.
H. P.*, CAI, S., BOMBANA, A. C.
Departamento
de Dentística, Disciplina de Endodontia – FOUSP.
Tel.: (0**11) 3091-7839. E-mail: pferrari@fo.usp.br
O objetivo do estudo foi detectar a presença de espécies de
enterococos, leveduras e enterobactérias em 25 pacientes portadores de polpa
necrótica e lesão periapical com câmara pulpar fechada. As amostras foram
colhidas com cones de papel esterilizados, em vários momentos: 1ªcoleta-
superfície dental; 2ª- imediatamente após acessar o canal radicular; 3ª- após
preparo químico-cirúrgico; 4ª- após 7 dias sem medicação intracanal e a 5ª
coleta- 7 dias após a inserção da medicação. Os cones foram transferidos para o
meio VMGAIII. As amostras foram semeadas na superfície de meios sólidos
seletivos e não-seletivos. A identificação foi baseada no perfil bioquímico
apresentado pelas amostras em testes específicos. Em 92% dos casos
microrganismos puderam ser isolados do interior dos canais quando da 2ª coleta,
sendo 16% enterococos, 4% enterobactérias e 4% leveduras. Após o preparo
químico-cirúrgico, os oportunistas pesquisados não foram isolados. Após 7 dias
sem medicação intracanal, 100% dos canais abrigavam microrganismos, sendo 48%
enterococos, 12% enterobactérias e 12% leveduras. Porém, quando empregamos a
medicação intracanal PRP por 7 dias, enterobactérias e leveduras não foram mais
isoladas enquanto os enterococos foram identificados em 3 casos.
Concluímos
que os microrganismos superinfectantes pesquisados foram pouco freqüentes nos
casos de infecção endodôntica primária e que os enterococos, especialmente E. faecalis
e E. faecium, mostraram-se resistentes mesmo após o preparo do canal
seguido do uso da medicação PRP. (FAPESP – 99/07323-0.)
A049
Avaliação marginal apical de três técnicas de preparo do
canal radicular.
ANDRADE, W.
B.*1, HADDAD FILHO, M. S.1, NEIVA, V. L. M.1,
CALDEIRA, C. L.1,
MEDEIROS, J. M. F.2
1FOUSP; 2USF.
E-mail: drweber@ig.com.br
O propósito dessa pesquisa foi cotejar a influência do
emprego de três técnicas de preparo do canal radicular na infiltração apical.
Utilizou-se 60 raízes mésio-vestibulares de molares humanos extraídos, que
foram divididas em três grupos: Grupo A- os canais foram instrumentados
com a técnica escalonada; Grupo B- valeu-se da técnica cérvico- apical;
Grupo C- empregou-se aparelho mecânico rotatório para preparo do canal
radicular. Os canais radiculares foram obturados pela técnica de cones múltiplos
com condensação lateral, empregando-se o cimento N-Rickert como material
obturador. A seguir, impermeabilizou-se a superfície externa das amostras com 3
camadas de esmalte de unhas, deixando-se visível 1 mm do terço radicular
apical. As raízes foram então imersas em corante azul de metileno a 0,5% (pH
7,2) durante 72 horas a 37ºC em ambiente de umidade relativa 100%. As amostras
foram depois incluídas em gesso-pedra e a seguir, desgastadas. Com auxílio de
microscópio comparador tomaram-se as medidas de penetração do corante azul de
metileno. Os resultados obtidos mostram valores médios de infiltração:
G.A = 2,26 mm; G.B = 1,86 mm; G.C = 1,46 mm.
Concluiu-se então que o Grupo C mostrou desempenho superior, com média
de infiltração menor que os Grupos A e B; essa diferença porém, não foi
estatisticamente significante.
A050
Análise das características superficiais de instrumentos
ProFile através de microscopia eletrônica de varredura.
MARTINS, R.
C.*, BAHIA, M. G. A., BUONO, V. T. L.
Departamento
de Odontologia Restauradora, Departamento de Engenharia Metalúrgica de
Materiais – FO/EE – UFMG. E-mail: r.c.martins@uol.com.br
Os procedimentos de usinagem e acabamento a que são
submetidos os instrumentos de níquel-titânio resultam em superfícies
irregulares, com imperfeições e impurezas. Um total de 15 instrumentos de Ni-Ti
acionados a motor, ProFile, calibres nº 20/.04, nº 25/.04,
nº 20/.06, cinco instrumentos de cada, foram analisados através de
microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia de energia dispersiva de
raios X, com o intuito de observar as características superficiais de
instrumentos novos, antes e após dois métodos de esterilização. Foram
encontrados muitos fragmentos, rebarbas e raspas de metal, além de irregularidades
e variações na geometria de instrumentos dentro de um mesmo calibre. Uma grande
quantidade de material depositado nas pontas e ao longo das hastes cortantes
dos instrumentos foi detectada, sendo que este padrão não se modificou após um
ciclo de esterilização em autoclave ou estufa. O material de depósito,
constituído basicamente de carbono, enxofre e oxigênio, mostrou-se muito
retentivo, não sendo eliminado pelos procedimentos de limpeza e esterilização
utilizados comumente.
De acordo com as observações deste estudo, sugere-se que a presença
deste material de depósito juntamente com as imperfeições encontradas na
superfície dos instrumentos de Ni-Ti, podem propiciar um maior acúmulo de
resíduos resultantes da formatação do sistema de canais radiculares e, ao mesmo
tempo, dificultar uma adequada limpeza e desinfecção das limas, levando à
quebra da cadeia asséptica imprescindível para a manutenção da biossegurança
durante a terapia endodôntica.
A051
A infiltração marginal no canal radicular após procedimentos
de clareamento interno.
NEIVA, V.*,
MARTINELLI, R., HAMAOKA, L., MOURA, A.
Departamento
de Dentística, Disciplina de Endodontia – Universidade de São Paulo.
E-mail: veralmn@fo.usp.br
A finalidade desse trabalho foi avaliar os efeitos de duas
pastas utilizadas no clareamento ambulante (“walking bleaching”): perborato de
sódio associado ao peróxido de hidrogênio e o uso de perborato de sódio
misturado à água destilada sobre duas barreiras cervicais utilizadas após a
obturação dos canais radiculares. Os materiais utilizados nas barreiras foram o
cimento de ionômero de vidro (tipo II – Shofu) e o cimento provisório
Citodur, colocadas em momentos diferentes: na mesma sessão de início dos
procedimentos de clareamento ou colocadas numa sessão, aguardado o devido período
de presa das mesmas e início do clareamento em outra sessão. Quarenta e quatro
incisivos centrais superiores foram selecionados, estabelecidos os CRTs e
tratados acorde técnica Paiva & Antoniazzi. Todos os espécimes foram
obturados com cimento N-Rickert e condensação lateral. Foram então divididos em
8 grupos e 4 espécimes foram usados para controles positivo e negativo. Após os
procedimentos de clareamento, os dentes foram impermeabilizados com
cianocrilato de etila e imersos em corante Rodamina B 1% por 48 horas a 37oC.
Após esse período, foram incluídos em resina e seccionados longitudinalmente,
no sentido vestíbulo-palatino. Com auxílio de uma lupa esteroscópica com 15
aumentos, foi feita a mensuração da média de infiltração de corante de cada espécime.
Pode-se
concluir que os grupos que esperaram o devido período de presa do material
utilizado nas barreiras tiveram um resultado melhor que os grupos que iniciaram
o clareamento na mesma sessão que inseriram as suas barreiras. Percebeu-se
também menor infiltração nos grupos que não utilizaram o peróxido de hidrogênio
como material clareador.
A052
Ação do Carisolv® na permeabilidade da dentina
radicular, quando utilizado após o preparo químico-cirúrgico do canal.
POLO, I.*,
LAGE-MARQUES, J. L., SHIMABUKO, D. M.
Departamento
de Dentística, Disciplina de Endodontia – FOUSP.
Tel.: (0**11) 3091-7839.
Avaliou-se a influência Carisolv® na penetração
do corante Rodamina B a 1% na dentina radicular. Trinta dentes humanos
unirradiculares tiveram os canais preparados pela técnica seriada com
instrumentos endodônticos, Endo PTC e Dakin. Após, constituíram-se três
grupos com dez espécimes. No grupo I os canais receberam irrigação final
com soro fisiológico, no grupo II com EDTA-T e no grupo III com o gel
Carisolv®. Após secagem do canal com cones de papel, eles foram
preenchidos com solução Rodamina e mantidos em estufa a 37ºC, durante 30
minutos. Em seguida, os canais foram esvaziados, secados com cones de papel e
mantidos em estufa a 50ºC, durante 15 minutos. Após secagem do corante,
cortou-se transversalmente o dente no limite amelocementário. Na raiz, após
novos cortes, obteve-se seis fragmentos (anéis) de espessura iguais, sendo dois
apicais, dois médios e dois cervicais. A área da superfície cervical e da infiltração
do corante, em cada anel, foi mensurada, em pixels. Após, obteve-se a média
porcentual da infiltração de cada terço radicular. Para tal, a imagens das
superfícies foram digitalizadas com auxílio do “scanner” e arquivada em
computador, onde se utilizou o programa Image Lab 2.3 para a leitura. O
porcentual médio da infiltração do corante na dentina radicular no G I foi
27,41, no G II foi 66,80 e no G III foi 51,49.
Foi possível concluir que a irrigação final, após preparo
químico-cirúrgico, pela utilização do gel Carisolv® e do EDTA-T, aumenta a
permeabilidade dentinária nos três terços radiculares enquanto que o terço
apical foi o menos permeável.
A053
Estudo comparativo de quatro sistemas de instrumentação
rotatória.
CAMPOS, C. A
.*, CAMPOS, C. N.
Departamento
de Clínica Odontológica, Disciplina de Endodontia – FO – UFJF.
Tel.: (0**32) 3229-3864. E-mail: cauber@terra.com.br
O objetivo do presente estudo foi comparar a eficiência de
quatro sistemas rotatórios de instrumentação de canais radiculares quanto à
capacidade de efetuar a dilatação sem provocar desvios ou deformações
anatômicas, mantendo o eixo de curvatura original do canal. Oitenta raízes
mésio-vestibulares com curvatura em torno de 30º, de molares superiores,
divididos em quatro grupos de 20 dentes cada, tiveram os canais instrumentados
pelos sistemas: ProFile® .04 e .06, Quantec® LX, ProFile
series 29® e Pow-R®. Após instrumentação biomecânica, os
canais foram preenchidos com Telebrix® 38 e delineados através de
projeções das radiografias pré- e pós-preparo. Os canais foram medidos em oito
níveis e avaliados através de um método matemático que dispensa a presença de
observadores.
Os resultados mostraram preparos com boa conicidade, bem centrados, com
baixo índice de transporte, sem rasgo, perfuração ou “zip” apical que pudessem
comprometer a instrumentação. Estatisticamente, quanto à qualidade do preparo,
não foi encontrada diferença significante entre os grupos
(p >> 0,05). Quanto à manutenção do eixo do canal, o sistema
Pow-R® apresentou índices de transporte mais elevados, com diferença
significante em relação ao ProFile .04 e .06 (p << 0,05).
A054
Ação do EDTA 17% na remoção da “smear layer” endodôntica.
FARIA, R.
A., CÔRTES, M. I. S., BASTOS, J. V.
Departamento
de Odontologia Restauradora – FO – UFMG. E-mail: galaco@gold.com.br
O método quantitativo de avaliação da remoção da “smear
layer” foi desenvolvido para caracterização morfológica (MEV) da superfície
dentinária, utilizando 8 pré-molares extraídos, instrumentados com limas Pow-R
e submetidos a diferentes técnicas de irrigação final com EDTA 17% e NaOCl
2,5%. Dois dentes foram utilizados para controle, negativo antes da
instrumentação e, positivo, após a formação da “smear layer”. Foram obtidas 5
fotomicrografias (2.000 X) da região apical de cada canal para definição
dos critérios de caracterização de túbulos íntegros e áreas danificadas. Após
análise da aplicabilidade do método (FARIA et al., SBPqO, 2000, resumo
178), sua validação foi realizada comparando-se as leituras de 3 examinadores
em 4 fotomicrografias selecionadas aleatoriamente. Em seguida, o método foi
utilizado com o objetivo de comparar 3 volumes de EDTA 17%. A amostra foi
composta de 9 dentes, sendo 3 por grupo (G1 = área volumétrica do
canal; G2 = 1,5 ml; G3 = 3,0 ml). Para cada grupo
foram utilizadas 15 fotomicrografias divididas em 180 campos. Após análise pelo
teste de Kruskal-W allis, observou-se diferença estatisticamente significativa
entre os grupos quanto ao número de túbulos íntegros (p = 0,003) e de
áreas danificadas (p << 0,001). Os resultados para túbulos
íntegros foram (média/DP), G1 (0,69/09), G2 (0,39/0,8) e G3 (0,50/0,8);e em
relação ao número de áreas danificadas, G1 (0,04/0,2), G2 (0,14/0,4) e G3
(0,23/0,5).
Estes resultados demonstraram que no G1, foram identificados maior
número de túbulos íntegros e menor número de áreas danificadas. (Apoio
financeiro: CAPES.)
A055
Comparação entre técnica de McSpadden modificada e técnica
de condensação lateral.
CAMõES, I. C. G.*, FREITAS, L. F., Chevitarese, O., Gomes, C. c.,
Sales, C. L.
Departamento
de Odontoclínica – UFF. Tel.: (0**21) 274-5228.
E-mail: icamoes@matrix.com.br
O objetivo do presente estudo foi avaliar a qualidade de
duas técnicas de obturação do sistema de canais radiculares através da
visualização ao microscópio eletrônico da penetração do cimento e/ou
guta-percha nos túbulos dentinários. Dez caninos extraídos foram
biomecanicamente preparados, usando Edta
para remover o “smear layer” e divididos em dois grupos de cinco
amostras. Todos os canais radiculares foram preenchidos com cimento Endo-Fill e
cones de guta-percha, sendo que o Grupo 1 teve os condutos obturados pela
técnica de condensação lateral e o Grupo 2 pela técnica de McSpadden
modificada. As raízes foram cortadas em terços e apenas os terços médios foram
aproveitados sendo “splitados” de forma a obter-se um total de 20 amostras,
observadas ao microscópio eletrônico de varredura (MEV), com finalidade de se
observar o grau de penetração do material obturador nos túbulos dentinários. Os
corpos-de-prova foram visualizados com aumentos de 500, 1.200, 1.500 e 2.000
vezes, avaliando-se o preenchimento dos túbulos dentinários.
Após análise das fotografias (MEV) por 7 observadores concluiu-se que o
Grupo 2 mostrou presença de material obturador em seus túbulos dentinários
significativamente maior que o Grupo 1, deixando explícita a superioridade
da técnica de McSpadden modificada no que concerne ao selamento do material
obturador.
A056
Difusão de substâncias provenientes de associações com
Ca(OH)2: estudo cromatográfico (HPLC).
CAMÕES, I.
C. G., SALLESM, R., CHEVITARESE, O., GOMES, G. C.
Departamento
de Odontoclínica – UFF. Tel.: (0**21) 274-5228.
Esta pesquisa teve por propósito avaliar, por meio de
cromatografia líquida de alta performance (High Performance Liquid
Chromatography – HPLC), alíquotas de meios aquosos em que estiveram
imersos 25 pré-molares humanos mantidos, um a um, em frascos de 800 ml de
água deionizada ultrapura durante 1.687 horas após o preenchimento dos condutos
com associações entre Ca(OH)2 e diversos veículos. Os dentes foram
divididos em grupos de 5, sendo que cada um teve seus condutos preenchidos
individualmente por pasta de Ca(OH)2 associado a um veículo
respectivo; Grupo 1 - polietilenoglicol e colofônia (Calen); Grupo
2 - glicerina e paramonoclorofenol canforado (PMCC); Grupo 3 - PMCC;
Grupo 4 - glicerina, tricresol e formalina; e Grupo 5 - solução
anestésica (prilocaína). Ao término deste período foram feitas análises
cromatográficas dos meios aquosos relativos a cada grupo com o objetivo de
detectar substâncias que além do cálcio e da hidroxila, tenham se difundido a
partir das pastas e que sejam detectáveis por meio de HPLC.
Após a análise dos cromatogramas, pode-se concluir que além
do Ca2+ e do íon OH– uma considerável quantidade de
substâncias foram capazes de atingir o meio externo, sendo detectadas no meio
aquoso, particularmente no Grupo 4.
A057
Verificação do teor de cloro ativo em soluções comerciais de
hipoclorito de sódio.
SAYÃO MAIA,
S. M., VARGAS, C. M., PÉCORA, J. D.
Departamento
de Odontologia Restauradora – Faculdade de Odontologia de Pernambuco –
Universidade de Pernambuco. Tel.: (0**81) 3458-1088,
fax: (0**81) 3458-1476. E-mail: ssayao@uol.com.br
A pesquisa objetivou avaliar o real teor de cloro em
soluções de hipoclorito comercializadas nas casas de materiais dentários. O
teor de cloro ativo presente em 14 soluções de hipoclorito de sódio – 7
líquidos de Dakin; 5 soluções de Milton e 2 sodas cloradas – foi
verificado através da titulometria. Dentre as soluções, 11 foram adquiridas no
comércio e 3 preparadas no laboratório da FORP - USP.Os valores encontrados
foram comparados àqueles descritos pelos fabricantes nos rótulos das embalagens
e a intervalos de valores considerados ideais pela literatura consultada. Das
amostras testadas, 6 apresentavam teor de cloro abaixo do declarado (4 líquidos
de Dakin, 1 solução de Milton e 1 soda clorada). As três soluções preparadas
serviram como parâmetro. O tempo de validade declarado no rótulo da maioria das
soluções foi de 12 meses, sendo predominante a embalagem plástica em cor
branca. A literatura recomenda 3 meses como o tempo máximo de validade e
embalagem escura, preferentemente vidro de cor âmbar.
Os resultados encontrados permitem concluir que faltou efetivo controle
na qualidade das soluções analisadas o que pode comprometer a ação das
referidas substâncias durante o preparo químico-mecânico dos sistemas de canais
radiculares.
A058
Análise das alterações morfológicas de canais radiculares
irradiados com laser de Er:YAG com ponteira cilíndrica e cônica.
ARAKI, A.
T.*, LAGE-MARQUES, J. L., OKAGAMI, Y., KATAOKA, K., OISHI, J.
Morita Co.;
Endodontia – FOUSP - SP. E-mail: jmarques@fo.usp.br
Usualmente preconiza-se a ponteira cilíndrica (PCI) na ação
intracanal com movimentos circulares, no entanto a nova ponteira cônica (PCO)
tem como objetivo distribuir maior quantidade de irradiação na superfície
dentinária do canal radicular proporcionando o controle do extravasamento
apical do laser. Assim a proposta deste estudo in vitro foi analisar as
alterações morfológicas provocadas pelo laser de Er:YAG com PCI e a PCO em
canais radiculares. Foi realizado o tratamento endodôntico acorde técnica
tradicional nos espécimes selecionados (12). Os parâmetros utilizados para o
Grupo 1 (6) foram 47 mJ (“output”), 10 Hz, 2 mm/s,
15 ml de água/espécime, PCI de 2 anéis (Kavo), sendo que estes foram
subdivididos em: 1A (3) movimentos circulares ápico-cervical (AC) (2 X) e
cérvico-apical (CA) (2 X) e 1B (3) com movimentos longitudinais
(4 X). No Grupo 2 (6) empregou-se a PCO (Morita) com movimentos
longitudinais (AC) e irrigação com 0,5 ml de água/min., estes foram
subdivididos em: 2A (3) utilizando ponteira com 300 mm, 10 mJ (“output”),
10 pps, 0,5 mm/s e 2B (3) ponteira com 400 mm, 30 mJ
(“output”), 10 pps, 1 mm/s. Após a irradiação os espécimes foram
preparados para análise em MEV. Nas imagens obtidas foram observadas
microfraturas, fusão e áreas não irradiadas no Grupo 1 e nas amostras do Grupo
2, verificou-se a ação do laser em todo o canal, sendo que o Grupo 2A
apresentou fusão e microfraturas.
O modelo experimental possibilitou concluir que a PCO com 10 mJ
empregada nos espécimes do Grupo 2B produziu resultados mais efetivos, por agir
ao longo de todo o canal mantendo a característica saudável da dentina.
A059
Avaliação do tecido conjuntivo de rato frente a implantes de
MTA, Apexit e hidróxido de cálcio.
TAMBARA, K.
R.*, MOTTA, A. G., REBOUÇAS, A. A. P., CARVALHO, M. C. A.
Departamento
de Odontoclínica – UFF - Niterói. Tel.: (0**21) 719-1055.
Através deste trabalho pretendemos avaliar as alterações do
tecido conjuntivo de ratos frente a implantes de tubos contendo: MTA, Apexit e
hidróxido de cálcio, para determinar a biocompatibilidade. Foram utilizados 30
ratos machos da linhagem Wistar, pesando entre 150 e 200 g, sendo
distribuídos em 3 grupos experimentais de 7, 14 e 30 dias. Selou-se uma das
extremidades dos tubos com parafina, sendo a outra selada pela substância teste
ou ficando vazia. Utilizamos anestésico geral tiopental intraperitonealmente,
tricotomizou-se a região dorsal, e foi feita uma desinfecção com povidine e
incisamos. Cada animal recebeu 4 implantes, sendo 3 tubos contendo os materiais
e um tubo vazio (controle). Após transcorridos os períodos experimentais os
grupos foram sacrificados com overdose de tiopental e os tubos removidos com
tecido conjuntivo circunjacente e imersos em formol. Processou-se
histologicamente as peças realizando as colorações de H. E. e Von Kossa.
Cada peça foi analisada e classificada quanto ao grau de irritação. Utilizamos
o teste das medianas, adotando-se a prova de Fisher com significância de 5%.
Conclusões: 1) com 7 e 14 dias o melhor material foi o MTA seguido do
Apexit e por último o Ca(OH)2; 2) com 30 dias todos os materiais
apresentaram-se bem tolerados, caracterizado pela presença de fibroblastos e
fibras colágenas. (Este trabalho foi financiado pela FAPERJ através de bolsa de
iniciação científica.)
A060
Avaliação de obturação endodôntica pelo processamento
digital de imagens.
MARTINS, P.
N.*, DE DEUS, G., GURGEL, E., PACIORNIK, S., COUTINHO FILHO, T.
Departamento
de Procedimentos Clínicos Integrados – FO – UERJ.
Tel.: (0**21) 587-6373.
O presente estudo foi realizado para comparar e avaliar
qualitativamente obturações endodônticas utilizando três técnicas diferentes
(G1 = condensação lateral, G2 = compressão hidráulica e G3 =
sistema Thermafil). O acesso, a instrumentação e o preparo químico obedeceram
uma seqüência clínica padronizada. Foram utilizados blocos de resina
padronizados simulando canais curvos com abertura apical e comprimento médio de
16 mm. Em cada grupo, utilizou-se 3 blocos de resina e em cada bloco foram
feitos 3 cortes transversais paralelos em Isomet (Mitutoyo) de 2 mm de
espessura apenas nos 6 mm apicais. Os cortes foram avaliados em
microscópio óptico com aumento de 100 X e as imagens digitalizadas para
visualização e processamento utilizando o programa KS 400 (Zeiss). A
extração de atributos de cada imagem foi realizada através de operações
algébricas, binarização e segmentação. As frações de guta-percha e cimento
ocupadas foram segmentadas por cores, para posterior mensuração digital. As
amostras foram tratadas estatisticamente pelo teste paramétrico ANOVA, que
determinou diferenças estatisticamente significantes entre os grupos
(p << 0,01). Utilizando o teste de Bonferroni verificou-se que
os melhores resultados foram observados no G3, seguido por G2, e por último o
G1 (p << 0,05).
De acordo com a metodologia e os resultados desse trabalho, podemos
concluir que o sistema Thermafil promoveu um melhor selamento apical que as
outras duas técnicas estudadas.
A061
Atividade antimicrobiana de diferentes concentrações de
NaOCl e clorexidina.
SASSONE,
L.*, FIDEL, R., FIDEL, S., VIEIRA, M., HIRATA Jr., R.
Departamento
de Procedimentos Clínicos Integrados – FO – UERJ.
E-mail: lsassone@montreal.com.br
O objetivo do presente trabalho foi avaliar, in vitro,
a atividade antimicrobiana das soluções de clorexidina a 0,12%, 0,5% e 1% e
hipoclorito de sódio a 1% e 5% na presença ou não de carga orgânica (BSA),
através da metodologia de teste por contato. Para tal, foram utilizadas cepas
ATCC de microrganismos anaeróbios facultativos (Staphylococcus aureus, Enterococcus
faecalis e Escherichia coli) e anaeróbios estritos (Porphyromonas
gingivalis e Fusobacterium nucleatum). Cada solução foi avaliada
após 4 diferentes tempos de contato (t0- imediato, t5- 5
minutos, t15- 15 minutos e t30– 30 minutos) e foram realizadas
10 repetições para cada grupo. Em metade dos experimentos, adicionou-se
albumina sérica bovina (BSA) a 0,5%. Os resultados demonstraram que a solução
de clorexidina a 0,12% não foi capaz de eliminar o E. faecalis em
nenhum dos tempos testados independente da adição de BSA. A clorexidina a 1%
foi capaz de eliminar todos os microrganismos independentemente do tempo e da
adição de BSA assim como ambas concentrações de hipoclorito de sódio.
Através dos resultados obtidos parece-nos lícito concluir que para
melhor eliminação microbiana seria necessária uma solução de clorexidina de
concentração superior a 0,12%, que a adição de carga orgânica não apresentou
diferença expressiva sobre a atividade antimicrobiana das soluções testadas.
A062
Estudo comparativo do escoamento da guta-percha através da
termoplastificação.
ALVARES, G.
R.*, MOREIRA, E. J. L., FIDEL, S. R., FIDEL, R. A. S., RICHA, S.
Departamento
de Odontologia – UNIGRANRIO. Tel.: (0**21) 672-7777.
O objetivo do estudo foi avaliar o grau de escoamento de
cinco diferentes marcas de cones de guta-percha através da termoplatificação
com o System “B”. As amostras foram divididas em cinco grupos com seis
espécimes cada. Os espécimes possuiam 1 mm de comprimento por 1 mm de
diâmetro e foram submetidos a temperatura de 200ºC através do System “B” por 5
segundos. Após o aquecimento as amostras foram colocadas entre duas laminas de
vidro para microscopia e comprimidas por 1 min, com um peso de 300 g.
Terminada esta etapa os espécimes foram medidos em milímetros no seu maior
diâmetro por um paquímetro digital. Os dados foram analisados estatisticamente
através da ANOVA e do teste Tukey demonstrando haver diferença estatisticamente
significativa entre os grupos 4 e 1, 4 e 2, 3 e 1.
Através dos resultados podemos concluir que o grupo 4 demonstrou maior
escoamento em relação aos grupos 1 e 2 e o grupo 3 maior escoamento em
comparação ao grupo 1.
A063
Avaliação, in vitro, da atividade antimicrobiana de
dez seladores temporários frente a uma cultura mista.
KOPPER, P.
M. P.*, ANDRADE, M., SÓ, M. V. R., BAMMANN, L. L., OLNEIRA, E. P. M.
Departamento
de Odontologia – ULBRA. E-mail: endoso@ig.com.br
O selamento coronário, entre sessões, permitindo a atuação
da medicação intracanal adequadamente e evitando a contaminação ou
recontaminação do sistema de canais radiculares, é um dos pilares para a
obtenção do sucesso no tratamento endodôntico. O objetivo deste trabalho foi
avaliar, in vitro, dez materiais seladores temporários, livres de
eugenol, com relação à ausência ou presença de atividade antimicrobiana, frente
a uma cultura mista de microrganismos. A atividade antimicrobiana do Cavit
Branco, Cavit Rosa, Cimpat Branco, Cimpat Rosa, Dentalville Branco, Dentalville
Rosa, Citodur Duro, Citodur Mole, Coltosol e Cavitec foi avaliada frente a
cultura mista de Enterococcus faecalis, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus
aureus e Candida albicans. A cultura foi inoculada em placas de
Petri, contendo meio de cultura TSB-A (“tripticase-soy broth-agar”). Sobre cada
uma dessas placas foram colocados dois corpos-de-prova, de dois diferentes
materiais. Duas placas com TSB-A inoculadas serviram de controle positivo e
duas, não inoculadas, contendo meio de cultura, foram utilizadas como controle
negativo. As placas foram incubadas, durante 48 horas, a 37ºC. A seguir, foi
feita a avaliação da presença ou ausência de halo de inibição de crescimento
microbiano em torno dos corpos-de-prova.
Através desse estudo, foi lícito concluir que: a) nenhum dos materiais
seladores temporários testados apresentou atividade antimicrobiana frente a
cultura mista testada; b) a presença dos seladores temporários no meio de
cultura TSB-A, não inoculado, não permitiu o crescimento de microrganismos.
A064
Análise das paredes dentinárias pós-desobturação endodôntica
com diferentes solventes.
PORTO, P. O.
B.*, SANTOS, R. A., CARVALHO, C. M. R. S.
Departamento
de Odontologia Restauradora – FOP – UPE. Tel.: (0**81) 3467-5493.
E-mail: patporto@elogica.com.br
A remoção de material obturador dos canais radiculares é
feita com auxílio de solventes formando camada residual. Seria interessante que
além da capacidade de solvência, tais solventes removessem também “smear
layer”. Diante disto, este estudo averiguou a capacidade de limpeza e de
remoção de “smear layer” efetuada pelo eucaliptol, eucaliptol e EDTA e óleo de
laranja. Quarenta raízes palatinas de molares superiores, instrumentadas, foram
divididas em 4 grupos: G1 (controle), G2, G3 e G4. Os grupos G2, G3 e G4 foram
obturados e desobstruídos com eucaliptol, eucaliptol e EDTA, e óleo de laranja
respectivamente, e radiografados. Todas as amostras sofreram impermeabilização,
excetuando-se o forame, e submeteram-se à infiltração de azul de metileno a 2%
seguido por clivagem vertical. A capacidade de limpeza dos solventes foi
verificada através da análise visual das radiografias recebendo escores 0
(nenhum material obturador), 1 (mínimo material obturador), 2 (menos de 50% de
material obturador) ou 3 (mais de 50% de material obturador). A remoção de
“smear layer” foi avaliada pela medição linear do corante através de
estereomicroscópio. Os resultados do grau de limpeza foram analisados com o
teste de Kruskal-Wallis observando-se diferença significativa entre os grupos a
nível de 1%. Para a penetração do corante, o teste ANOVA revelou haver
diferença estatística (p << 0,01) entre o grupo controle e os
demais grupos.
Pode-se concluir que, nas desobturações, os materiais testados não
removem totalmente o material obturador nem tornam os túbulos dentinários
permeáveis.
A065
Quantidade e direção de dentina excisada pelas limas manuais
de aço inoxidável e de níquel-titânio durante o preparo seriado do canal
radicular.
CAVADA, L.*,
ANTONIAZZI, J. H.
Departamento
de Dentística – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7839. E-mail: cavada@conex.br
É finalidade do preparo químico-cirúrgico sanear o sistema
de canais radiculares e dar forma afunilada a este para que um selamento
ápico-cervical seja realizado de maneira impermeável. Este trabalho buscou
comparar a quantidade e direção de dentina cortada durante o preparo seriado do
canal radicular com limas de aço inoxidável (Flex-R) e níquel-titânio (Onix-R)
manuais, utilizando para isso dentes primeiro e segundo molares humanos. A
leitura dos resultados deu-se após o preparo com a lima número 30, 35 e 40
através de radiografias que foram medidas por um projetor de perfil
(perfilômetro). Os resultados não mostraram diferenças estatisticamente
significantes entre as limas avaliadas, tanto no que diz respeito a quantidade
de dentina quanto a direção de desgaste produzido pelos instrumentos.
Podemos concluir neste trabalho que as limas estudadas desgastam
quantidades semelhantes de dentina em canais curvos em cada um dos terços
radiculares avaliados sendo a diferença estatística não significante; a direção
de desgaste proporcionada pelas limas Flex-R e Onix-R é idêntica numérica e
estatisticamente em cada um dos terços radiculares, sendo predominante para o
lado externo da curvatura nos terços apical e cervical e para o lado interno da
curvatura no terço médio; ambos os tipos de limas testados, aço inoxidável e
níquel-titânio, até os calibres 30, 35 e 40 podem ser utilizados na técnica de
preparo seriado e com movimentos de limagem (tração de viés) sem produzir danos
ao sistema de canais radiculares curvos.
A066
Avaliação in vitro dos instrumentos rotatórios de
liga de níquel-titânio sobre a permeabilidade da dentina radicular.
MARCHI, J.
A.*, FRÖNER, I. C., CHAVES, M., PÉCORA, J. D.
Departamento
de Odontologia Restauradora, Disciplina de Endodontia – FORP – USP.
Tel.: (0**16) 602-4055.
E-mail: tuirp@uol.com.br
A nova geração de instrumentos endodônticos é representada
pelas limas de níquel-titânio, confeccionadas a partir de uma liga de nitinol,
caracterizada pela grande elasticidade e efeito memória. Durante o reparo
biomecânico os instrumentos endodônticos promovem o alargamento, sanificação e
modelagem dos canais radiculares e podem alterar a permeabilidade dentinária. O
objetivo do presente trabalho foi avaliar, in vitro, a ação de diferentes
instrumentos rotatórios de níquel-titânio sobre a permeabilidade da dentina
radicular. Foram utilizados 20 dentes pré-molares inferiores divididos em
quatro grupos, cada qual com cinco dentes, distribuídos aleatoriamente. Os
instrumentos utilizados foram: Quantec (Analytic), Pow-R (Moyco Union Broach),
ProFile (Maillefer/Dentsply) e limas manuais tipo K (Maillefer/Dentsply) e
utilizou-se o hipoclorito de sódio a 1% como solução irrigante. Após o preparo
biomecânico dos dentes, procedeu-se o preparo histoquímico, com a utilização do
método de infiltração dos íons cobre. Foram obtidos cortes dos terços
radiculares (cervical, médio e apical), montados em lâminas para microscopia
óptica e em seguida foram submetidos à analise morfométrica para avaliação dos
níveis de permeabilidade dentinária.
A análise estatística dos dados obtidos permitiu concluir que não houve
diferença significante nos níveis de permeabilidade dentinária entre as
técnicas avaliadas, assim como entre os terços radiculares.
A067
Diferentes tratamentos em lesões de furca em dentes de cães.
RODRIGUES,
R. R.*, TEIXEIRA, F. B., FERRAZ, C. C. R., GOMES, B. P. F. A., SOUZA-FILHO, F.
J.
Área de
Endodontia – FOP – UNICAMP.
O objetivo deste trabalho foi analisar radiograficamente a
perda óssea na região de furca de dentes de cães intencionalmente perfurados e
contaminados com fluido bucal, frente ao emprego de vários materiais seladores.
Foram utilizados 6 cães adultos, pesando entre 9 e 15 kg, fêmeas e de raça
indefinida. Perfurações foram produzidas na região de furca dos 2º, 3º e 4º
pré-molares inferiores direitos e esquerdos, permanecendo expostas à cavidade
oral por um período de 30 dias. Após este intervalo de tempo, tendo constatado
a formação das lesões de furca através de radiografias periapicais, os dentes
foram limpos e tratados de acordo com a divisão dos grupos experimentais. As
perfurações dos 2º, 3º e 4º pré-molares foram preenchidas com sulfato de cálcio
hemiidratado e seladas com guta-percha, IRM e resina Z100, respectivamente,
sendo descontaminadas com clorexidina gel a 2% somente os dentes do lado
direito. Radiografias padronizadas foram realizadas no início do experimento,
30 dias após a exposição das perfurações à cavidade oral e 180 dias após o
emprego dos materiais seladores. As imagens foram transportadas para o
computador e mensuradas as áreas de perda óssea utilizando o programa Image
Lab.
Os resultados foram analisados estatisticamente e as imagens
demonstraram menor perda de estrutura óssea quando as perfurações foram seladas
com resina Z100, ao serem comparadas com IRM e guta-percha. A utilização da
clorexidina gel a 2% para a descontaminação, demonstrou aspectos benéficos no
tratamento.
A068
Avaliação da precisão de localizadores apicais eletrônicos
na determinação do comprimento de trabalho.
BROCHADO, V.
H. D.*, SILVA NETO, U. X. da, GONÇALVES JÚNIOR, J. F., RAMOS, C. A. S.,
BRAMANTE, C. M.
Departamento
de Endodontia – FOB – USP. Tel.: (0**14) 227-0670.
E-mail: vbrochado@uol.com.br
A determinação do comprimento de trabalho é uma das mais
importantes etapas clínicas do tratamento endodôntico. Ainda hoje, não foi
alcançado um meio preciso, prático e de fácil confirmação, para obtenção do
limite apical de instrumentação. Os métodos que utilizam tomadas radiográficas
têm sido avaliados e indicam questionáveis índices de sucesso. Nesta pesquisa
objetivou-se avaliar comparativamente a precisão na determinação do comprimento
de trabalho propiciada pelos localizadores apicais eletrônicos Root ZX,
Just II e Bingo 1020. Foram selecionados para o estudo trinta
incisivos centrais superiores permanentes de humanos, de tamanho e forma
aproximados, com raízes integras, retas e ápices totalmente formados. Os dentes
foram armazenados em solução de formol a 10% até o momento de sua utilização, quando
foram lavados abundantemente em água corrente. Em seguida, procedeu-se a
abertura coronária dos espécimes e sua posterior inclusão em solução de ágar a
1% em solução salina de fosfato tamponado, de maneira que somente a porção
radicular permanecesse submersa na solução. Após, realizou-se a determinação do
comprimento de trabalho com os referidos aparelhos e os resultados em
milímetros, foram submetidos à análise estatística pelo teste ANOVA. Não
verificou-se diferença estatisticamente significante (p << 0,05)
entre os localizadores.
A069
Estudo in vitro da infiltração marginal coronária em
canais radiculares obturados.
ALMEIDA, Y.
M. E. M.*, BARBIN, E. L., SPANÓ, J. C. E., SILVA, R. S., MIRANZI, B. A. S.,
PÉCORA, J. D.
FORP – USP;
Universidade de Uberaba (UNIUBE).
Avaliou-se in vitro a infiltração via coronária em
canais radiculares obturados com remoção ou não de “smear layer” e dois tipos
de cimentos obturadores. Utilizou-se 64 caninos, dotados aproximadamente do
mesmo tamanho. Realizou-se a instrumentação pela técnica “step back” utilizando
NaOCl a 1% como solução irrigante. Dividiu-se os dentes em três grupos.
Grupo I, 10 dentes foram obturados com cimento Sealer 26®
e 10 com cimento tipo Grossman, pela técnica da condensação lateral.
Grupo II, os canais receberam irrigação final com EDTA 17% por 10 minutos
e tiveram os canais obturados conforme o Grupo I. Grupo III, os
canais receberam aplicação adicional de laser Er:YAG com parâmetros de
140 mJ, 15 Hz e energia total de 42 J e foram obturados conforme
o Grupo I. Após obturação dos canais, selou-se as câmaras com Cimpat,
colocando-os em estufa a 37ºC e umidade relativa 95% durante 1 semana. Após,
removeu-se o selador provisório e impermeabilizou-se a superfície externa dos dentes
com cianoacrilato, imergindo-os em tinta nanquim por 60 dias. Decorrido esse
tempo, foram descalcificados, desidratados e diafanizados em salicilato de
metila. Os resultados obtidos por ANOVA e teste de Tukey mostraram que o
cimento Sealer 26® permitiu menor infiltração coronária que o
cimento tipo Grossman de modo estatisticamente significante
(p << 0,01). Os procedimentos que removem “smear layer” (EDTA
17% e laser Er:YAG) não apresentaram diferença estatística significante entre si
(p >> 0,05) e propiciaram menor infiltração coronária
(p << 0,01).
A070
Estudo comparativo da limpeza das paredes dos canais
radiculares.
OLIVEIRA, D.
P.*, TEIXEIRA, F. B., FERRAZ, C. C. R., GOMES, B. P. F. A., SOUZA-FILHO, F. J.
Área de
Endodontia – FOP – UNICAMP.
O objetivo deste trabalho foi comparar in vitro,
através de microscópio eletrônico de varredura, a ação entre o hipoclorito de
sódio a 5,25%, EDTA a 17%, Endoquil e o gel de Natrosol, tendo a água destilada
como grupo controle, na remoção de “smear layer” dos canais radiculares. Foram
utilizados 25 dentes humanos monorradiculares, distribuídos aleatoriamente
entre 4 grupos: Grupo A - EDTA 17%, Grupo B - hipoclorito
de sódio a 5,25%, Grupo C - Endoquil, Grupo D - gel de Natrosol;
tendo a água destilada como grupo controle (Grupo E). Os dentes foram
instrumentados de acordo com a técnica clássica de instrumentação. Em seguida,
foram clivados e as amostras submetidas à análise em microscopia eletrônica de
varredura. As imagens foram avaliadas por 2 examinadores. Os resultados
mostraram diferença estatisticamente significante entre o grupo controle e o
hipoclorito de sódio a 5,25%, e enquanto os grupos do EDTA 17%, gel de Natrosol
e Endoquil não obtiveram diferença estatisticamente significante obtendo uma
maior capacidade de limpeza das paredes dos canais radiculares, quando
comparados aos dois primeiros grupos.
Face aos experimentos realizados, pode-se concluir que: 1- O EDTA a 17%,
gel de Natrosol e Endoquil, promoveram maior capacidade de remoção da “smear
layer”, não diferindo estatisticamente entre si. 2- Os grupos B e E, onde foram
empregados hipoclorito de sódio 2,5% e água destilada respectivamente,
obtiveram os piores resultados, diferindo estatisticamente entre si e entre os
demais grupos. (Apoio financeiro: FAPESP nº 99/09837-1.)
A071
Resposta pulpar ao hidróxido de cálcio precedido de
diferentes curativos de demora.
OLIVEIRA, M.
F.*, GIRO, E. M. A., RAMALHO, L. T. O., ABBUD, R.
Departamento
de Clínica Infantil – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.
Tel.: (0**16) 201-6325. E-mail: maucky@ig.com.br
Diante da importância da preservação da vitalidade de um
dente com exposição pulpar, avaliou-se histologicamente a reação tecidual de
polpas de dentes de ratos expostas, à pasta de hidróxido de cálcio em água
destilada, precedida de curativo de corticosteróide (Decadron) ou
corticosteróide/antibiótico (Otosporin) por 5 minutos ou 72 horas. A proteção
pulpar com pasta de hidróxido de cálcio, sem curativo prévio, foi utilizada
como grupo controle. Foram utilizados 60 ratos, os quais tiveram os primeiros
molares superiores tratados. Decorridos os períodos pós-operatórios de 7, 14,
30 e 60 dias, os animais foram sacrificados, as peças removidas, e preparadas
para análise histológica. Observou-se, nos períodos iniciais, uma leve reação
inflamatória quando os curativos de demora com corticosteróide (Decadron) ou
corticosteróide/antibiótico (Otosporin) foram aplicados por 5 minutos ou 72
horas. A reação tecidual e a barreira formada sob ação do hidróxido de cálcio após
o curativo de Otosporin por 5 minutos foi semelhante aquelas do grupo controle
(hidróxido de cálcio sem curativo) nos períodos pós-operatórios de 30 e 60
dias. Os curativos de demora com corticosteróide (Decadron) por 5 minutos e 72
horas e corticosteróide/antibiótico (Otosporin) por 72 horas promoveram um
retardo no processo de reparação.
Concluiu-se que no tecido pulpar livre de inflamação e contaminação, a
aplicação do curativo de demora com corticosteróide ou com
corticosteróide/antibiótico, antes da proteção com a pasta de hidróxido de
cálcio em água destilada pode ser dispensada. (Apoio: FAPESP.)
A072
Avulsão dentária: avaliação do conhecimento de professores
de primeiro grau.
PACHECO, L.
F., GARCIA FILHO, P. F.
Endodontia,
Clínica Odontológica – Universidade Gama Filho.
No presente trabalho, os autores realizaram uma pesquisa
direcionada a professores da rede municipal de primeiro grau da cidade do Rio
de Janeiro, a respeito do conhecimento e experiência sobre a avulsão dentária.
Eles também realizaram uma revisão de literatura mostrando vários aspectos
desta urgência. De acordo com os resultados da pesquisa, embora os professores
tivessem obtido uma melhor performance nas questões que envolvem lógica, eles
não obtiveram os mesmos resultados quando foram usadas questões que
necessitavam de um maior conhecimento técnico. Os autores propõem uma
comunicação mais ampla entre as faculdades de Odontologia e escolas de primeiro
grau.
A073
Ação do laser Er:YAG sobre a permeabilidade dentinária de
canais radiculares instrumentados.
RIBEIRO, R.
G.*, BARBIZAM, J. V. B., BRUGNERA Jr., A., MARCHESAN, M. A.,
PÉCORA, J. D.
Odontologia
Restauradora – FORP – USP. E-mail: pecora@forp.usp.br
Avaliou-se a permeabilidade dentinária dos canais
radiculares instrumentados com diferentes soluções irrigantes e associados ou
não ao uso do laser de Er:YAG. Utilizou-se 50 dentes incisivos centrais
superiores humanos de estoque. Os dentes foram divididos aleatoriamente em 10
grupos com 5 dentes cada e instrumentados com diferentes soluções irrigantes:
água destilada e deionizada, lauril dietileniglicol éter sulfato de sódio 0,1%,
NaOCl 1%, EDTA 15% e ácido cítrico 10%, com e sem a aplicação do laser. O laser
Er:YAG - KaVo Key, foi utilizado nos seguintes parâmetros: 15 Hz, 300
impulsos, 42 J e 140 mJ “input”. Os dentes foram preparados
histoquimicamente. A quantificação da infiltração de cobre foi realizada pela
análise morfométrica. Os resultados mostram que a solução de NaOCl 1% isoladamente
e a água destilada deionizada + laser apresentaram maior evidenciação da
permeabilidade (p >> 0,05). A utilização da água destilada
deionizada e da solução de lauril dietilenoglicol éter sulfato de sódio a 0,1%,
quando utilizadas isoladamente, apresentaram menor evidenciação da
permeabilidade dentinária. As utilizações do hipoclorito de sódio a 1% +
laser, EDTA, EDTA + laser, ácido cítrico, ácido cítrico + laser e lauril
dietilenoglicol éter sulfato de sódio a 0,1% + laser, apresentaram-se com
valores intermediários em relação aos demais tratamentos utilizados.
A074
Efeitos do laser Er:YAG sobre a infiltração marginal apical
em canais radiculares obturados.
BARBIZAM, J.
V. B.*, RIBEIRO, R. G., GUERISOLI, D. M. Z., SILVA, R. G., PÉCORA, J. D.
Departamento
de Odontologia Restauradora – FORP – USP. E-mail: pecora@forp.usp.br
O objetivo deste estudo era avaliar, in vitro, a
infiltração marginal apical em canais radiculares obturados após o uso de laser
Er:YAG. Utilizaram-se 65 incisivos centrais superiores humanos, de estoque,
instrumentados sob irrigação com hipoclorito de sódio a 1%, num volume de
2 ml a cada troca de instrumento. Um dente serviu como controle positivo
da infiltração e outro como negativo. Dividiram-se os demais dentes em 3 grupos
iguais de 21 dentes cada. Grupo I: após o preparo descrito, 10 dentes
foram obturados com cimento Endo-Fill e 10 dentes com cimento Top Seal, pela
técnica da condensação lateral. Grupo II: após o preparo, realizou-se uma
irrigação final com 5 ml de solução de EDTA a 17%, por 5 minutos e
obturou-se de modo idêntico ao Grupo I. Grupo III: após o preparo,
aplicou-se o laser Er:YAG (140 mJ, 15 Hz, 42 J) e obturaram-se
os canais radiculares conforme o Grupo I. Um dente de cada um dos três grupos,
não foram obturados e serviram para análise em microscópio eletrônico de
varredura. As superfícies externas dos dentes foram impermeabilizadas e imersas
em tinta nanquim à 37ºC por uma semana. Posteriormente, os dentes foram
diafanizados em salicilato de metila. Os resultados evidenciaram níveis menores
de infiltração apical (p << 0,01) com o uso do cimento Top
Seal, quando comparado ao cimento Endo-Fill. Os dentes preparados
exclusivamente com hipoclorito de sódio a 1%, e aqueles irradiados com laser
Er:YAG não apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre si
(p >> 0,05), e mostraram níveis maiores de infiltração apical
que os dentes que receberam a irrigação final com a solução EDTA a 17%
(p << 0,01).
A075
Análise digital da infiltração marginal realizada em obturações
retrógradas.
PAVAN, N. N.
O.*, GONÇALVES, E. A. L., PAVAN, A. J., MORAES, I. G.
Universidade
Estadual de Maringá (UEM), FOB – USP.
A cirurgia parendodôntica é um procedimento que visa à
resolução de problemas relacionados com o tratamento endodôntico. Uma das
modalidades da cirurgia apical é a obturação retrógrada, para o seu sucesso o
material retroobturador deve ser biocompatível e proporcionar bom selamento.
Portanto, avaliaram-se quatro materiais retroobturadores quanto ao selamento
marginal, utilizando-se da leitura direta das imagens por meio do programa
Sigma Scan. Foram utilizados 80 dentes anteriores humanos extraídos,
distribuídos aleatoriamente, em quatro grupos de 20 elementos de acordo com os
materiais retroobturadores. Eliminou-se as porções coronárias em nível de terço
cervical. Os canais foram instrumentados e obturados, em seguida realizaram-se
as apicectomias, confecções das cavidades retrógradas, impermeabilizações dos
espécimes e as retroobturações propriamente ditas, com os seguintes materiais:
Grupo I- polímero de mamona; Grupo II- epóxico experimental;
Grupo III- Fuji II LC; Grupo IV- Super EBA. Posteriormente, os
espécimes foram imersos em solução aquosa de azul de metileno a 2% a 37ºC, por
48 horas. Após a lavagem e remoção da impermeabilização, as mesmas foram
seccionadas longitudinalmente e escaneadas para a utilização do programa Sigma
Scan.
Submeteu-se os resultados à análise estatística pelo teste de
Kruskal-Wallis que indicou que o grupo que propiciou menor infiltração foi o Grupo I,
seguido pelos Grupos II, IV e III, com diferença estatisticamente
sigificante (p << 0,05) entre os Grupos I e III.
A076
Avaliação da capacidade seladora de preenchimento do sistema
de canais radiculares de diferentes técnicas de termoplastificação da
guta-percha.
BONETTI
FILHO, I., SOMENZARI NETO, H.*, LEONARDI, D. P.
Disciplina
de Endodontia – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.
O objetivo deste estudo foi avaliar in vitro a
capacidade de preenchimento dos canais radiculares utilizando-se das técnicas
Obtura que emprega guta-percha injetada para o interior do canal radicular
através de uma pistola, condensada com um condensador vertival, híbrida de
Bonetti empregando um cone de guta-percha principal travado no batente apical,
guta-percha do Obtura injetado lateralmente e compactador de níquel e titânio
completando a obturação e a condensação lateral ativa com cone de guta-percha
travado no batente apical, espaçador lateral e cones de guta-percha
secundários. Foram empregados 30 dentes humanos unirradiculares, incluídos em
bloco de resina, seccionados longitudinalmente, unidos em um aparato de madeira
e divididos em 3 grupos de dez dentes cada. Foi confeccionada uma depressão em
cada terço do canal radicular em uma das metades dos dentes. Em seguida, foram
obturados com as técnicas citadas acima. Fotografias e radiografias avaliaram a
qualidade das obturações, submetidas a diferentes escores.
Os resultados mostraram estatisticamente que: o sistema Obtura preencheu
melhor as três depressões seguidas das técnicas híbrida de Bonetti e
condensação lateral ativa. Quanto à permanência da obturação no comprimento de
trabalho, a híbrida de Bonetti e a condensação lateral ativa foram melhores que
a técnica Obtura. Em relação às falhas de obturação, as técnicas híbrida de
Bonetti e Obtura foram melhores que a técnica da condensação lateral ativa.
A077
Estudo in vitro da eficácia do AH Plus na qualidade
do selamento apical.
REISS
ARAUJO, C. J.*, ARAS, W. M. F., MONTEIRO CORDEIRO, P. S.
Departamento
de Saúde – Universidade Estadual de Feira de Santana. Tel.: (0**79)
214-5540. E-mail: reiss@infonet.com.br
Este trabalho observou a adesividade do AH Plus no selamento
do canal radicular. Utilizou-se 40 dentes humanos, divididos em 4 grupos. Foram
empregados o hipoclorito de sódio a 2,5% e EDTA a 17%. Após obturados, os 15
dentes do grupo I (GI) foram mantidos em soro fisiológico a 0,9% por 3
meses; os 15 dentes do grupo II (GII) foram mantidos fora do soro. Nos
grupos controle negativo (GIII) e controle positivo (GIV) com 5 dentes cada,
procedeu-se o mesmo preparo químico-mecânico, sem obturá-los. Aplicou-se
esmalte vermelho nos dentes para impermeabilização a saber: grupo GIII- em
todo o dente incluindo a porção apical; grupo GIV- em todo o dente exluindo
a porção apical. Após 3 meses o grupo I foi impermeabilizado com esmalte
azul excluindo a porção apical e o grupo II foi impermeabilizado da mesma
forma porém com esmalte vermelho. Os 4 grupos foram imersos em azul de metileno
a 2% e levados à estufa a 37ºC por 24 h. A seguir os dentes foram lavados
em água corrente por 24 h e realizado cortes longitudinais para observação
em lupa estereoscópica. A análise estatística da penetração do corante nos
grupos I e II baseou-se no teste U de Mann-Whitney. Os resultados mostraram
maior infiltração do azul de metileno no grupo I (GI) do que no
grupo II (GII), porém os dados de GI, quando comparados com outras
pesquisas com tempo de avaliação inferior a 3 meses revela uma menor
infiltração após obturação.
Conclui-se que o AH Plus mostrou-se eficaz na adesão. (Apoio financeiro:
Dentsply.)
A078
Corrosão em limas de níquel-titânio após instrumentação,
desinfecção e esterilização.
BORGES, L.
P.*, SANTOS, M., BORGES, L. H.
Departamento
de Endodontia – Universidade de Uberaba. Tel.: (0**34) 3312-5122.
E-mail: luis.borges@uniube.br
Este trabalho teve o objetivo de avaliar a influência da
instrumentação, desinfecção e esterilização na corrosão em limas de
níquel-titânio. Foram utilizadas 21 limas de níquel-titânio. Para o Grupo
Experimental, após a autoclavagem foram realizados 400 ciclos de instrumentação
para cada uma das 15 limas, irrigadas simultaneamente com 15 ml solução de
hipoclorito de sódio a 1%. Após a instrumentação as limas foram lavadas e
inseridas em uma cuba de ultra-som durante 15 minutos, banhadas com uma solução
de água e Endozime. A seguir sofreram o processo de autoclavagem durante
127ºC/6 min., e três limas separadas para análise do nível de corrosão. As
demais limas passaram pela mesma seqüência descrita anteriormente até
completarem 2.000 ciclos de instrumentação. Para o Grupo Controle Parcial a
instrumentação, limpeza e ultra-som, foram feitos da mesma forma porém, não se
utilizou a autoclavagem. Para o Grupo Controle Total, as limas foram removidas
da embalagem e encaminhadas para avaliação da corrosão. Os resultados mostraram
que instrumentos novos, mostraram um baixo potencial de corrosão. À medida que
vai sendo utilizado, o potencial de corrosão aumenta e, acima de 1.200 ciclos
de instrumentação, encontravam-se diferenças estatisticamente significantes
(p >> 5%) do grau de corrosão quando se compararam instrumentos
utilizados, limpos e autoclavados com aqueles utilizados, limpos e não
autoclavados, bem como, aqueles intactos.
Pode-se concluir que a quantidade de utilizações interfere na corrosão
do instrumento autoclavado.
A079
Actinobacillus actinomycetemcomitans: cepas
leucotóxicas em pacientes periodontais.
TOMAZINHO,
P. H.*, MALHEIROS, V. J., AVILA-CAMPOS, M. J.
Departamento
de Microbiologia – Instituto de Ciências Biomédicas – USP - SP.
E-mail: paulotomazinho@uol.com.br
Actinobacillus actinomycetemcomitans é um coco
gram-negativo e é considerado como residente da cavidade bucal humana. A
leucotoxina é o fator-chave da virulência em A. actinomycetemcomitans
a qual destrói células do sistema imune. O objetivo deste estudo foi determinar
a prevalência e detectar a deleção de 530 bp no promotor ltx, características
dos clones altamente leucotóxicos. Amostras de placa subgengival foram
coletadas de 40 pacientes com periodontite moderada à avançada e de 50
indivíduos saudáveis. A. actinomycetemcomitans foi identificado por
cultura convencional e por PCR, usando-se iniciadores específicos (FU-1/FU-2).
Também, os iniciadores (PRO-L/PRO-R) foram usados para detectar a região
promotora do gene ltx. Cepas de referências A. actinomycetemcomitans
KC 517, FDC Y4, ATCC 29522, ATCC 33384 e JP2 foram usadas. Pela cultura
convencional, 5 (12,5%) dos 40 pacientes com doença periodontal e somente 1
(2%) dos 50 indivíduos saudáveis foram positivos para A. actinomycetemcomitans.
PCR diretamente do VMGA III detectou A. actinomycetemcomitans em
38 (42,2%) das amostras derivadas dos indivíduos examinados. Cepas altamente
leucotóxicas apresentando a deleção produziram bandas características de 545
bp.
Nossos resultados sugerem que cepas altamente leucotóxicas podem estar
presentes em pacientes periodontais.
A080
Cárie dentária e fatores de risco na etnia Fulni-ô,
Pernambuco.
GUIMARÃES,
C. D.*, RODRIGUES, C. S.
FUNASA/PE;
Faculdade de Odontologia de Pernambuco – Universidade de Pernambuco.
Informações sobre a saúde bucal de indígenas brasileiros são
raras. Este estudo objetivou a descrição de dados coletados através de exames
clínicos e formulários em 1998 pela FUNASA/PE, índios Fulni-ô, Águas
Belas - PE. A prevalência de cárie foi medida pelo índice CPO em
superfícies/dentes, classificação de WONG; SCHWARTZ; LO (Com Dent Oral
Epidem, v. 25, p. 343-347, 1997) de severidade de cárie e
presença de edentulismo. O critério da OMS (1997) foi utilizado para
diagnosticar a cárie dentária e as concordâncias intra-/interexaminador
consideradas excelentes. O software estatístico SPSS versão 9.0 foi utilizado.
638 índios nas idades de 0 a 86 anos foram examinados, num total de 27% da
etnia. Para a faixa etária de 2-5 anos existiam 8,5% de crianças com cárie
rampante. O CPOD aos 5 anos de idade foi 4 (D.P. = 3,5), apenas 27%
estavam livres de cárie e 23,1% apresentaram grau máximo de severidade. Aos 12
anos, o CPOD foi 2,1 (D.P. = 2,3), 29% estavam livres de cárie e 50%
encontravam-se nas zonas 2 e 3 de severidade. Aos 18 anos apenas 22% possuíam
todos os dentes, longe da meta da OMS de 85%. A população idosa apresentou a
pior condição de saúde bucal, 55% era edêntula. Famílias e escola foram
identificados como importante fonte de informações sobre saúde bucal. O consumo
de açúcar foi identificado como um hábito já incorporado, relatado pela maioria
dos entrevistados uma freqüência diária de até 3 vezes. A pasta e a escova de
dentes foram os itens de higiene bucal mais utilizados. Adultos e crianças
citaram o uso de juá na higiene bucal. Dor de dente foi o problema mais citado.
A081
Comparação em MEV entre a dentina humana e a dentina bovina.
MIRANDA, M.
S., LAMOSA, A. C.*, DIAS, K., TEIXEIRA, F. B., LOPES, M. F.
Disciplina
de Dentística – FO – UERJ; UFRJ; UNICAMP; PUC - RJ; UNIGRANRIO.
O objetivo do estudo foi comparar a dentina superficial e a
profunda humana e bovina quanto a densidade tubular, o diâmetro dos túbulos e o
percentual de dentina intertubular, em
MEV. Foram utilizados 14 molares humanos (DH) e 13 incisivos bovinos
(DB). Os dentes foram seccionados em diferentes profundidades: o corte
superficial foi feito 0,5 ± 1 mm abaixo da junção
amelo-dentinária e o corte profundo 0,5 ± 1 mm acima da câmara
pulpar, sendo nos molares paralelo à oclusal e nos incisivos paralelos ao 1/3
médio da vestibular. Após condicionamento (ácido fosfórico 37%, 10 s), as
superfícies dentinárias foram observadas em MEV. Para cada espécime, foi feita
uma imagem com aumento de 1.000 X. A área total destas imagens foi medida,
todos os túbulos dentinários contados e o diâmetro de doze túbulos dentinários,
escolhidos aleatoriamente, medidos através de cursor do MEV. O percentual de
dentina intertubular foi obtido pelo programa Image Lab 2.3. As médias e
os desvios-padrão, teste t de Student (p << 0,05), em
dentina superficial e profunda foram respectivamente: densidade tubular:
DH = 24.179,89 ± 8.079,20 e 37.098,76 ± 9.185,04;
DB = 14.653,36 ± 3.895,37 e 20.170,93 ± 4.739,18;
diâmetro tubular: DH = 2,81 ± 0,271 e 2,98 ± 0,236;
DB = 4,08 ± 0,553 e 4,29 ± 0,635; e percentual de
dentina intertubular: DH = 82,04 ± 5,63 e 69,57 ± 10,58,
DB = 81,27 ± 4,51 e 65,42 ± 12,57.
Os autores concluíram que a dentina superficial e profunda humana
apresenta em relação à bovina: 1- maior densidade tubular; 2- menor diâmetro
tubular; 3- o mesmo percentual de dentina intertubular.
A082
Avaliação da atividade antimicrobiana de desinfetantes sobre
Staphylococcus aureus.
MOTTA, R. H.
L.*, RAMACCIATO, J. C., FLÓRIO, F. M., GROPPO, F. C., MATTOS-FILHO, T. R.
Departamento
de Farmacologia – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5310.
E-mail: fcgroppo@fop.unicamp.br
O objetivo desse estudo foi avaliar a atividade antimicrobiana
de desinfetantes contra Staphylococcus aureus. Foram analisados produtos
à base de amônia (Lysol® e Kalipto®), fenóis (Pinho-Sol®),
hipoclorito de sódio (Q-Bôa® e Veja® com cloro ativo),
álcool a 70% e gluraldeído a 2%. Testes de concentração inibitória mínima (CIM)
e concentração bactericida mínima (CBM) foram realizados contra Staphylococcus
aureus ATCC 25923, utilizando-se Müller-Hinton caldo e salt-mannitol
ágar/ágar-sangue, respectivamente. As concentrações dos desinfetantes
utilizadas foram 5, 2,5, 1,25, 0,625, 0,312, 0,156, 0,078, 0,039, 0,019,
0,009%. Foram utilizados um grupo controle positivo (meio + microrganismo)
e negativo (meio + desinfetantes). Todos os testes foram obtidos
utilizando estufa de cultura a 37oC durante 18 h. Para o Lysol
os resultados foram: CIM << 0,009%, CBM100 = 0,039%,
CBM90 = 0,019% e CBM50 << 0,009%. Para o Kalipto foram:
CIM << 0,009%, CBM100 = 0,156%, CBM90 = 0,078% e
CBM50 = 0,039%. Para o Pinho-Sol foram: CIM = 0,078%, CBM100 =
0,156%, CBM90 = 0,078% e CBM50 = 0,039%. Para a Q-Bôa e Veja foram:
CIM = 2,5%, CBM100 = 5%, CBM90 = 2,5% e CBM50 = 1,25%. Para
o álcool 70% e glutaraldeído foram: CIM >> 5% e CBM50 >>
5%. Não houve contaminação no controle negativo e nem no positivo, sendo que
neste último foi verificado o crescimento confluente da cepa.
Concluímos que os desinfetantes à base de amônia foram mais efetivos
contra o microrganismo testado.
A083
Efeito do diclofenaco sódico sobre a concentração da
amoxicilina.
GROPPO, F.
C.*, SIMÕES, R. P., RAMACCIATO, J. C., REHDER, V., COSTA, C. P.,
ANDRADE, E. D., MATTOS-FILHO, T. R.
Departamento
de Farmacologia – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5310.
E-mail: fcgroppo@fop.unicamp.br
O objetivo deste trabalho foi observar o efeito do
diclofenaco sódico (DIC) sobre concentrações séricas e teciduais da amoxicilina
(AMO), bem como sobre a infecção estafilocócica. Quatro esponjas de poliuretana
foram implantadas no dorso de 30 ratos. Após 14 dias, 2 tecidos granulomatosos
receberam 0,5 ml de 108 ufc/ml (S. aureus ATCC 25923). Dois
dias após os ratos foram divididos em 5 grupos: grupo 1 recebeu AMO
50 mg/kg/v. o., grupo 2 recebeu AMO 25 mg/kg/v. o.,
grupo 3 recebeu DIC 2,5 mg/kg/i. m. + AMO
50 mg/kg/v. o., grupo 4 recebeu DIC 2,5 mg/kg/i. m. e
grupo 5 (grupo controle) recebeu 0,9% NaCl 1 ml/v. o. Após
6 h da administração, o soro (10 µl) e os tecidos não infectados
foram colocados sobre o ágar Müller-Hinton inoculado com 108 ufc/ml (S.
aureus). Os tecidos infectados sofreram dispersão e foram espalhados (10 μl)
em agar salt-mannitol. Os microrganismos foram contados e os halos de inibição
medidos após 18 h de incubação a 37ºC. A concentração tecidual da AMO foi
6,6 µg/g para o grupo 1, 2,8 µg/g para o grupo 2 e 0,8 µg/g para
o grupo 4. A concentração sérica foi 11,6 µg/ml para o grupo 1,
5,4 µg/ml para o grupo 2 e 1,3 µg/ml para o grupo 4. Não foram
observadas diferenças estatisticamente significantes (teste de Kruskal-Wallis,
5%) entre os grupos 1, 2 e 4 com relação à contagem de estafilococos. O grupo 3
reduziu mais (p << 0,05) as contagens com relação ao
grupo 5.
Concluímos que, mesmo em altas doses, a AMO não erradicou a infecção
estafilocócica e o DIC reduziu a concentração sérica e tecidual da AMO. (Apoio
financeiro: CAPES.)
A084
Perfil da utilização de anestésicos locais por
cirurgiões-dentistas.
RAMACCIATO,
J. C.*, RANALI, J., VOLPATO, M. C., GROPPO, F. C., FLÓRIO, F. M.,
SOARES, P. C. O.
Departamento
de Farmacologia – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5310.
E-mail: jramacciato@yahoo.com
O objetivo deste trabalho foi verificar a utilização dos
anestésicos locais (AL) por cirurgiões-dentistas. Um questionário, aplicado
durante eventos de classe, foi formulado com as seguintes características: 1)
perfil da amostra; 2) critérios de escolha dos ALs; 3) uso de anestesia tópica;
4) manuseio de pacientes especiais e 5) complicações locais e sistêmicas. Os
133 formulários que retornaram mostraram que 46,6% dos profissionais foram
formados em instituições privadas e 45,9% em públicas. Do total, 63,9% foram
formados entre 1990 e 2000 e 56,4% não tinham especialização. Dos
especialistas, 74,5% concluíram sua especialização na última década, sendo a
endodontia a mais apontada (31,3%). A maioria dos profissionais (75,2%) possui
2 a 4 tipos de ALs, sendo que 85,7% usam a prilocaína. A eficácia foi apontada
como o fator mais importante de escolha da solução (77,4%). A anestesia tópica
não é utilizada por 9%. A lidocaína é o AL preferido para o atendimento de
gestantes (34,6%), sendo a prilocaína indicada por 30,8%. Este último é o preferido
para idosos (60,3%) e crianças (56,7%). Complicações locais foram verificadas
por 27,1%, sendo o edema (9%) o mais citado. A maioria (96,3%) não relatou
ocorrência de complicações sistêmicas. A maior porcentagem de falhas (40,6%)
foi apontada para anestesia dos nervos alveolar inferior e lingual.
Concluímos
que não houve diferenças significativas com relação ao perfil dos respondedores
quanto aos critérios de escolha e manuseio de pacientes especiais e que há
desconhecimento quanto à escolha do AL para pacientes especiais.
A085
Análise in vitro da própolis da Bahia contra
estreptococos mutans.
DUARTE, S.*,
KOO, H., BOWEN, W. H., HAYACIBARA, M. F., CURY, J. A., IKEGAKI, M.,
PARK, Y. K., ROSALEN, P. L.
Departamento
de Ciências Fisiológicas – FOP – UNICAMP.
Tel.: (0**19) 430-5313. E-mail: rosalen@fop.unicamp.br
O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da própolis da
Bahia (mata atlântica) e suas frações purificadas no crescimento de
estreptococos mutans. Diferente das própolis de outras regiões, esta
possui uma composição química contendo compostos apolares, não apresentando
flavonóides agliconas. O extrato etanólico da própolis (EEP) foi preparado a
partir da própolis bruta, e 4 frações (hexano, clorofórmio, acetato de etila e
etanol) foram obtidas de acordo com um gradiente de polaridade. Ensaios de
concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM) do
EEP, de suas frações e dos controles foram utilizados para determinar a
atividade antibacteriana. Os microrganismos testados foram Streptococcus
mutans Ingbritt 1600, S. sobrinus 6715 e um isolado clínico de cada
uma destas espécies. Os valores da CIM para o EEP foram: 50-100 µg/ml para
ambos S. mutans Ingbritt 1600 e isolado clínico correspondente;
12,5-25 µg/ml para S. sobrinus 6715; e 25-50 µg/ml para seu
isolado clínico. Entre as frações, as únicas que mostraram CIM foram: hexano,
que apresentou as menores concentrações contra todos os microrganismos
(6,25-50 µg/ml), e clorofórmio (12,5-100 µg/ml). A CBM para o EEP e
suas frações (hexano e clorofórmio) foi 4-8 vezes maior que os valores da CIM.
Os dados mostram que esta própolis tem uma efetiva atividade
antimicrobiana contra estreptococos mutans e esta atividade está
relacionada com compostos apolares. (Apoio: FAPESP – Processo: 99/11994-8; CNPq
– Processo: 466879/00-8.)
A086
Cinco anos de avaliação clínica da retenção e eficácia de
dois selantes ionoméricos.
PARDI, V.*,
PEREIRA, A. C., MENEGHIM, M. C., AMBROSANO, G. M. B., MIALHE, F. L.
Departamento
de Odontologia Social – FOP – UNICAMP.
Tel.: (0**19) 430-5209. E-mail: vpardi@uol.com.br
O objetivo do presente estudo foi avaliar a retenção e
eficácia de dois selantes ionoméricos, sendo um convencional (A) e o outro
modificado por resina (B), após 5 anos de aplicação clínica. A amostra foi
constituída por crianças na faixa etária de 6 a 8 anos. Houve um grupo
experimental que recebeu os selantes de acordo com o “design splith mouth”,
sendo os dentes 16 e 46 selados com o material A e os dentes 26 e 36 selados
com o material B e um grupo controle que recebeu apenas reforço na técnica de
escovação. Após 5 anos, a retenção total para ambos os materiais, A e B, foi
muito baixa, no entanto na análise estatística, somando-se os graus de retenção
parciais com o grau de retenção total, verificou-se diferença estatisticamente
significante no grau de retenção entre os mesmos (teste de Wilcoxon pareado),
sendo o material B superior ao material A. O grupo experimental apresentou
22,69% de incidência de cárie, enquanto o grupo controle apresentou 34,8%,
havendo diferença estatisticamente significante entre os grupos (teste
qui-quadrado). É importante salientar que apenas 1,9% dos dentes do grupo
experimental e 10,1% do grupo controle encontravam-se cariados, o restante
apresentavam-se restaurados.
Esses resultados sugerem que o ionômero de vidro utilizado como selante
oclusal foi eficaz para a prevenção da cárie dentária mesmo apresentando baixos
graus de retenção total. (Apoio financeiro: FAPESP – Processo: 96/5278-0.)
A087
Polimorfismo genético de S. mutans isolados de cárie
dental.
NASCIMENTO,
M. M.*, HÖFLING, J. F., GONÇALVES, R. B.
Departamento
de Diagnóstico Oral – FOP – UNICAMP.
Tel.: (0**19) 430-5321. E-mail: reginald@fop.unicamp.br
O objetivo deste estudo foi avaliar o perfil de colonização
dos Streptococcus do grupo mutans isolados da cavidade oral de
indivíduos que apresentam lesões de cárie coronária e radicular. A correlação
entre a presença e distribuição clonal destas espécies e os tipos de lesões
cariosas também foram verificados. O isolamento e posterior identificação
bioquímica destas espécies foi realizado a partir de amostras de saliva, placa
dental bacteriana e tecido das lesões de cárie. A fim de se confirmar a
identidade molecular, S. mutans e S. sobrinus foram submetidos a
técnica de PCR, utilizando-se os “primers” específicos para o gene da
glucosiltransferase (gtfB e gtfI, respectivamente). A técnica de AP-PCR foi
usada para detectar o polimorfismo genético destas espécies. Dentre as espécies
isoladas, 82% foram identificadas bioquimicamente como Streptococcus do
grupo mutans. Aplicando-se a técnica de PCR, 56% foram identificadas
como S. mutans e 30% como S. sobrinus. Os indivíduos estavam
colonizados por ambos S. mutans e S. sobrinus, bem como por um ou
mais tipos clonais destas espécies. A freqüência de distribuição dos genótipos
de S. mutans variou entre os diferentes sítios pesquisados. Bactérias
capazes ou não de fermentar determinados açúcares, como a melibiose, puderam
ser distinguidas pela técnica de AP-PCR.
Diferentes tipos clonais de Streptococcus do grupo mutans
podem colonizar seletivamente sítios específicos da cavidade oral de um
indivíduo, e podem apresentar propriedades fenotípicas diferentes. (Apoio
financeiro: FAPESP – Processos: 00/03490-9; 00/06171-1).
A088
pH, capacidade tampão, concentrações de cálcio e fósforo nos
alimentos infantis.
OLIVEIRA, F.
S.*, PIN, M. L. G., SILVA, S. M. B., BUZALAF, M. A. R., MACHADO, M. A. A. M.,
GRANJEIRO, J. M., KIRA, C.
FOB –
USP. Tel.: (0**14) 235-8246. E-mail: mbuzalaf@fob.usp.br
O objetivo deste estudo foi avaliar o pH, a capacidade
tampão e as concentrações de Ca e P em bebidas e alimentos infantis. Dez
produtos comercialmente disponíveis foram analisados: produtos lácteos (leite
integral, fermentado, achocolatado e iogurte); sucos (laranja integral e de
maçã); refrigerantes (Coca-Cola normal e “light”), e papinhas (frutas sortidas
e sopinha cremosa). O pH foi medido com um pH-metro (Micronal B317). A
capacidade tampão foi determinada através de titulação com NaOH 0,2 M,
usando o mesmo aparelho. Foi calculado o número de adições (25 µl) para
atingir o pH 5,5 e 7,0. As dosagens de Ca e P foram realizadas através da
espectrometria de emissão atômica por plasma de argônio induzido (Espectrômetro
Optima 3000 DV – Perkin Elmer). Coca-Cola normal e “light”, sucos de laranja e
maçã, papinha de frutas sortidas e leite fermentado apresentaram valores médios
de pH inferiores a 4,0. O leite fermentado, papinha de frutas sortidas, iogurte
e sucos de laranja e de maçã apresentaram alta capacidade tampão. As
concentrações (média ± DP; unidade ppm) de Ca e P foram: 1.037 ± 35 e
867 ± 17, 546 ± 22 e 431 ± 16, 776 ± 1 e 718 ± 9,
776 ± 29 e 940 ± 32, 40 ± 3 e 84 ± 6, 22 ± 1 e
47 ± 2, 15 ± 2 e 73 ± 6, 18 ± 0,1 e 132 ± 5, 47 ±
1 e 107 ± 3, 76 ± 2 e 475 ± 5, respectivamente para o leite
integral, fermentado e achocolatado, iogurte, sucos de laranja e de maçã,
Coca-Cola normal e “light”, papinha de frutas sortidas e cremosa.
O consumo de alimentos com baixo pH, alta capacidade tampão e baixa
concentração de Ca e P pode representar um fator de risco tanto para a erosão
quanto para a cárie dentária em crianças.
A089
Mudanças morfológicas de superfície seguida de clareamento.
OYAMA, K. O.
N.*, GUIMARÃES, S. M. D. B., SIQUEIRA, E. L., AZAMBUJA Jr., N., SANTOS, M.
Departamento
de Dentística – FOUSP. Fax: (0**11) 6748-3486.
E-mail: oyama@originet.com.br
Técnica recente de clareamento de dentes vitais escurecidos
envolve o uso de moldeira confeccionada e peróxido de carbamida a 10%. O
objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de 4 agentes clareadores sobre a
superfície de esmalte, dentina e cemento. Para isto, 20 dentes anteriores
extraídos, íntegros e sem cárie foram submetidos à profilaxia com ultra-som e
autoclavados. Os dentes foram distribuídos casualmente em dez grupos. Cinco
grupos tiveram a porção cementária completamente impermeabilizada com esmalte
de unha e outros cinco grupos tiveram 1 mm de cemento sem a
impermeabilização, adjacente à junção cemento-esmalte. Foi confeccionada moldeira
em resina acrílica para cobrir completamente a porção coronária e um terço da
raiz de cada dente. Os dentes foram reidratados e foram clareados com seguintes
produtos: A-Nite-White, B-Sorriso, C-Review, D-Opalescence e E-água destilada
como controle. A porção coronária e um terço da raiz dos dentes foi imersa
diariamente no agente clareador por um período de 8 horas e 16 horas em água
destilada, durante 20 dias. Cada dente teve dois terços da raiz removida e o
remanescente foi clivado longitudinalmente no sentido vestíbulo-lingual em dois
segmentos iguais, secos à temperatura ambiente e foram preparadas para
observação em Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV).
Todos os dentes tratados com agentes clareadores não mostraram
alterações significantes em esmalte e dentina, mas no cemento mostraram
múltiplas irregularidades e fragmentação da superfície.
A090
Monitoramento salivar de bebês atendidos na Bebê-Clínica da
UNIGRANRIO.
ABREU, F.
V.*, MIASATO, J. M., PESTANA, M.
Disciplina
de Odontopediatria – FO – UNIGRANRIO; FESO - RJ.
Tel.: (0**21) 611-3120. E-mail: volpe@montreal.com.br
O presente estudo tem por objetivo avaliar a microbiota
salivar dos bebês que participam do Programa de Atenção na Primeira Infância
(Educação em saúde – técnica do grupo focal – e acompanhamento clínico de 3/3
meses) da FO – UNIGRANRIO. Para a realização deste trabalho foi utilizado
o teste de saliva “No Caries 1 e 2” e as crianças foram classificadas de acordo
com o grau de infecção salivar em 4 categorias: A (+ +), B (– +), C (+ –) e D
(– –). Foi avaliada a condição salivar de 41 bebês de ambos os sexos, com idade
variando de 5 a 36 meses. Todas as mães destas crianças já participaram da
educação em saúde e 16 bebês estavam fazendo o primeiro exame clínico, enquanto
os outros 25 já participavam do Programa por, pelo menos 3 meses (tempo no
programa - de 3 a 31 meses; média 7,44 ± 8,74 meses). Todas essas
crianças já apresentavam pelo menos 1 dente erupcionado (média 9,80 ±
6,48) e tinham o índice ceo-d = 0. Em relação ao monitoramento salivar, 38
(92,7%) dos bebês estavam na categoria A (pior classificação), 1 (2,4%) foi B e
2 (4,9%) foram C. Constatou-se, também, que 20 (48,8%) destes bebês, embora o
resultado final do exame tenha apresentado-se crítico, estavam com a capacidade
tampão ainda não esgotada.
Apesar do teste salivar ter mostrado que o nível de infecção destes
bebês não está compatível com a saúde da boca, as estratégias adotadas pelo
Programa demonstraram eficiência.
A091
Detecção do gene vapp em Actinobacillus actinomycetemcomitans
isolados de diferentes localizações geográficas.
QUEIROZ, A.
C.*, MAYER, M. P. A.
Departamento
de Microbiologia – Instituto de Ciências Biomédicas II – USP.
O gene vapp, homólogo a genes vapp existentes nas cepas
virulentas de Dichelobacter nodosus e Helicobacter pylori foi
seqüenciado na cepa Y4 de Actinobacillus actinomycetemcomitans
(MAYER et al., 1999) isolada de um paciente com Periodontite Juvenil
Localizada (PJL), produtora de baixos níveis de leucotoxina. No presente
estudo, analisamos a presença do gene vapp em 39 amostras de Actinobacillus
actinomycetemcomitans, provenientes do Brasil, Quênia, Japão, Suécia e EUA.
Vinte e seis entre as 39 amostras analisadas apresentaram ampliação quando
utilizados “primers” homólogos ao gene vapp (cepa Y4) e treze não apresentaram.
O gene vapp foi observado em amostras isoladas de todas as localizações
geográficas estudadas, demonstrando que em Actinobacillus actinomycetemcomitans
este não é restrito a determinado clone ou a isolados de determinada região.
Não foi observada relação entre a detecção do gene vapp, nas cepas de Actinobacillus
actinomycetemcomitans e as formas mais agressivas de doença periodontal.
(FAPESP: 98/15596-4.)
A092
Fluorose dentária em escolares da zona sul de São Paulo.
BUSCARIOLO,
I. A.*, PENHA, S. S., ADDE, C. A., TORTAMANO, N.
Disciplina
de Clínica Integrada – Departamento de Estomatologia – FOUSP.
Tel.: (0**11) 3091-7813.
Nesse estudo avaliamos a prevalência de fluorose dentária em
escolares residentes e nascidos no município de São Paulo, cuja água de
abastecimento público apresenta flúor em concentração de 0,7 ppm. Essa
fluoretação data de 1989, quando ainda não havia fontes alternativas de flúor,
e foi responsável direta pela queda do índice de CPOD. Recentemente, muitas outras
fontes de flúor foram incorporadas, como os dentifrícios e as soluções para
bochecho elevando a biodisponibilidade do flúor e resultando no surgimento da
fluorose dentária. Escolares de ambos os sexos, na faixa etária dos 8 aos 16
anos de idade, matriculados na rede de ensino público municipal, foram
examinados para investigação da fluorose dentária. Utilizando-se o índice de
Thylstrup e Fejerskov (TF). Verificou-se que 48,6% da amostra de 956 estudantes
apresentaram TF maior ou igual a 1. Houve predomínio em 61,5 % do TF = 1,
29,9 % do TF = 2 e 11,5 % do TF = 3, o restante encontrou-se
distribuído nos TF = 4, 5 e 6. As condições de saúde bucal foram também
avaliadas, e pôde-se verificar que o índice CPOD continua em franca queda e que
grande parte dessa amostra (69%) apresentou alguma oclusopatia.
Esses dados sugerem que novas e futuras pesquisas deverão ser
realizadas, na tentativa de estabelecer a posologia adequada dos fluoretos, de
forma a oferecer máximo benefício e mínimo efeito deletério à população
consumidora.
A093
Associação de clorexidina e própolis atuando na inibição da
aderência de Streptococcus spp.
SWERTS, M.
S. O.*, COSTA, A. M. D. D., PAOLIELLO, R. C., FIORINI, J. E.
Clínica
Odontológica – UFRJ; UNIFENAS - MG.
E-mail: mariosergio.swerts@unifenas.br
Este estudo avaliou in vitro a associação de
gluconato de clorexidina (Periogard® Colgate) e própolis (Apis Flora®)
formulando um composto a 0,12%, no intuito de se contribuir para obtenção de um
novo meio preventivo de periodontopatias. A solução associada a 0,12% e a
solução de gluconato de clorexidina (Periogard® Colgate) a 0,12%
(controle), grupos separados, foram diluídas em várias concentrações para
comprovação do potencial inibitório. As concentrações que variaram de 120 µg/ml
a 0,06 µg/ml foram adicionadas em um meio de crescimento microbiano com
sacarose a 5%. Ambas foram adicionadas em um sistema formado por tubos de vidro
de 12 x 150 mm contendo no seu interior bastões capilares de
75 mm com formato de bengala para a adesão bacteriana. Posteriormente,
inoculou-se 0,1 ml de Streptococcus mutans, grupo I (ATCC
25175), Streptococcus sanguis, grupo II (ATCC 10557) e Streptococcus
salivarius, grupo III (CDC 262). A incubação foi realizada a 35,5ºC
por 48 h em microaerofilia. Fez-se a pesagem das bengalas, relacionando-as
às concentrações de cada tubo. Aplicando o teste “t” de Student ao nível de 5%
de significância, a solução associada a 0,12% foi mais eficiente na inibição da
aderência bacteriana que o grupo controle. A primeira obteve um “t” calculado
de 3,32, 5,10 e 5,59 para Streptococcus mutans, sanguis e salivarius,
respectivamente, em “t” tabelado = 2,36. Enquanto que a solução de
gluconato de clorexidina (Periogard® Colgate) a 0,12% alcançou para
as cepas de Streptococcus mutans, sanguis e salivarius, “t”
calculado = 3,36, 5,57 e 6,39, respectivamente, onde os maiores valores
indicaram maior adesão bacteriana.
A094
Avaliação da concordância entre diferentes métodos de
diagnóstico de lesões de cárie.
ROCHA, R.
O.*, ARDENGHI, T. M., OLIVEIRA, L. B., RODRIGUES, C. R. M. D., CIAMPONI, A. L.
Disciplina
de Odontopediatria – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7814.
E-mail: rr10@ig.com.br
O objetivo deste trabalho foi avaliar in vivo a
concordância dos métodos visual, radiográfico e fluorescência a laser
(DIAGNOdent – KaVo) na detecção de lesões de cárie dentária em superfícies
oclusais de molares decíduos. A amostra foi composta por 122 molares decíduos
(225 sítios) de 30 crianças (9 e 11 anos de idade). Dois examinadores
realizaram o diagnóstico da presença ou não de lesão de cárie, em condições
padronizadas, seguindo os critérios: (0) sítio hígido; (1) lesão em esmalte e
(2) lesão em dentina. Os dados obtidos foram submetidos ao teste estatístico
Cohen’s Kappa e estão dispostos na tabela (valor de “k”):
|
Examinador/Método |
Visual |
Radiográfico |
Laser |
|
A X A |
0,45 |
0,64 |
0,56 |
|
B X B |
0,63 |
0,85 |
0,57 |
|
A X B |
0,58 |
0,44 |
0,59 |
Conclui-se que, de acordo com a avaliação feita, o ferro encontrado em
excesso na água da comunidade é a causa do aparecimento de manchas escuras e
difusas na superfície do esmalte, que são facilmente removidas com profilaxia
em consultório dentário e não recidivam quando descontinuado o uso da água.
A095
Mutacinas: espectro de ação e amplificação dos genes mutA em
Streptococcus mutans isolados de indivíduos livres de cáries e
cárie-ativos.
LONGO, P.
L.*, MATTOS-GRANER, R., MAYER, M. P. A.
Departamento
de Microbiologia – Instituto de Ciências Biomédicas – USP.
Tel.: (0**11) 3091-7348,
3091-7354. E-mail: priscilalongo@usa.net
Streptococcus mutans produz uma
substância bactericida protéica denominada mutacina. Existem 4 grupos descritos
de mutacinas e já foram seqüenciados os genes estruturais responsáveis pela sua
produção (mutA I, II, III e IV). Neste trabalho, através do antagonismo
posposto, 22 cepas de S. mutans isoladas de crianças livres de cáries ou
cárie-ativas e com hábitos dietéticos semelhantes foram testadas quanto a
produção de mutacinas usando como indicadoras espécies de estreptococos e Neisseria
subflava. Os resultados foram analisados medindo-se o diâmetro dos halos
inibitórios do crescimento das bactérias indicadoras. Todas as cepas produziram
halo inibitório do crescimento de pelo menos uma das amostras indicadoras. Três
cepas produziram halos inibitórios pequenos em estreptococos, porém grandes em N.
subflava, exibindo um espectro ainda não descrito entre as mutacinas.
Através da análise estatística pelo método de Fisher não foi possível detectar
diferença significativa entre a produção e sensibilidade às mutacinas entre
cepas isoladas de crianças cárie-ativas e livres de cáries. A amplificação dos
genes mutA foi realizada usando-se iniciadores homólogos aos genes mutA das
mutacinas tipos I, II e III. Como controle foram usados iniciadores homólogos
ao gene gtfB, específicos para S. mutans. Em apenas uma amostra clínica
foi observada amplificação do gene mutA II. As demais amostras não apresentaram
amplificação de nenhum gene mutA.
Os
resultados sugerem que as mutacinas fazem parte de um grupo muito heterogêneo,
que abriga mais divisões do que as 4 descritas. (Apoio: FAPESP – Processo:
99/07687-2.)
A096
Efeito erosivo de um vinho tinto brasileiro sobre esmalte
bovino.
HUGO, F.
N.*, PADILHA, D. M. P., SOUSA, M. A. L. de
Faculdade de
Odontologia – UFRGS; Faculdade de Biociências, IGG – PUCRS.
O consumo de vinho está associado ao risco de erosão
dentária. O objetivo deste trabalho é descrever o efeito erosivo in vitro
de um vinho tinto brasileiro sobre o esmalte bovino previamente imerso em
saliva humana e água. Blocos de esmalte foram cortados com disco diamantado,
lavados com água destilada, sonicados, secos e as faces cortadas. As metades
das superfícies cobertas com esmalte de unhas. Metade dos blocos foram mantidos
em água e o resto imersos em saliva humana total por 12 h. Depois disso as
peças foram lavadas e imersas no vinho por 1 h, lavadas novamente,
sonicadas em acetona, lavadas e deixadas para secar. Foram então montadas em
“stubs” e metalizadas com ouro para microscopia eletrônica de varredura. O pH
do vinho foi medido antes do início do estudo. Os espécimes foram investigados
sob pequenos e grandes aumentos seguindo-se a borda de esmalte de unhas para
que se detectassem mudanças na superfície do esmalte. Não houve diferenças nos
aspectos da erosão ocorridos tanto no grupo de blocos imerso em saliva como no
em água. O espectro do efeito erosivo em ambos os grupos foi similar. Poucos
efeitos erosivos foram observados em alguns blocos, resultado do alargamento de
ranhuras fisiológicas do esmalte. Quando as erosões eram mais pronunciadas as
ranhuras desapareciam. Onde houve erosão severa, foi possível reconhecer o
aspecto de favos de mel dos prismas, que algumas vezes eram rasos, outras
profundos.
Concluiu-se que esmalte bovino imerso em vinho tinto com pH 4,55 por
1 h sofreu erosão. Nas condições do experimento, a saliva não protegeu a
superfície do esmalte.
A097
Procedimentos realizados por dentistas no controle de
infecção.
MENDONÇA, M.
J.*, PAVARINA, A. C., VARJÃO, F. M., MACHADO, A. L., GIAMPAOLO, E. T., VERGANI,
C. E.
Departamento
de Materiais Odontológicos e Prótese – Faculdade de Odontologia de
Araraquara – UNESP. Fax: (0**16) 201-6406. E-mail:
cucci@foar.unesp.br
A utilização de procedimentos efetivos para o controle de
infecção no consultório odontológico pode prevenir a contaminação cruzada entre
dentistas, equipe odontológica, técnicos de laboratório e pacientes. O objetivo
deste estudo foi identificar os materiais e métodos utilizados pelos dentistas
no consultório para o controle de infecção. O questionário, aplicado por meio
de entrevista, era constituído de 20 questões relacionadas à prática habitual
de controle de infecção, relativas a desinfecção de próteses e outros trabalhos
laboratoriais. De acordo com os resultados foi possível verificar que 95% dos
entrevistados têm consciência sobre o potencial de transmissão de
microorganismos patogênicos para o laboratório de prótese por meio de trabalhos
protéticos contaminados. Além disso, 87% dos dentistas acreditam que doenças
infecciosas podem ser transmitidas do laboratório para o consultório
odontológico. Cinqüenta e oito por cento dos entrevistados desinfetam as
próteses antes de enviá-las ao laboratório. Por outro lado, somente 33% dos
profissionais desinfetam as próteses novas provenientes do laboratório. Os
tipos de agentes químicos utilizados para desinfecção são variados. Os
profissionais geralmente usam luvas (100%) e máscaras (95%), mas somente 67%
usam óculos de proteção.
Os resultados deste estudo demonstraram que os procedimentos para o
controle de infecção cruzada variam significativamente entre os consultórios, e
vários dentistas ainda enviam trabalhos contaminados ao laboratório.
A098
Análise do potencial antimicrobiano de medicações intracanal
utilizadas em Endodontia.
NASSRI, M.
R. G.*, MARTINELLI, F., PORTES, M. L., PIETRO, R., LIA, R. C. C.
Universidade
de Ribeirão Preto – UNAERP. Tel.: (0**16) 603-6717.
O objetivo do presente estudo foi determinar a ação
antimicrobiana de duas substâncias – NDP e PRP – utilizadas como medicação
intracanal em endodontia, quando em contato com bactéria comumente encontrada
no canal radicular, Staphylococcus aureus (ATCC), em meios de cultura
sólido e líquido. A infusão bacteriana foi preparada utilizando meio BHI,
correspondente a 0,5 da escala MacFarland. Para o meio sólido, foi realizado o
experimento em duas camadas de meio de cultura sobre a placa de Petri. Na base
foram colocados 10 ml de Müller-Hinton e, após sua solidificação, uma outra
camada, também de 10 ml, preparada com infusão de bactéria diluída em
5:10, meio BHI e 5 ml de Müller-Hinton. Feito isto, foram espalhados
aleatoriamente na placa de Petri, discos de filtro previamente embebidos das
substâncias testadas e soro fisiológico, usado como controle negativo. Em cada
placa foram colocados vários discos contendo uma única substância-teste. Para o
meio líquido (BHI), foram colocados em tubos 2 ml de meio BHI acrescidos
de uma mistura de 5 ml de 2:10 de infusão bacteriana e BHI, previamente
preparada. Em cada tubo foi colocado apenas um disco de filtro. As placas e os
tubos foram armazenados em estufa, e após 24 horas, os resultados foram
obtidos.
Foi concluído que houve formação de halos de inibição quando do uso das
medicações PRP e NDP, sendo que o PRP mostrou maiores halos de inibição,
indicando maior potencial antimicrobiano. Em meio líquido houve crescimento
bacteriano em todos os tubos.
A099
Efeito da oclusão e do grau de higienização na atividade de
bactérias causadoras da doença cárie.
FRANCISCO,
M. G., GARROTE, C. S., JORGE, A. O. C., PORTO, C. L. A., FARIA, I. S.
São Paulo.
O biofilme (placa bacteriana) é considerado o fator
etiológico determinante da cárie dentária e, por isso observa-se a importância do
papel da higiene oral na promoção e prevenção da saúde bucal. Os métodos de
remoção do biofilme das superfícies do dente através da escovação representam
um meio eficaz e de grande amplitude na população e têm como finalidades
diminuir as concentrações bacterianas e prevenir a cárie. Os contatos oclusais
também apresentam influência significativa sobre a remoção da placa bacteriana
nestas superfícies dentais. Este estudo visa observar se o efeito mecânico da
oclusão poderá ou não atuar sobre a quantidade de bactérias cariogênicas. O
objetivo será verificar este efeito da oclusão e do grau de higienização na
quantidade de S. mutans em relação às fóssulas funcionais e não
funcionais de primeiros molares inferiores. Para tanto serão selecionados, no
momento da triagem e 30 dias após a motivação para os procedimentos de
higienização, 10 fóssulas mesiais e 10 fóssulas centrais de dentes primeiros
molares inferiores humanos íntegros de pacientes com idade média de 8 anos e
com oclusão 1:2 (cúspide crista). As amostras serão obtidas com a utilização de
cone de papel absorvente estéril e imediatamente após a coleta, estes cones
serão imersos em solução salina e semeados em meio de cultura seletivo para o
desenvolvimento de Streptococcus mutans.
A100
Avaliação da inibição bacteriana dos dentifrícios
“naturais”.
MORAIS, A.
P.*, VELMOVITSKY, L., MOTTA, L., MEDEIROS, U. V., UZEDA, M.
UFRJ; UFF;
UNIVERSO. E-mail: andmor@highway.com.br
Foi avaliada a capacidade inibitória mínima (CIM), in
vitro, de 4 dentifrícios contendo agentes considerados “naturais” –
Sorriso Herbal® (SH), Malvatricin® (M), Gessy Cristal®
(GC) e Paradontax® (P), sobre cepas bacterianas envolvidas no
processo de cárie (Streptococcus mutans, Streptococcus sobrinus e
Lactobacillus casei – padrão ATCC). Foram testadas, em
triplicata, uma solução concentrada com 3 g de cada dentifrício para
10 ml de água deionizada e diluições seriadas de 1:2, 1:4, 1:8, 1:16, 1:32
e 1:64 dessa solução. O dentifrício GC não apresentou inibição bacteriana em
nenhuma das concentrações e nas diluições 1:16, 1:32 e 1:64 nenhum dentifrício
foi eficaz. Os dentifrícios mais eficazes na inibição global, ou seja, somada a
CIM das 3 cepas, com a solução concentrada, foram em ordem decrescente: M
(31,3 mm), SH (16,6 mm) e P (13,7 mm). Nas diluições 1:2 e 1:4
apenas SH apresentou inibição para as três cepas (somatório de 8 mm e
4 mm respectivamente). O dentifrício M, nas diluições 1:2, 1:4 e 1:8, só
foi eficaz para Streptococcus sobrinus com CIM de 11 mm, 7 mm
e 5,7 mm respectivamente.
Conclui-se que, nas condições propostas, o GC não possui atividade
antibacteriana; o M obteve melhor desempenho na inibição global e produziu
inibição, mesmo que de uma única cepa, nas maiores diluições porém SH foi o
dentifrício que manteve-se efetivo para uma maior variedade de cepas mesmo
quando diluído.
A101
Concentração de flúor em medicamentos pediátricos e risco de
fluorose dental.
ANZAI, A.*,
RIZZI, R. I., FURLANI, T. A., SILVA, T. L., SILVA, S. M. B., BUZALAF, M. A. R.
Departamento
de Ciências Biológicas – FOB – USP. Tel.: (0**14) 235-8346.
E-mail: mbuzalaf@fob.usp.br
Os índices de fluorose dental têm aumentado em todo o mundo nos últimos anos. Isto se deve ao consumo de flúor (F) a partir de várias fontes. Assim, todas as fontes possíveis de F consumidas por crianças na faixa etária de risco para fluoros