I001

Diagnóstico de lesões oclusais de cárie através dos exames visual, fotográfico e radiográfico.

LOBO, M. M.*, MORAIS, P. M. R., FONTES, C. M.

Departamento de Odontologia Restauradora – FO – UFBA. Tel.: (0**11) 328-4314. E-mail: tecatom@svn.com.br

Este estudo exploratório, de análise descritiva, objetivou reavaliar o diagnóstico e a indicação terapêutica de lesões oclusais de cárie em adolescentes do Distrito Sanitário Barra - Rio Vermelho, SSA-BA, através dos exames visual, fotográfico e radiográfico. Foram incluídos pacientes entre 11 e 13 anos, apresentando dentes com indicações prévias para o tratamento restaurador. Um total de 125 molares e pré-molares foi avaliado de forma consensual, por três examinadores calibrados. Para os exames visual e fotográfico, foram utilizados escores representativos das alterações de morfologia, translucidez e coloração das superfícies; no exame radiográfico, o sistema de escores representou alterações de radiolucidez em esmalte e/ou dentina (EKSTRAND et al., Caries Res, v. 31, p. 224-231, 1991). Após a classificação dos dentes, o tratamento não-invasivo foi indicado quando as alterações visuais associavam-se às radiográficas. O tratamento restaurador – sempre em conjunto com medidas não-invasivas – reservou-se aos dentes com evidências clínicas e radiográficas de comprometimento dentinário. Dentre as superfícies avaliadas, 10 (56%) foram indicadas para o tratamento não-invasivo; 52 (41,6%) para o tratamento restaurador, e 3 (2,4%) não requereram qualquer tratamento. Tais resultados demonstraram que as indicações restauradoras prévias foram, em sua maioria, desnecessárias.

Assim, a qualidade do diagnóstico parece determinar a real necessidade terapêutica a ser empregada. (Apoio científico e financeiro: PROGRAD/Pró-Reitoria de Ensino e Pós-Graduação da UFBA.)

I002

Aspectos esqueléticos e dentários de pacientes portadores de respiração bucal.

FARIA, P. T. M., RUELLAS, A. C. O., MATSUMOTO, M. A. N.

FORP – USP.

Os fatores hereditários e os ambientais podem ter influência sobre o crescimento e desenvolvimento craniofacial. Sendo o modo da respiração um fator intimamente ligado às estruturas craniofaciais, propôs-se fazer este estudo para avaliar os efeitos da respiração bucal sobre o crescimento e desenvolvimento craniofacial e dentário em crianças. A amostra consistiu de 35 pacientes com idade entre 7 anos e 10 anos e 10 meses, os quais foram divididos em dois grupos: 15 respiradores nasais (controle) e 20 respiradores buco-nasais com predomínio da respiração bucal, após terem sido avaliados por exame otorrinolaringológico e odontológico. Foram realizadas comparações entre as medidas cefalométricas esqueléticas e dentárias dos dois grupos, obtidas a partir de radiografias cefalométricas de perfil dos pacientes.

Observou-se retrusão maxilo-mandibular nos pacientes com respiração predominante bucal com valores menores para SNA e SNB. Nas medidas verticais, os ângulos SNGoGn e NSGn apresentaram-se maiores nos respiradores bucais, conferindo crescimento e desenvolvimento mandibular mais vertical. Na avaliação dentária não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre os dois grupos.

I003

Avaliação do selamento cervical em dentes desvitalizados submetidos a clareamento.

SAADIA, A.*, FRANCCI, C., SANTOS, M., LOGUERCIO, A. D., BRZOZOWSKI, M.

Materiais Dentários, Dentística e Endodontia – FOUSP. E-mail: andreasaadia@aol.com, francci@uol.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade de selamento cervical intra-radicular em dentes desvitalizados submetidos ao clareamento. 40 dentes anteriores humanos foram submetidos ao tratamento endodôntico, desobturados na altura da junção amelocementária e aplicados materiais seladores de acordo com os grupos: (1) adesivo Scotchbond Multi-Uso (SBMU); (2) SBMU + resina fluida Filtek Flow; (3) ionômero de vidro convencional DMG; e (4) ionômero de vidro resina-modificado Rely X Luting. As superfícies externas dos dentes, com exceção das regiões cervicais, foram impermeabilizadas com esmalte para unhas. A mistura perborato/peridrol (30%) foi aplicada e aquecida dentro da câmara pulpar por seis vezes, ficando um curativo da mesma mistura clareadora. Os dentes foram imersos por 18 horas em uma solução reveladora de cromato de potássio, de cor amarelada. Após, as soluções foram analisadas em espectrofotômetro por transmitância com iluminante padrão D65 e observador a 2º. Os resultados mostraram que a transmitância média pela anotação de cores no método CIE L*a*b em relação a amostra inicial (%) foi: 2,88 ± 0,02% do Grupo 1; 3,33 ± 1,34% no Grupo 2; 2,44 ± 1,38% para Grupo 3 e; 0,61 ± 0,11% para o Grupo 4. A análise estatística pelo método de Kruskal-Wallis, mostra que não houve diferença estatística significante entre os grupos (1-1 >> 0,05).

Todos os tampões se comportaram de forma semelhante havendo passagem do agente clareador. (Apoio: FAPESP - 99/05124-0.)

I004

Efetividade de agentes dessensibilizantes na hipersensibilidade dentinária após terapia periodontal.

TENÓRIO, S. B.*, SANTOS, R. L., GUSMÃO, E. S.

Sociedade dos Cirurgiões-Dentistas de Pernambuco – Pós-Graduação em Odontologia – UFPB. Tel.: (0**83) 216-7409.

Foi analisado a efetividade de dois agentes dessensibilizantes em quarenta e oito dentes de pacientes de ambos os gêneros que apresentaram hipersensibilidade dentinária após terapia periodontal. Os dentes foram selecionados e divididos em dois grupos de vinte e quatro de acordo com a substância aplicada: grupo I (Oxa-gel) e grupo II (Gluma Desensitizer). Na primeira sessão todos os pacientes receberam instruções de higiene oral, profilaxia e tiveram a sensibilidade avaliada pelos critérios propostos por UCHIDA et al. (J Periodontol, v. 51, n. 10, p. 578-81, 1980). Para as avaliações utilizou-se os estímulos táctil (explorador), jato de ar e o térmico (frio). As soluções foram aplicadas e após sete dias os pacientes retornaram para novas mensurações do grau de sensibilidade e reaplicações dos agentes dessensibilizantes, durante um período de quatro semanas seguidas, após este período foi realizada nova avaliação no espaço de 60 dias.

Os resultados do presente estudo comprovaram que ambos os grupos apresentaram percentuais médios de redução entre a avaliação inicial e final (dois meses) superior a 81%. Estes dados indicam que as substâncias dessensibilizantes foram eficazes na redução da hipersensibilidade dentinária após terapia pe­riodontal.

I005

Prevalência de maus-tratos em crianças e adolescentes na cidade de Cabedelo (PB).

QUEIROZ, F. S.*, LINS, B. A. P., CAVALCANTI, A. L., VALENÇA, A. M. G., DUARTE, R. C.

Pós-Graduação em Odontologia – UFPB. Tel.: (0**83) 216-7409.

O presente trabalho objetivou verificar a prevalência de maus-tratos em crianças e adolescentes, atendidas no Conselho Tutelar Setor 1 da cidade de Cabedelo (PB), durante o ano de 2000. Foram analisados 168 prontuários de atendimentos envolvendo um total de 217 crianças e adolescentes, dos quais 50 foram vítimas de maus-tratos, correspondendo a 23% do total. A agressão física envolveu 58% (n = 29) das crianças e adolescentes, a negligência correspondeu a 40% (n = 20) dos casos, enquanto houve apenas 1 ocorrência de abuso sexual (2%). Com relação à agressão física, a faixa etária mais acometida foi a de 0 a 4 anos (37,9%, n = 11), seguida pela de 5 a 8 anos (20,7%, n = 6). A negligência foi mais observada naquelas crianças pertencentes à faixa etária de 0 a 4 anos (50%, n = 10). Quanto ao caso de abuso sexual, a criança vitimada encontrava-se na faixa de 9 a 12 anos. Dos 32 casos registrados de maus-tratos, 71,9% (n = 23) das denúncias foram feitas diretamente no Conselho Tutelar, enquanto 25% (n = 8) das ocorrências foram sob a forma de denúncia anônima e em 3,1% (n = 1) delas não houve a identificação do tipo de denúncia.

Diante dos achados obtidos, pode-se concluir que é elevada a prevalência de maus-tratos em crianças e adolescentes na amostra estudada, particularmente sob a forma de agressão física e negligência. Tal fato denota a importância do profissional de Saúde no diagnóstico de maus-tratos e na adoção das medidas legais inerentes a estas situações.

I006

Prevalência de anomalias dentárias em pacientes de 7 a 17 anos.

LINS, B. A. P.*, QUEIROZ, F. S., GONDIM, P. G., VALENÇA, A. M. G., CAVALCANTI, A. L.

Pós-Graduação em Odontologia – UFPB. Tel.: (0**83) 216-7409.

Este estudo teve como objetivo verificar, através de radiografias panorâmicas, a prevalência de anomalias dentárias (AD) em 543 pacientes (233 meninos e 310 meninas) entre 7 e 17 anos, na cidade de João Pessoa (PB). Verificou-se a ocorrência de AD de número, forma, estrutura e erupção, sendo os dados submetidos aos testes do qui-quadrado e exato de Fisher. A prevalência de AD foi de 25,6%, das quais 77,8% corresponderam a AD de número (10,7% dentes extranumerários e 67,1% anodontias), 18,6% AD de forma (14,3% dilacerações e 4,3% dentes conóides) e 3,6% AD de erupção (2,9% erupções ectópicas e 0,7% anquiloses), não sendo observada diferença entre os sexos (p >> 0,05). As anodontias mais freqüentes envolveram terceiros molares (69,4%), segundos pré-molares superiores (11,4%) e inferiores (7,3%) e incisivos laterais superiores (6,4%). As regiões com maior prevalência de dentes extranumerários foram a póstero-superior (45,5%) e a ântero-superior (36,4%). As dilacerações ocorreram mais comumente em segundos molares inferiores (20%) e primeiros molares superiores (18%) enquanto os dentes conóides encontrados foram incisivos laterais superiores (100%). A erupção ectópica acometeu os caninos superiores (100%) sendo a anquilose observada nos segundos molares decíduos superiores (100%).

Conclui-se ser alta a prevalência de AD, particularmente as anomalias de número, não sendo a ocorrência destas patologias influenciada pelo gênero. Verifica-se a importância do exame radiográfico de rotina para o diagnóstico precoce e adequado tratamento de tais alterações.

I007

Avaliação da efetividade de programas de prevenção em escolas.

BIRBOJM, P.*, ARAUJO, M. E.

Departamento de Odontologia Social – FOUSP. E-mail: abirbojm@sti.com.br

A educação em saúde é uma nova área de expansão tanto de interesses quanto de atividades por parte de profissionais de Saúde. Esses programas, quando realizados em escolas, baseiam-se na atual tendência mundial, a prevenção. Baseado nisso, realizou-se o presente trabalho, com características ao mesmo tempo de pesquisa e informativas/preventivas para as crianças. O trabalho foi realizado em uma escola estadual e em uma particular, para 1a e 2a séries. Para tal, foi elaborado um questionário contendo 10 questões relativas aos assuntos mais importantes: hábitos alimentares e de higiene e cárie, entre outros. Foi realizada uma atividade de prevenção coletiva padronizada em cada uma das salas, para minimizar as diferenças nos resultados. Antes e depois dessa atividade, foi solicitado que as crianças respondessem o mesmo questionário, medindo assim o seu ganho cognitivo nessas atividades. As crianças foram submetidas novamente ao questionário depois de 6 meses, medindo a absorção a longo prazo. O trabalho apresentou resultados muito satisfatórios no ganho de conhecimentos entre o primeiro e o segundo questionários, mas mostrou deficiências de fixação das informações quando avaliado a longo prazo, um dos objetivos do trabalho, mostrando que estes precisam ser repetidos para serem efetivos.

O uso do fio dental e escovação foram os assuntos que tiveram melhor aproveitamento, e o uso racional do açúcar mostrou continuar sendo um assunto desconhecido e de difícil entendimento para a população alvo, chegando até a frustrar as expectativas do trabalho.

I008

Estudo quantitativo e qualitativo de fungos em portadores da Síndrome de Ardência Bucal.

DEL TEDESCO, D. R. C.*, DONAYRE, F. A. G. B., SANTOS, M. R., BIRMAN, E. G.

Semiologia – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7883. E-mail: ddtedesco@ig.com.br

A Síndrome de Ardência Bucal (SAB) afeta quase que exclusivamente mulheres acima da meia idade, caracterizando-se pela sensação de ardência, em áreas da mucosa bucal clinicamente normal. Sua etiologia e tratamento permanecem pouco esclarecidos. Apesar da abrangência de fatores relacionados à SAB, procuramos avaliar se a presença de fungos seria um fator local coadjuvante do sintoma de ardência. Amostras de enxágüe bucal foram obtidas de 25 pacientes com SAB (23 mulheres e 2 homens) e de um grupo controle formado por 20 indivíduos (16 mulheres e 4 homens) saudáveis e sem queixa de ardência. A média de idade em ambos os grupos foi de 63 anos. As amostras obtidas foram analisadas por cultura, contagem e identificação. No grupo teste, 15 amostras foram positivas para fungos (60%) e dentre estas, 86,6% (13/15) eram do gênero Candida, sendo as espécies mais frequentes : C. albicans, Candida sp. e C. tropicalis. No grupo controle, 14 amostras apresentaram crescimento de fungos (63,63%), todos do gênero Candida. A espécie C. albicans estava presente em 78,5% (11/14) destas amostras. Contagens superiores a 100 UFC/ml foram observadas em 36% (9/25) de amostras no grupo teste e 26,31% (6/20) do grupo controle. Frente aos resultados, o gênero Candida foi o mais freqüente em ambos os grupos e houve maior diversidade de espécies no grupo teste.

Concluímos que os resultados foram semelhantes em ambos os grupos, sendo que não foi observada uma correlação com a presença de fungos e a sintomatologia da SAB.

I009

Avaliação da rugosidade de materiais restauradores submetidos ao polimento com pastas profiláticas.

ARDENGHI, T. M.*, ROCHA, R. O., NEVES, L. T., RODRIGUES, C. R. M. D.

Departamento de Ortodontia e Odontopediatria – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7835. E-mail: thma@zaz.com.br

Este trabalho teve como objetivo avaliar in vitro a rugosidade superficial dos materiais restauradores Compoglass - Vivadent e TPH - Dentsply, submetidos à ação de pastas abrasivas: pedra-pomes + água; pasta Nupro - Dentsply e Odahcan - Dentsply. Foram confeccionados 5 corpos-de-prova (Cps) com 2,5 mm de profundidade x 4 mm diâmetro para cada condição. Os Cps foram armazenados em água por 24 horas, polidos com lixas d´água com granulação decrescente e submetidos ao polimento com as pastas em avaliação, aplicadas com taças de borracha, em baixa rotação, por 15 segundos. A rugosidade superficial foi avaliada antes e após o emprego das pastas abrasivas, com rugosímetro Mitutoyo Surf Test 211, na escala Ra. Os dados obtidos, cujas médias estão na tabela, foram submetidos aos testes estatísticos Wilcoxon e Kruskal-Wallis. Médias (micrômetro) da rugosidade Ra (inicial/final) dos materiais testados:

 

Pedra-pomes

Nupro

Odahcan

Compoglass

0,11/0,33

0,05/0,22

0,05/0,24

TPH

0,07/0,43

0,06/0,33

0,07/0,22

Os materiais apresentaram aumento significativo da rugosidade superficial após utilização das pastas abrasivas (p << 0,05), não havendo diferença estatisticamente significante entre os grupos.

I010

Avaliação da microinfiltração de restaurações após clareamento dental.

SILVA, B. S.*, SARTORELLI, C. G. R., POLONIATO, M., SANTOS, J. F. F.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP - São Paulo, Brasil.

Este trabalho tem por objetivo avaliar a microinfiltração de restaurações de classe II após tratamento clareador. Para isto, foram selecionados 12 pré-molares dos quais 8 foram submetidos ao tratamento clareador com Nite White Excel 2® (Discus Dental) por 8 horas diárias à 37ºC durante 21 dias, ficando o restante do tempo armazenados em água destilada à 37ºC. Todos os dentes receberam preparos cavitários em mesial e distal com as seguintes dimensões aproximadas: 4 mm de largura, 1,5 mm de profundidade e 6 mm de altura. Foram utilizadas as paredes cervical tanto em esmalte como em dentina. Então, os dentes não clareados e parte dos clareados foram restaurados imediatamente após o término do clareamento e o restante após 14 dias, utilizando Bond 1® e Alert® (Jeneric/Pentron) seguindo as orientações do fabricante. Os dentes restaurados eram submetidos à 700 ciclos térmicos (5º-55ºC) e em seguida impermeabilizados e imersos em solução de azul de metileno a 1% por 4 horas. Os dentes foram seccionados, lixados e então receberam escores de 0 a 5 (0 - sem infiltração e 5 - o máximo de infiltração). Os escores foram avaliados por 3 avaliadores, submetidos a análise estatística e apresentaram os seguintes resultados: não houve diferença significativa nos dentes clareados entre a microinfiltração de esmalte (4,250) e de dentina (4,625) e entre os tempos analisados, imediato (4,500) e 14 dias (4,375), havendo apenas diferença entre o esmalte clareado (4,250) e o não clareado (1,500).

Podemos concluir que o tratamento clareador afeta significativamente a microinfiltração, especialmente em esmalte.

I011

Avaliação clínico-radiográfica de dentes decíduos tratados com CarisolvTM.

TAMAY, T. K. *, RODRIGUES, C. R. M. D., MATHIAS, R. S., WANDERLEY, M. T.

Departamento de Odontopediatria – FOUSP.

O objetivo deste trabalho foi realizar avaliação clínico-radiográfica, após 6 meses, de dentes decíduos tratados com CarisolvTM. Participaram deste estudo crianças com idade entre 1 ano e 6 meses a 6 anos da Clínica de Graduação e Especialização em Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. Foram selecionados 14 dentes decíduos com lesões de cárie, os quais foram radiografados para diagnóstico, tratados pela técnica de remoção químico-mecânica da cárie com Carisolv™, restaurados e radiografados para controle. Após 6 meses, através de exames clínico e radiográfico foram avaliados os seguintes quesitos: condição do material restaurador, recidiva de cárie, mobilidade dental, sintomatologia dolorosa pós-tratamento, alteração de cor, alterações pulpares, lesão no periápice e controle dos estágios rizólise e rizogênese.

Nos controles realizados, a remoção de lesões de cárie com o gel CarisolvTM, apresentou bons resultados, não sendo observados reações adversas significantes, neste período, concluindo ser este um material promissor para o tratamento de dentes decíduos.

I012

Influência da espessura na resistência flexural de uma nova resina condensável.

KOLBE, M. F. M.*, CORRÊA, I. C., MIRANDA Jr., W. G.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7840. E-mail: ivo@fo.usp.br

Uma nova geração de resinas compostas condensáveis chega ao mercado com o apelo de melhores propriedades mecânicas, focalizando seu emprego em dentes posteriores. O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência flexural da resina Solitaire 2 (Kulzer) em função da espessura de material utilizada. A fotoativação (Optilux 401, 400-510 nm) por 40 s com intensidade de 500 mW/cm2 foi utilizada para a polimerização de 30 espécimes em forma de barra (ISO 4049), divididos em 3 grupos (n = 10): Grupo I - Solitare 2 (A3) 1 mm; Grupo II - Solitare 2 (A3) 2 mm; Grupo III - Solitare 2 (A3) 2 mm + Tetric Flow (A3) 1 mm. Após a fotoativação, os espécimes foram armazenados em água destilada a 37ºC por 24 h. O teste de flexão em 3 pontos seguiu a norma ISO 4049, em máquina universal de teste Instron 4442, com 0,5 mm/min. Após a ruptura, os valores foram tratados pela análise de variância e teste de Tukey, para as médias. Os Grupos I e III apresentaram valores (média ± dp) semelhantes (p = 0,73), 132 (5,3) MPa e 128 (4,8) MPa, respectivamente; e significantemente maiores (p << 0,01) do que os do Grupo II, 70 (2,8) MPa.

A Solitaire 2 deve ser inserida na cavidade em incrementos de 1 mm para a polimerização adequada. O uso de resina de baixa viscosidade pode ser indicado como base para este novo material, quando os incrementos forem acima de 1 mm. A fotopolimerização de incrementos de 2 mm deve ser evitada. (Apoio: CAPES.)

I013

Diferentes doenças periodontais nos pacientes tratados na graduação de Periodontia da FOUSP.

CARDINALI, A. L.*, GEORGETTI, M. A. P., TRAMONTINA, R. G.

Departamento de Estomatologia – FOUSP.

O presente trabalho teve como objetivo avaliar a prevalência das diferentes formas de doenças periodontais, nos pacientes que iniciaram tratamento no ambulatório de graduação da Disciplina de Periodontia da FOUSP, no período de fevereiro de 1998 a julho de 2000. Utilizando-se da Classificação das Doenças Periodontais proposta por TODESCAN (1995), foram avaliadas fichas de 196 pacientes. Através da avaliação minuciosa das fichas padronizadas pela disciplina (anamnese e exame clínico, periogramas, exame radiográfico, ficha de diagnóstico e o plano de tratamento), os dados dos pacientes foram tabulados e analisados. Dos 196 prontuários analisados, 187 apresentaram diagnóstico definido e 9 apresentaram diagnóstico indefinido. Vinte e cinco pacientes receberam diagnóstico de gengivite (13,36% da amostra) e 162 pacientes apresentaram periodontite (86,63%). Do total de pacientes que apresentavam periodontite, 36 apresentavam periodontite do adulto (22,22% da amostra), 94 apresentavam periodontite do adulto agravada por fatores modificadores (58,02%), e 29 pacientes com menos de 35 anos apresentaram periodontite do adulto (17,90%). Somente 3 pacientes possuíam periodontite de incidência precoce, totalizando 1,85% da amostra.

I014

Estabilidade de cor após tratamento com flúor e imersão em café.

GUERRA, C. F.*, BRAIDA, C., RODRIGUES FILHO, L. E., RODRIGUES, C. R. M. D.

Departamento de Ortodontia e Odontopediatria – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7835.
E-mail: crmdrodr@fo.usp.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a estabilidade de cor de diferentes materiais restauradores (Z100, Durafill, Dyract, Vitremer e Vidrion) tratados com flúor gel neutro ou acidulado, e em seguida imersos em café. Quinze corpos-de-prova de cada material foram divididos segundo os grupos: controle (água deionizada), NaF 2% neutro ou fluorfosfato acidulado 1,23% (pH = 3,5), onde ficaram imersos por 24 h. Foram lavados e colocados em café, por mais 24 h e novamente lavados. As leituras de cor (Espectrofotômetro GV Cintra 10-GBC), foram feitas antes e após os procedimentos descritos. Os valores do dE (diferença inicial e final) foram submetidos à análise estatística (Kruskal-Wallis). Todos os materiais apresentaram alteração de cor, sendo que o Dyract foi o mais estável, para qualquer dos tratamentos. O flúor acidulado provocou alteração significante na cor dos materiais Durafill, Vitremer e Vidrion, em relação aos seus controles. Nos grupos do flúor neutro não houve diferença do dE para qualquer material, em comparação aos seus controles.

Concluiu-se que o fluorfosfato acidulado favorece a maior alteração de cor para alguns materiais restauradores estéticos, devendo-se preferir os produtos de pH neutro.

I015

Hábitos de risco para cárie em bebês fissurados.

CONSULIN, T. E.*, COSTA, B., GOMIDE, M. R., CARRARA, C., ARANHA, A., DUQUE, C., BRANDÃO, C.

Setor de Odontopediatria – HRAC – USP. Tel.: (0**14) 235-8141. E-mail: tconsulin@yahoo.com

O objetivo deste estudo foi investigar os hábitos de risco para cárie dentária em bebês com fissura completa de lábio e palato, associando-os à experiência de cárie. O estudo avaliou 80 crianças com 18 a 36 meses de idade, de ambos os sexos, sem distinção de raça, regularmente matriculadas no HRAC – USP. Através de um exame clínico, a amostra foi dividida em dois grupos, de acordo com a experiência de cárie, sendo 22 crianças com cárie (grupo A) e 58 sem cárie (grupo B) e, através de um questionário aplicado aos pais foram obtidas informações sobre os hábitos alimentares e de higiene bucal da criança, e grau de escolaridade dos pais. Em ambos os grupos estudados, a maioria das crianças que mamavam tinham o hábito de amamentação noturna, sendo que no grupo A, 66,7% não realizavam a limpeza bucal após a mamada e no grupo B, 48,3%, com ausência de diferença estatisticamente significante entre os grupos. Quanto a realização da higiene bucal, 41% dos pais das crianças do grupo A relataram dificuldades, contra 18,5% do grupo B, sendo esta diferença estatisticamente significante (p << 0,05). No grupo A o grau de escolaridade dos pais foi estatisticamente inferior ao grupo B (p << 0,05).

Com base nestes resultados, mais viável do que o controle dos hábitos alimentares de risco, é a orientação e demonstração constante dos procedimentos de higiene bucal para seu estabelecimento precoce, visando a educação dos pais para prevenção da cárie dentária neste grupo de indivíduos.

I016

Efeitos de agentes desinfetantes sobre moldes de hidrocolóide irreversível.

ZANET, C. G.*, IMAI, M. A., TANGO, R. N., PASIN, I. M., KIMPARA, E. T.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – FOSJC – UNESP.

Devido a necessidade de evitar a infecção cruzada, surge a preocupação de avaliar as interferências sobre os modelos obtidos após a desinfecção de seus moldes. A proposta deste estudo foi avaliar, com uma lupa com aumento de 10 X (Wild Heerbrugg-M7A), as alterações dimensionais dos moldes, transmitidas aos respectivos modelos. Utilizou-se durante o experimento uma temperatura ambiente de 20ºC ± 3ºC e água deionizada tanto para as moldagens com hidrocolóide irreversível (Jeltrate), quanto para confecção dos modelos de gesso tipo IV (Troquel 4). Foram realizadas trinta moldagens de um modelo metálico padrão, as quais foram desinfectadas da seguinte maneira: Grupo 1: imersão em hipoclorito de sódio 1,0% por 10 minutos (10 amostras); Grupo 2: “spray” de hipoclorito de sódio 1,0% e armazenagem por 10 minutos em uma cuba umidificadora com umidade relativa de 100% (10 amostras); Grupo 3 (controle): armazenagem dos moldes por 10 minutos em uma cuba umidificadora com umidade relativa de 100% (10 amostras). Todas as moldagens foram lavadas em água corrente por 10 segundos e em seguida confeccionou-se os modelos de gesso (o gesso foi preparado com espatulador à vácuo). A avaliação dos modelos foi feita após 24 horas. Os valores obtidos foram submetidos ao teste ANOVA a um critério sob nível de significância de 5%, sendo que obteve-se p-valor de 0,174, indicando diferença estatística insignificante entre os grupos.

Conclui-se desta forma, que não houve alteração dimensional significante nos modelos, independente do tipo de desinfecção realizada nos moldes de hidrocolóide irreversível.

I017

Avaliação da ação do Carisolv™ sobre a camada de “smear” em dentina humana.

RAUSCHER, F. C.*, GONÇALVES, R. D., RODE, S. M.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – FOSJC – UNESP. E-mail: fcrauscher@ig.com.br

Atualmente, o Carisolv™, composto basicamente por hipoclorito de sódio 0,5% e por três aminoácidos, é o produto que promove o método químico-mecânico de remoção de cárie. Sua inclusão relativamente recente no mercado odontológico justifica a necessidade de pesquisas comprovando sua eficácia e segurança. Dessa forma, no presente trabalho, analisou-se a alteração causada pelo gel Carisolv™ na camada de “smear” em dentina humana. Para tanto, foi removido o esmalte de 10 superfícies lisas de pré-molares hígidos até a exposição da dentina. Nessa última superfície fez-se movimentos padronizados com instrumento cortante rotatório de aço liso com a finalidade de produzir a camada de “smear”. A seguir, foram obtidos três grupos, o controle (grupo III), com duas superfícies isentas de tratamento após a obtenção da camada de “smear” e dois grupos experimentais, grupos I e II, com quatro superfícies cada, as quais foram tratadas com o gel do Carisolv™ pelo tempo ou de 5 ou de 10 minutos, respectivamente. A análise ultra-estrutural, por meio da microscopia eletrônica de varredura, revelou, nos grupos tratados, uma aglutinação, em forma de grumos, sugerindo uma reprecipitação e rearranjo da camada de “smear” recobrindo parcial ou totalmente a abertura dos túbulos dentinários. Essas observações podem sugerir a possibilidade da limpeza das superfícies tratadas pelo gel Carisolv™ antes de um procedimento adesivo estético. (FAPESP - 00/01298-3.)

I018

Microinfiltração marginal em preparos cavitários realizados com laser Er:YAG.

RAMOS, T. S.*, PALMA DIBB, R. G., BORSATTO, M. C., ROCHA, R. A. S. S., PÉCORA, J. D., CORONA, S. A. M.

Odontologia Restauradora – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4075. E-mail: nelsoncorona@linkway.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar in vitro a microinfiltração marginal em cavidades classe V, preparadas com turbina e laser Er:YAG, restauradas com vários materiais. 60 preparos foram realizados nas faces V/L de molares humanos e divididos em 6 grupos: I, II e III preparados com turbina e IV, V e VI com laser Er:YAG, modo “short pulse” (500 mJ, 5 Hz). Os materiais utilizados foram: Alert - I e IV; Fuji II LC - II e V; SBMP + Dispersalloy - III e VI. Após o polimento, os dentes foram isolados, termociclados, imersos em Rodamina B a 0,2%, incluídos em resina acrílica e seccionados. A infiltração foi analisada utilizando-se um microscópio óptico acoplado a um computador e uma câmera. A imagem obtida foi digitalizada e um software determinou quantitativamente a microinfiltração em mm. Os valores médios na oclusal foram: 10,09% (± 21,28), 3,25% (± 10,27), 0%, 41,77% (± 42,48), 23,37% (± 33,79), 12,66% (± 24,06) e na cervical 16,49% (± 26,67), 4,34% (± 13,71), 0%, 37,71% (± 30,47), 39,56% (± 43,35%) e 72,53% (± 37,79), nos grupos I, II, III, IV, V e IV respectivamente. A análise estatística foi feita pela ANOVA e teste de Tukey. Observou-se que a margem dentina/cemento apresentou maior infiltração, sendo estatisticamente significante. Os preparos com turbina apresentaram menor grau de infiltração que o laser. O grupo III (turbina + SBMP/Dispersalloy), promoveu vedamento total das margens, sendo superior aos outros.

Pode-se concluir que o preparo convencional associado ao amálgama aderido foi a única técnica que eliminou completamente a microinfiltração. (Apoio: CNPq/PIBIC/USP.)

I019

Análise quantitativa da microinfiltração marginal em restaurações de amálgama aderido com CIV.

ATOUI, J. A.*, CORONA, S. A. M., PALMA DIBB, R. G., BORSATTO, M. C., GARCIA, P. P. N. S., FARAONI, J.

Odontologia Restauradora – FORP – USP. E-mail: rgpalma@forp.usp.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar quantitativamente in vitro a microinfiltração marginal em restaurações de amálgama aderido com sistemas ionoméricos. Para tanto, 40 cavidades classe V foram preparadas em pré-molares, divididas aleatoriamente em 4 grupos e restauradas com Dispersalloy variando o cimento ionomérico: I - controle - Copalite (Cooley & Cooley); II - Vidrion F (SS White); III - Vitremer C (3M) e IV - Protec CEM (Vivadent). As restaurações foram realizadas segundo as instruções dos fabricantes e polidas após 24 horas. Os espécimes foram isolados, termociclados, imersos em Rodamina B a 0,2% durante 24 horas, incluídos em resina acrílica e seccionados. A infiltração foi analisada utilizando-se um microscópio óptico acoplado a um computador e uma câmera. A imagem obtida foi digitalizada e um software determinou quantitativamente a microinfiltração em mm. As médias obtidas na margem oclusal foram: grupo I: O- 18,29% (± 38,77), C- 66,07% (± 47,17); grupo II: O- 0% (± 0), C- 2,52% (± 3,27); grupo III: O- 0% (± 0), C- 6,53%(± 7,39) e grupo IV: O- 6,46% (± 8,76), C- 82,51%(± 24,26). Os dados foram submetidos a ANOVA e teste de Tukey. Observou-se diferença significante entre as margens, sendo que houve melhor selamento em esmalte. O Protec CEM apresentou maiores valores de infiltração.

Conclui-se que, embora o Vidrion F e o Vitremer C tenham apresentado resultados superiores, todos os materiais permitiram algum grau de infiltração e nenhum sistema promoveu o completo selamento da margem de cemento/dentina. (FAPESP - 00/11670-7.)

I020

Análise morfométrica comparativa entre líquen plano e reação liquenóide da mucosa bucal.

JESUS, J. M. R*., LORENA, S. C. M., CALLESTINI, R., OLIVEIRA, D. T., CONSOLARO, A.

Departamento de Estomatologia, Patologia – FOB – USP. E-mail: d.tostes@fob.usp.br

O líquen plano (LP) e a reação liquenóide (RL) são doenças mucocutâneas caracterizadas, microscopicamente, pelo comprometimento das células epiteliais com desorganização da camada basal e espinhosa, desencadeadas pela ativação de células do sistema imune. Estas lesões são difíceis de serem distinguidas quando coradas pelos métodos de rotina diagnóstica. O objetivo deste trabalho consiste em comparar e quantificar, através da análise morfométrica, os macrófagos, as células de Langerhans, os linfócitos T e os linfócitos B em 20 espécimes de LP e 20 de RL na mucosa bucal, previamente marcadas com anticorpos monoclonais pela técnica estreptavidina-biotina-peroxidase. Algumas das reações liquenóides estudadas estavam associadas a hiperplasia fibrosa inflamatória na mucosa bucal. Os resultados demonstraram maior número de células de Langerhans (LC) na reação liquenóide quando comparada às do líquen plano (p << 0,05) e não houve diferença estatisticamente significativa (p << 0,05) no número médio de macrófagos, linfócitos T e linfócitos B entre as duas lesões estudadas.

Estes resultados sugerem que as duas lesões são microscopicamente indistinguíveis e a penetração localizada de antígenos na reação liquenóide da mucosa bucal provavelmente desencadeia uma maior infiltração focal de células de Langerhans.

I021

Avaliação da rugosidade de superfície de resinas após acabamento e polimento.

SATO, C. T.*, FRANCCI, C., LOGUERCIO, A. D., BIANCHI, J.

Departamento de Materiais Dentários – NAPEM – Universidade de São Paulo. E-mail: claudio-sato@uol.com.br

O objetivo é avaliar o efeito de dois diferentes sistemas de polimento (Sof-Lex Pop On, 3M Dental; Super Snap, Shofu) na superfície de resinas compostas universais (Filtek Z250, 3M Dental; TPH Spectrum, Dentsply) e de alta viscosidade (Filtek P60, 3M Dental; Surefil, Dentsply), padronizando-se a força, velocidade e tempo. Confeccionou-se 20 amostras para cada marca comercial de resina, medindo 10 x 10 x 2 mm, armazenadas em água destilada a 37°C por 24 horas. As superfícies foram tratadas com lixa 600 e submetidas ao procedimento de polimento, utilizando-se um dispositivo para padronizar a força (2,5 N), com 10.000 rpm para lixas de granulação média e 20.000 rpm para lixas de granulação fina, e tempo de 20 segundos de forma intermitente para cada disco utilizado. As amostras foram analisadas (Mitutoyo Surf-test 201) e os dados submetidos a ANOVA e Tukey’s post hoc test. As resinas com diferentes letras apresentam diferença estatisticamente significante (p << 0,0001), o mesmo para sistemas de polimento e para os valores sublinhados (p << 0,0001).

O Super Snap apresentou melhor desempenho, principalmente quando usadas as resinas da 3M. As resinas de alta viscosidade apresentaram uma superfície mais rugosa.

I022

Alteração dimensional de gesso tomando presa em contato com gesso.

LODOVICI, E.*, BALLESTER, R. Y., LOGUERCIO, A.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. E-mail: edlodovici@sti.com.br

Na prática clínica, é freqüente a realização de procedimentos que coloquem em contato gesso recém-espatulado com um já cristalizado como, por exemplo, para prender modelos no articulador. O objetivo deste estudo foi comparar as alterações dimensionais de presa de gessos tipo II e III que tomaram presa (GTP) em contato com paredes feitas com: acrílico ou gessos tipo II, III, IV ou V. As paredes de gesso foram pré-confeccionadas e secas em estufa por 24 horas. Todos os gessos foram da marca Polidental®. As porcentagens de expansão após 90 minutos (média ± desvio-padrão, na tabela) foram submetidas à análise de variância, que detectou diferenças significantes (p << 0,001) nos dois fatores e na interação. O teste de Tukey (1%) revelou diferenças significantes representadas por letras diferentes na tabela.

GTP

Composição das paredes

 

Acrílico

Gesso tipo II

Gesso tipo III

Gesso tipo IV

Gesso tipo V

Tipo II

0,28 ± 0,07 (a)

0,18 ± 0,05 (b)

0,17 ± 0,06 (b)

0,14 ± 0,02 (b)

0,15 ± 0,02 (b)

Tipo III

0,16 ± 0,03 (b)

  0,04 ± 0,04 (b,c)

   0,04 ± 0,04 (b,c)

   0,09 ± 0,01 (b,c)

   0,12 ± 0,02 (b,c)

Conclui-se que: 1) As paredes de gesso inibiram significantemente a expansão dos espécimes. 2) O gesso tipo III é a melhor opção para entrar em contato com o gesso tipo II ou III. 3) Para entrar em contato com gesso tipo IV ou V, os gessos tipo II e III têm desempenhos similares. (Apoio: FAPESP - 99/05124-0.)

I023

Eficiência clínica de dentifrício comercial contendo própolis na gengivite experimental.

PIRES, J. R.*, ROSSA Jr., C.

Departamento de Diagnóstico e Cirurgia – FOAr – UNESP. Tel.: (0**16) 201-6369.
E-mail: crossajr@foar.unesp.br

O objetivo deste trabalho foi verificar in vivo a efetividade clínica de um dentifrício comercializado contendo própolis e ervas medicinais comparado a um dentifrício fluoretado comum na redução de acúmulo de placa e prevenção de inflamação gengival. Foi realizado um estudo cruzado, duplo cego, numa amostra de 20 voluntários, nos quais foi implementado um modelo de gengivite experimental proximal com supressão do uso de fio dental ou qualquer método de remoção de placa proximal por 2 períodos de 21 dias, com um intervalo de “wash-out” de 15 dias. Foram avaliados, por dois examinadores previamente calibrados, presença de placa visível e sangramento marginal nos seguintes períodos: 0, 7, 14 e 21 dias. Os resultados foram avaliados por meio de análise de variância a dois fatores (“dentifrício” e “período”) e mostraram que o fator “período” influenciou tanto o acúmulo de placa quanto a presença de inflamação marginal (p << 0,001 para ambos). O fator “dentifrício” foi significativo para a presença de placa visível proximal (p = 0,007), com o uso do dentifrício comum associado a menor percentual de superfícies proximais com placa visível (23,9% ± 12,8 versus 29,7% ± 15,8; p = 0,01).

Por outro lado, o fator “dentifrício” não influenciou a prevalência de sangramento marginal (p = 0,34), assim conclui-se que o dentifrício com própolis e ervas medicinais não representou benefício significativo em relação à presença de placa supragengival e sangramento marginal. (Apoio financeiro: FAPESP - 99/12172-1.)

I024

Influência do adesivo e cimento resinoso na resistência de união porcelana/dentina bovina.

PFEIFER, C. S. C.*, SHIH, D. Y. Y., BRAGA, R. R., BALLESTER, R. Y.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. Tel.: (0**11) 4426-1831. E-mail: ca.pfeifer@uol.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do adesivo e do cimento resinoso sobre a resistência de união entre porcelana feldspática e dentina bovina através do teste de cisalhamento por extrusão. Os adesivos testados foram Prime & Bond NT nas versões dual e fotopolimerizável (Dentsply) e Scotchbond Multi-Uso Plus nas versões “self-cure” e fotopolimerizável (3M). Os cimentos testados foram RelyX ARC (3M), Enforce (Dentsply) e C & B (Bisco). Os corpos-de-prova foram confeccionados com peças tronco-cônicas de porcelana (cor A3,5) coladas no interior de perfurações realizadas em discos de 2,5 mm de dentina radicular de incisivos bovinos. Depois de armazenados em água destilada a 37ºC por 48 horas, os corpos-de-prova foram submetidos ao teste de cisalhamento por extrusão. Os resultados foram submetidos à análise de variância e teste de Tukey. As médias e desvios-padrão (em MPa) estão expressos na tabela abaixo.

 

Prime & Bond NT
(“light cure”)

Prime & Bond NT
(“dual cure”)

Scotchbond Multi-Uso (“light cure”)

Scotchbond Multi-Uso
(“self cure”)

C & B

0,9 (0,36)c

4,3 (1,52)a,b

3,2 (1,66)b,c

6,5 (2,11)a

RelyX ARC

   5,3 (1,59)a,b

6,1 (1,54)a,b

 6,0 (2,38)a,b

   4,6 (2,92)a,b

Enforce

6,3 (1,21)a

7,0 (2,66)a  

4,8 (1,18)a,b

6,4 (2,72)a

Considerando-se as limitações deste estudo, podemos afirmar que a escolha do adesivo interferiu de modo significante na resistência da união quando associado ao cimento quimicamente ativado. (PIBIC – CNPq.)

I025

Efeito da exodontia dos primeiros pré-molares sobre a afai.

ALMEIDA, F. M.*, SIQUEIRA, V. C. V.

FO – PUC - Belo Horizonte, MG; FOP – UNICAMP - Piracicaba, SP, Brasil.

A realização de exodontias como parte da terapia ortodôntica ocorre convencionalmente, mas ainda gera muitas controvérsias, principalmente em relação ao controle da dimensão vertical. Propusemos avaliar cefalometricamente as alterações verticais ocorridas em jovens tratadas ortodonticamente com exodontia dos quatro primeiros pré-molares e comparar com um grupo semelhante sem exodontias. A amostra constou de telerradiografias tomadas em norma lateral de 30 jovens do sexo feminino com Classe II, 1a divisão, dolicofaciais, com idade média de 12,3 anos tratadas ortodonticamente com aparelho fixo e uso de extrabucal de tração oblíqua, das quais 15 realizaram exodontias e as outras 15 não. As medidas cefalométricas que apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre os grupos foram: N-Me; N-ENA; Go-AR; 6-PP; 6-ENAperp; 6-Pogperp.

Concluímos que as exodontias dos primeiros pré-molares associadas a extrusão dos primeiros molares e ao crescimento não permitiu uma diferença nas alterações da AFAI entre os grupos, que aumentou de forma semelhante em ambos. Ocorreu uma mesialização dos molares superiores e inferiores no grupo com exodontias que também não causou diferença na AFAI. Verificamos que o aumento da AFAT (N-ME) ocorreu nos dois grupos mas foi significativamente maior no grupo sem exodontias, devido ao maior aumento da AFAS (N-ENA), indicando que o crescimento possui um papel preponderante no controle da dimensão vertical durante o tratamento ortodôntico. Ocorreu crescimento para S-Go e N-Me na mesma proporção.

I026

Influência da limpeza e esterilização sobre corte de pontas diamantadas.

SILVA, A. P.*, MENEZES, M. M., ARAÚJO, R. M.

Departamento de Odontologia Restauradora – FOCSJC – UNESP. Tel.: (0**11) 3975-4274. E-mail: andressapsilva@bol.com.br

O objetivo do trabalho foi verificar, através da técnica da pesagem, o efeito da limpeza em ultra-som e de procedimentos de esterilização na capacidade de desgaste de diferentes instrumentos diamantados rotatórios. Utilizou-se 45 dentes molares humanos hígidos nos quais foram realizados preparos cavitários de classe V de 2 x 2 x 2 mm utilizando-se brocas cilíndricas de três fabricantes (nº 1091 - KG Sorensen, nº 514, 4c-Two Striper e CVD-Inpe) em caneta de alta rotação acoplada a um aparelho de padronização de cavidades. Após a cada preparo, as brocas receberam o seguinte tratamento, de acordo com o grupo: G1- limpeza com água, sabão, escova e colocação em ultra-som com água destilada por 5 min. e secagem (grupo controle), G2- mesmo que G1 e esterilização em estufa à 170ºC por 1 hora, G3- mesmo que G1 e esterilização em autoclave à 121ºC por 30 min. Foi feita a pesagem de todas as brocas (3 por grupo, sendo 1 de cada marca) em uma balança de precisão antes e após a realização dos preparos e tratamento das mesmas, por 10 ciclos, e avaliação em MEV.

Os autores concluíram que os métodos de limpeza e esterilização utilizados não influenciaram a efetividade de desgaste das pontas estudadas e que somente a ponta CVD não sofreu perda superficial de diamante. (Bolsa de iniciação científica: FAPESP.)

I027

Estreptococos do grupo mutans em crianças com cárie ativa ou paralisada.

STIPP, R. N.*, FLÓRIO, F. M., PEREIRA, A. C., GONÇALVES, R. B.

Departamento de Diagnóstico Oral – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5321. E-mail: reginald@fop.unicamp.br

Este estudo teve como objetivo quantificar, isolar e identificar as espécies de estreptococos do grupo mutans presentes na cavidade bucal de crianças de 7 a 8 anos de idade, com lesões iniciais de cárie ativas (Grupo 1) ou paralisadas (Grupo 2), localizadas na superfície oclusal de seus molares permanentes. As crianças foram selecionadas por um examinador calibrado, através de exame clínico e radiográfico interproximal. Amostras de três sítios distintos (saliva, superfície oclusal com lesão e superfície lisa hígida), foram coletadas com “swabs” esterilizados. Após dispersão e diluição seriada das amostras, 5 µl de cada diluição foram inoculados em duplicata em meios MSB e MSA. Após incubação em estufa de CO2 (37ºC) e contagem, foram isoladas de cada sítio, de 15 a 20 colônias com morfologias típicas para posterior identificação por provas bioquímicas e por amplificação pela técnica da reação em cadeia da polimerase (PCR). Os resultados mostraram que os níveis de estreptococos do grupo mutans foram maiores, em todos os nichos de colheita, nos voluntários do Grupo 1, que também apresentaram uma maior relação entre o número de estreptococos do grupo mutans (MSB) e o de estreptococos totais (MSA) quando comparada a do Grupo 2. A técnica de PCR mostrou-se efetiva e rápida para a identificação destes microrganismos.

Os estreptococos do grupo mutans foram freqüentemente isolados de pacientes com história passada de cárie, particularmente naqueles cuja atividade da doença ainda estava presente. (FAPESP - 98/02761-7; 00/08350-0.)

I028

Estudo da resistência à tração de resinas compostas compactáveis.

CASTILHOS, N.*, ANAUATE NETTO, C.

Departamento de Dentística – UNG; UMC; UNIBAN.

Resinas compostas especiais e com alta evolução tecnológica, denominadas compactáveis, tem sido indicadas como substitutas do amálgama de prata. Este trabalho teve o propósito de avaliar as possíveis diferenças na resistência de união à tração em dentina das resinas compostas compactáveis, comparativamente às resinas compostas convencionais, utilizando-se sistemas adesivos simplificados. Foram utilizados sete dentes humanos, molares, divididos em dois grupos: resinas compostas convencionais, como grupo controle e, resinas compostas compactáveis. No grupo controle utilizou-se: Optibond Solo Plus/Prodigy; Solid Bond/Charisma; Single Bond/Z100 e, no experimental: Optibond Solo Plus/Prodigy Condensable; Bond-1/Alert; Solid Bond/Solitaire; Single Bond/P60. Os dentes foram cortados em palitos de 1 mm2 e submetidos ao teste de microtração em uma máquina de ensaio universal. Verificou-se que ao utilizar resinas compostas compactáveis não ocorreu diferença estatisticamente significativa, em comparação ao grupo controle, embora tenha ocorrido esta diferença em relação aos subgrupos adesivo/resina.

Após análise dos resultados, concluiu-se que: ao utilizar resinas compostas compactáveis não ocorreu diferença estatisticamente significativa na resistência de união à tração em dentina, quando comparada à utilização de resinas compostas convencionais.

I029

Bases de prova em R.A.A.Q.: técnica versus tipo e tempo de armazenagem versus treinamento do operador.

TANGO, R. N.*, IMAI, M. A., ZANET, C. G., PAES JÚNIOR, T. J. A., KIMPARA, E. T.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – FOSJC – UNESP. Tel.: (0**12) 321-8166.

A reabilitação de um paciente desdentado total visa devolver a função e a estética estando o sucesso do tratamento relacionado também à obtenção de uma boa estabilidade e retenção das próteses. Para uma retenção satisfatória os cuidados recaem sobre a moldagem e a estabilidade nos registros maxilo-mandibulares. Atualmente tem-se dado preferência à resina acrílica ativada quimicamente (R.A.A.Q.) como material de base-de-prova, porém tem-se observado o desajuste das mesmas na região de palato, principalmente quando há uma demora durante a realização dos procedimentos, fato freqüente nos ambulatórios de um curso de graduação. Por esta razão surgiu a curiosidade de se estudar o desajuste das bases-de-prova experimentais em R.A.A.Q. em função da técnica de confecção, tipo e tempo de armazenagem e grau de treinamento do operador. Três operadores com níveis diferentes de treinamento confeccionaram 6 bases com a técnica da “placa de vidro” e 6 com a técnica adaptada. Metade das bases de cada técnica foi armazenada em água e o restante ao ar livre no modelo, realizando-se a mensuração da desadaptação imediatamente, 24 horas, 1 semana e 1 mês após, em cinco pontos com auxílio de um espessímetro para a realização da leitura da silicona fluida interposta entre as bases-de-prova e os modelos padrões.

Os dados obtidos foram submetidos ao estudo estatístico de análise de variância e ao teste de Tukey, ambos ao nível de 5%, tornando lícito concluir pelos resultados que o fator tempo de armazenagem e local de mensuração mostraram desajuste estatisticamente significante.

I030

Resina composta em técnicas restauradoras distintas: microinfiltração em molares decíduos.

RAMOS, C. J.*, MYAKI, S. I., SHINTOME, L. K., BALDUCCI, I.

Disciplina de Odontopediatria. Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – UNESP. Tel.: (0**12) 321-8166.

O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar a microinfiltração em molares decíduos restaurados com resina composta híbrida compactável, utilizando-se duas técnicas restauradoras. Foram confeccionados 30 preparos cavitários ocluso-proximais em 15 segundos molares decíduos, clinicamente hígidos. Todas as amostras foram condicionadas com ácido fosfórico a 35% por 15 s, receberam aplicação do sistema adesivo Scotchbond Multi-Uso Plus (3M), e foram divididas aleatoriamente em 3 grupos. G1: (n = 10) resina composta Z100 (3M) em dois incrementos horizontais. G2: (n = 10) resina composta híbrida compactável Alert (Jeneric/Pentron) em dois incrementos horizontais. G3: (n = 10) aplicação de um primeiro incremento horizontal de resina composta “flow” Flow-It! Self-Cure (Jeneric/Pentron), e após a polimerização desta, inserção, compactação e fotopolimerização de um incremento horizontal da resina composta Alert. Após o polimento, as amostras foram submetidas a ciclagem térmica (500 ciclos - 5ºC e 55ºC - 30 s em cada banho), impermeabilizadas e imersas em azul de metileno a 0,5% por 4 horas. Os espécimes foram seccionados longitudinalmente para análise do corante na interface dente- restauração na margem cervical dos preparos cavitários. Os resultados obtidos demonstraram altos valores de microinfiltração em todos os grupos. A análise estatística (teste de Kruskal-Wallis, p = 0,598) indicou não haver diferença significante entre eles.

Concluiu-se que a técnica restauradora não interferiu na microinfiltração.

I031

Microinfiltração em selantes oclusais após diferentes métodos de condicionamento do esmalte.

MARTINS, C. M. L.*, MYAKI, S. I., LEMOS, S., HAYASHI, P. M., BALDUCCI, I.

Disciplina de Odontopediatria – FOSJC – UNESP. Tel.: (0**12) 321-8166.

O objetivo deste estudo in vitro foi de avaliar a microinfiltração em selantes oclusais após diferentes métodos de condicionamento do esmalte. Foram selecionados trinta dentes molares ou pré-molares, clinicamente hígidos, que sofreram limpeza coranária com pasta de pedra-pomes e água. Estes foram divididos aleatoriamente em três grupos: G1 (n = 10): condicionamento com ácido fosfórico a 35% (Dentsply) por 30 segundos; G2 (n = 10): condicionamento com NRC (Non-Rinse Conditioner - Dentsply) por 20 segundos e aplicação do adesivo Prime & Bond NT (Dentsply); G3 (n = 10): condicionamento com ácido fosfórico a 36% (Dentsply) por 30 segundos e aplicação do adesivo Prime & Bond NT. Em todas as amostras, após os diferentes métodos de condicionamento, foi aplicado o selante FluroShield (Dentsply), seguindo-se as recomendações do fabricante. Os espécimes foram termociclados (500 ciclos - 5ºC e 55ºC - 30 segundos em cada banho), impermeabilizados e imersos em azul de metileno a 0,5% durante 4 horas. A seguir, foram seccionados no sentido vestíbulo-lingual e avaliados quanto à microinfiltração. Os resultados obtidos demonstraram que as amostras do G1 apresentaram os menores valores medianos de microinfiltração e as do G2, os maiores. A análise estatística (teste de Kruskal-Wallis, p = 0,004) indicou que houve diferença estatisticamente significante entre os grupos.

Concluiu-se que o selante FluroShield apresentou os menores valores de microinfiltração e o condicionamento do esmalte com NRC seguida da aplicação do Prime & Bond NT, os maiores.

I032

Microinfiltração em molares decíduos restaurados com cimento de ionômero de vidro para ART.

TAIRA, C. S.*, NICOLÓ, R. D., MYAKI, S. I., BALDUCCI, I.

Disciplina de Odontopediatria – FOSJC – UNESP - São José dos Campos. Tel.: (0**12) 321-8166.

O objetivo deste estudo in vitro foi de avaliar a microinfiltração em cavidades proximais de molares decíduos restauradas com dois tipos de cimento de ionômero de vidro, desenvolvidos especialmente para o Tratamento Restaurador Atraumático (ART). Foram utilizados 10 molares decíduos, clinicamente hígidos onde foram confeccionados preparos cavitários ocluso-proximais nas faces mesiais e distais. No Grupo 1 (n = 10), as restaurações foram realizadas com Fuji IX (GC Corporation). No Grupo 2 (n = 10), utilizou-se o Ketac-Molar (Espe). Para ambos os materiais, foram seguidas as recomendações dos fabricantes. Todos os espécimes foram termociclados (500 ciclos - 5ºC e 55ºC - 30 segundos em cada banho), impermeabilizados na região radicular e receberam a aplicação de duas camadas de esmalte de unha, deixando-se uma “janela” de aproximadamente 1 mm na margem cervical das restaurações. A seguir, foram imersos durante 4 horas em solução de azul de metileno a 0,5%. Após, foram seccionados no sentido mésio-distal e avaliados quanto à microinfiltração. Os resultados demonstraram que ambos os materiais apresentaram alto grau de microinfiltração. Os dados foram analisados estatisticamente (teste de Mann-Whitney, p = 0,969).

Concluiu-se que não houve diferença significante na infiltração marginal entre os dois materiais avaliados.

I033

Alterações no perfil tegumentar em jovens com Classe II, 1a divisão.

BRANT, J. C. O.*, SIQUEIRA, V. C. V.

FO – PUC - Minas Gerais; FOP – UNICAMP, Piracicaba, Brasil. E-mail: jbrantortodontia@aol.com, siqueira@fop.unicamp.br

O estudo da beleza e harmonia do perfil tegumentar tornou-se objeto de interesse para a Ortodontia, principalmente pelo fato de alguns profissionais sugerirem que extrações dentárias irão comprometer o resultado estético do perfil. Esse trabalho objetivou estudar e comparar as alterações no perfil tegumentar em pacientes com maloclusão Classe II, 1a divisão, que foram tratados com extrações dos quatro primeiros pré-molares, com um grupo de pacientes tratados de forma similar, mas sem nenhuma extração. Analisou-se 60 telerradiografias tomadas em norma lateral obtidas no início e final do tratamento, de 30 pacientes do sexo feminino, leucodermas, dolicofaciais, que receberam tratamento, sendo que 15 pacientes realizaram extrações dos 4 primeiros pré-molares e 15 pacientes tratadas sem extrações. Registrou-se em cada série 8 medidas lineares: Sn-P; Sn-Sts; Ls-SIS; Ls-SnPog’; Sts-Sti; Li-SII, LiSn.Pog’; B’-SnPog’; e 5 medidas angulares: Sn.GoGn; G’.SnPog’; Col.SnLs; SnA’.Ls e LiB’.Pog’. Os resultados demonstraram uma diminuição significativa no tempo de tratamento nos casos tratados sem extrações (p << 0,025), sendo em média 12 meses menores. Ocorreu um comportamento similar para as medidas Sn-P; Sn-Sts; Ls-SIS, um aumento nas medidas ColSn.Ls; LiB’.Pog’ e G’Sn.Pog’, assim como uma diminuição nas medidas de Ls-SnPog’; Sts-Sti e Li-SII em ambos os grupos. Foram observadas diferenças significativas no grupo tratado com extrações, com aumento de B’-SnPog’ e diminuição de Li-SnPog’.

As conclusões indicam que a decisão de realizar extrações ou não em um tratamento ortodôntico baseado em um critério de diagnóstico correto, parece não comprometer o perfil facial.

I034

Estudo comparativo das alterações no ponto B durante o tratamento ortodôntico.

MARQUES, J. S.*, SIQUEIRA, V. C. V.

FO – PUC, Belo Horizonte, MG; FOP – UNICAMP, Piracicaba, SP, Brasil.

Comumente as alterações observadas em diversas regiões crânio-dento-faciais durante e após o tratamento ortodôntico provocaram pesquisas, mas as informações sobre as modificações na região do ponto B ainda são escassas. Os autores desse trabalho científico propuseram estudar e comparar as possíveis alterações no ponto B, decorrentes do tratamento ortodôntico, entre casos tratados com e sem extrações dos quatro primeiros pré-molares. Avaliaram cefalometricamente 30 jovens do sexo feminino, dolicofaciais, com maloclusão do tipo Classe II, 1ª divisão aos 12,3 anos de idade ao início do tratamento, onde 15 submeteram-se às extrações e as outras 15 não. As grandezas B-ND, 1-ND e B-Me foram estudadas e os dados submetidos às análises de Kruskal-Wallis, teste de Friedman e à correlação de Pearson. Os resultados mostraram uma tendência à diminuição de medida B-ND após o tratamento ortodôntico, no grupo com extrações e inalterada no grupo sem extrações. A medida B-Me em ambos os grupos aumentou na avaliação pós-tratamento.

Esses resultados demonstraram que as alterações do ponto B decorrentes de movimentação ortodôntica, para ambos os grupos, foram estatisticamente significantes na direção vertical e houve apenas uma tendência para a lingualização nos casos com extrações.

I035

Concise versus Superbond: comparação em ensaio de cisalhamento.

ROMANO, F. L.*, RUELLAS, A. C. O.

Departamento de Prótese Restauradora – Ortodontia e Ortopedia Facial – Efoa. Tel.: (0**35) 3291-3170.

O objetivo deste estudo foi comparar os compósitos quimicamente ativados Concise e Superbond, quanto à resistência ao cisalhamento da colagem e quanto ao Índice de Remanescente Resinoso (ARI). O compósito Concise, mais conhecido comercialmente, se apresenta sob a forma de duas pastas e têm sido bastante usado e comparado com outros materiais de colagem, participando como controle em diversos estudos. O compósito Superbond foi recentemente introduzido no mercado, sendo de pasta única e ainda pouco testado e estudado. Para avaliação destes compósitos foram utilizados sessenta corpos-de-prova, divididos em dois grupos, com trinta incisivos inferiores bovinos em cada grupo. Na face vestibular dos dentes bovinos foi feita profilaxia com pedra-pomes e água, seguido de condicionamento do esmalte com ácido fosfórico a 37%, lavagem e secagem com jato de ar sem contaminação. Foram colados sessenta bráquetes Morelli S204Z, sendo trinta com Concise e trinta com Superbond, seguindo as instruções do fabricante. Os dois grupos foram submetidos ao ensaio de cisalhamento de maneira uniforme por uma máquina de testes Instron. O valor médio de resistência ao cisalhamento encontrado para o compósito Superbond foi de x = 134,46 kgf/cm², enquanto para o Concise foi de x = 108,28 kgf/cm².

Comparando os dois compósitos quanto à resistência ao cisalhamento da colagem e quanto ao Índice de Remanescente Resinoso (ARI), não foram encontradas diferenças estatísticas entre os grupos estudados.

I036

Resistência à tração após tratamento com jato de óxido de alumínio.

ROCHA, R. A. S. S.*, CORONA, S. A. M., BORSATTO, M. C., PALMA DIBB, R. G.,
CHIMELLO, D. T.

Odontologia Restauradora – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4075, 633-0999. E-mail: renatarocha@netsite.com.br

O presente estudo tem por objetivo avaliar in vitro a resistência à tração de um sistema resinoso à dentina, em função de diferentes tratamentos superficiais. Foram utilizadas 30 superfícies de dentina humana de terceiros molares extraídos, planificadas e divididas em três grupos: grupo I, condicionamento ácido; grupo II, aplicação do jato de óxido de alumínio, com partículas de 27 mm e grupo III, aplicação do jato de óxido de alumínio, com partículas de 50 mm. Nos grupos II e III, após aplicação do jato de óxido de alumínio foi realizado o condicionamento com ácido fosfórico a 37%. Empregou-se o sistema restaurador Single Bond/Filtek Z250 (3M), para a confecção dos corpos-de-prova. Para a realização dos testes de tração foi utilizada a máquina de ensaios universal com célula de carga de 50 kgf a uma velocidade de 0,5 mm/min. Após o teste de resistência adesiva, obteve-se médias em MPa, nos grupos: I - 17,53 (± 1,91); II - 15,88 (± 4,69) e III - 14,83 (± 3,09). Os dados foram submetidos a análise de variâcia e observou-se que não houve diferença estatisticamente significante entre os diferentes tratamentos de superfície. As fraturas ocorridas foram, na sua maior parte, mistas (coesiva do material/adesiva).

Concluiu-se que o tratamento superficial realizado com o condicionamento ácido ou associação do jato de óxido de alumínio com o condicionamento ácido, independente do tamanho de partículas, apresentou resultados similares de resistência à tração a dentina.

I037

Microdureza de materiais usados como selantes de fossas e fissuras.

MONGHINI, E. M.*, ALVES, A. G., BORSATTO, M. C., CORONA, S. A. M., PALMA DIBB, R. G.

Clínica Infantil – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4082, 633-0999. E-mail: monghini@forp.usp.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar in vitro a microdureza do selante de fossas e fissuras (FluroShield, Dentisply), do cimento ionomérico (Ketac-Fil, Espe) e da resina “flowable” (Flow-It, Jeneric/Pentron). Cinco corpos-de-prova de cada material foram confeccionados usando uma matriz de teflon (1,5 mm de altura e 5 mm de diâmetro). Para a análise da microdureza foi usado o microdurômetro HMV-2 (Shimadzu) com peso de 50 g por 30 segundos, sendo que em cada espécime foram realizadas 3 medidas: imediatamente (I), 24 horas (24) e 7 dias (7), após a sua confecção. Os corpos-de-prova permaneceram em água destilada a 37ºC. Os valores médios de microdureza foram: Flow-It: 23,32 (I); 25,7 (24); 30,96 (7); FluroShield: 14,48 (I); 19,7 (24); 22,12 (7); Ketac-Fil: 47,22 (I); 53,26 (24); 58,16 (7). Os dados obtidos foram submetidos a análise de variância e teste de Tukey. Observou-se para o Ketac-Fil os maiores valores de dureza e estatisticamente superior aos outros grupos. O período de 7 dias apresentou os melhores resultados e estatisticamente diferentes.

Conclui-se que o Ketac-Fil apresentou os melhores resultados, tendo o período de 7 dias os maiores valores, demonstrando um contínuo e gradativo aumento da reação de presa.

I038

Efeito do Ticp e Ti-6Al-4V sobre células de medula óssea de ratos.

BELOTI, M. M., FIDELIS, G. T.*, ROSA, A. L.

Departamento de Cirurgia – FORP – USP. E-mail: adalrosa@forp.usp.br

Estudos mostram que a composição química afeta as respostas biológica e biomecânica dos implantes de titânio (Ti). O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da composição química do titânio sobre a proliferação e diferenciação de células de medula óssea de ratos. Discos de titânio comercialmente puro (Ticp) e liga de titânio (Ti-6Al-4V) foram usados. Todos os discos foram polidos e jateados com partículas de 75 µm de Al2O3. As células foram cultivadas (2 x 104 células/poço) sobre discos de Ti a 37ºC e 5% de CO2 em a-MEM suplementado. Para avaliação da proliferação, as células foram cultivadas por 14 dias, enzimaticamente liberadas, contadas e os dados expressos como tempo de duplicação. Ao final de 14 dias, o conteúdo de proteína total foi medido de acordo com o método de Lowry e a atividade de fosfatase alcalina (ALP), utilizando um “kit” comercial. Após 21 dias, a formação de matriz mineralizada foi avaliada, em um analisador de imagens, através da medida da porcentagem da área total corada por “alizarin red S”. Os dados foram comparados por ANOVA. O tempo de duplicação foi menor na presença de discos de Ticp, indicando maior proliferação. A atividade de ALP foi menor na presença de discos de Ti-6Al-4V. O conteúdo de proteína total e a formação de matriz mineralizada não foram afetados.

Esses resultados sugerem que a proliferação e a atividade de ALP foram favorecidas pelo Ticp, enquanto o conteúdo de proteína total e a formação de matriz mineralizada não foram afetados pela composição química do Ti. (Apoio finaceiro: FAPESP.)

I039

Diferenciais de cárie por sexo no estado de São Paulo, 1998.

ANTUNES, J. L. F., JUNQUEIRA, S. R., PEGORETTI, T.*, BISPO, C. M., FRAZÃO, P., NARVAI, P. C.

Faculdade de Odontologia, Faculdade de Saúde Pública – USP.

Recentes estudos indicam que as meninas apresentam índices de cárie mais elevada que os meninos. O objetivo deste trabalho foi dimensionar os diferenciais de sexo dos índices de cárie e incorporação de atendimento odontológico em escolares de 11 e 12 anos do estado de São Paulo, descrevendo a associação desses diferenciais com indicadores sócio-econômicos e de desempenho dos serviços odontológicos. Foram estudados 18.718 escolares, de acordo com informações contidas em levantamento epidemiológico realizado em 1998 pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e Faculdade de Saúde Pública da USP. Foram estudados índices e indicadores sócio-econômicos baseados no censo de 1991. Foram ainda estudados indicadores municipais de efetividade do serviço público odontológico. Observou-se que as meninas (3,43) apresentaram CPOD mais altos que os meninos (3,12) da mesma idade. As meninas também apresentaram maior taxa de incorporação de tratamento restaurador (índice de cuidados de 64,0% para meninas e 61,0% para meninos), sendo menor a necessidade de serviço curativo nas meninas (1,33) do que nos meninos (1,53). A análise comparativa constatou que melhores indicadores de desenvolvimento social estiveram associados a menores diferenças de sexo na incorporação de tratamento dentário curativo.

O maior aporte de dentistas no serviço público também esteve associado a menores diferenciais de incorporação e acesso a tratamentos odontológicos, indicando que o serviço público pode ter contribuído para reduzir as disparidades sociais.

I040

Avaliação da capacidade retentiva de um grampo com dois braços de retenção.

HINO, D. M.*, STEGUN, R. C.

Departamento de Prótese Dentária – FOUSP.

O objetivo do trabalho foi analisar comparativamente as forças necessárias para a remoção de um grampo circunferencial de Ackers e de um grampo alternativo com dois braços de retenção, que propiciam retenção e reciprocidade mútuas. Para tanto, foi feita a seleção de um modelo que melhor se adequou à proposta do trabalho. Este modelo foi duplicado e preparado. No primeiro, que recebeu o grampo de Ackers, a calibragem utilizada nos dentes pilares foi de 0,50 mm de retenção na face vestibular. No segundo, que recebeu o grampo testado, foi utilizada 0,25 de retenção em ambas as faces (V-L) dos dentes pilares. Os corpos-de-prova foram confeccionados em liga Co-Cr e os testes foram realizados no dinamômetro. A média das forças necessárias para a remoção do grampo com dois braços retentivos (6,436 kg) foi maior do que a do grampo de Ackers (5,822 kg), com significância de 5%.

Tendo em vista os resultados obtidos pudemos concluir que o grampo testado apresentou- se mais retentivo do que o grampo de Ackers. (Apoio financeiro: FUNDECTO.)

I041

Análise da obtenção do CRT através do localizador apical Triauto-ZX com/sem rotação.

CUSTÓDIO, A. F.*, DAVIDOWICZ, H., STREFEZZA, F., CARVALHO, C. F.

Departamento de Endodontia – Universidade Paulista. Tel./fax: (0**11) 3044-6392.

A determinação do comprimento real de trabalho constitui-se em um passo de suma importância no tratamento endodôntico pois é através dele que o endodontista irá determinar a sua área de trabalho no interior do conduto radicular. Posto isto, foi objetivo do presente estudo, comparar a obtenção do CRT através do localizador apical eletrônico Triauto-ZX (J. Morita Corporation, Japan) o qual pode ser utilizado somente com a função de localização apical ou através da função de localização apical associada à instrumentação mecânica do canal radicular. Para isto foram utilizados 32 elementos dentais unirradiculares, nos quais conduziu-se as cirurgias de acesso e irrigação do conduto radicular com hipoclorito de sódio a 1% (5 ml por conduto). A amostra foi dividida em três grupos: G1 com determinação do CRT através do localizador apical eletrônico operando sem a função de instrumentação mecânica, G2 com determinação do CRT através do localizador apical associado à função de instrumentação mecânica e G3 (grupo controle) com CRT observado pela distância da referência incisal até o forame apical com uma lima. O estudo estatístico dos dois métodos frente a análise de variância de Friedman e o teste de Wilcoxon com nível de significância de 1%, não indicou diferenças estatisticamente significantes entre os dois métodos e o grupo controle.

O Triauto-ZX utilizado com a função rotação oferece maior segurança ao profissional devido a reversão do instrumento quando atingido o CRT. A utilização da função movimento não altera a obtenção do CRT.

I042

Efeito do Er:YAG sobre a resistência de união adesivo/dentina (humana e bovina).

FARIA, F. P.*, BORTOLATTO, F., BRAGA, R. R., TANJI, E. Y., BALLESTER, R. Y.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7840. E-mail: flapecora@hotmail.com

O objetivo foi avaliar a resistência de união de um adesivo em dentina humana e bovina submetida à aplicação do laser Er:YAG, associando ou não o condicionamento ácido. Fragmentos de dentina embutidos em cilindros de PVC receberam aplicação do laser (KaVo) nos padrões: 60 mJ/4 Hz, distância focal de 20 mm, diâmetro focal de 0,7 mm, 80 impulsos. Metade dos corpos-de-prova irradiados teve a superfície condicionada com ácido fosfórico 37,5%. Como comparação, foram utilizadas superfícies asperizadas com lixa nº 100. O adesivo utilizado foi o Optibond Solo Plus (Kerr). Foi construído um tronco de cone em resina composta (Z250, 3M) em uma área de colagem com 3 mm de diâmetro. Após 48 horas em água destilada a 37ºC, foi realizado o ensaio de tração. Os resultados (em MPa) foram submetidos à análise de variância. Não houve diferença entre os resultados obtidos com o uso do substrato humano e bovino (p = 0,560), respectivamente 11,9 ± 6,19 MPa e 11,3 ± 5,47 MPa. A média obtida no grupo tratado com o Er:YAG (10,7 ± 5,58 MPa) foi estatisticamente semelhante à do grupo cuja superfície foi asperizada com lixa (12,35 ± 5,98 MPa, p = 0,188). O uso do ácido fosfórico levou a valores estatisticamente maiores de resistência adesiva (14,0 ± 6,84 MPa e 9,1 ± 3,06 MPa, p << 0,001).

Os resultados evidenciam que a dentina bovina pode ser usada em testes de resistência de união envolvendo a irradiação da superfície com Er:YAG. O condicionamento superficial com o laser nestes parâmetros não contribuiu para o aumento da resistência de união. (FAPESP - 99/11396-3.)

I043

Influência da técnica de desinfecção na resistência à compressão de modelos de gesso.

DELFINO, C. S.*, ANDRADE, L. E. H., ARIOLI FILHO, J. N.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – FOAr – UNESP. E-mail: arioli@foar.unesp.br

O controle de infecções é de vital importância na prática odontológica. Na área de prótese as possibilidades de ocorrer uma contaminação cruzada são maiores pela necessidade de outros ambientes complementares como laboratório. Assim é necessário adotarmos um protocolo de prevenção a contaminação, sem influenciar nas propriedades físicas e funcionais dos materiais envolvidos. O objetivo deste trabalho foi analisar a influência de métodos alternativos de desinfecção, na resistência à compressão de modelos de gesso pedra tipo IV. Os grupos experimentais foram (20 amostras por grupo): G1: controle; G2: substituição de 10% da água por hipoclorito de sódio 5,25%; G3: substituição de 10% da água por glutaraldeído alcalino 2%; G4: desinfetadas em ciclo por microondas (720 W a 10 minutos). Foi avaliada a resistência à compressão na máquina de ensaios mecânicos MTS 810. As análises de variância e Tukey (p << 0,001) mostraram que: o G2 diminuiu a resistência à compressão (36,3 MPa); o G4 aumentou significativamente a resistência a compressão (86,7 MPa); os grupos G1 (48,1 MPa) e G3 (50,9 MPa), não apresentaram diferenças estatisticamente significantes.

Assim, a desinfecção por microondas e substituição de 10% de água por glutaraldeído, podem ser utilizadas como alternativas de desinfecção, sem comprometer a resistência à compressão dos modelos de gesso.

I044

Atividade antimicrobiana dos cones de guta-percha.

TOMAZ, C. K. A.*, LIRA, C. C., SANTOS FILHO, L., PADILHA, W. W. N.

Pós-Graduação em Odontologia – UFPB.

Este estudo objetivou a verificação in vitro da atividade antimicrobiana, do estado de esterilidade dos cones na embalagem original do fabricante e da possibilidade de inibição do crescimento bacteriano, de três marcas de cones de guta-percha endodônticos encontrados no mercado brasileiro. A metodologia empregada foi a abordagem indutiva com procedimento estatístico e comparativo. Foram realizados quatro testes. No teste 1 (T1) verificou-se a condição de esterilidade dos cones em sua embalagem original; no teste 2 (T2) verificou-se a contaminação dos cones expostos ao meio ambiente de clínica odontológica; no teste 3 (T3) verificou-se a capacidade de esterilização dos cones após seu manuseio, em função do tempo e no teste 4 (T4) verificou-se a capacidade de inibição do crescimento bacteriano por meio da formação de halo de inibição. Nos testes 2, 3 e 4 foram empregados bastões de vidro estéreis como controle. Os resultados obtidos foram: T1 - todas as marcas estavam estéreis na embalagem original; T2 - todas as marcas contaminaram à exposição; T3 - as três marcas apresentaram sinais de auto-esterilização parcial com 8 h de tempo de contato e total com 24 h de tempo de contato; T4 - inibição de crescimento para Staphylococcus aureus pelas três marcas.

Conclui-se que as três marcas apresentaram desempenho semelhante em termos de atividade antimicrobiana.

I045

Estudo comparativo entre medidas esqueléticas e tegumentares no diagnóstico ortodôntico.

GROSSI, V. C. C*., SIQUEIRA, V. C. V., MAZZIEIRO, E. T., NEGREIROS, P. E.

FO – PUC; FOP – UNICAMP.

O diagnóstico ortodôntico baseou-se principalmente em dados obtidos por meio de análises cefalométricas de tecidos duros, subestimando muitas vezes as informações fornecidas pelos tecidos tegumentares, podendo conduzir a resultados faciais inadequados. Esse trabalho objetivou estudar medidas esqueléticas angulares e lineares utilizadas para o diagnóstico da posição sagital das bases ósseas comparando-as com as medidas lineares de tecido tegumentar, verificando a concordância entre elas. Analisaram-se 30 telerradiografias tomadas em norma lateral na posição natural de cabeça (PNC), de pacientes do sexo feminino, com a idade média de 21,3 anos. Avaliaram-se as medidas cefalométricas: SNA; SNB; profundidade maxilar; profundidade facial; Nperp-A; Nperp-Pog; comparando-as com: SnVert-Ls; SnVert-Li; SnVert-Pog’. Após a obtenção dos dados, os autores utilizaram o coeficiente estatístico Kappa. Os resultados demonstraram fraca concordância do diagnóstico entre as medidas esqueléticas e tegumentares, bem como entre as diferentes medidas esqueléticas comparadas entre si.

Concluiu-se que não existe concordância entre o diagnóstico sugerido pelas diferentes análises cefalométricas, sejam baseadas em tecido esquelético, ou em tecido tegumentar, o que dificulta um planejamento de tratamento preciso e incontestável tão almejado pelos ortodontistas. O profissional deverá adquirir maturidade clínica e científica para, diante do diversificado quadro cefalométrico apresentado, eleger a análise mais adequada para nortear suas decisões terapêuticas.

I046

Inibição bacteriana in vitro por materiais restauradores que liberam flúor.

SANTORO, C.*, MELLO, J. B. D., JORGE, A. O. C., FARIA, I. S.

Departamento de Odontologia – Universidade de Taubaté. Tel.: (0**12) 225-4100.

O objetivo deste estudo foi avaliar a inibição bacteriana por materiais que liberam flúor: Vidrion R, Vitremer™, Ariston pHc e Z100 (grupo controle). Para tal finalidade, utilizou-se o teste de difusão em ágar, determinando o aparecimento do halo de inibição do crescimento bacteriano sobre Streptococcus mutans (ATCC 1910). Os materiais foram avaliados logo após a manipulação. O meio de cultura utilizado foi BHI (Brain Heart Infusion). O preparo e a manipulação dos materiais foram realizados assepticamente, seguindo-se as recomendações dos fabricantes. Os corpos-de-prova foram divididos em dois grupos: G1 e G2 (8 espécimens para cada grupo). Decorridos duas horas de pré-incubação à temperatura ambiente e umidade relativa, o grupo 1 foi incubado a 37ºC por 48 h em aerobiose. O grupo 2 permaneceu nas placas de Petri sem meio de cultura, com água deionizada, em estufa 37ºC por 48 h para posteriormente ser incubado da mesma forma que o grupo 1. Passado as 48 h de incubação cada grupo foi avaliado para determinação do halo de inibição do crescimento bacteriano.

Nenhum dos materiais testados inibiu o crescimento bacteriano in vitro.

I047

A influência das células mioepiteliais no desenvolvimento tumoral.

ANTUNES, F. P. G. C.*, PINTO Jr., D. S.

Departamento de Estomatologia – Faculdade de Odontologia – USP. Tel./fax: (0**11) 3091-7902. E-mail: fpgcantunes@hotmail.com

As células mioepiteliais são aquelas encontradas junto às estruturas secretoras terminais e aos ductos intercalares glandulares. Essas células secretam abundante matriz extracelular, que, estima-se ter influência sobre o desenvolvimento tumoral. Sendo assim, foram utilizadas linhagens celulares de adenoma pleomórfico (AP4) e de carcinomas epidermóides de boca, com a intenção de comprovar a existência de uma suposta ação supressora das proteínas secretadas pelas células mioepiteliais. A proliferação das células de cada linhagem de carcinoma foi comparada em diferentes meios de cultura. Assim, as placas de Petri confluentes foram riscadas com uma medida padronizada diametralmente, removendo as células dessa região. A partir dessa medida, foi possível avaliar, comparando-se a taxa proliferativa de uma mesma linhagem de carcinoma em meio DME e em meio condicionado (oriundo do cultivo das células mioepiteliais da AP4).

Cada linhagem de carcinoma demonstrou sua taxa proliferativa muito semelhante em ambos os meios de cultura, sugerindo que o meio condicionado pelas células AP4 não exerceu efeitos antiproliferativos sobre as células dos carcinomas. (CNPq – PIBIC.)

I048

Avaliação fotodensitométrica de dois tipos de filmes radiográficos periapicais.

ABREU-PETTO, M. N.*, FENYO-PEREIRA, M., GIUSTINO, A. A. M.

Disciplina de Radiologia, Departamento de Estomatologia – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7831. E-mail: abreucia@ig.com.br

Desde o descobrimento dos efeitos biológicos nocivos advindos da radiação X, tem sido grande a preocupação da indústria em se obter filmes de maior velocidade, que com menor exposição aos raios X resulte em uma imagem de boa qualidade. Recentemente surgiu no mercado um novo filme, o Insight. Para a comparação, que foi feita por meio de medidas fotodensitométricas em duas etapas, utilizamos o Insight e o Ektaspeed Plus, ambos de fabricação da Kodak. Na primeira etapa, 13 filmes de cada tipo foram expostos a diferentes tempos de exposição e um utilizado como controle, após se procedeu a leitura fotodensitométrica de cada filme. Na segunda etapa, foram radiografados 7 dentes seccionados a uma espessura de 2 mm, com ambos os tipos de filme. Nessas imagens a leitura fotodensitométrica teve como objetivo as radiopacidades de esmalte e dentina. Os testes estatísticos aplicados foram teste t de Student, análise de variância e índice (i).

Os resultados mostraram que o filme Insight necessita de menos tempo de exposição para atingir a mesma densidade do filme Ektaspeed Plus. O filme Insight atingiu valores fotodensitométricos maiores, sendo 20,0% mais sensível para esmalte e 19,7% mais sensível para dentina em relação ao filme Ektaspeed Plus.

I049

Avaliação da influência do laser Er:YAG na resistência à tração de resina composta.

BARROS, R. X.*, TATEIGI, R., YATSUDA, R. A., EDUARDO, C. P., MATSON, E.

Departamento de Dentística – Faculdade de Odontologia – USP - SP. Tel.: (0**11) 3091-7841.

O trabalho teve como objetivo avaliar a influência da irradiação laser de Er:YAG (comprimento de onda 2.940 nm) sobre superfícies dentinárias, por meio de medição da resistência à tração de resina composta. Trinta terceiros molares humanos extraídos íntegros, pertencentes ao banco de dentes do Departamento, tiveram suas superfícies dentinárias das faces vestibulares expostas e foram divididos aleatoriamente em quatro grupos. Grupo 1 - superfícies dentinárias irradiadas com laser Er:YAG a 60 mJ de energia e 2 Hz de freqüência, por 20 segundos, estando a superfície dentinária umedecida, no modo não-contato e desfocalizado. Grupo 2 - superfícies dentinárias irradiadas sob mesmo padrão do Grupo 1 a 80 mJ. Grupo 3 - superfícies dentinárias irradiadas sob mesmo padrão do Grupo 1 a 100 mJ. Grupo 4 - controle com condicionamento ácido porém sem irradiação. Aplicou-se em ambos os grupos o agente de união Prime & Bond 2.1 NT (Dentsply) e a resina composta fotopolimerizável (TPH - Dentsply), seguindo as instruções do fabricante, de modo a preparar as amostras para testes de tração. O teste estatístico de Mann-Whitney demonstrou haver diferença significante entre os grupos. Os grupos 1 e 2 apresentaram médias maiores para resistência à tração quando comparados aos grupos 3 e 4.

Os parâmetros de irradiação do laser de Er:YAG empregados neste estudo puderam determinar uma diferença na resistência à tração da resina composta à superfície dentinária.

I050

Contração linear de polimerização e direção da luz ativadora.

FRANCO, L. L.*, LOGUERCIO, A. D., SCHROEDER, M., BALLESTER, R. Y.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7842. E-mail: aloguercio@hotmail.com

Admite-se atualmente que, para determinar a direção da contração de polimerização, influem a direção da luz ativadora (LA) incidente e a espessura de resina composta, assim como a sua união. Avaliou-se a influência da direção da LA e do número de paredes aderidas na porcentagem de contração linear de polimerização (%CLP) de uma resina composta (Herculite XRV, cor A3 - Kerr). Mediu-se a %CLP em espécimes cúbicos de 2 mm de lado, fazendo incidir a LA na mesma direção em que foi medida a %CLP ou perpendicularmente a ela (2 ou 3 paredes aderidas, onde a terceira parede foi colocada orientada na direção de medição da %CLP), com 600 mW/cm2, durante 40 s (n = 5) usando um extensômetro (Instron). A %CLP aos 5 min. foi submetida a análise de variância e teste de Tukey (a = 0,05), que não demonstrou diferença significante para nenhum dos fatores principais nem para a interação. Os resultados são apresentados na tabela (média ± desvio-padrão).

% CLP

Axial

Perpendicular

2 paredes aderidas

1,14 ± 0,11 (a)

1,25 ± 0,05 (a)

3 paredes aderidas

1,20 ± 0,11 (a)

1,30 ± 0,18 (a)

Letras iguais indicam similaridade estatística.

Concluiu-se que: a direção da luz ativadora e o número de paredes aderidas não influenciou a porcentagem de contração linear de polimerização, na direção em que ela foi medida. (Apoio: FAPESP - processos 00/005500-0 e 99/05124-0 e CAPES.)

I051

Resistência à tração de diferentes sistemas adesivos em dentes decíduos.

TORRES, C. P.*, BORSATTO, M. C., PALMA DIBB, R. G., CORONA, S. A. M.

Departamento de Odontologia Restauradora – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4075. E-mail: carolptorres@hotmail.com

O objetivo deste trabalho foi avaliar in vitro a resistência à tração de três sistemas adesivos em dentes decíduos. Foram utilizadas 30 superfícies de esmalte e de dentina de caninos decíduos, planificadas e divididas aleatoriamente em grupos, de acordo com as superfícies e com os sistemas adesivos utilizados: grupos I, II e III em esmalte, e grupos IV, V e VI em dentina, sendo que nos grupos I e IV foi utilizado o Excite, nos grupos II e V o Single Bond e nos grupos III e VI o Prompt L-Pop. Nos grupos I, II, IV e V as superfícies foram condicionadas com ácido fosfórico à 37%. A resina composta utilizada foi a Z100. Para realização dos testes de tração foi utilizado a máquina de ensaios universal, com célula de carga 50 kgf, a uma velocidade de 0,5 mm/min. Os tipos de fraturas ocorridos foram analisados por meio de uma lupa estereoscópica com aumento de 40 X. Os valores médios obtidos em esmalte foram 14,61 (± 4,65); 13,35 (± 1,83); 14,99 (± 2,89) e em dentina 12,72 (± 4,89); 10,86 (± 4,09) e 8,66 (± 2,23) para os adesivos Excite, Single Bond e Prompt L-Pop respectivamente.

Concluiu-se que os valores de resistência à tração em esmalte foram maiores do que em dentina para os diferentes sistemas adesivos. Não houve diferença entre os três sistemas adesivos em esmalte. Na dentina, o Prompt L-Pop, apresentou os menores valores de resistência à tração. O sistema adesivo Excite foi o que proporcionou os maiores valores de resistência à tração, tanto em dentina quanto em esmalte em caninos decíduos.

I052

Distribuição de fibronectina e de seus receptores durante o desenvolvimento da glândula submandibular do rato.

MENEGUZZO, D. T.*, FOSSATI, C. M., SANTOS, M. F.

Departamento de Histologia e Embriologia – ICB – USP; Departamento de Ciências Morfológicas – UFRGS.

O objetivo deste estudo foi avaliar, durante o desenvolvimento da glândula submandibular de ratos (GSM), a distribuição de fibronectina (FN) e das subunidades alfaV e alfa3 de integrinas. Foram utilizados ratos Wistar aos 14, 15, 16 e 17 dias de vida intra-uterina (F14, F15, F16 e F17), recém-nascidos (RN) e adultos machos (AD). As amostras foram fixadas em Methacarn durante 3 h, processadas e incluídas em Paraplast ou fixadas em paraformaldeído 4% durante 16 h a 4ºC, incluídas em O.C.T e congeladas. Cortes de 7 µm foram submetidos à reação imuno-histoquímica utilizando-se as técnicas de imunofluorescência e avidina-biotina-peroxidase. Em F14 a FN estava distribuída pelo ectomesênquima, sendo exclusivamente extracelular, e também concentrada junto à membrana basal. Em F15, F16, F17 e RN a expressão mostrou-se intensa, sem alteração do padrão de distribuição. No adulto a FN persistiu no estroma escasso, concentrando-se principalmente em septos interlobulares. A subunidade alfaV de integrinas foi observada apenas na GSM do animal RN, no pólo apical de ductos intra- e extralobulares. Já a subunidade alfa3 foi expressa em F17 e RN, provavelmente mediando contatos intercelulares.

Os resultados sugerem que embora a FN seja importante para o desenvolvimento da GSM, sua função não parece ser mediada por integrinas contendo as subunidades alfaV ou alfa3. A persistência de FN na GSM diferenciada sugere um papel na manutenção da morfologia glandular. (Apoio financeiro: FAPESP, CNPq.)

I053

Efeitos de diferentes solventes de um sistema adesivo dentinário na resistência a microtração e micromorfologia.

FRANCCI, C., NISHIMURA, R. L.*, HONDA, E. M., SILVA, A. R., BALLESTER, R. Y.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. E-mail: francci@uol.com.br

O objetivo deste estudo foi comparar o desempenho do Bond-1(Jeneric/Pentron) a base de acetona com sua nova versão a base de etanol, usando testes de resistência à microtração e microscopia eletrônica de varredura (MEV). Seis terceiros molares humanos tiveram a dentina do terço médio exposta e polida com lixa de granulação 600, sendo divididos em dois grupos: 1) Bond-1 (acetona) e 2) Bond-1 C & B (etanol). Os adesivos foram aplicados e um corpo de compósito Herculite XRV (Kerr Co.) construído com 6 mm de altura. Após armazenagem em água destilada a 37oC por 24 h, os espécimes foram seccionados de forma a se obter uma amostragem de palitos (0,9 mm2). Os palitos foram submetidos ao teste de microtração numa máquina de ensaios Kratos a 0,5 mm/min. Uma secção mésio-distal de cada espécime e os palitos fraturados foram fixados, desidratados, incluídos em resina epóxica, polidos, desmineralizados, desproteinizados, recobertos e observados sob MEV (19 mm DT, 500-5.000X). As médias de resistência à microtração em Mpa ± DP foram: Grupo 1 - 42,83 ± 9,38; Grupo 2 - 36,56 ± 11,58. O teste t revelou que o Bond-1 a base de acetona resultou em maior resistência à microtração que a versão com etanol (p << 0,05). A MEV revelou uma fina camada híbrida de 4 mm para ambos adesivos, com tendência a menor espessura para a versão com álcool, além da formação de “tags”. Todas as fraturas ocorreram na camada híbrida.

Os resultados deste estudo mostraram que ambas as versões de Bond-1 foram efetivas em dentina, no entanto, no Bond-1 a base de acetona resultou numa maior força adesiva.

I054

Avaliação in vitro da clorexidina gel 2% como barreira físico-química na prevenção da reinfecção do sistema de canais radiculares.

GAMBARELI, F. R.*, FERRAZ, C. C. R., GOMES, B. P. F. A., SATO, E., TEIXEIRA, F. B.

Endodontia – FOP – UNICAMP.

O gluconato de clorexidina gel (CG) tem sido amplamente utilizado em Odontologia, já tendo sido estudado como medicação intracanal. O objetivo do presente estudo foi avaliar, in vitro, o CG a 2% como barreira físico-química na prevenção da reinfecção do sistema de canais radiculares por microrganismos da saliva. Foram utilizados 40 pré-molares inferiores. Após o preparo químico mecânico, dez dentes, que formaram o grupo 1, foram preenchido com CG 2% e tiveram as coroas seladas com Coltosol. Dez dentes do grupo 2 foram totalmente preenchidos com pasta Ca(OH)2 + propilenoglicol (Calen) e coroas seladas com Coltosol. Os dentes do grupo controle positivo (n = 10) foram apenas selados com Coltosol. Dez dentes íntegros compuseram o grupo controle negativo. As coroas dentais foram expostas a saliva humana enquanto os ápices radiculares permaneceram em contato com meio de cultura bacteriano (BHI). A turbidez do BHI foi observada diariamente, o que denotava a completa reinfecção do sistema de canais radiculares. A reinfecção dos dentes preenchidos com Ca(OH)2 ocorreu em 9 dias, enquanto que no grupo com CG o tempo foi de 7,9 dias. O teste de Kruskal-Wallis mostrou não haver diferença estatisticamente significante entre estes dois grupos (p >> 0,05). O tempo médio de reinfecção dos dentes do grupo controle positivo (1,4 dias) foi estatisticamente menor que os dois grupos testes (p << 0,05).

Tanto o CG 2% quanto a pasta de Ca(OH)2 foram igualmente eficientes na prevenção da reinfecção do sistema de canais radiculares. (Apoio: FAPESP - nº 00/08872-7.)

I055

Avaliação da forma de utilização do dentifrício fluoretado por crianças portadoras de fluorose dentária.

NEVES, S.*, FERREIRA, E. F., PAIVA, S. M.

Departamento de Odontologia Social e Preventiva, Departamento de Odontopediatria e Ortodontia – FO – UFMG.

Educar pais e crianças para a forma correta de utilização do dentifrício fluoretado tem sido um grande desafio para a odontopediatria atual. O objetivo deste estudo foi verificar os aspectos relacionados com o uso do dentifrício por crianças. Para isso, foi selecionado um grupo de crianças de Belo Horizonte, na faixa etária de 15 anos, que apresentava fluorose dentária. Uma entrevista foi realizada com as mães das 14 crianças que participaram do estudo buscando levantar a história pregressa de contato destas crianças com o dentifrício fluoretado. Como resultado observou-se que 85,7% (12) das crianças iniciaram a limpeza dos dentes antes dos dois anos de idade. Observou-se também que 92,9% (13) das crianças já iniciavam a escovação utilizando escova e dentifrício fluoretado. Foi notado que 85,7% (12) dos pais eram responsáveis pela escovação das crianças e 92,9% (13) preparavam a escova para seus filhos. Notou-se que 64,3% (9) dos pais foram responsáveis pela escovação e/ou preparação da escova das crianças até três anos de idade. Segundo as mães, 78,6% (11) das crianças tinham o hábito de comer e/ou engolir dentifrício durante a escovação ou mesmo escondido dos pais.

Os resultados sugerem que o hábito de comer e/ou engolir dentifrício pode ser um importante fator de risco para o desenvolvimento da fluorose dentária. (Apoio: PAD/PROGRAD/FO – UFMG.)

I056

Ocorrência de fluorose dentária em Belo Horizonte: avaliação de cinco anos.

PINHEIRO, N. R.*, MARTINS, C. C., PAIVA, S. M.

Departamento de Odontopediatria e Ortodontia – FO – UFMG. E-mail: nirci@yahoo.com.br

O presente estudo tem por objetivo comparar a prevalência atual de fluorose dentária com os achados de SILVA; PAIVA obtidos em 1993. Considerando que lesões de fluorose dentária observáveis em dentes anteriores permanentes foram desenvolvidas por volta dos dois anos de idade, estas alterações diagnosticadas em 1993 desenvolveram-se numa fase anterior à ampla distribuição dos dentifrícios fluoretados no Brasil. Foram examinadas 429 escolares, com idade entre seis a 12 anos, de Belo Horizonte - MG (0,8 ppm F na água). Para a classificação da fluorose utilizou-se o índice de Dean e o Índice Comunitário de Fluorose (CFI). A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG. A prevalência de fluorose foi de 31,2%, sendo grau predominante o muito leve (14,0%), seguido do questionável (11,0%), leve (4,0%) e moderado (2,2%), e CFI de 0,32. Ao se comparar os resultados de 2000 com os achados de 1993, observou-se um aumento da prevalência de fluorose e do CFI, com uma maior concentração de casos de fluorose muito leve.

Sendo assim, conclui-se que a prevalência de fluorose elevou-se no decorrer dos anos, o que pode ter sido decorrente da ampla disseminação dos dentifrícios fluoretados a partir do início da década de 90. (Apoio: PIBIC/CNPq.)

I057

Dentifrícios fluoretados como fator de risco para a ocorrência de fluorose dentária.

MARTINS, C. C.*, PINHEIRO, N. R., PAIVA, S. M.

Departamento de Odontopediatria e Ortodontia – FO – UFMG. E-mail: carolcm@ig.com.br

O dentifrício fluoretado tem sido indicado como um dos responsáveis pelo aumento da prevalência de fluorose dentária ocorrido nas últimas décadas. Objetivando avaliar a forma de utilização dos dentifrícios fluoretados por crianças, foram respondidos 134 questionários por pais de escolares de 6 a 12 anos portadoras de fluorose dentária, residentes em Belo Horizonte - MG. As questões se referiam às crianças quando estas tinham a idade de 0 a 3 anos, fase de risco de desenvolvimento de fluorose nos dentes anteriores permanentes. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG. Observou-se que 75,6% das crianças iniciaram a escovação antes dos 3 anos, sendo que 68,7% dos pais escovavam os dentes dos filhos. A maioria das crianças (86,3%) usavam dentifrício durante a escovação e 78,7% dos pais colocavam o dentifrício na escova. A quantidade de dentifrício usada na escovação era metade da extensão das cerdas da escova em 58,0% dos casos. A maioria dos pais (63,4%) relatou que seus filhos engoliam dentifrício durante a escovação, e 31,3% o faziam também fora deste horário.

De uma forma geral, grande parte das crianças estavam se submetendo a uma forma inadequada de utilização do dentifrício fluoretado, o que acarreta risco para o desenvolvimento de fluorose dentária. Assim, é premente a necessidade de orientação aos pais sobre os cuidados durante a escovação das crianças. (Apoio: PIBIC/CNPq.)

I058

Abordagem sobre saúde bucal pelo material bibliográfico da área médica.

ARAÚJO, M. V. F.*, PAIVA, S. M.

Departamento de Odontopediatria e Ortodontia – FO – UFMG. E-mail: mvfaraujo@bol.com.br

É importante que médicos pediatras e odontopediatras se unam para lado a lado fornecerem a seus pacientes informações e condições necessárias a um trabalho multiprofissional bem-sucedido. Desta forma, o objetivo desse projeto foi avaliar a literatura médica com relação aos conteúdos concernentes à saúde bucal, vinculando-a com a necessidade de uma interação médico pediatra-odontopediatra. Foram pesquisados todos os livros de Pediatria da Biblioteca da Faculdade de Medicina da UFMG, visando analisar: o período e o local das publicações, o espaço dedicado ao tema, a formação acadêmica dos autores e os conteúdos odontológicos abordados pelo material bibliográfico. Dos materiais que continham citações sobre Odontologia a maioria foi publicada na década de 1980 (23,3% de 80 a 84 e 30,0% de 85 a 89). Do material pesquisado 83,4% continha, no máximo, 1% de seu conteúdo dedicado à Odontologia. Quanto à formação dos autores dos capítulos dedicados à saúde bucal, 91,0 % são médicos e 9,0 % dentistas. A erupção dentária e o desenvolvimento ósseo foram os conteúdos com maior índice de abordagem.

Assim, pode-se concluir que a literatura médica pediátrica dedica pequeno espaço aos conteúdos ligados à saúde bucal, evidenciando a necessidade de uma maior interação entre médicos pediatras e odontopediatras com a finalidade comum de promover a saúde.

I059

Avaliação do padrão de deslocamento da maxila pelo procedimento de expansão rápida.

MARUYAMA, N. E.*, PAIVA, J. B., BATISTA, L. R., RINO NETO, J., MURAMATSU, M.

Departamento de Ortodontia e Odontopediatria – FOUSP.

O propósito neste estudo foi analisar o padrão de microdeslocamento apresentado pelo osso da maxila e as áreas de distribuição das forças sobre as estruturas craniofaciais, após as ativações do expansor rápido da maxila. Os experimentos foram realizados em crânio humano seco utilizando laser de He-Ne de 30 mW de potência. O arranjo experimental foi montado para obter-se, simultaneamente, um holograma frontal e outro lateral, a fim de se observar o padrão de franjas sobre a superfície das estruturas craniofaciais por diferentes ângulos. Em alguns hologramas o padrão de franjas foi assimétrico entre as hemimaxilas direita e esquerda. A análise das franjas das imagens holográficas possibilitou verificar a tendência de deslocamento inclinado e paralelo da maxila durante o procedimento de expansão rápida. As ativações do parafuso expansor geraram forças de deslocamento em várias estruturas craniofaciais, dentre elas o arco dentário, maxila, ossos nasais, temporal, assoalho das órbitas, zigomáticos e processos pterigóides do osso esfenóide. O padrão de franjas indicou movimento de abertura da sutura intermaxilar por inclinação e translação das hemimaxilas. Houve mudança de direção e densidade das franjas após transporem as suturas adjacentes à maxila. A assimetria do padrão de franjas entre as hemimaxilas poderia ser explicada por uma possível diferença na densidade óssea nestas estruturas.

I060

Comparação entre elementos químicos do esmalte dentário humano e bovino.

MARKARIAN, R. A.*, OLIVEIRA, T. R. C. F., MORI, M., ADDED, N., VILELA, M. M.,
RIZZUTTO, M. A.

Departamento de Prótese – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7888. E-mail: rmarkari@fo.usp.br

A discussão em torno da ética e da legalidade na utilização de dentes humanos para fins de pesquisa, tem levado os cientistas a buscarem possíveis alternativas para o estudo de materiais odontológicos, utilizando sobretudo dentes bovinos para esse fim. No entanto, apesar de morfológica e histologicamente similares, não foi ainda comprovada a equivalência entre seus elementos químicos constituintes. O objetivo deste trabalho foi analisar a concentração, e comparar os elementos químicos encontrados no esmalte de dentes humanos e bovinos. A metodologia deste trabalho baseou-se em técnicas experimentais da física nuclear (PIXE e PIGE de feixe externo), pelas quais foi possível traçar um perfil químico da amostra, identificando seus elementos constituintes e suas concentrações relativas em até 0,0001% em relação ao cálcio. Neste estudo, foi analisado o esmalte das faces vestibulares de 6 dentes molares humanos permanentes e 6 dentes incisivos bovinos, sendo todos hígidos. Os dados obtidos foram submetidos à análise estatística, que demonstrou contribuições exclusivas e significantes para os elementos químicos encontrados em cada grupo (Sr, Zr e Sn no grupo bovino, Cu e Pb no humano), além de detectar elementos comuns aos dois grupos (P, S, Cl, K, Ca, Fe e Zn).

Com base nesses resultados conclui-se que o esmalte dos dentes humanos e bovinos apresenta grande semelhança entre seus elementos químicos de maior concentração, porém há diferenças significantes nas concentrações dos elementos traços encontrados.

I061

Polimerização de actina durante o desenvolvimento da glândula submandibular de ratos.

RAMALHO, K. M.*, FOSSATI, A. C. M., SANTOS, M. F.

Departamento de Histologia e Embriologia – ICB – USP; Departamento de Ciências Morfológicas – UFRGS. E-mail: karenramalho@hotmail.com

Esse estudo teve como objetivo estudar a distribuição de actina filamentosa (F), globular (G) e proteínas regulatórias de sua polimerização durante a organogênese da glândula submandibular (GSM) de ratos. Foram utilizados ratos Wistar com 14, 15, 16 e 17 dias de vida intra-uterina (F14, F15, F16 e F17), recém-nascidos (RN) e adultos (AD). O material foi fixado em paraformaldeído 2% durante 1 h a 4ºC, crioprotegido e congelado O.C.T. Cortes de 7 µm de espessura foram submetidos à reação imuno-histoquímica pelas técnicas de imunofluorescência e avidina-biotina-peroxidase para verificação de actina G, proteínas RhoA e Rac 1. Para estudo da actina F utilizou-se faloidina conjugada ao TRICT. Durante todo o desenvolvimento a actina G apareceu distribuída pelo citoplasma das células epiteliais. Em F14-F15 a actina F apareceu no córtex celular e em feixes que atravessavam as células, concentrando-se no centro dos túbulos terminais durante a formação da luz em F16-F17. No RN as células em diferenciação concentraram actina F no córtex e em complexos juncionais, e esta distribuição se manteve no AD. Proteínas Rho foram observadas em pequena quantidade durante o desenvolvimento da GSM, distribuídas pelo citoplasma. Sua expressão aumentou com a citodiferenciação, principalmente em ductos intra- e extralobulares.

Estes resultados sugerem que proteínas Rho podem regular o citoesqueleto durante o desenvolvimento da GSM de ratos, principalmente na fase de citodiferenciação. (Apoio financeiro: FAPESP, CNPq.)

I062

Cobre e estrôncio no esmalte humano, bovino e suíno hígidos.

OLIVEIRA, T. R. C. F.*, MARKARIAN, R. A., MORI, M., ADDED, N., VILELA, M. M.,
RIZZUTTO, M. A.

Departamento de Prótese – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7888. E-mail: thiago@fo.usp.br

A correlação entre a presença de alguns elementos químicos no esmalte dentário e o processo de carificação tem sido estudada. Sabe-se que altas concentrações de cobre (Cu) no esmalte humano estão relacionadas com maiores incidências de cárie, por outro lado, a presença de estrôncio (Sr) relaciona-se com baixos índices de cárie. A presença e concentração desses elementos químicos no esmalte de dentes bovinos e suínos não foram analisadas, embora alguns autores se utilizem desses dentes em seus estudos de cariologia. Este trabalho tem por objetivo verificar a presença de Cu e Sr em dentes suínos e bovinos e comparar suas concentrações com humanos. Técnicas experimentais da física nuclear (PIXE de feixe externo) foram utilizadas como metodologia, tornando possível a identificação dos elementos químicos em questão (Cu e Sr), e suas concentrações relativas de até 0,0001%, em relação ao cálcio. Foram analisados o esmalte das faces vestibulares de 6 dentes molares humanos permanentes, 6 dentes molares suínos e 6 dentes incisivos bovinos, sendo todos hígidos. Foram observadas concentrações de Cu estatisticamente semelhantes (ANOVA) entre os dentes humanos e suínos, não sendo detectado esse elemento nos dentes bovinos. A concentração de Sr foi estatisticamente semelhante entre os dentes bovinos e suínos, e este elemento não foi observado em humanos.

Com base nesses resultados conclui-se que há diferenças entre o esmalte dos dentes das três espécies estudadas, sugerindo que em alguns estudos de Cariologia poderiam existir conclusões não compatíveis com os estudos em dentes humanos.

I063

Análise de elementos finitos em teste de resistência flexural de resina composta.

MATAYOSHI, M. T.*, MEIRA, J. B. C., BALLESTER, R. Y., MUENCH, A.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7840. E-mail: jo@fo.usp.br

O objetivo foi estudar, por análise de elementos finitos: 1) o critério de falha para resina composta [RC] e 2) a distribuição de tensões em teste de resistência flexural de 3 pontos. Na simulação, validada pela concordância com os dados experimentais de CORRÊA (2000), foram usados 15 tamanhos de corpos-de-prova (tabela), e submetidos à tensão nominal de 95 MPa. Foram analisadas as máximas tensões de tração [MT] e de Von Mises [MV], e os locais onde ocorriam. As MT, ao contrário das MV: 1) apareceram no local de início da fratura, mantendo sua magnitude quase constante em todos os casos; 2) distribuíram-se do mesmo modo em todos os tamanhos estudados.

Pode-se concluir que, em testes de resistência flexural: 1) MT serve para prever a fratura da RC e MV não, e 2) os espécimes menores podem ser usados para determinar a resistência nominal de RC. (Apoio: FAPESP - 99/09978-4 e 99/09977-8.)

Tamanho*

MT (MPa)

MV (MPa)

Tamanho*

MT (MPa)

MV (MPa)

Tamanho*

MT (MPa)

MV (MPa)

25 x 2 x 5

91,0

171,0

15 x 2 x 5

88,1

279,0

10 x 2 x 5

87,7

420,0

25 x 2 x 4

91,8

120,0

15 x 2 x 4

89,0

182,0

10 x 2 x 4

86,9

271,0

25 x 2 x 3

92,4

  88,9

15 x 2 x 3

90,0

115,0

10 x 2 x 3

87,3

158,0

25 x 2 x 2

92,5

  78,5

15 x 2 x 2

90,5

  80,7

10 x 2 x 2

87,8

  90,9

25 x 2 x 1

89,5

  73,0

15 x 2 x 1

88,3

  73,0

10 x 2 x 1

85,3

  71,6

*Tamanho: comprimento x largura x altura (mm).

I064

Defeitos de desenvolvimento de esmalte em crianças e adolescentes celíacos.

BARROS, I. O.*, MEDEIROS, P. S., MESTRINHO, H. D., ACEVEDO, A. C.

Departamento de Odontopediatria – UnB. Tel.: (0**61) 567-1748. E-mail: isisbarros@terra.com.br

A doença celíaca (DC) é uma intolerância permanenete ao glúten, em indivíduos geneticamente suscetíveis, que afeta a mucosa jejunal. O rastreamento é efetuado por meio de pesquisa sorológica de anticorpos antiendomísio (EMA), mas o diagnóstico final é feito por meio de biópsia jejunal. Estudos em crianças e adultos têm demonstrado a presença de defeitos de esmalte em celíacos. O objetivo deste estudo de caso-controle foi comparar a presença de defeitos de esmalte em crianças e adolescentes com diagnóstico positivo e negativo de DC no Hospital Universitário de Brasília. Foram estudados 23 pacientes celíacos com idades entre 3 e 17 anos (12 M e 11 F) e 69 como controles com diagnóstico negati-vo para DC (EMA –). Ao exame clínico, os dentes foram limpos com pasta profilática, lavados, secos, observados sob boa luz artificial e os defeitos de esmalte registrados segundo o Índice DDE. Os resultados preliminares do estudo mostraram que os pacientes celíacos apresentaram 87% de defeitos de esmalte, defeitos estes simétricos e cronológicos, sendo 55% de hipoplasias associadas a opacidades e 15% de opacidades difusas isoladas. Em contraste, 71,70% dos pacientes controles apresentaram defeitos de es-malte, principalmente opacidades difusas (31,57%) e apenas 28,94% de hipoplasias associadas a opacidades simétricas e cronológicas.

Observou-se alta prevalência de defeitos de esmalte nos dois grupos estudados, diferindo entretanto o tipo de defeito, sendo hipoplasias nos celíacos e opacidades difusas nos controles. As opacidades difusas poderiam estar associadas a fatores ambientais, tais como fluoretos.

I065

Utilização do laser de Er:YAG na reparação de restaurações de compósitos.

YAMADA Jr., A. M.*, DUTRA, R., TANJI, E. Y.

Odontologia – Universidade Braz Cubas. Tel.: (0**11) 4796-1501. E-mail: jryamada@uol.com.br

Diversas técnicas de reparo de restaurações de resinas compostas fraturadas têm sido citadas na literatura. O objetivo deste estudo foi comparar a resistência de união entre resinas compostas após três diferentes técnicas de tratamento de superfície. Foram confeccionados 45 corpos-de-prova em resina acrílica, preparando-se uma cavidade cilíndrica com 5 mm de diâmetro e 3 mm de profundidade em cada amostra. Retenções adicionais foram realizadas com broca “carbide” esférica com subseqüente inserção de resina composta Definite (Degussa Dental). Os corpos-de-prova foram armazenados por um período de 24 h em água à temperatura ambiente, e divididos em três grupos de 15 amostras: G1 - preparo com pontas montadas diamantadas (controle); G2 - jateado com óxido de alumínio (Microetch - 50 micrômetros e pressão de 80 psi); e G3 - preparo com laser de Er:YAG com 500 mJ de energia e 10 Hz de taxa de repetição (OPUS20 – LELO - FOUSP). As amostras foram condicionadas com ácido fosfórico a 37%, o sistema adesivo Definite Multibond foi utilizado e botões de resina foram fixados para os testes de tração com o aparelho Instron. Os resultados demonstraram que G2 não apresentou diferenças estatisticamente significantes comparado com G1 e G3 (p >> 0,05). Já G3 apresentou diferença estatisticamente significante frente a G1 (p = 0,01).

Os resultados deste estudo permitem concluir que o tratamento da superfície da resina composta com o laser de Er:YAG poderia ser uma alternativa para reparo da restauração.

I066

Radiopacidade de restaurações indiretas de cerâmica e compósitos laboratoriais.

Soares, c. j., haiter neto, f., Martins, l. r. m., giannini, m., fonseca, R. b.*

Faculdade de Odontologia de Uberlândia – UFU; Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP. E-mail: carlosjsoares@uol.com.br

Uma propriedade desejável de um material restaurador é a radiopacidade, permitindo a detecção de adaptação proximal usando técnicas radiográficas. A proposta deste estudo foi avaliar in vitro, a radiopacidade de restaurações indiretas confeccionadas em: cerâmica Duceram LFC (D) e três resinas laboratoriais Solidex (S), Artglass (A), Targis (T). Sessenta molares inferiores com dimensões similares foram selecionados e incluídos em cilindros de resina de poliestireno. Preparos MOD foram realizados em um aparelho padronizador de preparos, em seguida foram moldados e as restaurações confeccionadas seguindo as orientações dos fabricantes. A radiopacidade foi avaliada em sistema digital de coleta de imagem através de placa de fósforo, Digora, na região cervical e na parede pulpar em pontos eqüidistantes da restauração e da estrutura dental. Então, as restaurações foram fixadas com cimento radiopaco Rely X (3M) e uma nova série radiográfica foi realizada para analisar a existência de excessos de cimento resinoso. Os dados foram analisados estatisticamente pela ANOVA e teste de Tukey (a = 0,05). A radiopacidade média para os quatro sistemas foram: (D) 7,73b; (S) -5,52c; (A) 19,17a; (T) 20,83a.

A radiopacidade é altamente influenciada pelo tipo de material restaurador e a região do dente. A detecção de excessos de cimento é mais facilmente verificada quando associada a materiais restauradores radiolúcidos ou de baixa radiopacidade. (Apoio: PIDCT/CAPES.)

I067

Influência do sistema adesivo na microinfiltração de compômeros em dentes decíduos.

DUTRA, R.*, YAMADA Jr., A. M., MYAKI, S. I., TANJI, E. Y.

Disciplina de Odontopediatria – Universidade Braz Cubas. Tel.: (0**11) 4791-6884.

O objetivo deste estudo in vitro foi de comparar a microinfiltração em restaurações classe V de um compômero (Dyract AP/Dentsply) em dentes decíduos, após a utilização de dois diferentes sistemas adesivos: Prime & Bond 2.1 (Dentsply) e Prompt L-Pop (Espe). Foram selecionados vinte dentes decíduos anteriores, que após a confecção dos preparos cavitários, foram divididos em dois grupos. G1 (n = 10): aplicação do Prime & Bond 2.1; G2 (n = 10): aplicação do Prompt L-Pop. Todas as amostras foram restauradas com o Dyract AP, seguindo-se as recomendações do fabricante. A seguir, foram termocicladas (500 ciclos - 5º e 55º C - 30 segundos em cada banho), impermeabilizadas e imersas em azul de metileno à 0,5% por 4 horas. Foram seccionadas e avaliadas quanto à microinfiltração, através de escores. Os resultados demonstraram que as amostras do G1 apresentaram valores menores de microinfiltração. A análise estatística (teste de Mann-Whitney, p = 0,002) indicou que a diferença foi significante.

Concluiu-se que o uso do Prime & Bond 2.1 propiciou um melhor vedamento da interface dente-restauração.

I068

Resistência adesiva em substrato de esmalte humano, bovino e suíno.

Kavaguti, A. F.*, Giannini, M., Soares, c. j.

Departamento de Odontologia Restauradora – Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP; Faculdade de Odontologia de Uberlândia – UFU. Tel.: (0**19) 430-5340. E-mail: carlosjsoares@uol.com.br

Devido a dificuldade de obtenção de dentes humanos extraídos, tem sido proposto a utilização de elementos dentais de outros mamíferos como suínos e principalmente bovinos. O propósito deste estudo foi quantificar a resistência à tração de um sistema adesivo de frasco único (Single Bond/3M) na estrutura de esmalte de diferentes origens: humana (H), bovina (B) e suína (S). Foram selecionados 5 dentes por grupo, os quais tiveram a superfície do esmalte abrasionada com lixa SiC (600). Em Seguida foi aplicado o sistema adesivo seguindo as orientações do fabricante, e então confeccionado bloco de resina (TPH) de 5 mm altura, incrementalmente. Os dentes foram seccionados serialmente no sentido mésio-distal e submetidos à constrição na interface adesiva para obtenção de uma área de união inferior a 1 mm2. As amostras foram fixadas em dispositivo para microtração, acoplado a máquina de ensaio universal (Instron - 4411). O teste de tração foi aplicado com velocidade de 0,5 mm/min. e os valores submetidos à ANOVA e teste de Tukey (a = 0,05). As médias foram (MPa): H - 26,95 ± 5,15a; S - 32,26 ± 4,51a e B - 21,89 ± 7,56a.

Os resultados sugerem que não houve diferença na adesão ao esmalte de origem humana, bovina e suína. (Apoio: SAE-PRG/UNICAMP, PIDCT/CAPES.)

I069

Anomalias crânio-faciais: análise em 3D utilizando a tomografia computadorizada.

GIL, C.*, MIYAZAKI, O., CAVALCANTI, M. G. P.

Departamento de Estomatologia – FOUSP. Tel.: (0**11) 3091-7807. E-mail: fmartino@uol.com.br

O trabalho teve como objetivo a avaliação quantitativa e comparativa das anomalias crânio-faciais com a utilização de imagens em terceira dimensão (3D), obtidas a partir da tomografia computadorizada (TC). A amostra foi constituída de 12 indivíduos com plagiocefalia, 6 deles sem sinostose e 6 com sinostose unicoronal. Os pacientes foram submetidos à tomografia computadorizada em espiral e as imagens obtidas transferidas para uma estação de trabalho para a geração da reconstrução em terceira dimensão volumétrica. Seis medidas craniométricas convencionais foram obtidas por 2 observadores em 3D-TC utilizando propriedades da computação gráfica. A análise dos resultados comparando os pacientes sem sinostose e com sinostose demonstrou que em 3 medidas foram encontradas diferenças estatísticas (p = 0,0013, p = 0,0014 e p = 0,0002).

Concluímos que a partir das imagens em 3D-TC foi possível avaliar e diferenciar quantitativamente os pacientes com assimetrias crânio-faciais sem sinostose e com sinostose coronal, o que contribuirá para um melhor diagnóstico e, por conseguinte um plano de tratamento mais adequado.

I070

“Overdentures” sobre implantes osseointegrados retidas por magnetos: análise fotoelástica.

ZANETTI, R. V.*, LAGANÁ, D. C., ZANETTI, A. L., GONÇALVES, F.

Departamento de Prótese – Faculdade de Odontologia – UNICID. Tel.: (0**11) 3842-1473, fax: (0**11) 3842-5583. E-mail: gabreil@unicid.br

O objetivo desta investigação foi avaliar, com o auxílio do método fotoelástico, o comportamento das tensões sobre as estruturas de suporte, resultante das cargas exercidas sobre “overdentures” apoiada sobre implantes e retida por magnetos. Para a análise, construiu-se um modelo fotoelástico, com características similares a uma mandíbula humana edêntula, contendo 4 implantes, 2 nas regiões de caninos e 2 nas regiões dos molares, com 13 a 10 mm de comprimento respectivamente e 3 mm de diâmetro. Sobre esse modelo foi construída a “overdenture” com sela de resina acrílica transparente, contendo os magnetos e dentes artificiais, nos quais foram aplicadas cargas concentradas nos valores de 1, 3, 5 e 7 quilos e observados os comportamanentos nos lados de trabalho e balanceio visualmente e por registros fotográficos. Os resultados mostraram que as tensões se concentram axialmente nos implantes no lado de trabalho e estas não foram visualizadas no lado de balanceio.

Conclui-se que as próteses retidas por magnetos sobre implantes apresentam comportamento favorável, quanto à distribuição de tensões, auxiliando na preservação do tecido ósseo.

I071

Influência do clareamento na resistência de união ao esmalte dental e no comportamento de dois sistemas adesivos.

DE PAULA, R. J.*, FRANCCI, C., MOURA, J. A. P., LOGUERCIO, A. D., DUARTE, A. P. G.

Departamento de Materiais Dentários – FOUSP. E-mail: francci@uol.com.br

Os peróxidos de hidrogênio e carbamida dos clareadores podem afetar negativamente a resistência de união imediata dos adesivos no esmalte dental (TITLEY et al., J Dent Res, v. 67, p. 12, 1988) e os solventes dos adesivos podem influenciar este efeito (BARGHI; GODWIN, J Esthet Dent, v. 6, p. 4, 1994). Os objetivos deste estudo foram (1) avaliar a influência do agente clareador sobre a adesão ao esmalte e (2) comparar o desempenho de dois sistemas adesivos, um a base de acetona, Prime & Bond NT (PB), e outro a base de etanol/água, Single Bond (SB), através do teste de microtração. Seis dentes bovinos foram seccionados longitudinalmente em metade teste (T) e metade controle (C). Apenas as metades teste foram clareadas, 4 h/dia, com um gel contendo 15% de peróxido de carbamida (Opalescence F 15%) por 14 dias seguidos. Todos os dentes ficaram armazenados em água deionizada a 37ºC. Após 24 h do último clareamento, os dentes foram aleatoriamente divididos em dois grupos (SB e PB) e, então, realizado o procedimento adesivo e aplicação de resina composta. Os dentes foram seccionados em 2 direções perpendiculares obtendo-se “palitos” com área de secção de 0,8 ± 0,2 mm2. Estes foram microtracionados na velocidade de 0,6 mm/min. Os resultados em MPa foram: Grupo T: 16,17 ± 4,79; Grupo C: 16,39 ± 6,45; Grupo SB: 17,31 ± 5,84 e Grupo PB: 15,20 ± 4,91, não sendo encontradas diferenças significativas (p >> 0,05) entre os Grupos T e C, e entre os Grupos SB e PB.

O agente clareador não influenciou na resistência adesiva ao esmalte, bem como os sistemas adesivos com diferentes solventes. (FAPESP – processo nº 00/10674-9.)

I072

Alterações promovidas pelo laser de Nd:YAG em restaurações de resina composta.

KATO, I. T.*, TANJI, E. Y., CAPUANO, A. C. T., EDUARDO, C. P.

Departamento de Dentística – Faculdade de Odontologia – USP. E-mail: il.kato@ig.com.br

O presente estudo objetivou avaliar as alterações promovidas pelo laser de Nd:YAG laser na margem e na superfície de restaurações de resina composta, quando utilizado os parâmetros de tratamento de hipersensibilidade dentinária. Foram realizadas restaurações classe V de resina composta na face vestibular de 20 dentes extraídos, sendo que em cada espécime, a metade mesial da superfície destas restaurações foi irradiada com o laser de Nd:YAG (ADT – USA – LELO, FOUSP) e a outra metade serviu como controle. Quatro grupos foram formados: (G1) porção mesial dos dentes restaurados e irradiados (duas aplicações com intervalo de 20 segundos) com densidade de energia de 141,54 J/cm2, taxa de repetição de 10 Hz e tempo de exposição de 10 s; (G2) controle do G1, porção distal dos dentes restaurados e não irradiados; (G3) porção mesial dos dentes restaurados e irradiados com densidade de energia de 42,46 J/cm2, taxa de repetição de 10 Hz e tempo de exposição de 90 s; (G4) controle do G3, porção distal dos dentes restaurados e não irradiados. Cinco amostras de cada grupo foram preparadas e analisadas ao microscópio eletrônico de varredura. A análise das fotomicrografias mostrou que houve formação de irregularidades de pequena profundidade na superfície da resina composta dos dois grupos testes. Não houve alterações na interface restauração-superfície dentária.

Com os parâmetros de irradiação utilizados neste estudo concluiu-se que o laser de neodímio provocou alterações na superfície, porém sem grandes modificações nas margens. (Apoio financeiro: FAPESP.)

I073

Verificação da simetria do ramo mandibular em pacientes com disfunções da ATM: um estudo comparativo.

MIYAZAKI, L. T., RODRIGUES, L.*, LUZ, J. G. C., CORREIA, F. A. S.

Departamento de CPTBMF – FOUSP - São Paulo - SP. Tel.: (0**11) 3091-7887.

A etiologia das disfunções da articulação temporomandibular (ATM) é considerada multifatorial. Recentemente alguns estudos têm sugerido a assimetria do ramo mandibular como um possível fator etiológico das disfunções da ATM. A proposta deste trabalho foi verificar a simetria do ramo mandibular em pacientes com disfunções da ATM e compará-la com a observada em indivíduos assintomáticos. Para tanto, foram utilizadas radiografias panorâmicas de 50 pacientes com disfunções da ATM e de 50 indivíduos assintomáticos. Foram mensuradas em milímetros as alturas do ramo mandibular e do côndilo e em graus o ângulo goníaco, de ambos os lados, e os dados obtidos foram submetidos a análises estatísticas. Na comparação entre os grupos disfunção e assintomático, para ambos os lados, não houve diferença significante. Comparando os lados dentro de cada grupo, houve diferença significante para o ângulo goníaco no grupo controle. Utilizando o índice de assimetria: (D-E)/(D+E) ´ 100%, na comparação entre os grupos houve diferença significante para a altura do côndilo. Subdividindo dentro de cada grupo, tendo como valor de referência o índice de assimetria £ 3, não houve diferença significante entre os grupos. Na comparação por gênero, dentro de cada grupo, houve diferença significante para a altura do ramo, em ambos os grupos. Na comparação por faixa etária, em ambos os grupos não houve diferença significante.

Foi concluído que na maioria das formas de análise não houve assimetria significante do ramo mandibular em ambos os grupos, indicando não ser um fator importante nas disfunções da ATM.

I074

Avaliação do esmalte dentário submetido a ação de componentes dos sucos de laranja.

DeCESERO, L.*, DE SOUZA, M. A. L., DE SOUZA, F. L., ARTECHE, L. A.

Faculdade de Odontologia – ULBRA - Canoas. Tel.: (0**51) 233-8778. E-mail: carollo@zaz.com.br

Os sucos de laranja industrializados possuem em sua composição ácido cítrico e ascórbico. O presente estudo analisa a ação destes ácidos sobre os tecidos dentários de ratos, assim como qual dos ácidos causa a maior alteração e qual dente e região deste é preferencialmente afetada. Foram utilizados 24 ratos machos da raça Wistar, divididos em quatro grupos: grupo controle, grupo teste A, grupo teste B e grupo teste C com 6 ratos em cada grupo. O grupo controle foi alimentado com ração e água destilada, o grupo A consumiu ração e uma solução de ácido cítrico (pH 2,2), o grupo B ração e uma solução de ácido ascórbico (pH 3,3) e o grupo C ração e uma solução com a mistura dos dois ácidos. Um animal de cada grupo foi sacrificado aos 30, 60 e 90 dias, foram feitas as análises dos molares superiores e inferiores dos ratos ao microscópio eletrônico de varredura (MEV). A análise demonstrou a ação erosiva dos ácidos, sendo mais acentuada no grupo C, atingindo em alguns casos a dentina. Quanto maior tempo de exposição dos dentes aos ácidos, na maioria das amostras mais intensa se apresentava a erosão.

O ácido cítrico e ascórbico são capazes de produzir severas alterações nos tecidos dentários, como erosão no esmalte e na dentina. A mistura dos ácidos causa maior erosão. A superfície dentária mais atingida foi a superfície lingual dos dentes inferiores e a superfície palatina dos superiores. O dente mais ero­sionado foi o primeiro molar inferior.

I075

pH e da capacidade tampão de sucos artificiais de limão.

CORSO, A. C.*1, HUGO, F. N.2, PADILHA, D. M. P.1,2

1Faculdade de Odontologia – UFRGS; 2Instituto de Geriatria e Gerontologia – PUCRS.

A erosão dental está se tornando um dos grandes problemas dentais na população devido ao consumo de bebidas ácidas. O objetivo do estudo foi analisar diferenças no pH de 8 sucos artificiais de limão quando utilizados diferentes tipos de água, deionizada ou da torneira, e temperaturas, ambiente e gelada e quando estes são conservados por 12 horas na geladeira, além de medir a quantidade de hidróxido de sódio necessária para neutralizar as soluções. Oito sucos foram utilizados no estudo e cada quarto dos conteúdos dos pacotes foram dissolvidos em 250 ml de água da torneira, em temperatura ambiente e gelada; e deionizada, em temperatura ambiente e gelada. O pH das soluções foi medido no momento da dissolução, 6 h e 12 h após. 50 ml de cada solução foram reservados e adicionou-se hidróxido de sódio até a obtenção de um pH neutro. O teste t de Student foi usado para análise. Houve diferenças estatísticas significantes entre as soluções de água à temperatura ambiente e gelada e entre a quantidade de solução tamponante adicionada às diferentes soluções para tamponá-las, mas não houve entre água deionizada e da torneira. A conservação das soluções por 12 horas não modificou o pH.

Concluímos que ocorrem diferenças no pH quando se utiliza água em temperatura ambiente ou gelada, sendo que o pH mais próximo do neutro foi observado nas dissoluções dos sucos realizados em água gelada; o uso de água da torneira ou deionizada, bem como a conservação em geladeira, não modificaram o pH das soluções; algumas soluções foram neutralizadas com uma menor quantidade de hidróxido de sódio adicionado a elas.

I076

Perda óssea alveolar em camundongos durante o envelhecimento.

HILGERT, J. B.*, HUGO, F. N., PADILHA, D. M. P.

Faculdade de Odontologia – UFRGS; Instituto de Geriatria e Gerontologia – PUCRS.

O processo do envelhecimento produz alterações nas estruturas bucais. O objetivo deste estudo foi comparar a quantidade de perda óssea alveolar dos primeiros e segundos molares maxilares de camundongos de 2, 12 e 18 meses. Foram utilizados neste estudo 30 camundongos Mus musculus albinos, linhagem cf1, fêmeas e virgens, divididos em três grupos de dez animais cada, sacrificados aos 2, 12 e 18 meses de idade. As metades direitas dos crânios dos camundongos foram dissecadas com auxílio de lupa estereoscópica e depois coradas com azul de toluidina para que se evidenciassem os limites teciduais. As peças foram fotografadas em uma lupa estereoscópica e as imagens foram digitalizadas e processadas no software UTHSCSA Image Tool. As medições realizadas correspondem à área de perda óssea alveolar total (POA TOTAL), referente a soma das áreas de perda óssea vestibular e palatina medidas ao primeiro e ao segundo molares. O teste estatístico utilizado foi o teste t de Student. O nível de significância para a rejeição da hipótese nula foi p = 0,05. As médias e os desvios-padrão da POA TOTAL, em mm2, foram: 0,617 ± 0,272 no grupo 1, com perda significativamente diferente do grupo 3 (p = 0,0001); 0,712 ± 0,106 no grupo 2, com perda significativamente diferente do grupo 3 (p = 0,00008); 0,942 ± 0,106 no grupo 3.

A perda óssea alveolar foi significativamente maior nos animais de 18 meses, em relação aos grupos de 2 e 12 meses.

I077

Efeito de soluções de imersão sobre a dureza de dentes artificiais.

TERAOKA, M. T.*, PAVARINA, A. C., MACHADO, A. L., GIAMPAOLO, E. T., VERGANI, C. E.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – FOAr – UNESP. Fax: (0**16) 201-6406. E-mail: pavarina@foar.unesp.br

Pesquisas têm sido realizadas para avaliar os materiais e métodos utilizados para desinfecção das próteses. O objetivo desse estudo foi avaliar os efeitos de um protocolo de controle de infecção na dureza Vickers de duas marcas de dentes de resina acrílica. A superfície oclusal de 64 dentes artificiais (Vipi Dent e Dentron) foram desgastados com discos e polidos com lixa de carbeto de silício. Testes de dureza foram realizados após o polimento e depois da armazenagem das amostras em água a 37ºC por 48 h. As amostras foram divididas em 4 grupos e imersas em soluções químicas (clorexidina a 4%; hipoclorito de sódio a 1% e perborato de sódio) por 10 min. A desinfecção foi realizada por 2 vezes para simular condições clínicas e, então, o teste foi realizado. As amostras do grupo controle ficaram imersas em água pelo período de tempo da desinfecção. Oito amostras foram feitas para cada grupo. Após a desinfecção, os corpos-de-prova foram armazenados em água a 37ºC e os testes foram ainda realizados nos seguintes períodos: 7, 30, 60, 90 e 120 dias. Os dados foram submetidos à análise de variância seguida pelo teste de Tukey ao nível de 95%. Os resultados evidenciaram que não foram observadas diferenças significantes entre os materiais e as soluções de imersão (p >> 0,05). Entretanto, foi verificada uma redução contínua na dureza após a imersão em água (p << 0,05).

Podemos concluir que os dentes artificiais estudados apresentaram uma redução na dureza após a imersão em água independente da solução química utilizada. (Auxílio: PIBIC, CNPq – UNESP.)

I078

Reimplante dental: remoção do ligamento periodontal e tratamento com tetraciclina.

BARBOSA, A. L. P.*, CHAVES NETO, A. H., PANZARINI, S. R., SONODA, C. K.

Departamento de Cirurgia e Clínica Integrada – Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP.

Para melhorar o reparo em reimplante dental mediato, analisamos a remoção do ligamento periodontal desvitalizado através de meio químico ou mecânico associado ao cloridrato de tetraciclina. Para isso utilizamos 36 ratos divididos em 3 grupos de 12 animais. O incisivo superior direito foi extraído e mantido em meio seco por 30 min. seguido de biomecânica do canal. Os dentes do grupo I foram então imersos em solução salina por 10 min. e depois em solução de cloridrato de tetraciclina a 1% por 5 min. No grupo II, os dentes foram mantidos em solução de hipoclorito de sódio a 1%, por 9 min., seguido de solução salina por 1 min. e depois em solução de cloridrato de tetraciclina a 1% por 5 min. No grupo III, os dentes tiveram a superfície radicular raspada com lâmina de bisturi e mantidos em solução salina por 9 min. e depois em solução de cloridrato de tetraciclina a 1% por 5 min. Os canais foram obturados com hidróxido de cálcio e reimplantados. Após 60 dias os animais foram sacrificados e as peças coradas em H. E. para estudo histológico. Os resultados demonstraram anquilose generalizada em todos os grupos. No grupo I, reabsorções mais profundas foram observadas. No grupo II, mais cemento íntegro foi encontrado, enquanto o grupo III apresentou maior extensão de dentina reabsorvida com menor profundidade do que no grupo II. Isso pode ter sido proporcionado pela manutenção da integridade da camada de cemento com o uso do meio químico, associado ao uso da tetraciclina.

I079

Influência do hidróxido de cálcio no reimplante dental.

CHAVES NETO, A. H.*, BARBOSA, A. L. P., PEDRINI, D., SONODA, C. K.

Departamento de Cirurgia e Clínica Integrada – Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP. E-mail: sonoda@foa.unesp.br

Em reimplante dental, o tipo de material obturador possui grande importância no controle da reabsorção inflamatória, sendo o hidróxido de cálcio o mais recomendado deles. Acredita-se que tal material não deva ser utilizado como curativo inicial em reimplante mediato, por promover irritação no ligamento peridontal. Assim, o próposito do trabalho foi analisar a influência de um veículo oleoso (óleo de oliva) na obtenção da pasta de hidróxido de cálcio, quando utilizada como curativo de canal em reimplante mediato. Para isso, foram utilizados 36 ratos divididos em 3 grupos de 12 animais. Após a anestesia o incisivo central superior direito foi extraído e mantido em meio seco por 30 minutos. Na seqüência os canais foram instrumentados e permaneceram vazios no grupo l. Foram preenchidos com pasta de hidróxido de cálcio e veículo aquoso no grupo II e com pasta de hidróxido de cálcio e veículo oleoso no grupo III. Posteriormente os dentes foram reimplantados e após períodos de 10 e 60 dias os animais foram sacrificados para processamento histológico. Os resultados demonstraram predominância de reabsorção radicular no grupo controle nos períodos de 10 e 60 dias. No período de 60 dias a incidência de reabsorção radicular ativa, foi maior no grupo II em comparação ao grupo III. Na região de fundo de alvéolo a neoformação óssea foi mais intensa no gurpo III seguida pelo grupo II.

Esses resultados nos levaram a crer que o uso de um veículo oleoso na pasta de hidróxido de cálcio, pode ter prolongado a sua permanência no interior do canal radicular, favorecendo o processo de reparo.

I080

Microdureza superficial e de fundo de uma resina composta.

SOARES, H. L. O.*, MARTINS, F., DELBEM, A. C. B., SANTOS, L. R.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP.

O objetivo desta pesquisa foi avaliar a microdureza superficial e de fundo de uma resina composta em função da profundidade de polimerização com o tempo de armazenagem do material. Matrizes de poliéster contendo cavidades padronizadas de 2, 4 e 6 mm de profundidade e 6 mm de diâmetro foram preenchidas com a resina composta selecionada (Fill Magic - Vigodent) na cor A3,5 e fotopolimerizadas com o aparelho Elipar Trilight (Espe) por 40 segundos na intensidade de 800 mW/cm2, totalizando 18 corpos-de-prova. Os mesmos foram armazenados em tubos de ensaio com água destilada durante o tempo de armazenagem e foram submetidos ao teste de dureza Knoop no período de 24 horas, 7 e 21 dias.

De acordo com os dados obtidos estatisticamente (Tukey), conclui-se que a profundidade de polimerização influencia na dureza da resina composta (6 mm: superfície 51,6 Kp/mm2; fundo 17,93 Kp/mm2), porém o tempo de armazenagem dos corpos-de-prova não influencia na dureza.

I081

Conhecimento sobre a infecção HIV antes e após palestra informativa.

DOMANESCHI, C.*, SANTOS, S. G., SPOSTO, M. R., NAVARRO, C. M., ONOFRE, M. A.

Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP.

Atualmente o conhecimento sobre a infecção HIV e a AIDS é essencial aos profissionais que atuam na Odontologia. A equipe de profissionais deve levar em conta também os funcionários, auxiliares da área odontológica, bem como o pessoal da limpeza, para que estes estejam esclarecidos quanto ao uso das medidas de controle da infecção cruzada. A proposta deste estudo foi avaliar os conhecimentos gerais e específicos dos funcionários da FOAr – UNESP quanto à infecção HIV, antes e após exposição de uma palestra informativa. Para avaliação foram entregues na 1ª etapa 160 questionários. Na 2a etapa, 3 meses depois, foi ministrada a palestra sobre a infecção HIV com duração de 15 min. e entregues novamente os questionários num total de 27 para os funcionários que compareceram à palestra. O índice total de acerto nos questionários preenchidos antes da palestra foi de 29,5% e de erro de 31,2%. Após a palestra o índice de acerto foi de 34,8% e de erro 32,2%.

Concluímos que, mesmo após a palestra informativa, os funcionários apresentaram um alto índice de erro e pouca assimilação sobre o assunto, indicando que, apenas 15 min. de palestra não são suficientes para um assunto de grande importância. Assim fica claro que os funcionários necessitam de mais conhecimentos sobre a infecção HIV, além de atualização contínua dos aspectos informativos. A motivação para que esses funcionários atualizem seus conhecimentos deveria ser realizada com base nos aspectos preventivos sobre acidentes de trabalho e com maior periodicidade.

I082

Microdureza de resinas em função da cor e luz halógena.

SANTOS, L. R. A.*, MARTINS, F., DELBEM, A. C. B., SOARES, H. L. O.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP.

O objetivo desta pesquisa foi avaliar a influência da intensidade da luz de polimerização e a cor de uma resina composta no grau de dureza Knoop. Noventa corpos-de-prova foram confeccionados utilizando matrizes de poliéster, contendo uma cavidade padronizada de 6 mm de diâmetro por 2 mm de espessura. Essas cavidades foram preenchidas com resina composta (Fill Magic), nas cores A, B, C, D e I, e fotopolimerizadas através de um fotopolimerizador Elipar Trilight (Espe), calibrado para produzir 3 intensidades diferentes de luz: 450 mW/cm2, 800 mW/cm2 e uma intensidade de luz crescente de 450 mW/cm2 até 800 mW/cm², com exposição de luz padronizado em 40 s. As amostras foram armazenadas em tubos de ensaio em água destilada a 37ºC durante 24 horas, sendo então realizados os testes de dureza Knoop, na região de superfície e fundo.

Os resultados mostraram que não houve diferenças estatísticas (Tukey) entre os grupos em relação a intensidade de luz fotopolimerizadora (450 mW/cm2: 55,56 Kp/mm2, 800 mW/cm2: 54,08 Kp/mm2; 450 até 800 mW/cm2: 55,83 Kp/mm2) ou diferença de cor (A: 54,68 Kp/mm2; B: 57,46 Kp/mm2, C: 53,24 Kp/mm2, D: 56,40 Kp/mm2 e I: 54,00 Kp/mm2) no grau de dureza Knoop da resina composta Fill Magic.

I083

Influência de diferentes variáveis na penetração de selantes em fissuras oclusais.

FRANCO, E. B., DIAS, A*.

Departamento de Dentística, Endodontia e Materiais Dentários – Faculdade de Odontologia de Bauru – USP. Tel.: (0**14) 235-8266. E-mail: ebfranco@fob.usp.br

Avaliou-se a penetração de dois selantes, Delton (DE) sem carga e FluroShield (FS) com carga, no interior de fissuras, em função da abordagem pelo método invasivo (MI) e não-invasivo (MNI) e do condicionamento com ácido fosfórico na forma de gel (AG) e líquida (AL). Quarenta pré-molares foram divididos em 8 grupos: G1- MNI/AL/DE; G2- MI/AL/DE; G3- MNI/AG/DE; G4- MI/AG/DE; G5- MNI/AL/FS; G6- MI/AL/FS; G7- MNI/AG/FS; G8- MI/AG/FS. Uma demarcação central da porção oclusal permitiu a invasão com ponta diamantada específica (KG Sorensen), em uma metade, e a outra foi mantida intacta. Após os diferentes tratamentos, fatias de 300 micrômetros foram obtidas e analisadas em lupa estereoscópica (30 X) por 3 examinadores. Os resultados foram submetidos à análise estatística pelo teste do qui-quadrado (p << 0,05), observando-se significância entre os grupos analisados.

Grupos

G1

G2

G3

G4

G5

G6

G7

G8

Sem penetração

3

0

0

4

0

0

1

0

Penetração parcial

3

7

6

4

4

2

9

5

Penetração total

2

1

2

0

5

7

0

5

A abordagem invasiva da fissura oclusal permitiu maior penetração dos selantes com e sem carga, sendo que ambos apresentaram semelhança de difusão na técnica não-invasiva. Por outro lado, o tipo de ácido não exerceu influência significativa para a propagação dos selantes. (Apoio: FAPESP - 00/02112-0.)

I084

Avaliação da atividade eletromiográfica em pacientes desdentados totais.

MARCHIORI, A. V.*, TRINDADE Jr., A. S., TRINDADE, I. E. K.

Departamento de Ciências Biológicas – FOB - USP; Laboratório de Fisiologia, HRAC - USP. E-mail: avm_fob@yahoo.com.br

No presente estudo determinou-se a influência das alterações neuromusculares do sistema estomatognático de pacientes desdentados sobre a duração do período de silêncio eletromiográfico induzido pela percussão do mento e as durações do ato, do ciclo e do período de relaxamento muscular, durante a mastigação. Foram analisados os registros eletromiográficos de 10 indivíduos, de ambos os sexos, que utilizavam prótese total superior e inferior (PTSI) por mais de 5 anos (fase 1) e após 3 meses de uso da nova prótese (fase 2). Os parâmetros eletromiográficos, acima citados, foram obtidos nos músculos masseteres e temporais, de ambos os lados, e registrados em eletromiógrafo DISA 1500 EMG-System. A análise estatística mostrou que não houve diferença significante entre a fase 1 e a fase 2 para todos os parâmetros, exceto com relação a duração do ciclo mastigatório nos masseteres que apresentou uma diminuição significante na fase 2 em relação a fase 1 de observação. Todos os valores estão aumentados em relação aos que foram encontrados em indivíduos normais, relatados na literatura.

Assim, os parâmetros eletromiográficos acima citados podem ser utilizados como meio de diagnóstico complementar das alterações neuromusculares em pacientes portadores de PTSI; porém necessitam de estudos complementares para sua utilização como meio de avaliação da efetividade do tratamento. (­Apoio financeiro: PIBIC/CNPq.)

I085

Adaptação de cilindros pré-fabricados e fundidos para implantes.

ROSSI, E. M.*, DIAS, A., SANTOS Jr., G. C., RUBO, J. H.

Departamento de Prótese – Faculdade de Odontologia de Bauru – USP. E-mail: matheusrossi@hotmail.com

O objetivo desse trabalho foi avaliar a adaptação marginal obtida com cilindros fundidos na liga de cobalto-cromo a partir de padrões de plástico, em oposição à adaptação conseguida em cilindros de prata-paládio, pré-fabricados. Para isto, foi empregada uma peça de aço octogonal de 16 mm de altura por 10 mm de largura onde foi posicionada uma réplica de implante, sendo posteriormente posicionado e parafusado a um torque de 20 Ncm um intermediário “standard” de 4 mm de altura. Sobre o intermediário foram posicionados e analisados 5 cilindros de prata-paládio e 5 cilindros de cobalto-cromo, todos fixados com parafusos de titânio, a um torque de 10 Ncm. Cada cilindro foi analisado em oito diferentes posições determinadas pelo octógono do corpo-de-prova. Após a obtenção das medidas, o cilindro foi solto e parafusado novamente a 10 Ncm, repetindo-se o processo anterior por duas vezes, totalizando 24 leituras na interface de cada combinação intermediário/cilindro. Terminada esta leitura, foram avaliados os outros conjuntos de intermerdiário/cilindro, obtendo-se ao final 120 medidas. A análise interface intermediário/cilindro foi realizada ao microscópio óptico em aumento de 150 X.

Nos resultados obtidos, todos os cilindros de prata-paládio e todos os cilindros de cobalto-cromo adaptaram-se perfeitamente ao intermediário. Todos os resultados foram considerados como ajuste e assim ambos os cilindros estudados apresentaram-se com as mesmas características quanto a sua adaptação. (Apoio financeiro: FAPESP.)

I086

Preparo cavitário para amálgama: influência do material rotatório na adaptação.

SANTIAGO, B. M.*, CHEVITARESE, A. B., PRIMO, L. G., CHEVITARESE, O.

Departamento de Odontopediatria – UFRJ Tel.: (0**21) 569-3875. E-mail: biasantiago@openlink.com.br

Este trabalho objetivou avaliar, in vitro, a ocorrência de porosidade junto às paredes cavitárias de 20 restaurações de amálgama em molares decíduos esfoliados. Foram confeccionadas 2 cavidades por dente (3 mm de diâmetro por 3 mm de profundidade): uma com broca lisa (330 - Maillefer) e outra com ponta diamantada (1093 - KG Sorensen). As cavidades foram restauradas pelo mesmo operador com amálgama (Permite - SDI) manipulado segundo a orientação do fabricante. Posteriormente, os dentes foram incluídos em resina epoxíca, seccionados no sentido mésio-distal e preparados para o MEV (JSM-5310/JEOL). Adotou-se como critério para análise a ausência (adaptação) ou a presença (desadaptação) de porosidade junto às paredes do preparo. Os dados foram tabulados no programa Epi Info e analisados pelo teste exato de Fisher (p = 0,05). Os resultados mostraram que 40% das amostras em que foi utilizada a broca lisa apresentaram adaptação, enquanto 100% daquelas em que foi utilizada ponta diamantada estavam desadaptadas, indicando uma diferença estatisticamente significante (p << 0,05).

Diante dos resultados pode-se concluir que o emprego de uma broca lisa possibilitou uma melhor adaptação do amálgama.

I087

Avaliação histológica de quatro substâncias irrigantes.

UTRINI, H., FIDEL, S. R., FIDEL, R. A. S., SASSONE, L., GRANEIRO, R.*

Departamento de Proclin – FO – UERJ. E-mail: rivail@uerj.br

O presente trabalho teve como objetivo avaliar, in vitro, a capacidade de limpeza de quatro substâncias irrigantes utilizadas na terapia endodôntica: hipoclorito de sódio a 5%, hipoclorito de sódio a 2,5%, clorexidina a 2% e clorexidina a 1%. Para o estudo em questão, foram utilizadas 20 raízes palatinas de molares superiores as quais foram instrumentadas através de uma técnica “crown-down”, com limas tipo K (Maillefer) até #45, a 0,5 mm do foramen apical. Os espécimes foram divididos em quatro grupos (I, II, III e IV) de acordo com a solução irrigante utilizada. Para o grupo I foi utilizado como irrigador o hipoclorito de sódio a 5%; para o grupo II, o hipoclorito de sódio a 2,5%; para o grupo III, a solução de clorexidina a 2% e para o grupo IV, a solução de clorexidina a 1%. Os dentes então foram clivados transversalmente e processados histologicamente. Os resultados foram obtidos pela análise histológica através de microscópio óptico Nikon 119 (10 X) onde a luz do canal foi dividida em quadrantes e de acordo com a presença de sujidade foram atribuídos 5 diferentes escores. Os dados foram então tabulados e submetidos a análise estatística através do teste de análise de variância ANOVA (F = 16,70) e teste de Tukey (p << 0,05) que demonstraram diferença estatisticamente significativa entre os grupos.

Os melhores graus de limpeza foram obtidos nos grupos I e III.

I088

Avaliação da citotoxicidade de três formulações de EDTA usadas na terapia endodôntica.

FIDEL Jr., R. A. S.*, FIDEL, R. A. S., SENNE, M. I., LEMOS, N. N., FIDEL, S. R.

Departamento de Odontologia – UNIVERSO. E-mail: rivailjunior@uol.com.br

O EDTA é uma substância freqüentemente utilizada na prática endodôntica mostrando-se como um efetivo agente quelante e lubrificante. Diante disso, o efeito citotóxico de três diferentes formulações de EDTA (EDTA Trissódico - Biodinâmica; EDTA Trissódico Gel 24% - Biodinâmica e Glyde File Prep - Dentsply), foi avaliado sobre culturas de fibroblastos (células Vero-monkey, African green), através de uma técnica quantitativa durante cinco períodos de observação (1, 3, 6, 12 e 24 h). Para cada agente e cada período de incubação, três amostras com os respectivos grupos controles foram preparados. Ao término de cada período de incubação, foi utilizada a coloração de azul tripano para que fosse realizada a avaliação da viabilidade celular. A análise estatística se deu através dos testes paramétricos ANOVA e Tukey ao nível de p << 0,05, onde foi encontrada diferença estatística significante entre o EDTA Gel a 24% e o Glyde após 1, 3, 6 e 12 horas e, entre o EDTA Trissódico e o Glyde a diferença significante só foi observada após a terceira hora.

Todos os agentes testados mostraram uma citotoxicidade variando de moderada à severa, quando comparada ao grupo controle na seguinte ordem crescente: EDTA Trissódico - Biodinâmica; EDTA Trissódico Gel 24% - Biodinâmica e Glyde File Prep - Dentsply.

I089

Avaliação da resistência adesiva de reparos em compósitos.

MENDES, L. M.*, OLIVEIRA, F. A. S., MARTINS, M. R., ANDRADE FILHO, H. A.

Especialização em Dentística – FO – UERJ. Tel.: (0**21) 522-8487. E-mail: lzmmendes@aol.com

A necessidade de reparos em restaurações em compósitos faz o cirurgião-dentista se deparar com uma dúvida referente ao tipo de tratamento de superfície que ele deve adotar sobre a restauração a ser reparada. O objetivo deste trabalho foi avaliar in vitro a resistência ao cisalhamento de reparos em compósitos, utilizando diferentes tratamentos de superfície. Foram utilizados 75 placas de resina acrílica, com cavidades de 4 mm de diâmetro, onde foram inseridos os compósitos. Uma vez inseridos, foram divididos em 5 grupos de acordo com o tipo de tratamento de superfície, a saber: Grupo 1 (controle) - resina + resina; Grupo 2 - resina + sistema adesivo + resina; Grupo 3 - resina + silano + sistema adesivo + resina; Grupo 4 - resina + jateamento com óxido de alumínio + sistema adesivo + resina; Grupo 5 - resina + jateamento com óxido de alumínio + silano + sistema adesivo + resina. Após os tratamentos de superfície, foram realizados os reparos com auxílio de uma matriz de teflon, confeccionando cilindros de 3 mm de diâmetro. Os corpos-de-prova foram submetidos a teste de cisalhamento na máquina EMIC (FO - UERJ) com velocidade de 0,5 mm/s e os resultados obtidos em MPa foram tratados estatisticamente por ANOVA (p << 0,05) e teste de Tukey da seguinte forma: Grupo 1 - 24,96 ± 4,47; Grupo 2 - 21,23 ± 5,41; Grupo 3 - 21,41 ± 5,73; Grupo 4 - 16,49 ± 4,50; Grupo 5 - 13,35 ± 6,05.

Baseado nos resultados obtidos, os autores concluíram que os melhores resultados foram encontrados no grupo onde foi utilizado sistema adesivo + resina.

I090

Reparo das perfurações de furca: análise de materiais sob microscópio cirúrgico.

RANGEL, L.*, FIDEL, S., BRANDÃO, R., FIDEL, R., SABA, T., MOREIRA, E.

Departamento de PROCLIN – FO – UERJ. E-mail: romeromb@uol.com.br

O objetivo do presente trabalho foi avaliar, in vitro, o selamento marginal obtido quando do uso do cimento ionômero de vidro Ketac-Fil PlusÒ e osso bovino liofilizado em combinação com HistoacrylÒ em perfurações de furca em 30 molares inferiores humanos extraídos. Após os acessos, foram realizadas perfurações na área de furca através de brocas de alta rotação nº 2, sendo os espécimes mantidos em câmara umidificadora a 37ºC por 24 horas. Os dentes foram impermeabilizados e divididos aleatoriamente, em 2 grupos de 15 dentes cada: G1- Ketac-Fil PlusÒ; G2- Osso bovino liofilizado em combinação com HistoacrylÒ. Dois outros grupos de 5 dentes cada foram preparados como controle positivo e negativo. As câmaras pulpares de todos os espécimes foram seladas com resina Clip (SS White) e imersos em corante Rodamina B 2% por 72 horas. As amostras foram seccionadas longitudinalmente e examinadas sob microscópio cirúrgico modelo 902 (D.F. Vasconcelos) com aumento de 20 X, sendo a penetração do corante mensurada em mm por 3 observadores. Os dados foram analisados estatisticamente através do teste t, que revelou uma diferença significativa ao nível de 99% entre os grupos testados (p << 0,01). A média de infiltração do G2 foi menor que a do G1.

Através dos resultados obtidos neste estudo, pode ser concluído que osso bovino liofilizado em combinação com HistoacrylÒ apresentou melhor selamento marginal quando usado no reparo de perfurações de furca do que Ketac-Fil PlusÒ.

I091

Avaliação da rugosidade superficial de quatro compósitos resinosos anteriores após acabamento e polimento.

MARTINS, M. R., SOUZA, C. M.*, MARTINS, P. N., MONNERAT, A. F.

Departamento de Dentística – FO – UERJ. E-mail: marciopatricia@uol.com.br

O presente trabalho tem o objetivo de comparar in vitro a rugosidade superficial em três diferentes compósitos resinosos microparticulados e um compósito resinoso microhíbrido utilizados em restaurações de dentes anteriores, após acabamento e polimento. Foram confeccionados 40 corpos-de-prova com dimensões de 4 mm de altura e 6 mm de diâmetro, onde cada grupo de material: G1 - Point 4 (Kerr); G2 - Durafill VS (Kulzer); G3 - Amelogen Microfill (Ultradent); G4 - A110 (3M) era composto por 10 corpos-de-prova. Os corpos-de-prova foram confeccionados com o auxílio de uma matriz de silicona de condensação, sendo o compósito inserido dentro dessa matriz em dois incrementos de 2 mm e fotopolimerizados por 40 segundos com o aparelho Optilux Demetron 501 (Kerr). Após a confecção dos corpos-de-prova, estes foram colados em uma placa de vidro e armazenados em água destilada por 24 horas à temperatura ambiente. Em seguida, os corpos-de-prova foram acabados e polidos superficialmente com sistema Sof-Lex (3M) e avaliados através do rugosímetro Surftest 211 (Mitutoyo). Os dados obtidos foram analisados estatisticamente por ANOVA e Tukey. As médias e o desvio-padrão de cada grupo foi respectivamente: G1 - 0,328/0,06; G2 - 0,369/0,08; G3 - 0,398/0,08; G4 - 0,422/0,09.

De acordo com os resultados, os autores concluíram que houve diferença estatisticamente significante através do teste ANOVA (F = 3,004; p << 0,05), porém esta somente foi notada entre os grupos G1 e G4. Os grupos G1, G2 e G3 se portaram da mesma forma.

I092

Estudo in vitro da anatomia dos canais radiculares dos incisivos inferiores humanos.

RODRIGUES, A.*, ANDRADE, F., FIDEL, R., FIDEL, S., SABA, T., BRANDÃO, R.

Departamento do PROCLIN – FO – UERJ - Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: 1rsaba@uol.com.br

O desconhecimento sobre a complexidade da anatomia dental é um dos principais fatores no insucesso do tratamento endodôntico. O incisivo inferior, apesar de sua pequena dimensão, pode apresentar um ou dois canais. O objetivo deste trabalho foi avaliar a anatomia através do número e configuração dos canais, localização do forame apical e curvatura das raízes. 53 incisivos inferiores foram utilizados. Procedeu-se, então, um acesso conservador, injeção de tinta nanquim, submetendo posteriormente ao processo de diafanização. Realizou-se observação através de um microscópio cirúrgico (modelo 902) com aumento de 20 X (D. F. Vasconcelos). Os resultados indicaram a presença de forame único em 94,3% e delta apical em 5,7%. 69,8% dos canais mostraram-se únicos. Do restante, 81,25% bifurcavam-se no terço médio, 12,50% no terço cervical e 6,25% no terço apical. 60,37% apresentavam-se amplos no sentido vestíbulo-lingual. Quanto à curvatura radicular, 60,37% apresentavam inclinação distal nos milímetros finais. Os canais apresentavam com curvatura no sentido vestíbulo-distal em 41,51 % e uma discreta curvatura para distal nos milímetros finais em 47,17%.

Conclui-se que os incisivos inferiores apresentam uma complexa anatomia que uma vez não observada pode levar aos insucessos da terapia endodôntica.

I093

Estudo das características oclusais da dentadura decídua.

MILARÉ, L. V.*, SIQUEIRA, V. C. V., POSSOBON, R. F., TOLEDO, D. B.

FOP – UNICAMP, Piracicaba - SP; FO – PUC, Belo Horizonte - MG.

Os autores deste trabalho propuseram verificar o tipo de arco, a relação terminal dos segundos molares decíduos, a presença da mordida aberta anterior, sobremordida, sobressaliência e mordida cruzada posterior em 36 jovens leucodermas de ambos os sexos, que procuraram atendimento odontológico junto ao Centro de Pesquisas e Atendimento à Pacientes Especiais (CEPAE) da FOP/UNICAMP. Todos os jovens possuíam dentadura decídua completa, entre 3 a 4 anos de idade e com bom estado geral saúde. As informações foram obtidas por meio de exames clínicos, avaliando as características da dentadura decídua presente. Após a coleta dos dados e análise estatística, os autores concluíram que para o sexo masculino 50% apresentaram arco tipo I superior, 41,6% inferior; 5,55% arco tipo II superior e 13,8% inferior. A relação terminal em degrau distal, lado direito em 16,6%, 11,11% lado esquerdo; 25% degrau mesial tanto do lado direito quanto do esquerdo; 13,8% plano reto lado direito e 19,4% esquerdo. A mordida aberta anterior encontrava-se em 22,2%, 27,7% sobremordida, 36,1% sobressaliência e 8,3% mordida cruzada posterior. Para os do sexo feminino 25% possuíam arco do tipo I superior e 25 % inferior; 19,4% arco tipo II superior e inferior. A relação terminal em degrau distal tanto do lado direito quanto do esquerdo em 11,11%; 25% degrau mesial do lado direito, 19,4% lado esquerdo; 8,3% plano reto do lado direito e 13,8% do esquerdo. A mordida aberta anterior apresentava-se em 16,6%, 25% sobremordida, 33,3% sobremordida e 13,8% mordida cruzada posterior.

I094

Grau de satisfação de idosos com sua saúde bucal.

SILVEIRA, E. F., SOUZA, M. T. M.*, PAIXÃO, H. H., PORDEUS, I. A.

Departamento de Odontologia Social e Preventiva – FO – UFMG. Tel.: (0**31) 3499-2471.

Esse estudo teve como objetivo verificar o impacto das condições bucais sobre a qualidade de vida de uma população idosa através do grau de satisfação com a sua saúde bucal, assim como determinar alguns fatores sócio-demográficos (idade, sexo, estado civil e grau de instrução) associados a ela. Participaram 200 indivíduos, com 60 anos de idade ou mais, residentes nas cidades de Itapecerica (MG) e Caeté (MG). Foi utilizado um formulário de entrevista baseado no OHIP (SLADE; SPENCER, Community Dent Health, v. 11, p. 1, 1994), uma escala que mede o impacto social das complicações bucais em populações. Considerando não haver uma distribuição gaussiana dos dados, o teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis foi aplicado. Pela análise dos resultados observou-se que o impacto das condições bucais era maior para os indivíduos não usuários de próteses, apresentando relação significativa nos itens desconforto psicológico (p = 0,046), incapacidade física (p = 0,014), incapacidade psicológica (p = 0,003), incapacidade social (p = 0,002) e prejuízo/desvantagem (p = 0,00006). Verificou-se que o impacto foi maior para as mulheres na maioria dos domínios estudados, porém, esses valores não foram estatisticamente significativos.

Conclui-se que apesar da limitante condição bucal e da restrição funcional detectados, a maioria apresenta satisfação com o seu estado bucal, observando-se uma grande capacidade de aceitação e adaptação do idoso às condições bucais presentes. (Apoio: CNPq.)

I095

Avaliação do uso da técnica de mão-sobre-a-boca por odontopediatras de Belo Horizonte: implicações legais.

FERREIRA, K. D.*, WATANABE, S. A., FÚCCIO, F., RAMOS-JORGE, M. L., PORDEUS, I. A., PAIVA, S. M.

Departamento de Odontopediairia – FO – UFMG.

A técnica mão-sobre-a-boca é uma das técnicas de manejo comportamental mais controversas na Odontopediatria. Este estudo visa avaliar o conhecimento e a utilização da técnica por parte dos odontopediatras de Belo Horizonte e suas possíveis implicações legais. Para este fim foram distribuídos questionários a 47 odontopediatras registrados no CRO-MG e para uma amostra de conveniência de nove advogados. Os principais resultados obtidos mostraram que 98% dos odontopediatras estão cientes da correta indicação da técnica, mas em sua maioria (61%) não requisitam um consentimento formal aos pais da criança para a utilização desta. A utilização da técnica pode acarretar implicações legais segundo 76% dos dentistas. Destes, 83,4% acreditam que a implicação decorreria de uma má interpretação dos pais e 11,11% pensam que o processo ocorreria após a utilização da técnica sem autorização dos responsáveis. Em contrapartida, apenas 30% dos entrevistados pedem consentimento antes de aplicar a técnica. A maioria dos advogados (56%), baseados no Código Penal Brasileiro, Código Civil e Estatuto da Criança e do Adolescente, afirmaram a possibilidade de implicação legal decorrente da utilização da técnica.

Sendo assim, os odontopediatras mostraram-se familiarizados com a utilização da técnica, embora não tomem as medidas necessárias ao respaldo jurídico e legal. É indispensável que os profissionais utilizem a técnica dentro de suas corretas indicações, solicitando o consentimento escrito.

I096

Capacidade seladora de diferentes materiais no preenchimento de perfurações radiculares.

BALDANI, J. C.*, TANOMARU, J. M. G., DOMANESCHI, C., TANOMARU, F. M., SILVA, L. A. B., LEONARDO, M. R.

FOAr – UNESP; FORP – USP. E-mail: tanomaru@foar.unesp.br

A capacidade seladora do material empregado no selamento de perfurações radiculares é um importante fator no sucesso do tratamento. Para avaliação do selamento proporcionado por alguns materiais, trinta e seis caninos superiores extraídos de humanos tiveram seus canais radiculares instrumentados, obturados e divididos em 3 grupos. Em seguida, uma cavidade foi preparada com broca esférica na face distal de cada raiz, simulando perfuração radicular, sendo preenchidas com os seguintes materiais, estabelecendo os grupos experimentais: cimento de óxido de zinco e eugenol, Sealer 26, Mineral Trióxido Agregado (MTA). Os dentes foram imersos em solução de azul de metileno a 2%, em ambiente com vácuo, durante 48 horas e após este período a infiltração marginal foi analisada por meio de escores. Os resultados obtidos foram submetidos à análise estatística e demonstraram que o Sealer 26 e MTA proporcionaram selamento marginal semelhantes entre si (p >> 0,05), com resultados superiores aos obtidos pelo cimento de óxido de zinco e eugenol (p << 0,05).

Conclui-se que o Sealer 26 e MTA apresentam boa capacidade seladora em perfurações radiculares, quando comparados ao cimento de óxido de zinco e eugenol.

I097

Capacidade seladora de materiais retrobturadores com diferentes métodos de preparo apical.

LOPES, B. M. V.*, TANOMARU, J. M. G., TANOMARU FILHO, M.

Disciplina de Endodontia – FOAr – UNESP. Tel./fax: (0**16) 201-6392. E-mail: tanomaru@foar.unesp.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade de selamento apical de dois materiais retrobturadores, em cavidades retrógradas preparadas por dois diferentes métodos. Quarenta caninos extraídos de humanos tiveram seus canais radiculares instrumentados e obturados. Após a secção da porção apical radicular, cavidades retrógradas foram preparadas pelo método convencional com broca esférica ou utilizando ponta diamantada para retropreparo em aparelho de ultra-som. As cavidades retrógradas foram preenchidas com cimento Sealer 26 ou Sealer Plus acrescido de óxido de zinco, determinando os 4 grupos experimentais. Em seguida, foram imersos em solução de azul de metileno a 2% por 48 horas em ambiente com vácuo. Decorrido este período, as raízes foram seccionadas longitudinalmente e a infiltração do corante analisada. Os resultados demonstraram que o Sealer 26 e o Sealer Plus acrescido de óxido de zinco apresentaram pequena infiltração marginal (média de 0,4 mm), sem diferenciação entre os materiais ou métodos de preparo da cavidade retrógrada (p >> 0,05).

Conclui-se que os materiais retrobturadores estudados apresentam boa capacidade seladora sem influência do método de preparo da cavidade apical.

I098

Atividade antimicrobiana in vitro de materiais obturadores e retrobturadores.

RODRIGUES, V. M. T.*, TANOMARU, J. M. G., TANOMARU FILHO, M., SPOLIDÓRIO, D. M. P., ITO, I. Y.

FOAr – UNESP; FCFRP – USP. Tel./fax: (0**16) 201-6392. E-mail: tanomaru@foar.unesp.br

O objetivo deste trabalho, foi avaliar a atividade antimicrobiana de cimentos obturadores e retrobturadores, utilizados no tratamento endodôntico convencional e cirurgias parendodônticas. Vários cimentos endodônticos, quando modificados na sua proporção e consistência, podem ser empregados nas obturações retrógradas. Foram testados os cimentos, Sealer 26, nas proporções 2:1 e 5:1; Sealapex, nas proporções 1:1 e 1:1:2 partes de óxido de zinco e o óxido de zinco e eugenol na proporção de 2:1 e 4:1, sobre sete diferentes microrganismos: com cepas de campo e padrão, de uma levedura (Candida albicans) e bactérias aeróbias e facultativas, gram-negativas e gram-positivas. O método empregado foi o de difusão em ágar pelo método de poço, onde a camada base foi obtida com 10 ml de Mueller-Hinton Medium - MH (Difco) e a camada “seed” com 5 ml de MH adicionado dos microrganismos teste na concentração final de 106 UFC/ml. Foram confeccionados poços de 4 mm de diâmetro, onde foram depositados os cimentos testados. As placas permaneceram à temperatura ambiente por 2 horas (pré-incubação), seguida de incubação a 37ºC por 24 h. Todos os testes foram realizados em triplicata. Após a incubação, as placas foram otimizadas pela adição do gel de TTC a 0,05% em 1% de ágar e os halos de inibição mensurados, constatando-se que todas as cepas microbianas foram inibidas por todos materiais avaliados.

Conclui-se que os materiais testados apresentam atividade antimicrobiana em ordem decrescente: óxido de zinco e eugenol, Sealer 26 e Sealapex.

I099

Diagnóstico de anomalias de desenvolvimento dentário: um estudo radiográfico.

MARQUES, L. S.*, MAZZIEIRO, E. T., SOUKI, B. Q., CRUZ, R. A.

Centro de Odontologia e Pesquisa – PUC - MG. E-mail: lsmarques21@hotmail.com

Objetivando-se determinar a prevalência de anomalias de desenvolvimento dentário em indivíduos na faixa etária entre seis e doze anos, avaliou-se 238 radiografias panorâmicas, sendo 116 de indivíduos do sexo masculino e 122 do feminino. Classificou-se as anomalias quanto ao número, a forma e a posição. Dois examinadores verificaram a amostra. Como resultado, observou-se uma prevalência de 42% de diversas anomalias. Dentre as anomalias de número, a hipodontia e o supranumerário mostraram uma prevalência de 9,6% e 4,2% respectivamente. Em 52% dos indivíduos com hipodontia observou-se a ausência de mais de um dente, enquanto que 70% dos casos de supranumerários ocorreram na região dos incisivos superiores. Considerando a forma, a microdontia apresentou uma prevalência de 0,8% e 100% desses casos acometeram os incisivos laterais que estavam conóides. Não se notou casos de dens-in-dente, fusão e taurodontismo. Todos os dentes com dilaceração radicular (5,5%) locarizaram-se na região dos incisivos superiores. A anomalia de posição mais expressiva foi a rotação (11,7%) sendo 60% na mandíbula e 40% na maxila. Em relação ao sexo, somente a dilaceração radicular apresentou resultado estatisticamente significante (teste do qui-quadrado, p = 0,008), sendo 85% dos casos diagnosticados em indivíduos do sexo masculino.

Desta forma, conclui-se que uma alta prevalência de anomalias de desenvolvimento dentário pôde ser diagnosticada precocemente através do uso de radiografias panorâmicas, confirmando assim a importância de tal exame.

I100

Avaliação epidemiológica do estado de saúde bucal de idosos.

SCELZA, M. Z., RODRIGUES, C. R.*, SANTOS, V. S., MAIA, L. C., CÂMARA, V.

Odontoclínica – FOUFF. Tel.: (0**21) 577-0321. E-mail: claudia_r_rodrigues@hotmail.com

O presente estudo verificou o estado de saúde bucal de 103 pacientes com idade superior a 60 anos do Centro Gerontológico do Programa Interdisciplinar de Geriatria e Gerontologia da UFF. Realizou-se a anamnese e um questionário a respeito das percepções dos idosos sobre as perdas dentárias e suas conseqüências. Em seguida, realizou-se o exame clínico intrabucal, o levantamento do índice CPOD e a avaliação das próteses. Com auxílio do programa estatístico Epi Info 6.04D, executou-se o teste não-paramétrico de Mann-Whitney com nível de significância de 5%. Em relação ao índice CPOD, obteve-se uma média de 27,92, não havendo diferença estatisticamente significante entre os sexos (p >> 0,05). Dos entrevistados, 47,8% responderam que se arrependeram de extrair todos os dentes, o que não ocorreu com 52,2% da população; além disso, houve uma relação entre a idade da colocação da primeira prótese e o sexo. Verificou-se uma tendência de se relacionar próteses totais superiores com hiperplasia inflamatória por próteses mal adaptadas e candidose oral, havendo uma correlação significante com o aparecimento de candidose oral em relação a prótese total inferior (p << 0,05). As alterações vasculares da cavidade bucal foram significantes nos pacientes de maior faixa etária (p << 0,01). No levantamento epidemiológico realizado, o estado de saúde bucal de pacientes idosos apresentou características peculiares desta faixa etária, demonstrado pelo uso de próteses em decorrência de muitas perdas dentárias, onde também puderam ser observadas diferenças entre os sexos em algumas situações.

I101

Concentração de flúor em alimentos infantis e o risco de fluorose dental.

DUARTE, J. L.*, TAGA, M. L. L., GRANJEIRO, J. M., BUZALAF, M. A. R.

Faculdade de Odontologia de Bauru – Universidade de São Paulo. E-mail: mbuzalaf@fob.usp.br

Nos últimos anos têm crescido bastante os índices de fluorose dental, devido ao aumento da ingestão do flúor a partir de diferentes fontes, entre elas os alimentos infantis industrializados. Para que se possa ter um melhor controle da ingestão é necessário conhecer a quantidade de flúor presente em alimentos consumidos por crianças na faixa etária de risco (11 meses a 7 anos) para desenvolverem a fluorose dental. O objetivo deste estudo foi analisar a concentração de F total presente em alimentos consumidos habitualmente por crianças produzidos em locais diferentes do país e em três lotes de produção. Os alimentos foram divididos nos seguintes grupos: A) cereais infantis; B) papinhas cremosas; C) sorvete e iogurte. O flúor total foi separado por microdifusão facilitada por hexametildisilazano (HMDS) e a análise da concentração de flúor foi feita utilizando-se eletrodo íon sensível (Orion 96-09). As médias ± dp (amplitude) das concentrações de FT (ppm) encontradas nas amostras foram: A) 3,016 ± 2,538 (0,43-6,64, n = 9); B) 0,061 ± 0,038 (0,026-0,12, n = 9); C) 0,020 ± 0,137 (0,06-0,36, n = 6). Não houve diferença na concentração de flúor encontrado nos alimentos nos três lotes analisados.

Em função dos resultados, da quantidade de alimentos consumidos normalmente e da dose diária máxima de flúor recomendada para se evitar a fluorose dental (0,05-0,07 mgF/kg peso corporal), conclui-se que, alguns produtos podem ser importantes fatores de risco para a fluorose dental, especialmente quando somados a outras fontes de flúor.

I102

Estabilidade do flúor na unha de ratos: tempo de estocagem.

FURLANI, T. A.*, WHITFORD, G. M., GRANJEIRO, J. M., BUZALAF, M. A. R.

Departamento de Ciências Biológicas – FOB – USP; MCG – EUA. Tel.: (0**14) 235-8346. E-mail: mbuzalaf@fob.usp.br

Estamos realizando estudos para avaliar a viabilidade de se usar unhas como indicadores da exposição ao flúor (F) em ratos. O objetivo do presente estudo foi determinar se a concentração de F em unhas de ratos permanece inalterada em função do tempo após a coleta das mesmas. Ratos Wistar machos (n = 24) receberam água deionizada e ração contendo 25,9 ppm F por 77 dias. O sangue e as unhas foram coletados para análise de F usando o eletrodo (Orion 9409), após difusão facilitada por HMDS. As unhas foram divididas em três grupos que diferiram em relação ao tempo entre a coleta e a análise: imediata (G1), 2 meses (G2) e 3 meses (G3). Antes da análise, o plasma foi armazenado a -20ºC e as unhas, à temperatura ambiente. As concentrações plasmáticas de F foram similares entre os grupos (0,017 ± 0,004 ppm). Entretanto, as concentrações de F nas unhas foram muito diferentes entre os grupos: G1 - 37,40 ± 10,70 ppm; G2 - 2,72 ± 2,70 ppm; G3 - 1,38 ± 0,57 ppm. A ANOVA e o teste de Tukey-Kramer mostraram que a concentração de F do G1 foi significantemente maior em relação ao G2 e ao G3 (p << 0,001). A redução dependente do tempo na quantidade de F detectada ainda não foi explicada. Pode ser resultado da formação de um composto não difusível pelo método do HMDS ou da formação de um composto volátil contendo F. Estudos estão sendo realizados para se avaliar estas possibilidades e para se determinar mais precisamente a cronologia deste fenômeno.

I103

Efeito antimicrobiano da Mikania sobre Streptococcus mutans.

YATSUDA, R.*, MURATA, R. M., DUARTE, S., ROSALEN, P. L., CURY, J. A., REHDER, V. G.,
KOO, H.

Departamento de Ciências Fisiológicas – FOP – UNICAMP. Tel./fax: (0**19) 430-5308. E-mail: rosalen@fop.unicamp.br

O objetivo deste estudo foi analisar in vitro as propriedades de plantas do gênero Mikania (guaco) sobre o crescimento bacteriano e aderência celular de estreptococos do grupo mutans. Extratos etanólicos (etanol 80%, v/v) e frações hexânicas (dissolvidas em etanol 100%, v/v) de M. laevigata (EEMl e FHMl) e M. glomerata (EEMg e FHMl) foram utilizadas neste estudo. Os efeitos destes extratos sobre Streptococcus mutans (Ingbritt 1600 e isolado clínico) e S. sobrinus (6715 e isolado clínico) foram analisados através da determinação de concentração inibitória mínima (CIM), concentração bactericida mínima (CBM) e teste de aderência celular em superfície de vidro (Adh). As concentrações dos extratos variaram entre 12,5 e 800 µg/ml. Os controles negativos foram etanol 80% (v/v) e 100%. A CIM para o S. mutans Ingbritt 1600 foi 25 µg/ml (EEMl e EEMg) e 12,5 µg/ml (FHMl e FHMg), e CBM 50 µg/mL (EEMl, EEMg; e FHMl) e 12,5 µg/ml (FHMg). Para S. sobrinus 6715 a CIM foi de 12,5 µg/ml (EEMl, FHMl e FHMg) e 25 µg/ml EEMg, e CBM 50 µg/ml (EEMl, EEMg e FHMl) e 12,5 µg/ml (FHMg). Os valores da CIM/CBM dos isolados clínicos foram superiores aos das espécies correspondentes. A aderência celular de todos microrganismos testados foi inibida na concentração entre 100 e 50 µg/ml para EEMl e EEMg, e menor que 12,5 µg/ml para as FHMl e FHMg.

Concluímos que os extratos da M. laevigata e M. glomerata inibiram o crescimento bacteriano e a aderência celular de S. mutans e S. sobrinus, sugerindo que ambas possuem potencial anticariogênico. (FAPESP - 99/12007-0.)

I104

Potencial antimicrobiano de própolis de várias regiões brasileiras.

MURATA, R. M.*, KOO, H., GONÇALVES, R. B., CURY, J. A., YATSUDA, R., ROSALEN, P. L.

Departamento de Ciências Fisiológicas – FOP – UNICAMP. Tel./fax: (0**19) 430-5313. E-mail: ramirofop@yahoo.com

Este estudo analisou in vitro as propriedades da própolis de 8 regiões brasileiras sobre o crescimento de estreptococos mutans. Extratos etanólicos das própolis - EEP [etanol 80% (v/v)] provenientes das regiões do Rio Grande do Sul - RS, Paraná - PR, São Paulo - SP, Minas Gerais - MG, Mato Grosso do Sul - MS, Bahia (caatinga) - BAca e Bahia (mata atlântica) - BAma foram utilizadas nos testes de halo de inibição, Concentração Inibitória Mínima - CIM e Concentração Bactericida Mínima - CBM com os microrganismos do grupo mutans, sendo 4 de coleção (ATTC) e 3 isolados clínicos. As concentrações utilizadas dos EEPs foram: halo de inibição - 800 µg/ml e CIM/CBM - entre 12,5 a 800 µg/ml. As condições de incubação dos microrganismos foram: 10% de CO2, 37ºC, 24 h. Foram feitas 3 triplicatas para cada experimento com seus controles negativos/positivos. A análise estatística foi realizada por Kruskal-Wallis. Dentre os resultados, o EEP-RS apresentou os maiores halos de inibição e menores CIM/CBM para todos microrganismos testados, sendo diferentes estatisticamente (p << 0,05) dos demais. Os valores de halos de inibição variaram de 2,7-4,9 mm, a CIM foi entre 25-50 µg/ml para todos os microrganismos testados. As CBMs variaram de 25-200 µg/ml para os microrganismos provenientes da coleção e de 25-50 µg/ml para as cepas clínicas correspondentes.

A própolis demonstrou potencial anticariogênico, o EEP-RS apresentou a melhor atividade antimicrobiana contra os estreptococos, tendo sido mais efetiva sobre microrganismos isolados clínicos. (FAPESP - 99/12008-7, CNPq - 468474/00-5; 466879/00-8.)

I105

Avaliação da prevalência de cárie em escolares de Águas de São Pedro - SP e Ipeúna - SP.

TEIXEIRA, M. S.*, LEITES, J. S., GUIRADO, C. G.

Departamento de Odontologia Infantil – Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5285.

Esse trabalho tem como objetivo comparar os índices de dentes cariados, perdidos e obturados (CPOD e ceo para dentes permanentes e decíduos respectivamente) de escolares com idade entre 5 a 12 anos em áreas com diferentes histórias de fluoretação da água. O levantamento foi conduzido em escolas públicas de Águas de São Pedro e Ipeúna. A cidade de Águas de São Pedro realiza fluoretação desde 1984, enquanto a de Ipeúna nunca realizou tal procedimento. A análise do índice de flúor da amostra de água coletada das duas cidades foi efetuada no laboratório de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP sendo encontrado 0,7 ppmF em Águas de São Pedro e 0,06 ppmF em Ipeúna. Os exames clínicos foram realizados em 417 crianças (260 em Águas de São Pedro e 157 em Ipeúna), sob luz natural, em cadeiras no pátio das escolas, utilizando-se sonda exploradora e espelho bucal. Os dados foram anotados em fichas individuais e posteriormente submetidos à análise estatística. Observou-se médias de CPOD = 0,94 (± 1,45) e ceo = 1,80 (± 2,52) para Águas de São Pedro e médias de CPOD = 0,68 (± 1,38) e ceo = 2,96 (± 3,39) para Ipeúna. Além disso, foi observado que 31,2% das crianças de Águas de São Pedro apresentaram ceo e CPOD iguais a zero; já em Ipeúna essa porcentagem foi de 22,3%.

Conclui-se que não há diferença estatisticamente significante entre as médias de CPOD de Águas de São Pedro e Ipeúna. Já para o ceo essa diferença existe (p = 0,002). Observou-se também que a porcentagem de crianças com CPOD e ceo iguais a zero foi maior em Águas de São Pedro.

I106

Influência do dessensibilizador dentinário na resistência à microtração de adesivos.

MASSAROTTO, J. A.*, OLIVEIRA, L. V., SEARA, S., KROLL, L., PEREIRA, G. D. S.

Departamento de Odontologia Restauradora – UGF/UNICAMP.  E-mail: giseledamiana@yahoo.com

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência de um dessensibilizador dentinário - D/Sense 2 na resistência à microtração de dois sistemas adesivos: Bistite II SC - autocondicionante e Prime & Bond 2.1 - frasco único. Dezesseis discos dentinários com aproximadamente 3 mm de espessura foram obtidos de terceiros molares humanos recentemente extraídos. As superfícies dentinárias foram desgastadas com lixas de carbureto de silício granulação 600 para padronizar a espessura da lama dentinária. Os dentes foram aleatoriamente divididos em quatro grupos (n = 4). G1 e G2 - os sistemas Prime & Bond 2.1 e Bistite II SC foram aplicados, respectivamente, nas superfícies tratadas previamente com D/Sense 2; G3 e G4 - os sistemas Prime & Bond 2.1 e Bistite II SC foram aplicados, respectivamente, nas superfícies sem o tratamento prévio com D/Sense 2. Coroas com 8 mm de altura foram construídas nas superfícies com o compósito TPH Spectrum. Após 24 horas imersos em água destilada, os dentes restaurados foram seccionados paralelamente ao seu longo eixo, nos sentidos mésio-distal e vestíbulo-lingual, para a obtenção dos espécimes, com aproximadamente 1 mm2, que foram submetidos ao teste de microtração a uma velocidade de 0,5 mm/min. Uma amostra de cada grupo foi preparada para avaliação em microscópio eletrônico de varredura (MEV). O teste de Tukey apontou os resultados em MPa: G1 -17,85-b; G2 - 9,88-c; G3 - 35,16-a e G4 - 15,57-b.

Através da análise estatística foi possível concluir que o desensibilizador D/Sense 2 reduziu significativamente a resistência adesiva dos sistemas avaliados.

I107

Influência da camada híbrida na resistência à microtração de adesivos.

OLIVEIRA, L. V.*, MASSAROTTO, J. A., SABOIA, V. P. A., PEREIRA, G. D. S., DIAS, C. T. S.

Departamento de Odontologia Restauradora – UGF; UNICAMP. Tel.: (0**19) 422-7902.

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência da desproteinização da dentina na resistência à microtração de três sistemas adesivos. Vinte e quatro discos com aproximadamente 3 mm de espessura foram obtidos da dentina coronária de terceiros molares humanos. Após a padronização da espessura da lama dentinária com lixas de carbureto de silício granulação 600, os dentes foram aleatoriamente divididos em seis grupos (n = 4). Nos grupos G1, G2 e G3 os sistemas Prime & Bond 2.1 (PB), Prime & Bond NT (NT) e Clearfil MegaBond (MB) respectivamente, foram aplicados na superfície dentinária de acordo com instruções dos fabricantes. Nos grupos G4, G5, G6 os mesmos sistemas foram aplicados nas superfícies tratadas previamente com hipoclorito de sódio (HS) a 10% por 1 minuto. Coroas com 8 mm de altura foram construídas nas superfícies com o compósito TPH Spectrum. Após 24 horas imersos em água destilada, os dentes restaurados foram seccionados paralelamente ao seu longo eixo, nos sentidos mésio-distal e vestíbulo-lingual, para a obtenção dos espécimes, com aproximadamente 1 mm2, que foram submetidos ao teste de microtração a uma velocidade de 0,5 mm/min. O teste de Tukey apontou os resultados em MPa: G6- MB/HS-40,16 a; G3- MB-37,14 ab; G1- PB-33,25 bc; G4- PB/HS-30,55 dc; G2- NT-26,56 d; G5- NT/HS- 20,10 e.

Através dos resultados conclui-se que a remoção do colágeno promoveu um decréscimo significativo dos valores de adesão apresentados pelo sistema NT porém, o tratamento com HS não influenciou na resistência adesiva dos sistemas MB e PB.

I108

Análise comparativa entre dois métodos quantitativos para determinação dos níveis de Streptococcus mutans em crianças.

CASTILHO, J. B.*, GUIRADO, C. G., MAYER, M. P. A.

Departamento de Odontologia Infantil – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5287, fax: (0**19) 430-5218.

Diversos métodos comerciais estão disponíveis no mercado para determinação dos níveis salivares de Streptococcus mutans. No entanto, estes destinam-se à análise em adolescentes e adultos, visto que requerem o uso de saliva estimulada. A época de colonização e o nível de infecção por S. mutans na primeira infância constitui importante fator a ser considerado na análise do risco de cárie de um indivíduo. O presente estudo teve como objetivo comparar os resultados obtidos com o teste comercial Dentocult SMâ - “strip” mutans (Orion Diagnostica/Finlândia) para determinação dos níveis salivares de S. mutans; em crianças, quando não é usada saliva estimulada, com os dados obtidos com o teste da espátula de madeira preconizado por KOHLER; BRATTHALL, J Clin Microbiol, 9:5, 1979. A amostra constituiu-se de 90 bebês, com idade entre 12 e 19 meses, de creches municipais de Piracicaba - SP. A coleta da saliva foi realizada para os dois testes, no mesmo momento, sempre no período da manhã, antes da primeira refeição. Em 88,9% da amostra foram detectados S. mutans. Através de teste de correlação de Spearman, foi observada correlação positiva entre os testes, sendo r = 0,43 (p = 0,0001). Obteve-se alto valor de especificidade (91%) e baixo valor de sensibilidade (50%).

Os dados obtidos demonstram que o teste comercial se relaciona ao da espátula de madeira para determinação dos níveis de S. mutans em bebês. Também confirmam a infecção precoce por S. mutans nesta população, antes do período sugerido pela janela de infectividade proposto através de outros estudos. (Auxílio: FAPESP - processo 135-3.)

I109

Influência do modo de polimerização na resistência de um adesivo.

SIGEMORI, R. M., KROLL, L., PAULILLO, L. A. M. S., PEREIRA, G. D. S.

Departamento de Odontologia Restauradora – UNICAMP. E-mail: giseledamiana@yahoo.com

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do modo de polimerização na resistência à microtração do sistema adesivo Prime & Bond 2.1. Oito discos com aproximadamente 3 mm de espessura foram obtidos da dentina coronária de terceiros molares humanos. Após a padronização da espessura da lama dentinária com lixas de carbureto de silício granulação 600, os dentes foram aleatoriamente divididos em dois grupos (n = 4). No grupo G1, o sistema Prime & Bond 2.1 (PB) foi aplicado na superfície dentinária de acordo com instruções do seu fabricante e fotoativado pelo aparelho XL3000 - 3M. No grupo G2 o sistema Prime & Bond 2.1 foi misturado ao ativador Self Cure Activator, que desencadeou a polimerização química do mesmo. Findo a hibridização, coroas com 8 mm de altura foram construídas nas superfícies com o compósito TPH Spectrum. Após 24 horas imersos em água destilada, os dentes restaurados foram seccionados paralelamente ao seu longo eixo, nos sentidos mésio-distal e vestíbulo-lingual, para a obtenção dos espécimes, com aproximadamente 1 mm2 de diâmetro, que foram submetidos ao teste de microtração a uma velocidade de 0,5 mm/min. Duas amostras foram preparadas separadamente para cada grupo e avaliadas em microscópio eletrônico de varredura. O teste de Tukey apontou as médias em MPa: G1 - 26,2 (a) e G2 - 13,5 (b).

Através dos resultados obtidos foi possível concluir que a ativação química do sistema PB promoveu um decréscimo significativo dos seus valores de adesão.

I110

Avaliação in vitro da microinfiltração das resinas condensáveis em molares decíduos.

ROSSA, G. G.*, COTRIM, A. M. C., BUSSADORI, S. K., SANTOS, E. M.

Departamento de Odontopediatria – FOUSP.

Avaliou-se a microinfiltração de resinas condensáveis, em cavidades proximais de dentes decíduos. Prepararam-se, em 25 molares decíduos do Banco de Dentes Decíduos da Disciplina de Odontopediatria da FOUSP, cavidades tipo MO e OD, totalizando 50 corpos-de-prova que foram divididos em 5 grupos e restaurados com resinas condensáveis, utilizando-se seus próprios sistemas adesivos: grupo 1 - Filtek P60 - Single Bond - 3M; grupo 2 – Surefil - Prime Bond - Dentsply; grupo 3 - Prodigy - Optibond Solo - Kerr; grupo 4 - Ariston - Ariston AT Liner - Vivadent; grupo 5 - Filtek Z250 - Single Bond - 3M. Os dentes foram impermeabilizados, corados em azul de metileno a 0,5%, pH 7,2 por 4 horas, seccionados no sentido mésio-distal, lixados e avaliados por três observadores, segundo escores preestabelecidos.

Os dados foram submetidos à análise estatística, e concluiu-se que houve diferença estatisticamente significante entre os grupos, exceto quando comparamos o grupo 4 com o grupo 1, o grupo de maior infiltração foi o 3, seguido pelo grupo 2, depois pelos grupos 1 e 4. O grupo com menor índice de infiltração foi o grupo 5.

I111

Influência de diferentes materiais no tampão cervical de clareamento endógeno.

FABRINI, A. E. S.*, VASCONCELLOS, W. A., RIBEIRO, F. S. V., DUTRA, R., SILVEIRA, F. F., ALBUQUERQUE, R. C.

DOR – FO – UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: betinha.fabrini@bol.com.br

A técnica de clareamento endógeno apresenta como desvantagem o risco de reabsorção radicular externa. A confecção de um tampão radicular consiste no principal procedimento para evitar tal problema. O objetivo deste estudo é avaliar a capacidade de vedamento de 5 materiais empregados para confecção deste tampão. Foram selecionados 42 pré-molares superiores recém-extraídos, conservados em solução de cloramina T 1%. Os dentes foram tratados endodonticamente e posteriormente divididos aleatoriamente em 6 grupos (controle, cimento ionomérico químico/ Ketac Fil; cimento ionomérico fotopolimerizável/Vivaglass; cimento resinoso/Flow-It Self Cure, fosfato de zinco/cimento de zinco, pasta de ZnO sem eugenol/Cotosol) com 7 espécimes cada. Após a execução do tampão, os dentes foram termociclados, impermeabilizados, corados com azul de metileno a 2%, lavados, incluídos em resina acrílica e cortados. Prosseguiu-se com a leitura das amostras e os resultados submetidos ao teste de Kruskal-Wallis. Obteve-se um valor (H) de 23,73 e um valor X para 5 graus de liberdade de 23,73.

A comparação das amostras duas a duas permitiu concluir que os materiais com melhor capacidade de vedamento foram fosfato de zinco e Cotosol não havendo diferença significante entre eles, enquanto diferença significativa (a = 0,01) foi observada quando comparou-se esses dois grupos com os demais.

I112

Avaliação da articaína associada a duas concentrações de adrenalina.

TOFOLI, G. R.*, RANALI, J., SOARES, P. C. O., VOLPATO, M. C., RAMACCIATO, J. C.

Departamento de Ciências Fisiológicas – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5308. E-mail: jranali@fop.unicamp.br

A articaína, uma solução anestésica recém-lançada no mercado nacional, apresenta-se disponível para uso odontológico associada a adrenalina na concentração de 1:100.000 e 1:200.000. O objetivo deste trabalho foi avaliar o tempo de latência, duração da anestesia pulpar completa e tempo de volta ao limiar basal proporcionados pela injeção de: (G1) Septanest (DFL), articaína 4% com adrenalina 1:100.000, (G2) Septanest (DFL), articaína 4% com adrenalina 1:200.000. Foram selecionados 15 voluntários saudáveis, de ambos os sexos, que receberam anestesia troncular dos nervos alveolar inferior e lingual direitos, com avaliação periódica da sensibilidade pulpar por estímulo elétrico através do aparelho Pulp Test (Vittality Scanner). Os dados foram submetidos a análise não-paramétrica, Wilcoxon pareado (a = 0,05). Não houve diferença significativa para tempo de latência (p = 0,4846), duração da anestesia pulpar completa (p = 1,00) e tempo de volta ao limiar basal (p = 0,5937) entre os dois grupos.

Os resultados deste trabalho sugerem que a solução de articaína associada a adrenalina 1:200.000 parece ser tão eficiente quanto a solução com adrenalina 1:100.000, sugerindo que uma maior concentração de vasoconstritor pode ser desnecessária para uma eficaz anestesia com a articaína. (Apoio: FAEP - UNICAMP.)

I113

Avaliação da incidência de lesões de cárie oculta em uma população jovem.

MAIA, A. V., BERNARDON, J. K.*, VIEIRA, L. C. C., ANDRADA, M. A. C.

Dentística Restauradora – UFSC. Tel.: (0**48) 331-9880, fax: (0**48) 234-1788. E-mail: elamaia@bol.com.br

Embora inúmeros estudos mostrem uma redução na incidência de cárie de superfície lisa, a incidência de cárie em superfícies oclusais permanece alta. Não é raro encontrar, tanto na oclusal como em superfícies proximais, desmineralização dentinária suficiente para ser diagnosticada radiograficamente sob estrutura de esmalte clinicamente intacta, denominadas de cárie oculta. Em geral, este tipo de lesão ocorre em pessoas com boa higiene oral e que estão, freqüentemente, em contato com o flúor. Por apresentarem etiologia desconhecida, alguns autores sugerem que a grande disponibilidade de fluoretos (dentifrícios fluoretados, água de abastecimento) tenha alguma influência no aparecimento dessas lesões. Cientes das dificuldades encontradas pelos clínicos ao fazerem o diagnóstico das lesões denominadas ocultas, o objetivo desta pesquisa in vivo é avaliar, através de uma análise radiográfica, o índice de prevalência de lesões de cárie oculta em uma população alvo predeterminada. Baseado no fato de que os estudantes de Oodontologia conhecem os princípios indispensáveis para a realização de uma boa higiene oral, selecionou-se os alunos da 5ª e 6ª fases como população-alvo para avaliar a prevalência de lesões de cárie oculta em uma população jovem. Foram feitas radiografias interproximais de pré-molares e molares, de ambos os lados, respeitando normas técnicas e de biosseguranca, cujas avaliações foram feitas por dois examinadores pré-calibrados. De um total de 1.120 dentes avaliados, sendo 560 pré-molares e 560 molares, observou-se a existência de radiolucidez em superfícies proximais e/ou oclusais a nível de dentina, e radiopacidade normal em esmalte em 0,62%. Em relação aos pré-molares, encontrou-se um percentual de 0,43% para os superiores, sendo que, para os inferiores, nenhuma lesão foi diagnosticada. No caso dos molares, encontraram-se 1,27% e 1,22% nos superiores e inferiores, respectivamente.

Através dos resultados obtidos, constatou-se que, apesar da baixa prevalência, as lesões de cárie oculta não devem ser esquecidas, uma vez que lesões em dentina são difíceis de serem controladas.

I114

Desordens craniomandibulares em crianças da FOSJC.

SCHREINER, C. C.*, ROCHA, J. C., ABUD, K. R.

Disciplina de Odontopediatria – Faculdade de Odontologia de São José dos Campos – UNESP. Tel.: (0**12) 321-8166.

Desordens craniomandibulares (DCM) são distúrbios que ocorrem na articulação temporomandibular (ATM), estrutura que articula a mandíbula ao crânio, abrangendo um número de problemas clínicos, que podem envolver os músculos mastigatórios, sendo considerada a maior causa de dor não dental na região orofacial. O objetivo desse trabalho foi avaliar a freqüência de DCM, sinais e sintomas clínicos e subjetivos em crianças que freqüentam o ambulatório da Clínica Infantil da Faculdade de Odontologia de São José dos Campos. Foram examinadas 30 crianças, entre 2 e 10 anos de idade, 11 do sexo feminino e 19 do sexo masculino. Nestas crianças foram realizados exames clínicos minuciosos da cavidade bucal, observando: formação dental, protrusão e retrusão da mandíbula, “overbite”, “overjet”, mordida aberta, mordida cruzada, relação topo a topo, desvios de linha média e medidas de abertura máxima. A região de ATM foi avaliada por meio de palpação e auscultação. Foi aplicado um questionário para as crianças e seus acompanhantes relacionando hábitos, dores de cabeça, dores na região da ATM, distúrbios na região da face e pescoço, temperamento da criança e história clínica do paciente. Após a coleta dos dados, estes foram tabulados e tratados percentualmente.

Os resultados revelaram que 55% da nossa amostra apresentava DCM, mais associadas a hábitos parafuncionais e/ou viciosos do que à própria condição bucal anatômica e/ou fisiológica.

I115

Tratamento ortopédico – avaliação das estruturas faciais esqueléticas e tegumentares.

OLTRAMARI, P. V. P.*, BRANGELI, L. A. M., HENRIQUES, J. F. C.

Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva – Faculdade de Odontologia de Bauru – USP.

O objetivo deste trabalho foi avaliar, comparativamente, as alterações cefalométricas esqueléticas e tegumentares, provenientes do tratamento da má-oclusão de Classe II, 1ª divisão de Angle, com os aparelhos Ativador combinado com a ancoragem extrabucal e Bionator. Vinte e quatro pacientes foram tratados com o Ativador combinado, vinte e cinco com o Bionator e outros vinte e quatro formaram o grupo controle. As telerradiografias em norma lateral, obtidas no início e no fim do período experimental, foram digitalizadas, o traçado cefalométrico realizado e os resultados submetidos ao teste estatístico. Com base na metodologia empregada, constatamos que ambas terapias não alteraram significativamente o padrão de crescimento facial, bem como a altura facial póstero-inferior e o posicionamento do lábio superior, tanto no sentido ântero-posterior, como em altura. O lábio inferior e o mento tegumentar, também não demonstraram comportamento diferente nos grupos tratados em relação ao controle, com exceção da profundidade do sulco mentolabial que obteve maior diminuição com ambos os aparelhos.

De relevância estatística, apenas os incrementos nas alturas faciais ântero-inferiores, esquelética e tegumentar e do lábio inferior, que foram significativamente maiores nos grupos tratados. (Estudo realizado com o apoio da FAPESP - processo nº 98/4564-4.)

I116

Avaliação da anatomia interna de molares decíduos utilizando moldagem de acetato de vinila.

BORSATTO, M. C.*, FRÖNER, I. C., NIERO, H., ALVES, A. G., BORSATTO, M. C.

Departamento de Clínica Infantil – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4082, 633-0999. E-mail: borsatto@forp.usp.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a anatomia interna de molares decíduos utilizando moldagem com acetato de vinila. Foram utilizados 40 molares decíduos com menos de um terço de rizólize ou sem nenhum indício de rizólize. Foi realizada a cirurgia de acesso convencional, e os dentes foram mantidos em hipoclorito de sódio a 0,5% durante 48 horas. Após lavagem em água corrente os dentes foram secos e agulhas hipodérmicas fixadas e, então, foi injetado acetato de vinila com corante. Após 24 horas, os dentes foram descalcificados em ácido nítrico a 10% e obtidos os modelos do sistema endodôntico. Como resultados observou-se que em primeiros e segundos molares superiores há um achatamento no sentido proximal, dos canais das raízes vestibulares, dando uma conformação de canal em fita. Sendo que, 80% apresentaram 3 canais e 20% 4 canais. Ramificações do canal principal foram encontradas em 10% destes dentes. Nos molares inferiores 100% apresentam achatamento proximal com a presença de istmo entre os canais mesiais. Estes dentes podem apresentar 3 canais e 3 forames, 4 canais e 4 forames, 2 canais e 2 forames e 1 canal e 2 forames.

Com base nos resultados obtidos, podemos observar a grande complexidade do sistema endodôntico dos molares decíduos, o que vem dificultar a padronização de uma única técnica endodôntica.

I117

Resistência à tração de um sistema resinoso “flowable” após laser Er:YAG.

BENEDICTO, M. C. A.*, CORONA, S. A. M., BORSATTO, M. C., PALMA DIBB, R. G.,
CHIMELLO, D. T., ROCHA, R. A. S. S.

Odontologia Restauradora – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4075. E-mail: rgpalma@forp.usp.br

O presente estudo teve por objetivo avaliar in vitro a resistência à tração de um sistema resinoso tipo “flowable”, em função do tratamento superficial com laser Er:YAG. Foram utilizadas 30 superfícies de dentina humana de vestibular e lingual de terceiros molares extraídos, planificadas e divididas em três grupos, com 10 corpos-de-prova em cada, nos quais foram realizados diferentes tratamentos superficiais: I - aplicação do laser Er:YAG; II - associação do Er:YAG + ácido fosfórico a 37% e III - ácido fosfórico a 37% (controle). Confeccionou-se cones invertidos com a o sistema restaurador resinoso tipo “flowable” Optibond Solo Plus/Revolution (Kerr) em 3 incrementos e polimerizando por 40 s cada. Após 24 horas a 100% de umidade relativa em estufa a 37ºC, realizou-se o teste de tração utilizando a máquina de ensaios universal com carga de 50 kgf e velocidade de 0,5 mm/min. Analisou-se os tipos de fratura ocorridos, através de uma lupa estereoscópica com 40 X de aumento. Os valores médios obtidos em MPa foram 10,22 (± 3,03), 7,86 (± 3,66) e 15,14 (± 5,26) nos grupos I, II e III, respectivamente. Os dados obtidos foram submetidos ao teste de Kruskal-Wallis. Observou-se que o grupo controle (ácido fosfórico a 37%), apresentou maior resistência à tração à dentina, sendo estatisticamente diferente dos outros grupos.

Concluiu-se que o laser Er:YAG pode influenciar na adesão do sistema restaurador resinoso tipo “flowable”.

I118

Avaliação in vitro da permeabilidade dentinária frente a agentes clareadores.

CARRASCO, L. D.*, FRONER, I. C., PÉCORA, J. D., CORONA, S. A. M.

Departamento de Odontologia Restauradora – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4055, 603-0999. E-mail: froner@forp.usp.br

O objetivo do presente estudo é analisar quantitativamente in vitro a permeabilidade dentinária frente a ação de três diferentes agentes clareadores de uso interno. Foram utilizados 20 incisivos superiores, divididos em quatro grupos: I - controle, sem substância clareadora; II - peróxido de carbamida a 37% (Whiteness - Super Endo - FGM); III - pasta de perborato de sódio com água oxigenada 20% cremosa, IV- peróxido de carbamida a 27% (FCFRP - USP). Após a realização da abertura coronária, preparo biomecânico e obturação do canal radicular, foi colocado um tampão cervical, utilizando-se cimento de ionômero de vidro (Vitremer Restaurador - 3M). A permeabilidade dentinária foi detectada por meio de infiltração de íons cobre. Após a coloração os dentes foram seccionados. Para análise da permeabilidade dentinária foram obtidos 3 cortes de cada dente, utilizando-se de um sistema de imagem digitalizada, composto por microscópio óptico, acoplado a um microcomputador, utilizando-se o programa KS300 v. 2.0. Foram obtidas 4 medidas para cada secção. Os valores médios obtidos foram 8,99%, 17,36%, 12,31% e 9,65% para os grupos I, II, III e IV respectivamente. Os resultados obtidos mostraram que o peróxido de carbamida a 37% foi o que promoveu maior aumento na permeabilidade dentinária, seguido do perborato de sódio e do peróxido de carbamida a 27%.

Concluiu-se que o peróxido de carbamida a 37% poderá apresentar maior eficiência quando da realização de clareamento interno. (FAPESP - 00/12180-3.)

I119

Avaliação, através da microinfiltração, de quatro técnicas de inserção de resinas compostas.

ASSAD, T. F.*, SILVA, E. M., AZEVEDO, M. E. A., VASCONCELLOS, A. B., BARCELLOS, A. A. L., RUA, F. S.

Disciplina de Dentística – FO – UFF - Niterói, RJ.

O objetivo deste trabalho foi avaliar, in vitro, quatro técnicas de inserção de resinas compostas condensáveis em cavidades classe II. As resinas Prodigy Condensable (Kerr); Surefil (Dentsply De Trey) e Fill Magic Condensável (Vivadent) foram inseridas em cavidades classe II, tipo “slot” vertical, preparadas nas superfícies proximais de sessenta pré-molares extraídos por indicação ortodôntica. As técnicas de inserção foram: Grupo I - incremento único; Grupo II - incrementos oblíquos; Grupo III - resina “flow” (Natural Flow - DFL) + incrementos oblíquos e Grupo IV - resina “flow” + 1 incremento horizontal + incrementos oblíquos. Foram restauradas 10 cavidades para cada condição experimental. As restaurações foram polidas e termocicladas (700 ciclos, 5º-55ºC/60 s em cada banho). Os espécimes foram impermeabilizados com esmalte de unha, imersos em solução de nitrato de prata à 50% por 24 horas + 8 horas em solução reveladora (Kodak) e seccionados mésio-distalmente com disco de diamante. A microinfiltração foi avaliada na parede cervical por três examinadores calibrados utilizando escores de 0-3. Os valores obtidos foram tratados por ANOVA e teste de Tukey (p << 0,05). A resina Surefil apresentou o pior desempenho. Não houve diferença estatística entre Prodigy e Fill Magic. A técnica de inserção em incremento único foi inferior as demais, que não apresentaram diferença entre si.

Concluiu-se que a técnica de inserção em incremento único pode ser prejudicial ao selamento marginal em cavidades restauradas com resinas compostas.

I120

Prevalência de alterações bucais em pacientes pediátricos.

CARROCINO, C. F. M.*, JUNIOR, S. A., GRACIA, B. C., DUEK, A. P. A., FERNANDES, S. R., SOARES, D. F.

Departamento de Odontologia – UGF.

O escopo desta pesquisa constituiu em verificar a prevalência de alterações bucais e possíveis correlações com fatores sistêmicos ou locais, em 53 crianças com até 13 anos de idade incompletos, que freqüentam as escolas selecionadas da comunidade envolvida. Por intermédio de uma ficha de cadastramento odontológico (FCO), o estudo foi orientado e sistematizado em uma entrevista com o responsável e um exame clínico visual, extra- e intrabucal, com o auxílio de luz de lanterna individual e espátula de madeira. As alterações de maior prevalência foram: freio labial superior curto (5,7%); palato profundo (5,7%); anquiloglossia parcial (9,4%); amigdalite (13,2%); elementos dentários hígidos (68%); ausentes (17,5%); cariados (9,1%); restaurados (10,8%); mordida aberta anterior (28,6%); apinhamento ântero-inferior (16,3%); hipoplasia (6,1%).

Os altos índices de amigdalites observados, tanto aos antecedentes pessoais (30,4%), como ao exame clínico (13,2%), em associação ao elevado indício de respiração bucal (30,2%), foram relevantes sob o ponto de vista etiológico da mordida aberta (28,6%); assim como os hábitos de sucção de: chupeta (22,6%); mamadeira (22,6%) e digital (5,7%). Os baixos índices de cáries foram atribuídos ao padrão de alimentação apresentado: frutas, verduras e cereais (47,1%) e à freqüência satisfatória, de 2 a 3 vezes ao dia, para a prática da escovação dental (83,0%), com utilização de dentifrício fluoretado (100%).

I121

Análise in vitro da microinfiltração marginal cervical em cavidades de classe II, restauradas com resinas compostas diretas – efeito de materiais e técnicas.

CALIXTO, A. L.*, CANDIDO, M. S. M.

UNESP - Araraquara.

O objetivo deste estudo foi analisar a microinfiltração marginal cervical em restaurações de classe II com a utilização das resinas compostas Filtek P60 (3M) e Filtek Z250 (3M), variando-se diferentes técnicas restauradoras. Sessenta cavidades conservadoras de classe II foram preparadas em 30 dentes pré-molares hígidos. Os dentes foram divididos em 6 grupos experimentais a saber: grupo PT1, restaurados com resina P60, segundo recomendações do fabricante; PT2, resina Filtek P60, associada com a Ponta Fotocondensadora Transparente (TDV); e PT3, com resina P60, associada à resina fluida Flow-It (Jeneric/Pentron) e a Ponta Fotocondensadora Transparente. Para os grupos ZT1, ZT2 e ZT3, foram utilizadas as mesmas técnicas restauradoras respectivamente, porém modificando-se o material restaurador, que nestes grupos foram realizados com a resina Filtek Z250. Todos os grupos estudados utilizaram o adesivo Single Bond (3M Co.). Após as restaurações, os espécimes foram armazenados em água destilada à 37ºC durante 24 horas. Todos os dentes foram submetidos à ciclagem térmica de 200 ciclos às temperaturas de 5ºC e 55ºC. Após isolamento, os dentes foram imersos em nitrato de prata à 50%. A penetração do corante foi analizada através de escores de 0 a 4.

Os resultados foram submetidos a análise estatística de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney e demonstraram que: a) nenhum dos materiais e técnicas estudados foi capaz de impedir a microinfiltração; b) a Ponta Fotocondensadora reduziu a infiltração marginal e; c) a interposição de resina fluida apresentou os maiores índices de infiltração.

I122

Influência do xilitol sobre a formação do biofilme dental.

ANZAI, D.*, SIMIONATO, M. R. L.

Instituto de Ciências Biomédicas – Departamento de Microbiologia – USP.

O objetivo deste estudo foi verificar a influência do xilitol sobre as principais bactérias que constituem o biofilme dental, usando como modelo a aplicação deste poliálcool sobre fragmentos de esmalte inseridos em aparelhos removíveis in vivo. A influência do xilitol foi verificada pela comparação do número de unidades formadoras de colônias do total de bactérias viáveis, de Streptococcus ssp., de estreptococos do grupo mutans e de Lactobacillus ssp. nos períodos de 10 e 30 dias, em comparação com a influência da sacarose e do soro fisiológico. As diferenças verificadas referem-se ao aumento numérico do total de estreptococos igualmente com o passar do tempo, independente do tratamento a que foram submetidos os fragmentos. Pudemos detectar diferença significante de Streptococcus mutans entre os procedimentos utilizando o xilitol e sacarose no período de 30 dias. Com relação ao total de viáveis, nenhuma alteração foi verificada quanto aos diferentes procedimentos estudados, em nenhum dos períodos de tempo. A análise de lactobacilos no presente estudo não apontou diferenças numéricas nem quanto aos tratamentos aos quais os fragmentos foram submetidos, nem com relação ao passar do tempo. O procedimento utilizando sacarose foi o único a favorecer o aumento numérico de S. mutans de 10 para 30 dias.

Este achado confirma o favorecimento e seleção de S. mutans pelo uso de sacarose, diferenciando do uso do xilitol. (Aprovado pela Comissão de Ética ICB/USP, projeto FAPESP - 05038-7/99.)

I123

Avaliação de um dentifrício com evidenciador de placa bacteriana.

SILVA, D. D.*, SOUSA, M. L. R., GONÇALO, C. S., GOMES, V. E., WADA, R. S.

Departamento de Odontologia Social – FOP – UNICAMP. E-mail: dias.debora@zipmail.com.br

Além da prevenção da cárie dental através do flúor nos dentifrícios, estes podem ter outras funções como a de conter corantes para evidenciar placa bacteriana. Assim, avaliou-se o uso de evidenciadores na motivação da remoção de placa através de escovação dental em adolescentes, e se haveria diferença entre os métodos analisados. A amostra foi composta por 62 escolares de Piracicaba, entre 12 e 14 anos de idade e dividida em 3 grupos. O G1 como grupo controle (escovação dental sem prévia evidenciação de placa); o G2 (evidenciação de placa com pastilha de eritrosina e escovação dental) e o G3 (escovação com dentifrício contendo evidenciador de placa). Após a escovação, foi feita evidenciação da placa remanescente com pastilha de fucsina nos 3 grupos, medida através do índice SOHI, que foi realizada em 2 fases, inicial e final, com intervalo de 2 meses. Através da análise de variância (ANOVA), não houve diferença no índice SOHI entre as médias dos grupos nas duas fases (p >> 0,05) e apesar da amostra ser pequena e o fator idade poder interferir nos resultados, sugere-se alguma vantagem no método usado no G3, sendo que há necessidade de ser melhor explorado. O G3 apresentou uma maior proporção de escolares onde houve diminuição do índice de placa (0,23) em relação ao G2 (0,21) e menor diferença nas médias do acúmulo de placa (0,067).

Os dados sugerem que o dentifrício com evidenciador de placa mostrou resultados positivos na remoção de placa bacteriana, porém não estatisticamente significantes em relação ao grupo controle e o de pastilhas evidenciadoras.

I124

A importância do exame histopatológico na rotina exodôntica.

MONTAGNER, A.*, AZAMBUJA, T. W. F. de, BERCINI, F., LOPEZ, F. U.

Departamento de Cirurgia e Ortopedia – Faculdade de Odontologia – UFRGS. Tel.: (0**51) 316-5194. E-mail: montagner@cpovo.net

A exodontia está indicada para todo elemento dentário que não possa ser utilizado no mecanismo odontológico total. Uma das etapas do procedimento exodôntico é a curetagem das lesões apicais e o seu encaminhamento para exame histopatológico. Neste trabalho foram verificadas quais as lesões encontradas com maior freqüência nos alvéolos dentários e que justifiquem o exame histopatológico como rotina exodôntica. Foram analisados dados de 4.315 dentes extraídos no Ambulatório de Exodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, durante o período de 1995 a 2000. Foram encaminhados 711 processos apicais ao Departamento de Patologia da FO – UFRGS para exame histopatológico. A partir da tabulação e análise dos dados foram encontrados: 47,7% dos processos correspondiam a cisto abscedado, 36,6% abscesso crônico, 9,7% inflamação crônica e 6,1% granuloma apical. Foi necessário encaminhamento para exame histopatológico em 16,5% das 4.315 exodontias realizadas. Também foi observado que 53,8% das lesões devem ser proservadas radiograficamente, para comprovar a ausência de recidivas e a cura por neoformação óssea.

I125

Efeito da refrigeração e do intervalo de tempo durante o procedimento de acabamento na capacidade de selamento marginal.

LOPES, G. C., MAIA, E. A. V., FOSSATTI, E. G.*, VIEIRA, L. C. C., ANDRADA, M. A. C.

Dentística – UFSC. E-mail: guilherme_lopes@ig.com.br

O objetivo deste estudo foi verificar se o intervalo de tempo para a realização do acabamento e a técnica usando discos flexíveis, em condições à seco ou sob refrigeração, podem afetar no grau de infiltração em restaurações adesivas diretas. Quarenta cavidades classe V foram preparadas nas superfícies vestibulares de incisivos e caninos, com margem oclusal em esmalte e margem gengival em dentina. Single Bond (3M) foi aplicado de acordo com as instruções do fabricante. As cavidades foram restauradas com resina de micropartículas (Filtek A110). Em todos os grupos, os discos de óxido de alumínio (Sof-Lex, 3M) foram utilizados. Os dentes foram divididos em 4 grupos (n = 10) de acordo com a utilização de refrigeração ar-água: seco (S) ou refrigerado (R), e tempo para o acabamento: imediato (I) ou após 24 horas (24). Os espécimes ficaram em água a 37ºC por 24 horas, foram termociclados por 500 ciclos entre 5ºC e 55ºC, imersos em solução de 2% de azul de metileno por 4 horas, e seccionados longitudinalmente. A penetração do corante na interface dente/restauração foi verificada com escores de 0 a 3, separadamente, para margens em esmalte e em dentina. Os dados foram analisados usando o teste Kruskal-Wallis. A mediana dos resultados em esmalte foi: SI =2, RI = 1, S24 = 1, R24 = 1; e, em dentina: SI = 1, RI = 1, S24 = 0,5, R24 = 1. Não houve diferença estatística significante entre os grupos.

Com as limitações deste trabalho laboratorial, podemos concluir que, quando o acabamento é realizado com discos, a presença ou não de refrigeração e o intervalo para procedê-lo não afetam a resistência a microinfiltração.

I126

Resistência de união de cimentos resinosos após 1 hora.

LOPES, G. C., SCHLEMPER, J.*, VIEIRA, L. C. C., BARATIERI, L. N.

Dentística Restauradora – UFSC. Tel.: (0**48) 224-6990, fax: (0**48) 234-1788. E-mail: guilherme_lopes@ig.com.br

O presente trabalho teve por intenção avaliar a resistência de união ao esmalte e à dentina de dois cimentos resinosos com diferentes tipos de polimerização, 1 hora após a cimentação adesiva. 40 incisivos bovinos foram incluídos com resina acrílica em tubos de PVC. As superfícies vestibulares foram polidas até lixa de granulação 600, e divididos aleatoriamente entre os 4 grupos (n = 10). Os 2 cimentos resinosos foram selecionados para a cimentação: um usando-se a polimerização dual (Calibra, Dentsply), outro a fotopolimerização (Nexus, Kerr). Os dois cimentos foram aplicados conforme instruções dos fabricantes para o tipo de polimerização selecionada. 40 cilindros cerâmicos de IPS Empress (d = 3,0 mm) foram polidos até lixa de granulação 600, condicionados com ácido hidrofluorídrico 10% por 60 s e silanizados. Após a realização dos procedimentos adesivos os cilindros foram posicionados sobre as superfícies dentais e fotopolimerizados durante 40 segundos. Após 1 hora em água, os corpos-de-prova foram submetidos a ensaios de cisalhamento em uma máquina de ensaios Instron (5 mm/min.). As médias de força de união (MPa) foram:

Os dados foram analisados por “one-way” ANOVA. Concluiu-se que em ambos substratos o cimento resinoso com polimerização dual (Calibra, Dentsply) apresenta resistência de união superior ao cimento resinoso usado de forma fotopolimerizável (Nexus, Kerr), após 1 hora a cimentação adesiva.

I127

Microinfiltração de restaurações de resina composta usando adesivos autocondicionantes.

LOPES, G. C., BARATIERI, C. M.*, VIEIRA, L. C. C., BARATIERI, L. N.

Dentística – UFSC. Fax: (0**48) 234-1788. E-mail: guilherme_lopes@ig.com.br

O objetivo deste estudo laboratorial foi avaliar o grau de microinfiltração de restaurações de resina composta classe V com margens em esmalte e dentina usando cinco sistemas adesivos autocondicionates: Etch & Prime 3.0 - Degussa (E&P3.0), Non-Rinse Conditioner + Prime & Bond NT - Dentsply (NRC + NT), Clearfil Liner Bond 2V - Kuraray (CLB2v), Clearfil SE Bond - Kuraray (SE) and Prompt-L-Pop - Espe (L-Pop). 50 cavidades (2,5 mm x 2,0 mm x 2,0 mm) foram preparadas em pré-molares, com a margem oclusal em esmalte e a margem gengival em dentina. Todos os adesivos foram aplicados conforme as orientações dos fabricantes. As cavidades foram restauradas com resinas híbridas em dois incrementos. Depois de 24 h em água os dentes foram termociclados (250 vezes, 5º-55ºC, 60 s cada ciclo). Os espécimes foram imersos em solução de azul de metileno por 12 horas, e seccionados longitudinalmente, com um disco diamantado. A microinfiltração foi analisada com escala de 0-4. Os dados foram submetidos ao teste Kruskal-Wallis. A mediana dos escores de infiltração nas margens de esmalte e dentina foram:

Em ambos os substratos, CLB2v e SE demonstraram-se mais resistentes à microinfiltração do que os outros adesivos testados, mas não foram diferentes do L-Pop nas margens de esmalte.

A capacidade de selamento parece ser dependente da composição química dos adesivos autocondicionantes.

I128

Resistência de união de diferentes materiais utilizados para cimentação adesiva.

LOPES, G. C., RAMPINELLI, K.*, COSTA, G., VIEIRA, L. C. C., MAIA, H. P.

Dentística – UFSC. Tel.: (0**48) 331-9880, fax: (0**48) 234-1788. E-mail: guilherme_lopes@ig.com.br

­O presente trabalho teve por intenção avaliar a resistência de união ao esmalte e à dentina de três técnicas de cimentação adesiva: cimento resinoso (Enforce, Dentsply), compômero (Dyract Cem, Dentsply) e cimento de ionômero de vidro (Vitremer, 3M). 90 incisivos bovinos foram incluídos com resina acrílica em tubos de PVC. As superfícies vestibulares foram polidas até lixa de granulação 600, e divididos aleatoriamente entre os 6 grupos (n = 15). Os três cimentos foram aplicados conforme instruções dos fabricantes. 60 cilindros de Artglass (d = 4,5 mm) foram polidos até lixa de granulação 600. Após a realização dos procedimentos adesivos os cilindros foram posicionados sobre as superfícies dentais e o cimento fotopolimerizado durante 40 ­segundos. Após 24 horas em água, os corpos-de-prova foram submetidos a ensaios de cisalhamento em uma máquina de ­ensaios Instron (5 mm/min.). As médias de força de união (MPa) foram:

Cimento Adesivo

Enforce (cimento resinoso)

Dyract Cem (compômero)

Vitremer Luting Cement (ionômero de vidro)

Adesivo

34% + P&B NT

NRC + P&B NT

Vitremer Primer

Esmalte

18,6 (4,9) A

22,6 (5,0) A

13,9 (5,1) A

Dentina

4,0 (2,6) c

11,4 (3,8) b

 22,8 (11,8) a  

Médias com letras diferentes são estatisticamente diferentes para p << 0,05. Maiúscula para esmalte, minúscula para dentina.

Os dados foram analisados por “one-way” ANOVA. Concluiu-se que no esmalte todos os três cimento apresentaram resistência de união semelhante. Na dentina, Vitremer (CIV) foi superior às outras técnicas adesivas. A cimentação com Dyract Cem (compômero) obteve média superior ao cimento resinoso (Enforce).

I129

Resistência de união de “bracket” com adesivo autocondicionante – efeito do tipo de polimerização da resina.

LOPES, G. C., THYS, D. G.*, VIEIRA, L. C. C., LOCKS, A.

Dentística – UFSC. E-mail: guilherme_lopes@ig.com.br

O objetivo deste trabalho laboratorial foi avaliar a resistência de união de “brackets” ortodônticos colados com um sistema adesivo autocondicionante e dois tipos de resina (fotopolimerizável e autopolimerizável). 40 incisivos humanos livres de cárie foram montados em resina acrílica e divididos em 4 grupos (n = 10). O esmalte foi tratado com um sistema adesivo autocondicionante Prompt L-Pop (EspeSPE) ou com ácido fosfórico 35% (3M) durante 15 segundos como controle. Em dois grupos a resina autopolimerizável (Concise, 3M) foi usada para colar os “brackets” ortodônticos (Morelli), os outros dois grupos foram colados com uma resina fotopolimerizável (Transbond XT, 3M Unitek). Depois de 24 h em água à 37ºC, os corpos-de-prova foram submetidos a ensaios de cisalhamento em uma máquina de ensaios Instron (5 mm/min.). Os dados foram analisados com “one-way” ANOVA e Newman-Keuls. As médias de força de união (MPa) foram:

Sistema adesivo

Prompt L-Pop

Ácido fosfórico 35%

Concise (autopolimerizável)

  0,0 (0,0) b

21,0 (4,2) a

TransBond XT (fotopolimerizável)

26,0 (5,7) a

26,3 (5,5) a

Médias com letras diferentes são estatisticamente diferentes para p << 0,05.

Prompt L-Pop não teve compatibilidade com a resina autopolimerizável. Quando a resina fotopolimerizável foi usada, o sistema adesivo autocondicionante testado neste projeto teve resistência de união similar ao procedimento ortodôntico convencional com o condicionamento com ácido fosfórico.

I130

Efeito dos “primers” autocondicionantes no esmalte – uma análise com AFM.

LOPES, G. C.1, MARTINS, L. F.2, ARAÚJO Jr., E. M.1*, VIEIRA, L. C. C.1, BARATIERI, L. N.1

1Dentística Restauradora, 2Física – UFSC. E-mail: guilherme_lopes@ig.com.br

Este estudo teve como objetivo avaliar o poder de dissolução do esmalte submetido à aplicação de “primers” autocondicionantes através da análise com microscopia de força atômica (AFM). Foram utilizados quatorze molares humanos, divididos aleatoriamente em 4 grupos (n = 3). O esmalte das faces livres foi levemente preparado com uma ponta diamantada para remoção de esmalte aprismático. A seguir, os espécimes foram tratados com “primers” autocondicionantes conforme o tempo sugerido pelos fabricantes. Foram utilizados: Clearfil SE Bond Primer, Kuraray (SE); Clearfil Liner Bond 2v, Kuraray (2v); Prompt L-Pop, Espe (LP). Como controle o ácido fosfórico 35%, 3M (Ác. 35%) foi aplicado durante 15 segundos. Após a aplicação dos sistemas todos os espécimes foram lavados por 15 segundos, secos com jato de ar e analisados em um microscópio de força atômica (Molecular Image). A análise feita com AFM numa área de 15 mm x 15 mm revelaram o poder de dissolução dos “primers” ácidos e do ácido fosfórico 35% (controle) pelo valor pico-vale médio. Os resultados foram: LP = 550 nm, Ác. 35% = 500 nm, SE = 350 nm, 2v = 225 nm. Os valores foram comparados com “one-way” ANOVA.

O condicionamento com ácido fosfórico 35% (controle) e a aplicação de Prompt L-Pop tiveram semelhante poder de dissolução do esmalte, sendo maiores que os sistemas Clearfil SE Bond e Clearfil Liner Bond 2v.

I131

Saúde do pré-escolar – uma estratégia odontológica.

ROCHA, J. B.*, BRANDÃO, C. F., VIDAL, S. M. M., CANGUSSU, M. C. T., ROCHA, M. C. B. S.

Departamento de Odontologia Social – Faculdade de Odontologia – UFBA.

O programa de saúde do pré-escolar, implantado no Centro Comunitário São Miguel, subúrbio ferroviário de Salvador - Bahia, tem como objetivo promover mudanças comportamentais positivas em saúde através de atividades educativas e preventivas – escovação diária com dentifrício fluoretado e uso de ­fluorfosfato acidulado a 1,23% de acordo com a estratégia traçada para cada grupo de crianças. Quando indicado, associou-se o Tratamento Restaurador Atraumático (TRA). Foi feito, inicialmente, exame ­epidemiológico utilizando os índices ceo-s; ceo-d; CPOS e CPOD em 99 crianças no ano 2000. O índice ceo-d mostrou os seguintes valores: aos 3 anos, 2,28; aos 4 anos 2,45 e aos 5 anos 2,44. Em 30 criancas foram realizadas 76 restaurações atraumáticas utilizando o cimento de ionômero de vidro Ketac-Molar®, as quais após 4 meses tiveram uma média percentual de permanência de 68%, indicando um desempenho clínico satisfatório. Com um ano do programa, o índice ceo-d encontrado para crianças de 4, 5 e 6 anos foi de 2,78; 2,84 e 2,51, respectivamente. O CPOD manteve-se zero para dentição mista.

Conclui-se que, embora os resultados sejam indicativos de controle da doença, para que o programa seja efetivo, torna-se necessário maior compromisso do binômio família-escola.

I132

Resistência de união de sistemas adesivos a base de acetona.

LOPES, G. C., COSTA, G.*, RAMPINELLI, K., VIEIRA, L. C. C., BARATIERI, L. N.

Dentística Restauradora – UFSC. Fax:(0**48) 234-1788. E-mail: guilherme_lopes@ig.com.br

O presente trabalho teve por intenção avaliar a resistência de união ao esmalte e à dentina de quatro sistemas adesivos de frasco único com solvente acetona (One Step, Bisco; Gluma One Bond, Kulzer; Solobond, Voco; Tenure Quik w/F, Dent-Mat) tendo como controle um sistema com solvente etanol (Optibond Solo Plus, Kerr). 100 molares permanentes humanos foram incluídos com resina acrílica em tubos de PVC. As superfícies vestibulares foram polidas até lixa de granulação 600, e divididos aleatoriamente entre os 10 grupos (n = 10). Os 5 sistemas adesivos foram aplicados conforme instruções dos fabricantes. Uma cápsula cilíndrica gelarinosa (d = 4,5 mm), preenchida com compósito híbrido de cada fabricante, foi posicionada sobre a superfície dental e fotopolimerizado durante 40 segundos. Após 24 horas, os corpos-de-prova foram submetidos a ensaios de cisalhamento em uma máquina de ensaios Instron (5 mm/min.). As médias de força de união (MPa) foram:

Sistema Adesivo

One Step

 Gluma One Bond

Solobond

Tenure Quik w/F

Optibond Solo Plus (controle)

Esmalte

11,3 (4,9) A

16,3 (10,1) A

18,9 (4,5) A

18,7 (4,5) A

16,4 (3,9) A

Dentina

   6,4 (2,8) bc

 3,0   (3,4) c

10,6 (4,9) b

 7,8 (3,9) b

15,1 (4,3) a

Médias com letras diferentes são estatisticamente diferentes para p << 0,05. Maiúscula para esmalte, minúscula para dentina.

Os dados foram analisados por testes ANOVA e Student Newman-Keuls. Comparando-se os resultados obtidos nos 5 diferentes sistemas, constatou-se que em esmalte todos os agentes tiveram resultados equivalentes. Entretanto, no substrato dentinário, o sistema adesivo a base de etanol (controle) apresentou maior resistência de união que todos os sistemas a base de acetona.

I133

Conhecimento dos cirurgiões-dentistas sobre a Aids: uma comparação entre os formados nas décadas de 80 e 90.

MORAES, G. V.*, CAMPOS, J. U., PAIXÃO, H. H., PORDEUS, I. A.

OPO e OSP – FO – UFMG. E-mail: isabela@dedalus.lcc.ufmg.br

Desde o início da epidemia, a Aids tem sido motivo de grande preocupação para a equipe odontológica. Objetivou-se avaliar o nível de conhecimento dos CD de Belo Horizonte sobre a Aids, comparar o nível de conhecimento e a disposição em atender indivíduos HIV+ dos CDs formados na década de 80 com os formados na década de 90 e, ainda, avaliar quais as fontes de informação utilizadas pelos CD para se atualizarem sobre o tema. Participaram 123 profissionais, divididos em dois grupos: 1. formados entre 1980 e 1989, 2. formados entre 1990 e 1999. Após dois pré-testes e aprovação pelo COEPE - UFMG, os questionários foram entregues e recolhidos. Qui-quadrado foi aplicado aos dados (nível de significância de 5%). Não se observou diferença estatisticamente significativa entre os CDs das décadas em estudo, quanto ao nível de conhecimento sobre o HIV/Aids, questões de biossegurança, comportamento ético dos profissionais e disposição de atendimento a pacientes HIV+. Revistas científicas, congressos e cursos de atualização foram a principal fonte de informação utilizada pelos CDs de ambas as décadas.

Conclui-se que o conhecimento transmitido durante a graduação, além daquele adquirido através da educação continuada, contribuiu para que o nível de informação e disposição em atender pacientes HIV+ se assemelhasse entre os dois grupos estudados. (Apoio: PROGRAD - UFMG.)

I134

Teste microbiológico: calotas de resina acrílica desinfectadas em forno mircroondas.

SALGADO, C. L.*, DUARTE, E. C. B., AGUIAR, A. P. V., ALFENAS, E. R., SANTOS, V. R.

DCPCO – FO – UFMG.

Diversos estudos tem demonstrado a eficácia do forno de microondas na desinfecção de próteses totais removíveis. A facilidade de manuseio, o baixo custo do aparelho e o curto período de desinfecção têm colocado em evidência a utilização do microondas para desinfectar próteses faciais. O objetivo desse estudo foi verificar a eficácia do forno de microondas convencional em desinfectar calotas de resina acrílica incolor para pintura de íris em prótese ocular infectadas in vitro. Oitenta e oito calotas de tamanho e volume padronizados, previamente lavadas em solução de hipoclorito de sódio a 0,525% foram dividas em dois grupos experimentais e cada um deles foi infectado com uma suspensão de cultura de 24 horas de C. albicans (ATCC 18804) e S. aureus (ATCC 12692). Controles positivo e negativo de calotas com e sem microorganismos foram utilizados. Todas as calotas foram submetidas a uma pulsação de irradiação de microondas durante 5 minutos em ambiente umidificado. Os resultados mostraram que 85% dos tubos de ensaio contendo as calotas contaminadas previamente não apresentavam crescimento de microorganismos quando comparados com os controles.

Concluiu-se que apesar da não-eficácia de 100%, os 85% alcançados no experimento são satisfatórios para o objetivo proposto que é a desinfecção e não a esterilização das calotas.

I135

Cartas de encaminhamento padronizadas e não padronizadas em Medicina Bucal.

NAVARRO, C. M., MIRANDA, I. A. N.*, SPOSTO, M. R.

Serviço de Medicina Bucal – UNESP - Araraquara. E-mail: cmnavarro@uol.com.br

Eventualmente, as cartas de encaminhamento são o único meio de comunicação entre clínicos e especialistas. Elas são falhas se omitem dados básicos importantes. O objetivo deste trabalho é comparar o conteúdo das cartas padronizadas e não padronizadas. Foram avaliados consecutivamente 1.956 prontuários do Serviço de Medicina Bucal (03/1996 a 10/2000). Itens-chave foram considerados para análise, e os resultados armazenados no banco de dados do programa Epi Info 6.04. O teste qui-quadrado (p = 0,05) foi aplicado aos resultados. Havia cartas de encaminhamento em 34% (662) dos prontuários. Das cartas, 31% eram padronizadas e 69% não padronizadas. A maioria das cartas padronizadas (87%) foram de profissionais de instituições públicas de saúde. As maiores discrepâncias percentuais entre cartas padronizadas e não padronizadas ocorreram para endereço do paciente (14,90/1,32), idade (54,81/9,47), queixa principal (32,21/8,37), lesão fundamental (29,33/13,66) e sintomas (27,81/15,42). Houve diferenças estatisticamente significantes para a idade do paciente, instituição profissional, queixa principal e localização da lesão. A qualidade e a quantidade de informações entre os dois tipos de carta variou significativamente.

As cartas padronizadas são mais completas, e contêm informações comumente ausentes nas cartas não padronizadas. Sugerimos o uso de cartas padronizadas para melhorar a qualidade da comunicação entre profissionais.

I136

Cronologia de erupção em crianças nutridas e desnutridas da cidade João Pessoa - PB.

VASCONCELOS, K. P.*, DUARTE, R. C., VALENÇA, A. M. G., SAMPAIO, F. C.

Pós-Graduação em Odontologia – UFPB. Tel.: (0**83) 216-7409.

Com a finalidade de analisar a cronologia de erupção dentária em pré-escolares nutridos (NUT) e desnutridos (DES) da cidade de João Pessoa (PB), foram examinadas 350 crianças, na faixa etária de 6 a 48 meses, sendo 180 (51%) do sexo masculino (SM) e 170 (49%) do feminino (SF). Na classificação do estado nutricional adotou-se a escala NCHS. Verificou-se que nas crianças do SM de 6 a 12 meses, os ICS e ICI já estavam presentes em 50% dos arcos nas crianças NUT, enquanto, nas DES, os ICS e ICI estavam presentes, respectivamente, em 55,6% e 67% dos casos. Entre 18 e 24 meses, para o SM, os C e 1o MS erupcionaram em 83,3% das crianças NUT, enquanto, nas DES tais elementos estavam presentes, respectivamente, em 46,7% e 60% dos arcos. Os 2o MS e 2o MI encontravam-se erupcionados em 100% das crianças NUT do SM de 30 a 36 meses e nas DES este percentual foi de 80%. Não foi observada diferença de erupção entre as crianças DES e NUT do SM, na faixa de 42 a 48 meses. Dentre as crianças DES do SF de 6 a 12 meses, os ICS atingiram 42,9% de erupção e os ICI, 64,2%. Nas crianças NUT do SF de 12 a 18 meses, os ICS e ICI haviam erupcionado, respectivamente, em 16,7% e 33,3% dos arcos. As crianças NUT e DES do SF de 24 a 30 meses apresentaram 100% de erupção para os C, 1oMS e 1oMI. Os 2oMS e 2oMI somente estavam erupcionados em todos as crianças do SF naquelas de 30 a 36 meses.

Conclui-se que a erupção dentária foi mais precoce nas crianças nutridas que nas desnutridas.

I137

Nível de conhecimento sobre endocardite infecciosa entre alunos de Odontologia.

BONZI, A. B.*, VASCONCELOS, L. C. S., CUNHA, P. A. S. M. A., VELOSO, D. J., MELO, N. M. C., SANTOS, M. A. F.

Pós-Graduação em Odontologia – UFPB.

A endocardite infecciosa (EI) apresenta aspectos comuns à prática médico-odontológica, entretanto, a participação do odontólogo é fundamental na prevenção desta cardiopatia. Este estudo objetivou a identificação do grau de conhecimento sobre EI de alunos concluintes de dois cursos de graduação em Odontologia do estado da Paraíba. A metodologia compreendeu uma abordagem indutiva com procedimento estatístico-comparativo e técnica de observação intensiva indireta, tendo como instrumento um questionário interrogando sobre: procedimentos odontológicos que podem causar EI; aspectos morfológicos e patologias predisponentes; profilaxia e sugestões para melhorar a prática profissional. A amostra foi composta por 156 alunos, sendo 111 do curso A (CA) e 45 do curso B (CB). Os resultados obtidos estão apresentados em percentuais. Tinham conhecimentos sobre o que é EI (CA 90,9% - CB 95,5%); consideram a EI uma patologia grave (CA 98,1% - CB 100%); tinham conhecimento que procedimentos odontológicos poderiam causar EI (CA 76,5% - CB 84,4%); quais procedimentos poderiam causar EI, mais freqüentemente (CA exodontia 24,2% - CB cirurgia e periodontia 23,8%); procedimentos profiláticos mais recomendados (CA e CB profilaxia antibiótica 36,7% e 63,9% respectivamente); consideram as informações obtidas como suficientes para a prática profissional (CA 5,4% - CB 12,1%).

Concluiu-se que o grau de conhecimento sobre EI entre alunos das duas instituições é satisfatório.

I138

Prevalência de fluorose dentária em São José dos Campos - SP.

TENGAN, C.*, MARTEN, M. D., NARESSI, S. C. M.

Departamento de Odontologia Social e Clínica Infantil – FOSJC – UNESP.

O objetivo deste trabalho foi determinar a prevalência de fluorose dentária em escolares da rede municipal de ensino da cidade de São José dos Campos - SP, na faixa etária de 7 a 14 anos. Para a seleção do local de obtenção dos dados, realizou-se um sorteio entre as escolas de cada região: sul, norte, centro, leste e oeste. Foram examinados os dentes de 1.200 crianças, selecionadas mediante sorteio. O exame foi realizado no consultório odontológico das escolas, mediante o uso de afastadores de madeira, secagem com ar comprimido e auxílio do refletor para melhor visualização. A severidade da fluorose foi medida pelo índice TF (Thylstrup & Fejerskov) com os seguintes resultados: grau 0 = 60,08%, grau 1 = 20,25%, grau 2 = 10,83%, grau 3 = 5,08% e os casos com grau maior ou igual a 4, totalizaram 3,75% da nossa amostra.

Concluímos que a prevalência de fluorose dentária não constitui um problema de saúde pública para esta população.

I139

Avaliação da confiabilidade do critério de diagnóstico para pesquisa em DTM (CDP-DTM).

GIACOMIN Jr., J. L.*, MONTEZI, C., MATTOS, C., GUERRA, S., PAULINO, E.

Universidade Federal do Espírito Santo.

O diagnóstico das Desordens Temporomandibulares (DTM) baseia-se principalmente em sintomas reportados pelos pacientes durante a anamnese e sinais objetivos obtidos no exame clínico. O uso de métodos confiáveis e precisos de exame e diagnóstico das DTMs é de extrema importância, e estes só podem ser alcançados após programa de calibragem. Este estudo tem por objetivo avaliar a confiabilidade de um Critério de Diagnóstico em Pesquisa sugerido por DWORKIN et al. (1992), após programa de calibragem. Foi utilizado um modelo do estudo duplamente cego, no qual três examinadores treinados no referido critério examinaram 18 pacientes e 6 controles, de maneira independente e em ordem pré-determinada por sorteio, e estabeleceram um diagnóstico dentre os seguintes: (1) desordem muscular mastigatória, (2) deslocamento do disco ATM direita, (3) deslocamento do disco ATM esquerda, 4) artralgia, artrite e artrose da ATM direita, (5) artralgia, artrite e artrose da ATM esquerda. O método Cohen’s Kappa foi aplicado para o cálculo estatístico da confiabilidade entre examinadores no diagnóstico e classificação das DTMs nos sujeitos e voluntários. A análise estatística demonstrou uma confiabilidade marginalmente aceitável para as variáveis 1 (Kappa = 0,576), 2 (Kappa = 0,486), 4 (Kappa = 0,511) e 5 (Kappa = 0,537), e insatisfatória para a variável 3 (Kappa = 0,288).

Dentro das limitações deste estudo, o critério proposto por Dworkin parece apresentar uma confiabilidade marginalmente aceitável entre os examinadores.

I140

Indicadores de saúde bucal versus nível sócio-econômico em pacientes da clínica integrada.

ALMEIDA, R. V. D.*, GAIÃO, L., PADILHA, W. W. N.

Pós-Graduação em Odontologia – UFPB. E-mail: rossanaalmeida@uol.com.br

Este estudo objetivou relacionar indicadores de saúde bucal do paciente da Disciplina de Clínica Integrada (DCI) da UFPB com o perfil sócio-econômico. Adotou-se a abordagem indutiva, com procedimento estatístico-comparativo e técnica de observação direta intensiva, utilizando-se um formulário e exame clínico. Empregou-se uma amostra de 147 (63,3%) pacientes do segundo semestre de 2000, adotando-se os índices: CPOD, Índice Periodontal Comunitário (CPI) e Índice de Higiene Oral Simplificado (IHO-S). Os pacientes foram distribuídos segundo o nível sócio-econômico: GA (maior nível) e GB (menor nível). Os resultados indicaram predominância do gênero feminino em 52 (76,4%) e 64 (81%) para GA e GB. A situação de emprego mostrou-se positiva em 32 (47%) e 33 (41,7%), não possuindo renda individual 35 (53,8%) e 44 (56,4%) pacientes do GA e GB, respectivamente. A escolaridade mais freqüente foi o segundo grau completo com 25 (36,7%) para GA e primeiro grau incompleto com 28 (35,4%) para GB. Encontrou-se CPOD médio de 16 para GA e 17,1 para GB. O IHO-S mais prevalente no GA foi bom em 33 (48,7%) e intermediário no GB em 40 (50,6%). O CPI mostrou valores de higidez em 9 (13,6%) e 4 (5%) e de doença em 46 (69,6%) e 74 (93,6%) para GA e GB respectivamente. Não foi observada significância estatística entre GA e GB (testes do qui-quadrado e t de Student).

Concluiu-se que os indicadores de saúde bucal dos pacientes da DCI independem do nível sócio-econômico. (Apoio: PIBIC/CNPQ/UFPB.)

I141

Expressão de Granzyma B por linfócitos T em carcinoma epidermóide bucal.

VIEIRA, B. J., CHAVES, J. A. C.*, MACHADO, R. R. P., CALDONCELLI, F. F., AARESTRUP, F. M.

FOV – FAA; CBR – UFJF. Tel.: (0**32) 3229-3250. E-mail: beatrizjvieira@excite.com

A produção de Granzyma B por linfócitos T CD8+ tem sido considerada importante na indução da morte celular por clivagem de formas precursoras da caspase. Neste trabalho avaliamos quantitativamente a população mononuclear do infiltrado peritumoral, a contagem de linfócitos T CD8+ e a expressão celular de Granzyma B em carcinoma epidermóide de mucosa bucal. Foram selecionados em arquivo 15 casos, nos quais foi realizado o estudo imuno-histoquímico (método ABC) com recuperação antigênica sob calor, para verificar o número de células T CD8+ e a expressão de Granzyma B. A análise do infiltrado inflamatório demonstrou que 20,5% das células são linfócitos T CD8+. Adicionalmente, foi demonstrado que 83,7% das células positivas são produtoras de Granzyma B.

Os resultados sugerem que a produção de Granzyma B é um evento encontrado com freqüência em linfócitos T CD8+ no infiltrado inflamatório peritumoral. Portanto, estratégias de indução da resposta imune celular em neoplasias malignas podem influenciar a indução do processo de apoptose em células neoplásicas malignas via indução de Granzyma B. (Apoio: CNPq, FAA.)

I142

Caracterização do infiltrado inflamatório em carcinoma epidermóide bucal.

VIEIRA, B. J., MUSSO, D. B.*, OSUGUE, J. S., AARESTRUP, F. M.

FOV – FAA; CBR – UFJF - MG. Tel.: (0**32) 3229-3250. E-mail: beatrizjvieira@excite.com

A reação inflamatória peritumoral é observada comumente em carcinoma epidermóide de cabeça e pescoço, sendo que diversos autores citam uma possível correlação entre esta resposta imunológica local, comportamento neoplásico e prognóstico. Este trabalho teve por objetivo avaliar o carcinoma epidermóide bucal a partir da quantificação da inflamação peritumoral e verificar sua possível correlação com a graduação do câncer, além de realizar a caracterização morfológica qualitativa do infiltrado. A partir de um levantamento retrospectivo nos arquivos do SAP/FAA, Valença - RJ, foram selecionados 15 casos de carcinoma epidermóide bucal, sendo 5 bem diferenciados, 5 moderadamente diferenciados e 5 indiferenciados. A análise morfométrica foi realizada em secções histológicas coradas por hematoxilina-eosina, com o intuito de quantificar a área de tecido inflamado por campo, em cada amostra. As imagens foram capturadas e avaliadas utilizando-se os programas ScionImage® for Windows e FotoScan® for Windows. A área de infiltrado inflamatório foi obtida a partir da média aritmética dos campos medidos e expressas em porcentagem. A composição do infiltrado foi avaliada quanto à presença de células polimorfonucleares (neutrófilos) e mononucleares (linfócitos e plasmócitos).

Não foram observadas correlações entre a natureza e a intensidade do infiltrado inflamatório e a graduação histopatológica, sugerindo que a resposta imune local não foi determinante para o prognóstico do paciente. (Apoio: CNPq e FOV/FAA.)

I143

Caracterização do infiltrado inflamatório na periodontite crônica em pacientes HIV+.

VIEIRA, B. J., CHAVES, J. A. C., RAMOS, L. A., FONSECA, D. F.*, AARESTRUP, F. M.

FO – USS; CBR – UFJF. Tel.: (0**32) 3229-3250. E-mail: beatrizjvieira@excite.com

O trabalho teve por objetivo estudar aspectos clínicos e histopatológicos da periodontite crônica em pacientes HIV+, quantificar células CD3, CD8, CD4, CD20, CD68 e CD15 no sítio da periodontite crônica em pacientes HIV- e HIV+ e correlacionar os objetivos acima com o grau de desenvolvimento da periodontite crônica, intensidade da reação inflamatória local e contagem de linfócitos T no sangue periférico de pacientes HIV+. Para tal, foram avaliados 20 pacientes HIV+ e um grupo controle com 20 pacientes HIV-, ambos os grupos com diagnóstico de periodontite crônica. Todos possuíam indicação prévia de cirurgia e assinaram termo de acordo com a resolução nº 196/96 do CNS. Os pacientes foram submetidos ao exame clínico, à avaliação periodontal e submetidos a biópsia incisional da papila gengival. A análise morfométrica foi realizada utilizando-se os programas ScionImage e FotoScan, com o intuito de quantificar a área de tecido inflamado por campo, em cada amostra. A área de infiltrado inflamatório foi obtida a partir da média aritmética dos campos medidos e expressas em porcentagem. A análise imuno-histoquímica foi realizada pelo método avidina-biotina-peroxidase antiperoxidase. Não foram observadas diferenças significativas quanto à extensão de área de tecido inflamado quando comparados os indivíduos HIV+ com os HIV-.

Nossos dados sugerem que a patogênese da periodontite está associada ao influxo de células CD8 para o periodonto. (Apoio: CNPq e USS.)

I144

Expressão de TNF-alpha na periodontite do adulto.

VIEIRA, B. J., PIMENTA, R., RAMOS, L. A.*, AARESTRUP, F. M.

FO – USS; CBR – UFJF. Tel.: (0**32) 3229-3250. E-mail: beatrizjvieira@excite.com

O fator de necrose tumoral-alpha é uma importante citocina associada ao desenvolvimento de processos inflamatórios. No presente estudo investigamos a expressão desta molécula no sítio da reação inflamatória em amostras gengivais provenientes de 10 pacientes com periodontite do adulto. Todos os pacientes possuíam indicação prévia de cirurgia bucal e assinaram termo de acordo com a resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Foi realizada análise imuno-histoquímica através do método avidina-biotina-peroxidase anti-peroxidase para a análise da expressão de TNF-alpha por células inflamatórias. Os autores observaram que o TNF-alpha é produzido principalmente por macrófagos. Porém, alguns linfócitos T também sintetizam esta citocina.

Finalmente, nossos dados sugerem um importante papel do TNF-alpha na patogênese da periodontite do adulto. (Apoio: USS e CNPq.)

I145

Hábitos orais deletérios: avaliação do comportamento das crianças e suas famílias.

TARTAGLIA, S. M. A.*, SOUZA, R. G., SANTOS, S. R. B., SERRA-NEGRA, J. M. C.

Departamento de Ortodontia e Odontopediatria – FO – UFMG.

Este estudo, realizado na cidade de Belo Horizonte - MG, coletou informações sobre hábitos orais deletérios através de entrevista com 164 escolares de 6 a 11 anos e questionário enviado para os pais, ambos pré-testados. Observou-se que a maioria das crianças apresentavam hábito oral deletério anterior, sendo mais prevalente a chupeta, segundo os pais e as crianças. Hábitos atuais também foram prevalentes entre as crianças, sendo mais freqüentes os hábitos de morder e roer unhas. Dos entrevistados, 95,5% tinham vontade de abandonar o hábito mas a maioria (61,9%) relatou que não consegue. Apenas 2,9% das crianças relataram ter recebido alguma orientação do dentista para abandono do hábito oral. O método mais utilizado pelos pais para abandono do hábito oral (81,3%) foi aconselhamento e conscientização da criança sobre os defeitos causados nos dentes. Encontrou-se relação significante entre atitude de repreensão utilizada para o abandono do hábito com a escolaridade da mãe (p = 0,000), sendo que mães de baixa escolaridade estão quase cinco vezes (OR = 4,9) mais propensas a adotarem atitudes punitivas com seus filhos do que mães com alta escolaridade. Observou-se que crianças punidas em hábitos anteriores tendem a apresentar hábitos orais atuais.

Conclui-se que programas educativos devem ser estimulados objetivando a conscientização das famílias e dos dentistas.

I146

Avaliação funcional e histológica da lesão unilateral do nervo facial.

NUCCI-DA-SILVA, L. P.*, SILVA, C. A., DEL BEL, E. A.

Departamento de MEF – FORP – USP. Ribeirão Preto, SP. Tel.: (0**16) 602-4050, fax: (0**16) 633-0999. E-mail: leopoldo@forp.usp.br

O objetivo deste estudo foi analisar a resposta sensório-motora de ratos após axotomia unilateral do nervo facial e a relação com a NADPH-d/NOS em núcleos do tronco cerebral. Foram utilizados ratos (150 g), machos, Wistar. Grupos: divulsionamento (n = 14); lesão (n = 14; axotomia unilateral direita). Comportamento: campo aberto (CA) e labirinto em cruz elevado (LCE); realizados no pré-teste, e 1, 7, 14, 21 e 28 dias após os procedimentos. Avaliação histológica: H. E. e atividade NADPH-d. Os animais axotomizados apresentaram paralisação na hemiface. No teste CA os animais lesados apresentaram: maior tendência à exploração para o lado contralateral à lesão, aumento da exploração horizontal e vertical, dos atos de autolimpeza e diminuição do número de bolos fecais, em todos os tempos analisados (p << 0,05, MANOVA). O teste do LCE mostrou uma diminuição (p = 0,049 e p = 0,036, teste t) do número de entradas e tempo de permanência relativo aos braços abertos, no grupo lesão após 28 dias. Os animais lesados apresentaram redução no número de neurônios na coloração H. E., no núcleo do nervo facial, NTS e rafe magno, 28 dias após a lesão. Para atividade NADPH-d/NOS, foi observado um aumento 7 e 28 dias após lesão, no núcleo do nervo facial e uma redução aos 28 dias da lesão nos núcleos do NTS e hipoglosso (p << 0,05, MANOVA).

Este estudo mostra que lesão unilateral do nervo facial de ratos induz modificações no comportamento dos animais associadas com alterações estruturais e do sistema do NO. (Apoio financeiro: FAPESP, CNPq.)

I147

Avaliação quantitativa da microinfiltração marginal em restaurações de amálgama aderido.

FREITAS, D. B.*, CORONA, S. A. M., PALMA DIBB, R. G., BORSATTO, M. C., GARCIA, P. P. N. S.

Odontologia Restauradora – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4075. E-mail: nelsoncorona@linkway.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar quantitativamente in vitro a microinfiltração marginal em restaurações de amálgama aderido. Foram realizados 30 preparos cavitários classe V em pré-molares, restaurados com amálgama (Dispersalloy) utilizando-se diferentes sistemas intermediários, divididos aleatoriamente em três grupos: I, Protec CEM (Vivadent), II, All Bond 2 (Bisco) e III, Panavia F (Kuraray), após 24 horas foi realizado o polimento. Em seguida, os corpos-de-prova foram isolados, termociclados, imersos em Rodamina B a 0,2%, durante 24 horas, lavados, incluídos em resina acrílica e seccionados. Para análise da infiltração utilizou-se um microscópio óptico acoplado a uma câmera e computador, para obtenção da imagem digitalizada, na qual mediu-se quantitativamente, a penetração do corante. As médias obtidas na margem oclusal foram 5,03% (± 7,97), 26,19% (± 26,21) e 28,57% (± 16,04) e na margem cervical foram 88,27% (± 17,74), 47,38% (± 33,76), 79,46% (± 31,8), para os sistemas intermediários Protec CEM, All Bond 2 e Panavia F, respectivamente, os dados foram submetidos a análise de variância e teste de Tukey. Observou-se diferença estatisticamente significante entre as margens, contudo a margem em esmalte apresentou melhor vedamento. Entre os materiais não houve diferença significante.

Concluiu-se que nenhum material permitiu o completo vedamento das margens da restauração.

I148

Avaliação quantitativa da microinfiltração marginal em selantes após contaminação salivar.

ALVES, A. G.*, BORSATTO, M. C., PALMA DIBB, R. G., CORONA, S. A. M., CATIRSE, A. B. E. B.

Clínica Infantil – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4075. E-mail: anapaulalves@uol.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar in vitro quantitativamente, a microinfiltração marginal de um selante de fossas e fissuras, associado ou não a um sistema adesivo, após contaminação salivar. Foram utilizados 40 terceiros molares permanentes hígidos, divididos aleatoriamente em quatro grupos: IA, aplicação apenas de selante; IB, sistema adesivo + selante; IIA, contaminação salivar + selante; IIB, contaminação salivar + sistema adesivo + selante. Em todos os grupos, os dentes foram submetidos ao condicionamento com ácido fosfórico a 37%. Foram utilizados o sistema adesivo Single Bond (3M) e o selante FluroShield (3M). As amostras foram termocicladas, isoladas, e imersas em Rodamina B 0,2%, durante 24 horas. Em seguida, foram incluídas em resina acrílica, seccionadas, lixadas, e montadas em lâminas e levadas a um microscópio óptico acoplado a uma câmera e computador, obtendo uma imagem digitalizada para medir quantitativamente, em milímetros, a penetração do corante nas vertentes vestibular e lingual. Os valores médios encontrados nos grupos IA, IB, IIB foram 0%, enquanto o grupo IIA apresentou 2,87% (± 5,79), para a penetração do corante. Os dados foram submetidos à análise de variância e foi observada diferença significante apenas para o grupo IIA.

A partir destes resultados pode-se concluir que, em situações, nas quais, ocorre contaminação salivar, a associação do sistema adesivo ao selante de fossas e fissuras, contribui para diminuição da microinfiltração marginal.

I149

Utilização dos métodos de biossegurança na cidade de Porto Alegre.

PASSOS, D. G., GALVAGNI, L. E.*, PIRES, M. M., PIRES, L. A. G.

Materiais Dentários – ULBRA - Canoas - RS. E-mail: dizapassos@hotmail.com

O controle das infecções nos consultórios odontológicos tem sido um dos grandes desafios para profissionais que atuam na área odontológica. Durante o atendimento clínico os profissionais devem utilizar meios que evitem o risco de infecção e de transmissão cruzada. O objetivo deste trabalho foi verificar junto a 404 cirurgiões-dentistas, escolhidos aleatoriamente, da cidade de Porto Alegre - RS, se utilizavam os seguintes meios de prevenção: luvas, máscara, óculos de proteção, avental, gorro e até mesmo nenhum. Obtivemos os seguinte resultado: 9 profissionais (2,23%) não usam qualquer tipo de prevenção, 387 (95,79%) usam luvas, 276 (68,32%) usam máscara, 143 (35,40%) usam óculos de proteção, 392 (97,03%) usam avental e 34 profissionais (8,42%) usam gorro. Os cirurgiões-dentistas especialistas (106) que representaram 26,3% da nossa amostra, utilizavam todos os meios de prevenção, bem como os profissionais com até 10 anos de formatura (248) que representaram 61,54% da amostra.

Diante de tais resultados é importante conscientizar a classe odontológica sobre a utilização de meios que controlem os riscos de infecção e de transmissão cruzada, principalmente os profissionais com mais de 10 anos de formatura.

I150

Influência do tratamento superficial na resistência à tração do sistema Empress II ao cimento resinoso.

PIRES, M. M.*, GALVAGNI, L. E., MEZZOMO, E., PIRES, L. A. G.

Materiais Dentários – ULBRA - Canoas - RS.

O objetivo deste trabalho foi avaliar, in vitro, a resistência da união promovida por meio de diferentes tratamentos superficiais, entre o sistema Empress II e o cimento resinoso, através de ensaio de tração. Foram confeccionados 50 amostras de cerâmica Empress II (Ivoclar), e incluídas com resina acrílica autopolimerizável, deixando a superfície da amostra de cerâmica de menor diâmetro voltada para cima e exposta. Elas foram divididas em 5 grupos: grupo I, controle, as amostras não sofreram nenhum tipo de tratamento superficial; grupo II: foram jateadas com óxido de alumínio de 50 µm (Buffalo Dental, Syosset, USA); grupo III, receberam tratamento superficial com ácido fluorídrico a 4% (Bisco) por 20 s; grupo IV, foram tratadas com ácido 4% por 60 s; e o grupo V, foram tratadas com jateamento de óxido de Al de 50 mm, lavadas, secadas e após condicionadas com ácido a 4% por 20 s. Após o tratamento, as amostras foram lavadas e secadas com jato de ar. Em todos os grupos foi aplicado silano e injetado o cimento resinoso Variolink II (Vivadent) na superfície das amostras, o qual foi fotopolimerizado por 60 s. Após elas foram armazenadas em água destilada a 25ºC por 1 semana e submetidas ao teste de resistência de união à tração em máquina de ensaio universal Versat-500 com velocidade de 1 mm/min. A média para os resultados em MPa foram: grupo I: 12,31, grupo II: 17,89, grupo III: 22,29, grupo IV: 7,51 e grupo V: 31,55.

Resultados obtidos com os testes de comparação ANOVA/Tukey, mostram diferenças significativas entre as médias para cada grupo. O grupo V apresentou força superior, seguido pelo grupo III, II, IV e I.

I151

Classificação de istmos radiculares de primeiros molares inferiores e superiores.

SANO, C. L.*, TEIXEIRA, F. B., FERRAZ, C. C. R., GOMES, B. P. F. A., SOUZA-FILHO, F. J.

Área de Endodontia – FOP – UNICAMP.

O objetivo deste estudo é avaliar e classificar istmos presentes em primeiros molares inferiores e superiores quanto a sua freqüência e posição, bem como as características anatômicas dos 6 mm apicais de suas raízes mesiais e mésio-vestibulares, respectivamente. Foram utilizados 50 primeiros molares superiores e 50 inferiores armazenados em formol 10%. As raízes estudadas foram enumeradas e incluídas em resina. Realizou-se cortes transversais, perpendiculares ao longo eixo das raízes, a partir do ápice em direção cervical com extensão de 6 mm. Cada amostra possuía 1 mm de espessura. Os lados apicais foram corados com nanquim e suas imagens capturadas através de uma lupa estereoscópica. As imagens foram avaliadas por 2 examinadores e classificadas em tipos I - 2 ou 3 canais sem comunicações; II - 2 canais principais com conexão definida entre si; III - 3 canais principais com conexão definida, canais “C shape” também se incluem nesta categoria; IV - canais com extensão para área do istmo e V - verdadeira comunicação ou istmo completo. Os resultados mostraram que o istmo tipo I é encontrado em maior freqüência tanto nas raízes mesiais quanto nas raízes mésio-vestibulares. A medida que os cortes vão se distanciando do ápice, a incidência do tipo I vai diminuindo concomitantemente ao aumento da incidência de istmos tipo IV e V.

Concluímos que a anatomia dos canais radiculares são do tipo V na porção mais próxima à câmara pulpar, ocorrendo um achatamento em direção apical tornando-se freqüente a presença do istmo tipo I nesta região. (Apoio financeiro: FAPESP - nº 99/10336-7.)

I152

Osseointegração do implante de poliuretano em fêmur de coelhos.

BARROS, V. M. R., ROSA, A. L., CHIERICE, G., PIRES, R. O. M.*

Departamento de Cirurgia – FORP – USP. Tel.: (0**16) 620-1964. E-mail: vmbarros@forp.usp.br

Há grande interesse nas áreas médica e odontológica no uso clínico de biomateriais para substituição de tecidos mineralizados. O trabalho visa estudar a resposta biológica óssea ao implante de polímero de mamona (PM) acrescido de fosfato de cálcio e determinar o potencial de osseointegração do material testado. Cilindros de PM (2,0 x 4,5 mm) foram implantados nos fêmures de 5 coelhos. Após 8 semanas os animais foram sacrificados e as amostras obtidas preparadas para a análise histológica de cortes não descalcificados em microscópio de luz. O grau de osseointegração foi determinado utilizando um analisador de imagens, medindo-se a porcentagem de matriz mineralizada na parte cortical em íntimo contato com a superfície do implante. Na interface osso cortical-implante ocorreu íntimo contato entre o material e a matriz mineralizada formada, apresentando grau de osseointegração que variou entre 72,8 % e 90,6%. Na porção medular, o PM apresentou-se envolto por endósteo com diversos vasos sanguíneos. Não foi observada a presença de áreas de inflamação ou a presença de células multinucleadas. A presença de osso neoformado em contato com o PM confirma a conveniência do fêmur de coelho para estudos in vivo de avaliação de osseointegração.

Os resultados obtidos demonstram a boa biocompatibilidade do material, o que pode ser avaliado pela porcentagem de osseointegração obtida. (Apoio financeiro: FAPESP e CNPq.)

I153

Resistência adesiva à dentina e esmalte de resinas compostas para posteriores.

MIRANDA, M. S.*, PALMA DIBB, R. G.

Departamento de Odontologia Restauradora – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4078, fax: (0**16) 633-0999. E-mail: rgpalma@forp.usp.br

O objetivo deste estudo foi avaliar, in vitro, a resistência adesiva em esmalte e dentina do sistema Ariston pHc (“liner” + resina composta), com ou sem condicionamento ácido, comparando-o com o sistema Z100 que requer tratamento ácido do substrato. Trinta molares humanos hígidos foram seccionados ao meio (sentido mésio-distal) e cada hemidente obtido foi incluído em resina acrílica e desgastado até a remoção da convexidade do esmalte ou exposição da dentina utilizando-se lixas d’água de granulação 120 a 600. As amostras (n = 60) foram aleatoriamente divididas em 3 grupos iguais (n = 20, 10 em esmalte e 10 em dentina): sistema Ariston pHc (A), ácido + Ariston pHc (AcA) e Single Bond + Z100 (SZ). Após o tratamento do substrato, para cada espécime, foi preparado um cone de resina utilizando-se uma matriz de teflon. O material foi inserido em 3 incrementos, polimerizados por 40 s cada. Os dentes foram mantidos em água destilada por 24 h em estufa a 37ºC e a resistência adesiva foi testada em máquina universal de ensaios (0,5 mm/min.). Os resultados em MPa foram: A-E: 11,55 (± 2,40) e D: 17,49 (± 4,67); AcA- E: 12,44 (± 3,61) e D: 9,00 (± 1,05); SZ-E: 19,42 (± 2,63) e D: 16,15 (± 2,40). A análise estatística foi realizada pela ANOVA e teste de Tukey.

Observou-se que em esmalte, o sistema Ariston pHc não proporcionou boa adesão e que o uso de ácido previamente ao emprego desse sistema pode influenciar no comportamento adesivo, principalmente em dentina, concluindo-se que o material deve ser empregado conforme as instruções do fabricante. (CNPq/PIBIC/USP.)

I154

Resistência adesiva ao esmalte de dois selantes de fossas e fissuras.

DE ROSSI, M.*, DE ROSSI, A., BORSATTO, M. C., PALMA DIBB, R. G.

Departamento de Odontologia Restauradora – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4078, 633-0999. E-mail: rgpalma@forp.usp.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência adesiva ao esmalte de uma resina de baixa viscosidade (Flow-It - Jeneric/Pentron - FI)) e um selante resinoso (FluroShield - Dentsply - FS). Vinte molares humanos foram incluídos em resina acrílica e desgastados com o auxílio de lixas d’água de granulação 120-600 até a obtenção de uma superfície de esmalte plana. Os dentes foram aleatoriamente divididos em dois grupos. Após o condicionamento ácido da superfície e a aplicação do sistema adesivo (apenas na Flow-It), de acordo com instruções dos fabricantes, os dentes foram posicionados em uma mesa metálica e, com o auxílio de uma matriz de teflon, os materiais foram inseridos em três incrementos e polimerizados por 40 segundos cada. Os corpos-de-prova foram mantidos em água destilada por 24 horas em estufa à 37ºC e a seguir a resistência adesiva foi testada em máquina universal de ensaios (0,5 mm/min.). As médias em MPa foram FI: 14,10 (± 3,75), FS: 14,57 (± 5,86). Os resultados foram submetidos a análise estatística empregando o ANOVA e o teste de Tukey e observou-se que não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos.

Com base nos resultados pode-se concluir que ambos materiais apresentam resistência adesiva ao esmalte satisfatória podendo ser indicados para selante.

I155

Ação antimicrobiana de materiais restauradores com liberação de flúor.

CICCONE, J. C.*, VERRI, M. C., PALMA DIBB, R. G., SALVADOR, S. L.

Departamento de Odontologia Restauradora – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4078, 633-0999. E-mail: rgpalma@forp.usp.br

O objetivo do presente trabalho foi avaliar a atividade antimicrobiana in vitro de diferentes materiais restauradores: Vidrion R, Fuji II LC, Ketac-Fil, Ketac-Molar, Fuji IX, Ariston pHc, Degufill Mineral, Z100 e Compoglass. Para tal finalidade, utilizou-se teste de difusão em ágar, determinando-se o halo de inibição do crescimento bacteriano sobre Streptococcus mutans (ATCC 25175), Staphylococcus aureus (ATCC 25923) e Micrococcus luteus (ATCC 941). Os materiais foram avaliados logo após a manipulação, assim como o pó e o líquido dos cimentos ionoméricos testados. De acordo com a exigência nutricional de cada microrganismo foram utilizados os meios Mha e BHIa (Difco), os guias tiveram o pH ajustado em 7,0 e 6,0. A manipulação e/ou o preparo dos materiais foram realizados assepticamente e seguindo as instruções do fabricante. Os componentes e/ou corpos-de-prova foram então aplicados nos meios de cultura. Decorridas 2 horas de pré-incubação (TA), as placas foram incubadas à 37ºC por 48 horas em aerobiose (S. aureus e M. luteus) e em microfilia (S. mutans). Determinou-se o diâmetro dos halos de inibição de crescimento (mm). O produto Vidrion R assim como os componentes líquidos de todos os ionômeros apresentaram atividade antimicrobiana em ambos os meios, enquanto que o Ketac-Fil e Fuji II LC apenas em meio ácido.

Conclui-se que o apenas o Vidrion R e os componentes líquidos dos cimentoS ionoméricos testados foram capazes de exercer atividade antimicrobiana em ambos os pHs (ácido e neutro).

I156

Avaliação das alterações dimensionais dos silicones de adição e condensação.

MESQUITA, A. M. M.*, NISHIOKA, R. S., ALMEIDA, E. E. S., TAKAHASHI, F., QUINTAS, A. F., PAVANELLI, C. A.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – FOSJC – UNESP.

O propósito deste trabalho foi comparar as alterações dimensionais, que ocorreram em modelos de gesso obtidos após 24 horas, e após 7 dias da moldagem, utilizando-se para obtenção dos moldes, silicones de reação de polimerização de adição e condensação. Em um modelo de resina acrílica de uso laboratorial, foram realizados dois preparos protéticos, um para receber uma coroa total metálica, e o outro para receber uma coroa parcial metálica do tipo MOD, com recobrimento da cúspide funcional. Trinta moldeiras individuais foram usadas com os diferentes materiais. O silicone de adição pela técnica de moldagem dupla e o silicone de condensação pela técnica massa/fluido. Os modelos obtidos em gesso tipo IV e o modelo mestre, foram mensurados em locais pré-definidos e diferentes áreas utilizando uma máquina de medir coordenadas (Societe - Genoivese) e um projetor de perfis (Jones & Lamson), no Laboratório de Metrologia Dimensional (IFI - CTA - São José dos Campos). Os valores porcentuais das alterações dimensionais obtidas, foram submetidas ao teste ANOVA de Kruskal-Wallis, ao nível de significância de 5%. As distâncias interpilares foram nos modelos de gesso sempre maiores do que no modelo mestre, contudo mensurações das caixas, menores que no modelo original, não importando o material.

Esses materiais possuem comportamentos dimensionais diferentes, que dependem do local que estão contidos.

I157

Solvência da guta-percha por diferentes substâncias – uma avaliação comparativa.

SANTIAGO, K. L. V.*, SZMAJSER, L. K., LOURENÇO, S., FIDEL, S., FIDEL, R.

Escola de Odontologia – Disciplina de Endodontia – UNIGRANRIO - RJ. Tel.: (0**21) 672-7777.

O retratamento do sistema de canais radiculares representa uma significativa porcentagem dentro da prática endodôntica, sendo que a desobstrução dos canais constitui uma tarefa das mais trabalhosas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a perda de massa da guta-percha sob ação de 5 solventes (Halotano, Xylol, Eucaliptol - Inodon, Eucaliptol - SS White, e Clorofórmio) em diferentes intervalos de tempo. Foram utilizados 100 cones de guta-percha nº 40 de cada marca comercial (Tanari e Dentsply), sendo 20 para cada solução testada. Estes foram subdivididos em 4 grupos para os períodos de 1, 5, 10 e 15 minutos. Cada cone foi pesado em uma balança Marte com 0,001 g de precisão e, em seguida, colocado em uma placa de Petri com 5 ml de solvente quando foi iniciada a contagem do tempo. Logo após, os cones foram imersos em álcool etílico e depois em água destilada por 5 minutos e então deixados em temperatura ambiente por 1 hora para secagem e nova pesagem.

Segundo os resultados estatísticos obtidos pelos testes ANOVA e Student-Newman-Keuls houve diferença estatística significante para o Xylol (p = 0,000705) e Clorofórmio (p = 0,0455), ambos quando utilizado os cones da marca Tanari, apresentando maior perda de massa da guta-percha. Também observou-se que houve maior perda de massa no grupo de 10 minutos podendo indicar que após este tempo a ação do solvente tende a se estabilizar. Não houve diferença estatística significante entre os demais grupos.

I158

Avaliação da adaptação entre enceramento e preparos para coroas totais.

ANDREATTA FILHO, O. D.*, NISHIOKA, R. S., ALMEIDA, E. E. S., MOURA, A. H., MIYASHITA, E., QUINTAS, A. F.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – FOSJC – UNESP.

O objetivo deste estudo foi avaliar o desajuste de adaptação entre o enceramento e o limite cervical de preparos para coroas totais. Sobre uma matriz metálica cilíndrica, cuja base possuía um eixo central de orientação, foram fixados com resina acrílica 30 dentes molares, que em um torno mecânico (Pesqui Odontol Bras, v. 14, suplemento, 2000, resumo I047) foram preparados com brocas diamantadas para receberem coroas totais de mesmas dimensões. Sobre cada preparo foi realizado um enceramento. Para verificar a desadaptação, os corpos-de-prova foram fixados, pelo seu eixo central de orientação, a um dispositivo metálico hexagonal possibilitando mantê-los em posições predeterminadas. Com auxílio de um estereomicroscópio (100 X – LEICA - DMRXP - Germany) associado a uma câmera digital (JVC) as imagens das fendas de desadaptação de cada posição eram enviadas a um programa de leitura de medidas (Image Tool 2.0 for Windows). Através deste programa foram realizadas 10 mensurações (em micrômetros) de cada fenda, totalizando-se 1.800 medidas. A partir destes valores, referentes aos 30 corpos-de-prova, obtivemos como resultado a estimativa do parâmetro médio de desadaptação entre os enceramentos e o limite cervical dos preparos (média = 41,42 mm ± DP = 15,37).

Concluímos que o desajuste de adaptação já ocorre durante as fases de enceramento.

I159

A rugosidade de superfície do Ticp afeta sua biocompatibilidade in vitro.

BELOTI, M. M.*, ROSA, A. L.

Departamento de Cirurgia – FORP – USP. E-mail: adalrosa@forp.usp.br

Há evidência de que a biocompatibilidade do titânio (Ti) é afetada por sua rugosidade de superfície. O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da rugosidade de superfície do Ti sobre a proliferação e diferenciação de células de medula óssea de ratos. Discos de titânio comercialmente puro (Ticp) foram usados. Discos do grupo I foram polidos até 0,05 µm. Grupos II, III e IV foram, respectivamente, jateados com partículas de Al2O3 de 25 µm, 75 µm e 250 µm. As células foram cultivadas (2 ´ 104 células/poço) sobre discos de Ti a 37ºC e 5% de CO2 em a-MEM suplementado. Para avaliação da proliferação, as células foram cultivadas por 7 e 14 dias, enzimaticamente liberadas, contadas e os dados expressos como tempo de duplicação entre 7 e 14 dias. Ao final de 14 dias, o conteúdo de proteína total foi medido de acordo com o método de Lowry e a atividade de fosfatase alcalina (ALP), utilizando um “kit” comercial. Após 21 dias, a formação de matriz mineralizada foi avaliada, em um analisador de imagens, através da medida da porcentagem da área total corada por “alizarin red S”. Os dados foram comparados por ANOVA e teste de Duncan. O tempo de duplicação foi afetado pela rugosidade de superfície: I = IV >> II = III. O conteúdo de proteína total, atividade de ALP e formação de matriz mineralizada não foram afetados.

Esses resultados sugerem que a proliferação foi aumentada por superfícies com rugosidade intermediária, jateadas com 25 mm ou 75 mm, enquanto a diferenciação celular não foi afetada pela rugosidade de superfície do Ticp. (Apoio financeiro: FAPESP.)

I160

Influência da microporosidade da hidroxiapatita sobre células de medula óssea de ratos.

FARIA, A. C. L.*1, BELOTI, M. M.1, VAN NOORT, R.2, ROSA, A. L.1

1FORP – USP, Brasil; 2University of Sheffield, UK. E-mail: adalrosa@forp.usp.br

Hidroxiapatita (HA) tem sido utilizada como substituto ósseo, entretanto, o efeito da presença de microporos sobre a sua biocompatibilidade não foi determinado. O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da presença de microporos (<< 10 mm) sobre a biocompatibilidade da HA utilizando células de medula óssea de ratos. Discos de HA com 5%, 15% e 30% de microporosidade foram fabricados pela combinação de pressão uniaxial e sinterização. Células de medula óssea de ratos cultivadas a 37º e 5% de CO2 em a-MEM suplementado foram inoculadas (104 células/poço) em poços contendo discos de HA. Após 2 horas e 14 dias em cultura, as células foram enzimaticamente liberadas e contadas. O período de 2 horas foi utilizado para avaliar a adesão celular e o de 14 dias para avaliar a proliferação celular, expressa como tempo de duplicação. Ao final de 14 dias, o conteúdo de proteína total foi medido de acordo com o método de Lowry e a atividade de fosfatase alcalina (ALP), utilizando um “kit” comercial. Os dados foram comparados por meio de ANOVA. Não houve diferença entre os grupos de HA com relação a adesão e a atividade de ALP. O tempo de duplicação e o conteúdo de proteína total nas amostras com 30% de microporosidade foram significativamente diferentes dos outros grupos.

Esses resultados sugerem que a presença de alta porcentagem de microporos influencia negativamente a biocompatibilidade da HA. (Apoio financeiro: FAPESP e CNPq.)

I161

Biocompatibilidade in vitro do polímero de mamona.

HIRAKI, K. R. N.*, BARROS, V. M. R., BELOTI, M. M., ROSA, A. L.

Departamento de Cirurgia – FORP – USP. a

O polímero de mamona (PM) tem sido utilizado para substituição óssea, sendo biocompatível e facilmente processado. O objetivo desse trabalho foi avaliar, utilizando células de medula óssea de ratos, a biocompatibilidade do PM em três composições: puro, (I); com 30% de CaCO3, (II) e com 30% de Ca3(PO4)2, (III). Células de medula óssea de ratos cultivadas a 37ºC e 5% de CO2 em a-MEM suplementado foram inoculadas (2 ´ 104 células/poço) em poços contendo discos de PM. Após 4 horas e 7 dias em cultura, as células foram enzimaticamente liberadas e contadas. O período de 4 horas foi utilizado para avaliar a adesão celular e o de 7 dias para avaliar a proliferação celular. Ao final de 14 dias, o conteúdo de proteína total foi medido de acordo com o método de Lowry e a atividade de fosfatase alcalina (ALP), utilizando um “kit” comercial. Após 21 dias, os discos foram corados com “alizarin red S” e a formação de matriz mineralizada, classificada como nenhuma (0), leve (1), moderada (2) e intensa (3). Os dados foram comparados por ANOVA ou Kruskal-Wallis, quando apropriado. Não houve diferença entre os grupos em relação a adesão e a atividade de ALP. Para a proliferação celular (I << II << III), conteúdo de proteína total (I << II = III) e formação de matriz mineralizada (I << II = III) houve diferença significante entre os grupos.

Esses resultados sugerem que o PM puro é o menos biocompatível e que a presença de Ca3(PO4)2  favorece a biocompatibilidade, principalmente por permitir maior proliferação celular. (Apoio financeiro: FAPESP.)

I162

Avaliação da microinfiltração de 5 sistemas adesivos em dentes bovinos.

DONASSOLLO, T. A.*, LEIVAS, L. L., VIGANÓ, C., MOURA F. R. R., DEMARCO F. F.

Mestrado em Endodontia e Dentística – FO – UFPel. Tel.: (0**53) 222-4439. E-mail: sancha@uol.com.br

O objetivo desse estudo foi avaliar a microinfiltação de 5 diferentes adesivos. Em 50 incisivos bovinos hígidos foram confeccionadas cavidades padronizadas de classe V, nas faces vestibular e lingual, com margens em esmalte e em cemento. Os dentes foram divididos aleatoriamente em cinco grupos (n = 20), de acordo com os sistemas adesivos empregados: três adesivos da técnica de condicionamento ácido total (Single Bond - SB, 3M; Excite - EX, Vivadent; Stae - ST, SDI), e dois autocondicionantes (Clearfil Liner Bond 2v - CLB2v, Kuraray; Prompt L-Pop - PP, Espe). Os materiais foram aplicados seguindo as orientações dos fabricantes. As cavidades foram preenchidas em incremento único com resina composta Sculpt-It (Jeneric/Pentron). Um fotopolimerizador XL3000 (3M) foi empregado. Após o polimento, os espécimes foram submetidos a termociclagem, seguida da imersão no corante. Depois de seccionados, a infiltração foi analisada (40 X), com base em escore padronizado. Os dados foram submetidos à análise estatística (Kruskal-Wallis e Mann-Whitney). Em esmalte houve mínima infiltração do corante, havendo diferença significante (p << 0,001) com relação ao cemento. Em esmalte o PP exibiu maior infiltração (p << 0,05) que todos os outros adesivos, os quais se mostraram similares. Em cemento os materiais apresentaram desempenho semelhante.

Conclui-se que o esmalte apresentou maior resistência a penetração do corante, exibindo todos os adesivos performance similar, exceto o sistema PP em esmalte.

I163

Microdureza do amálgama: influência da liga e do tratamento superficial.

LEIVAS, L. L.*, DONASSOLO, T. A., OSINAGA, P. W. R., DEMARCO, F. F.

Mestrado em Endodontia e Dentística – FO – UFPel. Tel.: (0**53) 222-4439. E-mail: sancha@uol.com.br

O objetivo do presente estudo foi avaliar a dureza do amálgama, variando-se o tipo de liga e o tratamento superficial. Foram empregada duas ligas, uma convencional (Duralloy - Degussa) e outra com alto teor de cobre (GS-80 - SDI), sendo confeccionados 15 corpos-de-prova padronizados de cada liga. As duas ligas foram divididas em 3 grupos (n = 5), os quais foram submetidos a um dos seguintes tratamentos de superfície: brunimento, polimento convencional (pastas abrasivas e escovas) e polimento especial (borrachas abrasivas). O brunimento foi realizado imediatamente após a cristalização do amálgama, enquanto os polimentos foram executados após 7 dias. Seguindo-se os tratamentos, os corpos-de-prova foram submetidos ao teste de dureza Knoop, utilizando microdurômetro (Durimet), com carga de 200 g, sendo realizadas 5 leituras em cada espécime. Os dados foram submetidos a análise estatística (testes ANOVA e Tukey). Os valores de dureza da liga com alto teor de cobre (1.543,88 ± 466,02) foram estatisticamente superiores (p << 0,001) que aqueles observados para a liga convencional (1.083,05 ± 279,31). Também foi observado que o brunimento resultou em valores de dureza (1.740,10 ± 359,16) estatisticamente maiores (p << 0,001) que os outros grupos. O polimento convencional apresentou valores de dureza (1.017,74 ± 181,70) estatisticamente inferiores (p << 0,05) do que aqueles do polimento especial (1.182,55 ± 394,58).

Com base na metodologia empregada foi possível concluir que o tratamento superficial influenciou na dureza, assim como o tipo de liga empregado.

I164

Drogaditos em recuperação: perfil comportamental e condição epidemiológica.

RIBEIRO, E. D. P.*, OLIVEIRA, J. A., ZAMBOLIN, A. P., LAURIS, J. R. P., TOMITA, N. E.

Departamento de Saúde Coletiva – FOB – USP. Tel.: (0**14) 235-8265. E-mail: quinhaodontousp@hotmail.com

Considerando o número de indivíduos que usam drogas, suas peculiariedades quanto à saúde bucal e a escassa discussão sobre o assunto, verificou-se a necessidade de realizar um trabalho objetivando traçar o perfil da condição de saúde bucal de drogaditos em recuperação. A avaliação do perfil deste grupo foi feita através da experiência de cárie (CPOD), prevalência de placa bacteriana (PHP), índice gengival e teste do fluxo salivar. Este estudo foi feito em 76 internos, do sexo masculino, do Esquadrão da Vida - Bauru, com idade média de 29,35 anos (p = 11,50; N = 70). Constituíram o grupo controle, o pessoal de apoio da instituição. Foram aplicados questionários de satisfação com a saúde bucal (OIDP), sendo que 60,62% relataram que a atividade física foi a menos afetada pelos problemas dentários e que a mais afetada foi a limpeza dos dentes (44,71%). O CPOD observado foi de 15,58 (p = 6,02; N = 60) e correlacionado à idade, obteve-se r = 0,57 (p << 0,001*). A necessidade de tratamento foi de 7,81 (p = 5,75; N = 60) e correlacionada ao nível de importâcia que o entrevistado dava à sua saúde bucal, obteve-se r = -0,32 (p = 0,021*). O índice gengival foi de 0,67 (p = 0,52; N = 74) e PHP 2,30 (p = 0,82; N = 74); correlacionando os dois índices obteve-se r = 0,26 (p = 0,024*). O fluxo salivar foi de 1,31 ml/min. Os internos tinham, em geral, precária saúde bucal, como reflexo da drogadição e das questões culturais, já que 68,42% tinham o hábito de comer entre as refeições e 65,78% não utilizavam o fio dental.

O fluxo salivar normal constatado, despertou discussões sobre os efeitos da eliminação da droga. (Apoio: CNPq.)

I165

Saúde bucal e diabetes na população nipo-brasileira: uso de sócio-indicadores.

TOMITA, N., CHINELLATO, L., LAURIS, J., FRANCO, L., PERNAMBUCO, R., GARCIA, T. R.*, JUSTAMANTE, M. N., TASSO, M., ROSA, H., CHUN, J. H.

FOB – USP. Tel.: (0**14) 235-8256.

Este estudo transversal foi delineado com o objetivo de verificar os níveis de satisfação bucal, os impactos decorrentes das perdas dentárias e avaliar as condições de saúde bucal na população nipo-brasileira, em Bauru - SP - Brasil. A amostra constituiu-se de 1.316 indivíduos entre 30 e 92 anos de idade, ambos os sexos, pertencentes a primeira e segunda gerações. Após a aprovação do projeto pelo comitê de ética e pesquisa, foi entregue uma carta de informação ao paciente que assinava um termo de concordância. A entrevista OIDP (Oral Impacts on Daily Performances), bem como os exames médicos, laboratoriais e clínicos, incluindo exame bucal, foram realizados no HRAC - USP. O índice CPOD utilizou a metodologia proposta pela OMS (1997). O uso do indicador sócio-odontológico OIDP mostrou que o grau de satisfação individual com a saúde bucal foi elevado em 53,6% dos indivíduos da amostra, que não relataram qualquer atividade diária afetada pela condição bucal. Os indivíduos da segunda geração relataram que algumas atividades foram significantemente afetadas (p << 0,05), como higienizar a boca, manter o estado emocional e desenvolver sua atividade principal. Houve associação significante entre edentulismo, sexo e idade com relatos de queixas ao questionário OIDP (p << 0,05), como testado pelo teste de Mann-Whitney.

A aculturação dos descendentes apresentou relevância sobre a satisfação com a condição bucal, bem como o edentulisno, em portadores de diabetes e em normoglicêmicos. (Apoio financeiro: PIBIC/CNPq, CNPq - processo 300139/98-5.)

I166

Prevalência de anquilose de molares decíduos em fissurados.

ARANHA, A. M. F.*, DUQUE, C., CONSULIN, T., BRANDÃO, C., BARBIRATO, C., CARRARA, C., GOMIDE, M., COSTA, B.

Odontopediatria – HRAC – USP. E-mail: amfaranha@bol.com.br

O objetivo deste trabalho foi caracterizar a prevalência de anquilose de molares decíduos em crianças com fissura de lábio e/ou palato na faixa etária de 5 a 12 anos, já que na literatura encontra-se somente estudos em pacientes não-fissurados. Foram avaliados clinicamente 272 pacientes que compareceram para o tratamento de rotina do HRAC, da raça branca, sem distinção do sexo e sem qualquer outro tipo de anomalia. Foram analisados o tipo de fissura, presença de infra-oclusão e quando presente, o dente, o arco e o hemiarco afetados. Considerou-se como dentes anquilosados aqueles que se apresentaram em infra-oclusão, sendo excluídos os molares decíduos com lesões de cárie extensas ou grandes restaurações. O exame clínico foi feito por um observador devidamente treinado que analisou cada hemiarco separadamente com auxílio de um espelho. Os dados foram submetidos à análise estatística não-paramétrica do c2 e de Fisher ao nível de significância de 5%. De acordo com os resultados, a prevalência de anquilose foi de 18,7%, sem diferença estatística entre os sexos (p = 0,388), nem entre os tipos de fissuras (p = 0,089), mas em relação ao arco, os casos de anquiloses foram mais freqüentes na mandíbula (p << 0,0001).

Pode-se concluir que os resultados foram coincidentes com os dos pacientes não-fissurados, sugerindo a não-interferência da fissura na prevalência de anquilose.

I167

Estudo da associação entre o estado nutricional e alterações do esmalte dental em escolares.

DUCATTI, C. H.*, PUPPIN RONTANI, R. M., BASTOS, H. D.

Área de Odontopediatria – FOP – Unicamp – Pediatria – FCM; Unesp, Botucatu. E-mail: rmpuppin@fop.unicamp.br.

O objetivo deste estudo foi identificar a prevalência de alterações de esmalte em dentes permanentes (AED) e avaliar a relação entre o estado nutricional e a presença de AED em escolares de 7 a 10 anos de idade de escolas públicas de Botucatu-SP. A avaliação nutricional foi baseada na análise antropométrica e a das alterações do esmalte no índice DDE (Developmental Defects of Enamel Index). Os exames foram realizados por um único examinador, sendo estimada a reprodutibilidade do índice DDE através da correlação de Pearson em 90% de concordância intra-examinador. Foram examinadas 449 crianças de ambos os sexos. Os dados obtidos foram submetidos aos testes estatísticos: teste exato de Fisher, Wilcoxon, Kruskal-Wallis e Goodman (p << 0,05), considerando-se as variáveis e suas associações. De acordo com os dados obtidos observou-se a prevalência de 73,9% de defeitos de esmalte e 34,1% de desnutrição na população estudada. O tipo mais comum de lesão encontrada foi opacidade difusa nos dentes anteriores (incisivos) e opacidade demarcada nos posteriores (primeiros molares permanentes). As crianças classificadas como eutróficas apresentaram maior número de dentes afetados em relação aos desnutridos (p << 0,05). Não houve associação entre os diferentes estados nutricionais e a presença de lesões de esmalte (p >> 0,05).

Baseando-se nos resultados obtidos pôde-se concluir que embora as lesões de esmalte tenham sido atribuídas a etiologia sistêmica, não houve associação significativa do estado nutricional como fator etiológico das AED.

I168

Eletrovibratografia computadorizada em pacientes com desordens temporomandibulares.

CASSELLI, H.*, SILVA, W. A. B., SILVA, F. A., SILVA, L. B., LANDULPHO, A. B.

Área de Prótese Fixa – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5375. E-mail: wilkens@fop.unicamp.br

Os ruídos emitidos pelas articulações temporomandibulares durante a função mastigatória, constituem-se em um dos sinais mais prevalentes das desordens temporomandibulares. O objetivo deste trabalho foi estudar o comportamento do ruído articular em sua reprodutibilidade e intensidade através de avaliações eletrovibratográficas computadorizadas, em pacientes portadores deste tipo de patologia, tratados com aparelhos de cobertura oclusal plana. Foram selecionados 10 pacientes com faixa etária entre 23 e 64 anos, portadores de sinais e sintomas da patologia descrita e de ruídos articulares audíveis clinicamente em forma de estalidos e/ou crepitações. Para as avaliações eletrovibratográficas foi utilizado um eletrossonógrafo computadorizado (JVA, Bio-Research Inc., USA) que permite a captação de ondas vibratórias num espectro de freqüência entre 0 e 650 Hertz e de amplitude a partir de 0,1 Pascal. As avaliações foram realizadas antes e após 60 e 120 da instalação dos aparelhos oclusais. Os resultados obtidos foram submetidos ao teste estatístico do sinal (5% de significância) e revelaram que houveram diferenças estatisticamente significantes na freqüência e amplitude dos ruídos articulares observados antes e após o tratamento, sendo que 90% dos pacientes passaram a exibir níveis de intensidade considerados como normais no período estabelecido para a última avaliação (20 Pa x Hz).

Em função destes resultados podemos concluir que: houve a redução na intensidade e freqüência dos ruídos articulares e que a terapia instituída foi efetiva para a remissão da sintomatologia apresentada.

I169

Disfunção da articulação têmporo-mandibular: prevalência de sinais e sintomas.

ZANELLA, L.*, CAMACHO, G. B., OSÓRIO A. B., COSTA, M. D.

Departamento de Odontologia Restauradora – UFPel. E-mail: leandrozanella@bol.com.br

As disfunções têmporo-mandibulares (DTM) têm uma freqüência alta na população. Para o diagnóstico de DTM é necessário que se saiba suas características clínicas e a freqüência com que ocorrem. Neste trabalho, foi feito um levantamento da ocorrência de desordens têmporo-mandibulares em pacientes da zona urbana e rural da região de Pelotas, RS. Para tanto, foram triados 80 pacientes com diagnóstico de DTM num período de 2 anos de levantamento em um programa específico de atendimento. Foram coletados os dados que levaram ao referido diagnóstico e agrupados de forma a permitir uma comparação com os achados da literatura. Os resultados foram: prevalência de DTM em 90% das mulheres; 95% dos pacientes provieram da zona urbana; quanto às faixas etárias, houve uma ocorrência de 8,75% de desordens na faixa de 10 a 20 anos, 47,5% de 21 a 39 anos, 38,75% de 40 a 59 anos e 5% de 60 a 89 anos. As regiões mais acometidas pela dor são: ATM com 62,5%, musculatura com 38,75%, cabeça (cefalalgias) com 40% e coluna com 5%. Quanto aos períodos de exacerbação da dor, em 26,25% dos casos foi durante o trabalho, 28,75% ao acordar e em 46,25% dos casos foram em períodos de estresse.

Disso depreende-se que os pacientes do sexo feminino são mais acometidos pela DTM bem como indivíduos provenientes da zona urbana; a sintomatologia dolorosa na ATM e cefalalgias são mais freqüentes que a dor muscular e na coluna. Observou-se que durante os períodos de estresse, ao despertar e durante o trabalho houve um aumento da sintomatologia dolorosa. (Apoio: CNPq.)

I170

Efeito de diferentes tratamentos na adesão da porcelana ao cimento.

MALINSKI, S. M.1*, CAMACHO, G. B.1, OSÓRIO, A. B.1, NONAKA, T.2, GONÇALVES, M.2

1Odontologia Restauradora – FO – UFPel; 2Odontologia Restauradora – FORP – USP. E-mail: charrua@ufpel.tche.br

O objetivo deste estudo foi avaliar in vitro a resistência de união da cerâmica com o cimento resinoso, com a utilização de diferentes tratamentos superficiais em duas porcelanas e, dois cimentos resinosos. Com este propósito, foram realizados ensaios de cisalhamento em 84 corpos-de-prova, 42 confeccionados com cerâmica feldspática Duceram LFC (Degussa) e, 42 com cerâmica aluminizada Vitadur-alpha (Vita Zanfabrik). Cada grupo foi adesivado com cimento resinoso Rely X (3M) e, Enforce (Dentsply). Os corpos-de-prova foram separados conforme os tratamentos: I. jato de partículas de 50 mm de óxido de alumínio e um agente silano; II. aplicação de ácido fluorídrico 10% por 4 minutos e um agente silano (grupo controle); III. jato de partículas de 50 mm de óxido de alumínio e aplicação de ácido fluorídrico 10% por 4 minutos e um agente silano.

Os resultados apontaram para uma diferença entre os cimentos testados. O Rely X apresentou melhor desempenho que o Enforce. Embora a cerâmica Vitadur-alpha tenha possibilitado uma maior força de união, não diferiu em relação à Duceram LFC. Comparados ao grupo controle, os diferentes tratamentos não promoveram uma melhora na adesão da porcelana ao cimento. (Apoio: FAPERGS - processo 98/0842-3.)

I171

Influência da técnica de inserção de resina composta condensável sobre a microinfiltração marginal.

CASANOVAS, R. C.*, AMARAL, C. M., COSTA, J. F., MARCHI, G. M., PIMENTA, L. A. F.

Dentística – FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5340. E-mail: lpimenta@fop.unicamp.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência da técnica de inserção da resina composta condensável sobre a microinfiltração marginal. Foram preparadas 120 cavidades classe II em dentes bovinos, com margem gengival em dentina/cemento, que foram divididas em 4 grupos: G1 - inserção única; G2 - inserção em incrementos horizontais; G3 - inserção em incrementos oblíquos; G4 - inserção mista, em incrementos vestíbulo-linguais. Todas as cavidades foram restauradas utilizando o sistema adesivo Prime & Bond 2.1 (Dentsply) e a resina composta Surefil (Dentsply). Os dentes foram submetidos à termociclagem (5º ± 2ºC e 55º ± 2ºC, durante 1.000 ciclos) e em seguida imersos em solução aquosa de azul de metileno a 2%, pH 7, por 4 horas. A avaliação da microinfiltração marginal foi realizada por 2 examinadores segundo o critério de escores de 0 a 4. As médias de microinfiltração para cada grupo foram: G1 = 3,0; G2 = 3,3; G3 = 2,6; G4 = 3,3 e o teste Kruskal-Wallis demonstrou não haver diferença estatisticamente significante na microinfiltração entre as diferentes técnicas ao nível de significância de 5%.

Nenhuma das técnicas de inserção foi capaz de eliminar a microinfiltração e não diferiram entre si.

I172

Avaliação da microinfiltração marginal em restaurações classe V de resina composta.

NISHIYAMA, J. C.*, NONAKA, T., YAMAMOTO, K., SAKAUE, A. T., BERSAN, R. M.

Departamento de Odontologia Restauradora – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4078, 633-0999. E-mail: tnonaka@forp.usp.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar in vitro a microinfiltração marginal em sistemas restauradores resinosos indicados para dentes posteriores. Trinta cavidades classe V com margem oclusal em esmalte e cervical em dentina/cemento foram preparadas nas faces V/L de pré-molares e divididas aleatoriamente em três grupos: I- Surefil (Dentsply), II- Prodigy (3M) e III- Alert (Jeneric/Pentron). As restaurações foram realizadas seguindo as instruções dos fabricantes e polidas após 24 h. Os espécimes foram termociclados, isolados, imersos em Rodamina B a 0,2% por 24 h e incluídos em resina acrílica. A seguir foram seccionados longitudinalmente e os cortes obtidos foram analisados em microscópio óptico acoplado a um computador e uma câmera. As imagens foram digitalizadas e um software determinou quantitativamente a microinfiltração, em milímetros. As médias da penetração do corante nas margens oclusal (O) e cervical (C) foram: grupo I O- 6,34% (± 11,08), C- 41,23% (±32,97); grupo II O- 37,66% (± 16,70), C- 39,11% (± 36,42), e grupo III O- 5,96% (± 12,18), C- 47,53% (± 36,09). A análise estatística foi realizada pela ANOVA e teste de Tukey. Foi observada diferença significante (p << 0,01) entre as margens oclusal e cervical para todos os grupos e, de modo geral, houve menor infiltração em esmalte. Comparando-se os materiais, não houve diferença signficante.

Concluiu-se assim que todos os materiais permitiram algum grau de infiltração (principalmente a Prodigy) e nenhum dos sistemas assegurou o completo selamento de ambas as margens. (Apoio: FAPESP - processo nº 00/07462-0.)

I173

Avaliação da microinfiltração marginal em restaurações classe II associando diferentes materiais.

YAMAMOTO, K.*, NONAKA, T., BORSATTO, M. C., NISHIYAMA, J. C.

Departamento de Odontologia Restauradora – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4078, 633-0999. E-mail: tnonaka@forp.usp.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar in vitro a microinfiltração marginal em cavidades classe II, usando diferentes materiais. Cinqüenta e quatro cavidades com margem cervical em dentina/cemento foram preparadas nas faces MO e DO de molares e divididas aleatoriamente em 6 grupos, sendo 2 grupos em cada dente: I- Permite C (SDI), Single Bond (3M) e Z250 (3M); II- Panavia 21 (Kuraray), Permite C (SDI), Single Bond (3M) e Z250 (3M); III- Single Bond (3M), Compoglass (Vivadent) e Z250 (3M); IV- Single Bond (3M), Revolution (Kerr) e Z250 (3M); V- Vitremer (3M), Single Bond (3M) e Z250 (3M); VI- Single Bond (3M) e Z250 (3M). As restaurações foram realizadas seguindo as instruções dos fabricantes e polidas após 24 h. Os espécimes foram termociclados, isolados, imersos em Rodamina B a 0,2% por 24 h e incluídos em resina acrílica. A seguir foram seccionados longitudinalmente e os cortes obtidos foram analisados em microscópio óptico acoplado a um computador e uma câmera. As imagens foram digitalizadas e um software determinou quantitativamente a microinfiltração em milímetros. As médias da penetração do corante na margem cervical dos grupos foram: I- 0%, II- 0%, III- 16,46% (± 22,56), IV- 26,45% (± 39,94), V- 13,16% (± 33,13) e VI- 13,88% (± 18,23). A análise estatística foi realizada pelo teste de Kruskal-Wallis. Comparando-se os materiais não houve diferença significante. Observou-se que os grupos I e II não apresentaram infiltração.

Concluiu-se que o uso do Permite C com ou sem Panavia 21 permitiu o completo vedamento da margem cemento/dentina. (Apoio: FAPESP - processo nº 00/09425-4.)

I174

Análise da adaptação marginal de coifas para pilar CeraOne DCA 128-0.

KOWALSKI, R. V.*, MORAES, R., SUZUKI, R. M., MEZZOMO, E., TEIXEIRA, E.

Departamento de Prótese Dentária – Faculdade de Odontologia – ULBRA.

O presente estudo analisou a adaptação marginal de 4 tipos de coifas no pilar CeraOne 128-0. As coifas analisada foram: grupo I, coifa de ouro DCB 160 (Nobel Biocare); grupo II, coifa de cerâmica Vita® In-Ceram; grupo III, coifas cerâmicas Procera (Nobel Biocare) e grupo IV, coifas cerâmicas CeraOne (Nobel Biocare). Cinco coifas de cada grupo experimental foram fixadas com aparelho específico, sem cimento, e analisadas em cinco pontos de leitura em microscopia eletrônica de varredura. Os valores médios dos desajuste marginal em micrômetros foram: grupo I, coifas de ouro, 5,95 (D.P. = 2,10); grupo II, coifas de In-Ceram, 8,33 (D.P. = 4,37); grupo III, Procera, 27,47 (D.P. = 21,69); grupo IV, CeraOne, 5,49 (D.P. = 1,08).

Os dados foram submetidos a análise estatística, teste de Tukey (p = 0,05) e o grupo demonstrou ter uma adaptação marginal significativamente pior em relação as demais coifas estudadas.

I175

Descontaminação de cones de guta-percha com clorexidina e hipoclorito de sódio.

MATSUMURA, C. U.*, GOMES, B. P. F. A., FERRAZ, C. C. R., ROSSI, V. P. S., TEIXEIRA, F. B.

Endodontia – FOP – UNICAMP.

Cones de guta-percha devem estar livres de microrganismos no momento da obturação dos canais radiculares. Este trabalho tem como objetivo avaliar a efetividade de 2 substâncias antimicrobianas na descontaminação de cones de guta-percha, visto que estes não podem ser esterilizados por calor. Cones acessórios Tanari R8 foram contaminados com esporos de Bacillus subtilis. As substâncias testadas foram: clorexidina líquida e gel a 0,2%, 1% e 2% e hipoclorito de sódio (NaOCl) a 0,5%, 1%, 2,5% e 5,25%. Os cones foram imersos na solução antimicrobiana nos tempos imediato, 45 s, 1, 3, 5, 10, 15, 20, 30, 45 min. e 1, 2, 3, 5, 10, 24, 48 e 72 h. Depois cada cone foi transferido para um tubo contendo 5 ml de tioglicolato mais neutralizador (clorexidina: tween 80 + lecitina de soja a 0,07%; NaOCl: tiossulfato de sódio a 0,6%), agitado e subtransferido para tubos contendo apenas 5 ml do tioglicolato. Passados 21 dias de incubação em estufa a 37ºC, as amostras foram plaqueadas em BHI ágar-sangue. A clorexidina nas concentrações e formas de apresentação testadas não foi efetiva na descontaminação dos cones de guta-percha em até 72 h de imersão. Já o NaOCl 5,25% descontaminou após 1 min. de imersão. Para NaOCl 0,5%, 1% e 2,5% a descontaminação ocorreu a partir de 5 min.

Conclui-se que para descontaminação rápida de cones de guta-percha NaOCl 5,25% é o mais efetivo e que a clorexidina até 72 h não tem se mostrado efetiva na descontaminação. (Apoio: FAPESP - 1996/05584-3, CNPq - 520277/99-6 e 100177/01-8.)

I176

Efeito de técnicas de fotoativação na infiltração marginal.

LISSO, M. T.*, SANTOS, A. J. S., AGUIAR, F. H. B., GOMES, F. M., LOVADINO, J. R.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba – UNICAMP. E-mail: alexjss@yahoo.com

O objetivo desse estudo in vitro foi avaliar o efeito da técnica de fotoativação na infiltração marginal. Cavidades cilíndricas foram preparadas em blocos de esmalte e de dentina, obtidos de 20 incisivos bovinos, e restauradas com um compósito (Z250/3M - Espe). As técnicas de fotoativação foram: técnica convencional e de duas fases. Para esta técnica, foram realizadas medições de luz halógena com radiômetro digital, em diferentes distâncias (0, 3, 6, 9, 12 e 15 mm). A correlação linear distância versus intensidade de luz estabeleceu 13,13 mm para a intensidade de luz de 150 mW/cm2, que foi determinada como inicial (10 s). Foi realizada uma fotoativação complementar (30 s) com intensidade total do aparelho (KM 2000R - DMC). Os grupos experimentais foram: fotoativação convencional em esmalte (CE) e em dentina (CD), fotoativação duas fases em esmalte (FE) e em dentina (FD). As amostras foram termocicladas por 3.000 ciclos, entre temperaturas de 5º ± 2ºC e 55º ± 2ºC, e imersas em solução aquosa de azul de metileno a 2%, por 12 horas. A infiltração marginal foi mensurada quantitativamente através de espectrofotometria e os dados submetidos à análise estatística ANOVA e teste de Tukey (p << 0,05).

A partir dos resultados, concluiu-se que a técnica de duas fases não proporcionou diminuição na infiltração marginal, que mostrou ser mais severa nas restaurações em dentina. (Apoio: FAPESP - 00/02389-2.)

I177

Micromorfologia da interface dente-restauração adesiva de dentes decíduos.

VARGAS, C. D*., CASAGRANDE, L., MARIATH, A. A. S., PORTO, R. B., ARAUJO, F. B.,
SOUZA, M. A. L.

Disciplina de Odontopediatria – FO – UFRGS. Tel.: (0**51) 316-5027.

A luz da literatura atual, pouco se conhece em relação a micromorfologia da interface dente-restauração de dentes decíduos com a utilização de sistemas adesivos autocondicionantes. Nesse sentido, o presente trabalho teve como objetivo descrever e comparar, através da microscopia eletrônica de varredura (MEV), a micromorfologia da interfece dente-restauração de molares decíduos humanos após a utilização de um sistema adesivo convencional (G1: Scotchbond Multi-Uso - 3M) e um autocondicionante (G2: Clearfill SE Bond - Kuraray). A amostra foi constituída de seis molares decíduos humanos hígidos, três dentes para cada grupo, extraídos em fase final de rizólise. Após confeccionadas as cavidades oclusais padronizadas in vitro, utilizou-se os sistemas adesivos citados e posteriormente restaurou-se com resina composta Z250 (3M). Os corpos-de-prova foram analisados ao MEV e as imagens sugerem um padrão de união similar nos dois grupos, tanto em esmalte quanto em dentina. Na interface dentina-material restaurador houve a formação de camada híbrida, porém esta se apresentou de forma mais regular no G1.

I178

Avaliação da infiltração de restaurações com compósitos segundo técnica de inserção e fotoativação.

BARROS, G. K. P.*, AGUIAR, F. H. B., SANTOS, A. J. S., GOMES, F. M., LOVADINO, J. R.

FOP – UNICAMP. Tel.: (0**19) 430-5340. E-mail: flaguiar1@yahoo.com

O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar quantitativamente a infiltração marginal em restaurações dentais, realizadas com um composito compactável - P60 (3M - Espe). Para isso, foram obtidos blocos dentais, utilizando-se 40 dentes bovinos. Através de uma ponta diamantada especial, foram realizadas cavidades cilíndricas medindo 1,5 mm de diâmetro com 4,0 mm de profundidade. Esses blocos foram, aleatoriamente, divididos em 4 grupos (n = 10) sendo que cada grupo foi restaurado em um único incremento (I1) ou em três incrementos (I3), sendo estes fotoativados com fotopolimerizadores de luz contína (FC) ou progressiva (FP). Todas as amostras foram termocicladas por 3.000 ciclos. Os corpos-de-prova foram imersos em tubos de ensaio, separadamente, contendo azul de metileno, por 12 horas. Após isso, foram lavadas, secadas, trituradas e imersas em tubo de ensaio, contendo álcool absoluto por 24 horas. O sobrenadante da solução foi submetido à análise quantitativa de concentração de corante, pelo aparelho de espectrofotometria. Os resultados foram estatisticamente analisados pela ANOVA e teste de Tukey (p << 0,05). As médias de infiltração foram (mg/ml): G1 (FC/I1)- 0,2859; G2 (FC/I3)- 0,2921; G3 (FP/I1)- 0,2906; G4 (FP/I3)- 0,2873. Não houve diferença estatística para os grupos experimentais estudados.

Os resultados permitem concluir que nenhuma das técnicas de inserção estudadas ou sistemas de fotoativação foi capaz de diminuir a infiltração marginal.

I179

Sintomas respiratórios em adultos jovens fumantes e fumantes passivos.

RODRIGUES, A.*, FUKUSHIMA, A. P. O., PEREIRA, R. P., PRINCIPI, S. M., ONOFRE, M. A.

Disciplina de Diagnóstico Bucal – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP. E-mail: maonofre@foar.unesp.br

Atualmente, a exposição a fumaça de cigarro do meio ambiente (FCM) e seus efeitos na população vem preocupando os pesquisadores. O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre a exposição a FCM e o desenvolvimento de sintomas respiratórios, entre adultos jovens. A partir de um questionário auto-explicativo, com testes de múltipla escolha, foram avaliados o consumo de tabaco, a exposição a FCM e sintomas respiratórios de acordo com Jaakola et al. (J Clin Epidemiol, v. 49, p. 581, 1996), em 2.354 estudantes universitários do Campus de Araraquara que freqüentaram o curso de graduação em 1999. A participação dos estudantes foi voluntária. Utilizou-se o programa Epi Info versão 6.04b para elaboração do banco de dados. Do total de estudantes, 44,4% (1.044) responderam ao questionário, na maioria indivíduos de raça branca (82,4%), solteiros (93,7%), moradores de república (82,4%) e com idade média de 21 anos. Do total da amostra 7,9% eram fumantes, 6% ex-fumantes e 86% não-fumantes. Do total de não-fumantes (898), 95% eram fumantes passivos. Destes 26,7% relataram dispnéia, 22,8% dificuldade de respirar, 6,8% tosse e 10% produção de escarro. Entre os fumantes 67,1% relataram dispnéia, 47,6% dificuldade de respirar, 15,9% tosse e 30,5% produção de escarro.

Nossos resultados demonstram que adultos jovens, fumantes e fumantes passivos apresentam sintomas respiratórios, havendo necessidade da realização de mais estudos que comprovem esta associação. (­Apoio financeiro: CNPq - processo 523164/96-3.)

I180

Tabagismo entre estudantes universitários do Campus de Araraquara – UNESP.

Principi, S. M.*, Rodrigues, A., Fukushima, A. P., Pereira, R. P., Onofre, M. A.

Disciplina de Diagnóstico Bucal – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP. E-mail: maonofre@foar.unesp.br

Anualmente morrem 4 milhões de pessoas por causa do cigarro, para mudar este quadro é necessário que medidas preventivas sejam estabelecidas o mais cedo possível. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência e os motivos do uso de tabaco entre estudantes do Campus de Araraquara – UNESP. A partir de um questionário com questões de múltipla escolha, avaliou-se o uso de tabaco entre 2.354 estudantes que freqüentaram o curso de graduação em 1999, a participação dos acadêmicos foi voluntária. Utilizou-se o programa Epi Info 6.04b para elaboração do banco de dados. Do total de estudantes, 44,4% (1.044) responderam ao questionário, sendo 36,8% do curso de Biológicas, 51,9% de Humanas, 11,1% de Exatas e 0,2% não identificados. Do total de alunos que responderam ao questionário 65,4% eram do sexo feminino, 33,1% do sexo masculino e 1,5% não identificados. Destes 86% relataram ser não-fumantes, 7,9% fumantes, 6,0% ex-fumantes e 0,1% não responderam. Entre os fumantes e ex-fumantes, 59,3% começaram a fumar entre 15 e 18 anos, 87,7% começaram a fumar antes de ingressar na faculdade. Dentre os fumantes, 67,1% fumavam de 1 a 10 cigarros por dia, 29,3% de 11 a 20 e 3,6% de 21 a 40. Dentre os principais motivos que os levaram a fumar estão a curiosidade (34,1%), o prazer (17,3%), diminuição da ansiedade (11,4%) e descontração (8,1%).

Nossos resultados demonstram que o início do consumo da droga é precoce e há necessidade de se estabelecer ações de educação e prevenção do uso de tabaco entre estudantes. (Apoio financeiro: CNPq - processo 523164/96-3.)

I181

Determinação do nível de contaminação da água dos reservatórios de equipamentos odontológicos.

SANTOS, V.*, MALLUTA, F., SANTOS, E. B.

Departamento de Odontologia – Universidade Estadual de Ponta Grossa - PR. Tel.: (0**42) 222-8731. E-mail: vane.santos@bol.com.br

A água utilizada durante os procedimentos odontológicos pode ser fonte de infecção cruzada nas clínicas e consultórios. Este estudo apresenta a preocupação com a qualidade da água usada nas clínicas odontológicas e o risco de adquirir infecção que cada paciente tem ao sofrer um tratamento dentário. Para se verificar o nível de contaminação da água, foi realizada a análise microbiológica da água de 79 equipos de 6 clínicas de Odontologia e da água de 22 torneiras, que constituem a fonte da água utilizada nos equipamentos. As amostras de água, provenientes do reservatório comum a alta rotação, foram coletadas das seringas tríplices, após prévia desinfecção das mesmas e de se desprezar a água estagnada nas mangueiras por 2 minutos, em frascos esterilizados. As amostras foram homogeneizadas, diluídas até 10-2 e semeadas em duplicata em ágar nutriente e incubadas a 37ºC por 48 h. Nos 79 reservatórios, a média de ufc/ml de microrganismos contaminantes foi de 5.045,69 ± 4.584,39. Analisando-se cada clínica separadamente, os valores variaram de 1.927,85 ± 1.938,44 até 8.040,38 ± 5.821,92. Das 22 amostras de água colhida das torneiras, 19 foram negativas, 2 apresentaram 5 ufc/ml e 1 apresentou 35 ufc/ml.

Os resultados demonstram o alto nível de contaminação da água dos reservatórios dos equipos e a necessidade da implantação de métodos para diminuir esta contaminação.

I182

Comparação da escova de silicone e convencional na remoção de biofilme dental.

KOO, S.*, BORSATTO, M. C., KOO, D., PANZERI, H., RIBAS, J. P.

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo.

O propósito deste estudo foi comparar a eficácia da escova de silicone e convencional na remoção de biofilme dental. Dezenove estudantes odontólogos e 18 estudantes não odontólogos participaram nesta pesquisa. Sujeitos foram orientados para não escovarem os dentes for 24 horas prévia ao exame. Os doze dentes padronizados foram examinados adotando índice de placa de Löe & Silness antes e depois da escovação. O mesmo sujeito escovou os dentes utilizando escova de silicone e convencional em exames separados. A eficácia da escova de silicone e convencional na remoção de biofilme dental foi semelhante estatisticamente (p >> 0,05). Os grupos de estudantes odontólogos e não-odontólogos apresentaram performance semelhante na remoção do biofilme dental (p >> 0,05).

A eficácia da escova de silicone na remoção do biofilme dental foi estatisticamente semelhante a escova convencional.

I183

Capacidade de inibição da desmineralização de materiais restauradores contendo flúor.

SEIXAS, L. C.*, CICCONE, J. C., SOUZA, W. C. S., PALMA DIBB, R. G.

Departamento de Odontologia Restauradora – FORP – USP. Tel.: (0**16) 602-4078, 633-0999. E-mail: rgpalma@forp.usp.br

A liberação de flúor por materiais restauradores tem sido relacionada a efeitos cariostáticos em tecidos adjacentes às restaurações, através da inibição da desmineralização, do efeito antimicrobiano ou permitindo a remineralização dental. O objetivo do presente estudo foi avaliar in vitro a inibição da desmineralização na interface dente/restauração de nove materiais restauradores após o ciclo de des-remineralização. Foram confeccionadas 90 cavidades classe V com interfaces em esmalte e cemento as quais foram restauradas com Vidrion R, Fuji II LC, Fuji IX, Ketac-Fil, Ketac-Molar, Ariston pHc, Compoglass, Degufill Mineral e Z100. Imediatamente após este procedimento, as restaurações foram submetidas ao ciclo de des-remineralização durante 14 dias. Os espécimes foram incluídos em resina e seccionados. As secções foram analisadas em microscopia óptica e mediu-se a desmineralização ao redor da restauração. Na presença do Vidrion R observou-se um maior efeito inibitório da desmineralização para ambas as margens, porém com mais evidência na margem cemento/dentina. Com os cimentos de ionômero de vidro ocorreu menor profundidade de desmineralização tanto no esmalte quanto no cemento/dentina em comparação com as resinas compostas (Z100 e Degufill Mineral).

Conclui-se que o cimento de ionômero de vidro apresentou maior capacidade de inibição da desmineralização do que as resinas compostas. (Apoio financeiro: FAPESP - processo nº 99/09337-9.)

I184

Análise microscópica comparativa da rugosidade superficial dos materiais Artglass, Targis, Solidex e Corologic.

NISHIOKA, R. S., SAMPAIO, T. A.*, ALMEIDA, E. E. S., ANDREATTA FILHO, O. D.

Departamento de Materiais e Prótese – FOSJC – UNESP. Tel.: (0**12) 321-8166.

Os materiais restauradores indiretos da segunda geração de resinas laboratoriais têm possibilitado o alcance de boas propriedades físicas aliadas aos fatores estético e biológico. Porém, diante da realização dos procedimentos de ajuste oclusal, há necessidade de se obter uma superfície o mais lisa possível, para que se evite o acúmulo de detritos responsáveis por infiltrações e descolorações, tornando imprescindível a correta execução do polimento. Desta forma, avaliamos por meio da microscopia eletrônica de varredura a qualidade superficial de resinas Artglass, Targis e Solidex, e da cerâmica Corologic, após a execução do desgaste com broca diamantada durante dez segundos e do polimento com ponta de polimento – Proxyt, Ivoclar, Amnerst, NY, durante sessenta segundos. Os resultados mostraram que o polimento utilizado foi efetivo quanto a obtenção de uma superfície lisa da resina Artglass, enquanto que com as resinas Targis e Solidex notaram-se irregularidades representadas por sulcos e cavidades. A superfície da cerâmica Corologic, utilizada apenas como orientação inicial, já que as resinas indiretas apresentam componentes cerâmicos, apresentou-se ligeiramente rugosa, evidenciando-se a permanência de sulcos.

Concluímos que a superfície da resina Artglass apresentou-se mais lisa após o polimento, em relação às resinas Targis e Solidex, cujas diferenças não foram significantes em termos qualitativos. (Apoio: FAPESP – processo 00/02857-6.)

I185

Prevalência de trauma bucal em paciente fissurado.

SILVA, J. Y. B.*, BRANDÃO, C., CARRARA, C., GOMIDE, M.

Odontopediatria – HRAC – USP. Tel.: (0**14) 223-4736. E-mail: juyassue@hotmail.com

O objetivo deste trabalho foi analisar a prevalência de trauma bucal em pacientes portadores de fissura bilateral de lábio e de lábio e palato, que apresentam projeção anterior da pré-maxila e uma possível associação com o sexo do paciente. Para tanto, foram analisados 50 pacientes na faixa etária de 6 meses a 9 anos que compareceram para o tratamento de rotina do HRAC, sendo estes submetidos a exame clínico e preenchimento de questionário pelos pais relatando a presença ou não de traumatismo de tecidos moles e/ ou duros da boca. Dos 50 pacientes da amostra, 34 eram do sexo masculino, sendo que 16 relataram ter sofrido trauma e 16 do sexo feminino, dos quais 6 apresentaram traumatismo bucal. Para análise dos resultados, utilizou-se o teste do c2 que indicou não haver significância estatística entre os sexos e a prevalência de trauma.

Portanto, neste estudo concluiu-se não haver associação positiva entre a prevalência de traumatismo bucal e o sexo do paciente.

I186

Prevalência de defeitos do esmalte dentário em crianças fissuradas.

BARBIRATO, C. A., DUQUE, C.*, ARANHA, A., BRANDÃO, C., CARRARA, C., COSTA, B., GOMIDE, M.

Odontopediatria – HRAC – USP. Tel.: (0**14) 224-3527. E-mail: tconsulin@yahoo.com

O objetivo desta pesquisa foi investigar a prevalência dos defeitos do esmalte dentário em incisivos centrais permanentes superiores de crianças fissuradas. A amostra foi composta por 74 crianças portadoras de fissura de lábio e palato bilateral, sem distinção de raça ou sexo, na faixa etária de 8 a 15 anos. Foi considerada toda alteração que fugisse à anormalidade em qualquer face destes dentes, inclusive cáries e restaurações. A avaliação foi realizada através de exame clínico visual com luz artificial de refletor posteriormente à secagem dos mesmos com jato de ar, sendo esta avaliação realizada por um único examinador. Através da análise dos resultados constatou-se não haver diferença significativa com relação ao sexo. A maioria dos pacientes (94,6%) apresentou alteração no esmalte sendo que em 64,3% destes, os 2 incisivos estavam afetados. Segundo o índice DDE (Desenvolvimento de Defeito do Esmalte) utilizado na classificação dos defeitos a hipoplasia foi o mais prevalente em ambos os sexos, sendo 28,8% no sexo feminino e 34% no masculino. Dentre as alterações avaliadas, a cárie dentária foi a menos prevalente.

Concluiu-se que a alta prevalência dos defeitos do esmalte nos incisivos centrais superiores permanentes portadores de fissura de lábio e palato bilateral está relacionada à ocorrência da fissura e não ao sexo ou raça.

I187

Avaliação clínica e percepção de saúde bucal dos pacientes portadores de diabete melito.

MARTINHO, D. S.*, SENNA, M. A. A.

Pós-Graduação em Odontologia Social – Disciplina de Odontologia Social e Preventiva – UFF.

O objetivo deste estudo foi avaliar clinicamente pacientes portadores de diabete melito (DM) relacionando com a percepção destes sobre saúde bucal. Para tanto utilizou-se uma amostra de 40 diabéticos cadastrados no Programa Médico de Família em Niterói - RJ, na faixa etária entre 40 e 65 anos, de ambos os sexos. Na avaliação trabalhou-se com os índices CPOD para cárie e ICNTP para doença periodontal (DP). Como instrumento de abordagem, realizou-se uma entrevista semi-estruturada previamente testada. Os resultados demonstraram que 82,5% dos usuários eram portadores de DM tipo II; 67,5% nunca receberam orientações sobre saúde bucal, embora 100% já tenha tido acesso a atendimento odontológico. Do total de entrevistados, apenas 40% submeteram-se a tratamento dentário após terem sido diagnosticados como diabéticos, sendo que, destes, 81,25% não relataram e nem foram questionados pelo profissional sobre a presença da doença. Com relação ao diagnóstico clínico, constatou-se que o CPOD foi 24,45; sendo que na dissociação do índice, 84,15% eram dentes perdidos, 12% cariados e apenas 4% obturados. Na avaliação periodontal o ICNTP foi de 2,32; ressaltando que 35% da amostra não foi avaliada devido a ausência de elementos dentários, e destes, 86% relataram perdas por DP.

Diante dos resultados, sugere-se uma relação entre a falta de informação e alta prevalência de cárie e doença periodontal destes usuários, expressando uma necessidade da inserção da Odontologia no Programa Médico de Família como alternativa para inversão destes indicadores.

I188

Conteúdo alcoólico e pH dos anti-sépticos bucais.

GUIMARÃES, S. D.*, BARROS, S. D., SENNA, M. A. A., MAIA, L. C.

Pós-Graduação em Odontologia Social – UFF; Universidade Salgado de Oliveira. 

O objetivo do presente estudo foi avaliar a concentração alcoólica e pH de diferentes soluções utilizadas para bochecho. Para tanto, 15 (quinze) soluções, comumente vendidas no mercado brasileiro (contendo ou não fluoreto), fizeram parte do estudo. A concentração alcoólica foi verificada, quando possível, através da sua especifição na bula dos produtos. Quando estes não eram especificados, solicitava-se a informação diretamente aos fabricantes. Em relação ao pH das soluções, este foi avaliado no Labortório de Saúde Bucal do Curso de Pós-Graduação em Odontologia Social da UFF através da utilização de uma fita de pH e confirmado pelo pHmetro digital (Digimed DM 20). Como resultados pode-se verificar que, das 15 (quinze) soluções avaliadas, a concentração alcoólica variou de 0 a 36%, sendo que do total de soluções, duas não apresentam álcool. Quanto aos valores de pH, estes variaram de 4,16 a 8,23.

Assim, a partir dos resultados do presente estudo, pode-se concluir que a concentração alcoólica e o pH da maioria das soluções para bochecho vendidas no mercado brasileiro encontram-se em faixas consideradas seguras, tanto para o aparecimento de lesões na mucosa oral, quanto para a erosão dentária.

I189

Expectativa profissional de acadêmicos do primeiro período do curso de Odontologia.

PIMENTA, B. C.*, CAMPOS, V. F., COELHO, R. R., SENNA, M. A. A., MAIA, L. C.

Universidade Salgado de Oliveira  – Pós-Graduação em Odontologia Social; UFF. 

O objetivo desta pesquisa foi comparar a expectativa dos acadêmicos do primeiro período de Odontologia de uma universidade pública - Pub. (UFF) e outra particular - Part. (UNIVERSO), em relação ao futuro profissional dos futuros cirurgiões-dentistas. Trabalhou-se com 35 acadêmicos da Pub. e 31 da Part., tendo como instrumento para coleta de dados um questionário aplicado, no período de abril a junho de 2000. Os resultados foram analisados tomando-se por base suas freqüências relativas (%). Verificou-se que a vocação foi um elemento importante na escolha da profissão, tanto para os alunos da Pub. (71,42%), quanto da Part. (77,41%). Quanto ao mercado de trabalho, 91,42% dos acadêmicos da Pub. e 90,32% da Part., classificaram como sendo competitivo. Sobre as expectativas econômicas, 48,47% da Pub. e 51,61% da Part. expressaram ter boas expectativas. Quando questionados sobre onde pretendiam exercer a profissão, 45,7% da Pub. e 25,8% da Part., apontaram prioritariamente o consultório particular nos grandes centros, enquanto apenas 2,85% da Pub. e 6,45% da Part. relataram desejo de exercer suas atividades no interior do estado.

A partir dos resultados conclui-se que apesar das diferenças institucionais no acesso à universidade, de seus variados níveis sócio-econômicos e do limitado conhecimento sobre as diferentes possibilidades apresentadas na profissão escolhida, a maioria dos acadêmicos têm expectativas semelhantes em relação ao seu futuro profissional.

I190

Avaliação in vitro da penetração de diferentes selantes.

MOTISUKI, C.*, SANTOS-PINTO, L. A.

Departamento de Clínica Infantil – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP. Tel.: (0**16) 201-6330, fax: (0**16) 201-6329. E-mail: lspinto@foar.unesp.br

Dentre as medidas preventivas mais utilizadas na prevenção da cárie oclusal está o selamento de fossas e fissuras. Recentemente surgiram no mercado odontológico as resinas fluidificadas indicadas para o selamento de superfícies oclusais. O objetivo deste trabalho foi avaliar in vitro a penetração da resina composta fluidificada (Ultra Seal XT Plus) e do selante resinoso convencional FluroShield (Dentsply) no esmalte condicionado da oclusal de pré-molares. Foram utilizados 12 pré-molares hígidos, divididos aleatoriamente em 2 grupos de 6 dentes cada. Para ambos os grupos foi realizado profilaxia, condicionamento com ácido fosfórico à 37% por 60 segundos, enxágüe por mais 60 segundos e secagem com jatos de ar. O grupo 1 recebeu o selante resinoso convencional e o grupo 2 a resina fluidificada, de acordo com instruções do fabricante. Após polimerização dos materiais seladores, os espécimes foram seccionados longitudinalmente em 2 partes, desgastados em lixas d’água até espessura média de 100 mm, montados em lâmina e descalcificados em ácido nítrico à 40%, restando apenas o selante, cujas medidas de suas projeções foram realizadas com auxílio de uma ocular micrométrica. Os dados obtidos foram analisados por meio da aplicação da estatística t de Student. O selante resinoso apresentou projeções com comprimento médio de 21,7 mm e a resina fluidificada 17,8 mm, sendo esta diferença estatisticamente significante.

Desta forma podemos concluir que a média de penetração do selante FluroShield é significantemente maior quando comparada à resina fluidificada Ultra Seal XT Plus.

I191

Prevalência de cárie aos 6 e 12 anos na rede pública e privada de Niterói.

FULCHI, A. S. S.*, GARCIA, A. S., GOUVÊIA, M. V., SENNA, M. A. A.

Pós-Graduação em Odontologia Social – UFF; Fundação Municipal de Saúde de Niterói.

O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de cárie em crianças de 6 e 12 anos de escolas públicas e privadas do município de Niterói e sua relação com o acesso aos serviços de saúde. Para tal, trabalhou-se com a amostra probabilística de 1.965 escolares (6 e 12 anos) matriculados nas escolas públicas (municipais e estaduais) e particulares. Utilizou-se índice CPOD e ceo, seguindo-se metodologia sugerida pela OMS para o diagnóstico e codificação de cárie. Os resultados gerais por tipo de escola foram: 6 anos - (pública ceo = 3,92; particular ceo = 1,35); 12 anos - (pública, CPOD = 3,45; particular CPOD = 1,76). Ao serem dissociados, aos 12 anos nas escolas públicas observou-se que o componente cariado representou 80,23%, extraído 4,03% e obturados 15,73%, enquanto nas particulares os cariados representaram 40,39%, extraídos 0,89% e obturados 53,71%. Em relação aos livres de cárie (LC), aos 6 anos na rede pública o número de LC é de 17,57%, e nas particulares estes valores aumentam para 71,46%. Já aos 12 anos na escola pública os LC alcançaram o valores de 13,32%, enquanto nas particulares estes valores sobem para 46,17%.

Pode-se concluir que, embora os valores observados estejam próximos aos preconizados pela OMS para o ano 2000, ainda existe uma prevalência moderada da doença em Niterói, e seus valores dissociados apontam para as barreiras sociais no seu efetivo controle, devido ao acesso às informações e/ou serviços de saúde (público ou privado), demonstrando a necessidade de se ampliar o acesso e buscar resolutividade, principalmente na população de baixa renda.

I192

Levantamento de estudos epidemiológicos no SBPqO (1996-2000).

SANTOS, I. P. A.*, YONESHIGUE, Z., SANTOS, A. A., SILVA, S. R., SENNA, M. A., MAIA, L. C.

UNIVERSO - RJ; Pós-Graduação em Odontologia Social – UFF.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a freqüência absoluta e relativa de trabalhos de cunho epidemiológico apresentados nas reuniões da SBPqO, no período de 1996 à 2000. Para tal, trabalhou-se com método de abordagem indutivo, utilizando-se a técnica de documentação indireta. Foram selecionados nos Anais da SBPqO (nos anos de 1996, 1997, 1998, 1999 e 2000) todos os trabalhos publicados que tivessem caráter epidemiológico. Posteriormente, os trabalhos epidemiológicos foram classificados, tomando por base suas caracterírticas, em: observacionais (O), intervencionais (I) e ambos (OI). Os dados foram tabulados e analisados através de testes não-paramétricos do c2 com nível de significância de 5%. Do total de 3.208 trabalhos apresentados neste período 471 (14,7%), tinham caráter epidemiológico, destes 89,4% eram O, 40 (8,5%) I e 10 (2,1%) eram OI. Quando analisados estatisticamente, não houve diferenças entre O e I (p >> 0,05) entre 1996 e 2000, no entanto, quando se avaliou o número de trabalhos em relação ao total, constatou-se diferenças significativas entre os anos de 1996 e 1998, 1996 e 1999 e 1996 e 2000 (p << 0,05).

A partir dos resultados conclui-se que, embora haja um incremento em números absolutos dos trabalhos epidemiológicos a cada ano, a freqüência relativa tem diminuído ao longo do período, o que remete a um subaproveitamento deste excelente instrumento de diagnóstico e pesquisa comunitária na Odontologia.

I193

Análise comparativa de sistemas de acabamento em diferentes materiais restauradores.

YONESHIGUE, Z.*, MORAIS, A. P., SILVA, E. M., MAIA, L. C., BUNDZMAN, E. R.

Universidade Salgado de Oliveira; Pós-Graduação em Odontologia Social – UFF.

O presente estudo teve como objetivo avaliar a eficiência de três sistemas de acabamento e polimento, na rugosidade superficial de três materiais restauradores. Foram confeccionados três grupos de 24 espécimes com os materiais: Suprafill – SS White®; Vidrion R – SS White® e Ionofil – Wilcos®. Após a confecção dos espécimes foram divididos, aleatoriamente, para cada material, quatro subgrupos de 6 amostras submetidos aos seguintes sistemas de acabamento e polimento: Grupo A - controle - superfície produzida interpondo-se uma matriz de poliéster entre o material e uma placa de vidro comprimida sob pressão digital; Grupo B - pontas para acabamento Viking (KG Sorensen®); Grupo C - pontas siliconizadas Enhance (Dentsply®) e Grupo D - sistema de discos Sof-Lex de granulação média e fina (3M®). Utilizando um rugosímetro (Surftest - Mitutoyo) foram realizadas três leituras da rugosidade superficial, parâmetro Ra, em cada amostra. Os valores médios de rugosidade foram submetidos a análise de variância e teste de Tukey (p << 0,05). Houve diferença estatística entre os materiais testados, sendo o melhor comportamento, obtido pela Suprafill, seguida pelo Vidrion R e Ionofil. Em relação ao sistema de acabamento, verificou-se um comportamento semelhante entre o Sof-Lex e o controle e ambos foram superiores em relação aos demais sistemas.

Conclui-se que o Ionofil apresentou a pior rugosidade superficial e que a textura produzida pelos sistemas Enhance e Viking foi inferior aos demais, independente do material testado.

I194

Uso de antibacterianos e doença cárie: percepção dos pediatras.

SILVA, V. S.*, NEIVA, A., BARCELOS, R., MAIA, L. C.

Pós-Graduação em Odontologia Social – UFF - Niterói - RJ. E-mail: vivigus@bol.com.br

Este estudo avaliou a percepção dos pediatras (PD) sobre o uso de antibacterianos (AB) e a doença cárie (DC), através de questionários pré-testados e aprovados pela Comissão de Ética do Curso de Pós-Graduação em Odontologia Social. Participaram 41 PD de dois hospitais universitários do estado do Rio de Janeiro. Os resultados obtidos foram inseridos em um banco de dados do programa Epi Info 6.04. Os AB eram freqüentemente prescritos por 78,0% dos PD, preferencialmente por via oral (97,6%). Do total de PD, 24,3% perceberam o fator sócio-econômico como importante na escolha do AB em detrimento daqueles relacionados à doença, ao medicamento e à criança. Os AB foram apontados como substâncias muito doces por 51,2% dos PD, entretanto, 53,2% desconheciam o edulcorante responsável pelo seu sabor adocicado. Os edulcorantes mais citados foram: sacarose (57,9%); adoçantes (47,4%) e glicose (36,8%). Entre os PD, 63,4% relacionaram o uso dos AB a alterações nos dentes (DC: 53,9% e comprometimento estrutural: 38,5%) e 46,3% ao enfraquecimento dos mesmos (DC: 10,5% e comprometimento estrutural: 26,3%). Não foi encontrada relação significante entre PD que recomendavam limpeza dos dentes após o uso dos AB e aqueles que os consideravam doces (c² = 1,12; p = 0,29).

Conclui-se que os pediatras deste estudo não percebem corretamente a relação entre a doença cárie e os antibacterianos, acreditando que estão a ela relacionados, não pela presença de carboidratos fermentáveis em sua composição, e sim, por alterarem e/ou enfraquecerem os dentes.

I195

Freqüência dos traumatismos maxilo-faciais e dentais em pacientes politraumatizados.

MENEZES, M. M.*, FRANCO, I. M. M., VALERA, M. C.

Odontologia Restauradora – FOSJC – Unesp. Tel.(0**12) 321-8166, r. 1303. E-mail: mamaciel2000@yahoo.com.br

O objetivo deste trabalho foi analisar a freqüência dos traumatismos maxilo-faciais e dentais em pacientes politraumatizados atendidos no ambulatório do setor de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial do Pronto Socorro Municipal de São José dos Campos. Foi realizado uma análise de 358 fichas de pacientes atendidos de janeiro de 1998 à março de 2000 com diagnóstico de fratura maxilo-facial e/ou dental. Realizou-se um levantamento da freqüência em relação à: sexo, faixa etária, causa do trauma, áreas envolvidas, dentes envolvidos e tipo de trauma dental. Os resultados mostraram que o sexo masculino foi mais freqüente, numa relação de aproximadamente 3:1 em relação ao sexo feminino; a faixa etária mais freqüente foi de 25 a 59 anos (adultos) seguidos de 12 a 24 anos (adolescentes e adultos jovens), 0 a 11 anos (crianças) e acima de 60 anos (idosos); a causa mais freqüente foi o acidente automobilístico/bicicleta e a área mais acometida foi a região dos ossos nasais; em relação ao envolvimento dentário, os dentes permanentes foram mais prevalentes do que os decíduos e os dentes anteriores de ambas as dentições foram os mais acometidos; o tipo de trauma dental mais freqüente foi a avulsão, seguida da luxação, fratura dental, intrusão e extrusão.

Concluiu-se que é mais freqüente o politraumatismo nos pacientes adultos e do sexo masculino; o trauma dental mais freqüente é a avulsão e, os acidentes automobilísticos e de bicicleta são os maiores responsáveis pelos traumatismos na região maxilo-facial.

I196

Avaliação do selamento apical utilizando dois cimentos obturadores: Sealer 26 versus Endofill.

THOMAZ, N. R. C.*, FREITAS, L. F., GOMES, C. C., CHEVITARESE, O., ALMEIDA, N. S.,
GOMES, I. C., OLIVEIRA, W. A.

Departamento de Odontoclínica, Especialização em Endodontia – UFF. Tel.: (0**21) 620-5524.

Este estudo foi feito para avaliar a capacidade seladora dos cimentos Sealer 26 e Endofill. Foram utilizados 20 incisivos, instrumentados pela técnica “crown down” modificada (UFF) e obturados pela técnica híbrida de Tagger. Após a instrumentação os dentes foram divididos em 2 grupos de 10 amostras cada de acordo com o cimento utilizado na obturação. Posteriormente as superfícies externas das raízes foram impermeabilizadas com esmalte para unhas, deixando livre o último milímetro apical. As amostras foram imersas em solução de azul de metileno a 2% e mantidos em estufa a 37ºC por 72 h. As raízes foram então desgastadas em sentido vestíbulo-lingual e observadas ao microscópio óptico. Os resultados foram levados para análise estatística onde foi feita uma comparação utilizando o teste U não-paramétrico de Mann-Whitney U.

Concluiu-se que houve uma diferença significativa entre os dois cimentos propostos, sendo Sealer 26 o que melhor promoveu selamento apical.

I197

Avaliação da absorção de minipinos de polímero de mamona (Ricinus communis).

ROCHA, E. F., JOAQUIM, A. M. C., FERREIRA, K. B.*, PATEL, M. P.

Departamento de Periodontia – Universidade do Sagrado Coração – USC - Bauru.

Este estudo avaliou a existência e a taxa de absorção de um minipino, implantado em tíbia de ratos, constituído de um polímero poliuretano de óleo de mamona para fixação de membranas em RTG. Foram utilizados 20 ratos (Rattus norvegicus), machos, com peso médio de 350 gramas, divididos em dois períodos experimentais (60 e 150 dias). Após pesagem e anestesia, a tíbia foi exposta e uma loja para a inserção de um mini-pino foi confeccionada com uma broca esférica em baixa rotação e sob irrigação. A distribuição entre os lados do animal foi rândomica. Registrou-se o peso individual dos minipinos antes da sua utilização, em balança de precisão com quatro casas decimais (Sartorius), configurando o peso inicial. A eutanásia foi realizada nos períodos determinados e as peças removidas em bloco. Os minipinos foram retirados da tíbia e imersos em solução de Morse por 4 semanas, para descalcificação e remoção de tecido ósseo eventualmente aderidos ao mesmo. Posteriormente, realizou-se secagem em temperatura ambiente e papel absorvente por 4 semanas e após, pesagem dos minipinos para obtenção do peso final para o grupo de 60 e 150 dias, segundo metodologia já descrita.

Os pesos inicial e final foram comparados através de análise estatística (Mann-Whitney) e não foram encontradas alterações significantes entre as variáveis em ambos os períodos experimentais, ao contrário, existiu uma tendência das amostras tornarem-se mais homogêneas com o aumento do tempo do experimento. (PIBIC/CNPq, USC.)

I198

Avaliação da fotopolimerização com laser de argônio ou luz halógena de 2 sistemas adesivos sobre esmalte e dentina.

NASCIMENTO, M. P.*, CARVALHO, A. S., SILVEIRA Jr., L.

FO – UNIVAP.

O objetivo deste trabalho foi avaliar in vitro 2 sistemas adesivos sobre esmalte e dentina fotopolimerizados com laser de argônio ou luz visível. Para tal 64 pré-molares humanos foram desgastados até a obtenção das superfícies desejadas, formando 2 grupos: um grupo com superfícies em esmalte e um grupo com superfícies em dentina. Foi utilizado sistema adesivo Scotchbond Multi-Purpose (3M) polimerizado com laser de argônio por 5 segundos ou luz halógena por 10 segundos e o Single Bond (3M) polimerizado também com laser de argônio e luz halógena nos mesmos tempos. Sobre os adesivos foram construídos cilindros de resina composta (Z100 - 3M) com matriz de poliéster fotopolimerizados por 10 segundos quando utilizado o laser de argônio e 40 segundos quando utilizada a luz halógena. Os corpos-de-prova foram armazenados em água destilada à 37ºC durante 24 h e submetidos a testes de resistência ao cisalhamento. Os resultados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e ao teste de Tukey ao nível de 5% de significância.

Pode-se concluir que os métodos de fotopolimerização não produziram diferenças significativas na resistência ao cisalhamento nas médias gerais (p >> 0,05). E que o sistema adesivo Single Bond demonstrou-se superior ao Scotchbond na comparação geral e quando fotopolimerizados com laser de argônio (p << 0,05). Mas quando fotopolimerizados com luz halógena, não houve diferença entre as médias (p >> 0,05). (Bolsa de iniciação científica: FAPESP - 00/04786-99.)

I199

Avaliação da resistência ao cisalhamento de 2 materiais de recobrimento estético sobre uma liga de Ni-Cr.

SILVA, L. A.*, NASCIMENTO, M. P., MUTARELLI, P. S., SILVEIRA Jr., L.

UNIVAPI.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a resistência ao cisalhamento de dois materiais de recobrimento estético sobre uma liga de Ni-Cr, sendo um cerâmico e outro cerômero. Foram confeccionados 24 padrões metálicos (Ni-Cr - Willians) com 3 mm de diâmetro e 10 mm de comprimento. Foi realizado o tratamento com óxido de alumínio (50 mm) em uma das extremidades. Os padrões foram divididos em 3 grupos: no primeiro grupo foi utilizado o material Targis (Ivoclar), fotopolimerizado com laser de argônio, no segundo grupo foi utilizado o material Targis (Ivoclar) ativado com fotopolimerizador próprio (Targis Power - Ivoclar) e no terceiro grupo foi utilizado o material cerâmico IPS d-SIGN (Ivoclar). Os materiais estéticos aplicados sobre os padrões possuiam 2 mm de espessura e 3 mm de diâmetro e foram submetidos aos testes de resistência ao cisalhamento. Os resultados foram avaliados por meio de análise de variância (ANOVA) e teste de Tukey ao nível de 5% de significância.

Concluiu-se que entre os grupos 1 e 2 não houve diferença significativa (p >> 0,05) evidenciando que o laser de argônio é um método eficaz de fotoativação no que diz respeito à resistência ao cisalhamento e o grupo 3 obteve um desempenho superior aos 2 outros grupos (p << 0,05).

I200

Potencial cariogênico de Streptococcus mutans e Streptococcus sobrinus isolados de voluntários livres de cárie e cárie-ativos.

NAPIMOGA, M. H.*, STIPP, R., ROSA, R. T., HÖFLING, J. F., GONÇALVES, R. B.

FOP – Unicamp. E-mail: reginald@fop.unicamp.br

No presente estudo, foi comparada a distribuição das espécies de estreptococos do grupo mutans presentes na cavidade oral de dez voluntários livres de cárie (450 isolados) e dez voluntários cárie-ativos (395 isolados) e analisado o potencial cariogênico in vitro dos isolados de Streptococcus mutans (SM) e Streptococcus sobrinus (SS). O isolamento e posterior identificação bioquímica destas espécies foram feitos a partir de amostras coletadas da saliva, placa bacteriana e dorso de língua. O potencial cariogênco dos isolados foi analisado através da medição da capacidade de produção de ácido em intervalos crescentes (0, 3, 6, 12 e 24 horas). 56% das amostras de voluntários livres de cárie, foram identificadas como sendo SM enquanto 20% classificadas como SS, enquanto no grupo de cárie-ativo, foram identificadas como sendo SM 88% das amostras e 7% SS. Na análise do potencial cariogênico, foi observada uma grande heterogeneidade entre diferentes isolados e uma maior queda inicial de pH das amostras de SS de ambos grupos frente ao SM.

Houve diferença estatística entre as proporções de SM e SS nos diferentes grupos; a produção de ácido foi mais acentuada pelo SS independente do grupo e sítio analisado além de apresentarem perfis diferente de queda de pH independente dos sítios em um mesmo voluntário. (Apoio financeiro: FAPESP - nº 99/03839-2, 99/09393-6.)

I201

Avaliação in vitro das paredes de canais radiculares curvos após retratamento endodôntico, levando-se em consideração o tempo gasto.

RICHE, G. C.*, CASTRO, A. J. R.

Departamento de Endodontia – Faculdade de Odontologia – UNESA. E-mail: acastro.odonto@estacio.com.br

O retratamento endodôntico constitui-se em um tema extremamente importante, ainda que seja reduzido o número de trabalhos sobre o tema. Vários estudos utilizando diversas metodologias têm sido realizados na tentativa de proporcionar de maneira efetiva a limpeza, modelagem e desinfecção do sistema de canais radiculares. Esse estudo tem como objetivo avaliar o nível de limpeza de canais radiculares curvos após a desobstrução, através de três métodos diferentes: uso das brocas Gattes-Glidden associadas à técnica manual, uso das limas Profile .04 rotatórias e uso das limas Profile .04 rotatórias associada à técnica manual, levando-se em consideração o tempo gasto em cada técnica. Após a desobstrução os dentes foram clivados, expondo as paredes do canal radicular. Os espécimes foram analisados através de lupa esteroscópica, recebendo escores de zero (completamente limpos), um (sinais de cimento) ou dois (sinais de cimento e restos de guta-percha). Os resultados do tempo foram analisados com o teste ANOVA, onde foi observada diferença estatisticamente significante entre as técnicas. Para os escores de limpeza o teste Kruskal-Wallis não apresentou diferença estatisticamente significante.

Os autores concluíram que as técnicas utilizando os instrumentos rotatórios Profile .04 apresentam a mesma capacidade de limpeza que a técnica manual, porém necessitam de um menor tempo para a completa desobstrução do conduto radicular.

I202

Resistência de união entre cerômero e liga de níquel-cromo.

GASQUE, K. C. S.*, SCOLARO, J. M., VALLE, A. L.

Departamento de Prótese – FOB – USP. Tel.: (0**14) 235-8277. E-mail: jmscolaro@uol.com.br

Com o intuito de avaliar a resistência de união entre uma liga de níquel-cromo e este novo tipo de material, utilizado como um novo e possível substituto para as cerâmicas em determinados casos, realizou-se um experimento, no qual foram utilizadas forças de cisalhamento para testar a resistência de união entre os dois materiais. Para a confecção dos corpos-de-prova, utilizou-se uma matriz de aço inoxidável com uma perfuração central de tamanho predeterminado, obtendo-se assim, corpos-de-prova padronizados. Os padrões metálicos receberam três tipos de tratamento superficial: 1) jateamento com óxido de alumínio 50 mm; 2) jateamento com Rocatec System®; 3) retenções mecânicas (grupo controle positivo). Recolocados novamente no interior da matriz, o cerômero foi aplicado seguindo as instruções do fabricante. Em seguida foram realizados os testes de resistência ao cisalhamento em uma máquina de tração e compressão, utilizando-se uma célula de carga de 100 kgf e velocidade de 0,5 mm/min. As médias dos valores de resistência de união obtidas foram de 17,16 kgf para o jateamento com Rocatec®, 16,27 kgf para a utilização de retenções mecânicas e 9,22 kgf para o jateamento com óxido de alumínio 50 mm. De acordo com a ANOVA a um critério e o teste de Tukey houve diferença significante entre os grupos 1 e 2 e entre os grupos 1 e 3.

Com base nos resultados pôde-se concluir que o jateamento com Rocatec® e as retenções mecânicas produzem resultados de resistência de união semelhantes e bem superiores ao jateamento com óxido de alumínio.

I203

Influência da fluoretação em esmalte bovino erosionado pela Aspirina®: estudo in vitro.

TAMES, D. R.*, DACOREGIO, M., TAMES, D. R.

FAOVI – UNIVALI. E-mail: tames@ccs.univali.br

O objetivo deste estudo é avaliar a influência do fluoreto de sódio a 2% no mecanismo de erosão promovido pela Aspirina®. Para tanto 27 amostras de esmalte planificado provenientes de faces vestibulares de incisivos bovinos, com área de 14,44 mm2, foram divididos nos seguintes grupos: A (n = 3), controle; B (n = 8), incubadas em solução de Aspirina® 500 mg (15 mg/dl) durante 1 hora; C (n = 8), incubadas de maneira semelhante ao grupo B e com posterior incubação em NaF2 a 2% durante 30 minutos; D (n = 8), submetidos ao mesmo procedimento do grupo C com posterior incubação em solução de Aspirina®. Os 3 espécimes do grupo A e 3 aleatoriamente selecionadas de cada um dos outros grupos, foram preparados para análise da ultra-estrutura superficial em MEV. Nas soluções de Aspirina® utilizadas no grupo D, foram quantificadas as concentrações de cálcio e flúor antes e após a fluoretação. Os resultados mostram que a média da concentração de cálcio das soluções da primeira incubação em Aspirina® foi de 3,3 mg/mm2 e do flúor foi 0,0 ppm. Da segunda incubação foi 3,5 mg/mm2 de cálcio e 1,54 ppm de concentração de flúor. A ultra-estrutura superficial do esmalte erosionado foi modificada pela fluoretação.

Com base nos resultados, pode-se concluir que: 1) a Aspirina® apresenta potencial erosivo; 2) o tratamento com NaF2 não reduz a remoção de cálcio promovida pela Aspirina®; 3) a ultra-estrutura superficial do esmalte erosionado é modificada pela fluoretação mesmo após a segunda incubação em Aspirina®.

I204

Conhecimentos e atitudes sobre a cárie dental de professores do ensino fundamental de escolas particulares.

SANTOS, P. A.*, RODRIGUES, J. A., GARCIA, P. P. N. S.

Departamento de Odontologia Social – Faculdade de Odontologia Araraquara – UNESP.
 Tel.: (0**16) 201-6343.

O objetivo deste estudo foi observar os conhecimentos relativos à cárie dental de professores do ensino fundamental de escolas particulares da cidade de Araraquara, SP - Brasil. Para isso, um questionário contendo questões abertas e fechadas foi aplicado a 48 professores. Observou-se que as fontes de informações mais freqüentemente mencionadas foram o dentista (79,2%), a família (16,7%) e livros, jornais e revistas (16,7%). 83,3% dos professores analisados afirmaram saber o que é a placa bacteriana; destes, apenas 10% descreveram-na adequadamente e 6,7% relataram que ela poderia ser removida com escovação e uso do fio dental. 89,6% mencionaram saber o que é a cárie dental, e quanto a sua etiologia, 36,4% relacionaram-na com a má escovação e 38,6% associaram o consumo freqüente de doces com a escovação. Daqueles que responderam saber porque a correta higienização é importante (97,9%), 44,7% citaram a preservação da saúde bucal e a conservação dos dentes. Com relação à função do flúor, 74,1% associaram-no à proteção contra a cárie e apenas 54,2% afirmaram conhecer o selante de fóssulas e fissuras.

Pela metodologia aplicada pode-se concluir que o dentista foi a principal fonte de informações sobre a cárie dental, que os conhecimentos relativos à placa bacteriana, desenvolvimento, etiologia e prevenção da cárie dental eram limitados, sugerindo necessidade de programas educativos direcionados para essa população.

I205

Meios de higiene bucal utilizados por cirurgiões-dentistas brasileiros.

SANABE, M. E.*, IDA, S. M., ROSSA Jr., C.

Departamento de Diagnóstico e Cirurgia – Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP. Tel./fax: (0**16) 201-6369. E-mail: perio@foar.unesp.br

Considerando que os cirurgiões-dentistas apresentam, em geral, níveis de controle de placa superiores aos da população leiga, o objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento sobre a conduta dos cirurgiões-dentistas na seleção dos meios e métodos para sua própria higiene bucal. O levantamento foi por meio da aplicação de questionário em 126 cirurgiões-dentistas de ambos os sexos, todos formados em universidades públicas. Os resultados indicaram que apenas 36 profissionais (28,5%) já utilizaram escova elétrica, e destes apenas 24 (19% do total) já indicaram alguma vez o uso de escova elétrica a seus pacientes. A grande maioria dos dentistas usa marca específica tanto de escova dental (76,9%) quanto de dentifrício (69%). Quando avaliadas possíveis diferenças na conduta dos profissionais segundo o tempo de formado e a condição de clínico geral ou especialista pelo teste de qui-quadrado, verificou-se que os profissionais formados há menos de 7 anos preocuparam-se mais com a marca do dentifrício que utilizam do que os formados há mais de 7 anos (76% versus 62%; p = 0,03), o mesmo ocorrendo em relação à escova dental, embora sem atingir significância estatística (83% versus 72%, p = 0,06). A proporção de indivíduos que já utilizaram escova elétrica foi muito superior entre os especialistas (41% versus 19% dos clínicos, p << 0,001), porém isso não se traduziu em maior freqüência de indicação da escova elétrica (23% dos especialistas versus 20% dos clínicos, p = 0,60).

Assim, fatores como tempo de formado e pós-graduação podem influenciar a conduta de higiene bucal pessoal dos cirurgiões-dentistas.

I206

Avaliação do efeito de açúcares alternativos sobre o crescimento bacteriano in vitro.

ROSALÉM, W.*, SOUZA, M. I. C., TAVARES, N. G., SILVA, R. S.

Departamento de Odontologia – Faculdade de Odontologia – Universidade Estácio de Sá. Tel.: (0**21) 503-7289, 256-4774. E-mail: bmg@biohard.com.br

O objetivo do estudo foi avaliar o efeito de adoçantes alternativos sobre o crescimento/inibição de bactérias cariogênicas (EGM) in vitro, em meios seletivos, comparando seus resultados com um grupo controle (sacarose). Os grupos foram divididos em: xilitol, sorbitol, aspartame (Finn), aspartame + sacarose (Midsugar), lactose (Gold), ciclamato + aspartame + sacarina (Only), ciclamato + aspartame (ZeroCal) e sacarose (controle). As amostras foram diluídas a 10% e adicionadas aos meios de cultura sólido (agár semeado contendo 25 microlitros de solução) e líquido (1,9 ml de meio líquido + 0,1 ml de substância + 0,05 EGM) contendo bactérias padrão ATCC 25175. O xilitol porém também foi testado a 20%, 25% e 30%.

Os resultados obtidos demonstraram que nenhum adoçante na concentração de 10% foi capaz de inibir o crescimento de colônias bacterianas (EGM) nos meios de cultura utilizados. Entretanto o xilitol a 20%, 25% e 30% foi efetivo nesta inibição.

I207

Avaliação de métodos de motivação utilizados para obtenção de níveis adequados de higiene bucal em escolares.

RODRIGUES, J. A.*, SANTOS, P. A., GARCIA, P. P. N. S., CORONA, S. A. M., LOFFREDO, L. C. M.

Departamento de Odontologia Social – FOAr – UNESP. Tel.: (0**16) 201-6343.

A cárie dental e a doença periodontal são as enfermidades bucais mais freqüentes. A educação e a motivação do paciente merecem destaque na Odontologia Preventiva. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o comportamento de diferentes métodos de motivação sobre os níveis de higiene bucal em escolares de 7 a 9 anos de idade, na cidade de Araraquara, SP - Brasil. Os métodos testados foram orientação indireta utilizando-se do Robô-Sorriso (Grupo I), orientação indireta mediante palestra (Grupo II) e orientação direta com macromodelos (Grupo III). Cada grupo era formado por 20 crianças e as informações transmitidas para os três grupos foram semelhantes, variando apenas o meio de transmissão. O tempo gasto para cada método foi de aproximadamente 15 minutos. Um grupo controle também foi formado e não recebeu nenhum tipo de motivação (Grupo IV). Como método de avaliação foi utilizado o índice de placa de O’Leary et al. (IPL), aplicado antes e decorridos 30 dias da aplicação dos diferentes métodos. Os dados coletados foram registrados em fichas previamente elaboradas e o teste estatístico utilizado foi o t de Student. O nível de significância foi de 5%. Verificou-se que apenas para o Grupo IV o índice de placa não diminuiu.

Mediante a metodologia aplicada, pode-se concluir que todos os métodos de motivação aplicados promoveram redução significativa no índice de placa e que, dentre os métodos avaliados, o Robô-Sorriso foi o que apresentou resultados mais favoráveis. (Apoio financeiro: FAPESP - 00/1775-6.)

I208

Estudo da bioética nas relações humanas no tratamento odontológico.

MARIANO, R. Q.*, MACHADO, T. P., SALIBA-GARBIN, C. A., GARBIN, A. J. I.

Departamento de Odontologia Infantil e Social – Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP. Tel.: (0**18) 622-1927. E-mail: rosylene@hotmail.com

Apesar dos avanços tecnológicos e científicos conquistados na Odontologia nos últimos anos, como por exemplo o surgimento de novos materiais restauradores estéticos ou medicamentos que revolucionaram a área endodôntica, o cirurgião-dentista ainda enfrenta uma barreira a ser vencida: uma relação mais humana frente a seus pacientes ou responsáveis. Assim, o presente trabalho objetiva analisar a importância da Bioética e o respeito aos princípios da Autonomia, da Beneficência e da Justiça, dentro da relação cirurgião-dentista e pais de crianças submetidas a tratamento odontológico em locais não especificados na cidade de Araçatuba - SP, bem como avaliar a clareza e coesão das explicações recebidas pelos mesmos sobre este tratamento. Para tanto, dados foram obtidos através da aplicação de um questionário distribuído a 100 pais, de nível sócio-econômico e cultural variado, sendo que apenas três destes não se propuseram ao seu preenchimento. Dentre os resultados destes 97 formulários, processados através do programa Epi Info, observou-se que embora 84,54% dos pais acreditarem que seu filho recebeu um atendimento adequado, somente 50,5% foram informados sobre o tratamento realizado, e apenas 34,02% participaram da decisão sobre os procedimentos realizados.

Deste modo, pode-se concluir que, apesar de a maioria dos pais julgarem ser eficiente o tratamento realizado em seus filhos, houve negligência por parte dos cirurgiões-dentistas em relação aos direitos dos responsáveis em receberem informações técnicas bem como o de participarem ativamente do mesmo.

I209

Porosidade em resina acrílica polimerizada através da energia de microondas.

PERO, A. C.*, COMPAGNONI, M. A., LELES, C. R., BARBOSA, D. B., SOUZA, R. F.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – FOAr – UNESP. Tel.: (0**16) 201-6411. E-mail: compagno@foar.unesp.br

O método de polimerização pela energia de microondas vem tendo emprego crescente no processamento de bases protéticas de resina acrílica. O objetivo do presente trabalho foi comparar a porosidade interna na resina acrílica polimerizada através da energia de microondas com a porosidade na resina polimerizada convencionalmente. Foram obtidos corpos-de-prova divididos em 4 grupos, sendo três deles polimerizados por energia de microondas, variando-se o tempo e a potência - A: 3 min. a 500 W; B: 13 min. a 90 W + 1,5 min. a 500 W; C: 3 min. a 320 W + 4 min. a 0 W + 3 min. a 720 W) e um grupo controle (convencional) por 9 horas a 74ºC. A porosidade foi avaliada de acordo com a seguinte fórmula: Par = g (dr – dar) (Vam – Vpi), sendo: Par = peso da amostra no ar; g = constante gravitacional; dr = densidade da resina; dar = densidade do ar; Vam = volume da amostra; Vpi = volume da porosidade interna. A comparação entre os grupos foi realizada por meio do método de análise de variância ao nível de significância de 95%. Os resultados descritos em termos de porcentagem de volume da porosidade interna foram: A = 1,05 (± 0,28); B = 0,91 (± 0,15); C = 0,88 (± 0,23); D (controle) = 0,93 (± 0,23). Nenhuma diferença significativa entre os grupos foi verificada.

Portanto, concluiu-se que, nas condições experimentais do presente estudo, a porosidade interna da resina polimerizada pela energia de microondas em diferentes ciclos foi semelhante à porosidade interna da resina polimerizada de forma convencional. (Auxílio financeiro: PIBIC/CNPq, UNESP.)

I210

Géis fluoretados: influência na liberação de flúor de cimentos ionoméricos.

FRANÇA, J. G. M.*, MACHADO, T. M., DELBEM, A. C. B., PEDRINI, D.

Departamento. de Odontologia Infantil e Social, Cirurgia e Clínica Integrada – Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP. Tel.: (0**18) 620-3235.

O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade de liberação e reincorporação de flúor de 3 cimentos de ionômero de vidro restauradores (Ketac-Fil - KF, Fuji II LC - FLC e Vitremer - VT) após aplicação de géis acidulado ou neutro nos tempos de 1 e 4 minutos. Corpos-de-prova dos materiais foram imersos em 2 ml de água deionizada e a concentração de flúor mensurada em intervalos de 24 horas durante 15 dias, utilizando eletrodo específico para íons flúor (9609 BN Orion) e analisador de íons (720 A Orion). Após este período, realizou-se a aplicação tópica e o flúor liberado foi analisado durante mais 15 dias. A análise de variância mostrou que a liberação de flúor, em ordem decrescente, dos materiais (p = 0,0001) foi: VT >> KL >> FLC. O gel acidulado (p = 0,0001) promoveu maior reincorporação e liberação de flúor independente do material. A reincorporação e liberação de flúor (p = 0,0005) foi maior com o tempo de 4 minutos no gel acidulado, não havendo diferença entre os tempos com o gel neutro (p >> 0,05). O padrão de liberação foi semelhante antes e após aplicação dos géis, sendo maior (p = 0,00001) no 16º dia quando comparado ao lº dia para o gel acidulado nos materiais VT e FLC com padrão de liberação dos últimos 15 dias maior que o inicial.

Concluiu-se que os cimentos ionoméricos liberaram e reincorporaram flúor em padrão semelhante, sendo maior com gel acidulado aplicado por 4 minutos. (Apoio financeiro: FAPESP - processo 00/00025-3 e CNPq - PIBIC.)

I211

Microflora salivar e experiência de cárie em pré-escolares: um estudo piloto.

BARROS, A. C.*, PINHEIRO, C., QUINTANILHA, L. E. L. P., COUTINHO, T. C.

Departamento de Odontoclínica – FO – UFF, Niterói - RJ. E-mail: tcoutinho@openlink.com.br

A experiência anterior de cárie tem sido considerada como um dos melhores critérios para determinação do risco de cárie do paciente e para a implementação de medidas preventivas. Com a finalidade de determinar se este critério seria o ideal para o estabelecimento da freqüência de fluorterapia em um programa de saúde bucal, este estudo piloto objetivou avaliar a correlação entre as variáveis experiência de cárie (índice ceo-d incluindo mancha branca) e diagnóstico de infecção – Streptococcus mutans (cárie) e Neisseria bucalis (auto cuidado) – avaliado através de testes salivares (No Caries™) em uma amostra de 45 pré-escolares (3 a 5 anos) de uma creche municipal de Niterói - RJ. Todos os responsáveis pelas crianças assinaram o termo de consentimento de acordo com o Comitê de Bioética. Cerca de 47% das crianças estavam sem cárie, 21% apresentavam restaurações atraumáticas e 22% eram cárie-ativas ao exame clínico realizado por um único examinador calibrado. O diagnóstico de infecção foi classificado em A (fluorterapia 45/45 dias), B/C (90/90 dias) e D (180/180 dias). O teste de correlação de Pearson não demonstrou correlação significativa (r = +0,791; p >> 0,05) entre as variáveis, uma vez que na categoria A", 50% das crianças estavam sem cárie, na categoria B/C, 30% e 53%, na D.

Concluiu-se que a experiência anterior de cárie não é suficiente para estabelecer a freqüência de aplicação tópica de flúor na amostra, já que grande parte das crianças clinicamente sadias estavam positivamente infectadas (categoria A), necessitando de uma fluorterapia mais freqüente.

I212

Estudo longitudinal da incidência de cárie em crianças de 2 a 6 anos.

COSTA, K. T., SERRÃO, C. B.*, COUTINHO, T. C.

Departamento de Odontoclínica – Universidade Federal Fluminense - Niterói - RJ.
 Tel.: (0**21) 719-1055. E-mail: kakataveira@bol.com.br

A cárie dentária continua sendo o principal problema na Odontologia, apesar da sua incidência ter diminuído. Estudos observaram que a maioria das crianças isentas de cárie na dentição decídua permaneciam livres da doença na dentição mista. No entanto, há pouca informação sobre a prevalência da atividade de cárie dentária e de níveis de tratamento em crianças pré-escolares. Este trabalho objetivou fazer uma análise comparativa longitudinal da incidência de cárie e avaliar o grau de sucesso na redução da atividade cariogênica conseguido com a assistência odontológica em 50 crianças de 2 a 6 anos que fazem um acompanhamento contínuo durante um período de 2 anos na Clínica Odontológica e na Clínica de Odontologia para Bebê no Centro Municipal de Saúde Marcolino Candau, no município do Rio de Janeiro. Foi feita a coleta dos índices ceo-d (incluindo mancha branca) realizados nos anos de 1999 e 2001, obtidos a partir dos odontogramas encontrados nas fichas clínicas odontológicas das crianças, sendo que os dados coletados foram dispostos em uma planilha elaborada para o estudo. Foi observado que o percentual de dentes cariados após dois anos reduziu de 18,5% para 9,2%, o de dentes restaurados teve um aumento significativo (de cerca de 2% para 15%) e no de dentes hígidos não houve grande alteração (aproximadamente 4%).

Após a análise estatística concluiu-se que o tratamento dentário na primeira infância foi bem-sucedido no controle da atividade de cárie durante os dois anos de acompanhamento da amostra estudada.

I213

Influência do peróxido de carbamida 10% na rugosidade superficial de diferentes materiais restauradores.

TEDESCO, A. D., BARREIRA, A. M.*, MIRANDA, M. S.

Instituto de Odontologia – PUC - RJ; UERJ; UFRJ. Tel.: (0**21) 9811-4621.

Este trabalho tem como objetivo avaliar a rugosidade superficial de diferentes materiais restauradores expostos ao peróxido de carbamida a 10% por 15 e 30 dias. Foi confeccionada uma placa acrílica contendo 10 perfurações de 3 mm de profundidade e 7 mm de diâmetro para cada material testado. As perfurações foram preenchidas com: Gr l- amálgama de prata (SDI), Gr 2- Surefil (Dentsply), Gr 3- TPH Spectrum (Dentsply), Gr 4- Durafill (Kulzer) e Gr 5- Cerômero Zeta (Vita). Os materiais foram inseridos nas perfurações conforme as especificações dos fabricantes. Os corpos-de-prova (CP) ficaram armazenados em água destilada e temperatura ambiente por 24 horas quando foram submetidos ao acabamento e polimento com discos Sof-Lex (3M) para os Gr 2, 3, 4 e 5; e taças de borracha (Viking) para o Gr 1. Logo após, as superfícies foram submetidas ao rugosímetro digital Mitutoyo (Surftest 211) para a 1ª leitura. Os CP ficaram imersos em Opalescence a 10% por 6 horas/dia durante 15 dias e submetidos à 2ª leitura. Este procedimento foi repetido até totalizar 30 dias e os CP submetidos à 3ª leitura.Os resultados tratados estatisticamente por ANOVA e teste Student-Newman-Keuls (p << 5%) foram respectivamente para a 2ª e 3ª leitura: Gr l = 15,0 e 23,0; Gr 2 = 1,0 e 3,0; Gr 3 = 2,6 e 8,6; Gr 4 = 4,0 e 6,0 e Gr 5 = 4,0 e 2,0. Após 15 dias, o Gr 1 apresentou-se estatisticamente diferente dos Gr 3 e 4; e em 30 dias estatisticamente diferente dos Gr 2, 3, 4 e 5.

Os autores concluíram que nos tempos avaliados, o amálgama foi mais susceptível ao efeito do peróxido de carbamida 10% que os outros materiais testados.

I214

Um método simplificado para avaliação da instrumentação de canais radiculares.

CAMPOS, L. C.*, ABAD, E. C., FAVIERI, A., GAHYVA, S. M.

Departamento de Endodontia – FO – UNESA - RJ. Tel.: (0**21) 503-7289. E-mail: amauri.odonto@estacio.br

Os principais objetivos do preparo químico-mecânico são a limpeza, desinfecção e modelagem do sistema de canais radiculares. Devido à sua grande importância, diversas formas para avaliar a eficácia das técnicas de instrumentação têm sido desenvolvidas. Dentre elas, podemos citar os cortes transversais, a análise através de radiografias, obtenção de imagens através de microscópios ópticos, microscopia eletrônica de varredura e injeção de corantes. O objetivo deste estudo foi descrever uma nova metodologia capaz de propiciar a avaliação dos efeitos da instrumentação de canais radiculares curvos através de cortes transversais, antes e após o preparo no mesmo espécime. Após serem selecionadas e devidamente isoladas com vaselina, as raízes dentárias foram imersas em resina acrílica autopolimerizável incolor e posicionadas dentro de uma forma padronizada, para confecção de uma matriz. Após a presa da resina, as raízes foram removidas, seccionadas no sentido transversal em diferentes níveis e fotografadas visando à obtenção da área primária do canal radicular. A seguir, as raízes foram montadas novamente no troquel de resina e imobilizadas para a realização do preparo químico-mecânico. Após esta etapa, novos registros fotográficos foram realizados para a avaliação dos efeitos da instrumentação.

Uma vez que este método não necessita de tecnologia avançada, e tampouco um extenso e dispendioso uso de equipamentos e materiais, apresenta-se como de grande valia para a avaliação de uma determinada técnica de instrumentação de canais radiculares.

I215

Estudo in vitro da dureza de substratos comparados ao esmalte.

CALDERON, P. S.*, SANTOS, P. A., FONTANA, R. H. B. T. S., FARIA, I. R., CRUZ, C. A. S.

Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese – FOAr – UNESP. Tel.: (0**16) 201-6440.

Considerando o aspecto ético relacionado ao uso de partes do corpo humano em experimentos laboratoriais e a crescente dificuldade, nos últimos tempos, em conseguir dentes humanos extraídos e hígidos, para realização de trabalhos in vitro, julgamos válido e de grande importância a busca de substratos alternativos ao esmalte dental humano na avaliação da efetividade dos instrumentos cortantes rotatórios usados em Odontologia. Entendemos que assim sendo possa se limitar o uso de dentes humanos extraídos, os quais devem ser utilizados em pesquisas mais específicas onde não possam ser substituídos. Para isso, comparamos a dureza de lâminas de vidro para microscópio, vidro temperado e esmalte de dente bovino à dureza do esmalte dental humano. As amostras dos substratos foram preparadas de maneira adequada para sua análise em um aparelho de leitura de dureza dotado de diamante Vickers.

Os resultados encontrados mostram que dentre os substratos estudados apenas o dente bovino possui dureza semelhante ao esmalte dental humano, podendo portanto, quanto à dureza, ser indicado como substituto na realização de testes de eficiência de instrumentos rotatórios. Consideramos também que é de extrema importância a realização de mais trabalhos que contribuam para a definição de métodos alternativos para avaliar a eficiência de instrumentos rotatórios em Odontologia.

I216

Avaliação da capacidade do ácido fosfórico em remover o “primer” de um CIV.

DIAS, A. R. C.*, TEDESCO, A. D., DIAS, K., MIRANDA, M. S.

Instituto de Odontologia – PUC - RJ; FO – UERJ - Rio de Janeiro.

Durante a aplicação do “primer” de cimento de ionômero de vidro é impossível condicionar apenas a região dentinária a ser forrada e, com isto, todas as paredes circundantes acabam sendo também condicionadas. O objetivo deste trabalho foi avaliar com o auxílio de microscopia eletrônica de varredura (MEV) a capacidade do ácido fosfórico de remover o “primer” do Vitremer (3M) da superfície dentinária. Foram utilizados 20 discos de dentina superficial obtidos de 5 terceiros molares humanos recém-extraídos planificados com lixa d’água 400 e 600 e divididos aleatoriamente em 2 grupos de 10 discos cada. O “primer” do Vitremer foi aplicado nos 2 grupos. O grupo II recebeu uma aplicação adicional de ácido fosfórico 37% (Dentsply) por 15 segundos. A existência de “primer” remanescente na dentina foi avaliada com auxílio de MEV por 3 avaliadores calibrados usando um escore de 0 = recobrimento total, 1 = recobrimento parcial e 2 = ausência total de “primer”. Os postos médios foram Gr. I 5,50 e Gr. II 15,50. Os testes de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney (p << 0,05) mostraram diferença estatisticamente significante entre os dois grupos.

Os autores concluíram que o ácido fosfórico nas condições testadas foi capaz de remover parcialmente o “primer” de cimento de ionômero de vidro.

I217

Avaliação da infiltração marginal de diferentes técnicas termoplastificadoras da guta-percha.

SOUZA, M. M. B.*, MACHADO, A. G., CASTRO, A. J. R., ABAD, E. C., SIQUEIRA Jr., J. F.

Departamento de Endodontia – FO – UNESA - RJ. Tel.: (0**21) 503-7289. E-mail: amauri.odonto@estacio.br

O sistema de canais radiculares bem obturado previne a infiltração marginal, evitando a reinfecção e dando condições para o restabelecimento da saúde perirradicular. Várias técnicas têm sido desenvolvidas com o objetivo de conseguir uma obturação tridimensional do canal radicular. Neste trabalho, comparou-se a infiltração apical entre três técnicas da termoplastificação da guta-percha (híbrida de Tagger - termocondensação da guta-percha - grupo 1; Schilder - da guta-percha aquecida - grupo 2; System B - onda contínua de condensação da guta-percha - grupo 3) e a de condensação lateral - grupo 4, por ser a mais amplamente utilizada, através da técnica de diafanização das raízes distais de molares inferiores. Os achados foram analisados através do teste estatístico de Kruskal-Wallis, que demonstrou haver diferença estatisticamente significante entre os grupos (H = 33,718, p = 0,000). Para verificação entre os grupos, foi usado o teste de Dunn, que demonstrou haver diferença significante entre os grupos 3 versus 1, 3 versus 2 e 4 versus 1 (p << 0,05).

Concluiu-se que os melhores resultados foram obtidos pelos grupos 1 e 2 e os piores pelo grupo 3.

I218

Influência do ácido poliacrílico na espessura da camada híbrida de dois adesivos autocondicionantes.

CASTANHO, D.*, MIRANDA, M. S., TEDESCO, A. D., DIAS, K.

Instituto de Odontologia – PUC - RJ; UERJ; UFRJ. E-mail: msayao@bol.com.br

Este estudo teve como objetivo comparar a espessura da camada híbrida formada por dois sistemas adesivos autocondicionantes, com ou sem a prévia aplicação de ácido poliacrílico. Dez terceiros molares humanos hígidos recém-extraídos tiveram a face oclusal cortada e planificada com lixa d’água 400 e 600 até a exposição da dentina superficial e divididos em quatro grupos: grupo 1 - Etch & Prime 3.0, Degussa (EP); grupo 2 - Ácido Poliacrílico, SS White + Etch & Prime 3.0 (APEP); grupo 3 - Clearfil Liner Bond II, Kuraray (CLB II) e grupo 4 - Ácido Poliacrílico + Clearfil Liner Bond II (APCLB II). Todos os grupos foram restaurados com resina composta TPH Spectrum, Dentsply. Todos os materiais foram utilizados segundo as especificações dos fabricantes. Os dentes foram seccionados em 4 partes no sentido VL e MD e descalcificados em banhos alternados de HCl a 10% por 1 minuto e NaOH a 5% por 5 minutos. As amostras foram tratadas para observação em MEV e as medidas obtidas com aumento de 5.000 X. As espessuras de camada híbrida, em mm, foram: EP = 1,60; APEP = 0,87; CLB II = 1,42 e APCLB II = 0,92. Os testes estatísticos ANOVA e Student-Newman-Keuls (p << 5%), mostraram que os grupos 1 e 3 foram estatisticamente diferentes dos grupos 2 e 4.

Os autores concluíram que a utilização do ácido poliacrílico reduziu efetivamente a espessura da camada híbrida nos dois sistemas testados.

I219

Avaliação eletromiográfica da influência dos aparelhos interoclusais sobre o músculo orbicular da boca.

UCHOA, E. S.*, SEMEGHINI, T. A., SILVA, A. S. F., NÓBILO, M. A., BÉRZIN, F.

FOP – UNICAMP; FO – PUC - Campinas. Tel.: (0**19) 430-5295.

O aparelho interoclusal constitui um dos recursos mais utilizados para o tratamento de pacientes que apresentam sinais e sintomas de disfunção temporomandibular (DTM), inclusive nos portadores de próteses totais, antes de qualquer terapia definitiva. Considerando a participação ativa dos lábios em todas as funções do sistema estomatognático, o objetivo deste trabalho foi verificar a influência do uso dos aparelhos interoclusais na atividade eletromiográfica (EMG) do músculo orbicular da boca em suas duas porções – superior (OBS) e inferior (OBI), durante a sucção de iogurte. A EMG foi realizada antes e 70 dias após o uso destes aparelhos, em 8 pacientes desdentados, portadores de prótese total dupla e que apresentavam sinais e sintomas de DTM. O sinal EMG foi processado pelo software Matlab® e as médias das amplitudes não normalizadas (ANN) foram testadas estatisticamente pelo teste de Mann-Whitney (p << 0,05). Os valores encontrados das ANN no pré-tratamento foram de 60,11 ± 4,28 e 86,15 ± 6,15 mV e no pós-tratamento de 106,0 ± 4,80 e 103,71 ± 3,83 mV para as porções OBS e OBI respectivamente. A diferença estatística verificada foi altamente significativa (p << 0,0001) quando comparada a mesma porção muscular antes e após o uso dos aparelhos.

Estes resultados permitem concluir, nas condições experimentais utilizadas, que o uso dos aparelhos interoclusais promoveu um aumento significativo da atividade elétrica do músculo orbicular da boca.

I220

Avaliação da infiltração marginal em restaurações classe V de Ormocer.

CAL NETO, J., CAMPOS, M.*, PINHÃO, M. B.

Departamento de Dentística – FO – UERJ. E-mail: pinhaom@ruralrj.com.br

Vários materiais têm sido estudados, a fim de reduzir ou eliminar a infiltração marginal. O objetivo deste trabalho foi comparar a capacidade de selamento marginal do Ormocer e de um sistema adesivo com matriz de Ormocer, com um sistema adesivo e resina composta tradicionais. Para isso foram preparadas duas cavidades classe V padronizadas em 20 dentes hígidos, recém-extraídos, localizadas nas faces vestibular e lingual, com uma margem em esmalte e outra em cemento. Os dentes foram divididos aleatoriamente em 4 grupos de 10 cavidades cada: G1: Definite MultiBond (Degussa) + Definite (Degussa); G2: Prime & Bond 2.1 (Dentsply) + Definite; G3: Definite MultiBond + TPH Spectrum (Dentsply); G4: Prime & Bond 2.1 + TPH Spectrum (grupo controle). Todas as cavidades foram condicionadas com ácido fosfórico à 37% e os materiais aplicados conforme instruções dos fabricantes. Os espécimes foram armazenados em água destilada por 48 h e depois termociclados (1.000 ciclos, 5º-55ºC, 60 s). Foram impermeabilizados, imersos em solução de nitrato de prata a 50% por 24 h, e seccionados. A microinfiltração foi analisada com uma escala de 0-3. Os dados obtidos foram submetidos ao teste de Kruskal-Wallis.

Os autores concluem que: 1) a infiltração nas margens em esmalte foi menor que em cemento; 2) os grupos não diferiram significativamente quanto à infiltração nas margens de esmalte (p >> 0,05); 3) nas margens de cemento houve diferença significante (p << 0,05), permitindo estabelecer a seguinte ordem crescente de microinfiltração: Grupo 4 << Grupo 3 << Grupo 2 << Grupo 1.

I221

Avaliação da influência do polimento coronário prévio nos níveis de sangramento subgengival.

CAL NETO, J., PARDAL, A., BIANCHI, A.*, FIGUEREDO, C.

Departamento de Procedimentos Clínicos Integrados – FO – UERJ. E-mail: cmfigueredo@hotmail.com

Diante de casos severos da doença, diversas instituições de ensino e profissionais preconizam o início imediato do tratamento da periodontite. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do polimento coronário prévio ao exame periodontal inicial, nos níveis de sangramento subgengival de pacientes com periodontite do adulto. Foram avaliados 22 pacientes da Clínica de Periodontia da FO – UERJ, com idade média de 50 anos (DP ± 39,7, variando de 19 a 73 anos). Foram incluídos apenas sítios com bolsa periodontal entre 4 e 7 mm, totalizando 130 sítios com periodontite. A avaliação do sangramento à sondagem baseou-se nos seguintes escores: 0 - sem sangramento; e 1 - sangramento após a sondagem do fundo da bolsa. O primeiro exame foi realizado na consulta inicial, anteriormente ao polimento coronário. Não foi instituído nenhum método de controle de placa, nem removidos os fatores retentivos de placa. Sete dias depois foi feito o segundo exame. Dos 130 sítios que sangravam à sondagem no primeiro exame, 77 (59,2%) continuavam apresentando sangramento à sondagem no segundo exame, ao passo que 53 (40,8%) deixaram de sangrar.

Os resultados demonstram a importância do tratamento periodontal ser realizado em duas fases, uma para resolução da gengivite, e outra, posterior, para periodontite. Entretanto, quando é necessário o início imediato, o polimento coronário prévio pode ser útil no diagnóstico da atividade da doença.

I222

Comparação da avaliação anatômica clínica, radiográfica e in vitro de incisivos centrais e laterais inferiores.

COSTA DUARTE, C. E.*, SANTOS, R. P., BERLINCK, T. A., DIAS, K.

Departamento de Procedimentos Clínicos Integrados e Grupo PET – FO – UERJ.

O êxito no tratamento do sistema de canais radiculares depende fundamentalmente do conhecimento preciso da anatomia interna do elemento dentário. Tendo em vista as dificuldades encontradas pelos profissionais no tratamento endodôntico de incisivos inferiores, bem como, as variações anatômicas, este estudo tem como objetivo avaliar a anatomia interna de 66 incisivos inferiores comparando 3 diferentes. Grupo I - avaliação clínica utilizando paquímetro convencional: altura de coroa, comprimento total do dente, comprimento M-D e V-L e o número de canais visualizados pelo acesso endodôntico; Grupo II - exame radiográfico: número,formato e configuração dos canais. Grupo III (Grupo Controle) - as amostras foram submetidas à técnica de diafanização sugerida por PÉCORA et al. (Rev Odont, n. 6, p. 384-385, 1993) e armazenadas em tubo de ensaio contendo resina Resapol T208, sendo avaliado o número de canais radiculares e o número de forames apicais. Os Grupos I e II foram avaliados com auxílio de uma lupa estereoscópica com aumento de 6 X sob fonte de luz constante e completa. Os postos médios obtidos foram: M1 = 93,00; M2 = 93,00; M3 = 112,50. Os testes estatísticos de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis (p << 0,001) não evidenciaram diferença estatística entre os Grupos I e II que foram estatisticamente diferentes do Grupo III.

Com base nos resultados os autores concluem que os exames clínico e radiográfico não são suficientes para que haja completo conhecimento dos canais radiculares.

I223

Influência da preparação da amostra na caracterização da superfície de compósitos.

DISCACCIATI, J. A. C., NEVES, A. D., YARED*, K. F. G., ORÉFICE, R. L., JANSEN, W. C.

Departamento de Odontologia Restauradora, Departamento de Engenharia Metalúrgica e Materiais – UFMG. E-mail: adneves@uol.com.br

Este trabalho teve como objetivo analisar superfícies polidas e não polidas de amostras de um compósito odontológico fotoativado (Zeta LC® - Vita), visando contribuir para o aperfeiçoamento dos métodos de obtenção de corpos-de-prova que serão submetidos a técnicas de caracterização. Seis corpos-de-prova de 15 mm de diâmetro e 1 mm de espessura foram confeccionados usando uma matriz metálica e lamínulas de vidro, polimerizados por 240 segundos em uma unidade de fotoativação laboratorial (Solidilite® - Shofu). As amostras foram submetidas às analises do grau de conversão monomérica através de FTIR e da microdureza Vickers. Duas amostras (polida e não polida) foram submetidas à EDS e SEM. Os resultados foram submetidos ao teste t de Student, ao nível de significância de 5%. Valores de grau de conversão de 62,3% (5,1) e 66,4% (2,6) e de microdureza de 27,2 (1,6) e 25,3 (0,7) foram obtidos para as superfícies polidas e não polidas, respectivamente, não sendo observadas diferenças estatisticamente significativas (p = 0,07; p = 0,21). A análise em EDS não indicou diferença na composição química entre os grupos polido e não polido.

Conclui-se que, para as análises de microdureza e grau de conversão da resina analisada, o método utilizado neste estudo na preparação das amostras não requer a necessidade de procedimentos de acabamento e polimento.

I224

Efetividade da polimerização de diferentes fontes de luz em unidades laboratoriais.

NEVES, A. D., DISCACCIATI, J. A. C., COSTA, A. C. R.*, ORÉFICE, R. L., JANSEN, W. C.

Departamento de Odontologia – Unimontes; Departamento de Odontologia Restauradora e Departamento de Engenharia Metalúrgica e Materiais – UFMG. E-mail: adneves@uol.com.br

As propriedades e a performance clínica das resinas compostas odontológicas são influenciadas pela composição dos materiais bem como pelas características da unidade de fotoativação utilizada. Este estudo teve como objetivo avaliar a efetividade da polimerização de quatro diferentes unidades de fotoativação laboratoriais: UniXS (Heraeus Kulzer) e Xenon Pulse (Protécnica), equipadas com lâmpadas estroboscópicas de xenônio; Solidilite (Shofu) e Fotoglass (Fotoceram), equipadas com lâmpadas halógenas. Para cada unidade, cinco corpos-de-prova com dimensões de 15 mm de diâmetro por 1 mm de espessura foram confeccionados em uma matriz metálica utilizando uma resina composta indicada para técnica indireta: Artglass (Heraeus Kulzer). Após o período de armazenagem, os corpos-de-prova foram submetidos a análises de microdureza Vickers e do grau de conversão monomérica através de FTIR. Os dados obtidos foram comparados através dos testes ANOVA e Tukey (5%). Os resultados indicaram que a unidade Fotoglass proporcionou os maiores valores de microdureza (57,6) e conversão (74,8%), seguida pelas unidades Solidilite e UniXS, enquanto os menores valores foram obtidos com a unidade Xenon Pulse (37,5; 47,8%).

Concluiu-se que as unidades equipadas com lâmpadas halógenas proporcionaram maior extensão da polimerização quando comparadas com aquelas equipadas com lâmpadas de xenônio. (Apoio: CNPq.)

I225

Influência da terapia por aparelhos interoclusais na largura da zona neutra.

MARDEGAN, F. E. C.*, SILVA, A. S. F., POMILIO, A., NÓBILO, M. A.

Departamento de Prótese e Periodontia – FOP – UNICAMP; FO – PUC - Campinas.
 Tel.: (0**19) 430-5295.

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência dos aparelhos interolusais na largura da zona neutra, que consiste na área onde as forças da língua são neutralizadas pelas forças da bochecha e lábios. O registro foi determinado por meio de um rolete de godiva plastificado, posicionado sobre uma base provisória e levado à boca do paciente para que fosse modelado pelos movimentos de deglutição. Este procedimento foi realizado antes e 70 dias após o uso dos aparelhos, em 9 pacientes desdentados, portadores de prótese total dupla e que apresentavam sinais e sintomas de disfunções temporomandibulares. Para avaliação da largura dos registros, foram realizadas mensurações lineares entre pontos localizados por vestibular e lingual do rolete, ao nível do plano oclusal. Estes pontos foram obtidos a partir de 5 linhas de referência, previamente traçadas sobre os modelos, sendo uma delas coincidente com a linha mediana (0) e as outras à 25 e 50 graus à direita (-) e à esquerda (+). As mensurações foram realizadas com o microscópio comparador digital Olympus e os dados analisados pelo teste t de Student. Os resultados mostraram que as larguras do rolete antes do tratamento nas regiões -50, +25 e +50 foram de 8,65; 6,87 e 8,93 mm e após o tratamento de 8,07; 6,62; 9,00 mm, respectivamente, não apresentando diferença significativa (p >> 0,05). Nas regiões -25 e 0, as larguras foram respectivamente de 6,71 e 6,62 mm antes e de 5,81 e 5,79 mm, após o tratamento, apresentando diferença significativa.

Portanto na região anterior a terapia com os aparelhos interoclusais promoveu uma redução na largura da zona neutra.

I226

Própolis como medicação intra-canal – MEV de resíduos na dentina.

FERREIRA, F. B. A.2, AZNAR, F. D. C.*1, SILVA e SOUZA, P. A. R.2, MARCUCCI, M. C.3,
GARCIA, R. B.2

1UNIP - Bauru; 2FOB – USP; 3UNIBAN. E-mail: flavianaferreira@uol.com.br

O EEP (extrato etanólico de própolis) tem demonstrado em vários estudos efeitos antimicrobianos e biológicos favoráveis que podem sugerir sua inclusão no arsenal de medicamentos intracanal. Entretanto, observa-se que durante a manipulação do extrato este apresenta-se aderente às superfícies. Trinta dentes foram instrumentados e irrigados com hipoclorito de sódio a 1% e ao final com EDTA. Estes foram divididos em 5 grupos de 6 dentes cada de acordo com as cinco medicações: 1) EEP a 5%, 2) EEP a 5% diluído em propilenoglicol, 3) EEP a 2,5% diluído em tensoativo, 4) hidróxido de cálcio a 10% em água destilada e 5) um grupo controle sem medicação. Após 1 semana de armazenagem em estufa úmida a 37ºC os medicamentos foram removidos com duas formas de irrigação: a) 5 ml de solução fisiológica e b) 1 ml de EDTA mantendo-o por 3 minutos seguido de 5 ml de solução fisiológica. Os dentes foram seccionados longitudinalmente e preparados para análise em microscopia eletrônica de varredura (MEV) onde avaliou-se a permanência de resíduos na dentina dos terços médio e apical dos canais. Os dentes foram classificados segundo o grau de limpeza e aplicada análise estatística. Verificou-se que não houve diferença entre os grupos de medicamentos e irrigantes, permanecendo somente a diferença entre os terços radiculares.

Desta forma, conclui-se que a própolis, em função de suas boas propriedades, é um medicamento viável para uso endodôntico por permitir sua remoção do canal radicular.

I227

Alterações ósseas em ratas menopausadas sob terapêutica com flúor.

MACHADO, G. J. R.*, DORNELLES, R. C. M., DELBEM, A. C. B.

Departamento de Ciencias Básicas e Odontologia Infantil e Social – Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP. Tel.: (0**18) 620-3235. E-mail: adelbem@foa.unesp.br

Na menopausa, devido à diminuição da secreção de estrógeno, ocorre um desequilíbrio no balanço entre a reabsorção e formação óssea, com isso a espessura do osso e o total de massa óssea tornam-se reduzidos. A terapia com o flúor tem sido usada clinicamente com propósito de diminuir a reabsorção óssea. O objetivo deste trabalho é analisar a mineralização óssea em diferentes concentrações de flúor. Ratas menopausadas foram tratadas com diferentes concentrações de flúor: 0, 1, 10 e 30 ppm. Após 90 dias realizou-se a eutanásia e retirou-se o fêmur, que foi seccionado na região média da diáfise, embutidos em resina acrílica, desgastados e polidos. Posteriormente, realizou-se o teste de microdureza (Knoop) em secção transversal (T) e longitudinal (L) a 50 mm e 150 mm da região periostal, utilizando microdurômetro Shimadzu HMV 2000, carga de 15 g e tempo de 5 s. Para estudos das medidas obtidas, empregou-se a análise de variância e teste de Tukey (p << 0,05). Os resultados para a comparação entre as distâncias de 50 e 100 µm foram, respectivamente: 56,08a e 62,79b; para o tratamento foram: GC - 60,32a, G1 ppm - 57,92a, G10 ppm - 59,93a e G30 ppm - 59,57a; para secção foram: transversal - 62,66a e longitudinal - 56,21b; e para comparação secção e distância foram: T a 50 mm - 56,94a; T a 150 mm - 68,380b; L a 50 mm - 55,22a; L a 150 mm - 57,19a.

A microdureza foi capaz de verificar alterações na estrutura do tecido ósseo em diferentes regiões, entretanto, a terapêutica com flúor não alterou estes valores.

I228

Atividade antimicrobiana de algumas medicações propostas para uso intracanal.

MANIGLIA, C. A. G., MANIGLIA, A. B.*, PICOLI, F., MARTINS, C. H. G.

Departamento de Endodontia e Dentística – Universidade de Franca; FORP – USP.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antimicrobiana de diferentes medicações com possibilidade de utilização intracanal. Foram estudados sete pastas contendo hidróxido de cálcio: hidróxido de cálcio PA + Aderogil® (Grupo 1); pasta base do cimento Dycal® (Grupo 2); hidróxido de cálcio PA + Adefort® (Grupo 3); pasta base do cimento Life® (Grupo 4); pasta catalizadora do cimento Hydro C® (Grupo 5); pasta base do cimento Hydro C® (Grupo 6); e hidróxido de cálcio PA + água destilada (Grupo 7). O método de avaliação da atividade antimicrobiana empregado foi o da difusão dos materiais em meio de cultura (“brain heart infusion” - BHI). As cepas empregadas como indicadoras da atividade antimicrobiana foram E. faecalis (ATCC 19433) e S. aureus (ATCC 25923) incubadas a 37ºC por 48 horas. A leitura dos halos de inibição foram realizadas ao final de 24 e 48 horas de incubação. A análise estatística dos resultados evidenciou haver diferença estatística significante ao nível de 1% para a inibição de ambos microrganismos. De acordo com os resultados, os medicamentos base do Hydro C®, base do Dycal®, hidróxido de cálcio PA + água destilada e base do Life®, apresentaram melhor efeito antimicrobiano, sem diferença estatisticamente significante entre si, porém, superiores a pasta catalizadora do Hydro C®, hidróxido de cálcio PA + Aderogil® e hidróxido de cálcio PA + Adefort®, respectivamente.

As pastas base dos cimentos de hidróxido de cálcio apresentam consistência e efeito antimicrobiano interessantes para sua utilização como medicação intracanal em Endodontia.

I229

Resistência à fratura de dentes restaurados com três diferentes pinos intra-radiculares diretos estéticos.

MACARI, P. C., TOIGO, R. V.*, TAVARES, J. G., CONCEIÇÃO, E. N.

Departamento de Dentística Restauradora – Faculdade de Odontologia – UFRGS.
 Tel.: (0**51) 332-0791, 328-6830. E-mail: rvtoigo@terra.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar, in vitro, a resistência à fratura de dentes tratados endodonticamente, restaurados com três diferentes pinos intra-radiculares diretos estéticos; Aesthetic-Post (Bisco), Fibrekor Post (Jeneric/Pentron) e Cosmopost (Ivoclar), associados a coroas de resina composta. Foram utilizados trinta dentes humanos unirradiculares, extraídos por indicação terapêutica, com dimensões semelhantes e que tiveram suas coroas removidas abaixo da junção cemento-esmalte, deixando um comprimento padrão de 17 mm. Então foram divididos em três grupos com 10 dentes cada, conforme o tipo de pino utilizado. Para cimentação dos pinos foi utilizado o sistema adesivo All-Bond 2 (Bisco), juntamente com o cimento resinoso C&B (Bisco), conforme as recomendações do fabricante. Os complementos coronários foram confeccionados com resina composta Tetric Ceram (Ivoclar) e, unidos aos diferentes pinos, foram montados em cilindros metálicos preenchidos com resina acrílica autopolimerizável, formando os corpos-de-prova. Esses foram embutidos em um dispositivo metálico, em forma de Y, com um ângulo fixo de 45º em relação a uma ponta afunilada metálica que aplicava uma força medida em kgf no momento da ruptura.

Os resultados mostraram haver diferença estatística entre os diferentes tipos de pinos testados (Aesthetic-Post 83,50 kgf, Fibrekor Post 85,74 kgf, Cosmopost 36,51 kgf). Os dentes restaurados com os pinos Aesthetic-Post e Fibrekor Post apresentaram resistência à fratura estatisticamente superior em relação aos pinos Cosmopost.

I230

Ação do glutamato monossódico sobre microdureza e erupção dos incisivos.

SANTOS, O. A. M.*, SHIMABUCORO, C. E., DELBEM, A. C. B., CASTRO, J. C. B., SASSAKI, K. T.

Departamento de Ciências Básicas – Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP. E-mail: kts@foa.unesp.br

A administração neonatal de glutamato monossódico (MSG) em ratos provoca distúrbios neuro-endócrinos, podendo interferir no desenvolvimento dos dentes. O objetivo do trabalho foi analisar se o tratamento com MSG afeta a erupção dos incisivos e a microdureza do esmalte. Ratos Wistar machos (M) e fêmeas (F) foram injetados s.c. com NaCl 0,9% (grupo C) ou MSG (4 mg/g p.c., grupo MSG) aos 2, 4, 6, 8 e 10 dias de idade e sacrificados aos 90 dias por decapitação. Os dentes incisivos foram retirados, embutidos em resina acrílica, cortados longitudinalmente e a microdureza (Knoop) determinada em 5 regiões, de incisal para a apical, utilizando uma carga de 50 g durante 5 s. O MSG causou um decréscimo de 4% na microdureza do esmalte dos incisivos dos M em 4 das 5 regiões analisadas. Nas F ocorreu diminuição de 3,6-5% em apenas 2 regiões mais próximas à extremidade cervical. Nas demais regiões não houve diferença significante. O esmalte dos incisivos dos M apresentou uma microdureza 3% maior do que a das F. Após tratamento com MSG essa diferença sexual não foi mais observada. A erupção dos dentes incisivos inferiores do grupo M-C ocorreu no oitavo dia de idade em 25% dos filhotes e no nono dia nos 75% restantes. No grupo M-MSG, foram 53 e 47%, respectivamente. Nas F-C os resultados foram 44% no oitavo dia e 56% no nono dia e no grupo F-MSG, 67 e 33%, respectivamente.

Os resultados obtidos mostram que nos ratos tratados com MSG ocorre uma erupção precoce e uma deficiência na mineralização dos dentes. (Apoio financeiro: FAPESP.)

I231

Efeito da testosterona e fluoreto sobre fluxo e composição salivar.

SHIMABUCORO, C. E.*, SANTOS, O. A. M., DORNELLES, R. C. M., SASSAKI, K. T.

Departamento de Ciências Básicas – Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP. E-mail: kts@foa.unesp.br

Vários hormônios influem na função das glândulas salivares; alguns atuam através da adenilciclase, enzima ativada pelo fluoreto (F), enquanto outros, como os gonadais, atuam ao nível da transcrição de genes. O objetivo do trabalho foi estudar a ação de F sobre o fluxo e a concentração de proteína e atividade de amilase da saliva de ratos orquidectomizados (ORQ) com e sem reposição de testosterona (T). Foi coletada saliva estimulada com pilocarpina de ratos ORQ sem (grupos C e CF) e com (grupos CT e CTF) reposição de T. Uma hora antes da coleta os grupos CF e CTF receberam NaF (5 mg/kg p.c., i.p.). O fluxo salivar não foi alterado por F nem T, juntos ou isoladamente. Entretanto, a concentração de proteína da saliva sofreu um aumento de 1,3-1,4 vezes pela ação de F, nos grupos sem e com T. Este hormônio, sozinho, não teve efeito. Com relação à atividade da amilase salivar (U/ml), tanto o F como a T isoladamente causaram aumento de 1,3-1,4 vezes; quando juntos, o aumento foi da mesma grandeza. A atividade específica (U/mg) da amilase não foi alterada pelo F, no grupo sem reposição de T; já no grupo tratado com T ela foi maior do que no grupo sem reposição (CT >> C, 1,4 vezes).

Conclui-se que tanto o F como a T não alteram o fluxo salivar de ratos ORQ, juntos ou isoladamente. Embora a concentração de proteínas totais na saliva não sofra alteração pela reposição com T, a atividade específica de amilase é aumentada por esse hormônio, indicando um estímulo seletivo na secreção dessa enzima ou inibição da secreção de outras proteínas. (Apoio financeiro: FAPESP.)

I232

Avaliação das forças liberadas por diferentes tipos de alças de fechamento de espaço utilizadas em Ortodontia.

THIESEN, G.*, MENEZES, L. M., CARDOSO, M. A., RITTER, D., LOCKS, A.

Disciplina de Ortodontia – FO – UFSC. Tel./fax: (0**48) 331-5141.

Na Ortodontia, existem vários dispositivos utilizados para o fechamento de espaços intra-arco. Entre as opções descritas na literatura, encontram-se uma vasta gama de alças que, incorporadas a arcos contínuos, podem ser utilizadas para a movimentação dos dentes anteriores. Este estudo procurou avaliar a força liberada por oito desenhos diferentes de alças ortodônticas para o movimento de retração de caninos e incisivos, com 5 amostras po grupo. Foi utilizado fio de aço inoxidável da marca Morelli de secção retangular (0,019” x 0,025”). As forças liberadas pelas 40 amostras avaliadas foram quantificadas através de uma máquina de ensaio de tração (Instron), quando distendidas em 1 e 2 milímetros. As menores e maiores médias de força encontradas foram de 289,62 gramas-força (gf) (Grupo VIII - alça em “T” com helicóides) e 754,65 gf (Grupo III - alça de Bull) para 1 mm de ativação e de 605,76 gf (Grupo VIII - alça em “T” com helicóides) e 1.274,75 gf (Grupo IV - alça reversa simples) para 2 mm de ativação, sendo que tais valores foram estatisticamente significativos segundo teste ANOVA (p << 0,01). Quando comparados aos valores ideais preconizados por vários autores para o movimento de retração dos dentes anteriores, os grupos distendidos em 1 milímetro apresentaram valores mais compatíveis com o ideal.

Os resultados deste estudo experimental indicam que somente o Grupo VIII, com ativação de 1 mm da alça em “T” com helicóides, apresentou valor médio dentro dos níveis de força ideal, sendo o mais indicado para a movimentação do segmento anterior.

I233

Avaliação quantitativa de leucócitos em bolsas periodontais e gengivas clinicamente normais.

COELHO, A. M.*, PIMENTA, F. J. G. S., SILVA, L. G., LIMA Jr., S. M., SANTOS, V. R.

DCPC – FO – UFMG. Tel.: (0**31) 3499-2497. E-mail: santo@mail.odonto.ufmg.br

Na doença periodontal há uma interação entre os fatores do hospedeiro e bacterianos que levam à destruição progressiva do periodonto. A fase inicial é a gengivite, que pode ou não se desenvolver para periodontite. Durante todas as fases, observa-se a presença de células inflamatórias, inicialmente polimorfonucleares neutrófilos, que são substituídos por macrófagos e linfócitos, aparecendo na fase mais avançada os linfócitos B e plasmócitos. O objetivo deste trabalho foi quantificar os leucócitos presentes na bolsa periodontal de pacientes com periodontite e compará-los com pacientes sem a doença. Um termo de consentimento foi assinado pelos pacientes antes das coletas e aqueles com bolsa periodontal medindo entre 4 e 8 mm foram selecionados nas Clínicas de Periodontia da FO – UFMG. Fez- se esfregaço com material obtido através da sondagem das bolsas. As lâminas foram coradas com a técnica de Papanicolaou e as contagens foram realizadas em 8 campos, com auxílio de um retículo. Os resultados mostraram que nas periodontites o número médio de leucócitos variou entre 8,125 e 192,88 células (55,76 ± 48,36), enquanto nas gengivas clinicamente saudáveis, a média variou entre 2,63 e 8,38 (4,43 ± 2,05) células. Ao se comparar os resultados obtidos para gengiva clinicamente normal e periodontites, observou-se que a diferença entre eles foi estatisticamente significativa (p << 0,05).

Concluiu-se que o número de leucócitos obtidos da bolsa periodontal foi maior do que o encontrado no sulco gengival e sua variação pode refletir a natureza cíclica da doença periodontal.

I234

Avaliação da força de adesão em dentina de diferentes sistemas adesivos.

CAVALCANTE, L. M. A.*, BEDRAN de CASTRO, A. K. B., AMARAL, C. M., ERHARDT, M. C. G., SHINOHARA, M. S., PIMENTA, L. A. F.

FOP – UNICAMP. E-mail: lpimenta@fop.unicamp.br

O objetivo deste estudo foi comparar a resistência adesiva em dentina de 6 sistemas adesivos, sendo dois autocondicionantes. Para isto, noventa fragmentos da porção coronária de dentes bovinos foram incluídos em resina de poliestireno e lixados até se obter uma superfície plana em dentina. Em seguida, os espécimes foram divididos aleatoriamente em 6 grupos (n = 15), de acordo com o sistema adesivo aplicado: [1] Single Bond (SB); [2] Prime & Bond NT (PB); [3] Excite (EX); [4] One Coat Bond (OCB); [5] Clearfil SE Bond (CLF) e [6] One-Up Bond F (OUB). Sobre cada superfície dentinária foi delimitada uma área, aplicado o sistema adesivo conforme a instrução de cada fabricante e confeccionado um cilindro de resina composta Z250, utilizando-se uma matriz de teflon bipartida. Os espécimes foram mantidos em umidade por 7 dias a 37ºC. O teste de cisalhamento foi realizado em uma máquina de ensaio universal (EMIC) com velocidade de 0,5 mm/min. Os dados obtidos em MPa foram submetidos à análise estatística (ANOVA e Tukey, p << 0,05) apresentando os seguintes resultados: [SB] = 25,81a; [EX] = 18,93b; [CLF] = 16,35b; [OUB] = 15,49b; [PB] = 14,66b; [OCB] = 14,19b. O sistema adesivo SB obteve os melhores valores, diferindo estatisticamente dos demais, os quais não apresentaram diferenças significantes entre si.

Os adesivos autocondicionantes se comportaram de forma semelhante aos adesivos de frasco único, exceto para o SB.

I235

Avaliação da substantividade do composto de inclusão clorexidina: hidroxipropil-beta-ciclodextrina in vitro.

FRANCO, C. F.*, CORTÉS, M. E., PATARO, A. L., COELHO, A. M., SANTOS, V. R.,
SINISTERRA, R. D.

Fax: (0**31) 499-2430. E-mail: mecortes@bol.com.br

Este estudo avaliou a substantividade e atividade antimicrobiana do composto de inclusão clorexidina: hidroxipropil-beta-ciclodextrina in vitro. Utilizaram-se fragmentos de dentes bovinos imersos em soluções do composto de inclusão (CI) diluídos sucessivamente a partir de uma concentração de 2,0% à 0,0625%. Todos os testes foram em triplicata. Os controles foram clorexidina 0,12% e água. A dessorção foi medida através de alíquotas de 100 microlitros removidas, dos 250 microlitros da solução tampão pH 7,4 para os quais os fragmentos foram transferidos. A concentração de clorexidina foi medida pelo método do ultravioleta visível após 6 horas e em intervalos de 24 horas. Outro grupo de fragmentos serviram para medir a inibição bacteriana quando imersos em soluções do CI 2% a 0,0625%, água ou clorexidina 0,12%. Os fragmentos e 1 ml de cultura de S. mutans (ATCC 10556) contendo 7 ´ 108 UFC/ml foram colocados em meio BHI por 48 horas e, após determinada a porcentagem de inibição do crescimento, analisou-se os resultados pelo teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis. O composto de inclusão mostrou substantividade e efetividade em inibir o crescimento bacteriano com uma diferença estatisticamente significativa (alfa = 0,005) nas concentrações acima de 0,125%. Na microscopia eletrônica de varredura não foram observados efeitos morfológicos sobre os fragmentos de dentina.

Conclui-se que a clorexidina no composto de inclusão tem substantividade e eficácia antimicrobiana frente ao S. mutans in vitro. (Apoio: Probic - FAPEMIG; PIBIC - CNPq.)

I236

Avaliação da substantividade e atividade antimicrobiana da tetraciclina b-ciclodextrina em dentina bovina in vitro.

PATARO, A. L.*, CORTÉS, M. E., FRANCO, C. F., SINISTERRA, R. D., SANTOS, V. R.

FO – UFMG. E-mail: mecortes@bol.com.br

Este trabalho teve como objetivo determinar a capacidade antimicrobiana, a substantividade e o efeito sobre as superfícies de raízes bovinas do composto tetraciclina b-ciclodextrina. Utilizaram-se fragmentos de dentina (8 x 4 x 1 mm) em triplicata, impregnados nos compostos de inclusão ou tetraciclina (controle) em concentrações decrescentes de 8,0% a 0,25 % por 5 minutos. Os fragmentos foram lavados e colocados em caldo Brain Heart Infusion (BHI) contendo 1 ml de uma cultura de 24 horas de Actinobacillus actinomycetemcomitans (Y4-FDC) correspondendo a 3,7 ´ 108 UFC/ml. Três grupos de 8 fragmentos de dentina foram imersos em amostras das soluções e removidas alíquotas em intervalos de 24 horas. A dessorção da tetraciclina de cada fragmento foi mensurada nas alíquotas das soluções pelo método de ultravioleta visível. Os efeitos morfológicos da tetraciclina foram determinados através da microscopia eletrônica de varredura. A atividade bacteriostática do composto de inclusão foi verificada nas concentrações de 1,0% a 8,0%. A tetraciclina encapsulada na b-ciclodextrina não perde a substantividade inerente à tetraciclina e desmineraliza levemente a dentina após 5 dias comparado à tetraciclina que causa maior grau de desmineralização e manchamento superficial.

Concluímos que as superfícies radiculares com o composto tetraciclina: b-ciclodextrina pode servir como depósito de liberação da droga ativa de forma similar à tetraciclina, desmineralizando e pigmentando levemente as superfícies das raízes. (Apoio: PIBIC/CNPq, PROBIC/FAPEMIG.)

I237

Resistência à compressão de dentes restaurados com dois sistemas de pinos e núcleos.

FREITAS, V. P.*, GUERRA, S. M. G., GUIMARÃES, J. C., ZANDONADE, E.

Departamento de Prótese Dentária – CBM – UFES. Tel.: (0**27) 335-7227. E-mail: ppgo@npd.ufes.br

A restauração de dentes desvitalizados com grande perda estrutural, utilizando sistemas de pinos e núcleos, ainda é um desafio para o profissional da área odontológica. O objetivo desse estudo foi investigar in vitro a resistência à compressão desses dentes quando restaurados com dois sistemas diferentes de pinos e núcleos (pino e núcleo metálico fundido - grupo I, pino de fibra de carbono e núcleo de resina composta - grupo II). Foram utilizados vinte pré-molares superiores unirradiculares, recém-extraídos, com dimensões radiculares semelhantes. Os dentes foram aleatoriamente distribuídos em dois grupos com dez amostras cada um. Além da restauração com os sistemas de pinos e núcleos, todos os dentes foram cobertos com uma coroa total metálica de Ni-Cr. Utilizou-se o mesmo cimento resinoso e sistema adesivo para os dois grupos. O dentes foram termociclados e montados em blocos de resina acrílica. O teste de compressão foi realizado em uma máquina de ensaios (Riehle Testing Machines), aplicando-se uma carga axial, sobre a superfície oclusal das coroas protéticas, a uma velocidade constante de 2 mm/min. até que ocorresse falha. A média da resistência à fratura para o grupo I foi de 451 kgf e para o grupo II foi de 428 kgf. O teste de Mann-Whitney revelou não haver diferença significante entre os grupos (U = 38,5; p = 0,384).

Observou-se que, mesmo existindo diferença de propriedades físicas e mecânicas entre os sistemas de pinos e núcleos testados, a resistência à fratura dos dois grupos não apresentou diferença estatisticamente significante.

I238

Cárie de estabelecimento precoce: comparação entre dois grupos distintos economicamente.

TEIXEIRA, D. L. S.*, VOLSCHAN, B.

Departamento de Odontopediatria – Faculdade de Odontologia – UNESA.
 Tel.: (0**21) 503-7289. E-mail: deblu@olimpo.com.br

O presente estudo teve como objetivo analisar os fatores envolvidos na condição de saúde bucal de 120 crianças de 6 à 36 meses, de ambos os sexos, matriculadas em duas creches públicas e duas creches privadas localizadas na Baixada Fluminense - RJ. A coleta de dados de observação direta e extensiva, consistiu numa entrevista realizada e gravada pela autora com as mães e, no exame clínico das crianças, sendo usado os Índices de Placa Visível e o ceo-s. Os resultados foram analisados estatisticamente pelo programa Epi Info. A média do ceo-s encontrado foi de 2,70, sendo de 5,63 entre as crianças da creche pública (67,7% apresentavam cárie) e de 0,32 entre as crianças da creche particular (15,5% apresentavam cárie). Os resultados estatisticamente significativos (p << 0,05) encontrados foram: entre as crianças com cárie, 76% eram filhas de pais separados; 62% apresentavam problemas durante o sono; 38,7% eram caçulas e 36,7% filhos únicos. Entre as crianças da creche pública apenas 8% iniciaram sua higiene bucal antes de 1 ano de idade, contra 40% do outro grupo e apenas 1% já tinha visitado o dentista, contra 60% das crianças das creches particulares.

Estes resultados nos levam a concluir que a cárie de estabelecimento precoce pode ser considerada um problema de caráter social, portanto a análise dos fatores não biológicos é de extrema importância para que seja atingida uma efetiva mudança de comportamento nos programas de promoção de saúde bucal.

I239

Prevalência e efeitos de fármacos usados por idosos institucionalizados.

SANTOS, V. P.*, TORRIANI, M. A., ROSA, T. F.

Departamento de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial – FO – UFPel.

Com os avanços da medicina moderna houve um aumento significativo do número de idosos, os quais são freqüentes usuários de vários medicamentos. A população idosa asilada é, em grande parte, portadora de doenças crônicas, sendo que, em muitos casos, a terapia geralmente é contínua e a prescrição é feita com múltiplas drogas. Sendo assim, o presente estudo objetiva avaliar a prevalência do uso de medicamentos entre os pacientes geriátricos institucionalizados, relacionando os efeitos colaterais capazes de produzir alterações significativas na cavidade bucal. Para tanto, foi realizado um levantamento dos medicamentos mais utilizados entre os idosos do Asilo de Mendigos da Cidade de Pelotas, RS. Dos 125 pacientes institucionalizados, 115 tiveram suas fichas médicas consultadas, pois recebiam atendimento médico na instituição. Após a análise dos dados colhidos, constatou-se que as drogas de maior uso são: digoxina, hidroclorotiazida, ácido acetilssalicílico, cloridrato de prometazina, diazepam, cloridrato de fluoxetina, biperideno, cloropromazina e fenitoína. Destas, várias podem causar alterações bucais como xerostomia, edema de face e língua, gengivite, parestesia, estomatite aftosa e alterações no paladar.

Pode-se, portanto, concluir que, por serem os idosos usuários de múltiplos fármacos com potencialidade de induzir alterações na cavidade bucal, estas devem ter suas etiologias bem estudadas e compreendidas, a fim de que sejam atribuídas às suas reais causas (que podem ser os medicamentos) e não atribuídas simplesmente ao processo de envelhecimento.

I240

Níveis salivares de estreptococos do grupo mutans.

CANCIO, V.*, AMORIM, K. M., PEREIRA da SILVA, C. H. F., HARARI, S.

UNIGRANRIO; UFRJ.

Os estreptococos do grupo mutans (EGM) são reconhecidamente fundamentais para o início e desenvolvimento de lesões cariosas sendo facilmente transmitido à criança durante a janela da infectividade, existindo correlação entre níveis salivares de EGM em pares de mães e filhos (Caufield et al., J Dent Res, 72:1, 1993). O objetivo deste trabalho foi determinar a prevalência e o tipo de colonização das espécies de grupo mutans na saliva das mães e seus respectivos filhos. Foram selecionados 10 pares de mães (faixa etária entre 20 e 30 anos) e filhos (entre 1 e 2 anos). Nenhum dos indivíduos testados sofreu tratamento odontológico, assitiu palestras ou fez uso de antimicrobianos no mínimo 6 meses antes da coleta. As amostras de saliva foram obtidas através da aspiração por uma seringa insulínica e transportadas em gelo para o laboratório de Microbiologia Oral do Instituto de Microbiologia da UFRJ, onde foram processadas. Efetuou-se a contagem das unidades formadoras de colônia (UFC) de EGM e o número obtido foi multiplicado pelo produto da diluição e ajustado para 1,0 ml de saliva, de modo a se obter uma contagem real de UFC bacterianas por 1,0 ml de saliva coletada. Os dados foram analisados estatisticamente através do cálculo do coeficiente de Pearson. Os resultados mostraram que os EGM foram encontrados em todas as amostras das salivas das mães e que houve 80% de correlação entre níveis salivares de EGM em os pares mães/bebês.

Concluiu-se correlação positiva entre os níveis salivares de EGM de mães e seus respectivos bebês.

I241

Achados bucais em pacientes com disfunção neuromotora institucionalizados.

RAGON, C. S. T.*, BUNDZMAN, E. R., ELIAS, R. A.

UNIGRANRIO; UNIVERSO; UFRJ. Tel.: (0**24) 231-4756.

O objetivo desta pesquisa foi investigar a prevalência da alterações bucais em pacientes com disfunção neuromotora (DNM) institucionalizados. Após a aprovação da instituição e do Comitê de Ética da Universidade, foram examinados 117 pacientes (52 sexo feminino, 65 sexo masculino), média de idade 21 anos (D.P. 8,54) com DNM, mantidos em uma instituição em regime de internato. Em relação ao diagnóstico neuromuscular, 12% apresentaram quadrisomatoparesia espástica atáxica (QEA), 0,8% triplegia espástica (TE), 38,5% quadrisomatoparesia espástica (QE), 6,8% hemi-somatoparesia (HE) e o restante, alterações do desenvolvimento sensório psicomotor. A inspeção da cavidade oral foi realizada por um único examinador, devidamente treinado, seguindo os critérios da OMS. As alterações mais encontradas foram: sangramento gengival à sondagem (n = 110), palato ogival (n = 42), hiperplasia gengival (n = 17), úlceras (n = 14), candidíase pseudo-membranosa (n = 13). A hiperplasia gengival foi encontrada em todas as classificações diagnósticas de DNM, sendo estatisticamente significativa nos pacientes com epilepsia (qui-quadrado; p = 0,049).

Os pacientes com DNM examinados, apresentaram uma grande variedade de alterações bucais, sendo o sangramento gengival o achado mais prevalente.

I242

Aspecto trabeculado em radiografias periapicais – o papel do osso esponjoso.

APOLONIO, A. C. M.*, CARDOSO, S. V., FARIAS, F. F., AGUIAR, M. C. F.

Departamento de Clínica, Patologia e Cirurgia Odontológicas – FO – UFMG. E-mail: perypery@bol.com.br

O exame radiográfico constitui uma das mais importantes ferramentas para a Odontologia, sendo fundamental no diagnóstico, plano de tratamento e proservação de diversas lesões patológicas. A correta interpretação é pois essencial em Radiologia. Comumente, é aceito que o padrão trabeculado do osso alveolar se deve ao fato do osso esponjoso apresentar uma série de trabéculas e espaços medulares. Contudo, recentemente na literatura surgiram dúvidas quanto à participação do osso esponjoso na formação deste padrão. Este trabalho objetiva verificar o papel do osso esponjoso na formação do padrão trabeculado em radiografias periapicais. Utilizando mandíbulas de cães (sacrificados por motivos diversos) foram obtidas radiografias periapicais padronizadas antes e após a completa remoção do osso esponjoso e após a remoção de metade da espessura (interna ou externamente) do osso cortical alveolar. Áreas selecionadas foram projetadas e avaliadores independentes foram questionados quanto à presença do padrão trabeculado em um estudo duplo-cego. Os resultados foram avaliados estatisticamente pelo qui-quadrado com correção de Fisher quando necessária. Houve uma grande concordância entre os avaliadores. Os dados demonstraram que os avaliadores foram capazes de identificar presença e ausência do padrão trabeculado antes e após a remoção do osso esponjoso, respectivamente.

O osso esponjoso parece ser o principal responsável pelo aspecto trabeculado em radiografias periapicais do osso mandibular. (Apoio financeiro: FO – UFMG, CNPq, FAPEMIG.)

I243

Resistência à fratura de primeiros pré-molares superiores restaurados por duas técnicas adesivas.

MIRANDA, C. B.*, NOYA, M. S., BEZERRA, R. B., LOPES, J. L.

Departamento de Saúde – UEFS. E-mail: carolbmiranda@bol.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência à fratura de primeiros pré-molares superiores restaurados por duas técnicas adesivas, direta e indireta. Para tanto, foram utilizados 40 dentes extraídos por motivos ortodônticos ou periodontais e que se encontravam livres de cáries ou restaurações. As amostras foram divididas aleatoriamente em 4 grupos de 10 dentes cada da seguinte maneira: grupo I - dentes hígidos (grupo controle); grupo II - dentes preparados e não-restaurados (controle negativo); grupo III - dentes preparados e restaurados pela técnica direta (resina composta P60/3M) e grupo IV - dentes preparados e restaurados pela técnica adesiva indireta (Targis/Ivoclar). Os dentes foram preparados de maneira padronizada, com remoção do teto da câmara pulpar e acesso endodôntico. Após a confecção das restaurações os corpos-de-prova eram submetidos a um teste de resistência à compressão em uma máquina de ensaios universal (EMIC), utilizando uma esfera de 6,0 mm de diâmetro e com velocidade de 0,5 mm/minuto. A força necessária para fraturar os corpos-de-prova foi obtida em kgf e os dados obtidos foram submetidos a análise estatística (p << 0,05).

Observou-se que os dentes preparados e não-restaurados sofreram uma redução significativa na resistência à fratura, enquanto que os dentes preparados e restaurados pela técnica adesiva direta e indireta apresentaram resistência equivalente a dos dentes hígidos, e equivalentes entre si.

I244

Prevalência de traumatismos alvéolo-dentários na clínica de urgência odontopediátrica.

PORTO, R. B.*, BARATA, J. S., BRESSANI, A. E. L., CRUZ, M. R. S., FREITAS, J. S. A.,
ARAUJO, F. B.

Departamento de Cirurgia e Ortopedia – FO – UFRGS. E-mail: ramirobp@ig.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de traumatismos alvéolo-dentários em crianças que procuraram atendimento no Curso de Extensão Universitária de Urgência em Odontopediatria da FO – UFRGS de abril de 1999 a dezembro de 2000. A amostra consistiu de 129 crianças, sendo 80 (62,01%) do sexo masculino e 49 (37,99%) do sexo feminino, com idade de 0 a 14 anos. A faixa etária mais acometida por trauma em dentes decíduos foi a de 2-4 anos; em permanentes, foi a de 8-10 anos. Os traumas aos tecidos de sustentação foram os mais prevalentes na dentição decídua (79,64%), prevalecendo a intrusão (35,55%) e a luxação lateral (27,77%). Já com relação aos dentes permanentes, a prevalência maior foi de injúrias traumáticas aos tecidos duros (59,25%), sendo de maior ocorrência a fratura coronária sem exposição pulpar (70,83%) seguida da fratura coronária com exposição pulpar (22,91%). Em relação aos procedimentos clínicos adotados para o atendimento emergencial, a conduta mais prevalente foi a orientação; tanto para dentes decíduos (72,56%), quanto para permanentes (27,16%). A restauração (25,92%) foi o segundo procedimento clínico mais prevalente para os dentes permanentes e a exodontia (13,27%), para os dentes decíduos traumatizados.

Com base nos resultados obtidos, foi concluído que o profissional deve estar apto a diagnosticar de forma precisa, intervir invasivamente quando necessário, e bem orientar os responsáveis quanto aos cuidados apropriados após um traumatismo alvéolo-dentário, almejando um prognóstico favorável para os dentes envolvidos.

I245

Interface titânio cp e materiais estéticos observada através de líquido penetrante.

BOTTINO, M. C.*, GIANNINI, V., BONDIOLI, I. R., MIYASHITA, E., MESQUITA, A. M. M., BOTTINO, M. A.

Departamento de Prótese Parcial Fixa – UNIP - São Paulo.

O objetivo deste estudo foi avaliar a interface metal/material estético, através de líquido penetrante, entre liga metálica de titânio cp (Rematitan) e 2 sistemas estéticos: Targis (Ivoclar) e Artglass (Heraeus Kulzer). Utilizou-se uma matriz de silicone para a confecção de 35 corpos-de-prova (cdp), lisos, com formato de concha, nas dimensões de 4 mm de altura, 7,5 mm de diâmetro e 0,5 mm de espessura. Após fundição foram jateados com óxido de Al (50 mm) para aplicação dos sistemas estéticos conforme recomendação dos fabricantes. Formaram-se 2 grupos: 18 cdp Artglass e 17 para Targis. As amostras concluídas foram termocicladas (600 ciclos, 5º e 55ºC) e avaliadas através de líquido penetrante visível. Os resultados foram obtidos através de lupa (5 X) com escala de 0 a 4, por três avaliadores previamente calibrados. Os resultados foram submetidos a análise estatistica pelo teste de Mann-Whitney, com uma diferença elevada entre as médias dos dois grupos. Observou-se uma diferença significativa com p menor que 0,001.

Concluiu-se que o sistema estético Targis demonstrou superioridade em relação ao sistema Artglass quando usado com liga de Titânio cp.

I246

Resistência flexural de resinas condensáveis: influência da força de condensação.

DUQUIA, R. C. da S.*, FLOOR, A. S., MARTOS, J., DEMARCO, F. F., OSINAGA, P. W. R.

Departamento de Odontologia Restauradora – Faculdade de Odontologia – UFPel - RS. E-mail: osinaga@ufpel.tche.br

O objetivo deste estudo foi verificar se o uso de diferentes forças de condensação influenciam a resistência à flexão das resinas condensáveis SO (Solitaire - Heraeus Kulzer), AL (Alert - Jeneric/Pentron), SF (Surefil - Dentsply/Caulk) e uma resina microhibrida FI (Filtek Z250 - 3M). Para os preparos dos corpos-de-prova (6 para cada material, n = 6), foi utilizada uma matriz retangular metálica com 10 mm de comprimento por 1 mm de altura e 2 mm de largura, a condensação do material foi submetida a três forças de compressão F1- 0,750 kg, F2- 1,250 kg e F3- 1,750 kg com a ponta ativa do condensador com 1,95 mm de diâmetro. A polimerização foi realizada com um fotopolimerizador de 450 mW/cm2 (XL3000 - 3M) durante 40 segundos, e os c.p. armazenados a 37ºC em água destilada durante 7 dias e submetidos a ensaios de flexão em uma máquina universal Kratos. Os resultados foram submetidos à análise de variância e o teste de Tukey, demonstrando haver significância ao nível de 5% para os fatores material e força quando analisados isoladamente. Fator material - foi demonstrado diferença estatisticamente significante entre os materiais, como seguem as médias em MPa (DP): SF (88,38 ± 13,28) = FI (80,75 ± 16,21) >> AL (64,18 ± 11,59) e SO (40 ± 8,28). Fator força - da mesma forma, foi detectada diferença estatisticamente significante entre as médias em MPa (DP), como seguem: F3 (73,12 ± 25,19) >> F1 (68,35 ± 21,16) >> F2 (63,51 ± 20,27).

Conclui-se que o fator força e o fator material influenciaram significativamente os valores de resistência.

I247

Susceptibilidade de bactérias orais a extratos etanólicos e hidroetanólicos de própolis.

LIMA Jr., S. M.*, PAULA, A. M. B., PIMENTA, F. J. G. S., SILVA, L. G., DIAS, R. S., SANTOS, V. R.

DCPC – FO – UFMG. Tel.: (0**31) 3499-2497. E-mail: santo@mail.odonto.ufmg.br

O extrato de própolis apresenta muitas propriedades farmacológicas, entretanto, estas atividades variam de acordo com a composição química da própolis, controle de qualidade do fabricante e a sua origem. Com o objetivo de testar as propriedades farmacológicas de diferentes marcas comerciais, quatorze extratos etanólicos de própolis (EEP) e cinco soluções hidroetanólicas de própolis (AEP) foram estudadas in vitro. 0,1 ml de uma cultura de 24 horas, correspondendo a 5,0 na escala de MacFarland de Streptococcus mutans (ATCC 70069), Streptococcus sanguis (ATCC 10557), Lactobacillus casei (ATCC 393), Bacteroides fragilis (ATCC 25285), Staphylococcus aureus (ATCC 12692) e Fusobacterium necrophorum (ATCC 25286) foram semeados, respectivamente, em ágar BHI (Brain Heart Infusion) e ágar Rogosa contendo discos embebidos em 20 ml de EEP e AEP. Vancomicina 30 mg, etanol 93,2ºC e água destilada foram usadas como controle.

Todas as amostras de própolis, exceto uma, inibiram o crescimento de microorganismos. Diferenças observadas entre as diversas marcas comerciais de própolis são provavelmente devido à diversidade de abelhas produtoras e região de origem da própolis. Além disto, o controle de qualidade das própolis é discutível.

I248

Estudo clínico e fotográfico de contatos oclusais em oclusões naturais normais.

GONDIM, M. O. A.*, OLIVEIRA, L. M. C., PAIVA, H. J., COSTA, L. J.

DCOS – UFPB. Tel.: (0**83) 216-7250.

O presente estudo clínico-fotográfico teve por finalidade analisar o número e a localização de contatos oclusais, na posição de máxima intercuspidação (PMI) em 20 indivíduos de ambos os sexos, na faixa etária dos 13 aos 38 anos (idade média de 20 anos), com oclusões normais, e todos os dentes presentes com exceção dos terceiros molares. O carbono utilizado foi o Accu-Film II (Parkell - USA), dupla face com espessura de 27 micra, contido através de pinças de Müller especialmente adaptadas.

Com base nos resultados obtidos chegou-se às seguintes conclusões: 1 - o número de contatos oclusais em PMI para o arco maxilar, em 20 indivíduos foi de 440 contatos; para o arco mandibular, foi de 386 contatos. 2 - Do total de contatos oclusais registrados no arco maxilar, 78 se localizaram em cúspides de suporte; 27 em fossas; 97 em cristas marginais; 166 em outros pontos dos dentes posteriores e 72 nos dentes anteriores. Do total de 386 contatos registrados no arco mandibular, 124 se localizaram em cúspide de suporte; 9 em fossas; 69 em cristas marginais; 143 em outros pontos dos dentes posteriores e 41 nos dentes anteriores. 3 - Considerados os segmentos posteriores (direito e esquerdo) e o anterior dos arcos, o número médio de contatos por indivíduo foi de 18,4 contatos para os segmentos posteriores e 3,6 para o segmento anterior do arco maxilar. Para o arco mandibular a média foi de 17,2 contatos posteriores e 2 para os anteriores.

I249

Avaliação in vitro da vibração ultra-sônica em cimentos para