Ia001

Localização externa do músculo bucinador para análise eletromiográfica

PIMENTA, F. B.*, PITA, A. P. G., FONTANA, R. H. B. T. S., PORCIÚNCULA, H. F.,
JARDINI, R. S. R.

Materiais Odontológicos e Prótese - Universidade Estadual Paulista. E-mail: fpimenta@email.com

O músculo bucinador é um dos músculos envolvidos na mastigação além de outros como o temporal, o masseter e o pterigóideo medial. Para a mensuração das atividades desses músculos, a análise eletromiográfica é bastante utilizada, exigindo, para o posicionamento dos eletrodos, a localização correta dos músculos a serem estudados. Assim, o objetivo deste estudo foi analisar a precisão de um método de localização externa do músculo bucinador. Para tal, em 15 peças cadavéricas, foram determinados planos utilizando-se referências anatômicas da face. Através da intersecção desses planos sobre o ponto central do músculo bucinador, obteve-se um ângulo, mensurado com transferidor. O valor do ângulo permite a localização do ponto central do músculo bucinador a partir dos pontos anatômicos da face. Os dados, submetidos a análise estatística, indicaram um ângulo de 90º, com 95% de confiabilidade, comprovando a eficiência do método testado.

O método de localização externa do músculo bucinador testado traduz corretamente a posição interna do músculo.

 Ia002

Aparelho propulsor da mandíbula aumenta a expressão de integrinas a2 e a5 na cartilagem condilar de ratos jovens

MARQUES, M. R.*, HAJJAR, D., KIMURA, E. T., SANTOS, M. F.

Histologia - Universidade de São Paulo. E-mail: mara_mga@yahoo.com.br

Aparelhos ortopédicos funcionais modulam o crescimento facial exercendo forças mecânicas que, indiretamente, atuam na cartilagem condilar. É possível que estas forças sejam transmitidas às células cartilaginosas por meio de integrinas, receptores de matriz extracelular. Nosso objetivo foi verificar a distribuição das subunidades a2 e a5 de integrinas na cartilagem condilar de ratos Wistar jovens que utilizaram um aparelho propulsor da mandíbula durante 3, 7, 15 ou 30 dias. Os côndilos foram fixados em formaldeído 4%, descalcificados em EDTA e incluídos em Paraplast. Cortes sagitais foram submetidos a reações de imuno-histoquímica para subunidades a2 e a5 (Santa Cruz Biotech.) pela técnica da avidina-biotina-peroxidase. A distribuição de a2 em animais controle estava concentrada nas camadas de condroblastos (CB) e condrócitos (CC). Foram observadas também células marcadas na camada indiferenciada, principalmente nos controles de 3 e 15 dias. A utilização do aparelho durante 15 e 30 dias ampliou a distribuição desta integrina que, além de estar presente na CB e CC, foi também observada na camada indiferenciada, no tecido conjuntivo superficial e em algumas células da camada hipertrófica. A distribuição de a5 concentrou-se nas camadas CB e CC em animais controle e experimentais. A expressão desta integrina aumentou na cartilagem dos animais que usaram o aparelho propulsor por 15 e 30 dias, inclusive nas células indiferenciadas.

Os resultados sugerem que forças mecânicas exercidas pelo aparelho ortopédico podem modular a expressão de integrinas na cartilagem condilar de ratos.

 Ia003

Estudo in vitro dos efeitos da apicectomia convencional e a laser na permeabilidade dentinária

PARADELLA, T. C.*, MUNIN, E., MELLO, G. P. S., REDÍGOLO, M. L.

Odontologia - Universidade do Vale do Paraíba. E-mail: tparadella@yahoo.com

Nos últimos anos, os laseres têm adquirido importância na Odontologia. Com o objetivo de estudarmos os efeitos da apicectomia a laser, comparada ao tratamento convencional, 30 dentes unirradiculares recém-extraídos foram submetidos ao tratamento endodôntico, e divididos em grupos: Grupo I: apicectomia convencional utilizando pontas diamantadas; Grupo II: o mesmo tratamento do Grupo I, porém com aplicação de ácido ortofosfórico a 37% durante 15 segundos; Grupo III: apicectomia com laser de Er:YAG (10 Hz - 400 mJ); e Grupo IV, apicectomia com laser de Er:YAG (10 Hz - 400 mJ) e tratamento de superfície com laser de Nd:YAG (10 Hz - 2 W). As amostras foram imersas em solução corante de azul de metileno a 2,5% a 25ºC e 37ºC durante 36 e18 horas, respectivamente, e analisadas sob microscopia óptica. Os resultados demonstraram que o Grupo II teve os maiores valores de penetração do corante (média de 3,9 cm2) e o Grupo IV, os menores valores (média de 0,767 cm2), ficando os Grupos I (média de 3,72 cm2) e III (média de 3,027 cm2) com valores intermediários.

Concluiu-se que laser de Nd:YAG apresenta-se como uma boa alternativa em tratamento de superfície. (Apoio financeiro: FAPESP - projetos nº 99/12532-8 e 99/12531-1.)

 Ia004

Utilização dos anestésicos locais por cirurgiões-dentistas de Araçatuba

RICIERI, C. B.*, COSTA, A. R., BAPTISTA, D. Q., ARANEGA, A.

Faculdade de Odontologia - Universidade Paulista. E-mail: aricieri@terra.com.br

Ainda hoje, pouca atenção tem sido dada, por parte dos cirurgiões-dentistas, na escolha dos anestésicos locais para seu uso em odontologia. O desconhecimento de novas opções ou a falta de critérios na avaliação da ação e composição dos mesmos têm levado alguns dentistas a incorreta indicação dos sais anestésicos e vasoconstritor. O objetivo deste trabalho foi avaliar os tipos de anestésicos locais utilizados, os critérios de escolha e as complicações mais freqüentes obtidas pelos cirurgiões-dentistas com seu uso. Para isto realizou-se um questionário que foi respondido por 100 cirurgiões-dentistas de consultórios odontológicos particulares da cidade de Araçatuba.

Concluiu-se que devido a maior segurança oferecida, a maioria dos cirurgiões-dentistas utiliza a prilo­caína como sal anestésico com o vasoconstritor felipressina, inclusive para os pacientes cardíacos e hipertensos. Dentre as complicações relacionadas ao anestésico local, as mais comuns foram a lipotimia, alergia e a taquicardia e dentre as relacionadas a técnica anestésica, foram a parestesia e o hematoma.

 Ia005

Avaliação da eficácia do tratamento conservador das fraturas de mandíbula por projéteis de arma de fogo (PAF)

FURTADO, T. A.*, FERNANDES, A. V., ARAÚJO, G. B., NUNES, E. M., NAVES, M. D.

Odontologia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: thiagofurtado@hotmail.com

O objetivo deste trabalho é analisar a eficácia do tratamento conservador das fraturas de mandíbula por PAF, que consiste na abordagem incruenta das mesmas. O tratamento conservador foi realizado em 23 pacientes atendidos com diagnóstico de fratura de mandíbula por PAF pelo serviço de CTBMF do Hospital Maria Amélia Lins - FHEMIG. Os pacientes foram acompanhados e avaliados no pré- e transoperatórios e por até 180 dias a partir do pós-operatório imediato quanto às referidas fraturas, em seus aspectos clínico-radiográficos, e os dados computados em formulário próprio para análise descritiva. Em nosso estudo, 21 pacientes eram do gênero masculino, com a maioria se situando nas faixas etárias de 21 a 25 (21%) e de 31 a 35 anos (30%). Encontraram-se 30 fraturas mandibulares, com predominância para corpo (46,5%) e ângulo (23%). 52% dos ferimentos foram causados por revólver calibre 38. As fraturas foram em sua maioria compostas (73%) e cominuídas (84%). Ao exame inicial dos pacientes, predominaram sinais clínicos como mobilidade e crepitação ósseas (87%), ausência de sinais de infecção (82%) e limitação de abertura bucal (82%). O tratamento apresentou-se com uma taxa de sucesso de 53%, com insucesso de 13% e com 34% dos pacientes abandonando precocemente o acompanhamento pós-operatório.

As fraturas de mandíbula por PAF, sendo compostas e cominuídas em sua maioria, têm no tratamento conservador uma conduta eficiente. Pela origem e dificuldades sociais do grupo de pacientes, seu correto acompanhamento pós-operatório, que certifica o sucesso do tratamento, é dificultado.

 Ia006

Reação do tecido conjuntivo subcutâneo ao implante de matriz óssea bovina desmineralizada – estudo histológico em ratos

MIYAUCHI, F. M.*, ALBERGARIA-BARBOSA, J. R.

Diagnóstico Oral - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: fabismm@yahoo.com

Ultimamente vêm sendo estudada a influência de matrizes ósseas bovinas desmineralizadas implantadas no tecido subcutâneo de ratos, visando compreender melhor as respostas histológicas sobre a biocompatibilidade destes materiais. O objetivo desta pesquisa foi o de estudar histologicamente as reações provocadas pela matriz óssea bovina desmineralizada (Osteopur®) sobre o tecido subcutâneo de 20 ratos, adultos jovens, machos, com aproximadamente 90 dias de idade e pesando em média 170 gramas. Após anestesia por inalação de vapores de éter sulfúrico, todos os animais foram submetidos a tricotomia no local onde foram realizadas as incisões. O dorso desses animais foram divididos em duas porções laterais (esquerda e direita). No lado esquerdo não foi implantado nenhum tipo de material (controle). No lado direito foi implantado a matriz óssea desmineralizada de origem bovina. As peças foram submetidas a procedimentos de rotina para análise histológica em H. E. Resultados: ocorreu reação inflamatória aguda nos períodos iniciais (3 e 6 dias pós-operatórios), o material pode ser encontrado até 15 dias pós-operatórios.

O material provocou retardo no processo de regeneração do tecido conjuntivo subcutâneo quando comparados ao grupo controle e não há evidências de ter ocorrido osteoindução ou osteocondução. (Apoio finaceiro: SAE-UNICAMP.)

 Ia007

Anquilose da ATM: análise da abordagem anestésica

FONSECA, D. R.*, GANDELMANN, I. H., CAVALCANTE, M. A., OLIVEIRA, M., MANDARINO, S.

Clínica Odontológica - Universidade Federal do Rio de Janeiro. E-mail: focar@ig.com.br

A anquilose da ATM representa uma patologia complexa, com limitação total ou parcial da abertura bucal, dificultando a intubação traqueal realizada pelo anestesista. Nestes casos, ele pode utilizar a traqueostomia eletiva, intubação através de broncofibrocópio, às cegas e retrógrada. A traqueostomia apresenta-se como a mais segura, porém existe a desvantagem da permanência de cicatriz cervical. A utilização do broncofibroscópio é vantajoso por ser um método pouco invasivo, necessitando de treinamento profissional adequado para o uso deste aparelho. A intubação às cegas e a retrógrada representam o maior risco de complicações, devendo ser utilizadas em últimas e restritas escolhas, pois podem terminar em uma tra­queostomia de urgência ou emergência. O objetivo deste estudo é realizar a análise estatística quanto ao tipo de abordagem anestésica em 30 pacientes operados de anquilose de ATM no período entre 1980 a 2000 no Serviço de Cirurgia Oral e Maxilofacial - UFRJ. Vinte pacientes (66,66%), foram submetidos a traqueostomia prévia à cirurgia; seis (20%), à broncofibroscopia; três (10%), à intubação às cegas e um (3,34%), à intubação retrógrada.

Conclui-se que a maior casuística de traqueostomia deve-se a não-utilização de broncofibroscópio em instituição pública até a década de 1990, sendo hoje o mais utilizado, por ser o procedimento menos invasivo e mais seguro. Não se preconiza, nos dias atuais, a utilização das outras duas técnicas pela possibilidade de graves complicações.

 Ia008

Avaliação do crescimento da maxila e da mandíbula após fratura experimental de corpo de mandíbula

ROCHA, E. M. V. F.*, GOULART, A. C., LUZ, J. G. C.

Cirurgia, Prótese e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais - Universidade de São Paulo. E-mail: elzavillanova@ig.com.br

O presente estudo teve por objetivo observar os efeitos da fratura experimental de corpo de mandíbula no crescimento da maxila e mandíbula, utilizando 50 ratos com um mês de idade. Estes foram distribuídos em dois grupos: experimental, onde foi efetuada a fratura de corpo de mandíbula à direita, e controle-operado, no qual foi realizado apenas o acesso cirúrgico. Aos três meses de idade foi realizada a eutanásia e após a maceração, a mandíbula foi desarticulada. O crânio foi submetido à incidência radiográfica axial e as hemimandíbulas à incidência radiográfica lateral. Com base nestas, foram feitas mensurações cefalométricas por meio de um sistema de computador e os valores submetidos ao teste  t  de Student ou teste t pareado, sendo fixado nível de significância de 5% para ambos.O comprimento da maxila, bem como a altura e o comprimento da mandíbula apresentaram diferença significante a menor para o lado direito, no grupo experimental. No grupo controle-operado houve diferença significante a menor para o comprimento da porção posterior da maxila e para a altura e comprimento da mandíbula para o lado direito. O grupo experimental quando comparado ao grupo controle-operado mostrou ser significativamente menor em todas as mensurações da maxila e mandíbula para ambos os lados, com exceção do comprimento da mandíbula.

Concluiu-se que a fratura de corpo de mandíbula, bem como a abordagem cirúrgica, tiveram efeitos negativos no crescimento da maxila e da mandíbula.

 Ia009

A importância dos fios para sutura nas exodontias e a sua utilização pelos cirurgiões-dentistas em postos de saúde públicos

COSTA, A. R.*, RICIERI, C. B., CLÁUDIO, C. C.

Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais - Universidade Paulista. E-mail: xande50@terra.com.br

A síntese do alvéolo é de fundamental importância na preservação do coágulo sangüíneo e na reparação da ferida cirúrgica. Por ser um procedimento simples e de baixo custo, os fios para sutura mais indicados para as exodontias são o fio de seda e o fio de algodão. O propósito deste estudo foi revisar alguns aspectos importantes para a indicação dos fios para sutura nas exodontias e verificar a utilização destes pelos cirurgiões-dentistas em postos de saúde públicos. Para isso, elaborou-se um questionário para cirurgiões-dentistas que exerciam as suas atividades em 22 postos de saúde do Noroeste Paulista. Após a coleta dos dados, as respostas foram tabuladas e expressas em gráficos ou tabelas. Embora ambos os fios para sutura, algodão e seda, estejam indicados para as exodontias, propriedades como resposta inflamatória acentuada e facilidade no desenvolvimento de colônias microbianas tornam o fio de algodão inferior ao fio de seda.

Com a realização do questionário concluiu-se que: 1) Mais de 10% dos profissionais entrevistados nem sempre realizam sutura após suas extrações. 2) O fio de algodão é o fio mais empregado pelos cirurgiões-dentistas de postos de saúde públicos.

 Ia010

Avaliação do comportamento biológico da matriz orgânica dentinária humana na reparação de alvéolos dentários em ratos

GOMES, M. A. M.*, ALVES, G. D., CRUZ, S. C. C., ALVES, J. B.

Ortodontia - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. E-mail: marizamarcolino@ig.com.br

Estudou-se o comportamento biológico da matriz orgânica dentinária humana no processo de reparo em alvéolos dentários de ratos. Doze ratos adultos, da raça Holtzman, foram divididos em três grupos. O grupo I, constituído de dois animais, sacrificados imediatamente após a exodontia do primeiro molar superior esquerdo. No grupo II, cinco animais foram submetidos a exodontia dos primeiros molares superiores direito e esquerdo. O alvéolo do lado esquerdo constituiu a área experimental sendo preenchido com matriz dentinária humana, seguido de sutura. O alvéolo do lado direito foi usado como controle, recebendo apenas sutura para contenção do coágulo. Os animais desse grupo foram sacrificados quatro dias após os procedimentos. O grupo III foi constituído por cinco animais, submetidos aos mesmos procedimentos realizados no grupo II, e sacrificados 10 dias após. A análise histológica mostrou que a matriz dentinária limitou a reação inflamatória durante o processo de cicatrização alveolar. Nos animais do grupo II, os alvéolos estavam preenchidos com tecido inflamatório e fragmentos de dentina ao longo dos quais po­diam ser observadas células aderidas à superfície; o tecido conjuntivo em contato com a parede do alvéolo apresentava-se organizado, semelhante ao lado controle. Áreas de matriz extracelular recém-produzida em íntimo contato com a matriz dentinária podiam ser observadas. Ao final de dez dias, os canalículos dentinários apresentavam-se infiltrados por células.

Sugere-se que a matriz orgânica dentinária humana possui propriedades osteocondutoras, sendo ainda compatível com a cicatrização alveolar em ratos, diminuindo a reação inflamatória na área experimental.

 Ia011

Comparação entre materiais utilizados para cimentação de bandas ortodônticas em ensaio de cisalhamento

ROMANO, F. L.*, RUELLAS, A. C. O.

Prótese Restauradora - Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas. E-mail: flromano@aol.com

A adesão de acessórios ortodônticos ao esmalte dentário é um procedimento bastante utilizado, porém em determinados dentes ainda são usadas bandas ortodônticas, necessitando materiais específicos para sua cimentação. Neste estudo foram comparados quanto a resistência ao cisalhamento e ao ARI (Índice de Adesivo Remanescente), 4 materiais utilizados na cimentação de bandas. Foram testados o cimento de Fosfato de Zinco, os ionômeros de vidro Vidrion C e Water Cem e o Fuji Ortho LC (ionômero de vidro reforçado com resina). Foram utilizados neste experimento 48 incisivos inferiores permanentes bovinos, divididos em 4 grupos de 12 dentes. Os dentes foram incluídos em tubos de PVC com gesso-pedra tipo IV com suas faces vestibulares perpendiculares ao troquel. Nesta face vestibular foi feita profilaxia com pedra-pomes e água, lavagem e secagem. Foram usados 48 braquetes Morelli, código 10.30.201, sendo que cada grupo foi colado com um cimento diferente. Todos os corpos-de-prova foram submetidos ao teste de cisalhamento em máquina EMIC DL 10.000 com uma velocidade de 0,5 mm por minuto. Foi encontrado valor médio de resistência para o Fuji Ortho LC de x = 5,68 MPa, para o Vidrion C de x = 1,78 MPa, Fosfato de Zinco de x = 1,08 MPa e para o Water Cem de x = 0,82 MPa.

Em relação a resistência ao cisalhamento, o Fuji Ortho LC foi estatisticamente superior aos outros cimentos testados em nível de 1% de probabilidade. Na avaliação do ARI os cimentos Vidrion C e Fuji Ortho LC obtiveram os maiores valores médios, sendo estatisticamente superiores aos cimentos Water Cem e Fosfato de Zinco.

 Ia012

Análise da fidelidade do plano de Frankfurt em relação ao plano sela-násio

SILVA, P. L.*, RUELLAS, R. M. O., RUELLAS, A. C. O.

Odontopediatria e Ortodontia - Universidade Federal do Rio de Janeiro. E-mail: paula.lps@bol.com.br

A cefalometria é um instrumento muito usado na Ortodontia para estudar o crescimento, auxiliar no ­diagnóstico, plano de tratamento e na avaliação dos resultados obtidos. O plano de Frankfurt (Po-Or) é usado como referência para as análises de Downs, Tweed, Wyllie e Ricketts. Já as análises de Steiner e Bjork adotam o plano sela-násio (SN). Ambos os planos são considerados bases estáveis de referência (MOYERS, 1988). O objetivo desta pesquisa foi avaliar a angulação média entre os planos Po-Or e SN e testar a confiabilidade do plano Po-Or, comparando-se medidas obtidas de 50 radiografias iniciais e finais ou finais e pós-contenção, em projeção lateral, de pacientes tratados após o surto de crescimento facial. A documentação foi obtida de 25 pacientes brasileiros, de ambos os sexos. As radiografias de cada paciente foram tomadas no mesmo aparelho. Verificou-se divergência entre os planos PO-Or e SN de 4,20, em média. A variação de angulação entre os planos PO-Or e SN, comparando-se as radiografias das duas fases, alcançou média de 2,40. Não apresentaram variação 24% dos casos, 52% variaram entre 1 e 30 e 24% variaram 40 ou mais. A confiabilidade do plano PO-Or pode ser afetada pela qualidade das radiografias, por fatores que dificultem a visualização dos pontos Po e Or e pela experiência do profissional, tanto na obtenção da radiografia quanto no traçado.

Sugere-se cuidado ao interpretar resultados de medidas feitas utilizando-se o plano Po-Or como referência e torna-se fundamental a associação de análises que usem planos de referência distintos.

 Ia013

Prevalência da sobremordida exagerada no ano 2000

MONICO, M.*, TOSTES-AMARAL, M.

Odontoclínica - Universidade Federal Fluminense. E-mail: cellamonico@zipmail.com.br

O presente trabalho visou verificar a prevalência da sobremordida exagerada nas dentições decídua, mista e permanente no município de Niterói no ano 2000, e correlacionar o grau de sobremordida à: idade cronológica, sobressaliência e tipo de relação molar. Assim sendo, foram realizados exames intra-orais em 1.039 crianças de cor branca, com idade variando dos 3 aos 13 anos de idade, e estudantes da rede particular de ensino do município de Niterói, para a coleta de dados referentes à sobremordida, sobressaliência, sexo, idade e tipo de relação molar. Foi utilizado o teste qui-quadrado para verificar a variação das freqüências observadas para os diferentes graus de sobremordida e para os diferentes tipos de relação molar nas dentições decídua, mista e permanente, enquanto que para verificar a existência de correlação entre a sobremordida e idade cronológica, sobressaliência, e tipo de relação molar, foi aplicada a análise de regressão e correlação linear.

Foi observada uma prevalência de 28,10% para a sobremordida exagerada, sendo encontrada correlação entre o grau de sobremordida e idade cronológica somente na dentição decídua (3 a 6 anos de idade) (p < 0,01), e entre o grau de sobremordida e a sobressaliência nas dentições mista (7 a 11 anos de idade) (p < 0,01) e permanente (12 a 13 anos de idade) (p < 0,01). O grau de sobremordida não apresentou correlação com o tipo de relação molar.

 Ia014

Predição do diâmetro de pré-molares e caninos permanentes inferiores utilizando a telerradiografia em 45 graus

THYS, D. G.*, DERECH, C. D., RITTER, D., RIBEIRO, G. U., LOCKS, A.

Ortodontia - Universidade Federal de Santa Catarina. E-mail: daniela_thys@ig.com.br

Este estudo foi realizado com o objetivo de avaliar o método de análise da dentadura mista utilizando a radiografia cefalométrica oblíqua em 45 graus para predição do somatório dos diâmetros mésio-distais de pré-molares e caninos permanentes inferiores dos lados direito e esquerdo. Foi avaliada a documentação longitudinal de vinte pacientes brasileiros leucodermas da Clínica de Ortodontia da FO-UFSC. Foram medidos, nas radiografias da dentição mista e modelos da dentição permanente, os diâmetros mésio-distais de pré-molares e caninos permanentes inferiores dos lados direito e esquerdo. Os dados coletados foram analisados estatisticamente por teste t. Verificou-se diferenças estatísticas para o tamanho de dentes entre os sexos. As medidas dos dentes permanentes não erupcionados obtidas diretamente na radiografia são estatisticamente maiores do que os valores reais. Foram elaboradas equações de regressão linear e tabelas de predição para estimativa dos valores reais dos diâmetros dos dentes permanentes não irrompidos. Foi observada alta correlação entre os valores reais e os das estimativas.

As equações e tabelas de predição desenvolvidas nesta pesquisa mostraram-se um método fácil e seguro para ser aplicado na predição dos diâmetros mésio-distais de pré-molares e caninos permanentes infe­riores de crianças brasileiras.

 Ia015

Resistência de união de “brackets” ortodônticos com novo sistema adesivo autocondicionante

LOPES, G. C., THYS, D. G., LAZZARI , F. L.*, VIEIRA, L. C. C., LOCKS, A.

Dentística e Ortodontia - Universidade Federal de Santa Catarina. E-mail: guilherme_lopes@ig.com.br

O objetivo deste estudo foi comparar resistência de união de “brackets” ortodônticos ao esmalte tratado com dois sistemas condicionadores: sistema adesivo autocondicionante TransBond Plus Self-etching Primer (TB-SEP, 3M Unitek) e ácido fosfórico 35% (ScothBond Gel, 3M). O padrão de condicionamento do esmalte foi avaliado através de microscopia eletrônica de varredura (MEV). Vinte pré-molares foram montados em resina acrílica e divididos em 2 grupos (n = 10). O esmalte foi tratado com sistema adesivo autocondicionante (TB - SEP) ou com ácido fosfórico 35% (3M) por 15 segundos (controle). Em ambos os grupos a resina fotopolimerizável Transbond XT (3M Unitek) foi usada para colar os “brackets” ortodônticos (Morelli). Após 24 horas em água a 37ºC as amostras foram submetidas a cisalhamento em máquina de testes Instron (5 mm/min). Na análise microscópica, seis amostras de esmalte polido foram tratadas com os agentes condicionadores (n = 3) e preparadas para observação ao MEV (Philips XL 30). A média de força de união para o TB-SEP foi de 26,0 MPa (7,4) e para ácido fosfórico 35% de 26,6 MPa (7,1) (resultados foram estaticamente semelhantes - p < 0,05). O padrão de condicionamento do esmalte com o sistema autocondicionante (TB - SEP) foi similar ao ácido fosfórico 35% (3M) (controle).

A alta capacidade de desmineralização do sistema autocondicionante testado (TB - SEP) propicia adequada resistência de união para colagem de “brackets” ortodônticos, apresentando resistência de união similar ao condicionador ácido fosfórico 35%.

 Ia016

Avaliação in vitro da resistência à tração de braquetes colados com o novo sistema adesivo “self etching primer” (SEP)

HORLIANA, R. F.*, DOMÍNGUEZ-RODRÍGUEZ, G. C., CARVALHO, P. A. L., BOMFIM, R. A., VIGORITO, J. W.

Ortodontia e Odontopediatria - Universidade de São Paulo. E-mail: ricardo.horliana@unimes.com.br

O presente estudo teve como objetivo avaliar in vitro a resistência à tração de braquetes metálicos colados em dentes humanos com o novo sistema adesivo “self etching primer” (SEP), que conjuga o agente condicionante ácido com o “primer” em uma única solução ácido/“primer”, substituindo o uso convencional de ácido e “primer” separadamente. A amostra consistiu de dezenove dentes pré-molares humanos extraídos com finalidade ortodôntica e armazenados convenientemente. Após limpar a superfície vestibular dos dentes com taça de borracha, pedra-pomes e água, foi aplicado o SEP (Transbond Plus Self Etching Primer - 3M Unitek) conforme recomendado pelo fabricante, durante 3 segundos e removido o excesso com suave jato de ar. A resina Transbond XT foi aplicada no braquete e o conjunto posicionado no centro da coroa clínica dos dentes, sendo aplicada força com a agulha de Gillmore (451,6 g) por 5 minutos e então fotopolimerizada a resina. O teste de tração foi realizado usando a máquina Instron Universal (mod. 4442-C6600, Canton, MA, EUA). O resultado do nosso estudo in vitro indica uma resistência à tração média de 61,12 Newtons equivalentes a 6,25 ± 1,6 MPa, valor considerado perfeitamente adequado porque se encontra dentro dos valores ótimos preconizados na literatura especializada (> 6,0 MPa)

Baseados nesses resultados podemos afirmar que o sistema adesivo “self etching primer”(SEP) apresentou resistência à tração apropriada, tendo como vantagem a simplificação do procedimento de colagem e a diminuição significativa do tempo clínico.

 Ia017

Movimento dentário ortodôntico sob influência de dipirona sistêmica

TAVARES, A. F. T.*, OLIVEIRA, A. M., RUELLAS, A. C. O.

Odontologia - Universidade de Alfenas. E-mail: tavares@sulminet.com.br

A presente pesquisa foi realizada com o intuito de verificar a influência ou não da dipirona no movimento dentário. Para isto os primeiros molares permanentes inferiores de vinte coelhos da raça Nova Zelândia foram movimentados para mesial por ação de uma mola fechada (80 g), sendo que 10 deles receberam administração IM diária de 0,3 ml de dipirona. Os resultados (14 dias após a aplicação da força) mostraram, clinicamente, abertura de diastema de 0,95 mm no grupo controle e de 0,90 mm no grupo experimento, em média. As reações teciduais no lado de pressão e no lado de tração do ligamento periodontal foram semelhantes nos grupos controle e experimento.

A dipirona não interfere no movimento dentário ortodôntico.

 Ia018

Avaliação periodontal em jovens tratados ortodonticamente por meio da mecânica corretiva

MARTINS, P. P.*, GARIB, D. G., GREGHI, S. L. A., HENRIQUES, J. F. C.

Ortodontia, Odontopediatria e Saúde Coletiva - Universidade de São Paulo. E-mail: ppmart@bol.com.br

A Ortodontia visa alcançar uma oclusão ideal estética e funcional, sem causar danos ao periodonto de proteção e sustentação. A movimentação dentária no sentido vestibulolingual pode ocasionar perda da crista óssea alveolar e da inserção gengival, dependendo da espessura do osso alveolar e de fatores mecânicos, tais como a intensidade da força, a velocidade e o tipo de movimento dentário. Tal ocorrência condenaria a longevidade do periodonto e a excelência do tratamento ortodôntico. Portanto este trabalho objetivou comparar, em média cinco anos após o término da mecânica corretiva, as condições do periodonto na face lingual dos incisivos inferiores em 25 jovens tratados ortodonticamente sem extrações (grupo 1) e 25 tratados com extrações de quatro pré-molares (grupo 2), os quais apresentavam más-oclusões de Classe I e II. Com o auxílio de uma sonda periodontal milimetrada (Hu-Friedy), foram medidos a profundidade de sondagem, a recessão gengival, a relação margem gengival-crista óssea alveolar e o índice de sangramento . A análise estatística por meio do teste t de Student e de Fisher com nível de significância de 5%, demonstrou diferenças não superiores a 0,5 mm entre os dois grupos para a profundidade de sondagem e para a relação margem gengival-crista óssea, o que apesar de demonstrar significância estatística, não mostra relevância clínica. Para o índice de sangramento à sondagem e recessão gengival, não houve diferenças significantes entre os dois grupos.

Por meio da metodologia empregada parece lícito concluir que a mecânica ortodôntica corretiva com extrações de pré-molares, não causa iatrogenias ao periodonto dos incisivos inferiores, proporcionando confiabilidade ao profissional no exercício clínico.

 Ia019

Alterações no posicionamento de dentes anteriores após correção da mordida aberta anterior, usando a grade vertical fixa

ZORZETTO, C. S.*, SOUZA, M. M., FREITAS, T. M.

Clínica Infantil - Universidade de São Paulo. E-mail: CSZorzetto@hotmail.com.br

A persistência de hábitos bucais além dos 5 anos de idade tem como conseqüência a mordida aberta anterior. O objetivo deste trabalho foi avaliar através das análises cefalométricas iniciais e finais e de medidas feitas em modelos de gesso realizadas mensalmente até a correção da maloclusão. A amostra foi composta de 10 pacientes, de ambos os sexos, idade média de 8 a. e 6 m., na fase da dentição mista, com padrão esquelético Classe I e com a presença da mordida aberta anterior dentária, e , para a correção dessa maloclusão foi utilizada a grade vertical fixa.

Clinicamente houve correção da mordida aberta anterior confirmada pelos valores cefalométricos finais.

 Ia020

Preferência de aparelhagem para o tratamento precoce da Classe II de Angle por professores de especialização

CUNHA, D., MIGUEL, J. A. M., CAL NETO, J. P.*

Ortodontia - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: jcalneto@bol.com.br

A indicação de tratamento precoce (pré-puberal) da maloclusão de Classe II de Angle tem sido adotada de forma crescente pelos odontopediatras e ortodontistas. O objetivo deste trabalho foi avaliar os métodos utilizados pelos professores de Ortodontia e Ortopedia Facial dos cursos de especialização do Brasil para a realização de tal procedimento. Para tal, foi utilizado um questionário apresentando a documentação completa de um caso clínico de Classe II para saber o tipo de aparelho a ser indicado para o tratamento precoce da Classe II. Os questionários foram enviados para dois professores de cada curso de especialização (n = 192), dos quais 107 foram corretamente respondidos. Aos professores era dada a oportunidade de optar por mais de uma alternativa de tratamento. Embora 23,4% (n = 24) dos entrevistados relatasse que não indicaria tratamento precoce para o caso clínico apresentado, somente 2 professores admitiram não indicar a terapia em nenhuma situação. Dos ortodontistas ouvidos, 80,4% deram preferência para o aparelho extra-oral, seguido pelo Thurow ou “splint” maxilar (50,0%) e pelo Bionator (44,4%).

Foi concluído que o aparelho extra-oral foi o aparelho mais indicado para a intervenção precoce (pré-puberal) da Classe II, embora não exista evidência científica que esta técnica seja mais efetiva. Esta preferência pode de alguma forma exercer uma influência nos atuais alunos e futuros ortodontistas.

 Ia021

Estudo da resistência ao cisalhamento de colagem de acessórios ortodônticos com e sem homogeneização da resina Superbond

PATEL, M. P.*, PINZAN, A., FRANCISCONE, P. A., PINZAN, C. R. M., FERREIRA, K. B.

Odontologia - Universidade do Sagrado Coração. E-mail: mpatel@uol.com.br

A proposta desta pesquisa foi avaliar a força de resistência da resina composta quimicamente ativada Superbond, com e sem prévia homogeneização, sob diferentes tempos de condicionamento ácido (15 e 30 segundos). Foram selecionados 150 dentes bovinos para colagem dos braquetes e distribuídos 25 para cada grupo: A) condicionamento ácido por 15 segundos sem homogeneização; B) condicionamento ácido por 15 segundos com homogeneização; C) condicionamento ácido por 30 segundos sem homogeneização; D) condicionamento ácido por 30 segundos com homogeneização; E) condicionamento ácido por 15 segundos sem homogeneização (final da bisnaga) e F) condicionamento ácido por 30 segundos sem homogeneização (final da bisnaga). Para os grupos B e D, a pasta foi armazenada em recipientes que permitiram sua homogeneização, para A e C, foi obtida diretamente da bisnaga e para E e F, foi obtida do final da bisnaga, ambos sem homogeneização. Inicialmente, os dentes foram limpos com Proffi II, submetidos ao condicionamento ácido, aplicação do “primer” e colagem com resina composta. Para uniformizar o peso de compressão, foi empregada a agulha Gilmore de 454 g. Posteriormente, os dentes foram submetidos ao teste de cisalhamento. Os valores de resistência foram avaliados estatisticamente segundo a análise de variância (ANOVA), e os resultados obtidos não apresentaram diferença estatisticamente significante.

Portanto, para esta pesquisa, o tempo de condicionamento e a prévia homogeneização ou não da pasta, não alteram significantemente a força de resistência do material. (Apoio: PIBIC/CNPq-USC.)

 Ia022

Influência da profilaxia com ou sem fluoreto na resistência ao cisalhamento na colagem com Transbond em esmalte bovino

FREIHA, L.*, DAROS, P.

Ortodontia - Universidade Iguaçu. E-mail: lfreiha@hotmail.com

O objetivo desse estudo foi analisar a influência do fluoreto em pasta profilática sobre a resistência de colagem ao cisalhamento de Transbond (3M Unitek) em esmalte bovino. Foram selecionados quarenta e cinco incisivos, armazenados em formol a 10%. Suas superfícies bucais foram planificadas em lixas d’água (# 220, 400 e 600) até obter-se uma superfície com aproximadamente 4 mm de diâmetro. Os espécimes foram fixados pelas suas raízes em anéis de PVC com resina acrílica autopolimerizável, ficando suas superfícies bucais perpendiculares as bases dos anéis. Três grupos foram formados: G1, recebeu profilaxia com Nupro (Dentsply) com fluoreto; G2, Nupro sem fluoreto; e G3 apenas pedra-pomes e água, antes da colagem. Os resultados da resistência da colagem ao cisalhamento, em MPa, foram: G1, 6,77; G2, 12,82 e G3, 12,05. Fraturas do esmalte foram encontradas em G1, G2 e G3 respectivamente 1, 2 e 4. Análise estatística (Brieger F “test”) mostrou diferença significante entre os grupos (p < 0,01). O teste de Bonferroni mostrou que as diferenças estavam entre G1 e G2 e entre G1 e G3.

Profilaxia com pasta com fluoreto não é indicada porque ela diminui a resistência mecânica da colagem embora pedra-pomes pode causar mais fraturas do esmalte.

 Ia023

Avaliação da biocompatibilidade do EDTA, EGTA e ácido cítrico em tecido subcutâneo de ratos

SOARES, A. B.*, SOUSA, S. M. G.

Biologia e Profissões da Saúde - Universidade do Sagrado Coração. E-mail: andresabs@hotmail.com

Os agentes quelantes e os ácidos orgânicos tem sido utilizados principalmente como coadjuvantes do preparo químico-mecânico do sistema de canais radiculares. O objetivo deste trabalho foi avaliar as reações teciduais induzidas por alguns ácidos durante a fase exsudativa do processo inflamatório. Aplicou-se, intravenosamente na veia caudal de 24 ratos machos da linhagem Wistar, 20 mg/kg de azul de Evans 2%. No tecido subcutâneo da região dorsal injetou-se 0,01 ml de EDTA 15% (pH 7,4), EGTA 15% (pH 7,4), ácido cítrico 15% (pH 1,0) e soro fisiológico (controle). Após os intervalos de 12, 24 e 48 horas, os animais foram sacrificados, suas peles dorsais excisadas e submetidas a análise do corante extravasado pela espectrofotometria de absorção de luz. Os dados obtidos foram avaliadas pela análise de variância a 2 critérios (não paramétrico). As médias da medianas do potencial irritativo das substâncias foram: EDTA (496,92 mg), ácido cítrico (219,53 mg), EGTA (179,13 mg), e soro fisiológico (69,90 mg).  Não houve diferença estatisticamente significante entre o EGTA e o ácido cítrico, nos tempos de 12 h, bem como, entre o EGTA e soro no tempo de 24 h e entre as 3 substâncias no tempo de 48 h. Observou-se diferença significante entre o EDTA e todos os demais grupos (12 h e 48 h: p < 0,01 e 24 h: p < 0,05). Não se constatou interação entre as substâncias analisadas e os tempos estudados, exceto no grupo controle (p < 0,05).

O EDTA foi a substância mais irritante independente do tempo analisado. O EGTA e o ácido cítrico apresentaram comportamento similares. (Projeto financiado pela FAPESP - IC99/10456-2.)

 Ia024

Estudo histológico e infiltrativo da prevalência de canais acessórios na furca de molares inferiores e superiores

MANIGLIA, C. A. G., ASSIS, A. G.*, MANIGLIA, A. B., PICOLI, F., RAZABONI, A. M.,
FALEIROS, F. B. C.

Faculdade de Odontologia - Universidade de Franca. E-mail: cmaniglia@uol.com.br

O objetivo deste trabalho foi determinar a freqüência de canais acessórios na região de furca em molares humanos (superiores e inferiores), através de um método infiltrativo e histológico. Foram utilizados 40 molares superiores e 40 inferiores de estoque, com raízes intactas e separadas. Estes dentes tiveram suas coroas removidas ± 3 mm acima do limite cervical, foram irrigados e imersos em NaOCl 5,25% para remoção do tecido pulpar do interior dos canais e lavados em água corrente. Uma lima tipo K #10 foi introduzida em toda a extensão dos canais para confirmar a ausência de obstruções. Os ápices radiculares foram revestidos em seus 3 mm finais com esmalte para impermeabilização. Foi confeccionado um dispositivo para que o teste infiltrativo pudesse ser realizado sob vácuo, utilizando-se tinta nanquim como corante. Os dentes foram, então, divididos em 4 grupos: nos grupos I e III - infiltração no sentido câmara pulpar/superfície radicular em 20 molares superiores e 20 inferiores, respectivamente; nos grupos II e IV - infiltração via superfície radicular/câmara pulpar em 20 molares superiores e inferiores, respectivamente. Após a análise infiltrativa, realizou-se o exame histológico. Apesar de ter sido encontrado um maior número de canais pelo método histológico, a análise estatística dos resultados não evidenciou diferenças significantes entre os dois métodos usados.

Os resultados da infiltração e histológico mostraram respectivamente que 17,5% - 32,5% dos molares superiores e 30% - 50% dos molares inferiores possuem canais acessórios na região de furca. (Apoio: CNPq.)

 Ia025

Análise em MEV das paredes do canal radicular após aplicação dos lasers Nd:YAG e diodo, do EDTA e do ultra-som

SACONO, N. T.*, PIMENTA, F. B., BERBERT, F. L. C. V., DAMETO, F., LIZARELLI, F.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: nancysacono@zipmail.com.br

O objetivo desse estudo foi avaliar e comparar o efeito da aplicação dos lasers Nd:YAG e diodo; do EDTA e do ultra-som, após o preparo biomecânico, sobre as paredes dentinárias do canal radicular, por meio de análise em MEV. 40 dentes humanos, caninos superiores, foram instrumentados para posterior divisão em 4 grupos de 10 espécimes cada: G1- tratamento com solução de EDTA 17% por 3 minutos; G2- ultra-som por 1 minuto; G3- laser Nd:YAG seguindo os parâmetros 1,5 W, 10 Hz e 100 mJ; G4- laser diodo sob a potência de 0,6 W. No grupo G3 foram feitas 4 aplicações de 10 segundos cada, totalizando 40 segundos por cada canal radicular, e no grupo G4, foram feitas 4 aplicações de 9 segundos cada. Após as aplicações, as raízes foram separadas pelo processo de clivagem, obtendo-se duas hemifaces, para poste­rior análise em MEV dos terços cervical, médio e apical. As características de limpeza, remanescentes de “debris” nas paredes dentinárias e visibilidade dos túbulos dentinários foram registradas em escores de 0 a 3, do melhor para o pior. O grupo G1 recebeu os menores escores nos terços cervical médio e apical. Os escores do grupo G1 no terço apical se igualaram aos escores do grupo G3. Os outros grupos, com exceção da região apical de G3, tiveram avaliações equivalentes em qualquer um dos terços e entre eles.

Após análise estatística, os autores concluíram que o grupo G1 (EDTA) apresentou os melhores índices de limpeza em relação aos demais grupos, em todos os terços do canal radicular, com exceção do terço apical, onde os resultados foram semelhantes ao grupo G3 (Nd:YAG).

 Ia026

Capacidade de selamento de materiais utilizados em perfurações radiculares laterais

AVELLAR, L. C.*, TANOMARU, J. M. G., FALEIROS, F. C. B., TANOMARU FILHO, M.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: luavellar@zipmail.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade seladora de materiais endodônticos, restauradores ou à base de mineral trióxido agregado, empregados no selamento de perfurações radiculares laterais. Cinqüenta dentes de humanos unirradiculados extraídos tiveram seus canais radiculares instrumentados e obturados. Em seguida, foi confeccionada cavidade na face distal da raiz, simulando perfuração radicular, a qual foi preenchida com os seguintes materiais, estabelecendo os grupos experimentais: I) Sealapex + óxido de zinco; II) Dyract (compômero); III) Vitremer (ionômero de vidro); IV) Pro Root MTA ou V) MTA Angelus. Após impermeabilização da superfície dentária externa, exceto na região da perfuração, os dentes foram imersos em solução de azul de metileno a 2%, em ambiente com vácuo, durante 48 horas. Após este período, os dentes foram seccionados longitudinalmente e a infiltração marginal analisada por meio de escores, empregando-se aparelho perfilômetro. A infiltração marginal observada foi pequena em todos os grupos experimentais (infiltração menor que a metade da extensão da cavidade). A análise estatística realizada por teste não-paramétrico (Kruskal-Wallis) não demonstrou diferença significativa entre os grupos (p > 0,05).

Conclui-se que os materiais seladores avaliados, incluindo materiais restauradores e à base de mineral trióxido agregado apresentam boa capacidade seladora em perfurações radiculares.

 Ia027

Avaliação in vitro do selamento proporcionado por diferentes agentes seladores da câmara pulpar de molares inferiores

MANIGLIA, C. A. G., MANIGLIA, A. B., PICOLI, F., VINHA, D., RODRIGUES, R. T. T.*

Faculdade de Odontologia - Universidade de Franca. E-mail: cmaniglia@uol.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade de selamento da câmara pulpar de molares inferiores, proporcionado diferentes agentes, com e sem ataque ácido prévio. 92 molares inferiores de estoque foram selecionados, instrumentados manualmente, obturados pela técnica de condensação lateral e, posteriormente, divididos em 5 grupos para receberem diferentes agentes propostos para selamento da câmara pulpar: no grupo I, 20 dentes receberam aplicação de cianoacrilato (Super Bonder); no grupo II, outros 20 dentes receberam Super Bonder, com ataque ácido prévio; no grupo III, 20 dentes receberam a aplicação de selante Fluroshield e no grupo IV, outros 20 dentes receberam aplicação do adesivo dentinário Tetric Flow, ambos com ataque ácido prévio, conforme orientação dos fabricantes. 12 dentes foram utilizados como controle positivo, não recebendo portanto nenhum agente selador. Após 90 dias de infiltração com tinta nanquim, os resultados obtidos foram submetidos à análise estatística que evidenciou significância ao nível de 1%, quanto a profundidade de infiltração do corante.

O Super Bonder com condicionamento ácido prévio proporcionou os menores valores de infiltração, sendo superior ao Super Bonder sem ataque ácido (p < 0,05), que por sua vez, foi estatisticamente semelhante à resina Tetric Flow. Já o Super Bonder sem condicionamento ácido prévio, foi significativamente superior ao selante Fluroshield (p < 0,01), este último, tendo apresentado os piores resultados. (Apoio: CAPES.)

 Ia028

Avaliação in vitro da infiltração marginal de alguns materiais seladores provisórios submetidos à ciclagem térmica

FAZOLO, A. L.*, OLIVEIRA, E. C. G., DUARTE, M. A. H., YAMASHITA, J. C., SHINOHARA, A. L.

Odontologia - Universidade do Sagrado Coração. E-mail: alfazolo@terra.com.br

Estudou-se in vitro a microinfiltração coronária em quatro materiais seladores temporários usados em Endodontia, um cimento destinado ao uso endodôntico Dentalville, um cimento de óxido de zinco e eugenol reforçado, o IRM, um material temporário fotopolimerizável, Bioplic, e um ionômero de vidro, Vitremer. Quarenta e dois dentes molares humanos, do banco de dentes da Universidade Sagrado Coração - ­Bauru, foram usados. Realizado cavidades de acesso endododôntico, os dentes foram então divididos em seis grupos de sete dentes. No interior de cada câmara pulpar foi colocado três bolinhas de algodão impregnadas com a solução alcoólica de dimetilglioxima a 1% e os materiais seladores provisórios testados. Em seguida, os dentes foram impermeabilizados, imersos em solução de sulfato de níquel a 5%, submetidos à ciclagem térmica (5ºC, 37ºC e 55ºC) durante sete dias e seccionados no sentido mésio-distal. A infiltração do sulfato de níquel como identificador da infiltração marginal foi revelada pela formação do complexo ni-dimetilgloioxima, de coloração vermelha. A análise da infiltração foi possível em função da profundidade em que ocorreu a coloração vermelha nas bolinhas de algodão, medidas em escores. Com base no teste estatístico Kruskal-Wallis, o IRM apresentou a maior microinfiltração coronária sendo estatisticamente diferente do Bioplic, do Dentalville e Vitremer.

Pode-se agrupar os materiais na ordem decrescente de infiltração: IRM, Vitremer, Dentalville, Bioplic com ataque ácido e adesivo dentinário, Dentalville + Super Bonder, Bioplic somente.

 Ia029

Avaliação clínica dos localizadores apicais eletrônicos Root ZX e Apex Finder 7005

SÁ NETO, W. C.*, FRÖNER, I. C., GURGEL-FILHO, E. D., DE DEUS, G., COUTINHO-FILHO, T., MANIGLIA-FERREIRA, C.

Endodontia - Universidade de Fortaleza. E-mail: manigliaf@yahoo.com

Root ZX e Apex Finder 7005 são exemplos de localizadores apicais eletrônicos que trabalham com duas impedâncias para aumentar a acurácia durante a determinação da localização dos forames apicais, sendo que esta tecnologia aumenta substancialmente os acertos dos resultados obtidos. O objetivo deste trabalho foi avaliar clinicamente a eficácia dos aparelhos Apex Finder e Root ZX em relação ao método radiográfico. Duzentos canais radiculares, vitais e necrosados, foram avaliados utilizando-se de métodos eletrônicos e radiográfico para a determinação da odontometria. Os valores obtidos foram concordantes em 71,25% dos casos vitais, e 74,16% para os casos necrosados. O Root ZX mostrou-se superior ao Apex Finder 7005 quando comparados com o parâmetro radiográfico, uma vez que houve concordância de 93% e 72% entre os aparelhos e o método radiográfico respectivamente. Os aparelhos não mostraram bons resultados em dentes com grandes reabsorções apicais, ápices incompletos, ou canais obliterados.

Nossos resultados permitem-nos concluir que os aparelhos eletrônicos são de grande valia para se determinar o comprimento real dos dentes em Endodontia, porém ainda faz-se necessário o uso da radiografia periapical para a confirmação da odontometria em algumas situações clínicas que o uso do aparelho não é indicado. O Root ZX mostrou-se clinicamente superior ao Apex Finder 7005.

 Ia030

Avaliação da infiltração marginal apical de um cimento endodôntico à base de ionômero de vidro

CAMARGO, D. A.*, CARVALHO-JÚNIOR, J. R., PEREIRA, J. V., SAQUY, P. C.,
SOUSA-NETO, M. D.

Odontologia - Universidade de Ribeirão Preto. E-mail: dacamargo13@hotmail.com

O selamento do sistema de canais radiculares é de fundamental importância para o sucesso almejado da terapia endodôntica. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar in vitro, a infiltração marginal apical em canais radiculares obturados pelo cimento Ketac-Endo, à base de ionômero de vidro, em comparação aos cimentos Endofill, N-Rickert e Sealer 26. Neste experimento foram utilizados 62 dentes incisivos centrais superiores humanos, sendo 2 dentes utilizados para os grupos controle positivo e negativo. Durante a instrumentação dos canais radiculares os dentes receberam 2,0 ml de água destilada a cada troca de instrumento. Terminada essa fase os dentes foram divididos, aleatoriamente em 4 grupos, e preparados para obturação dos canais radiculares. Os canais foram obturados pela técnica da condensação lateral. Os dentes foram imersos em tinta nanquim e submetidos ao processo de descalcificação e clareamento para a visualização do nível de infiltração marginal apical. A penetração do nanquim na região apical foi medida através do microscópio de mensuração. Os dados foram submetidos à análise estatística paramétrica, que evidenciou haver diferença significante a nível de 1% entre os cimentos testados.

Conclui-se que nenhum dos cimentos utilizados foi capaz de impedir a infiltração marginal apical e a ordenação crescente dos níveis de infiltração marginal é a seguinte: Sealer 26, N-Rickert, Endofill e Ketac-Endo.

 Ia031

Efeito da aplicação dos lasers Er:YAG e Nd:YAG na infiltração marginal apical de diferentes cimentos obturadores

PASSARINHO-NETO, J. G.*, SOUSA-NETO, M. D., ALFREDO, E., CARVALHO-JÚNIOR, J. R., SAQUY, P. C.

Faculdade de Odontologia - Universidade de Ribeirão Preto. E-mail: jarbasneto@hotmail.com

Este estudo in vitro avaliou o efeito da aplicação dos lasers Er:YAG e Nd:YAG sobre a dentina humana na infiltração apical dos cimentos Endofill, N-Rickert, Sealapex e Sealer 26. Foram utilizados 86 incisivos centrais superiores de estoque, sendo 2 dentes utilizados para os grupos controle positivo e negativo. A instrumentação seguiu a técnica “crown-down” sendo que o batente apical foi confeccionado com a lima tipo K número 50. Durante a instrumentação dos canais radiculares, os dentes receberam 2,0 ml de água destilada a cada troca de instrumento. Dividiram-se os dentes em 4 grupos, um para cada cimento, subdivididos em 3 grupos: G1- laser Er:YAG (4 Hz; 200 mJ; 62 J; 313 impulsos; 2,25 W); G2- laser Nd:YAG (10 Hz; 200 mJ; 1 W); G3- água destilada. Os dentes foram obturados pela técnica da condensação lateral; imersos em tinta nanquim e submetidos a diafanização para a visualização do nível de infiltração marginal apical. A penetração do nanquim na região apical foi medida através do microscópio de mensuração. Os resultados evidenciaram haver diferença estatística significante à nível de 1% entre os tratamentos das superfícies dentinárias e os cimentos testados. Os dentes que receberam irradiação final com o laser Nd:YAG apresentaram níveis menores de infiltração apical, seguidos pelos laser Er:YAG e água destilada. O cimento Sealer 26 foi o que apresentou os menores níveis de infiltração marginal.

Concluiu-se que a aplicação dos lasers Nd:YAG e Er:YAG promoveram a diminuição da infiltração marginal apical nos grupos testados. (Bolsa de iniciação científica: CNPq - 520078/99-3.)

 Ia032

Dissolução de tecido pulpar frente ao uso de diferentes substâncias químicas de uso endodôntico

OKINO, L. A.*, SIQUEIRA, E. L., SANTOS, M., BOMBANA, A. C.

Endodontia - Universidade de São Paulo. E-mail: lieni@ig.com.br

A proposta deste trabalho foi avaliar o poder de dissolução de diferentes substâncias químicas de uso endodôntico sobre o tecido pulpar bovino, em função do tempo. As substâncias testadas foram: hipoclorito de sódio em pH 9,0 nas concentrações 0,5, 1,0 e 2,5 por cento; digluconato de clorexidina em solução aquosa; digluconato de clorexidina veiculado em gel de Natrosol®; e água destilada como controle. Fragmentos de polpa bovina foram pesados e colocados em contato com 20 ml da solução a ser testada sob rotação até sua total dissolução. A velocidade de dissolução foi calculada ao estabelecer-se relação entre a massa da polpa e o tempo de dissolução. Os resultados apontaram que a água destilada e ambas soluções de clorexidina não mostraram dissolução do tecido pulpar no período de 6 horas. As soluções de hipoclorito de sódio 0,5; 1,0 e 2,5 por cento apresentaram velocidade média de dissolução de 0,31 mg/min; 0,43 mg/min e 0,55 mg/min, respectivamente.

A análise estatística (teste de Kruskal-Wallis) permitiu concluir que o poder de dissolução das soluções de clorexidina sobre o tecido pulpar foi semelhante ao da água destilada. Além disso, houve diferença estatisticamente significante (p > 0,01) quando comparadas as soluções de hipoclorito de sódio com as soluções de clorexidina e água destilada. Todas as soluções de hipoclorito de sódio mostraram-se eficientes na dissolução do tecido pulpar com diferenças estatisticamente significantes entre si (p > 0,01) e com velocidade de dissolução diretamente proporcional à concentração da solução.

 Ia033

Avaliação in vitro da influência da apicectomia no vedamento das obturações do sistema de canais radiculares

PIMENTA, L. J. M.*, HORTA, H. G. P., FRÓES, J. A. V.

Odontologia - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. E-mail: mlana@terra.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a obturação do canal após apicectomia. Foram utilizados 96 incisivos superiores, divididos em 4 grupos com 24 dentes cada, sendo 12 centrais (classe I) e 12 laterais (classe II). As amostras (classe I) foram instrumentadas pela técnica “crown down  pressureless” e (classe II) de movimentos oscilatórios; todas obturadas por condensação lateral e cimento Fill Canal . No grupo 1 o terço apical foi obturado e não amputado, no grupo 2 não obturado nem amputado, no grupo 3 obturado e amputado e no grupo 4 não obturado e amputado sem o contato da broca com a obturação. Duas camadas de cola epóxi e uma de esmalte de unha isolaram os dentes, com exceção da superfície amputada da raiz e das proximidades do forame apical, sendo colocados em corante azul de metileno 2% pH 7,2, mantidos em estufa bacteriológica por sete dias. Em seguida, clivados e observados ao microscópio esteroscópio em aumento de 10 vezes por dois examinadores, que mediram a região de maior infiltração com régua milimetrada, sendo os dados submetidos à análise de variância para comparação do grau de infiltração. De acordo com os resultados, as técnicas de instrumentação apresentaram o mesmo padrão de comportamento em todos os grupos. O grupo 1 apresentou o maior grau de infiltração de corante, os grupos 2 e 3, grau de infiltração semelhante e o grupo 4 o menor grau de infiltração.

Pode-se concluir que o contato da broca altera o vedamento da obturação, permitindo a comunicação do sistema de canais radiculares com os tecidos periapicais, o que pode levar ao insucesso da cirurgia.

 Ia034

Avaliação da difusão de diferentes tipos de medicação intracanal

MARQUES, A. A. F.*, SOUSA NETO, M. D., VANSAN, L. P., CRUZ FILHO, A. M. V.

Odontologia - Universidade de Ribeirão Preto. E-mail: andrendo@hotmail.com

O objetivo desse estudo foi avaliar a penetração de diferentes tipos de curativos endodônticos no interior do canal radicular. Para tanto utilizou-se quatro tipos de curativos de demora: hidróxido de cálcio + propileno glicol, hidróxido de cálcio + água destilada, Otosporin® e furacin, associados ao corante azul de metileno. Empregou-se no experimento, 40 dentes incisivos centrais superiores, os quais foram instrumentados no comprimento de trabalho até o instrumento # 40, escalonados até a lima # 60 e posteriormente divididos em quatro grupos. De acordo com a técnica preconizada para a colocação do curativo no interior dos canais, cada grupo recebeu um tipo de medicamento a ser analisado. As amostras foram previamente impermeabilizadas com cianocrilato, para em seguida serem levadas à estufa a 37ºC por um período de 24 horas. Decorrido esse tempo, os espécimes foram cortados, quantificados e submetidos ao teste estatístico de Kruskal-Wallis, o qual demonstrou haver diferença significante a 5%.

Concluiu-se que o Otosporin® quando utilizado como medicação intracanal não difunde-se em todo o comprimento de trabalho de forma satisfatória.

 Ia035

Análise espectrofotométrica e visual do clareamento dental interno utilizando laser e calor como fonte catalisadora

FERREIRA, M. B.*, FRANCO DE CARVALHO, E. M. O., FRANCO DE CARVALHO, B. C., LAGE-MARQUES, J. L., MAGALHÃES, M. C. B., ROBAZZA,C. R.

Clínica e Cirurgia - Centro Universitário de Alfenas. E-mail: mabeloti@bol.com.br

O presente experimento tem a proposta de avaliar, in vitro, as alterações cromáticas dentais. Estas alterações foram avaliadas a partir de uma análise espectrofotométrica e da observação visual, nos seguintes tempos experimentais: leitura inicial (LI), leitura após o escurecimento (LE) e leitura imediatamente após o clareamento (LC), leitura 15 dias após o clareamento (LC15) e leitura 30 dias após o clareamento (LC30). Depois de encontrados os valores de L* (luminosidade), a* e b* (matiz e saturação), com os quais se pode quantificar as alterações cromáticas dos espécimes; as diferenças de cor (‡E) foram obtidas com auxílio do programa CIE Lab. A análise estatística dos resultados obtidos, pela avaliação espectrofotométrica, não mostrou diferença significante quando comparado o procedimento de clareamento tradicional com aquele ativado pelo laser Er-YAG.

Não houve diferença estatística entre os grupos nos tempos experimentais de 15 e 30 dias e na comparação dos procedimentos (ativação térmica por pirógrafo e por laser Er-YAG).

 Ia036

Capacidade de vedamento apical entre quatro cimentos obturadores endodônticos

ALMEIDA, D. C.*, TEIXEIRA, F. B., FERRAZ, C. C. R., GOMES, B. P. F. A., ZAIA, A. A.,
SOUZA FILHO, F. J.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: decafop@yahoo.com

O estudo analisou comparativamente, o vedamento apical entre quatro cimentos obturadores com diferentes formulações. Avaliou-se o Sealapex, Pulp Canal Sealer (EWT), Endomethasone e a nova formulação utilizada no Endomethasone N. Foram utilizados 75 dentes monorradiculares humanos, armazenados em solução de formol a 10%. As coroas foram seccionadas na junção amelocementária e as raízes preparadas pela técnica de instrumentação “step-back”, tendo o digluconato de clorexidina 2% gel e soro fisiológico como irrigantes. Em seguida, foram obturadas pela técnica da condensação lateral utilizando os cimentos obturadores a serem analisados e um quinto grupo sem cimento (controle positivo). As raízes foram impermeabilizadas com esmalte em sua superfície externa deixando isentos os 2 mm apicais. Após a secagem, foram mergulhadas em um marcador (nanquim) por um período de 7 dias, sendo submetidos à vácuo por 30 minutos com pressão de 700 mm Hg no primeiro dia de infiltração. Então, foram diafanizadas com salicilato de metila e observadas em lupa estereoscópica. A análise estatística foi realizada pelo programa GMC 8.1 utilizando o teste de Kruskal-Wallis.

O Pulp Canal Sealer (EWT) foi o cimento obturador que apresentou melhores resultados. O Sealapex permitiu maior infiltração, sendo que o Endomethasone e o Endomethasone N possuíram resultados semelhantes. Contudo, não ocorreu diferença estatística entre os grupos estudados (p > 0,05). (Apoio financeiro: SAE/PIBIC - CNPq.)

 Ia037

Avaliação in vitro da atividade antimicrobiana do CA(OH)2, gluconato de clorexidina 2% e associação de ambos

SENA, N. T.*, GOMES, B. P. F. A., VIANNA, M. E., BERBER, V. B., FERRAZ, C. C. R.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: neyllasimoes@yahoo.com

Hidróxido de cálcio desenvolve um importante papel por induzir a formação de tecido duro e ação antibacteriana. Tem-se sugerido que sua associação com a clorexidina tem um ganho no seu efeito antimicrobiano. O objetivo deste estudo foi investigar a atividade antimicrobiana do Ca(OH)2 + H2O, da clorexidina gel 2% e da associação de ambos (1:1), usando dois métodos: a) difusão em ágar; b) contato direto. E. faecalis, S. aureus, P. endodontalis, P. gingivalis e P. intermedia foram testados. No método de difusão em ágar, cilindros de aço foram colocados sobre placas de ágar inoculadas. As substâncias testadas e os controles foram colocados dentro dos cilindros. As zonas de inibição de crescimento foram medidas e registradas após a incubação. No método do contato direto, o tempo que a medicação levou para matar as células microbianas foi anotado. Os resultados do teste de diluição em ágar mostraram que os anaeróbios estritos foram mais susceptíveis que os facultativos, mostrando uma maior zona de inibição (n = 13 mm), exceto o Ca(OH)2 + H2O que matou por contato com o medicamento. No teste de contato direto, os microrganismos estritos foram eliminados primeiramente que os facultativos, necessitando em média 1,73 min, ao passo que os facultativos necessitaram em média 13 h e 34 min.

Concluímos que todos os medicamentos testados tiveram atividade antimicrobiana, entretanto esta atividade depende do mecanismo de ação das substâncias além da susceptibilidade microbiana. (Apoio: FAPESP -  00/13689-7; CNPq - 0277/99-6.)

 Ia038

Avaliação da permeabilidade dentinária utilizando soluções irrigantes e ultra-som no clareamento dental

CARRASCO, L. D.*, FRONER, I. C., PECORA, J. D., SOUZA, L. G.

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo. E-mail: froner@forp.usp.br

O objetivo foi analisar quantitativamente in vitro a alteração da permeabilidade dentinária após a aplicação de diferentes soluções irrigantes na câmara pulpar, ativadas ou não pelo ultra-som, e do agente clareador interno. Foram utilizados 26 dentes anteriores superiores, com tratamento endodôntico convencional e tampão cervical com cimento de ionômero de vidro Vidrion restaurador. As soluções irrigantes utilizadas foram: água destilada, EDTA a 17% e hipoclorito de sódio a 1%, ativadas ou não pelo ultra-som. Com a câmara pulpar preenchida com a solução irrigante, aplicou-se a ponta TIP 37 ativada pelo aparelho de ultra-som por 15 segundos, troca da solução irrigante e repetição por mais 2 vezes. Nos grupos sem aplicação do ultra-som, o irrigante permaneceu na câmara pulpar por 15 segundos e foi substituído também por 3 vezes. A câmara pulpar seca, foi preenchida com a pasta de perborato de sódio com água destilada. Nas trocas estabelecidas do agente clareador houve repetição dos procedimentos. A permeabilidade dentinária foi detectada por meio da infiltração do íon cobre revelado pelo ácido rubeânico. Os dentes foram seccionados no sentido transversal, lixados e montados em lâminas que foram analisadas utilizando-se um sistema de imagem digitalizada, composto por microscópio acoplado a um microcomputador, utilizando o programa KS300 v. 2.0. Os resultados mostraram que a aplicação do ultra-som promoveu aumento da permeabilidade dentinária com todas as soluções avaliadas.

Podemos concluir que no clareamento dental interno a aplicação do ultra-som, pelo aumento da permeabilidade dentinária, poderá promover uma maior eficácia dos agentes clareadores. (Apoio: FAPESP - 00/12180-3.)

 Ia039

Avaliação do selamento e extravasamento de materiais utilizados em perfurações de furca

FALEIROS, F. C. B.*, TANOMARU, J. M. G., TANOMARU FILHO, M.

Faculdade de Odontologia de Araraquara - Universidade Estadual Paulista. E-mail: fredbor@francanet.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade seladora e extravasamento de materiais utilizados no selamento de perfurações de furca. Quarenta e oito molares inferiores de humanos tiveram a porção coronária e o terço apical radicular seccionados. As raízes foram posicionadas sobre material de moldagem à base de silicona de condensação e foram confeccionadas cavidades na região central da bifurcação, simulando perfuração de furca. Realizada a impermeabilização da superfície dentária externa até a proximidade da perfuração, as cavidades foram preenchidas via câmara pulpar com os seguintes materiais, estabelecendo os grupos experimentais: I) Sealer 26; II) Sealapex + óxido de zinco; III) Pro Root MTA e IV) MTA Angelus. Em seguida, os dentes foram imersos em solução de azul de metileno a 2%, em ambiente à vácuo, durante 48 horas. Após este período, as raízes foram seccionadas e o extravasamento de material pela furca e a infiltração marginal foram analisados, por meio de escores. Os resultados obtidos demonstraram que o Sealer 26 proporcionou maior extravasamento que os demais materiais (p < 0,05). Quanto à capacidade seladora, diferença significativa foi observada entre o Sealer 26 com melhor selamento e o Sealapex acrescido de óxido de zinco (p < 0,05). Os materiais à base de mineral trióxido agregado foram semelhantes aos demais materiais (p > 0,05).

Conclui-se que o Sealer 26 apresenta boa capacidade seladora e maior intensidade de extravasamento, e os materiais à base de mineral trióxido agregado são satisfatórios nas duas avaliações.

 Ia040

MEV da parede dentinária quando do emprego do Glyde-Prep

VIEGAS, A. P. K.*, SÓ, M. V. R., BELLO, F., KRAUSE, M., SIGNORI, R. S., VIER, F.

Odontologia - Universidade Luterana do Brasil. E-mail: aviegas@portoweb.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar, in vitro, através da MEV, a limpeza das paredes dentinárias do terço apical de dentes humanos frente o emprego do Glyde-Prep (Dentsply-Maillefer), durante o preparo dos canais radiculares. Para tanto, foram utilizados 36 incisivos centrais superiores, divididos em 3 grupos experimentais, os quais tiveram seus canais preparados com limas tipo K e com o seguinte regime de irrigação: Grupo 1 (12 dentes) - irrigação com hipoclorito de sódio 1%. Grupo 2 (12 dentes) - irrigação com hipoclorito de sódio 1% + agitação EDTA 17% pós-preparo + irrigação final com hipoclorito de sódio 1%. Grupo 3 (12 dentes) - hipoclorito de sódio 1% + Glyde-Prep durante o preparo + irrigação final com hipoclorito de sódio 1%. Os resultados demonstraram que o padrão de limpeza, em função da presença ou ausência de magma dentinário, foi igual no grupo 1 e grupo 3, com 11 espécimes de cada grupo mostrando um magma dentinário intenso e ausência de túbulos dentinários visíveis. No grupo 2, 9 espécimes mostraram-se isentos de magma dentinário (teste de qui-quadrado - p < 0,001).

É lícito concluir que o emprego do Glyde-Prep durante o preparo do canal não permitiu a visualização da abertura dos túbulos dentinários, em nível de terço apical, na quase totalidade dos dentes observados.

 Ia041

Adaptação de materiais em obturação retrógrada: análise em microscopia eletrônica de varredura

MATARAZZO, T. R.*, DUARTE, M. A. H., YAMASHITA, J. C., OLIVEIRA, E. C. G., KUGA, M. C.

Odontologia - Universidade do Sagrado Coração. E-mail: lismy@bol.com.br

A proposta do trabalho foi avaliar por meio de microscopia eletrônica de varredura, a adaptação de alguns materiais quando empregados em obturação retrógrada. Foram utilizados trinta caninos unirradiculares do banco de dentes da Universidade do Sagrado Coração que tiveram suas coroas seccionadas e seus canais tratados endodonticamente. Posteriormente realizou-se a apicectomia e, então, preparou-se à cavidade retrógrada com ultra-som. Os dentes foram divididos em 6 grupos em função do material utilizado na obturação retrógrada, sendo: GI- Pro Root TM MTA; GII-  MTA Angelus; GIII- Super EBA; GIV- IRM; GV- Cimento Portland; GVI- Sealer 26. Os dentes foram imersos em água destilada por 15 dias, posteriormente foram secos, metalizados e analisados em microscopia eletrônica de varredura, estipulando escores em função da adaptação: escore 0- adaptado em todas as paredes; escore 1- desadaptado em 1/4 da obturação; escore 2- desadaptado em metade das paredes; escore 3- desadaptado em 1/3; escore 4- desadaptado em todas as paredes. Os dados foram comparados estatisticamente pelo teste de Kruskal-Wallis para análise global e comparação individual pelo teste de Miller. Os resultados mostraram que o grupo VI foi o melhor, diferenciando-se estatisticamente do grupo V que apresentou os piores resultados.

Conclui-se que o Sealer 26 foi o material que melhor se adaptou quando empregado em obturações retrógradas. (Agradecimento: PIBIC/CNPq e NAP/MEP-USP.)

 Ia042

Contribuição ao estudo das alterações cromáticas – apresentações de uma metodologia de escurecimento dental

MAGALHÃES, M. C. B.*, FERREIRA, M. B., FRANCO DE CARVALHO, E. M. O.,
FRANCO DE CARVALHO, B. C., ROBAZZA, C. R., LAGE-MARQUES, J. L.

Clínica e Cirurgia - Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas/Centro Universitário Federal. E-mail: mcbmagal@zipmail.com.br

O objetivo deste estudo é avaliar a técnica in vitro para escurecimento dental provocado por sangue. As alterações das cores foram avaliadas por análise espectrofotométrica e pela observação visual, baseada em uma escala de cor em dois tempos experimentais: cor natural dos dentes (LI) ou leitura inicial e cor dos dentes escurecidos (LE) ou leitura após o escurecimento. Na análise espectrofotométrica foram encontrados valores de L* (luminosidade) e a* e b* (matiz e saturação) com os quais foram quantificadas as alterações cromáticas dos espécimes. A observação visual através da comparação com a escala de cor (Vita), demonstrou uma alteração significante no padrão de cor natural para o padrão de cor após o escurecimento. Os resultados mostraram ser a técnica de escurecimento eficaz e de fácil execução, uma vez que poderão ser obtidos modelos experimentais próximos da realidade clínica e que serão úteis em experimentos que tenham como objetivo a avaliação das alterações cromáticas das coroas dentais.

A técnica de escurecimento dental mostrou-se eficaz e de fácil execução. Análise espectrofotométrica e a observação visual registraram alterações colorimétricas significativas nos espécimes testados.

 Ia043

Compatibilidade biológica do EDTA, EDTA-T e ácido cítrico em mandíbulas de ratos

SILVA, V. S.*, SCELZA, M. Z., CABRAL, M. G., CAMPOS, C. A. M., BARRETO, M. L., SCELZA, P.

Odontoclínica - Universidade Federal Fluminense. E-mail: vivigus@bol.com.br

O presente estudo avaliou a compatibilidade biológica de três substâncias quelantes utilizadas na Endodontia (EDTA 17%, EDTA-T e ácido cítrico 10%) quando implantadas em mandíbulas de ratos Wistar (Rattus norvergicus albinus). Foram utilizados 36 animais nos períodos de 1, 7, 14 e 28 dias, com a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Núcleo de Animais de Laboratório da UFF. A inserção de cada substância foi possibilitada por um material carreador (Fibrinol®) colocado em perfurações bicorticais ­realizadas em ambos os lados da mandíbula dos animais, onde um dos lados apresentava apenas o Fibrinol® sem a substância teste (controle). Cada quelante foi testado em 3 ratos nos 4 diferentes tempos. Os resultados demonstraram que o material carreador teve presença constante nas lojas cirúrgicas em todos os tempos do estudo tanto nas amostras de substâncias teste quanto nos controles. Após 24 horas, as amostras com as substâncias teste e os controles apresentaram reação inflamatória aguda com a presença de polimorfonucleares de distribuição difusa. Nos períodos de tempo de 7, 14 e 28 dias, constatou-se a presença do Fibrinol® associado à reação inflamatória de corpo estranho em todas as amostras. Observaram-se também áreas de reparação caracterizadas pela proliferação de células mesenquimais e osteogênese, as quais intensificavam-se com o passar do tempo reduzindo-se a resposta inflamatória.

Concluiu-se que o EDTA 17%, o EDTA-T e o ácido cítrico 10% não apresentaram diferenças na evolução reparativa quando comparados entre si. (Apoio financeiro: FAPERJ - processo E-26/171.984/2000.)

 Ia044

Avaliação do selamento promovido pela obturação dos canais radiculares através da técnica de Tagger modificada

BOLZANI, L. M. V.*, PAPPEN, F. G., PAPPEN, A. F., PAPPEN, M. L. G., DEMARCO, F. F.

Odontologia Restauradora - Universidade Federal de Pelotas. E-mail: lbolzani@ufpel.tche.br

Significante infiltração de bactérias pode ocorrer em canais radiculares obturados, devido a um defeito ou à perda da restauração coronária, fratura da estrutura dentária ou cáries recorrentes, expondo o material obturador dos canais radiculares e promovendo, desta forma, a contaminação dos tecidos periapicais e conseqüente insucesso endodôntico. O objetivo deste trabalho foi avaliar, in vitro, a infiltração no sentido coroa-ápice observada em canais obturados pela técnica de Tagger modificada. Foram utilizados 45 dentes unirradiculares, divididos em 3 grupos experimentais: no grupo I o cimento utilizado foi o Sealapex; no grupo II os canais foram obturados com AH Plus; e no grupo III, foi também realizada a obturação através da termoplastificação da guta-percha, sem, no entanto utilizarmos cimento endodôntico. Após a termociclagem, os dentes foram imersos em azul de metileno a 2% por 12 horas e seccionados longitudinalmente para avaliação da microinfiltração, a qual foi quantificada através da contagem de pontos em reproduções fotográficas. Os dados foram submetidos à análise estatística através dos testes ANOVA e DMS de Fisher (5%). O grupo III apresentou uma média de infiltração maior que os demais grupos, sendo esta diferença estatisticamente significante. No entanto, não observamos diferença entre o selamento promovido pelos dois cimentos avaliados.

Podemos concluir que mesmo com a utilização da técnica de Tagger modificada, é indispensável o uso de um cimento obturador para o melhor selamento dos canais radiculares.

 Ia045

Avaliação da biocompatibilidade de materiais retrobturadores em tecido subcutâneo de ratos

BALDANI, J. C.* , TANOMARU, J. M. G., TANOMARU FILHO, M., SILVA, L. A. B.,
LEONARDO, M. R., ROSSI, M. A.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: jubauru@zipmail.com.br

O material retrobturador deve possuir propriedades físico-químicas e biológicas adequadas. O objetivo deste estudo foi avaliar a biocompatibilidade dos cimentos endodônticos (Sealapex e Sealer 26) e do mineral trióxido agregado (MTA), empregados como materiais retrobturadores. Para esta finalidade, o Sealapex é acrescido de óxido de zinco e o Sealer 26 manipulado em maior proporção pó/resina. Foram utilizados 24 ratos Holtzman, nos quais foram implantados em tecido subcutâneo, tubos de polietileno contendo os materiais experimentais. Cada animal recebeu todos os materiais, num sistema de rodízio, sendo um tubo vazio utilizado como controle. Após os períodos experimentais de 7, 15, 30 e 60 dias, os animais foram mortos e as peças removidas para processamento histológico. No período de 7 dias, o tecido conjuntivo em contato com os materiais testados apresentou infiltrado inflamatório moderado, sendo suave no grupo controle. Aos 15 dias, a resposta inflamatória era suave no grupo controle e para o cimento Sealer 26, sendo moderada para os demais. Aos 30 dias o infiltrado era moderado para o Sealapex acrescido de óxido de zinco e suave para os demais grupos. No período de 60 dias o infiltrado de células inflamatórias era ausente/suave para todos os grupos.

Conclui-se que todos os materiais testados mostraram-se irritantes nos períodos iniciais, com decréscimo da reação inflamatória nos maiores períodos. (Apoio financeiro: FAPESP - processo nº 01/04271-1.)

 Ia046

Esterilização de cones de guta-percha para obturação do sistema de canais radiculares

CORRÊA, R. O.*, LEITE, M. E. A., FRÓES, J. A. V.

Odontologia - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. E-mail: oliveira1819@hotmail.com

Manter uma cadeia asséptica é fundamental para o sucesso da terapia endodôntica, assim, cones de guta-percha devem estar livres de microrganismos no momento da obturação. Devido a sua composição, não podem ser esterilizados por métodos físicos, sem que seu formato seja alterado, assim, este estudo objetivou avaliar possíveis métodos químicos de esterilização deste material obturador. Os cones foram contaminados com Bacillus stearothermophilus e imersos nas soluções químicas, em diferentes intervalos de tempo. Avaliou-se a ação do hipoclorito de sódio nas concentrações de 1%, 2,5% e 5,25%, com imersão por 5, 10 e 15 minutos, glutaraldeído 2%, após 30, 120 e 360 minutos e peróxido de hidrogênio 3%, 6% e 9%, após 30, 360 e 540 minutos. Os cones foram lavados com solução salina esterilizada e transferidos para tubos contendo caldo BHI e incubados na estufa bacteriológica, a 37ºC. Controle para a certificar a viabilidade da amostra bacteriana foi realizado, utilizando a fita de Attest e cones de guta-percha contaminados, imersos somente em solução salina. Fitas de Attest foram imersas nas soluções desinfetantes e, em seguida, incubadas no mesmo meio de cultura para se confirmar sua ação antimicrobiana.

Analisando as soluções de hipoclorito de sódio e glutaraldeído, não foi observado crescimento bacteriano em nenhuma concentração e períodos de tempo testados, porém, com a utilização do peróxido de hidrogênio pode verificar a presença de microrganismos após imersão dos cones de guta-percha, por 30 minutos em todas as concentrações testadas. (Apoio: PROBIC/PUC-MG.)

 Ia047

Nível de informação sobre a conduta de urgência frente ao traumatismo dental com avulsão

CAMPOS, M. I. C.*, CAMPOS, C. N.

Clínica Odontológica - Universidade Federal de Juiz de Fora. E-mail: clinin@terra.com.br

É notória a evolução da Odontologia sob vários aspectos, no entanto ainda é alta a incidência de perda de dentes por traumatismo acidental. O objetivo deste estudo foi avaliar o nível de informação entre estudantes, com idade aproximada de 12 anos, seus responsáveis e professores, quanto à conduta de urgência frente ao trauma dental com avulsão. A amostra foi constituída de 990 indivíduos vinculados a escolas públicas e particulares, aos quais foi aplicado um questionário fechado, criteriosamente orientado, para que não houvesse busca de informações com terceiros. Elaborado com várias perguntas, cujas respostas foram pontuadas de acordo com sua importância em relação à sobrevida do dente, cada questionário foi analisado, avaliado e classificado por dois endodontistas e uma patologista bucal. Os resultados mostraram que, do total da amostra, apenas 6,77% promoveriam um socorro adequado que possibilitasse a sobrevida do ligamento periodontal e, conseqüentemente, a permanência do dente no alvéolo; 16,26% cometeriam algumas falhas, não comprometendo totalmente a possibilidade de permanência do dente no alvéolo; 51,13% promoveriam um socorro inadequado podendo comprometer seriamente o dente; e 23,84% certamente perderiam o dente. Em relação ao vínculo a escolas públicas ou particulares, não houve diferença significativa entre os grupos.

Concluímos que o nível de informação sobre a conduta de urgência frente ao traumatismo dental com avulsão é infimamente baixo, contribuindo de forma significativa para a alta incidência de perda de dentes por reabsorção radicular pós-traumatismo.

 Ia048

Ação do agente clareador interno na infiltração marginal de restauradores endodônticos provisórios

OLIVEIRA, G. S.*, FRONER, I. C., ALMEIDA, C. F., SOUZA, L. G.

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo. E-mail: nannyso@zipmail.com.br

O objetivo foi avaliar comparativamente in vitro a infiltração marginal de materiais restauradores endodônticos provisórios com ou sem a ação do agente clareador (perborato de sódio com água), pela infiltração do azul de metileno a 2%. Foram utilizados 30 caninos humanos, realizado tratamento endodôntico convencional e tampão cervical com cimento fosfato de zinco. Os restauradores provisórios (Cimpat W, Citodur e o Dentalville) foram utilizados com as câmaras pulpares preenchidas com pasta de perborato de sódio e água e bolinha de algodão ou somente bolinha de algodão. Foram realizadas três trocas dos mate­riais restauradores provisórios e clareador, a cada 3 dias. Após cada troca os dentes foram submetidos a termociclagem e armazenados em saliva artificial a 37ºC. Os dentes foram imersos em azul de metileno a 2% durante 24 horas, lavados, seccionados e analisados. A análise da microinfiltração foi realizada utilizando lupa estereoscópica, estabelecendo escores para o grau de infiltração por examinadores calibrados. Os resultados mostraram que houve um aumento da infiltração marginal em todos os materiais restauradores provisórios quando utilizados com o agente clareador. O Citodur e o Cimpat W, com ou sem o agente clareador, apresentaram resultados semelhantes. O Dentalville com agente clareador apresentou maior infiltração marginal que os outros materiais avaliados.

Os resultados mostraram que o Citodur e o Cimpat W, em relação a infiltração marginal, são materiais restauradores provisórios que podem ser utilizados com ou sem a presença da pasta de perborato de sódio e água, com bons resultados. (Apoio: PIBIC/USP/CNPq - 2001.1.574.58.1.)

 Ia049

Avaliação sob MEV da limpeza dos canais radiculares através da Clorofila, Clorox e Clorexidina

SANTIAGO, M. R. J.*, SZMAJSER, L. K., MARTINELLI, M., FIDEL, R. A. S., FIDEL, S. R.

Faculdade de Odontologia - Universidade do Grande Rio. E-mail: reginasantia@aol.com

O tratamento endodôntico deve ser baseado na completa limpeza e modelagem, permitindo a realização de uma obturação hermética tridimensional em todo o espaço do canal radicular. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a capacidade de limpeza do terço apical dos canais radiculares utilizando três soluções irrigadoras: Clorox, Clorexidina à 0,2% e Clorofila. Foram selecionados 30 dentes unirradiculares, com canal único (incisivos superiores e caninos inferiores e superiores), que se encontravam estocados no Laboratório de Pesquisa da FO-UERJ, os quais tiveram suas coroas removidas com disco diamantado e verificada a patência dos canais com lima K  nº 10. Os elementos dentários foram divididos aleatoriamente em 3 grupos contendo 10 amostras cada, submetidos a instrumentação com brocas de Gates-Glidden  nº 5,  nº 4 e nº 3 e usando-se a técnica coroa-ápice com movimentos oscilatórios, obtendo-se em todos os casos como última lima no terço apical a lima K  nº 35. O Grupo 1 foi irrigado com hipoclorito de sódio a 5,25% (Clorox); Grupo 2 - Clorexidina a 0,2% (manipulada em laboratório) e Grupo 3 - Clorofila (Nature’s Sunshine) e, todos os dentes sofreram uma irrigação final com EDTA a 17% (Biodinâmica). Após, os dentes foram clivados e analisados em microscópio eletrônico de varredura (MEV) com aumento de 1.000 vezes (LEO 1450 VP).

Após análise estatística (teste de Kruskal-Wallis) pudemos concluir que os grupos 1 (hipoclorito de sódio) e 3 (Clorofila) obtiveram os melhores graus de limpeza.

 Ia050

Avaliação da infiltração marginal em restauradores provisórios utilizados durante o clareamento dental

ALMEIDA, C. F.*, FRONER, I. C., OLIVEIRA, G. S., SOUZA, L. G.

Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo. E-mail: carolfagoti@zipmail.com.br

O objetivo é avaliar a ação do agente clareador, perborato de sódio com água, na infiltração marginal de diferentes restauradores provisórios utilizados durante o clareamento dental. Foram utilizados 30 caninos humanos, realizado tratamento endodôntico convencional e confecção do tampão cervical com ionômero de vidro Vitremer restaurador (3M). Os grupos avaliados foram: Grupo I- resina Filtek Z100, Grupo II- cimento de ionômero de vidro convencional Vidrion R, Grupo III- cimento de ionômero de vidro modificado Vitremer R, Grupo IV- Dentalville, Grupo V- Dentalville com duas camadas de Super Bonder. Foram realizadas 3 trocas do agente clareador e da restauração provisória, a cada 3 dias. Entre as trocas, a termociclagem e armazenamento em saliva artificial a 37ºC. A seguir, imersos em azul de metileno a 2% durante 24 horas, a seguir lavados, seccionados e analisados. A análise da microinfiltração foi realizada por 3 examinadores, utilizando de lupa estereoscópica com aumento de 30 X, estabelecendo escores. Foram obtidos 4 escores por dente, a média do dente, do grupo e a média final entre os avaliadores. Os resultados estatísticos mostraram que não houve diferenças significantes entre a resina, o ionômero convencional e o modificado. O Dentalville apresentou os melhores resultados sendo que quando da utilização com o Super Bonder houve a menor microinfiltração marginal.

Nossos resultados permitiram concluir que o Dentalville foi o melhor material restaurador provisório no clareamento dental realizado com perborato de sódio e água. (Apoio financeiro: PIBIC//USP/CNPq - 2001.1.575.58.8.)

 Ia051

Limpeza superficial promovida por diferentes formas de toalete final em preparos endodônticos – estudo em MEV

PERES, F. G.*, YAMASHITA, J. C., DUARTE, M. A. H., OLIVEIRA, E. C. G., FRAGA, S. C.

Odontologia - Universidade do Sagrado Coração. E-mail: fergperes@aol.com

O objetivo deste trabalho foi avaliar por meio de microscopia eletrônica de varredura (MEV) a limpeza superficial das paredes de canais radiculares após toalete final com duas formas de EDTA auxiliadas por três diferentes mecanismos de agitação. Foram utilizados 30 dentes humanos, do banco de dentes da Universidade do Sagrado Coração. Os canais foram biomecanizados manualmente pela técnica escalonada regressiva, irrigando-se com solução de hipoclorito de sódio a 1%. Os espécimes foram então divididos em seis grupos experimentais, de acordo com a toalete final aplicada, obedecendo a seguinte ordem: Grupo I: EDTA gel + agitação com ultra-som; Grupo II: EDTA líquido + agitação com ultra-som; Grupo III: EDTA gel + agitação com espiral de lentulo; Grupo IV: EDTA líquido + agitação com espiral de lentulo; Grupo V: EDTA gel + agitação manual; Grupo VI: EDTA líquido + agitação manual. Os espécimes foram preparados e então observados por meio de MEV, com aumentos de 500 X. As superfícies dos canais radiculares foram avaliadas e classificadas por escores de 0 a 3, do melhor para o pior, nos terços apical e cervical. Os resultados foram analisados estatisticamente pelos testes não-paramétricos de Kruskal-Wallis e Miller. Os resultados mostraram não existir diferença estatisticamente significante entre as diferentes formas de toalete final estudadas, porém melhor limpeza foi apresentada no terço cervical de todos os grupos, quando comparada ao terço apical.

Concluiu-se que todos os métodos foram similares na limpeza. (Agradecimento: NAP-MEPA, ESALQ-­USP pelo MEV.)

 Ia052

Análise radiográfica do retratamento endodôntico realizado com o sistema Profile e Protaper

BASSO, A. L.*, SILVA NETO, U. X., WESTPHALEN, V. P. D.

Odontologia - Pontifícia Universidade Católica do Paraná. E-mail: t-bone@onda.com.br

O tratamento endodôntico, apesar de realizado utilizando-se as mais modernas técnicas, não está livre de insucessos, e, portanto, da necessidade de retratá-los. O objetivo deste trabalho foi avaliar radiograficamente a capacidade de limpeza de técnicas de retratamento endodôntico. Foram utilizados 32 incisivos inferiores humanos extraídos, que tiveram seus canais instrumentados, e obturados pela técnica híbrida de Tagger. Em seguida, os dentes foram radiografados no sentido VL e MD, para verificação da qualidade da obturação, e, então divididos em três grupos distintos de acordo com a técnica utilizada: GI) lima Kerr + lima Hedströen; GII) sistema Profile e GIII) sistema ProTaper. Dois dentes foram utilizados com controle positivo e negativo. Em todos os grupos, fez-se uso da broca de Gates-Glidden nº 3 atuando na embocadura do canal, irrigação com água destilada, e também de uma gota de xilol, no início e na metade do procedimento. Após a realização das técnicas de retratamento, novas radiografias foram realizadas, obedecendo à metodologia descrita. A avaliação da limpeza, em cada terço do canal radicular (cervical, médio e apical) foi realizada por meio de escores numéricos por três examinadores. Os dados obtidos foram submetidos ao teste de Kruskal-Wallis e ao teste de Miller para comparação entre os grupos.

Conclui-se que no terço cervical/médio não houve diferença estatística significante entre os grupos (p < 0,05), no entanto, no terço apical houve diferença estatística significante entre o grupo I e grupo II (p < 0,05), favorável ao grupo II (sistema Profile).

 Ia053

Adaptação marginal de cimentos endodônticos utilizados como material retrobturador – estudo em MEV

MILLEO, S. S. N.*, YAMASHITA, J. C., DUARTE, M. A. H., OLIVEIRA, E. C. G., KUGA, M. C.

Endodontia - Universidade do Sagrado Coração. E-mail: somilleo@zipmail.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar por meio de microscopia eletrônica de varredura (MEV) a adaptação marginal de obturações retrógradas realizadas com cimentos endodônticos. Foram utilizados 20 dentes humanos, do banco de dentes da Universidade do Sagrado Coração. Os canais foram biomecanizados e obturados, realizou-se a apicectomia e cavidades retrógradas, em cada um dos ápices radiculares. Os espécimes foram então divididos em quatro grupos experimentais, de acordo com o cimento utilizado, obedecendo a seguinte ordem: Grupo I: Sealer 26; Grupo II: Sealapex + óxido de zinco; Grupo III - AH Plus + óxido de zinco; Grupo IV - AH Plus + hidróxido de cálcio. Os espécimes foram preparados e então observados através da MEV. A adaptação marginal foi avaliada e classificada por escores da seguinte forma, por dois examinadores calibrados: escore 0, adaptação completa; escore 1, desadaptação discreta (¼ da circunferência); escore 2: desadaptação parcial (½ da circunferência); escore 3: desadaptação acentuada (¾ da circunferência); escore 4: desadaptação total. Os resultados foram analizados estatisticamente pelos testes não-paramétricos de Kruskal-Wallis e Miller. Pelos resultados podemos ordenar os grupos experimentais, do melhor para o pior, quanto a sua adaptação marginal da seguinte forma: grupo I, grupo II, grupo III e grupo IV, com diferença significante entre os grupos I e IV.

Conclusão: exceto o grupo com Sealer 26, os materiais estudados mostraram algum grau de desadaptação. (Agradecimento: NAP-MEPA, ESALQ-USP pela MEV.)

 Ia054

Avaliação da permeabilidade dentinária relacionada à substituição das substâncias auxiliares do preparo endodôntico

SOUZA, E. B.*, AMORIM, C. V. G., LAGE-MARQUES, J. L.

Dentística - Universidade de São Paulo. E-mail: lilabs@uol.com.br

As substâncias químicas auxiliares devem atuar sobre a permeabilidade dentinária no decorrer da terapêutica endodôntica. O objetivo deste experimento foi comparar a variação da permeabilidade provocada pela associação Dakin + Endo PTC segundo dinâmica de substituições distintas de substância química, pela avaliação de infiltração do corante indicador. Foram utilizadas 30 raízes de dentes unirradiculares divididas em 3 grupos e preparadas com instrumentos do tipo K: grupo 1- Dakin + Endo PTC, sendo renovados a cada instrumento, Grupo 2- Dakin + Endo PTC, sem renovação até o término do preparo e Grupo 3- com o uso de soro fisiológico como substância auxiliar renovado a cada troca de instrumento. Os espécimes foram corados com rodamina B 1% e cortados em amostras de 3 mm de espessura. Amostras representando os terços radiculares foram digitalizadas para processamento da leitura (% das áreas coradas) com o programa de computação Image Lab. Porcentagens das áreas coradas foram determinadas e os resultados submetidos à análise estatística Kruskal-Wallis, p < 0,05. Os resultados obtidos não apresentaram diferenças estatísticas entre os grupos 1 e 2, porém significante quando comparados ao grupo 3.

O modelo experimental empregado possibilitou concluir que a renovação da substância química utilizada no preparo cirúrgico – Dakin e creme Endo PTC – não proporcionou diferença no que tange a penetração do corante indicador no sistema endodôntico das amostras testadas.

 Ia055

Influência da solução irrigadora na capacidade seladora apical de obturações de canais radiculares

BONAN, R. F.*, TANOMARU, J. M. G., TOLEDO, L. M. A., TANOMARU FILHO, M.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: robfbonan@hotmail.com

O objetivo deste estudo foi a avaliação da capacidade seladora após obturação de canais radiculares, em função da solução irrigadora empregada durante o preparo biomecânico. Foram utilizados cinqüenta caninos extraídos de humanos. O preparo biomecânico dos canais radiculares foi realizado empregando-se diferentes soluções irrigadoras, determinando os grupos experimentais: I) solução de hipoclorito de sódio a 2,5%; II) solução de digluconato de clorexidina a 2%; III) gel de clorexidina a 1%; IV) soro fisiológico ou V) solução de hipoclorito de sódio a 2,5% + EDTA. A superfície dentária externa foi impermeabilizada, exceto ao redor do forame apical e os canais radiculares foram obturados pela técnica de condensação lateral ativa da guta-percha e cimento de óxido de zinco e eugenol. Os dentes foram imersos em solução de azul de metileno a 2%, em ambiente à vácuo, durante 48 horas e após este período seccionados longitudinalmente, fraturados e a infiltração de corante analisada em perfilômetro. Os resultados demonstraram que o grupo em que foi empregada solução de hipoclorito de sódio e EDTA apresentou menor infiltração quando comparado ao grupo da clorexidina gel (p < 0,05). Os demais grupos foram semelhantes entre si (p > 0,05).

Conclui-se que o melhor selamento apical é obtido quando o preparo biomecânico é realizado empregando-se solução de hipoclorito de sódio complementada pelo uso de solução de EDTA.

 Ia056

Avaliação in vitro do selamento apical endodôntico promovido pelas técnicas Thermafil e condensação lateral

LEMOS, M. S.*, SARAIVA, C. L., RABANG, H. R. C., QUADROS, I., GOMES, B. P. F. A., SOUZA-FILHO, F. J.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: mau.lemos@bol.com.br

As técnicas de obturação endodôntica visam o correto selamento dos canais radiculares, evitando a penetração de fluidos teciduais que possam servir de substrato microbiano, mantendo a descontaminação alcançada pelo preparo químico-mecânico. O objetivo deste estudo foi avaliar in vitro a qualidade do selamento apical utilizando duas diferentes técnicas de obturação endodôntica. Vinte incisivos laterais superiores humanos recém-extraídos foram instrumentados pela técnica híbrida preconizada pela FOP-UNICAMP e irrigados com hipoclorito de sódio 5,25%. Os canais foram instrumentados a 1 mm aquém do ápice até a lima tipo K 30, sendo mantida a patência com lima tipo K 15. Dez dentes foram obturados pela técnica da condensação lateral (Grupo I) e dez pela técnica Thermafil (Grupo II), ambos os grupos com cimento Endofill. Os dentes foram impermeabilizados com duas camadas de esmalte de unha com exceção dos 2 mm apicais. Posteriormente, foram imersos em tinta nanquim a 37ºC por cinco dias e submetidos ao vácuo. Os espécimes foram diafanizados e analisados, quanto à penetração linear do corante, sob lupa estereoscópica com 30 vezes de aumento. A análise estatística dos resultados foi realizada pelo teste U de Mann-Whitney. Não houve diferença estatisticamente significante entre as técnicas (p > 0,05).

Concluímos que, nas condições deste experimento, tanto a técnica Thermafil quanto a condensação lateral foram eficientes para promover o selamento apical. (Apoio: FAPESP - 2000/13689-7 e CNPq - 520277/99-6.)

 Ia057

Capacidade de limpeza de diferentes sistemas rotatórios: estudo em microscopia eletrônica de varredura

VALIM, F. A.*, YAMASHITA, J. C., DUARTE, M. A. H., ALMEIDA, J. M.

Odontologia - Universidade do Sagrado Coração. E-mail: fernandavalim@hotmail.com

O objetivo deste trabalho foi avaliar através da microscopia eletrônica de varredura, a capacidade de limpeza superficial da parede dos canais radiculares preparadas com diferentes sistemas de instrumentação rotatória. Foram utilizados 42 incisivos inferiores humanos extraídos, estes foram divididos em 6 grupos experimentais, com 7 espécimes cada, os quais receberam os seguintes sistema de instrumentação: Grupos 1 e 2 - sistema Quantec; Grupos 3 e 4 - sistema Pow-R; Grupos 5 e 6 - sistema Profile. Como agente irrigador, utilizou-se durante o preparo biomêcanico a solução de hipoclorito de sódio a 2,5%, e somente os Grupos 2, 4 e 6 foi realizada a toalete final com EDTA.

Com os resultados obtidos neste trabalho, pudemos ordenar os grupos experimentais do melhor para o pior, pelo aspecto da limpeza superficial proporcionada, desta forma: Grupo 6, Grupo 2, Grupo 4, Grupo 5, Grupo 1 e Grupo 3. A partir destes dados pode-se concluir que: 1 - os grupos que utilizaram o EDTA como irrigante final mostraram superfícies mais limpas; 2 - com relação ao sistemas de instrumentação, pudemos observar que o Profile obteve os melhores resultados, seguido pelo sistema Quantec e Sistema Pow-R; 3 - o terço cervical apresentou melhores resultados de limpeza, que o terço apical. (Agradecimentos: PIBIC/CNPq-USC e NAP/ MEPA-ESLQ-USP.)

 Ia058

Fidelidade de torque de alguns motores desenvolvidos para instrumentação rotatória com limas NiTi

FIOD, D. A.*, BERBET, F. L. C. V., BONAN, R. F.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: dani_a_fiod@hotmail.com

O objetivo deste estudo foi comprovar a fidelidade dos torques oferecidos pelos fabricantes dos motores Endo Plus (Driller), K3 (Analytic) e Tecnika (Dentsply/Maillefer), por meio de medições empregando um torquímetro analógico. O torquímetro foi preso a uma morsa e em sua extremidade foi apreendida uma fresa de Batt que, devido ao seu sistema de encaixe semelhante ao das limas rotatórias, possibilitou sua adaptação aos contra-ângulos. Quando necessário, os motores eram previamente calibrados para posteriores acionamento e medições do torque. Durante o acionamento do motor, o eixo do torquímetro acompanhava a rotação deste até ocorrer o equilíbrio entre a resistência oferecida pelo torquímetro e o torque real oferecido pelo motor. Assim, o marcador do torquímetro demonstrava qual o valor de torque real oferecido pelo motor no momento em que ocorreu o travamento. As medidas foram feitas quinze vezes para cada motor e a média desses valores foi calculada. O aparelho Endo Plus foi o que manteve a melhor correspondência entre os valores de torque real e os indicados pelo fabricante. O Tecnika, foi o que apresentou os piores resultados, apesar de sugerir determinada variação de torque, este ofereceu sempre valores próximos a 4 N.cm, independentemente do valor indicado no painel. O K3 demonstrou uma variação crescente no torque correspondente à sugerida pelo fabricante contudo, sempre oferecendo torques de aproximadamente 3 N.cm acima do indicado no painel.

Não há fidelidade entre os torques medidos e os torques oferecidos pelos fabricantes dos motores avaliados.

 Ia059

Avaliação in vitro da atividade antimicrobiana de soluções irrigadoras empregadas em Endodontia

RODRIGUES, V. M. T.*, TANOMARU, J. M. G., TANOMARU FILHO, M., SPOLIDORIO, D. M. P., ITO, I. Y.

Faculdade de Odontologia de Araraquara - Universidade Estadual Paulista. E-mail: vtelarolli@zipmail.com.br

O objetivo do presente estudo foi avaliar, in vitro, a atividade antimicrobiana de soluções irrigadoras frente aos microrganismos cocos gram-positivos: M. luteus (ATCC 9341), S. aureus (ATCC 25923), S. epidermidis (saliva), S. mutans (saliva), E. faecalis (ATCC 10541); e bacilos gram-negativos: E. coli (ATCC 25922), P. aeruginosa (ATCC 2327); e levedura C. albicans (ATCC 1023). Foram avaliadas as soluções de hipoclorito de sódio a 1%, 2,5% e 5%; de digluconato de clorexidina a 1 e 2% e a clorexidina gel a 1%. A avaliação foi realizada pelo método de difusão em ágar, pela técnica de duas camadas. A camada base foi depositada e logo após a sua solidificação, colocou-se a camada “seed” com inóculos. Em seguida, foram confeccionados poços, os quais receberam as soluções testadas. As placas permaneceram à temperatura ambiente por período de 2 horas (pré-incubação), sendo em seguida incubadas a 37ºC por 24 horas. Todos os testes foram realizados em duplicata. Após incubação, as placas foram otimizadas pela adição do gel de TTC a 0,05%, e os halos de inibição mensurados. Foram observados halos de inibição para todas as soluções testadas frente a todas as cepas, sendo os maiores valores observados para as soluções e gel de clorexidina, e os menores halos para a solução de hipoclorito de sódio a 1%.

Conclui-se que todas as soluções irrigadoras apresentam atividade antimicrobiana, com maior atividade para as soluções e gel de clorexidina, seguido das soluções de hipoclorito de sódio a 5% e 2,5% e menor atividade para a a solução de hipoclorito de sódio a 1%.

 Ia060

Avaliação da resistência à tração de pinos cerâmicos Cosmopost cimentados com dois cimentos resinosos

SERIKAKU, A. L.*, GOMES, A. P. M., PAGANI, C.

Odontologia Restauradora - Universidade Estadual Paulista. E-mail: alserikaku@yahoo.com.br

Os dentes indicados para retratamento endodôntico estão, em sua maioria, restaurados com pinos intra-radiculares, o que dificulta o acesso coronário para os procedimentos operatórios. Outro fator muito discutido é a estética relacionada aos retentores intra-radiculares. Para melhorar os resultados estéticos foram desenvolvidos retentores de policristais de zircônia tetragonal (ZrO-TZP), os quais apresentam alta resistência à flexão. O presente trabalho teve por objetivo avaliar a resistência à tração de pinos cerâmicos pré-fabricados Cosmopost (Ivoclar, North America Inc., Amherst, New York, EUA) cimentados com dois cimentos resinosos. Foram utilizadas 24 raízes de dentes humanos unirradiculados, incluídas em padrões de RAAQ. Preparados os condutos, as raízes foram divididas em dois grupos de 12 e os pinos cimentados com Panávia F (Kuraray Co., Osaka, Japão) ou Enforce com flúor (Dentsply, Pennsylvania, EUA). Após a cimentação empregou-se uma morsa que se fixava ao pino cimentado e, na outra extremidade, uma haste metálica fixada à máquina universal de testes. Foram realizados os testes de tração com velocidade de 1 mm/min e os dados obtidos foram submetidos ao teste de Mann-Whitney sob significância de 5%. Os resultados mostraram que ocorreu diferença estatística entre os valores medianos. A análise de Weibull mostrou que o cimento Panávia F (módulo = 5,61) promoveu uma maior resistência à tração dos pinos pré-fabricados que o cimento Enforce com flúor (módulo = 1,581).

Pôde-se concluir que o Panávia F deve ser o cimento de escolha para a cimentação dos pinos Cosmopost.

 Ia061

Influência de diferentes medicações intracanais no pós-operatório do preparo químico-cirúrgico de canais radiculares

ZARAGOZA, R. A.*, SANTOS, M.

Odontologia - Universidade de São Paulo. E-mail: razaragoza@hotmail.com

O objetivo deste estudo foi verificar as manifestações álgicas no pós-operatório do preparo químico-cirúrgico de 147 dentes tratados endodonticamente, instrumentados com técnica manual seriada e utilizando como substâncias químicas auxiliares hipoclorito de sódio 0,5% e Endo-PTC. Foram usados como medicação intracanal (MIC) o hidróxido de cálcio P.A., o NDP, o PRP e um grupo controle com prednisolona 2%. Os pós-operatórios foram avaliados valendo-se de entrevistas feitas em média quatro dias após a intervenção através de um questionário com todos os dados pré-operatórios de cada caso. Os resultados obtidos foram: manifestações dolorosas em 26,47% dos casos onde foi usado hidróxido de cálcio, 12,19% dos casos onde foi usado NDP, 10,52% dos casos onde foi usado PRP, e no grupo controle em 14,7% dos casos.

Diante dos resultados obtidos, pode-se concluir que o pós-operatório do preparo químico-cirúrgico mostra que nos casos onde foi empregado o hidróxido de cálcio como medicação intracanal, o número de manifestações álgicas foi quase o dobro daquele onde foram empregados o NDP e o PRP. E que estes, por sua vez, apresentaram menor incidência de dor após o preparo químico-cirúrgico quando comparados com a prednisolona.

 Ia062

Avaliação dos tratamentos realizados nas clínicas de Endodontia da FO-UFMG

AROUCA, A. C. G.*, MALTOS, K. L. M., CARVALHAIS, H. P. M., OLIVEIRA, R. R. R.,
FURTADO, T. A., PRATES, T. O.

Odontologia Restauradora - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: annacgarouca@ig.com.br

O presente trabalho tem como objetivo determinar os índices de sucesso e insucesso dos tratamentos realizados nas clínicas de Endodontia I e II da FO-UFMG. Foram cadastrados 250 pacientes, num total de 349 casos, controlados semestralmente. O exame clínico foi baseado nos princípios de inspeção, percussão e palpação e o radiográfico foi realizado por meio de 2 tomadas pela técnica do paralelismo (ortorradial e angulada) padronizadas com um registro de mordida. As películas foram processadas pelo método tempo-temperatura. O sucesso foi definido pela ausência de sinais e sintomas clínicos e radiográficos, com retorno do dente às suas funções normais. O insucesso foi caracterizado pelo surgimento de qualquer sinal ou sintoma. Os casos de regressão da lesão periapical e/ou aqueles onde o elemento dental não retornou às suas funções foram classificados como provável sucesso. De acordo com os critérios estabelecidos, 23,78% dos casos foram sucesso, destes, 68,18% apresentavam necrose pulpar, sendo 40,9% com lesão periapical e 79,54% foram obturados em um limite adequado (0-2 mm aquém do ápice radiográfico). O provável sucesso foi observado em 69,2%, destes, 79,69% apresentavam necrose pulpar sendo 52,35% com lesão periapical e 75% estavam obturados em um limite adequado. Do total da amostra, 13% foram insucesso, todos apresentando necrose pulpar, sendo 53,85% com lesão periapical.

A partir desses resultados, pode-se concluir que há uma resposta satisfatória dos tratamentos endodônticos realizados nesta instituição.

 Ia063

Avaliação morfológica dos canais radiculares curvos após o emprego de limas Greater Taper acionadas a motor

VALOIS, C. R. A.*, COSTA JR., E. D.

Odontologia - Universidade de Brasília. E-mail: cravalois@uol.com.br

O objetivo do presente estudo in vitro foi avaliar radiograficamente a manutenção da anatomia original de canais radiculares curvos após a instrumentação automatizada com o sistema Greater Taper. Para isto, 45 raízes mésio-vestibulares de molares superiores humanos, com canais apresentando curvatura entre 20 e 30 graus, determinada pelo método descrito por Schneider, foram incluídas em blocos de resina acrílica e distribuídas em 3 grupos de 15 dentes cada. Os Grupos I e II foram instrumentados com os sistemas mecânico-rotatórios Profile e Greater Taper, respectivamente. No Grupo III empregou-se brocas de Gates-Glidden e limas manuais tipo K, ambos de aço inoxidável. Radiografias foram realizadas antes e após a instrumentação. Os desgastes no terço apical, lado externo da curvatura, e nos terços cervical e médio, lado interno da curvatura, foram quantificados em 12 pontos distintos, num aumento de 28 X e por meio do uso de régua milimetrada. As médias em milímetros das mensurações de cada grupo foram: GI: 0,01238/0,02363, GII: 0,01214/0,02198, GIII: 0,01277/0,02785. Os dados obtidos foram tratados estatisticamente pelo teste ANOVA à 5% e o teste de comparações individuais de Tukey, os quais demonstraram que nenhuma das técnicas estudadas possuiu maior tendência de formar “zip” e que a instrumentação manual ocasionou um desgaste excessivo na zona de perigo.

Os autores concluíram que o desempenho das limas GT durante a instrumentação de canais curvos é similar ao do Profile, denotando menor tendência de provocar deformações ao preparo, em relação à instrumentação manual.

 Ia064

Efeito do acesso endodôntico com diferentes perdas de estrutura coronária na resistência do remanescente dental

IGLESIAS, K.*, NUNES, C., ROTA, E. L., MATOS, A., BOMBANA, A. C.

Dentística - Universidade de São Paulo. E-mail: kiglesias@yahoo.com

Este estudo teve como objetivo medir e comparar a resistência à fratura de molares inferiores com acesso endodôntico e diferentes perdas de estrutura. Foram utilizados 20 molares inferiores divididos em 4 grupos de 5 dentes cada grupo, com tamanhos e quantidade de estrutura remanescente dental semelhante. Grupo I : controle, hígidos; Grupo II : acesso endodôntico convencional; Grupo III: acesso endodôntico e faces mésio-oclusais; Grupo IV: acesso endodôntico e faces mésio-ocluso-distais. Os dentes dos Grupos II, III e IV sofreram preparo das entradas dos canais (terços cervical e médio) com brocas de Gates-Glidden nº 1 e 2. Os corpos-de-prova foram mantidos em água destilada. O teste de fratura foi realizado na máquina de ensaio Riehle, com velocidade de 0,015 pol/min. Os resultados obtidos em kgf foram submetidos a análise estatística mostrando haver diferença estatisticamente significativa entre os grupos testados.

Podemos concluir que com a perda do teto da câmara pulpar, independentemente da quantidade de remanescente dental, há uma diminuição significativa da resistência dental à fratura.

 Ia065

Avaliação do remanescente dentinário cervical após o uso das brocas Gates-Glidden: seqüência crescente versus decrescente

BRANDÃO, M. C.*, DE DEUS, G. A., COUTINHO, T., KREBS, R. L., FERREIRA, N. A.

Biomédico - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: claudiabrandao@terra.com.br

Este estudo objetivou analisar a espessura do remanescente dentinário após o uso das brocas de Gates-Glidden (GG) em seqüências crescente e decrescente. 20 molares inferiores tiveram seus canais distais pré-alargados até a lima K #15. Os dentes foram embutidos em resina de poliéster com duas guias metálicas paralelas ao longo eixo da raiz. Foi criado então um sistema muflo simplificado que permitiu a montagem e desmontagem do sistema com excelente precisão. As amostras foram seccionadas horizontalmente a 3 mm abaixo da furca. Logo após, o sistema foi desmontado para a observação das amostras em um estereoscópio (15 X). A menor espessura radicular entre o canal distal e a furca, assim como, a área total do canal foram medidas através de programa de análise digital Carnoy 2.0. As amostras foram remontadas e divididas em 2 grupos: G1: seqüência crescente - #2, #3, #4, #5 e #6; G2: seqüência decrescente - #6, #5, #4, #3 e #2. A broca GG penetrou livremente até o seu travamento no canal radicular. O sistema muflo foi novamente desmontado e os parâmetros remedidos. Os dados foram tratados estatisticamente pelo teste Kruskal-Wallis que revelou não haver diferenças significantes (p > 0,05) entre as duas seqüências utilizadas. Porém, em uma análise individual notou-se que a seqüência decrescente de uso proporcionou um preparo cervical mais conservador e uniforme.

Pode-se concluir que há uma tendência mais conservadora quando a seqüência decrescente é utilizada, porém um experimento com uma amostragem maior deve ser realizado objetivando uma maior clareza estatística dos resultados.

 Ia066

Avaliação da fluoretação da água de abastecimento público de Teresina - PI

SILVA, J. S.*, MOURA, M. S., SIMPLÍCIO, A. H. M., CURY, J. A.

Patologia e Clínica Odontológica - Universidade Federal do Piauí. E-mail: josiene@uol.com.br

A fluoretação da água de abastecimento público tem se mostrado como um método de excelência para a redução da cárie dentária. A descontinuidade da aplicação ou o uso de concentrações de flúor abaixo do ideal levam à perda do efeito terapêutico. O objetivo deste trabalho foi acompanhar longitudinalmente a fluoretação da água de abastecimento público da cidade de Teresina - PI. Para a coleta das amostras, foram selecionados aleatoriamente cinco bairros representativos das cinco microrregiões que compõem a cidade. A coleta foi realizada mensalmente, entre os meses de junho-2000 e maio-2001. As amostras foram enviadas ao Laboratório de Bioquímica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba - UNICAMP para análise da concentração de flúor. Paralelo à coleta da água, foi aplicado um questionário junto a escolares sobre hábitos de higiene bucal. Considerando-se os meses de junho-2000 a maio-2001, o percentual dos bairros avaliados, nos quais a concentração de flúor estava abaixo do ideal foi de 0%; 60%; 20%; 40%; 0%; 80%; 60%; 80%; 80%; 0%; 20%; 0%, respectivamente. Do total de escolares pesquisados, 37,14% afirmaram que já deixaram de escovar os dentes por falta de dentifrício, o que torna a fluoretação um método ainda de grande importância para essa população.

A população da cidade de Teresina - PI está sendo submetida a uma concentração de flúor na água infe­rior à recomendada e irregularmente distribuída no período pesquisado. Medidas devem ser tomadas para que haja uma regularização e manutenção da fluoretação dentro dos limites ótimos.

 Ia067

Avaliação do potencial erosivo de colutórios orais

CORSO, S.*, CORSO, A. C., HUGO, F. N., PADILHA, D. M. P.

Odontologia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: samuelcorso@hotmail.com

Devido ao fato do pH crítico do esmalte dentário ser aproximadamente 5,5, qualquer solução com pH menor poderá causar erosão. O efeito erosivo deve levar em consideração também a capacidade tampão, quantidade de fluxo salivar e película salivar. A presença de ácidos orgânicos e substâncias quelantes em vários colutórios pode causar efeitos deletérios nos dentes, como a erosão dental. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar colutórios de uso oral disponíveis no mercado, no que tange seus pHs e suas titrabilidades ácidas, além de avaliar as modificações desses dois parâmetros durante o período de um mês de estocagem. Nesse experimento, foram avaliados 11 colutórios orais, onde foi medido o pH ,com auxílio de pHmetro digital, e a titrabilidade ácida das soluções através da adição de hidróxido de sódio 0,1 M, semanalmente durante o período de um mês . Para análise estatística foi utilizado o teste t de Student. Dos 11 colutórios estudados, 5 apresentaram pH inferior à 5,5 e entre esses a titrabilidade variou de 0,37 a 1,8. Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os valores de pH e titrabilidade durante o período de um mês.

Concluiu-se que 45,5% dos colutórios orais disponíveis no mercado apresentam-se potencialmente erosivos.

 Ia068

Estudo multicentro da fluorose dental em Belo Horizonte

TORRES, J. M.*, GONTIGO, A. I., MENDONÇA, L. L., BARREIROS, I. D., FERREIRA, L. C. N., FAGUNDES, O. R., PALMIERI, H. E.

Clínica, Patologia e Cirurgia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: juliana_torres@yahoo.com.br

Este estudo objetiva descrever a prevalência de fluorose dental e sua distribuição segundo graduações em crianças de 12 anos de idade de diferentes escolas privadas de distintos setores de Belo Horizonte. Pretende-se estabelecer parâmetros de risco a essa patologia quando da exposição ao flúor no ar, em suplementos dietéticos e medicamentosos, bem como relacioná-la a altitude. A amostra constituiu-se de 179 crianças de ambos os sexos. O índice TSFI foi utilizado como indicador da fluorose dental e os exames clínicos foram realizados utilizando o método visual. A concentração de flúor no ar foi obtida através da verificação da quantidade de fluoretos na vegetação pela técnica da análise potenciométrica com eletrodo seletivo para o flúor. Questionários para avaliar o uso de fluoretos na forma de suplementos dietéticos e medicamentos preventivos foram aplicados. A fluorose foi altamente prevalente em todos os setores (86,59%). O grau 4 da fluorose foi o de maior ocorrência na amostra (73,18%) seguido das formas mais brandas 1, 2 e 3. Constatou-se um maior acometimento dos dentes superiores (57,32%) em relação aos inferiores (42,68%), sendo os molares aqueles mais acometidos. Os valores da concentração de fluoretos no ar foram elevados, acima do limite recomendável pela OMS. Relacionando-os aos valores da altitude observou-se uma maior concentração de fluoretos na vegetação em áreas mais elevadas.

A fluorose, em suas formas mais brandas, apresentou-se altamente prevalente na amostra. A presença excessiva de flúor no ar relacionou-se com a altitude. (Agradecemos o apoio do CNPq.)

 Ia069

Efeitos da irradiação do laser de diodo de alta potência sobre o esmalte de dentes decíduos

KOHARA, E. K.*, MYAKI, S. I., WETTER, N. U.

Odontologia - Universidade Ibirapuera. E-mail: kkohara@apcd.org.br

O objetivo deste estudo in vitro foi de avaliar ao microscópio eletrônico de varredura (MEV) os efeitos da irradiação de um laser de diodo de alta potência sobre o esmalte de dentes decíduos, utilizando-se dois tipos de corantes iniciadores de absorção. Foram selecionados 7 molares decíduos que apresentaram as faces vestibulares clinicamente hígidas, que foram seccionadas com instrumento cortante rotatório. Cada face foi dividida aleatoriamente em duas metades (G1 e G2) e irradiada por um laser de diodo emitindo em 960 nm com potência de 8 W, freqüência de 10 Hz e 80 mJ de energia por pulso. No grupo G1 (n  = 7), utilizou-se carvão ativado em pó como iniciador de absorção e no G2 (n = 7), tinta nanquim. Os fragmentos foram desidratados em série crescente de soluções alcoólicas, montados em bases metálicas e cobertas com ouro para serem observadas ao MEV. As observações das eletromicrografias demonstraram em ambos os grupos áreas de fusão com posterior ressolidificação e outras de ablação de esmalte dentário, com maior intensidade no G2, tratado com tinta nanquim.

Concluiu-se que há interação do laser de diodo de alta potência com o esmalte de dentes decíduos, usando-se os parâmetros utilizados, especialmente quando utiliza-se a tinta nanquim como iniciadora da irradiação.

 Ia070

Efeitos do consumo crônico de álcool sobre o tamanho mandibular em camundongos

CORSO, A. C.*, PADILHA, D. M. P., SILVEIRA, H. E. D.

Faculdade de Odontologia - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: anaccorso@ig.com.br

O álcool pode ter ação direta sobre o potencial de formação de osteoblastos com conseqüente diminuição de formação de tecido ósseo. O objetivo desse trabalho foi mensurar alterações relativas à comprimento mandibular, comprimento da base mandibular e altura côndilo-ângulo-mandibular de camundongos submetidos a consumo crônico de álcool. Foram utilizados no estudo 20 camundongos, dos quais 10, aos 2 meses, passaram a ingerir solução de etanol a 40%, enquanto 10 permaneceram ingerindo água ad libitum. Após 6 meses, os camundongos sofreram eutanásia. As hemimandíbulas direitas dos camundongos foram dissecadas e cada uma passou por 2 processos de obtenção de imagens: a técnica indireta, onde as peças foram radiografadas, digitalizadas e as imagens medidas com auxílio do software Imagetool, e a técnica direta, onde as peças foram radiografadas em placa óptica e analisadas com auxílio do software DIGORA. Para análise estatística foi utilizado o teste t de Student. As médias das medidas do comprimento mandibular, comprimento da base mandibular e altura côndilo-ângulo-mandibular, foram significativamente menores no grupo teste, tanto com o uso da técnica direta quanto da indireta.

O consumo de etanol foi capaz de causar alteração no crescimento mandibular neste modelo experimental.

 Ia071

Estudo de dentes não descalcificados corados com Rodamina B para microscopia de luz

BOTTCHER, D. E.*, BAGATINI, K.

Ciências Morfológicas - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: daibottcher@hotmail.com

O uso de corantes em preparos histológicos para evidenciação de lesões de cárie tem um caráter didático importante no estudo dessa doença. O corante Rodamina B tem se mostrado bastante eficaz para a visualização dessa patologia. No entanto, a técnica, no que diz respeito ao tempo de imersão das peças nessa solução, ainda não está padronizada. Por isso, foram testados diferentes tempos de imersão dos preparos no corante a fim de determinar qual a técnica ideal. Desse modo, foram utilizados oito dentes cortados longitudinalmente em três partes e posteriormente lixados. Estes foram divididos em quatro grupos, testando-se os tempos de dois, quatro, dez e vinte segundos. Para cada grupo foi utilizado um tempo de imersão na Rodamina B. De cada dente foram feitas uma fatia corada, uma corada e posteriormente lavada e outra sem coloração para controle. Os resultados mostram que o corante evidencia tanto a lesão de cárie quanto as demais estruturas anatômicas. Tempos de imersão menores apresentaram maior nitidez, de tal modo que as peças imersas por vinte segundos não obtiveram qualidade suficiente para a observação. Tanto nas peças que foram lavadas quanto naquelas que não foram foi possível a identificação das estruturas sem maiores alterações.

Portanto, os tempos de dois e quatro segundos são os mais aconselhados para a utilização da Rodamina B, sendo que a lavagem posterior à imersão, para eliminação do excesso de corante, não interfere na qualidade da visualização.

 Ia072

Avaliação de diferentes métodos de remoção de resina após a descolagem de braquetes e seus efeitos sobre o esmalte

NAUFF, F.*, NACCARATO, S. R. F., TORTAMANO, A.

Ortodontia - Universidade de São Paulo. E-mail: fabionauff@terra.com.br

O objetivo desse trabalho é avaliar através de microscopia eletrônica de varredura, a superfície de esmalte dental após a remoção de braquetes colados com diferentes materiais, após remoção da resina remanescente e polimento. Foram divididos 30 pré-molares em 5 grupos de acordo com o material de cimentação utilizado: Concise (3M); Transbond XT (3M); Transbond MIP (3M); Durafill (Kulzer) e Fuji Ortho (GC Co.). Cada grupo foi então subdividido em dois subgrupos com 3 pré-molares. Para a remoção da resina remanescente, nos elementos do subgrupo “A”, foram utilizadas brocas do tipo “carbide” com 12 lâminas e no subgrupo “B” foram utilizadas brocas do tipo “carbide” com 30 lâminas. Um elemento de cada subgrupo não recebeu polimento (controle), em um dos elementos foi utilizada a sequência de pontas do tipo Enhance em baixa rotação e o outro recebeu polimento com taça de borracha e pedra-pomes. Os elementos passaram pela microscopia eletrônica de varredura. Os resultados foram obtidos através de análise visual comparativa. Os riscos provocados pela broca “carbide” cilíndrica com 12 lâminas estavam mais evidentes quando comparados aos da broca com 30 lâminas. Observou-se maior lisura de superfície nos dentes polidos com pedra-pomes, seguidos pelos que não receberam polimento.

Concluímos que a broca “carbide” de 30 lâminas foi a mais efetiva na remoção da resina e a pedra-pomes foi o método mais efetivo para o polimento da superfície dentária após a descolagem. Nenhum dos métodos de remoção de resina e polimento é capaz de devolver ao esmalte suas características originais.

 Ia073

Biossegurança: avaliação da contaminação da água de equipamentos odontológicos

CHIBEBE, P. C. A.*

Odontologia - Universidade de Taubaté. E-mail: priscilla@chibebeodontologia.com.br

A qualidade da água das unidades dentais usadas para refrigeração e limpeza do campo operatório nos procedimentos odontológicos tem sido uma preocupação dos profissionais que respeitam a biossegurança. Isto se deve a formação do biofilme, fina camada de bactérias resultante da estagnação de água contaminada nos condutos do equipamento. Este estudo investigou a existência de contaminação na água da seringa tríplice em 40 consultórios particulares e populares da cidade de Taubaté e as possíveis correlações com tipo de reservatório, origem da água de abastecimento e limpeza realizada. A avaliação foi efetuada pela técnica de plaqueamento em profundidade para contagem total de microorganismos aeróbios mesófilos. As placas de Petri foram incubadas em estufa a 37 graus Celsius durante 48 horas. Decorrido o período de incubação, as unidades formadoras de colônias (UFC) foram contadas com o auxílio de microscópio estereoscópio.

As amostras de água provenientes de 29 equipamentos apresentaram níveis de contaminação elevados, fora do limite permitido para o consumo humano. Os consultórios particulares apresentaram menor taxa de contaminação, assim como os consultórios que utilizam o sistema PET. Não foi encontrada nenhuma correlação entre o tipo de limpeza realizada ou o tipo de água de abastecimento com a contaminação da água.

 Ia074

Eficácia do bochecho de clorexidina a 0,02% na redução do número de microorganismos da superfície de moldagens dentárias

CARVALHO, A. A.*, SALGADO, I. O., AARESTRUP, F. M.

Odontologia - Universidade Federal de Juiz de Fora. E-mail: andreiacarvalho@quick.com.br

Avaliou-se a eficácia do bochecho com clorexidina a 0,02% na redução do número de microorganismos da superfície de moldagens dentárias com hidrocolóide irreversível. Buscou-se com este estudo um modo de controlar a infecção cruzada a partir de moldagens nos laboratórios de prótese, sem, contudo, colocar em risco a estabilidade dimensional dos modelos de estudo. Para tanto, 15 pacientes forma submetidos a 2 moldagens, sendo a primeira realizada sem qualquer anti-sepsia prévia e a segunda após bochecho com clorexidina a 0,02% durante 1 minuto. A saliva proveniente das moldagens, bem como da região sublingual da cavidade bucal, nos instantes pré- e pós-bochecho foi depositada, com auxílio de um “swab” estéril de algodão, em lâminas de vidro e, após serem coradas pelo método Gram, foram comparadas quanto ao número e diversidade de microorganismos.

Os resultados mostraram que o bochecho com 10 ml de clorexidina numa concentração de 0,02% durante 1 minuto previamente à realização de moldagens é eficaz na redução da número de microorganismos gram-positivos e gram-negativos da superfície das mesmas.

 Ia075

Influência da aplicação tópica da solução de cloridrato de tetraciclina sobre a microbiota da alveolite em ratos

BOSCO, J. M. D., LANDUCCI, L. F., MARTINS, A. L.*, BOSCO, A. F., GAETTI-JARDIM JR., E.

Patologia e Propedêutica Clínica - Universidade Estadual Paulista. E-mail: andre.pirapo@bol.com.br

Este estudo teve o objetivo de analisar a influência da solução de tetraciclina no processo de reparo de alvéolos dentais sob condições favoráveis ao desenvolvimento de alveolite. Quinze ratos machos, divididos em 3 grupos de 5 animais cada, tiveram seus incisivos superiores direitos extraídos após anestesia. No grupo 1, um cone de papel absorvente embebido em adrenalina e outro com solução salina pré-reduzida foram introduzidos no alvéolo para criar condições favoráveis à infecção. No grupo 2, irrigou-se o alvéolo com 3 ml de soro fisiológico. No grupo 3, os animais receberam irrigação com solução de cloridrato de tetraciclina 10%. Os espécimes para análise foram coletados e submetidos a diluições seriadas, sendo que o isolamento bacteriano foi realizado em ágar-sangue, ágar BBE, ágar CVE, ágar Sabouraud dextrose, ágar MacConkey e ágar CFAT. A identificação dos isolados foi realizada através de suas características fenotípicas. A tetraciclina reduziu a ocorrência de alveolite. Os anaeróbios obrigatórios foram os microrganismos preponderantes nos grupos experimentais, destacando-se os gêneros Fusobacterium, Peptostreptococcus, Bacteroides e Clostridium. No grupo 3, ocorreu uma inversão na proporção de bactérias gram-negativas e positivas, com o predomínio das últimas. A aplicação da solução de tetraciclina elevou o percentual de microrganismos resistentes.

O uso de tetraciclina pode reduzir a ocorrência de alveolite e a contaminação microbiana, embora, em função da disseminação de microrganismos resistentes, seu emprego deva ser reservado. (Apoio: FAPESP - 2001/07118.)

 Ia076

Relação entre recolonização bacteriana e parâmetros clínicos após tratamento periodontal

FERREIRA, K. B.*, CAMPANELLI, V., ROCHA, E. F., TOLEDO, B. E. C., SALVADOR, S. L.

Odontologia - Universidade do Sagrado Coração. E-mail: evandrovaleria@bironet.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre recolonização bacteriana e parâmetros clínicos após tratamento periodontal. Oitenta sítios, de vinte indivíduos, com periodontite crônica, foram analisados clinicamente e com cultura microbiológica. Os indivíduos eram saudáveis, sem história de antibioticoterapia ou tratamento periodontal há seis meses e apresentavam dois sítios com profundidade de sondagem de 5 mm. O examinador registrou o nível de inserção clínica (NIC) e coletou 80 amostras de placa subgengival, padronizadamente, antes e após o tratamento. As amostras obtidas com pontas de papel absorvente, foram colocadas em meio de transporte e processadas em anaerobiose (Periolab - SP). Três espécies de periodontopatógenos identificados nas culturas foram analisados (C. rectus, P. intermedia e P. gingivalis), expressos como percentagem do total dos microrganismos cultiváveis. As três espécies tiveram uma redução percentual após a terapia periodontal, porém o teste de Wilcoxon demonstrou que somente existiu uma diminuição estatisticamente significante para a espécie Prevotella intermedia. Existiu também uma diferença significante para os valores do NIC antes e após a terapia (Wilcoxon), com ganho de inserção clínica após o tratamento. As variáveis foram submetidas ao teste de correlação de Spearman porém, não foi demonstrado estatisticamente um relacionamento entre o NIC e o percentual de microrganismos presentes.

Este estudo demostrou que o tratamento periodontal foi efetivo na redução dos microrganismos e no ganho de inserção em pacientes com periodontite crônica. (Apoio: FAPESP.)

 Ia077

Avaliação do efeito de quatro anti-sépticos orais no nível de estreptococos do grupo mutans na saliva in vivo

TIRAPELLI, C.*, ITO, Y. I.

Análises Clínicas e Toxicológicas - Universidade de São Paulo. E-mail: camilatirapelli@bol.com.br

Vários são os meios empregados para o controle de biofilme dentário, entre os quais o emprego de agentes químicos. Assim, o propósito desta investigação foi avaliar o efeito do uso de enxaguatórios orais disponíveis no mercado nacional, no nível de estreptococos do grupo mutans na saliva. O estudo foi realizado com 77 pacientes de ambos os sexos, atendidos na Clínica Integrada da FORP-USP. Os pacientes foram alocados em quatro grupos e instruídos quanto ao procedimento de higiene bucal e providos de anti-séptico bucal em quantidade suficiente. Os enxaguatórios fornecidos aos diferentes grupos foram: grupo 1, ACT (Johnson & Johnson); grupo 2, Listerine (Warner Lambert); grupo 3, Kolynos (Kolynos do Brasil) e grupo 4 Plax (Colgate-Palmolive). Cerca de 2,0 ml de saliva foram coletados antes e sete dias após o uso, em tubos de 20 x 100 mm contendo pérolas de vidro e esterilizados. Estes foram agitados e submetidos à diluição decimal em PBS e alíquotas de 50 ml aplicadas em pontos eqüidistantes em placas de 20 x 100 mm contendo o meio SB20 e incubados em microaerofilia a 37ºC. Após dois a três dias, as colônias com morfotipo pertencentes aos estreptococos do grupo mutans foram contadas com auxílio de estereomicroscópio. O nível médio de ufc/ml de saliva era elevado, ou seja, considerados “mutans milionário” na amostra obtida antes da anti-sepsia.

Considerando o efeito antimicrobiano quando da ocorrência de redução em um log, pode-se concluir que todos os anti-sépticos foram eficazes contra estreptococos do grupo mutans.

 Ia078

Avaliação de diferentes métodos de desinfecção cavitária

NUNES, C. C.*, SANTOS, W. R., LANZA, L. D., SENA, R. E., MELGAÇO, C.

Odontologia Restauradora - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: odontoce@ig.com.br

Este trabalho teve como objetivo comparar diferentes materiais utilizados para desinfecção cavitária, avaliando a capacidade antimicrobiana em função do tempo de aplicação. Foram confeccionados 14 cilindros (15 mm x 5 mm) de resina acrílica que serviram como corpos-de-prova, sendo 4 para cada grupo e 2 para os grupos controle. Estes foram esterilizados em autoclave e posteriormente contaminados por 1 minuto com Streptococcus mutans, previamente cultivados em meio BHI. No grupo 1 os corpos-de-prova contaminados foram banhados em solução de gluconato de clorexidina a 2% por 1, 2, 3 e 4 minutos (subgrupos A, B, C, D ). No grupo 2, os corpos-de-prova foram imersos em ácido fosfórico a 37% por 10, 15, 30 e 60 segundos (subgrupos A, B, C, D). No grupo 3 foi utilizado solução de hidróxido de cálcio com banhos de 1, 2, 3 e 4 minutos (subgrupos A, B, C, D). Decorrido os tempos dos banhos, as amostras foram lavadas em água destilada esterilizada e colocadas em tubos de ensaio repletos com meio BHI estéril, sendo armazenados em estufa a 37ºC por 24 horas. Após este prazo realizou-se a avaliação, sendo que o meio com aspecto turvo indicava crescimento bacteriano e ao contrário, o meio com aspecto límpido, como inicialmente, indicaria que a solução no seu devido tempo empregado foi capaz de inibir o crescimento bacteriano. Na leitura dos resultados observou-se que somente os subgrupos 1B, 1C e 1D foram eficazes em inibir o crescimento bacteriano.

Conclui-se que somente a aplicação de clorexidina por um período de 2 a 4 minutos foi eficaz em inibir o crescimento bacteriano.

 Ia079

Produção de TNF-a na periodontite do adulto e correlação com a tipagem de células inflamatórias

FONSECA, D. F.*, RAMOS, L. A., CHAVES, J. A. C., VIEIRA, B. J., AARESTRUP, F. M.

Laboratório de Imunopatologia e Patologia - Universidade Federal de Juiz de Fora. E-mail: daniff@powerline.com.br

As células inflamatórias presentes na lesão periodontal e as citocinas produzidas desempenham um papel importante no controle da reação e homeostase tecidual. Para elucidar o papel funcional do infiltrado inflamatório, estudos avaliaram a produção de citocinas no tecido de pacientes com periodontite. Destacamos o papel do TNF-a que, além de ser um dos determinantes da composição e atividade funcional do infiltrado inflamatório, tem sido associado às lesões mais severas e à destruição óssea na periodontite crônica. Produzida principalmente por macrófagos, esta citocina é considerada um “fator de osteólise local” capaz de induzir a ativação de osteoblastos para possibilitar, indiretamente, a ação de osteoclastos no sítio inflamatório. Neste trabalho foi investigada, através de imuno-histoquímica, a expressão de TNF-a e caracterização dos tipos celulares utilizando os anticorpos CD4, CD8, CD3, CD15 e CD68. Os resultados revelaram infiltrado inflamatório predominantemente composto por linfócitos T CD8, seguidos por macrófagos e linfócitos T CD4. Não foram observados neutrófilos nas amostras estudadas. A expressão de TNF-a foi observada em 36,6% das células mononucleares.

Os resultados sugerem que a produção de TNF-a no sítio da lesão é um fator importante no estabelecimento do tipo de infiltrado inflamatório no sítio da lesão peridontal o que, certamente, influencia a patogênese da periodontite do adulto. (Apoio financeiro: FAPEMIG, USS.)

 Ia080

Efeito do envelhecimento sobre a concentração bucal de compostos sulfurados voláteis em ratos

OLIVEIRA, C.*, KURIHARA, E., CUNHA, T. S., MARCONDES, F. K.

Ciências Fisiológicas - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: carezinha@yahoo.com.br

A halitose é caracterizada por um aumento na produção de compostos sulfurados voláteis (CSV) resultante da ação de bactérias gram-negativas sobre aminoácidos que contêm enxofre. Esses aminoácidos são encontrados em restos de células presentes na cavidade bucal. Considerando que a secreção salivar é influenciada pela idade e que alterações no fluxo, na concentração protéica e iônica da saliva podem alterar a produção de CSV, a proposta deste trabalho foi analisar o efeito da idade sobre a produção de CSV. A concentração bucal de CSV de ratos Wistar machos com 4 meses (n = 11) e 12 meses (n = 14) foi avaliada entre 8:00 e 11:00 h. Para a realização das medidas de CSV foi utilizado um monitor de sulfetos (halímetro). Na cânula plástica ligada ao aparelho foi acoplado um sugador odontológico e este foi introduzido lateralmente na cavidade bucal dos animais. Após a medida de CSV, os animais foram anestesiados com tiopental (40 mg/kg i.p.) e a salivação foi estimulada por administração de pilocarpina (10 mg/kg i.p.). Durante 15 minutos foi coletada a saliva. Os dados foram comparados por teste t de Student não-pareado. Ratos com 12 meses de idade apresentaram maior concentração de CSV do que ratos com 4 meses (20 ± 2 ppb e 16 ± 1 ppb, respectivamente; p < 0,05). Ratos com 12 meses apresentaram menor fluxo salivar do que ratos com 4 meses (0,08 ± 0,01 ml/min e 0,11 ± 0,01 ml/min, respectivamente; p < 0,05).

Nossos resultados sugerem que um aumento na concentração bucal de CSV poderia ser uma resposta à diminuição do fluxo salivar induzida pelo envelhecimento. (Apoio: FAPESP - 00/08348-6; 00/12977-9; 01/02684-7 e FAEP - UNICAMP.)

 Ia081

Análise do envolvimento de metaloproteinase 2 na absorção de enxerto xenogênico orgânico

MENDONÇA, T. A.*, ZAMBUZZI, W., RODRIGUES, J. G. R., OLIVEIRA, R. C., NISHIYAMA, C. K., GRANJEIRO, J. M.

Odontologia - Universidade de São Paulo. E-mail: thaisaccorsi@yahoo.com

O enxerto autógeno ainda hoje é o melhor material para o tratamento de perdas ósseas, contudo, importantes inconvenientes estimularam a busca por novos materiais gerando centenas de alternativas, entre elas materiais xenógenos. Embora as propriedades físico-químicas e biológicas dos novos materiais sejam muito estudadas, os mecanismos celulares e moleculares envolvidos nesta resposta ainda são pouco compreendidos. O objetivo deste projeto é analisar o envolvimento de metaloproteinase 2 (MMP2) na absorção do osso medular bovino orgânico implantado no tecido muscular de ratos, visto que esta enzima participa da degradação de colágeno tipo I, IV, V, VII e X. Um total de 30 ratos albinos da linhagem Wistar (Rattus norvergicus), machos adultos (250 gramas), receberam implante entre as fáscias do músculo quadríceps, de osso medular bovino orgânico em bloco (Gen-Ox®, Baumer, S.A.). Após a implantação, biópsias foram retiradas nos períodos de 3, 7, 14, 21 e 28 dias (n = 6/período) e encaminhadas para o processamento histotécnico e imuno-histoquímico específico para marcação da MMP2 (anticorpo primário MMP2, anticorpo secundário IgG “anti-goat” e complexo biotina-avidina). A marcação para MMP2 foi positiva em todos os períodos, sendo máxima no período de 14 dias. Após 28 dias, observou-se a completa absorção do material e ainda algumas poucas células marcadas para MMP2.

O material implantado foi completamente absorvido em um período de 30 dias e sua absorção parecer estar associada à participação da MMP2.

 Ia082

Concentração de flúor em alimentos e bebidas infantis e risco de fluorose dentária

ALMEIDA, B. S.*, FURLANI, T. A., LEVY, F. M., RODRIGUES, M. H. C., BASTOS, J. R. M., BUZALAF, M. A. R.

Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva - Universidade de São Paulo. E-mail: biasalmeida@ig.com.br

É necessário saber a quantidade de F presente em alimentos e bebidas consumidos por crianças na faixa etária de risco para fluorose dentária. O objetivo deste trabalho foi analisar o conteúdo de F total (FT) e de F solúvel em HCl 0,01 M (“suco gástrico”) (FS) em alimentos e bebidas consumidos por crianças. As amostras, adquiridas em supermercados de Bauru - SP, foram divididas em 3 categorias: cereais infantis (A), achocolatados líquidos (B) e bebidas à base de soja (C). O conteúdo de FT foi separado por difusão facilitada por hexametildisilazano e o de FS incubando-se as amostras (que apresentavam mais de 1 mg F/ml ou 1 mg F/g) a 37ºC por 1 h em HCl 0,01 M. As análises de F foram feitas com o eletrodo específico (Orion 9609). As médias ± DP e amplitude das concentrações de FT (mg F/ml ou mg F/g) foram: A) 4,255 ± 3,038 (0,200-7,840, n = 6); B) 0,345 ± 0,469 (0,047-1,272, n = 6) e C) 0,153 ± 0,070 (0,092-0,295, n = 8). Cinco amostras de cereais infantis e 1 de achocolatado foram analisadas para FS, tendo-se observado que no caso dos cereais, todo o F se encontrava solúvel, enquanto que para o achocolatado, apenas 50% do FT apresentava-se solúvel.

Em função dos resultados encontrados, pôde-se observar que alguns dos cereais e bebidas analisados podem ser importantes contribuintes para a ingestão diária total de F, podendo chegar a fornecer mais que 25% da ingestão diária máxima recomendada (0,07 mg F/kg peso corporal) para uma criança de 2 anos de idade (12 kg), quando consumidos uma única vez por dia. Os fabricantes deveriam informar nos rótulos a concentração de F presente.

 Ia083

Cuidados odontológicos durante a gravidez... o que as gestantes pensam sobre isto?

FERREIRA, L. E.*, C. A., SANTORO, C. , PELLOGIA, M. C., BOMBANA, A. C.

Odontologia - Universidade de Taubaté. E-mail: loreleyef@msn.com

 O objetivo deste trabalho foi avaliar através de questionário direto o conhecimento de gestantes do Vale do Paraíba sobre cuidados odontológicos no período gestacional. Sete alunos do 3º ano do curso de Odontologia da UNITAU aplicaram um questionário a 41 gestantes que estavam na sala de espera dos postos de saúde do município de Taubaté. A faixa etária das gestantes oscilava entre 14 a 42 anos, das quais 90% recebiam até seis salários mínimos. Dentre os resultados obtidos pode-se citar que 41% responderam ter medo de tratar dos dentes na gestação, 57% responderam não ter medo de tratar dos dentes na gestação e 2% não responderam esta questão. Em relação à freqüência de escovação dental, 78% responderam que escovam os dentes com a mesma freqüência como faziam antes de ficarem grávidas, 19% afirmaram que escovam com maior freqüência no período gestacional e 3% não responderam esta questão. A respeito da orientação dada por um profissional da Saúde sobre como escovar os dentes no período gestacional, 58% respondeu que recebeu orientação, 42% respondeu que não recebeu orientação. A questão sobre gengivite gravídica evidenciou que 39% afirmou saber o que era gengivite gravídica e 61% respondeu que não sabia.

Com os resultados obtidos concluiu-se que a maioria das pacientes não alteraram seus hábitos de higiene bucal na gestação e que o medo do tratamento odontológico na gravidez pode estar associado à falta de informação sobre cuidados inerentes ao estado no qual a gestante se encontra. Isto nos permite concluir que é importante ainda nos dias de hoje esclarecer e motivar estas pacientes em relação a promoção da saúde bucal neste período.

 Ia084

Estudo etiológico e epidemiológico do traumatismo dental em dentes permanentes na região de Campinas

FERRARI, C. H.*, CARRASCOZA, A., MEDEIROS, J. M. F.

Odontologia Clínica - Universidade São Francisco. E-mail: ferrari-endousf@bol.com.br

O objetivo do presente estudo foi investigar a incidência e as causas do traumatismo dental em dentes permanentes na população da região de Campinas, de acordo com o sexo e a idade do paciente, dentes envolvidos (organizados por quantidade de dentes traumatizados por acidente, grupo dental, arcada e região), tipo de traumatismo e motivo do acidente, sendo que as duas últimas variáveis estudadas foram classificados acorde Andreasen. Foram estudados 189 casos, totalizando 363 injúrias ocorridas em 355 dentes de pacientes atendidos no período de 1999 até 2001, em clínicas particulares de Campinas e região e na Clínica de Odontologia da Universidade. Todos os dados clínicos obtidos dos pacientes foram registrados em ficha clínica apropriada. Os resultados demonstraram uma maior incidência no sexo masculino (70,9%) e na faixa etária de 11 a 15 anos (28,6%). O grupo dental mais atingido foi o dos incisivos centrais superiores (66,2%) seguido dos incisivos lateriais superiores (19,1%), a arcada mais atingida foi a supe­rior (90,0%) e a região mais atingida a anterior (95,5%). O tipo de trauma mais freqüente foi a fratura de coroa não complicada (48,2%) seguido da subluxação (12,1%) e as causas mais comuns foram as quedas (50,3%) seguido das pancadas (15,3%).

Os resultados permitem-nos portanto traçar um perfil da freqüência e das causas do trauma dental em dentes permanentes na região, servindo de subsídio para campanhas de prevenção e planos de atendimento, bem como de servir de base para investigações futuras.

 Ia085

Avaliação de injúrias orofaciais em atletas de jiu-jitsu em torneios baianos

LIBÓRIO, C.*, AZI, R., ALVES, A. C.

Faculdade de Odontologia - Universidade Federal da Bahia. E-mail: carinaliborio@uol.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de injúrias orofaciais, o uso de protetores bucais e seus tipos e o conhecimento de suas funções por parte dos atletas durante torneios de jiu-jitsu realizados no estado da Bahia no primeiro trimestre de 2002. As informações desta pesquisa foram obtidas através da avaliação e entrevista realizadas em cada participante após a luta por duas pesquisadoras. Foi examinado um total de 718 atletas de 6 a 52 anos, média de 19,4, de ambos os sexos em 589 lutas. Dos atletas questionados, apenas 20 (2,8%) faziam uso do protetor bucal e do tipo termoplástico. Do total de lutas, aconteceram 202 acidentes orofaciais, sendo 8 (3,96%) fraturas dentais, 75 (37,1%) lacerações em tecidos moles, e 118 (58,4%) concussões cerebrais em variados graus. 100% dos atletas possuiam conhecimento sobre a função de proteção dos dentes dos protetores, mas não o tinham em relação à proteção das concussões cerebrais. Foi observado que 100% dos usuários do protetor bucal não sofreram traumatismos durante as lutas.

A prevalência do número de traumas, a quantidade de usuários de protetores bucais, e o baixo conhecimento sobre suas funções requerem campanhas por parte dos cirurgiões-dentistas que têm como papel avaliar e tratar da saúde bucal, bem como educar, diagnosticar e prevenir traumas também em práticas esportivas. (Apoio financeiro: PIBIC/ CNPq.)

 Ia086

Ansiedade e dor frente a diferentes técnicas de anestesia local

CASTRO, F. P. L.*, ROSA, A. L., BARROS, V. M. R.

Cirurgia - Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. E-mail: vmbarros@forp.usp.br

Há relatos na literatura demonstrando que 22 a 79% dos pacientes apresentam, quando submetidos a procedimentos odontológicos, graus moderados de ansiedade e 8 a 15% deles são altamente ansiosos. O objetivo desse trabalho foi avaliar a relação entre o grau de ansiedade, a expectativa de dor e a dor experimentada na realização de diferentes técnicas de anestesia local. Setenta voluntários, acadêmicos de Odontologia, foram submetidos em 3 sessões diferentes à anestesia infiltrativa, bloqueio alveolar inferior e bloqueio palatino maior. A ansiedade foi avaliada empregando-se escala de ansiedade dental de Corah e a escala visual análoga, a qual foi empregada também para avaliar a expectativa de dor previamente à aplicação das injeções e a dor realmente experimentada durante as anestesias. Os dados obtidos foram analisados pelo teste de regressão linear, de correlação e t pareado. Os resultados observados evidenciaram baixo grau de ansiedade entre os estudantes, que variou de acordo com a técnica anestesiológica empregada. A maioria dos acadêmicos relatou dor durante a aplicação das anestesias, que foi mais intensa no bloqueio do nervo palatino maior e menos intensa durante a execução da anestesia por infiltração. Os acadêmicos com maior grau de ansiedade mostraram maior expectativa de dor. A dor sentida foi, para todas as técnicas, menor que a esperada.

Estes resultados mostraram que pacientes ansiosos tendem a esperar um nível maior de dor frente ao tratamento odontológico e que para as anestesias a expectativa de dor é maior que a dor percebida.

 Ia087

O educador enquanto agente multiplicador de saúde bucal nas pré-escolas de Campinas, SP

BRAGA, M. M.*, ANTUNES, J. L. F.

Odontologia Social - Universidade de São Paulo. E-mail: mari001@bol.com.br

A promoção em saúde bucal caracteriza-se pela atuação interdisciplinar. Nas pré-escolas, tais atividades têm como seus principais difusores os orientadores pedagógicos, a quem são delegadas iniciativas referentes à instauração de hábitos saudáveis de alimentação e higiene bucal e orientação aos pais e alunos. O presente estudo procurou caracterizar a atuação de educadores, enquanto agentes multiplicadores de saúde nas pré-escolas da cidade de Campinas, SP. Foram aplicados questionários abertos em 40 pré-escolas da rede pública e privada, situadas em diferentes áreas da cidade, com o intuito de descrever a atuação dos professores nas atividades de promoção e educação em saúde bucal. Apenas 25% das escolas públicas e 45% de escolas particulares prestavam orientações gerais sobre saúde bucal aos pais de seus alunos. Metade das escolas públicas e 85% das escolas privadas realizavam escovação com regularidade. A responsabilidade pela coordenação dessas atividades foi identificada como sendo exclusivamente do professor em 90% das escolas particulares e 75% das públicas. No entanto, 25% das particulares e 30% das públicas informaram receber treinamento satisfatório em saúde bucal para seus profissionais pedagógicos.

Diante desse panorama, conclui-se ser necessária a criação de um plano de atuação junto aos profissionais de educação infantil, objetivando a transmissão de informações em saúde bucal, bem como a motivação desses profissionais para a intervenção no processo de educação em saúde bucal.

 Ia088

Estudo das causas de estresse ocupacional em dentistas

ROSS, J.*, CERVI, A., KOSMANN, C., LEGAL, E. J.

Odontologia - Universidade do Vale do Itajaí. E-mail: monoestresse@zipmail.com.br

A discussão sobre o estresse ocupacional em dentistas ganha importância nesse momento em que a Odontologia brasileira passa por mudanças significativas relacionadas a situação sócio-econômica do País e ao avanço técnico e científico, que alteram as condições de trabalho. O objetivo desse estudo foi identificar as causas de estresse entre dentistas da cidade de Balneário Camboriú - SC. A amostra foi composta por 43 dentistas e a coleta de dados realizada através de questionários fechados sobre estresse ocu­pacional. Os dados dos questionários foram cruzados com o Inventário de Sintomas de Stress (ISS), de Marilda Lipp, através de análise de correlação de Spearman. Os resultados apontaram correlações significativas entre aumento nos sintomas de estresse nas últimas 24 horas (fase de alerta) e preocupações com a organização do trabalho (rho = 0,402; p < 0,05), com doenças ocupacionais (rho = 0,436; p < 0,05) e rotina (rho = 0,450; p < 0,05). O estresse nos últimos três meses (fase de exaustão) indicou correlação positiva com insatisfação na profissão (rho = 0,427; p < 0,05) e com expectativas profissionais não cumpridas (rho = 0,453; p < 0,05). Outros fatores estressantes foram apontados, porém não foram correlacionados com os sintomas. Entre eles questões financeiras (rho = 0,399; p < 0,05) e excesso de trabalho (rho = 0,370; p < 0,05).

Conclui-se que as principais fontes de estresse para os dentistas foram as preocupações com a organização, rotina no trabalho e doenças ocupacionais; a insatisfação e as expectativas profissionais não cumpridas; as questões financeiras e a sobrecarga de trabalho.

 Ia089

Educação em saúde bucal para escolares: uma construção do conhecimento

RIBEIRO, E. D. P.*, OLIVEIRA, J. A., ZAMBOLIN, A. P., LAURIS, J. R. P., AOKI, M. R. L.,
TOMITA, N. E.

Odontopediatria e Ortodontia - Universidade de São Paulo. E-mail: quinhaodontousp@hotmail.com

A educação em saúde bucal baseia-se na mudança de comportamento e motivação do indivíduo em relação à hi­giene bucal. A escola é um local adequado à educação, pois concentra adolescentes em idades propícias à aquisição de novos hábitos. Este estudo objetivou, após aceitação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, desenvolver e avaliar atividades educativas em uma escola pública de Bauru - SP, com 160 adolescentes de 11 a 14 anos. A avaliação foi feita por meio de questionários aplicados antes e depois da atividade educativa. As questões comuns aos questionários permitiram avaliar o entendimento de conceitos sem informação prévia e após orientação. As perguntas não comuns detectaram 65% dos escolares com relato de utilização do fio dental e 81,25% afirmando já terem recebido orientações de escovação. Essa orientação foi dada em 29,37% dos casos pela mãe e em 28,12% pelo cirurgião-dentista. As atividades educativas englobaram palestras, que enfatizaram o conceito de cárie e as formas de evitá-la, e jogos coerentes com o dinamismo da faixa etária, visando maior motivação em relação à saúde bucal. No primeiro questionário, 82,5% dos adolescentes afirmaram que o chiclete não substitui a escovação, já no segundo 91,25% (p - 0,45*) apresentaram essa resposta. O conceito de cárie como doença foi também entendido, sendo que a taxa de adolescentes com essa informação passou de 4,37% para 36,87%, após atividades educativas.

O trabalho mostrou-se eficaz ao reforçar a educação em saúde bucal na escola, um importante espaço social para desenvolver ações de saúde por meio da prática educativa.

 Ia090

Escala de cor para dentes decíduos

SILVA, P. E.*, BUSSADORI, S. K.

Ortodontia e Odontopediatria - Universidade de São Paulo. E-mail: eberson@dialdata.com.br

O objetivo da presente pesquisa foi a elaboração de uma pré-escala de cor para dentes decíduos e seleção, com base nesta pré-escala, das cores que mais se aproximavam da coloração da dentição decídua. Foi confeccionada uma pré-escala composta por material resinoso para dentes permanentes de diferentes marcas comerciais, nas nuances que mais se aproximavam da coloração dos dentes decíduos. Foram selecionadas 50 crianças (ambos os sexos - 2 a 5 anos) portadoras de dentição decídua hígida completa. Estas foram submetidas a exame clínico visual sob luz natural, onde procuramos analisar, com base na pré-escala hidratada, quais os materiais que mais aproximavam da coloração dos dentes decíduos. Foram estabelecidos como padrão para análise os dentes 61 e 81. Após análise estatística pudemos observar que as cores B0,5 (Filtek Z250 - 3M); B1 (Filtek A110 - 3M) e B1 (Amelogem - Ultradent) foram as que mais se aproximaram da coloração dos dentes decíduos selecionados e analisados (26% respectivamente). As cores A1 (Charisma - Heraeus Kulzer); A1 (Filtek Z250 - 3M) e B1 (Herculite XRV - Kerr) foram as que menos se aproximaram da coloração dos dentes decíduos (0% respectivamente). As cores B1 (TPH Spectrum - Dentsply); P (Z100 - 3M) e A1 (Z100 - 3M) obtiveram os seguintes resultados: 14%; 6% e 2% respectivamente, ficando como opções possíveis de cor para dentes decíduos.

Com base na seleção de cor feita por meio de pré-escala elaborada, as cores que mais se aproximaram da coloração da dentição decídua foram B0,5 (Filtek Z250 - 3M); B1 (Filtek A110 - 3M) e B1 (Amelogem - Ultradent).

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Estudo demonstrativo da presença de dentes permanentes erupcionados em escolares da cidade de Porto Alegre

CERVEIRA, G. P.*, SQUEFF, K., CLOSS, L. Q.

Ortodontia - Universidade Luterana do Brasil. E-mail: guiveira@terra.com.br

Revisando a bibliografia existente a respeito da cronologia de erupção dos dentes permanentes, é de se notar a extensa quantidade de dados sobre populações européias e norte-americana, porém pouco se estudou a respeito da cronologia de erupção dos indivíduos brasileiros, menos ainda àqueles de nossa comunidade. Com este intuito, foi realizada uma pesquisa de campo em duas escolas da rede pública estadual de Porto Alegre, com a finalidade de verificar a presença de dentes permanentes erupcionados em crianças com faixa etária entre seis à dez anos. Foram examinadas 327 crianças, considerando as variáveis sexo, idade e cor. O trabalho teve como referência didática uma ampla literatura sobre os diferentes tópicos relacionados ao processo evolutivo da dentição.

Não foi observado significância na época de erupção para as variáveis raça e sexo. Foi observado que aos seis anos de idade uma porcentagem maior de incisivos inferiores (78,7%) erupcionaram antes que os primeiros molares inferiores (75,9%), assim como a erupção da arcada inferior antes que a arcada superior.

 Ia092

Influência da dieta líquida na permeabilidade do esmalte de dentes decíduos

LOPES-SILVA, A. M. S., BUSTILLO, G. A. F. N.*, HABITANTE, S. M., CANDELÁRIA, L. F. A.

Odontologia - Universidade de Taubaté. E-mail: lbustillo@uol.com.br

As lesões de erosão na dentição decídua têm sido associadas ao elevado consumo de bebidas ácidas, que são precocemente oferecidas às crianças. A proposta do presente experimento foi avaliar in vitro a per­meabilidade do esmalte de dentes decíduos submetidos à ação de líquidos fermentáveis e substâncias ácidas. Foram empregados 40 dentes decíduos divididos em 4 grupos, sendo o Grupo 1 tratado com Coca-Cola, o Grupo 2 com suco de laranja industrializado, o Grupo 3 com leite fermentado e o Grupo 4 com soro fisiológico (controle). Em seguida os espécimes foram imersos nas substâncias a serem testadas, as quais foram substituídas a cada 2 horas, durante 12 horas, e mantidos em estufa a 37ºC. Após esse período os dentes foram lavados em água destilada, e receberam aplicação do corante azul de metileno a 0,5% por 48 horas. Todos os dentes foram cortados no sentido longitudinal, e realizada a leitura das imagens digitalizadas no programa Imagelab, e os resultados obtidos submetidos à análise estatística. Os espécimes do Grupo 2 (suco de laranja) apresentaram as maiores médias de porcentagem de área corada (25,1%), seguidos do Grupo 1 (19,3%), Grupo 3 (15,3%) e Grupo 4 (8,9%) respectivamente. A análise estatística demonstrou diferença significante entre os grupos G1 versus G4, G2 versus G3 e G2 versus G4.

Os resultados permitiram concluir que o suco de laranja (G 2) e a Coca-Cola (G1), apresentaram maiores médias de porcentagem de área corada, e podem interferir na estrutura de esmalte dos dentes decí­duos.

 Ia093

Avaliação do consumo de flúor através dos hábitos alimentares de crianças portadoras de fluorose dentária

PINHEIRO, N. R.*, MARTINS, C. C., PAIVA, S. M.

Odontopediatria e Ortodontia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: nirci@yahoo.com.br

O aumento da prevalência de fluorose dentária se deve também aos fluoretos disponíveis na cadeia alimentar. O objetivo deste trabalho é avaliar os hábitos alimentares de crianças portadoras de fluorose dentária, enfocando a ingestão de flúor. Foi entregue um questionário a 134 pais de crianças de 6 a 12 anos de idade, portadoras de fluorose dentária, estudantes da Escola Municipal Levindo Lopes, Belo Horizonte - MG (0,74 ppm F). Os questionários abordaram os hábitos da dieta das crianças quando estas tinham a idade de 0 a 3 anos. Dos questionários entregues aos pais, 131 foram retornados aos pesquisadores (97,8%). Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG pelo parecer nº ETIC 119/00. O tipo de leite mais consumido pelas crianças foi o leite materno (43,84%), seguido pelo leite bovino (37,93%) e pelo leite em pó (14,29%). A maioria das crianças tinha por hábito o consumo de sucos (93,89%) e chás (80,92%). A água de abastecimento público foi a principal fonte para preparo de sucos e chás (74,81%) e outros alimentos (96,95%), além de ser consumida pura por 78,62% das crianças. Apenas 21,37% fizeram uso de suplementos fluoretados, mas a grande maioria relatou o contrário (70,23%).

Sendo assim, a água de abastecimento público foi a principal fonte de flúor da dieta de crianças de 0 a 3 anos, uma vez que era consumida pura, no preparo de alimentos, sucos, chás e leite em pó, embora esses últimos também contenham flúor em sua formulação. (Apoio: PIBIC/CNPq/UFMG.)

 Ia094

Injúrias orofaciais e utilização de protetores bucais: conhecimentos e atitudes dos odontopediatras

AZI, R.*, LIBÓRIO, C., ALVES, A. C.

Faculdade de Odontologia - Universidade Federal da Bahia. E-mail: raissaazi@zipmail.com.br

A grande incidência de injúrias orofaciais e intraorais em crianças e adolescentes tem como maior fator a prática de esportes. Evidências indicam que o uso de protetores bucais durante a prática de esportes de contato reduz a freqüência e a severidade dos traumas. O objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento e atitudes dos odontopediatras em relação à injúrias orofaciais e práticas esportivas. Foi aplicado um questionário simplificado a 70 odontopediatras da cidade Salvador - BA. Questionou-se tempo de profissão, perfil do paciente, injúrias traumáticas e sua prevenção, além do uso, indicação e confecção de protetores bucais. Os dados foram analisados pelo Epi Info 6.04. As informações contidas no questionário, indicaram que 68,6% dos odontopediatras são formados há mais de 10 anos e 75,5% dos seus pacientes encontram-se em idade escolar. A razão mais freqüente para a procura de um consultório odontológico foi a prevenção e tratamento da cárie, seguido de traumatismos (urgências). A maioria dos dentistas questionavam sobre traumatismos ocorridos (87,1%), práticas esportivas (61,4%) e dieta do paciente (80%). Apesar de 92,9% dos profissionais demonstrarem conhecimento sobre protetores bucais, 77,1% davam orientações aos pais e apenas 45% indicavam e sabiam confeccionar o protetor (p < 0,01). Dentre os dentistas entrevistados, quase 80% não sabiam a respeito da função de proteção indireta (craniofacial) dos mesmos.

Os resultados demonstraram o despreparo dos odontopediatras em relação à prevenção de traumas em atividades esportivas. (Apoio financeiro: PIBIC/ CNPq.)

 Ia095

Levantamento de necessidades de tratamento odontológico em pacientes especiais utilizando um índice simples (INTO)

CABRAL, J. C. M.*, CASTILHO, L. S., RESENDE, V. L. S.

Odontologia Restauradora - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: jucmcabral@ig.com.br

Este estudo tem como objetivo o levantamento de necessidades de tratamento odontológico de pacientes com necessidades especiais, em Belo Horizonte - MG, utilizando-se o INTO – Índice de Necessidade de Tratamento Odontológico. Esse índice, elaborado por dentistas da Prefeitura de Belo Horizonte, consiste em triar e codificar as seguintes necessidades de tratamento odontológico: 0 = sem cárie aparente, 1 = de 1 a 3 lesões cariosas; 2 = acima de 3 lesões cariosas; 3 = urgências (casos de dor e grandes destruições coronárias); 4 = doença periodontal (supuração, mobilidade); 5 = restos radiculares. Foi feita a validação inter- e intra-examinador pelo coeficiente kappa, obtendo-se os índices 0,41 inter-, e 0,56 intra-examinador. Os exames foram feitos sob luz natural, respeitando-se a posição e o local onde os pacientes se encontravam, com paramentação completa e utilização de sobreluvas descartáveis. O público alvo foi composto de 78 alunos da Escola Especial Dr. João Moreira Salles e 177 pacientes do setor de reabilitação da Associação Mineira de Reabilitação (AMR). Das 255 pessoas examinadas, 187 obtiveram o índice 0 (73,3%) e 68 (26,7%) obtiveram escores de 1 a 5 e serão atendidos no consultório da AMR.

Concluiu-se que o INTO é eficiente para detectar prioridades, tem boa reprodutibilidade inter- e intra-examinador, além de ser de fácil execução, barato e de não traumatizar o paciente. (Apoio: AMR/ PROEX.)

 Ia096

Fatores relacionados à perda precoce de dentes decíduos anteriores

MARQUES, L. B.*, NEVES, M. L. A., COSTA, M. E. P. R., GUIMARÃES, F. M. L.

Odontopediatria - Universidade Gama Filho. E-mail: lucianabalieiro@ig.com.br

A perda de dentes decíduos anteriores além de afetar a estética causa problemas de fonação, perda de espaço e ainda pode levar a hábitos indesejáveis como a interposição lingual. Com o objetivo de avaliar os fatores que levam a perda precoce de dentes anteriores decíduos, foram avaliadas 376 fichas de pacientes de 0 a 7 anos (média = 4,58  ± 1,48) atendidos na Clínica de Odontopediatria da Universidade Gama Filho, no ano de 2001. Um total de 48 crianças (12,77%) sofreu perda de dentes sendo 18 (37,5%) do sexo feminino e 30 (62,5% do sexo masculino). 38 (79,17%) tiveram perda por lesão de cárie e 10 (20,83%) por ­trauma. Entre os dentes perdidos, 102 (96,23%) localizavam-se na região superior e 4 (3,7%) na região inferior. Entre os casos de perda por trauma, 5 (50%) decorreram de queda da própria altura e 5 (50%) por acidentes em brinquedos. De acordo com os dados obtidos, todas as crianças escovavam os dentes, apesar da grande maioria daquelas que perderam dentes anteriores por cárie, 32 (84,2%) apresentarem IHOS acima de 1,6 (c= 36,47; p < 0,001). A prova estatística foi realizada através do teste do qui-quadrado. No total de crianças analisadas, a utilização da mamadeira a partir dos 2 anos de idade esteve fortemente asso­ciada com a presença de cárie de mamadeira (c2 = 29,23; p < 0,001).

Dentre a amostra observada a lesão cariosa foi o principal fator para a ocorrência de perda precoce de dentes anteriores, tendo a dieta e a higienização deficientes contribuído para este resultado.

 Ia097

Avaliação da atividade antimicrobiana dos cimentos de ionômero de vidro

RIBEIRO, P. C.*, SANTOS, E. M., PINTO, M. M., CAROLINA, A., BUSSADORI, S. K.

Odontopediatria - Universidade de São Paulo. E-mail: paula@odonto-apo.com.br

A presente pesquisa teve por objetivo avaliar o potencial antimicrobiano de 4 (quatro) cimentos de ionômero de vidro convencionais de presa rápida existentes no mercado: Ketac-Molar (ESPE), Fuji IX (GC América), Vidrion R (SS White) e Ionofil U (VOCO). A amostra constituiu de 25 molares dos quais foi retirado e mensurado, através de cureta otoscópica, tecido cariado exposto ao meio bucal. Após a retirada este material foi cultivado em caldo de BHI e logo após semeado em 100 placas de Petri, sendo estas divididas por partes iguais em 4 (quatro) tipos de meio de cultura a saber: Mueller-Hinton, ágar-sangue, ágar Mitis Salivarius e ágar Mitis Salivarius modificado por bacitracina. Feita a semeadura, discos de papel de feltro estéreis foram embebidos nos cimentos de ionômero de vidro, estes manipulados de acordo com seu respectivo fabricante, e colocados nas placas já semeadas. A leitura dos resultados foi feita 24 horas após o crescimento bacteriano, onde os halos inibitórios foram mensurados. Os resultados referentes ao potencial bacteriostático dos materiais apresentaram distribuição amostral não normal, desta maneira aplicamos o teste não-paramétrico, teste de Kruskal-Wallis com significância de 5%. Para avaliar o potencial bactericida foi aplicado o teste de correlação de Mann-Whitney.

Baseado nos resultados da avaliação estatística, dos materiais testados o Ketac-Molar (ESPE) apresentou maior efeito bacteriostático e bactericida. Os demais materiais não demonstraram diferença estatística entre si quanto ao seu potencial antimicrobiano.

 Ia098

Prevalência de abscesso dento-alveolar agudo no pronto-atendimento de urgências odontopediátricas

BALBO, P. L.*, GODOY, L. R., WONG, R., OYAMA, R. H.

Medicina Oral e Odontologia Infantil - Universidade Estadual de Londrina. E-mail: patbalbo@hotmail.com

O objetivo deste trabalho foi avaliar a prevalência de abscesso dento-alveolar agudo em crianças que procuraram o pronto-atendimento de urgências odontopediátricas do Núcleo de Odontologia para Bebê (Bebê-Clínica/UEL), de janeiro de 2000 a dezembro de 2001. Foram examinadas 1.498 fichas clínicas, sendo encontrado registro de abscesso dento-alveolar agudo em 56 fichas (3,73%). Desta amostra, 30 crianças eram do sexo feminino e 26 do masculino, com idades de 10 meses a 7 anos. A faixa etária mais acometida pelo abscesso dento-alveolar agudo foi de 3 a 4 anos de idade. Os abscessos dento-alveolares agudo causados por cárie foram os mais prevalentes (69,64%). Já em relação aos dentes abscedados, os mais prevalentes foram os incisivos centrais superiores decíduos (37,87%), seguido dos molares inferiores decíduos (34,84%). Em relação aos procedimentos clínicos adotados para o atendimento emergencial a conduta mais prevalente foi medicação prévia com antibiótico (57,14%) e em seguida foi realizado: curativo intrapulpar com CTZ (óxido de zinco, eugenol e antibiótico) e selamento da cavidade com IRM (46,42%) e exodontia (16,07%).

Com base nos resultados obtidos, foi concluído que o profissional que atende crianças dessa faixa etária deve estar apto para diagnosticar de forma precisa, intervir invasivamente e bem orientar os responsáveis quanto a continuidade do tratamento após o atendimento emergencial, como a realização de pulpectomia nos dentes tratados com CTZ, ou a confecção de mantenedores de espaço para os dentes extraídos, almejando um prognóstico favorável para o paciente.

 Ia099

Radiografia interproximal digital e convencional para diagnosticar cárie proximal em molares decíduos

COLLINA, E.*, NOSÉ, C. C.

Faculdade de Odontologia - Universidade de Guarulhos. E-mail: eliscollina@yahoo.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade de três examinadores, em diferentes estágios profis­sionais, de detectar lesões de cárie nas superfícies proximais de molares decíduos humanos por meio do exame radiográfico interproximal, por meio de radiografia convencional e de um sistema de radiografia digital direta, usando ou não suas ferramentas de ajuste de imagem. Foram examinadas 38 superfícies proximais por três observadores calibrados: um cirurgião-dentista recém-formado (examinador 1), um aluno do curso de especialização em Odontopediatria (examinador 2), e um mestre em Odontopediatria (examinador 3). Todos analisaram, independentemente, as radiografias convencionais e as imagens digitais com e sem ajuste de imagem, avaliando as superfícies proximais em relação à presença ou ausência de cavidade e em relação à profundidade da lesão, em uma escala de cinco pontos de severidade da doença. Comparando-se os dados, foram obtidas quatro decisões: verdadeiro-positivas, verdadeiro-negativas, falso-positivas e falso-negativas. Esses dados permitiram calcular a efetividade dos métodos radiográficos pelos parâmetros de sensibilidade, especificidade e acurácia. A radiografia convencional foi mais acurada na detecção da presença de cárie e da profundidade da lesão quando comparados com o padrão ouro, seguidas das radiografias digitais com ajuste e das sem ajuste de imagem.

Considerando-se os resultados deste trabalho, a radiografia convencional ainda é o método de eleição para auxiliar na elaboração do diagnóstico da cárie nos molares decíduos.

 Ia100

Prevalência de doenças bucais em crianças portadoras de fendas labiopalatinas atendidas no HM Nossa Senhora do Loreto - RJ

ARMADA, L.*, ALVES, M. U.

Odontopediatria - Universidade Estácio de Sá. E-mail: luadias@hotmail.com

As fendas labiopalatinas são malformações congênitas que rompem a integridade do lábio e/ou palato e ocorrem em conseqüência de falhas ou defeitos do desenvolvimento embrionário entre a sexta e oitava semana gestacional. As alterações bucais mais freqüentes são as más-oclusões e as anomalias dentárias, tornando esses pacientes mais susceptíveis a desenvolver lesões cariosas e doença periodontal. O objetivo deste estudo foi pesquisar a prevalência das doenças bucais em crianças portadoras de fissuras labiopalatinas que procuraram atendimento odontológico no Hospital Nossa Senhora do Loreto - SMS - RJ. O presente trabalho foi realizado em pacientes com idades entre 2 e 12 anos, de ambos os sexos, inscritos no setor de Odontologia do Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto - SMS - RJ, após a aprovação do projeto pelo Comitê de Ética da UNESA e do Hospital. A metodologia utilizada foi o exame intrabucal, após autorização dos responsáveis através da assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. Foi realizada uma anamnese criteriosa e respondido um questionário supervisionado para avaliar o padrão sócio-econômico-cultural da família. Os resultados demonstraram que as doenças bucais mais prevalentes encontradas nesse grupo foram: anomalias dentárias (96%), más-oclusões (90%), lesões cariosas (86%) e gengivites (54%).

Concluiu-se que as crianças portadores de fendas estão mais susceptíveis às doença bucais, sendo que as anomalias dentárias foram as mais encontradas. Esses resultados mostram a necessidade de se implementar um programa de promoção em saúde voltado para maior esclarecimento dos pais e responsáveis.

 Ia101

Prevalência de fluorose e defeitos de desenvolvimento do esmalte em cidades com diferentes histórias de fluoretação

LEITES, J. S.*, TEIXEIRA, M. S., GUIRADO, C. G.

Odontologia Infantil - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: jujusalton@yahoo.com

Esse trabalho tem como objetivo comparar o percentual de escolares com idade entre 5 e 12 anos que apresentam defeitos de desenvolvimento do esmalte dental e fluorose, em cidades com diferentes histórias de fluoretação da água de abastecimento público. Águas de São Pedro realiza fluoretação desde 1984, enquanto Ipeúna nunca realizou tal procedimento. Uma amostra da água de cada cidade foi coletada e enviada ao Laboratório de Bioquímica da FOP - UNICAMP. Foi encontrado 0,7 ppm F em Águas de São Pedro e 0,06 ppm F em Ipeúna. Os exames clínicos foram realizados em 417 crianças (260 em Águas de São Pedro e 157 em Ipeúna), sob iluminação natural, em cadeiras colocadas no pátio das escolas, utilizando-se sonda exploradora e espelho bucal. Os dados foram anotados em fichas individuais e submetidos à análise estatística. Observou-se que 18,84% das crianças de Águas de São Pedro apresentaram defeitos de desenvolvimento do esmalte, enquanto que em Ipeúna esse número subiu para 24,84%. Observou-se também que 15,76% das crianças em Águas de São Pedro apresentaram fluorose, enquanto que em Ipeúna esse índice caiu para 1,9%.

O resultado encontrado possibilita concluir que a fluoretação da água de abastecimento público não teve significância no percentual de defeitos de desenvolvimento de esmalte; porém, o mesmo não se pode dizer com respeito a fluorose.

 Ia102

Avaliação do local de tratamento de bebês na clínica odontopediátrica

MATOZINHOS, M. O.*, COSTA, M. E. P. R., NEVES, M. L. A., GUIMARÃES, F. M. L.,
MARQUES, L. B.

Odontopediatria - Universidade Gama Filho. E-mail: marinamatozinhos@hotmail.com

Considerando o grande número de bebês levados à clínica odontopediátrica e a dificuldade no atendimento devido à pouca idade e à ansiedade das mães, resolveu-se investigar qual a melhor forma de tratar os bebês de modo a proporcionar maior conforto e segurança. Foram atendidos 38 bebês de 6 a 40 meses de idade, tratados em três sessões, onde o mesmo conjunto de procedimentos foi realizado (exame, profilaxia e aplicação de flúor), em locais diferentes: colo da mãe, macri e cadeira odontológica. O comportamento dos bebês foi classificado em ++, +, – e – – , de acordo com a escala de Frankl. 36,84% dos bebês mantiveram o mesmo comportamento nas três consultas, 18,42% pioraram e 44,74% melhoraram. Comparado ao atendimento com o bebê na macri, 91,67% dos bebês com menos de 24 meses apresentaram comportamento mais tranqüilo no colo de suas mães (c2 = 6,47; p = 0,010), enquanto que 76,92% dos bebês com mais de 24 meses comportaram-se melhor na cadeira odontológica (c2 = 19,43; p = 0,00001). De um modo geral, o colo da mãe e a cadeira odontológica apresentaram as respostas mais positivas dos bebês: 60,52% e 73,68% respectivamente. A mãe parece passar segurança aos bebês mais jovens, porém, a partir dos 36 meses, a presença da mãe muitas vezes (42,86%) piorou o comportamento dos bebês.

Deve-se experimentar novas condutas a cada sessão, sendo imprescindível a presença da mãe para bebês de menos de 36 meses de idade. A cada consulta a criança vai se acostumando com os procedimentos, sendo aconselhável dar algum tempo para ela melhor se adaptar à nova experiência.

 Ia103

Relação entre idade e progressão de lesões de cárie em crianças de 0 a 36 meses

SANTOS, A. P. P.*, PINTO, M. P. R. , SOVIERO, V. M.

Odontopediatria e Odontologia Social e Preventiva - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: apps@compuland.com.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar a relação entre idade e progressão de lesões de cárie em 77 crianças de 0 a 36 meses, de ambos os sexos, cadastradas no Ambulatório de Pediatria do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ). Após a obtenção de consentimento livre e informado dos responsáveis e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital, um único examinador realizou o exame bucal das crianças para avaliação de cárie (valor de kappa > 0,90). Os dados obtidos foram analisados através do software Epi Info, utilizando o teste qui-quadrado. As crianças tinham idade média de 22,9 meses e a prevalência de cárie, incluindo lesões não cavitadas, foi de 41,6%. Na faixa etária de 0 a 12 meses, não foram encontradas lesões de cárie. Entre 13 e 24 meses, 30,7% (8) dos pacientes apresentavam lesão de cárie. Destes, 62,5% (5) apresentavam mancha branca ativa, 12,5%(1) cavidade em esmalte e 25% (2) cavidade em dentina. Na faixa de 25 a 36 meses, 51,16% (22) apresentavam lesões de cárie, sendo que a mancha branca ativa foi encontrada em 50% (11) dos pacientes, a cavitação em esmalte em 27,27% (6) e a cavitação em dentina em 45,45% (10). A associação entre a idade das crianças e a progressão da lesão de cárie foi significativa estatisticamente (p < 0,05).

Estes resultados sugerem que os dentes vão sendo acometidos por cárie à medida em que irrompem na cavidade bucal, pois não foram adotadas medidas para controlar os fatores causais da doença assim que o primeiro sinal de cárie foi detectado e que a progressão das lesões está diretamente relacionada à idade.

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Dentes natais e neonatais em bebês portadores de fissura de lábio e palato – estudo epidemiológico

PEIXOTO, V.*, GOMIDE, M. R.

Odontologia - Universidade de São Paulo. E-mail: vipeixoto@hotmail.com

A presença de dentes ao nascimento ou nos primeiros trinta dias de vida é uma condição rara. A nomenclatura adotada pela maioria dos autores classifica os dentes presentes ao nascimento como natais e os irrompidos durante o primeiro mês de vida como neonatais. Devido à freqüente observação desses dentes na clínica do Setor de Odontopediatria do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC - USP) e em virtude da escassez de relatos na literatura sobre sua ocorrência em pacientes com fissura, a proposta desse trabalho foi determinar a prevalência dessa anomalia em portadores de fissura de lábio e palato completa unilateral (LPCU) e bilateral (LPCB), estudando suas características. Realizou-se um levantamento retrospectivo em prontuários de 935 pacientes inscritos no HRAC - USP, portadores de fissura LPCU e LPCB sem outras anomalias, com idade até 3 meses, sem tratamento cirúrgico prévio, ambos os sexos, sem distinção de raça. A prevalência encontrada para dentes natais foi de 1,3% para fissuras unilaterais e 2,3% para as bilaterais, enquanto que de dentes neonatais foram respectivamente de 3,1% e 10,9%. A maioria apresentou apenas 1 dente natal e neonatal, preferencialmente localizado na região da fissura e a exodontia foi o tratamento mais realizado.

A alta prevalência constatada de dentes natal e neonatal sugere que a sua ocorrência seja mais uma particularidade dos portadores de fissura completa de lábio e palato.

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Relação entre nível econômico familiar e idade ideal para a primeira consulta odontológica

LARA, T. S.*, PAIVA, S. M.

Odontopediatria e Ortodontia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: tuliolara@hotmail.com

Visando a atuação da Odontopediatria no modelo de promoção de saúde, este estudo objetivou levantar o que pensam os pais de diferentes níveis econômicos sobre a idade ideal para a primeira consulta odontológica dos filhos. A amostra constou de 327 pais de escolares com idade entre 6 e 10 anos, da cidade de Pitangui - MG, sendo a coleta de dados através de questionários. Para a realização da comparação por níveis econômicos foram utilizados os critérios definidos pela ABA-ABIPEME. As famílias foram agrupadas da seguinte forma: economicamente favorecidas (Grupo I) e desfavorecidas (Grupo II). O estudo foi submetido à avaliação do Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG e aprovado sob o Parecer ETIC 082/01. Os resultados foram analisados estatisticamente através do programa Epi Info 6.02, ao nível de confiança de 95%. Constatou-se que houve diferença estatisticamente significante (p = 0,001) entre os dois grupos para a idade ideal da primeira consulta odontológica, sendo que 61,2% das respostas corretas foram as do Grupo I. Em relação à idade que efetivamente a criança foi levada ao dentista pela primeira vez, observou-se também diferença entre os dois grupos (p = 0,001), onde 76,7% dos pais do Grupo I e 23,3% dos pais do Grupo II relataram ter levado o filho com até 1 ano de idade ao dentista.

Conclui-se, então, que famílias de um nível econômico mais privilegiado demonstraram reconhecer a idade ideal para levar seus filhos ao dentista pela primeira vez, embora esta prática não tenha sido vivenciada pelas mesmas. (Apoio: PIBIC/CNPq.)

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Radiografia digital direta versus radiografia convencional na determinação do comprimento do dente decíduo

SANABE, M. E.*, SANTOS- PINTO, L., GONÇALVES, M. A., BASSO, M. D., CORDEIRO, R.

Clínica Infantil - Universidade Estadual Paulista. E-mail: emisanabe@hotmail.com

O objetivo deste estudo foi avaliar in vitro a eficácia das radiografias digital e convencional na determinação do comprimento de incisivos decíduos. Vinte e um incisivos decíduos foram incluídos em blocos de resina e radiografados pela técnica convencional (filme Ektaspeed - Kodak) e pela técnica digital (CDR - Schick Technologies) utilizando aparelho de raios X de 60 kVp, 7 mA. O tempo de exposição foi de 0,3 s para o filme e 0,05 s para o sensor. O comprimento real do dente (CRD) e o dente na imagem radiográfica convencional (RC) foram medidos com paquímetro e a imagem na radiografia digital foi medida com a régua eletrônica (RD). Os resultados foram analisados estatisticamente por meio da aplicação do teste de correlação de Pearson e análise de variância. O comprimento médio dos dentes na radiografia convencional foi de 11,22 mm, na radiografia digital 11,22 mm e o comprimento real foi de 11,00 mm.

A obtenção da odontometria de dentes decíduos anteriores foram semelhantes nas imagens obtidas em radiografias convencional e digital. (Apoio financeiro: FAPESP.)

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Prevalência de maloclusão em escolares de Águas de São Pedro e Ipeúna

TEIXEIRA, M. S.*, LEITES, J. S., GUIRADO, C. G.

Faculdade de Odontologia de Piracicaba - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: milenast@ig.com.br

A proposta do presente trabalho foi estimar a prevalência de maloclusão em escolares na faixa etária de 5 a 12 anos, pertencentes a escolas públicas das cidades de Ipeúna - SP e Águas de São Pedro - SP. O estudo constituiu-se em uma pesquisa de campo realizada em 417 crianças de ambos os sexos. Os escolares, foram examinados em cadeiras no pátio das escolas, sob iluminação natural, utilizando-se espátula de ma­deira e obedecendo aos preceitos de controle de infecções. Os resultados obtidos mostraram que 60,38% das crianças examinadas em Águas de São Pedro apresentaram algum tipo de maloclusão, com predominância para a mordida cruzada. Já em Ipeúna, esse índice foi de 61,14%, tendo maior prevalência a mordida aberta.

De acordo com os resultados, podemos concluir que grande parte dos escolares (60,67%) apresentou algum tipo de maloclusão, com destaque para as mordidas aberta e cruzada, o que, de acordo com a literatura, está diretamente relacionada à presença de hábitos bucais, tais como sucção de chupeta e/ou dedo, onicofagia, respiração bucal; o que evidencia a necessidade e extrema importância da implementação de medidas preventivas para minimização do problema.

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Artifícios utilizados para remoção de hábitos orais

GUIMARÃES, F. M. L.*, COSTA, M. E. P. R., NEVES, M. L. A., MATOZINHOS, M. O., LOPES, R. S.

Odontopediatria - Universidade Gama Filho. E-mail: flavinhaml@zipmail.com.br

Os hábitos orais se instalam precocemente em crianças, sendo difíceis de serem removidos e causando na maioria das vezes, transtornos na oclusão. Com o intuito de verificar como esses hábitos ocorrem e sua possível remoção, entrevistamos 66 mães de crianças de 2 a 8 anos de idade atendidas na Clínica Odontopediátrica da Universidade Gama Filho. As crianças foram examinadas para verificarmos presença de maloclusão. A maioria (90,91%) das crianças apresentou algum tipo de hábito durante alguma fase da vida. O hábito persistiu após 36 meses de idade em 73,33% dos pacientes. A maloclusão estava presente em 35 (58,33%) das crianças, entre aquelas que apresentavam hábitos (c2 = 0,15; p = 0,6944), tendo a mordida aberta anterior acometido 82,86% delas. Os artifícios mais comumente relatados pelas mães para remoção do hábito foram: deixar a criança chorar (33,33%); colocar substância amarga no objeto utilizado (16,67%) ou presentear a criança (16,67%). Das crianças que largaram o hábito, 18 (58,06%) deixaram-no por conta própria e 13 (41,93%) através de artifícios. Houve uma maior tendência entre as crianças que ­deixaram de mamar no peito antes dos 6 meses de idade (61,67%), de desenvolverem hábitos orais (c2 = 4,45; p = 0,0348). Entre as 9 crianças que usaram placa lembrete, 7 deixaram o hábito no máximo em 3 meses e 2 continuaram a usá-la.

É necessário alertar as mães para os danos que o hábito persistente pode acarretar, bem como, a importância da amamentação no peito até os seis meses de idade. A maioria das crianças deixa o hábito quando amadurece e não através de artifícios caseiros.

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Influência da classe econômica na postura dos pais frente ao atendimento odontopediátrico

FERRREIRA, C. M.*, OLIVEIRA, A. C. B., RIBEIRO JR., H. C., PAIVA, S. M., PORDEUS, I. A.

Odontopediatria/Ortodontia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: ninemenezes@hotmail.com

Compreender a importância da comunicação entre o profissional e a família é essencial na prática clínica da Odontopediatria. Este estudo objetivou analisar a opinião dos pais em relação ao atendimento odontopediátrico, considerando as classes econômicas das famílias. Foram pesquisados 75 pais de alunos, com idade entre 2 e 6 anos, das escolas CECAF e Sagrado C. de Jesus, em Belo Horizonte - MG. Após assinatura do termo de consentimento, os dados foram coletados através de um questionário estruturado. A análise estatística foi feita no programa Epi Info 6.04. Do total de participantes, 52% foram classificados como pertencentes à classe economicamente mais favorecida (A e B) e 48% à classe menos favorecida (C, D e E), segundo critérios da ABA-ABIPEME. A classe econômica influiu significativamente no posicionamento dos pais quanto ao fato da criança chorar durante o atendimento odontológico (p = 0,008), verificando-se que a maioria dos pais de classes mais favorecidas (66,6%) relatou se importar com o choro da criança, enquanto a maior parte dos pais de classes menos favorecidas (63,8%) não considerou este fato relevante. Entretanto, independente da classe econômica, 57,1% dos pais, cujos filhos já receberam contenção física durante um atendimento, consideraram importante o odontopediatra explicar como pretende atender a criança (p = 0,021).

Deste modo, concluiu-se que, embora exista uma correlação entre a classe econômica e a postura dos pais frente ao atendimento odontológico da criança, outros fatores podem influenciar a opinião dos mesmos. (Apoio: PROBIC/FAPEMIG.)

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Hábitos de sucção na infância: a importância da interdisciplinariedade

ALENCAR, L. M.*, SERRA-NEGRA, J. M. C., MATTA, C. M.

Odontopediatria - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: l.m.alencar@bol.com.br

O objetivo do presente trabalho foi avaliar e comparar o conhecimento de profissionais de Saúde (fo­noaudiólogos, psicológos, pediatras, ortodontistas, e odontopediatras) em relação aos hábitos de sucção na infância, avaliando também a integração entre estes para o tratamento dos hábitos orais e suas rotinas ao que diz respeito à freqüência, tipos de hábitos e suas conseqüências, assistidas por cada um em seus consultórios. Foram entrevistados 15 profissionais de cada área (Ortodontia, Odontopediatria, Fonoaudiologia, Psicologia, Pediatria) atuantes em Belo Horizonte, totalizando 75 entrevistados. As entrevistas foram inicialmente marcadas por telefone e feitas pessoalmente nos consultórios. Os profissionais foram escolhidos aleatoriamente e seus nomes conseguidos nos Conselhos Regionais de cada área. Entre os profissionais entrevistados, a maioria considerou os hábitos de sucção normais, porém, devem ser retirados antes dos três anos de idade. Com relação as alterações causadas pelos hábitos, as alterações de arcada são as mais notadas pelos profissionais. Porém o fonoaudiólogo foi o mais referenciado pelos demais e o pediatra foi o menos citado para o tratamento dos hábitos e suas conseqüências.

Verificou-se que a maioria dos profissionais se refere à grande prevalência dos hábitos bucais e a importância da interdisciplinariedade. Entretanto, constatou-se que esta não acontece ainda de forma integral. Concluiu-se que deve-se estimular o trabalho integrado das áreas afins, objetivando a visão integral do paciente.

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Opinião do educador em formação sobre saúde bucal: comparação entre graduandos de faculdades públicas e privadas

GOURSAND, D.*, VASCONCELOS, R., PAIVA, S. M.

Odontopediatria e Ortodontia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: goursand@yahoo.com.br

O educador é um agente essencial na construção e transmissão de conhecimentos. Este estudo objetivou avaliar a opinião dos graduandos em Pedagogia sobre o seu contato com o conteúdo saúde bucal, comparando alunos de faculdades públicas e privadas. Participaram da pesquisa 248 formandos em Pedagogia, 139 de faculdades particulares e 109 de faculdades públicas de Belo Horizonte. A coleta de dados foi realizada através da aplicação de questionário, após prévio consentimento dos voluntários e aprovação pelo COEP/UFMG (074/01). Utilizando-se o programa Epi Info 6.02, foi realizada a análise estatística usando o teste qui-quadrado, com nível de significância de 5%. Verificou-se diferença estatisticamente significante (p = 0,003) entre as instituições analisadas, sendo que os alunos de faculdades particulares receberam mais informações sobre saúde bucal (57,3%) em relação aos alunos de faculdades públicas (42,7%). Quanto à fase da vida em que adquiriram tais conhecimentos, ambos os grupos destacaram a adolescência (p = 0,209), sendo a própria família e o dentista as principais fontes destas informações. Nos dois grupos, houve reconhecimento de que os alunos do ensino fundamental devem se familiarizar com o tema (p = 0,2611).

Conclui-se que os graduandos em Pedagogia de escolas públicas tem mais conhecimentos sobre saúde bucal, porém a fonte deste conhecimento não é o ensino formal. Além disso, foi reconhecida a importância da transmissão deste conhecimento para os alunos do ensino fundamental. (Apoio: FAPEMIG.)

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Teste dos gabaritos desenvolvidos por Long, por sobreposição em modelos de gesso

MENEZES, A. C. S. C.*, BARBOSA, C. S., FAVA, M., DI NICOLÓ, R.

Odontologia Social e Clínica Infantil - Universidade Estadual Paulista. E-mail: carolmenezes@zipmail.com.br

Um dos principais objetivos da Odontopediatria moderna é a prevenção e manutenção da saúde dos pacientes infantis, que apresentam contínuo crescimento e desenvolvimento. Qualquer desvio da normalidade da arcada dentária poderá acarretar problemas, quando não detectados e tratados precocemente. Long, em 1999, desenvolveu gabaritos da forma dos arcos decíduos do tipo I e II de Baume, através da computação eletrônica, para análise morfológica da dentadura decídua, através da sobreposição em modelos de gesso. Este estudo testou estes gabaritos desenvolvidos por Long, 1999, em 30 pares de modelos de gesso de pacientes da Clínica de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da UNESP - SJC, com dentadura decídua completa. Foi, então, analisado o posicionamento vestíbulo-lingual de cada um dos dentes das arcadas superior e inferior. Observou-se que 60% dos dentes analisados na maxila estavam vestibularizados em relação à posição ideal, enquanto na mandíbula, 50% dos dentes tinham um bom posicionamento.

Desta forma, concluiu-se que, os gabaritos são de simples aplicação clínica, inclusive para o clínico geral, podendo ser muito útil na determinação precoce de problemas na dentadura decídua.

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Prevalência de cárie utilizando-se leite formulado e água com e sem flúor, comparada a uma dieta padrão – estudo em ratos

REGO, R. A.*, COUTO, G. B. L., BOTELHO, K. V. G.

Clínica e Odontologia Preventiva - Universidade Federal de Pernambuco. E-mail: ra_rego@hotmail.com

Pelo alto consumo de leite formulado e relatos clínicos identificando a participação do leite no desenvolvimento da cárie, especialmente na primeira infância, bem como a necessidade de prevenção através da orientação aos pais, pediatras e dentistas, o presente trabalho teve por objetivo determinar a prevalência de cárie em molares de ratos quando utilizada dieta com leite formulado NAN 2 e com leite formulado NAN 2 acrescido de flúor, comparando-as a uma dieta padrão de biotério (Labina). Três grupos de 12 ratos (Rattus norvegicus albinus wistar), com 23 dias de idade, receberam durante sessenta dias as seguintes dietas: grupo 1- ração padrão de biotério + água sem flúor; grupo 2- leite formulado NAN 2 + água sem flúor; grupo 3- leite formulado NAN 2 + água com flúor. Os ratos foram sacrificados, os segmentos ósseos mandibulares e maxilares foram dissecados e os molares seccionados no plano sagital mésio-distal; as peças foram coradas e a leitura das cáries foi feita em microscópio estereoscópico (aumento de 12,5 vezes). Observou-se que não houve diferença significativa do ataque de cárie entre as dietas Labina e leite NAN 2 sem flúor e que o ataque de cárie na dieta com leite NAN 2 e água com flúor foi menor quando comparado com as dietas Labina e NAN 2 sem flúor.

Concluiu-se que a dieta de leite formulado NAN 2 foi cariogênica, tendo o flúor papel relevante na redução do ataque de cárie, o que demonstra ser importante alertar pais, pediatras e dentistas não só quanto à mudança nos hábitos alimentares infantis, mas também quanto à higiene bucal em idade precoce.

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Análise da topografia dentinária de dentes decíduos após tratamento com diferentes agentes condicionantes

ROSADO, C. F.*, CALDO-TEIXEIRA, A. S., PUPPIN-RONTANI, R. M., SINHORETI, M. A. C.

Odontologia Infantil - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: carlarosado@yahoo.com.br

Com o objetivo de avaliar, através da microscopia eletrônica de varredura (MEV), o efeito de diferentes agentes condicionantes na superfície dentinária de dentes decíduos, foram utilizados 5 molares decíduos hígidos, extraídos por razões clínicas. Os dentes foram seccionados no sentido MD, resultando em 2 amostras cada, que foram lixadas obtendo-se uma superfície plana em dentina. Foram, então distribuídas aleatoriamente segundo o agente condicionante utilizado: ácido fosfórico (AF), Clearfil SE Bond (CSE) e One Up Bond F (OU), seguindo as instruções do fabricante. As amostras foram preparadas para análise em MEV, obtendo-se 2 fotomicrografias de cada terço (oclusal, médio e cervical), para cada amostra, resultando em 10 imagens por grupo, utilizando-se os seguintes escores: 0- presença total de “smear layer” (SL); 1- presença parcial de SL e túbulos dentinários (TD) fechados; 2- presença parcial de SL e TD abertos; 3- ausência de SL e TD fechados; 4- ausência de SL e TD abertos. Os dados foram submetidos à análise estatística Kruskal-Wallis (p < 0,05). Observou-se que para CSE (p = 0,06) e OU (p = 0,52) o escore mais freqüente foi o 2 enquanto que para o AF (p = 1) foi o escore 4, não havendo diferença significativa entre os terços para os diferentes tratamentos. Os escores encontrados para o AF foram significativamente diferentes dos grupos CSE (p = 0,02) e OU (p = 0,01), porém os grupos CSE e OU não difereriam estatisticamente (p = 0,9).

Pôde-se concluir que o tratamento convencional com AF mostrou maior efetividade na remoção da SL e abertura dos TD.

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Estudo do apinhamento dentário nas dentaduras decídua e mista

BARBOSA, C. S.*, MENEZES, A. C. S. C., FAVA, M., DI NICOLÓ, R.

Odontologia Social e Clínica Infantil - Universidade Estadual Paulista. E-mail: cristianisb@uol.com.br

O objetivo deste trabalho foi de estudar a freqüência do apinhamento dentário dos arcos superior e inferior durante os períodos das dentaduras decídua e mista através de um estudo clínico envolvendo 96 pa­cientes da Clínica de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia - UNESP - SJC. Do total da amostra 36 pacientes apresentavam dentadura decídua e 60 apresentavam dentadura mista. Nenhum dos pacientes foi submetido a qualquer tipo de tratamento ortodôntico prévio. Crianças que apresentavam espaços edêntulos foram excluídas da amostra. Os pacientes foram analisados por dois examinadores calibrados e os resultados foram anotados em uma ficha elaborada para esta pesquisa. O critério avaliado foi a presença ou não de apinhamento dentário. Os resultados revelaram que do total da amostra, 22,8% apresentavam apinhamento dentário, dentre os quais, 50% apresentaram somente no arco inferior, 22,7% somente no arco superior e 27,2% apresentavam em ambos os arcos. Considerando individualmente as dentaduras decídua e mista, foi encontrado apinhamento dentário em 5,5% das crianças em dentadura decídua e em 33,3% das crianças em dentadura mista (55% somente no arco inferior).

Conclui-se que há uma tendência de maior freqüência de apinhamento dentário na dentadura mista e no arco inferior quando comparado ao arco dentário decíduo.

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Dor de dente em crianças do ensino fundamental de Belo Horizonte/MG: estudo de prevalência

BARRÊTTO, E. P. R., OLIVEIRA, C. S.*, PORDEUS, I. A., FERREIRA, E. F., PAIVA, S. M.

Odontopediatria e Ortodontia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: cisena@yahoo.com.br

Poucos dados existem na literatura sobre a prevalência de dor de dente em crianças, apesar de este ser um dos sintomas mais freqüentes decorrentes das doenças bucais, com graves repercussões na qualidade de vida. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar, por meio de entrevista, a presença de dor de dente na vida das crianças. Participaram 223 estudantes de 8 e 9 anos, ambos os sexos, de escolas do ensino público fundamental de Belo Horizonte/MG, as quais foram sorteadas aleatoriamente por Regional Administrativa. O número de alunos entrevistados em cada escola foi proporcional à real distribuição de estudantes, nesta ­faixa etária, por regional, tornando o estudo representativo de tais áreas. Este projeto foi aprovado pelo COEP/UFMG sob o parecer ETIC 180/01. Os dados sofreram tratamento estatístico no programa Epi Info, versão 6.02. Verificou-se experiência de dor de dente em 55,6% dos entrevistados. Pelos relatos, a prevalência de dor de dente foi diferente entre os sexos: 56,5% no feminino e 43,5% no masculino. Porém, a aplicação do teste para comparação de proporções mostrou que esta diferença não foi estatisticamente significativa (p > 0,05).

A alta prevalência de dor de dente encontrada em faixa etária tão precoce é preocupante, pois certamente influencia negativamente a qualidade de vida das crianças. Tal fato sugere que o impacto psicossocial da dor pode tornar-se um valioso indicador da saúde bucal infantil, complementar aos indicadores clínicos. (Apoio: PROBIC/FAPEMIG; CNPq.)

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Análise da prevalência e localização da cárie dental na Clínica de Odontopediatria da Universidade Estácio de Sá

SALES CUNHA, C. B. C.*, BASTOS, J. T. L., BAKCSY, C. L., VOLSCHAN, B. C. G.

Odontopediatria - Universidade Estácio de Sá. E-mail: ccscunha@terra.com.br

O presente trabalho teve por objetivo realizar o levantamento da prevalência e localização de lesões ca­riosas em crianças atendidas na Clínica de Odontopediatria da Universidade Estácio de Sá. A metodologia empregada foi documental, sendo realizado o levantamento de 522 fichas devidamente assinadas pelos responsáveis dos pacientes e professores supervisores de clínica. As fichas foram preenchidas através de dados coletados dos exames clínico e radiográfico. Os dados foram processados no programa Epi Info versão 6.0. Os resultados demonstraram que a média de superfícies cariadas foi de 4,6 e, quando consideradas as lesões de mancha branca ativas, encontrou-se a média de 6,6. A face mais acometida foi a oclusal (37,54%) seguida da proximal de dentes posteriores (22,9%). Observou-se que a cárie dental apresentou o seu início com 1 ano de idade. As idades entre 8 e 9 anos foram as mais acometidas pela doença, com­preendendo 14,94% das crianças que apresentavam lesões de cárie. De acordo com a idade foi verificado mudança na localização das faces cariadas. As faces proximais e lisas de dentes anteriores apresentaram maior prevalência aos 4 anos de idade com 23% e 27% respectivamente. Aos 8 anos prevaleceram as faces oclusal (16%) e proximal de dentes posteriores (21%).

Os resultados nos levam a concluir que a cárie dental iniciou-se com 1 ano de idade apresentando prevalência progressiva até a faixa etária de 8 a 9 anos, sendo a localização da mesma também modificada com a idade.

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Avaliação da produção bibliográfica da área médica quanto ao conteúdo saúde bucal

ARAÚJO, M. V. F.*, PAIVA, S. M.

Odontopediatria e Ortodontia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: mvfaraujo@hotmaill.com

A atuação conjunta do médico pediatra e do odontopediatra é fundamental no sentido do acompanhamento global da saúde do paciente infantil. Assim sendo, o objetivo deste trabalho foi buscar na literatura médica temas concernentes à saúde bucal, bem como as características deste material. Foram pesquisados 29 livros e 14 periódicos (730 fascículos) de Pediatria do acervo da Biblioteca da Faculdade de Medicina da UFMG, preconizando-se os últimos 5 anos de publicação dos periódicos e os últimos 20 anos de publicação dos livros. Para a identificação dos temas foram considerados descritores relacionados à saúde bucal. Avaliou-se o período e o local de publicação, o espaço dedicado ao tema, a formação acadêmica dos autores e os conteúdos odontológicos abordados pelo material bibliográfico. No que se refere aos livros, 83,4% continham, no máximo, 1% do seu conteúdo dedicado à Odontologia; 53,3% do material com citação odontológica ocorreram na década de 80; a erupção dentária e o desenvolvimento ósseo foram os conteúdos com maior índice de abordagem. Em relação aos periódicos estudados, 0,11% (88 páginas em um total de 80.608 páginas) dos artigos abordavam temas relacionados à Odontologia; sendo que houve uma concentração de 30% deste material no ano de 1998 e os temas cárie e patologias bucais foram os mais freqüentes.

Desta forma, conclui-se que a literatura médica pediátrica dedica pequeno espaço aos conteúdos ligados à saúde bucal, evidenciando a necessidade de uma maior interação entre médicos pediatras e odontopediatras. (Apoio: PIBIC/CNPq.)

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Avaliação da freqüência de anomalia de forma de primeiros molares inferiores decíduos

SUZUKI, L. C.*, MENDES, F. M., IMPARATO, J. C. P.

Ortodontia e Odontopediatria - Universidade de São Paulo. E-mail: lcsuzuki@hotmail.com

Um tratamento restaurador adequado requer conhecimento de morfologia dentária e das alterações anatômicas que podem ocorrer. O primeiro molar inferior decíduo tem sido descrito como um dente com muitas variações na forma da coroa. Uma anomalia de forma tem sido relatada na literatura. Nessa variação, o dente apresenta coroa com forma triangular e pode estar associada a três raízes. O objetivo deste estudo foi verificar a freqüência dessa anomalia de forma em crianças de uma determinada população. Para isso, 502 crianças da cidade de São Paulo foram examinadas com auxílio de espátulas de madeira. O exame foi feito por um examinador previamente treinado, sob luz natural. Obtivemos o registro de 901 dentes. Destes, 1,6% (n = 14) dos dentes apresentaram a anomalia de forma. A tendência da anomalia foi de ser unilateral, apesar dos poucos casos encontrados.

Com base nos resultados obtidos, concluímos que a anomalia de forma nos primeiros molares decíduos inferiores possui uma freqüência baixa na população estudada, e tende a ser unilateral.

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Percepção estética da fluorose dentária sob a óptica dos pais de crianças portadoras

MARTINS, C. C.*, PINHEIRO, N. R., PAIVA, S. M.

Odontologia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: carolcm@globo.com

Pouco se sabe sobre a opinião de pais e crianças a respeito do comprometimento estético das manchas de fluorose dentária. Assim, objetivou-se analisar a percepção de pais quanto à estética dos dentes dos filhos portadores de fluorose dentária. Participaram da pesquisa 134 pais de crianças de 6 a 12 anos de idade, estudantes da Escola Municipal Levindo Lopes, Belo Horizonte - MG. Os pais de crianças, portadoras de fluorose em graus variados, responderam a um questionário sobre sua percepção quanto às manchas de fluorose nos dentes dos filhos, abordando a questão estética e o impacto destas na vida social das crianças. Dos questionários entregues, 131 foram retornados aos pesquisadores (97,8%). Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG pelo parecer nº ETIC 119/00. Cerca de 50% do total de pais notaram manchas nos dentes das crianças, sendo 56,7% pais de meninos e 45,1% pais de meninas. Dos pais que notaram manchas nos dentes dos filhos, a maioria consideraram-nas prejudiciais às crianças (72,2%). A maioria dos pais associou as manchas à cárie (19,7%), dor de dente (7,6%) e mau hálito (9,1%). Além disso, 12,1% dos pais consideraram as manchas prejudiciais às crianças por serem antiestéticas.

Conclui-se que, as manchas de fluorose, mesmo em graus mais leves, são percebidas por pessoas leigas, e na maioria das vezes, são consideradas prejudiciais às crianças. Observa-se ainda o pouco conhecimento dos pais sobre as conseqüências da fluorose dentária, uma vez que a relacionaram com outras doenças da cavidade oral. (Apoio: PIBIC/CNPq/UFMG.)

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Avaliação dos índices de cárie dentária e higiene bucal em pares mãe-filho na primeira infância

MATUSAKI, S. T.*, LEME, L. R., ALMEIDA, E. R., SANTOS, E. M.

Odontopediatria - Universidade de São Paulo. E-mail: silvanastm@ig.com.br

A cárie dentária é uma doença infecto-contagiosa, transmissível e multifatorial. Estudos indicam a mãe como principal fonte de bactérias cariogênicas para a criança. O objetivo deste trabalho foi avaliar os índices de cárie e higiene bucal, em 32 pares mãe-filho, e relacionar os hábitos da mãe à saúde bucal de seu filho. Foram examinadas crianças de ambos os sexos, com idade entre 16 e 39 meses. O índice de cárie para as mães foi CPOD e CEOD para os filhos, e para higiene bucal Greene & Vermillion Simplificado nas duas dentições. As mães foram entrevistadas quanto aos hábitos de higiene, dieta e conhecimentos em ­saúde bucal. A análise estatística dos dados foi realizada no software Epi Info 6.04, no nível de significância  ³ 95%. No índice de cárie, não houve associação significante entre mãe-filho, visto que, 65,6% das crianças eram livres de cárie, e as mães apresentaram alto índice. Quanto a higiene bucal, as mães apresentaram higiene regular (IGV = 1,6) e as crianças má higiene (IGV = 2,2). Adicionalmente, observou-se alta porcentagem de crianças: usando mamadeira noturna (59,4%); com adição de açúcar nos alimentos (81,2%) e com alta ingestão de alimentos açucarados entre as refeições (75%), embora (84,4%) das mães demonstraram ter conhecimento da relação entre açúcar e cárie dentária.

Os resultados permitem concluir que os índices de cárie dentária e higiene bucal não revelaram associação entre os pares mãe-filho na primeira infância, e o consumo de alimentos açucarados entre as refeições demonstrou associação positiva entre os pares mãe-filho.

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Efeito de géis fluoretados acidulados sobre diferentes tipos de superfícies cerâmicas

SILVA, G. M.*, CAMACHO, G. B., SAVARIZ, A., OSÓRIO, A. B.

Odontologia Restauradora - Universidade Federal de Pelotas. E-mail: guims02@bol.com.br

É prática comum na Odontologia o uso de géis fluoretados de aplicação tópica. No entanto, o potencial corrosivo do ácido fluorídrico que se forma a partir do pH baixo do fluorfosfato acidulado é um problema real. Na literatura se encontram trabalhos relatando a ação dos géis fluoretados acidulados sobre a porcelana. No entanto, existem poucos relatos sobre como evitar a ação destes géis bem como a ação destes sobre diferentes superfícies cerâmicas. Neste trabalho foi realizada uma análise da ação de duas marcas comerciais de géis fluoretados acidulados – Nupro (Dentisply) e Flutop (SSWhite) – e, como controle, um gel neutro – KY (Johnson & Johnson) – aplicados sobre as superfícies de corpos-de-prova da cerâmica Vitadur a (Vita Zahnfabrik). Os corpos-de-prova foram separados de acordo com os grupos: Grupo I- espécimes que foram autoglazeados; Grupo II - espécimes que receberam polimento mecânico; Grupo III - espécimes autoglazeados cujas superfícies receberam vaselina sólida. Para obtenção dos resultados, foi feita uma análise das superfícies após terem sofrido a ação dos géis com o auxílio de um aparelho rugosímetro. A análise estatística dos dados (ANOVA) mostrou uma diferença significante entre os fatores géis (p < 0,001) e grupos (p < 0,767) estudados.

Concluiu-se que os géis promoveram um aumento de irregularidades nas superfícies cerâmicas comparando-as com o grupo controle. O uso de vaselina sólida sobre a porcelana promoveu uma proteção contra o efeito dos géis acidulados. As superfícies cerâmicas glazeadas e polidas tiveram um comportamento semelhante entre si.

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Avaliação do escoamento da godiva plastificada em forno de microondas

OGLIARI, F. A.*, WAGNER, M. C., FONTANIVE, V. N., SAMUEL, S. M. W.

Odontologia Conservadora - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: ogliariodo@globo.com

A proposta deste trabalho foi verificar se o escoamento da godiva plastificada no microondas, encontra-se dentro dos parâmetros estabelecidos pela Especificação nº 3 da American Dental Association (ADA), que determina que, a 37ºC o escoamento deve ser menor que 6% e, a 45ºC, deve ser superior a 85%. Para tal fim foram confeccionados 20 corpos-de-prova plastificados no microondas e 20 plastificados na panela termostática. De acordo com a Especificação 10 corpos-de-prova de cada grupo foram armazenados a 37ºC por 20 minutos e os outros 10 a 45ºC por também 20 minutos. Após este tempo realizou-se o teste de escoamento que consta na referida Especificação. Tanto a godiva plastificada em panela termostática quanto a godiva plastificada no forno de microondas apresentaram índice de escoamento dentro dos parâmetros descritos na Especificação nº 3 da ADA.

Com base nos resultados deste estudo é possível concluir que a godiva pode ser plastificada no microondas visto que apresentou índice de escoamento dentro do estabelecido pela ADA, com a vantagem da rapidez, limpeza e praticidade da metodologia proposta.

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Resistência adesiva por cisalhamento entre cimento resinoso e dentina em função do sistema adesivo

BRANDÃO, C. H.*, PITA, A. P. G., FARIA, I. R., ADABO, G. L.

Materiais Odontológicos e Prótese - Universidade Estadual Paulista. E-mail: faria@foar.unesp.br

O presente estudo avaliou a resistência adesiva ao cisalhamento de um cimento resinoso (Rely X) à dentina variando-se o sistema adesivo (Single Bond e Scotchbond Multi-Uso). Foram utilizados 30 incisivos bovinos incluídos em tubos de PVC em resina acrílica. As superfícies vestibulares foram lixadas até exposição dentinária de uma área plana, e os dentes foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Concomitantemente, foram confeccionados 30 cilindros de porcelana feldspática (Duceram) com 8 mm de diâmetro x 3 mm de altura planificados. Os cilindros foram tratados com ácido fluorídrico 10% por 4 minutos, silanizados e submetidos a aplicação do sistema adesivo determinado. Para a cimentação, foi feito o tratamento da superfície dentinária com ácido fosfórico 37% por 15 segundos, lavagem, secagem e aplicação do sistema adesivo: grupo 1, duas gotas do adesivo monocomponente (Single Bond - 3M) e, grupo 2, aplicação de uma gota de “primer”, secagem e uma gota de adesivo. Então, foi feita a cimentação das peças de acordo com as recomendações do fabricante, sob força controlada (5 kgf). Após armazenagem em água a 37ºC por 24 horas, os corpos-de-prova foram submetidos a ensaio de cisalhamento em máquina de ensaios mecânicos MTS, modelo 810, com carga de 100 kN e velocidade de 1,0 mm/min. Os resultados demonstram que a resistência adesiva ao cisalhamento gerada pelo Scotchbond Multi-Uso (média 8,03) é superior ao Single Bond (média 3,93).

O sistema adesivo monocomponente (Single Bond) não foi capaz de proporcionar resistência adesiva equivalente ao sistema convencional.

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Avaliação do efeito do armazenamento de adesivos de frasco único na resistência de união à dentina

SADEK, F. T., MORENO, F. A. J.*, CARDOSO, P. E. C.

Materiais Dentários - Universidade de São Paulo. E-mail: fajmoreno@uol.com.br

O propósito deste estudo é avaliar o efeito do armazenamento do adesivo na resistência de união à dentina, através do teste de microtração, utilizando-se três adesivos armazenados por 1 ano. O esmalte oclusal de 12 molares humanos recém-extraídos foi removido expondo a superfície dentinária. Foi criada uma camada de “smear” pela abrasão da dentina em lixas 220, 320, 400 e 600 sob refrigeração. Os dentes foram divididos em três grupos: [SB] - Single Bond (3M-ESPE - EUA) ; [OS] - Optibond Solo Plus (SDS-Kerr - EUA) , [PB] - Prime & Bond NT (Dentsply - EUA). “Coroas” de resina com 5 mm de altura foram construídas nas superfícies dentinárias tratadas com os adesivos. Após 24 horas de armazenamento em água destilada a 37ºC, os corpos foram seccionados para obter uma série de palitos com área de 0,8 mm2. O teste de microtração foi realizado para cada palito em uma máquina de testes universal a 0,5 mm/min. Os adesivos foram armazenados, por 1 ano, em estufa a 33ºC sendo abertos uma vez por dia e pressionados expondo 1 gota. Após esse período, todos os procedimentos para o teste de microtração foram repetidos para outros 12 molares. Os dados foram analisados utilizando os testes de análise de variância e Tukey. Os valores médios obtidos (imediato/12 meses) em MPa foram: [SB] 42,84a/46,66a; [OS] 35,34a/39,40a; [PB] 22,47b/0,00c.

Conclusão: para os adesivos com acetona foi observado um decréscimo significativo na resistência à tração (p < 0,05), enquanto os adesivos com etanol não apresentaram variação estatisticamente significante durante o período de armazenamento.

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Efeito das luvas odontológicas na resistência à tração de silicona polimerizada por adição

FERREIRA, A. R.*, ROCHA, S. S., FONSECA, R. G., ADABO, G. L.

Materiais Odontológicos e Prótese - Universidade Estadual Paulista. E-mail: anelinbr@hotmail.com

O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito das luvas odontológicas na força máxima de tração da silicona de adição Express (3M). Foram avaliados três métodos de manipulação: sem luvas - mãos lavadas com sabonete líquido e álcool 70º, sem contato prévio com luvas de látex (grupo controle); luvas de vinil; mãos lavadas com sabonete líquido e álcool 70º após 5 min em contato com luva de látex. Os corpos-de-prova, na forma de halteres com área útil retangular de 33 mm de comprimento, 6 mm de largura e 3 mm espessura (ASTM D 412), foram obtidos por meio de uma matriz metálica. Porções iguais de massa base e catalisadora foram manipuladas por 60 segundos e a matriz preenchida. Em seguida, os ensaios mecânicos foram realizados em dois tempos: 5 minutos e 10 minutos após a manipulação. O ensaio de tração foi realizado na máquina de testes mecânicos MTS modelo 810 com velocidade de 8,5 mm/min. Os valores de carga máxima (Newton) de 7 espécimes para cada condição experimental foram analisados estatisticamente. Não houve diferença estatística entre os tempos para cada método de manipulação individualmente, sugerindo não haver progressão de polimerização nestes períodos. No tempo de 5 min, os métodos de manipulação apresentaram igualdade estatística.

A manipulação com luvas de vinil ou mãos lavadas com sabonete líquido e álcool 70º após contato com luvas de látex não inibiu a polimerização da silicona de adição testada.</