Pa001 

Análise eletromiográfica do músculo orbicular da boca, fascículos superior e inferior em indivíduos surdos

REGALO, S. C. H.*, VITTI, M., SEMPRINI, M., MATTOS, M. G. C., LOPES, R. A., TOSELLO, D. O., CONSTÂNCIO, R. F. J., PEGORARO, M. E.

Morfologia, Estomatologia e Fisiologia - Universidade de São Paulo. E-mail: regalo@netsite.com.br

A fim de elucidar o desempenho da musculatura facial, especificamente da região peribucal, em atividades como a mastigação, a deglutição e a própria fala, a eletromiografia (EMG), na pesquisa clínica de vá­rias especialidades, tem se constituído em um importante instrumento para a investigação das bases fisiopatológicas das alterações que acometem esta musculatura. Este trabalho teve por objetivos analisar por meio de eletromiografia o músculo orbicular da boca, fascículos superior e inferior em pacientes surdos, respiradores bucais e lábios incompetentes; pacientes surdos respiradores nasais e lábios competentes e pacientes clinicamente normais, respiradores nasais e lábios competentes, comparando-se sete condições clínicas: repouso sem e com contato labial, sucção de água, sopro, projeção e compressão labial e emissão do fonema “PA”.

Foi verificado que, no grupo dos surdos, a musculatura apresentou uma hiperatividade na maioria dos movimentos analisados, principalmente para o grupo de respiradores bucais com lábios incompetentes e o músculo orbicular da boca, fascículo inferior, foi o que desenvolveu maior atividade eletromiográfica.

 Pa002

Identificação de uma nova mutação em uma família com osteogênese imperfeita e dentinogênese imperfeita

PALLOS, D.*, HART, T. C., BRUNONI, D.

Odontologia - Universidade de Taubaté. E-mail: dpallos@netpoint.com.br

A osteogênese imperfeita (OI) é o resultado de uma anormalidade do colágeno do tipo I e é caracterizada principalmente por fragilidade óssea. Os autores identificaram uma família brasileira com quatro gerações, apresentando OI, hiperflexibilidade das articulações, dores articulares e dentinogênese imperfeita. Dentes opalescentes e/ou evidências radiográficas de dentinogênese imperfeita foram encontrados em todos os indivíduos afetados. Após a análise de ligação genética positiva para a região cromossômica 17q21, o objetivo deste estudo foi o de identificar a mutação existente no gene candidato colágeno tipo 1. Através da técnica de eletroforese por gel de conformação sensitiva (CSGE) os produtos com variações foram identificados e seqüenciados. O seqüenciamento das variações exônicas identificou uma mutação G/T no éxon 32, nucleotídeo 2209. Esta mutação prevê a substituição Gly599Cys na proteína. A mutação foi identificada em todos os indivíduos considerados afetados e o mesmo não foi verificado nos outros membros da família. Tal mutação não tinha sido previamente descrita.

A associação de hiperextensão articular, dores articulares e DI sem evidências de esclera azul ou alta incidência de fraturas ósseas pode ser uma nova variação clínica da osteogênese imperfeita tipo IV-B.

 Pa003

Estudo da associação entre exposições ambientais e a ocorrência de fendas lábio-palatinas em uma amostra hospitalar

LEITE, I. C. G.*, KOIFMAN, S., PAUMGARTTEN, F. J. R.

Distúrbios Morfofuncionais - Universidade Presidente Antonio Carlos. E-mail: icgleite@bol.com.br

As fendas lábio-palatinas e palatinas isoladas são uma das anomalias craniofaciais mais freqüentes. Desenvolveu-se um estudo caso-controle para identificação de fatores de risco ambientais, reunindo 274 casos de fendas fa­ciais típicas e 548 controles hospitalares pareados por procedência, sexo e idade. A análise logística condicional indicou que a história pregressa de fendas na família materna/paterna foi significativa, bem como outras anomalias congênitas (OR 2,86; IC 95%1,61-5,00) e parentesco entre os pais (OR 3,80; IC 95%1,27-12,18) para FL ± P. Quadros de doença materna foram associados com o total de fendas (OR 2,25; IC 95%1,63-3,10), sobretudo infecções ginecológicas, distúrbios neurológicos e viroses. O tabagismo materno associou-se com FL ± P (OR 1,59; IC 95% 1,04-2,44), com efeito dose-resposta (p = 0,03). Também destacou-se o tabagismo materno passivo (OR 1,48; IC 95%1,09-2,01). O etilismo materno associou-se tanto a [(FL ± P) + FP]. O uso de inseticidas comerciais e uso de pesticidas para controle de vetores em áreas residenciais também se destacou, especialmente para FL ± P, tanto no período prévio (OR 3,67; IC 95% 1,32-13,85) quanto 1º trimestre (OR 4,87; IC 95% 2,07-15,57).

Os resultados indicam o papel de exposições ambientais potencialmente envolvidas com estas malformações, não somente aquelas habitualmente descritas, mas também o uso caseiro de inseticidas, proximidade residencial com fábricas e certos grupos ocupacionais. O monitoramento destas fontes, bem como dos desfechos de gestações a elas submetidas, podem vir a representar uma oportunidade única de identificação de exposições danosas para a mãe e para o concepto, refletindo-se em medidas de intervenção voltadas para sua prevenção. (Apoio financeiro: FIOCRUZ, CNPq.)

 Pa004 

Uso da vitamina C no reimplante dental tardio: estudo microscópico em ratos

PANZARINI, S. R.*, PERRI DE CARVALHO, A. C., POI, W. R., PEDRINI, D., SONODA, C. K.

Cirurgia e Clínica Integrada - Universidade Estadual Paulista. E-mail: panzarin@foa.unesp.br

O objetivo deste trabalho foi avaliar microscopicamente, em reimplantes tardios de dentes de rato, os efeitos do tratamento da superfície radicular com hipoclorito de sódio a 1% seguido da aplicação de fluoreto de sódio a 2% e duas soluções diferentes de vitamina C. Foram utilizados 30 ratos (Rattus norvergicus, albinus, Wistar) que tiveram seus dentes extraídos e deixados na bancada por um período de 6 horas. A seguir papila dental e o órgão do esmalte foram seccionados e polpa removida por via retrógrada. Os canais foram irrigados com hipoclorito de sódio a 1% e os amimais divididos em três grupos: Grupo I - superfície radicular tratada com solução de hipoclorito de sódio a 1% por 10 min, em seguida lavando em soro fisiológico por 10 min e aplicação de fluoreto de sódio fosfato acidulado a 2% por mais 10 minutos, Grupo II e III - mesmo tratamento inicial do Grupo I seguido da aplicação de vitamina C (Apothicário - Farmácia de Manipulação) ou Redoxon 2 g (Roche) por 10 min. Os dentes foram obturados com pasta de hidróxido de cálcio e reimplantados. Todos os animais receberam dose única de 20.000 UI de penicilina G benzatina por via intraperitoneal. Os animais foram sacrificados após 10 e 60 dias. Os resultados mostraram que o grupo do fluoreto (Grupo I) foi o que apresentou maiores áreas de reabsorção por substituição e anquilose e que das formas de vitamina C utilizadas, a efervescente (Grupo III) foi a que apresentou resultados mais favoráveis com ­áreas de anquilose e reabsorção por substituição.

A utilização do fluoreto de sódio fosfato acidulado a 2% promoveu maior quantidade de áreas de anquilose e reabsorção por substituição. Das formas de vitamina C, a efervescente foi a que apresentou resultados mais favoráveis. (Apoio: FUNDUNESP.)

 Pa005

Avaliação histológica de transplantes de cartilagem xenógena preservada em álcool e glicerina, na mandíbula de ratos

VIANA, A. M.*, CHIN, V. K. L., SANTIAGO, J. L.

Cirurgia, Prótese e Traumatologia Maxilo-Faciais - Universidade de São Paulo. E-mail: adriviana@hotmail.com

Os transplantes são freqüentemente utilizados por diversas especialidades médicas e odontológicas. Os métodos de preservação e armazenamento são considerados de grande importância, porém poucos estudos até agora avaliaram o método de conservação da cartilagem xenógena. O presente estudo avaliou comparativamente em experimento animal a resposta tecidual ao transplante de cartilagem xenógena conservada em álcool absoluto e glicerina. Vinte e cinco ratos adultos, fêmeas, de 200 g a 300 g, foram divididos em 5 grupos e submetidos à cirurgia para a observação da viabilidade dos transplantes - cartilagens de coelho Oryctollagus cunicullus l., conservada em álcool absoluto, e porco raça Landrace, conservada em glicerina 98% - posicionados em loja óssea bicortical em ângulo da mandíbula. Os animais foram sacrificados após períodos de 3, 10, 20, 30 e 60 dias. A mandíbula foi removida, descalcificada e preparada em cortes sagitais para análise descritiva por microscopia comum (H. E.) e por luz polarizada. A análise dos resultados mostrou reabsorção dos transplantes com infiltração inflamatória e neoformação óssea ao redor da loja cirúrgica, apresentando a cartilagem xenógena preservada em álcool resposta inflamatória inicial mais intensa.

Concluiu-se que ambos os transplantes xenógenos, conservados em álcool absoluto e glicerina, atuaram como preenchimento das feridas cirúrgicas, orientando a reparação óssea.

 Pa006

Análise histológica e histomorfométrica do processo de reparo em fratura cirúrgica em ângulo mandibular: estudo em cães

SVERZUT, C. E.*, SALATA, L. A., BRENTEGANI, L. G., ROSA, A. L.

Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Faciais e Periodontia - Universidade de São Paulo. E-mail: cesve@forp.usp.br

O objetivo deste estudo foi analisar o padrão de reparação óssea em fratura cirúrgica de ângulo mandibular, em cães, utilizando-se miniplacas. Foram utilizados 8 cães, divididos em dois grupos, de 2 e 6 semanas de pós-operatório. A análise histológica mostrou um padrão de reparação óssea melhor na porção vestibular do que na lingual, tanto em 2 como em 6 semanas de pós-operatório. A análise histomorfométrica mostrou que ocorre um aumento da distância entre os fragmentos da porção mais vestibular para a mais lingual, porém não se encontrou diferença estatisticamente significante na quantidade de tecido ósseo formado nas duas porções.

Conclui-se que as diferenças encontradas entre os traços de fraturas vestibular e lingual deveram-se à maior estabilidade da porção vestibular pela presença das miniplacas.

 Pa007

Fraturas do assoalho orbital

CAVALCANTE, M. A.*, GANDELMANN, I. H., PEREIRA, B., HORTA, F., FONSECA, D. R.,
ULATE, L. D., RODRIGUES, T.

Clínica Odontológica - Universidade Federal do Rio de Janeiro. E-mail: cidac@uol.com.br

O presente estudo tem como objetivo avaliar a eficácia da reconstrução de fraturas do assoalho da órbita através do enxerto de folha de silicone reforçado. A casuística foi obtida no Serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial do Hospital Municipal Souza Aguiar (Rio de Janeiro) e constou de 16 casos de fratura de assoalho orbitário, sendo estas do tipo “blow-out”, ou seja por explosão. Como requisitos para seleção, os pacientes deveriam apresentar as seguintes características: diplopia, perda dos movimentos do globo ocular e conseqüente limitação do campo visual; bem como a visualização através da incidência radiográfica de Waters da “gota pendente”, indicativa inequívoca desta fratura. Os pacientes foram acompanhados por um período de 12 meses, onde observamos que seis deles (37,5%) apresentaram limitação temporária dos movimentos do globo ocular e 10 (62,5%) tiveram resultado satisfatório quanto a esta característica. Em relação à diplopia e limitação do campo visual, 100% dos pacientes obtiveram resultado satisfatório após a reconstrução do assoalho orbitário com folha de silicone reforçado.

Conclui-se, portanto, que a reconstrução do assoalho de órbita, através do enxerto de folha de silicone reforçado é uma técnica eficiente tendo em vista os bons resultados obtidos neste estudo.

 Pa008 

Análise microscópica da reciclagem de bráquetes metálicos com jateamento de óxido de alumínio

VANZIN, G. D.*, HOFFELDER, L. B., BRAGA, C. P., MARCHIORO, E. M.

Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial - Pontifícia Universidade Católica do Rio. E-mail: guivanzin@hotmail.com

A descolagem acidental de bráquetes é fato comum nas clínicas de Ortodontia. Diante desta situação, o procedimento normalmente adotado é a inutilização destes bráquetes descolados e colagem de um novo acessório, ocasionando um aumento no custo do tratamento. Visando minimizar os custos e, desta forma, otimizar o tempo de tratamento, vários autores propuseram a reutilização de bráquetes descolados acidentalmente através da reciclagem. O propósito dos autores no presente estudo foi avaliar in vitro, de forma qualitativa, a eficácia da reciclagem do jateamento de óxido de alumínio na remoção de dois tipos de resina (ativação física e química) remanescentes nas bases dos bráquetes, e verificar a integridade destas bases após o procedimento. Bráquetes metálicos foram colados em dentes artificiais para padronizar a quantidade de compósito das bases. Após aguardar o período da completa polimerização, os bráquetes foram descolados e submetidos ao jateamento com óxido de alumínio com granulação de 50 mm a uma distância padrão de 5 mm. Análises através do microscópio eletrônico de varredura (MEV) foram realizadas antes e após o procedimento.

Com base nos resultados, concluiu-se que o material de colagem não foi totalmente removido das bases dos bráquetes, bem como não houve distorção das mesmas, embora microporosidades tenham sido encontradas nas superfícies. Além disso, não houve diferença na eficácia de remoção entre os dois tipos de resina.

 Pa009

Reabsorção dentária: determinação de sua freqüência em pacientes com endocrinopatias

FRANCISCONE, T. R. G. C.*, CONSOLARO, A.

Estomatologia - Universidade de São Paulo. E-mail: taniagrao@hotmail.com

Algumas reabsorções dentárias, especialmente durante o uso de aparelhos ortodônticos, têm a sua etiopatogenia empiricamente relacionada com alterações sistêmicas, destacando-se as endocrinopatias. Determinou-se o perfil radiográfico dentário de pacientes sem qualquer tratamento ortodôntico e portadores de endocrinopatias com a finalidade de correlacioná-las com a etiopatogenia das reabsorções dentárias, comparando-os com o perfil radiográfico dentário de pacientes não endocrinopatas. Foram constituídos e analisados, clínica e radiograficamente, dez grupos experimentais, sendo nove deles com dez pacientes cada, assim distinguidos: normais, com hipotireoidismo, hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, diabete melito tipo 1, diabete melito tipo 2, climatério, síndrome dos ovários micropolicísticos, pacientes submetidos ao uso de contraceptivos por via bucal e um “grupo” com apenas um paciente com hipoparatireoidismo. Os pacientes foram analisados individual e comparativamente quanto às condições sistêmicas e níveis séricos de vários hormônios além de cálcio, fósforo e fosfatases ácida e alcalina, seguindo-se uma metodologia clínica diagnóstica padronizada e própria da Endocrinologia. Em nenhum paciente foram observadas reabsorções dentárias múltiplas. Alguns dentes apresentavam reabsorções dentárias isoladas e relacionadas com lesões periapicais crônicas sendo classificadas como grau 1 ou 2, considerados de diagnóstico questionável e incipiente, respectivamente.

Concluiu-se que as endocrinopatias não influenciam na etiopatogenia das reabsorções dentárias.

 Pa010

Correlações entre medidas da coroa e a espessura do esmalte nas faces proximais de incisivos superiores permanenentes

IWASA, E. A. P.*, VELLINI-FERREIRA, F., COTRIM-FERREIRA, F. A., FERREIRA-TORMIN, A. C.

Odontologia - Universidade Cidade de São Paulo. E-mail: fvellini@unicid.br

Esta pesquisa objetivou: 1) determinar a espessura do esmalte nas faces proximais de incisivos superiores permanentes humanos, à altura do ponto de contato e 2) determinar as correlações existentes entre esta espessura e as distâncias máximas mésio-distais, cérvico-incisais e vestíbulo-linguais. A amostra englobou 40 incisivos superiores permanentes divididos em quatro grupos de 10, separados pelo lado (direito ou esquerdo) e posição (central ou lateral). Com o auxílio de um paquímetro digital mediram-se as distâncias máximas mencionadas anteriormente. Em seguida, os dentes foram incluídos em resina ortoftálica, sendo que as lâminas centrais obtidas por meio de um recortador foram medidas em um perfilômetro.

O valor médio da espessura do esmalte nas faces mesiais dos incisivos superiores foi de 0,857 mm (dp = 0,151), enquanto que para as faces distais foi de 1,008 mm (dp = 0,172). Pela análise de variância (p < 0,05) verificou-se que a espessura do esmalte quanto ao dente (central ou lateral) e quanto ao lado (direito ou esquerdo) não apresentou diferenças significantes, porém a espessura do esmalte nas faces distais, independentemente do dente ou do lado, foi significantemente maior que a das faces mesiais. O coeficiente de correlação de Pearson (p < 0,05) revelou correlações positivas e estatisticamente significantes entre as faces distais dos incisivos laterais superiores esquerdos e suas correspondentes distâncias vestíbulo-linguais (r = 0,011), bem como entre as faces mesiais dos incisivos centrais superiores esquerdos e suas respectivas distâncias mésio-distais (r = 0,010).

 Pa011

Prevalência da maloclusão em índios Maxacalis

CASTRO, A. V.*, SIQUEIRA, V. C. V., OLIVEIRA, R. C.

Odontologia - Pontifícia Universidade Catolica de Minas Gerais. E-mail: ortovictor@hotmail.com

Os autores dessa pesquisa avaliaram as condições oclusais de 80 índios Maxacalis da aldeia de Pradinho, região norte de Minas Gerais, entre 2 a 23 anos de idade, com a finalidade de determinar a prevalência da maloclusão nessa população. Selecionaram um grupo de índios, aleatoriamente, que foram catalogados em fichas elaboradas especialmente para esse estudo e distribuídos em três grupos, grupo 1 composto por 28 jovens entre 2 a 6 anos de idade, grupo 2 composto por 37 jovens entre 7 a 12 anos, e grupo 3 composto por 15 jovens entre 13 a 23 anos, de ambos os sexos.

Após a avaliação dos dados colhidos, observaram que a maloclusão do tipo Classe I de Angle apresentou-se em 80,55% da amostra, seguida pela Classe II em 18,00% e pela Classe III em 1,38%, considerando a amostra total. Encontraram 10,76% de mordida cruzada anterior, 7,38% de mordida cruzada posterior e a mordida aberta anterior em 2,70%. Tanto o trespasse vertical quanto o horizontal encontravam-se dentro dos critérios de normalidade, e os pesquisadores não identificaram nenhum caso de mordida aberta posterior.

 Pa012

A percepção do ortodontista frente à identificação do adolescente com tendência suicida

MARQUES, L. S.*, PAIVA, S. M., PORDEUS, I. A., VALE, M. P. P.

Odontopediatria e Ortodontia - Universidade Federal de Minas Gerais. E-mail: lsmarques21@hotmail.com

Atualmente, o suicídio entre adolescentes tem se revelado um problema psicossocial preocupante e atingido proporções significativas. Considerando que os ortodontistas lidam diariamente com este público, esta pesquisa objetivou avaliar a percepção destes com relação ao paciente adolescente com alterações comportamentais que poderiam se traduzir em uma tendência suicida, buscando informações pertinentes à sua formação e prática clínica. A coleta de dados foi realizada através de um questionário estruturado entregue a todos os 166 ortodontistas regularmente registrados no Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais, residentes em Belo Horizonte. Previamente os ortodontistas se colocaram como voluntários assinando um termo de consentimento livre e esclarecido. O próprio pesquisador entregou e recolheu os questionários que totalizaram uma amostra de 117 (70,5%). Os resultados indicam que 79,5% dos entrevistados consideram o tema relevante, 53% receberam algum tipo de informação curricular sobre Psicologia do Adolescente e apenas 8,5% especificamente sobre suicídio. Alterações comportamentais como apatia e depressão foram observadas por 83,8% dos ortodontistas, 23% destes relataram ter tido pelo menos um paciente que tentou o suicídio, ao passo que 14,5% tinham tido um paciente adolescente que, realmente, suicidou.

Assim, conclui-se que a questão do suicídio na adolescência é de interesse e tem sido observada regularmente pelos ortodontistas; no entanto, informações acadêmicas têm focado apenas aspectos gerais de Psicologia, mas não de reconhecimento e intervenção.

 Pa013

Avaliação do risco de cárie em pacientes usuários de aparelhos ortopédicos funcionais e ortodônticos removíveis

GENEROSO, R.*, CHAVASCO, J. K., CASTILHO, J. K., BARROS NETO, B., ALVES, L. H. T., ARMOND, M.

Clínica do Estágio de Ortodontia - Universidade Vale do Rio Verde de Três Corações. E-mail: generoso@uai.com.br

Os aparelhos ortodônticos removíveis e ortopédicos funcionais, são artifícios terapêuticos muito utilizados na clínica diária, especialmente no que diz respeito ao aspecto social para o atendimento a um maior número de pacientes, principalmente aqueles em fase de crescimento. Contudo, ao serem instalados, passam a estar cobertos por saliva e milhões de microrganismos, tais como os Streptococcus mutans e os Lactobacillus acidophillus que estão relacionados com a formação e progressão do processo carioso. Com o intuito de avaliar os riscos de cárie em 25 pacientes ortodônticos da Clínica do Estágio de Ortodontia e Ortopedia Funcional dos Maxilares da Faculdade de Odontologia da Universidade Vale do Rio Verde de Três Corações - UNINCOR, utilizou-se a medição do pH e o teste de Snyder. Os testes foram feitos a partir da coleta de amostras de saliva em recipientes estéreis em três etapas: antes do início do tratamento, aos sete e aos trinta dias após a instalação dos aparelhos ortopédicos funcionais e ortodônticos móveis. Não foram realizadas orientações prévias de higiene bucal. Os resultados mostraram que não houve variação significativa nos valores do pH, porém no teste de Snyder observou-se uma viragem mais rápida do meio de cultura, demonstrando maior produção de ácido em menor tempo pelas bactérias da saliva, indicando um maior risco de cárie a partir da colocação dos aparelhos.

Concluímos que houve maior produção de ácido em menor tempo pelas bactérias da saliva, indicando então, maior risco de cárie a partir da colocação dos aparelhos ortopédicos e ortodônticos.

 Pa014

Colagem de bráquetes com cimento de ionômero de vidro

BRITTO, D. N. S.*, MITCHELL, C., ALMEIDA, M. A., NAVARRO, C.

Odontologia Preventiva e Social - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: danibritto@terra.com.br

O objetivo do presente estudo foi avaliar o desempenho do CIV (Fuji ORTHO LC - cimento de ionômero de vidro fotopolimerizável reforçado com resina) na colagem de bráquetes ortodônticos em relação ao compósito (Concise - compósito), buscando o melhor material para o uso clínico. Para isso, foram avaliadas as descolagens de 252 dentes (15 pacientes) por um período de 4 meses, onde os bráquetes foram colados em quadrantes alternados para que ambos materiais fossem testados, nos arcos superior e inferior, de todos os pacientes. As porcentagens das falhas dos dois materiais foram comparadas através do teste qui-quadrado, não apresentando diferença durante o período de observação. Foram avaliadas também as diferenças entre faces lisas e convexas e entre dentes superiores e inferiores que mostrou diferença significativa no grupo do compósito - em relação às arcadas - com melhores resultados para os dentes superiores.

Deve-se considerar que o resultado geral, apesar de não significativo, é clinicamente importante visto que encontrou-se o dobro de descolagens no grupo CIV (12) em relação ao grupo do compósito (6). Por outro lado, deve-se ter em mente as possíveis vantagens do CIV de evitar desmineralizações do esmalte e liberação contínua de flúor, o que o torna atraente tendo-se em vista a manutenção da integridade dentária.

 Pa015

Modificações ocorridas com os tecidos moles labiais em decorrência do tratamento ortodôntico

MITCHELL, C.*, BRITTO, D., MOTTA, A., MUCHA, J. N.

Odontologia Preventiva e Comunitária - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: cmitchell@uol.com.br

A correção das maloclusões pode modificar a estética facial. Aprimorar os resultados do tratamento é a razão primária para a análise dos tecidos moles, definindo com mais precisão a mecânica ortodôntica e verificando se o tratamento proposto não produzirá modificações faciais adversas. Objetivou-se, com esta pesquisa, avaliar as modificações ocorridas com os tecidos moles labiais em decorrência do tratamento ortodôntico, considerando a mecânica e o movimento dentário. Foram utilizadas 120 radiografias cefalométricas de perfil pré- e pós-tratamento de 60 indivíduos com idade média de 14,32 anos (DP = 2,63), 59,3% do sexo feminino, 30 portadores de maloclusão Classe I e 30 Classe II de Angle, tratados com e sem exodontias. Foram traçados os cefalogramas e utilizou-se a análise de Steiner para avaliar as medidas 1-NA, 1-NB, S-LS, S-LI, “overbite”, “overjet”, as quais foram submetidas a testes estatísticos. Os resultados indicaram que o lábio superior (S-LS) apresentou correlação positiva com a retração de incisivos superiores (1-NA) e inferiores (1-NB) em uma relação de 1:3 e com o “overjet” em uma relação de 1:2,5. O lábio inferior (S-LI) apresentou correlação positiva com a retração de incisivos superiores (1-NA) em uma relação de 1:2 e inferiores (1-NB) em uma relação de 1:4.

Concluiu-se que o contorno labial acompanha as modificações decorrentes do tratamento ortodôntico, apresentando correlação positiva estatisticamente significativa entre as medidas nos grupos de pacientes Classe I e II, não havendo significância estatística quando os dois grupos foram comparados entre si.

 Pa016

Propriedades mecânicas de ligas de níquel-titânio e de aço obtidas a partir de ensaio de tração

GRAVINA, M. A.*, CARDOSO, M. A., QUINTÃO, C. C. A., ELIAS, C. N.

Ortodontia - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: cquintao@artnet.com.br

A grande quantidade de marcas comerciais de fios ortodônticos disponíveis dificulta o profissional na escolha do material mais adequado e de menor custo para o uso, sendo o estudo das propriedades mecânicas de fios ortodônticos de valia para esse propósito. Realizou-se nesse trabalho um estudo comparativo de propriedades mecânicas, obtidas através de ensaio de tração, de quatro tipos de fios ortodônticos (aço inoxidável convencional, aço multifilamentado, níquel-titânio (NiTi) superelástico e níquel-titânio termoativado), divididos em cinco grupos. Inicialmente, cada grupo de fios foi ensaiado 3 vezes até a ruptura. A partir daí, novas baterias de 3 ensaios para cada grupo de fios foram realizadas, estirando-os, à cargas padronizadas de ativação para comparação mais fidedigna de suas propriedades mecânicas, durante carregamento e descarregamento.

Conclui-se que, experimentalmente, em termos de propriedades mecânicas supostamente desejáveis a uma movimentação dentária fisiológica, tais quais a resiliência, módulo de elasticidade e magnitude e forma de liberação da energia durante o descarregamento, os fios de NiTi termoativados, ensaiados à 37ºC deveriam ser considerados os de eleição, seguidos pelos fios de NiTi superelásticos, fios de aço multifilamentados e fios de aço convencionais. A superelasticidade foi comprovada, experimentalmente, para os fios de NiTi superelásticos. Quando ensaiados à 37ºC, os fios de níquel-titânio termoativados demonstraram manifestação inicial do efeito memória de forma, sendo importante seu aquecimento para a exaltação dessa propriedade.

 Pa017

Análise por microscopia eletrônica de varredura de 4 métodos de desgaste e polimento do esmalte interproximal

CONFORTO, S. R. U., VELLINI-FERREIRA, F., SOUZA, M. S.*, CHAVES, A. V. O. A.

Odontologia - Universidade Cidade de São Paulo. E-mail: fvellini@unicid.br

Com o objetivo de comparar 4 métodos de desgaste e polimento das superfícies interproximais do esmalte dental humano, foram analisadas ao microcópio eletrônico de varredura (MEV) as faces mesiais de 19 pré-molares inferiores hígidos extraídos por indicações ortodônticas e/ou periodontais. Os dentes foram subdivididos em 5 grupos, de acordo com a técnica empregada para a execução do desgaste do esmalte interproximal: G1 - grupo controle - 3 dentes não submetidos a desgaste; G2 - 3 dentes - desgaste por meio de tiras flexíveis diamantadas; G3 - 3 dentes - desgaste mediante discos de aço flexíveis em baixa rotação; G4 - 5 dentes - desgaste similar ao do G2, seguido por polimento com discos Sof-Lex Pop-On de granulações média, fina e ultrafina, finalizando com pasta de óxido de alumínio e disco de feltro; G5 - 5 dentes - desgaste similar ao G3, seguido de polimento similar ao G4.

A análise visual comparativa do esmalte dental dos 19 dentes, ao microscópio eletrônico de varredura, evidenciou diversos tipos de irregularidades quanto ao formato e à profundidade dos sulcos gerados nas superfícies de esmalte desgastadas. Concluiu-se que no G2 houve a formação de sulcos profundos e irregulares, enquanto que em G3 os sulcos foram ainda mais profundos do que em G2, porém de forma mais paralela e regular. No G4 os sulcos e ranhuras do esmalte foram atenuados quanto à profundidade, ao passo que em G5 observou-se um aspecto mais regular do esmalte dental, com sulcos efetivamente mais rasos que nos grupos precedentes, atingindo um aspecto mais próximo ao esmalte do grupo controle (G1).

 Pa018

Perfil endocrinológico de pacientes ortodônticos com e sem reabsorções dentárias: correlação com a morfologia radicular

MARTINS-ORTIZ, M. F.*, FURQUIM, L. Z., FRANCISCONE, T. R. G. C., FRANCISCONE, P., CONSOLARO, A.

Estomatologia - Universidade de São Paulo. E-mail: martins_ortiz@hotmail.com

A freqüência das reabsorções dentárias foi observada em 3 grupos de 70 pacientes cada. Estes grupos constituíram-se de 70 pacientes sem tratamento ortodôntico, 70 pacientes com tratamento ortodôntico sem reabsorção dentária e 70, com reabsorção dentária. Foram analisadas as características morfológicas dentárias e maxilares, bem como determinado o perfil hormonal, iônico, enzimático e glicêmico de todos os pacientes. Os resultados revelaram que: 1. pacientes com tratamento ortodôntico com e sem reabsorção dentária apresentam o mesmo perfil sistêmico e endocrinológico, tal como os pacientes sem tratamento ortodôntico; 2. no grupo de pacientes submetidos a tratamento ortodôntico com reabsorção dentária, a morfologia radicular triangular foi significantemente mais freqüente do que no grupo de pacientes submetidos a tratamento ortodôntico sem reabsorção dentária e do que no grupo de pacientes sem tratamento ortodôntico; 3. no grupo de pacientes submetidos a tratamento ortodôntico com reabsorção dentária, a morfologia da crista óssea alveolar retangular foi significantemente mais freqüente do que no grupo de pacientes submetidos a tratamento ortodôntico sem reabsorção dentária e do que no grupo de pacientes sem tratamento ortodôntico.

Assim concluiu-se que: 1. as reabsorções dentárias durante o tratamento ortodôntico não são resultantes da ação de fatores sistêmicos, inclusive de endocrinopatias; 2. as reabsorções dentárias durante o tratamento ortodôntico são fortemente influenciadas pela morfologia da raiz dentária e da crista óssea alveolar.

 Pa019

Análise da discrepância de tamanho dentário em pacientes da Clínica de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da UERJ

MOTTA, A. T. S.*, RODRIGUES, S., CARDOSO, M. A., CAPELLI JR., J.

Odontologia Preventiva e Comunitária - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: alenani@rjnet.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar as desarmonias de tamanho dentário em pacientes da Clínica de Ortodontia da UERJ. Foram selecionados 161 pacientes, os quais preenchiam os pré-requisitos estabelecidos. Foi medido o tamanho mésio-distal de todos os dentes permanentes, de primeiro molar esquerdo ao pri­meiro molar direito, em ambas as arcadas. A proporção entre os dentes inferiores e superiores foi calculada de acordo com o método proposto por Bolton. As médias para a razão total e razão anterior foram obtidas para a amostra como um todo. Foram também avaliadas as diferenças entre os sexos e tipos de maloclusão. Os valores obtidos foram comparados com as médias de Bolton. Utilizou-se os testes estatísticos t de Student e ANOVA. As médias encontradas para a razão total e para a razão anterior não demonstraram diferenças significativas entre homens e mulheres. Também não foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre as médias obtidas para cada subgrupo de maloclusão, o que sugere que o tipo de maloclusão presente não interfere na proporção entre os dentes inferiores e superiores. A razão total e razão anterior encontradas para os pacientes portadores de maloclusão de Classe III não demonstraram diferença estatisticamente significante quando comparadas com as médias de Bolton.

As médias obtidas para o total de pacientes da amostra, para ambos os sexos e para os pacientes Classe I e Classe II foram significativamente maiores que as de Bolton, o que pode indicar que discrepâncias de tamanho dentário podem ocorrer com maior intensidade na presença de maloclusão.

 Pa020

Estudo epidemiológico das relações verticais interincisais na dentadura decídua, dos 4 aos 6 anos de idade

TAKAMURA, P. M., SCAVONE JR., H., GUIMARÃES, L. C.*, VIEIRA, A. C. G.

Odontologia - Universidade Cidade de São Paulo. E-mail: fvellini@unicid.br

Esta pesquisa objetiva: 1) avaliar as possíveis diferenças entre os gêneros masculino e feminino quanto às prevalências dos diversos tipos de relacionamentos verticais interincisais na dentadura decídua e 2) quantificar, em termos percentuais, estas prevalências. A amostra englobou 130 crianças brasileiras (58 do gênero masculino e 72 do feminino), na fase da dentadura decídua dos 4 aos 6 anos de idade, sem perdas dentárias e/ou cáries extensas, matriculadas em uma escola municipal de educação infantil do bairro do Tatuapé, na cidade de São Paulo. Os métodos utilizados incluíram estudo piloto, reunião preliminar com os pais e exame clínico por inspeção visual direta dos relacionamentos oclusais de interesse, com o auxílio de espátulas de madeira descartáveis, no próprio ambiente escolar. Os relacionamentos verticais entre os incisivos superiores e os inferiores foram classificados em: 1) trespasse vertical normal (2 a 3 mm), 2) oclusão topo-a-topo (trespasse nulo), 3) mordida aberta anterior (trespasse negativo) e 4) sobremordida acentuada (trespasse > 3 mm).

Após a aplicação do teste do qui-quadrado (p < 0,05) verificou-se a ausência de diferenças estatisticamente significantes entre os gêneros masculino e feminino, no que tange à prevalência dos relacionamentos verticais interincisais. Deste modo, os índices de prevalência foram computados conjuntamente para a amostra total, sem distinção quanto ao gênero, conduzindo aos seguintes resultados: 48,46% com trespasse normal, 11,54% com oclusão topo-a-topo, 18,46% com mordida aberta anterior e 21,54% com sobremordida acentuada.

 Pa021

Satisfação do paciente com o tratamento ortodôntico

SOARES, T. M.*, CALHEIROS, A. A., MOTA, A. T. S., ALMEIDA, M. A. O.

Odontologia Preventiva e Comunitária - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. E-mail: thais-macedo@bol.com.br

O estudo avaliou o grau de satisfação de 200 pacientes tratados na Clínica de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da UERJ. As informações foram obtidas a partir de um questionário direcionado a estes pa­cientes e estudadas através da análise estatística das respostas sob a forma de percentagens. Determinadas respostas foram analisadas também de acordo com a estratificação dos resultados em grupos conforme o tempo decorrido do término do tratamento. Para a pergunta relativa à satisfação geral, o resultado foi ainda estratificado de acordo com a duração do tratamento. O relacionamento com o dentista foi considerado ótimo por 70% dos pacientes, sendo que 88,5% dos pacientes consideraram que o tratamento lhe era satisfatoriamente explicado durante as consultas. A dor foi o incômodo mais apontado, seguido da dificuldade de higienização, dificuldade de falar com o aparelho e o aspecto desagradável do sorriso com o aparelho. Houve uma satisfação de 95,5% com a aparência dental e do o sorriso com o resultado do tratamento. Uma mudança facial positiva com o tratamento foi notada por 82% dos pacientes e 95% consideraram-se satisfeitos com o resultado final.

O resultado do tratamento foi satisfatório para 95% dos pacientes, havendo um alto grau de satisfação no relacionamento entre profissional-paciente. Os pacientes apresentaram uma alta percepção em relação à importância dos dentes para a aparência da face, sendo o tratamento importante para a vida pessoal e profissional. Foram apontados alguns aspectos negativos, como a dor e a dificuldade de higienização com o aparelho.

 Pa022

Efeito da retração dentária sobre o ponto A em pacientes submetidos ao tratamento ortodôntico

AN, T. L.*, CUOGHI, O. A.

Odontologia Infantil e Social - Universidade Estadual Paulista. E-mail: litien@hotmail.com

O presente estudo objetivou avaliar o efeito da retração dentária sobre a remodelação do ponto A nos sentidos vertical e ântero-posterior e correlacionar esta remodelação com o movimento dos incisivos. Utilizou-se 60 telerradiografias em norma lateral, tomadas no início e no final do tratamento ortodôntico corretivo de 30 pacientes de ambos os gêneros, entre 10 e 17 anos, com má-oclusão de Classe II, divisão 1a e de Classe I, com extrações dos primeiros pré-molares superiores. Das telerradiografias, realizou-se o traçado, a localização dos pontos e a mensuração das distâncias lineares, utilizando, como referência, duas linhas partindo do ponto S, uma horizontal (linha H) localizada 7º abaixo do plano SN e uma vertical (linha Sp) perpendicular à linha H. Analisou-se os dados pelo teste de normalidade, haja vista de que todos os dados apresentavam distribuição normal, submeteu-se os mesmos ao teste t emparelhado e ao teste de correlação. Finalmente, selecionou-se aleatoriamente 10 telerradiografias, repetiu-se as mensurações para o cálculo do erro do método segundo Dahlberg. Em média, o ponto A retraiu 0,87 mm e extruiu 2,40 mm. Houve uma correlação significante e positiva entre a retração do ponto A e do ápice radicular (r = 0,68; p < 0,0001) e da borda incisal (r = 0,71; p < 0,0001).

Pode-se concluir que, em média, o ponto A retraiu 0,87 mm e deslocou para baixo 2,40 mm. A retração do ponto A se correlacionou significantemente com a retração dentária no sentido ântero-posterior, tanto em relação ao ápice radicular (r = 0,68) como também em relação à borda incisal (r = 0,71).

 Pa023

Avaliação cefalométrica comparativa entre a maloclusão de Classe III com a oclusão normal

KURAMAE, M.*, MAGNANI, B. B. A., NOÜER, D. F.

Clínica Infantil - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: mayury@bol.com.br

Com o objetivo de aplicar a análise cefalométrica de Tweed-Merrifield no diagnóstico da maloclusão de Classe III, foram selecionadas 60 telerradiografias de cabeça tomadas em norma lateral e 60 modelos de gesso-pedra obtidas a partir de indivíduos leucodermas brasileiros adultos da região de Piracicaba e que nunca haviam se submetido a tratamento ortodôntico. A amostra foi dividida em dois grupos, um denominado de grupo controle e outro de grupo experimental. O grupo controle foi composto por 30 telerradiografias de indivíduos com oclusão normal e divididos igualmente em relação ao sexo, com faixa etária de 18 a 25 anos. O grupo experimental foi composto por 30 telerradiografias obtidas de indivíduos com maloclusão de Classe III segundo Angle, dividido igualmente em relação ao sexo e com faixa etária dos 17 aos 26 anos.

Os resultados mostraram que houve diferenças estatisticamente significantes para as médias FMA, FMIA, IMPA, SNB, ANB, plano oclusal, AO-BO e AFA. Evidenciou também que a análise cefalométrica de Tweed-Merrifield necessita de medidas adicionais no diagnóstico da maloclusão de Classe III.

 Pa024

Avaliação da reabsorção radicular em incisivos submetidos à retração anterior

SIMPLÍCIO, H.*, SANTOS-PINTO, A., MARTINS, L. P., DINELLI, T.

Clínica Infantil - Universidade Estadual Paulista. E-mail: hallissa@bol.com.br

A reabsorção radicular apical é um dos mais comuns e indesejáveis efeitos colaterais do tratamento ortodôntico sendo motivo de estudos com finalidade de seu entendimento e elaboração de medidas preventivas. Objetivou-se com o presente estudo determinar e quantificar radiograficamente a ocorrência de reabsorção radicular nos incisivos após a retração anterior, levando-se em consideração o dente estudado e sua relação com a quantidade de movimentação radicular ou modificação na inclinação do incisivo. Foram avaliados incisivos superiores e inferiores de 22 pacientes entre 12 e 25 anos, de ambos os gêneros, submetidos a tratamento ortodôntico com aparelho fixo e extração de pré-molares. A quantificação da re­absorção radicular foi realizada pela diferença entre as medidas do comprimento radicular em radiografias periapicais nas fases pré- e pós-retração de incisivos. O controle da distorção da imagem radiográfica e da alteração na angulação dos incisivos foi realizada utilizando-se o método descrito por Linge & Linge (1983). Foram utilizadas telerradiografias laterais pré- e pós-retração de incisivos para relacionar a mudança de inclinação dos incisivos e quantidade de movimento vertical, horizontal e total do ápice radicular com a reabsorção radicular.

Com base nos dados obtidos conclui-se que há reabsorção radicular significante na fase de retração de incisivos variando de 1,51 mm a 2,37 mm não relacionada com o movimento ou alteração de inclinação do ápice radicular destes dentes através do osso.

 Pa025

Relacionamento ântero-posterior entre os segundos molares decíduos, dos 4 aos 6 anos de idade

MAGRI, V. C., SCAVONE JR., H., KATAOKA, D. Y.*, REJMAN, R.

Odontologia - Universidade Cidade de São Paulo. E-mail: fvellini@unicid.br

Este estudo epidemiológico transversal propõe-se a: 1) quantificar, em termos percentuais, a prevalência de diversos tipos de relacionamentos ântero-posteriores entre os segundos molares decíduos (plano terminal reto, degrau mesial, degrau distal e relacionamentos assimétricos) e 2) verificar se estas prevalências diferem significantemente entre os gêneros masculino e feminino. Para a realização deste estudo foram avaliadas 130 crianças matriculadas em uma escola municipal de educação infantil no bairro do Tatuapé, na cidade de São Paulo, sendo 58 do gênero masculino e 72 do feminino, sem perdas dentárias e/ou cáries extensas, todas na fase da dentadura decídua no período dos 4 aos 6 anos de idade. Os dados referentes aos relacionamentos oclusais foram coletados mediante o exame clínico por inspeção visual direta nas crianças, no próprio ambiente escolar, com o auxílio de espátulas de madeira descartáveis.

As avaliações estatísticas pelos testes do qui-quadrado e pelo teste de comparação de probabilidades, ao nível de confiança de 95%, não evidenciaram diferenças significantes quanto às prevalências destas relações oclusais entre os gêneros masculino e feminino. Portanto, os resultados foram associados em um só grupo geral, revelando 63,08% para o plano terminal reto e 13,08% tanto para o degrau mesial como para o degrau distal, nas situações com simetria bilateral. Nos casos com assimetrias foram verificados índices de prevalência de 6,15% para a combinação do plano terminal reto com o degrau mesial e de 4,61% para a associação do plano terminal reto com o degrau distal.

 Pa026

Estudo cefalométrico da associação entre os padrões faciais e as más-oclusões

GRUBER, K. C.*, PINZAN, A., VELLINI-FERREIRA, F., FERREIRA-TORMIN, A. C.

Odontologia - Universidade Cidade de São Paulo. E-mail: fvellini@unicid.br

A literatura ortodôntica revela controvérsias quanto à possível associação entre os padrões faciais e as más-oclusões. Deste modo, o propósito desta pesquisa consistiu em analisar se a freqüência dos padrões faciais diferiu entre as más-oclusões de Classe I e de Classe II, 1ª divisão, bem como entre os gêneros masculino e feminino. A amostra englobou 80 telerradiografias cefalométricas em norma lateral referentes a jovens brasileiros leucodermas com média de idade de 12a.4m., sendo 40 com má-oclusão de Classe I e 40 com Classe II, 1ª divisão, divididos igualmente entre os gêneros masculino e feminino. Após a aplicação da análise cefalométrica de Ricketts, os padrões faciais foram classificados em três categorias: braquifa­cial, mesofacial e dolicofacial. Os resultados revelaram uma distribuição equilibrada dos padrões faciais entre os jovens com más-oclusões de Classe I ou de Classe II, 1ª divisão, nos gêneros masculino e feminino. Notou-se apenas uma tendência ao predomínio do padrão mesofacial em todos os grupos analisados. Contudo, o teste do qui-quadrado, ao nível de confiança de 95%, não revelou diferenças estatisticamente significantes quanto à distribuição dos padrões faciais entre as más-oclusões e o gênero dos jovens analisados.

Estes resultados apontam para uma provável independência entre os padrões faciais (braquifacial, mesofacial e dolicofacial) em relação às más-oclusões e os gêneros dos pacientes. (Pesquisa financiada par­cialmente pela Universidade de Santo Amaro - UNISA.)

 Pa027

Prevalência das mordidas cruzadas posteriores na dentadura decídua, dos 4 aos 6 anos de idade

AMAD, M. B. O., SCAVONE JR., H., MENGUE, O. C. C.*, TREVISI, R.

Odontologia - Universidade Cidade de São Paulo. E-mail: fvellini@unicid.br

Com o objetivo de avaliar a prevalência das mordidas cruzadas posteriores, na dentadura decídua, executou-se um levantamento epidemiológico transversal em 130 crianças (72 do gênero feminino e 58 do masculino) na faixa etária dos 4 aos 6 anos de idade, matriculadas em uma escola municipal de educação infantil no bairro do Tatuapé, na cidade de São Paulo. Todas as crianças apresentavam-se na dentadura decídua, sem perdas dentárias ou cáries extensas. A coleta dos dados alicerçou-se no exame clínico visual direto das relações oclusais, no próprio ambiente escolar, com o auxílio de espátulas de madeira descartá­veis. As mordidas cruzadas posteriores foram classificadas em cinco categorias: 1) ausente, 2) bilateral, 3) unilateral sem desvio funcional da mandíbula, 4) unilateral com desvio funcional da mandíbula para a direita e 5) unilateral com desvio funcional da mandíbula para a esquerda.

Após a avaliação dos dados quantitativos mediante o teste do qui-quadrado, ao nível de confiança de 95%, verificou-se a ausência de diferenças estatisticamente significantes entre os gêneros masculino e feminino quanto à prevalência dos diversos tipos de relacionamentos oclusais transversais. Deste modo, os índices de prevalência foram calculados conjuntamente para a amostra total, sem distinção quanto ao gênero, conduzindo aos seguintes resultados, respectivamente a cada uma das cinco categorias descritas acima: 1) 82,31%, 2) 4,61%, 3) 6,16%, 4) 2,31% e 5) 4,61%. Deste modo, as mordidas cruzadas posteriores unilaterais acometeram 13,08% das crianças, enquanto que as bilaterais apenas 4,61%.

 Pa028

Avaliação da posição condilar em pacientes portadores de mordida cruzada posterior funcional

SEKITO, P. S. C.*, COSTA, T. D., CAPELLI JR., J., CARNEIRO, M. S. A.

Ortodontia - Universidade Estadual do Rio de Janeiro. E-mail: sekito.rlk@terra.com.br

O objetivo deste estudo foi avaliar a posição dos côndilos, nos sentidos ântero-posterior e no sentido transversal, em indivíduos com mordida cruzada posterior funcional, e determinar a existência de modificação dessa posição após a correção da maloclusão. Foram avaliados 13 indivíduos com mordida cruzada posterior funcional envolvendo pelo menos dois dentes posteriores, com idade média de 9,3 anos, na fase da dentição mista. Todos foram submetidos a uma tomografia de três cortes laterais e uma de dois cortes frontais de cada ATM no aparelho de raios X Orthophos, antes e após a correção da maloclusão com o aparelho de Porter. As imagens obtidas foram digitalizadas, utilizando o programa Radiocef 2000 versão 3.0D7®, no qual foram marcados os pontos anatômicos utilizados como referência para observar a posição condilar relativa tanto no sentido ântero-posterior como no transverso. Foram utilizados para análise estatística dos dados obtidos os testes de: U de Mann-Whitney e de Wilcoxon.

De acordo com os resultados conclui-se que não foi encontrada nenhuma posição condilar específica para os indivíduos com mordida cruzada posterior funcional, e sim uma grande dispersão dos posicionamentos, tanto no sentido ântero-posterior como no transversal. Não foi obtida uma correlação significativa entre estes posicionamentos e o lado da mordida cruzada em ambos os sentidos. Houve modificação da posição condilar após o tratamento da mordida cruzada posterior funcional, porém sem um padrão específico.

 Pa029

Avaliação ultramicroscópica e da resistência à tração da união de fios de níquel-titânio utilizando soldagem elétrica

MACEDO, A.*, NUNES, M. M., COTRIM FERREIRA, F. A., SCAVONE JR., H.

Ortodontia - Universidade Cidade de São Paulo. E-mail: alexmcd@attglobal.net

O objetivo deste trabalho foi avaliar a resistência à tração da união de fios ortodônticos de níquel-titânio após soldagem elétrica a ponto e descrever, com auxílio da microscopia eletrônica de varredura, a morfologia superficial desta união. Para isto, foram soldados 30 fios ortodônticos de níquel-titânio termoativados, de secção retangular 0,019 x 0,025 polegada (Unitek referência 4297-978), utilizando uma máquina de solda elétrica desenvolvida pela metalúrgica Kernit, regulada especialmente para a soldagem destes fios. A potência utilizada para a soldagem foi de 95, conforme indicação exibida pelo visor digital da máquina. A análise visual e ultramicroscópica da região da soldagem indicou o aparecimento de uma área de metal derretido no ponto de contato entre os segmentos dos fios com conseqüente embricamento dos mesmos. Os testes de resistência à tração da união soldada foram realizados com o auxílio de uma máquina Instron Universal modelo 4442-C6600, demonstrando que a força de ruptura foi de 7,99 kgf, em média, com um desvio padrão de 2,32 kgf.

Concluiu-se que a resistência da união soldada de fios ortodônticos de níquel-titânio termoativados de secção retangular, utilizando soldagem elétrica a ponto em máquina especialmente ajustada, foi suficientemente alta e acima das cargas geralmente aplicadas aos fios ortodônticos durante a maioria das aplicações clínicas.

 Pa030

Análise cefalométrica das correlações entre a profundidade antegonial, o padrão respiratório e os tipos faciais

LOPES, P. M. L., COTRIM-FERREIRA, F. A., RODRIGUES, A.*, CALIXTO, A. C.

Odontologia - Universidade Cidade de São Paulo. E-mail: fvellini@unicid.br

Este estudo propõe-se a analisar a profundidade da curvatura antegonial mandibular humana (PA), correlacionando-a com o padrão respiratório (bucal ou nasal) e com os tipos faciais (braquifacial, dolicofacial ou mesofacial). A amostra foi colhida nos arquivos da Disciplina de Ortodontia da UNICID, englobando 100 telerradiografias cefalométricas em norma lateral referentes a jovens brasileiros leucodermas, dos gêneros masculino e feminino, na faixa etária dos 8 aos 13 anos, sendo 52 respiradores bucais e 48 respiradores nasais. O método cefalométrico abrangeu a análise dos ângulos NS.Gn, NS.GoM, FMA, Ba.Ptm.Gn, referentes aos tipos faciais, juntamente com as medidas lineares AFAI (altura facial ântero-inferior), PA (profundidade antegonial), Nf (largura da orofaringe) e Of (largura da orofaringe). Após a aplicação do teste t de Student, ao nível de confiança de 95%, constatou-se que a profundidade antegonial (PA) e a AFAI apresentaram-se significantemente aumentadas nos respiradores bucais, em relação aos nasais. Além disso, o teste de Fisher revelou forte correlação estatística positiva entre a profundidade antegonial e as medidas cefalométricas referentes à classificação dos tipos faciais, com significância superior a 99% para AFAI, NS.GoM, NS.Gn e FMA, e superior a 95% para o ângulo Ba.Ptm.Gn.

Concluiu-se que os jovens com respiração bucal, quando comparados aos respiradores nasais, geralmente evidenciaram maior profundidade da curvatura antegonial mandibular, além de demonstrarem com maior freqüência padrão de crescimento dolicofacial (vertical).

 Pa031

Avaliação histológica da polpa dental humana após a descolagem de braquetes cerâmicos com laser CO2

MERCADANTE, M. M. N.*, MARTINS, D. R., VILLA, N., MACEDO, A. M.

Odontologia - Universidade Cidade de São Paulo. E-mail: fvellini@unicid.br

A descolagem de braquetes cerâmicos vem se tornando um problema para os ortodontistas, tendo em vista a maior ocorrência de fraturas dos mesmos e injúrias ao esmalte dental. Diante destes fatos, surgiram novas técnicas de remoção e, dentre elas, as que promovem o amolecimento da resina ortodôntica de colagem ao esmalte dental, mediante o aquecimento por irradiação com laser CO2. Deste modo, o objetivo desta pesquisa consistiu em avaliar, histomorfologicamente, o comportamento da polpa dental humana, em 27 pré-molares humanos extraídos por razões ortodônticas e que foram submetidos à colagem de braquetes cerâmicos (Transcend 6000 - Unitek) com resina fotopolimerizável (Transbond XT - 3M), seguindo-se a descolagem in vivo após a irradiação com laser CO2 (LUXAR LX-20), durante 2 segundos, com potências de 10, 14 e 18 Watts. Após a preparação dos cortes histológicos da polpa, utilizou-se um microscópio óptico para efetuar a análise das diferentes reações pulpares, levando-se em conta os intervalos de 7, 14 e 21 dias entre o momento da irradiação com laser e a realização das exodontias.

As análises ao miscroscópio óptico demonstraram que a polpa dental dos diversos dentes avaliados não sofreu reações inflamatórias ou degenerativas irreversíveis, sob as condições experimentais, nos três níveis de potência. Contudo, foram constatadas nítidas evidências de processos de defesa, com reparação na histomorfologia tecidual a partir do décimo quarto dia após a irradiação com laser CO2, aplicado com o intuito de facilitar a descolagem de braquetes ortodônticos de cerâmica.

 Pa032

Alterações cefalométricas no perfil facial decorrentes do tratamento da mordida aberta anterior

VEDOVELLO, S. A. S.*, NOUER, D. F., MAGNANI, M. B. B. A., VEDOVELLO, M. F.

Odontologia Infantil - Universidade Estadual de Campinas. E-mail: sasv@terra.com.br

A proposta do trabalho foi avaliar os efeitos do tratamento ortodôntico interceptor com a grade palatina removível e concomitante abandono do hábito sobre o perfil tegumentar e posicionamento labial de 30 indivíduos leucodermas com idade média de 7 anos e 2 meses, portadores de mordida aberta anterior conseqüente do hábito deletério de sucção de chupeta, trespasse vertical negativo de 8 a 13 mm na região ante­rior e relação molar de Classe I de Angle. Os resultados apresentam avaliação de duas grandezas estéticas angulares e três lineares. Em relação às angulares, os resultados obtidos após o tratamento mostraram aumento do ângulo HNB 10,5º para 12,3º e do ângulo Z de 72,0º para 74,0º. A medição das grandezas estéticas lineares relativas ao posicionamento labial partiu de um valor inicial para o lábio superior de 5,4 mm, característico de protrusão, e evoluiu para posicionamento 3,5 mm, considerado ideal do ponto de vista estético. O mesmo ocorreu com o lábio inferior, que de uma posição mais protruída, 6 mm, retruiu-se para 2,5 mm, também considerado mais adequado.

Concluiu-se que as alterações do perfil tegumentar, estudado através dos ângulos HNB e Z, não foram estatisticamente relevantes e apontaram uma tendência a um perfil facial mais convexo, distanciando-se do perfil facial reto, preconizado como normal. O posicionamento do lábio superior e inferior, porém, mostrou alterações estatisticamente significativas: verificou-se aproximação dos valores aferidos pela presente pesquisa em relação aqueles considerados normais segundo os crité