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Resumo encontrados. Mostrando de 1171 a
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PR0353 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 08h00 - 09h45 - Sala: 18
Influência da educação à distância no capital psicológico no trabalho em profissionais da atenção primária à saúde bucal no Norte do RS
Taufer JC, Gonçalves J, Girotto C, Cericato GO, Agostini BA
ATITUS EDUCAÇÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi avaliar a influência de um curso de Educação à Distância (EaD) no Capital Psicológico no Trabalho (CPT) dos Cirurgiões-Dentistas (CD's) da 6ª Coordenaria Regional de Saúde do Rio Grande do Sul (6ªCRS-RS). Participaram do baseline do estudo 41 CD's (25,6% de taxa de resposta) a qual consistiu na coleta do Inventário de Capital Psicológico no Trabalho (ICPT) pré intervenção. Após, foi aplicada a intervenção educacional, sendo elaborado um curso EaD composto de vídeo-aulas e questões. A intervenção teve 4 módulos com temas escolhidos pelos participantes na pré aplicação, sendo eles odontopediatria, psicologia do trabalho, gestão e estomatologia. Pós-intervenção, reaplicamos o ICPT e um questionário de Efetividade da Formação Profissional. A taxa de retenção do estudo foi de 50%. Ao comparar os escores do ICPT obteve-se que o domínio resiliência passou de um escore baixo (2,83) para um escore médio (3,14), apresentando significância estatística. Para os outros domínios, esperança, autoeficácia e otimismo, não tivemos significância e eles permaneceram em manutenção com altos escores desde a avaliação inicial. Já o questionário de Efetividade Profissional, mostrou que 70% concordaram sobre a intervenção ter melhorado a efetividade profissional. Ainda, 87% se sentiram mais motivados a participar de outros cursos EaD.
É possível atestar que o curso EaD melhorou o CPT, apesar de não haver melhora em todos os domínios. Sendo assim, pode-se considerar o formato online como uma boa alternativa de melhora do trabalho para os CD's da Atenção Primária à Saúde.
PR0355 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 08h00 - 09h45 - Sala: 18
Análise do ambiente e currículo sobre as questões LGBTQIA+ em cursos de odontologia no Brasil: a visão dos estudantes
Oliveira JC, Lins CHNL, Bezerra HKF, Ramos-Perez FMM, Pontual MLA, Carvalho EJA, Feitosa DS, Perez DEC
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Este estudo objetivou investigar a percepção dos estudantes de Odontologia em relação ao ambiente educacional e currículo nas faculdades brasileiras sobre questões LGBTQIA+. Este foi um estudo transversal, de abrangência nacional, no qual se utilizou como instrumento de pesquisa um questionário virtual autoaplicável e anônimo, com questões sobre dados demográficos dos alunos, percepções dos estudantes quanto a sua formação sobre temas LGBTQIA+, ambiente acadêmico em relação às pessoas LGBTQIA+ e comportamentos/experiências para este grupo de pessoas. Os dados foram descritos em números absolutos e percentuais. Testes qui-quadrado de Pearson e exato de Fischer foram aplicados, considerando significância de 5%. Ao total, 123 voluntários de 67 faculdades de Odontologia de todas as regiões brasileiras participaram do estudo. Entre eles, 45 (36,6%) se identificaram como LGBTQIA+. A maioria dos alunos (79,7%) concordou que falta capacitação durante o curso para o cuidado em saúde de pacientes LGBTQIA+, e 46,3% se sentem incapazes de atendê-los. A comunidade LGBTQIA+ entre os entrevistados relatou mais comumente um ambiente hostil em relação à diversidade sexual e identidade de gênero na faculdade de Odontologia (p<0,05).
Conclui-se que orientação sexual e questões de identidade de gênero são pouco discutidas nas escolas de odontologia brasileiras e a formação para atendimento inclusivo e respeitoso de pacientes LGBTQIA+ é limitada. Este tema deve ser incluído no currículo, bem como na formação continuada de professores e técnicos-administrativos.
PR0356 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 08h00 - 09h45 - Sala: 18
Significados produzidos pelos cuidadores de crianças com Doenças Raras na trajetória de cuidado: um estudo qualitativo
Paiva AGM, Bulgareli JV, Oliveira FS, Herval AM
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O estudo buscou compreender os significados produzidos pelos cuidadores de crianças com Doenças Raras desde o diagnóstico até o acesso ao cuidado em saúde bucal. A metodologia do estudo é de abordagem qualitativa realizada no Hospital Odontológico da Universidade Federal de Uberlândia. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas buscando significados referentes ao diagnóstico, ao tratamento e aos desafios do acesso aos cuidados gerais e odontológicos das crianças. As entrevistas foram transcritas e analisadas através da Teoria Fundamentada dos Dados. Foram produzidas quatro categorias secundárias: desconhecimento sobre a condição da criança; falta de preparo da equipe de saúde para lidar com as Doenças Raras; relatividade do tempo para início do tratamento e uma perspectiva de insuficiência quanto ao SUS; saúde bucal desconexa dos demais cuidados. A categoria central produzida indica que a sensação de impotência resultante do desconhecimento com relação ao diagnóstico dispara no cuidador a sensação de urgência e eficiência em relação ao cuidado. A partir disso, o tempo de espera para o cuidado, ainda que curto, gera sensação de demora da rede de cuidados (gerais e de saúde bucal) que passa a ser compreendida como despreparada e desorganizada.
Os significados identificados nas entrevistas permitiram compreender que o diagnóstico de uma doença desconhecida gera senso de urgência, que é incompatível com a organização e integração incipientes da rede de cuidados à essas pessoas com Doenças Raras no âmbito do SUS.
PR0358 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 08h00 - 09h45 - Sala: 18
Atuação das Equipes de Saúde Bucal no Processo de Trabalho em Equipe na Atenção Primária em Saúde no Brasil
Silva ET, Diniz FC, Ribeiro BA, Gomes MR, Pinto RS, Chalub LLFH, Ferreira RC, Senna MIB
Odontologia Social e Preventiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
Objetivou-se descrever a atuação das equipes de Saúde Bucal (eSB) no processo de trabalho na Atenção Primária em Saúde (APS). Estudo ecológico com dados extraídos do Sistema de Informação em Saúde para Atenção Básica para cada município brasileiro, referentes ao ano de 2022. Os indicadores, de uma matriz avaliativa previamente validada, calculados a partir dos registros na Ficha de Atividade Coletiva foram: Grau de protagonismo das eSB nas reuniões de equipe e Grau de organização das eSB em relação às pautas das reuniões de equipe. As eSB atuaram como responsáveis em 3,9% de todas as reuniões (reuniões de equipe, com outras equipes e reuniões intersetoriais) realizadas no ano. Dentre as reuniões de equipe e/ou outras reuniões com outras equipes sob responsabilidade do membro da eSB, os temas mais abordados foram questões administrativas/funcionamento (42,1%), diagnóstico e monitoramento do território (41,2%). Discussão de caso e de projeto terapêutico singular e educação permanente foram pautados em 10,4% e 20,4% das reuniões sob responsabilidade da eSB, respectivamente.
Os resultados indicam pequena participação das eSB como responsáveis pelo planejamento e organização da atenção à saúde na APS e, quando participam, priorizam-se pautas relativas a aspectos administrativos e ao diagnóstico/monitoramento do território.
PR0360 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 08h00 - 09h45 - Sala: 18
Indicadores de provimento de serviços de saúde bucal no Brasil: análise do desempenho nas macrorregiões e nos períodos pré e pós-pandêmico
Ribeiro BA, Nunes LCS, Diniz FC, Pinto RS, Pinheiro EL, Senna MIB, Ferreira RC, Chalub LLFH
Odontologia- Saúde Coletiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo foi analisar o desempenho de indicadores de provimento de serviços de saúde bucal nas macrorregiões brasileiras nos anos 2016-2022. Trata-se de estudo ecológico com dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB). Os indicadores proporção de atendimentos odontológicos de urgência (ind1), proporção de procedimentos odontológicos clínico-cirúrgicos (ind2), proporção de procedimentos odontológicos restauradores (ind3), proporção de exodontias de dentes permanentes nos procedimentos odontológicos (ind4) e proporção de procedimentos preventivos individuais em saúde bucal (ind5) compõem as subdimensões diagnóstico, tratamento e reabilitação em saúde bucal e promoção e prevenção, da matriz avaliativa dos serviços de saúde bucal desenvolvida a partir de fichas do SISAB. Foi realizada análise descritiva das medidas de tendência central para as macrorregiões e Brasil, ao longo de quadrimestres (QD). O valor médio do ind1 teve um aumento no QD 2/2020 (38,0% [dp=32,0%]). Já o ind2 oscilou pouco nos primeiros QD e aumentou no QD 1/2021 (25,8% [dp=14,4%]). O valor médio do ind3 foi próximo a 30% nos anos pré-pandemia e teve maior queda no QD 2/2020 (24,7% [dp=18,6%]). O valor médio do ind4 aumentou no QD 2/2020 (12,0% [dp=13,0%]). O valor médio do ind5 nos QD anteriores à pandemia era cerca de 40% e a partir do QD 2/2020 há uma leve queda (39,1% [dp=26,3]).
Houve diferenças no desempenho dos indicadores entre as macrorregiões. Foram observadas diferenças regionais e nos períodos pré e pós pandemia nos valores dos indicadores analisados.
PR0361 - Painel Aspirante
Área:
9 - Odontogeriatria
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 08h00 - 09h45 - Sala: 18
Análise do ângulo craniocervical em idosos com apneia obstrutiva do sono
Araújo MMS, Fontanella VRC, Rosa JCF, Gomes SGF, Lins-Filho PC, Melo MCF, Macêdo TS, Caldas-Junior AF
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi avaliar a correlação entre medidas antropométricas, ângulo craniocervical (ACC) e o grau de AOS em idosos. Para isso, foi realizado um estudo piloto transversal com 40 pacientes idosos (≥ 60 anos) selecionados para participar de um ensaio clínico randomizado a ser realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Para o diagnóstico da AOS foi realizada a poligrafia respiratória domiciliar e sua severidade foi categorizada em leve (>5 e ≤15 AH/hora de sono) e moderada/severa (>15 AH/hora de sono). As medidas do índice de massa corporal (IMC), circunferência do pescoço (CP) e relação cintura-quadril (RCQ) foram aferidas com auxílio de balança e fita métrica. A avaliação do ACC, representativo da postura da cabeça, foi realizada por fotogrametria, utilizando o software DIPA. O índice de apneias/hipopneias foi avaliado quanto à correlação com todas as variáveis do estudo. De acordo com a normalidade dos dados, estes foram submetidos à análise estatística através do teste Qui-quadrado (χ 2 ) ou Exato de Fisher com significância de 0,05. 87,5% da amostra avaliada possuía IMC elevado e a AOS apresentou-se mais severa em indivíduos acima do peso. A CP, RCQ e ACC não apresentaram correlação com a severidade da AOS.
De acordo com a metodologia utilizada, pode se concluir que indivíduos com AOS realizam compensação postural com anteriorização da cabeça e o IMC é um fator de risco importante para AOS em idosos.
PR0362 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 10h00 - 12h00 - Sala: 18
Avaliação do conhecimento do cirurgião-dentista frente a casos de violência/maus-tratos infantis no Brasil: Uma revisão integrativa
Quadros LN, Silva ACV, Gomes AC, Rebelo MAB, Rebelo Vieira JM
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi realizar uma revisão integrativa da literatura sobre o conhecimento do cirurgião-dentista frente a situações de abuso e maus-tratos contra crianças. Os estudos foram obtidos por meio de busca eletrônica nas bases de dados PubMed, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), SciELO e Periódicos de Teses e Dissertações da CAPES. As buscas foram realizadas por dois pesquisadores de forma independente, primeiramente por título e resumo e depois, pela leitura dos textos na íntegra. Os estudos incluídos foram avaliados quanto a qualidade metodológica por meio de instrumentos validados do Instituto Joanna Briggs (JBI), realizada também de forma independente por dois revisores. Foram incluídos 26 estudos a partir dos critérios de elegibilidade. Destes, observou-se que prevaleceram estudos provenientes das regiões Nordeste, Sul e Sudeste. Os instrumentos utilizados para avaliar o conhecimento dos cirurgiões-dentistas quanto aos maus-tratos infantis foram, predominantemente, questionários autoaplicáveis elaborados pelos próprios pesquisadores. Entre as causas da subnotificação desses casos às autoridades competentes estão: falta de preparo na identificação dos sinais de violência, o medo de sofrer retaliações e ameaças do agressor, a falta de respaldo e amparo da unidade de saúde e a incerteza do diagnóstico.
Concluiu-se que os dentistas possuem conhecimento limitado quanto a violência contra crianças, necessitando que mais informações sobre a temática sejam abordadas desde sua formação.
PR0363 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 10h00 - 12h00 - Sala: 18
O acesso quanto à disponibilidade aos serviços odontológicos especializados às pessoas com deficiência no Brasil: Uma revisão integrativa
Gomes AC, Sousa CHB, Quadros LN, Rebelo MAB, Rebelo Vieira JM
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo do estudo foi realizar uma revisão integrativa da literatura sobre o acesso, quanto à dimensão disponibilidade de serviços de saúde bucal especializados para pessoas com deficiência (PCD) no Brasil. Os estudos foram obtidos por meio de busca eletrônica nas bases de dados PubMed, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), SciELO e Periódicos de Teses e Dissertações da CAPES. As buscas foram realizadas por dois pesquisadores de forma independente, primeiramente por título e resumo e depois, pela leitura dos textos na íntegra. Os estudos incluídos foram avaliados quanto a qualidade metodológica por meio de instrumentos validados do Instituto Joanna Briggs (JBI). Foram incluídos cinco trabalhos a partir dos critérios de elegibilidade. Observou-se que apesar do acesso quanto à disponibilidade de serviços odontológicos estar expresso nos objetivos dos estudos, a avaliação da oferta de serviços especializados ao público PCD restringiu-se a descrever as características de acessibilidade e barreiras, sugerindo confusão no emprego desse conceito. Além disso, outras barreiras ao acesso foram relatadas, como a falta de recursos humanos especializados, fatores relacionados à família e à organização dos serviços de saúde.
Conclui-se que essa dimensão ainda tem sido pouco estudada no cenário nacional. Mais estudos necessitam ser realizados para que sejam identificadas e exploradas estratégias para melhoria da oferta desses serviços com infraestrutura física e recursos humanos adequados ao tratamento odontológico de PCDs.
PR0364 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 10h00 - 12h00 - Sala: 18
IMPACTO DA SAÚDE BUCAL NA QUALIDADE DE VIDA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM FISSURA LABIOPALATINA
Barbosa PGO, Borba AM, Neves PN, Flauzino LP, Volpato LER, Gonçalves FVA, Aranha AMF
UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O presente estudo tem como objetivo avaliar o impacto da saúde bucal na qualidade de vida (QV) de crianças e adolescentes com fissuras labiopalatinas (FLP). Ao todo 110 crianças e adolescentes, com FLP (N=55) e sem FLP (N=55), entre 8 e 18 anos de idade, foram entrevistados utilizando o COHIP (Child Oral Health Impact Profile) e foram examinados quanto à cárie dentária (índice de CPOD), índice de placa visível (IPV) e índice de sangramento gengival (ISG). As características como sexo, faixa etária, tipo de fissura, classe econômica e oclusão dentária foram registradas. Os índices de IPV e ISG e a inflamação gengival foram significativamente maiores nos indivíduos com FLP, enquanto o CPOD foi maior no grupo controle. A QV geral não foi estatisticamente diferente entre os grupos caso e controle (p=0,874). No grupo caso, a QV foi impactada negativamente nas áreas do Bem-estar Funcional (p <0,001) e da Autoimagem (p <0,001) e, positivamente nas área do Bem-estar Social e Emocional (p <0,001) e do Ambiente Escolar (p <0,001). Foi observado que o tipo de FLP não interferiu na QV geral ou nas áreas investigadas, exceto para a do Bem-estar Social e Emocional que foi pior para os indivíduos com fissura de lábio e fissura de lábio e palato (p = 0,043). As meninas tiveram a autoimagem impactada negativamente pela presença da FLP (p <0,001).
Embora a qualidade de vida das crianças e adolescentes com FLP seja considerada boa, um impacto negativo foi observado na autoimagem e no bem estar funcional dos indivíduos com presença do defeito anatômico.
PR0365 - Painel Aspirante
Área:
9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva
Apresentação Remota: 02/09 - Horário: 10h00 - 12h00 - Sala: 18
Fatores associados à dor dentária em adultos do Sudeste do Brasil
Motta TP, Silveira ACV, Vargas-Ferreira F
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse
O objetivo deste estudo transversal foi avaliar quais são os fatores associados ao desfecho em adultos de Minas Gerais. Foram utilizados dados de 1203 indivíduos, obtidos do levantamento epidemiológico de Saúde Bucal de Minas Gerais realizado em 2012 e a variável dependente foi dor dentária nos últimos seis meses. Instrumentos de pesquisa foram exame clínico bucal (dentistas treinados com kappa > 0,65) e aplicação de questionário semi-estruturado. As covariáveis foram: sexo (feminino x masculino), cor da pele (branca x não branca), renda (até R$ 1500 e > R$ 1500,00), escolaridade (≤ 8 e >8 anos de estudo), aglomeração domiciliar (≤ 4 e >4 pessoas), tempo da última consulta odontológica (nunca foi, < 1 ano e ≥ 1 ano) e prevalência de cárie não tratada (sim x não). Utilizou-se o programa SPSS versão 21.0. Análises descritiva e bivariada (Teste Qui-Quadrado e p<0,05) foram realizadas. A prevalência de dor dentária foi de 22,6% (IC 95% 20,3-25,0). Adultos de cor de pele não branca (p=0,002), de baixa renda (p<0,001), de baixa escolaridade (p<0,001), que não consultavam o dentista há mais tempo (p<0,001) apresentaram maior prevalência de dor dentária. Além disso, indivíduos com cárie não tratada apresentaram maior ocorrência do desfecho (p<0,001).
A dor dentária foi influenciada por variáveis clínicas e socioeconômicas. Isso evidencia a desigualdade social. São necessárias medidas públicas com o objetivo de se reduzir as iniquidades.