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 2447 Resumo encontrados. Mostrando de 121 a 130


FC018 - Fórum Científico
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Seringueira II

Qual é o tempo máximo que receptores radiográficos digitais podem ser expostos à luz e ainda produzir imagens aceitáveis?
Sampaio-Oliveira M, Marinho-Vieira LE, Haiter Neto F, Freitas DQ, Oliveira ML
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar a qualidade de radiografias digitais obtidas com placas de fósforo fotoestimulável (PSP) expostas a níveis clínicos de luz ambiente. Seis regiões dentárias de um crânio humano foram radiografadas utilizando PSPs dos sistemas VistaScan e Express em quatro tempos de exposição aos raios X: 0,1, 0,2, 0,32 e 0,4s. Antes do escaneamento, as PSPs foram expostas à luz ambiente por 5, 10, 30, 60 e 90s. Seis observadores indicaram se as 288 radiografias resultantes eram aceitáveis ou inaceitáveis com base na diferenciação de estruturas anatômicas e na qualidade geral da imagem. O número de respostas classificando as radiografias como inaceitáveis foi usado para calcular a taxa de rejeição, que deveria ser menor que 10%. Entre as radiografias aceitáveis, uma comparação aos pares foi realizada para indicar qual apresentava melhor qualidade. A reprodutibilidade foi testada por meio da reavaliação de 25% de cada grupo experimental. As concordâncias intra e interexaminador foram quase perfeitas. Taxas de rejeição menores que 10% foram observadas somente em radiografias obtidas com PSPs não expostas ou expostas à luz por 5s. Na comparação aos pares, diferenças sutis foram observadas entre as radiografias obtidas com PSPs não expostas e aquelas expostas à luz por 5s.

A exposição das PSPs à luz ambiente prejudica a qualidade da imagem das radiografias. Um limite seguro de exposição à luz ambiente de 5s para VistaScan e Express deve ser considerado, evitando a necessidade de repetições e reduzindo a exposição desnecessária de pacientes aos raios X.

(Apoio: CAPES)
FC019 - Fórum Científico
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Seringueira II

Associação entre sequelas da COVID-19 com doença periodontal e obesidade: um estudo transversal
Silva FH, Casarin M, Pontes AFL, Lima BD, Pirih FQ, Muniz FWMG
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se associar as sequelas da COVID-19 com obesidade e periodontite em indivíduos com histórico de diagnóstico de COVID-19 determinado por PCR. Avaliou-se 128 indivíduos, e o autorrelato de sequelas de COVID-19 foi definido como desfecho primário. Um questionário estruturado, contendo informações sociodemográficas, socioeconômicas, variáveis médicas e comportamentais e informações relacionadas a COVID-19, foi aplicado. Além disso, exame clínico periodontal completo, aferição de peso e altura foram realizados. Análises uni, bi e multivariadas foram realizadas utilizando Regressão de Poisson com variância robusta para verificar a associação das exposições com sequelas de COVID-19 (α<0,05). Análises adicionais foram realizadas considerando a obesidade como um subgrupo. Ao considerar toda a amostra, não houve associações significativas com periodontite (razão de prevalência [RP]: 1,14; intervalo de confiança de 95% [IC95%]: 0,80-1,61) e obesidade (RP: 0,93; IC95%: 0,68-1,26). Na análise de subgrupo, considerando apenas indivíduos com obesidade, aqueles diagnosticados com periodontite apresentaram 79,1% maior RP (IC95%: 1,04-3,10) para sequelas de COVID-19 quando comparados a indivíduos com saúde periodontal. Ao se considerar somente aqueles sem obesidade, periodontite não esteve significativamente associada com sequelas de COVID-19 (RP: 0,82; IC95%: 0,55-1,23).

Indivíduos diagnosticados com obesidade e periodontite têm maior RP de relatar sequelas de COVID-19 em comparação com indivíduos sem ambas as doenças.

(Apoio: CAPES)
FC020 - Fórum Científico
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 04/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Seringueira II

Caracterização do microbioma subgengival e da resposta imune primária de jovens afetados por diferentes fenótipos de periodontite severa
Stolf CS, Paz HES, Monteiro MF, Arroteia LS, Ruiz KGS, Casati MZ, Shaddox LM, Casarin RCV
Prótese e periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A periodontite severa em jovens possui fenótipos distintos: padrão molar-incisivo (PerioC-PMI) e generalizado (PerioC-G). Entretanto, ainda são desconhecidos seus fatores etiopatogênicos diferenciais, limitando o diagnóstico e tratamento individualizado. Assim, esse estudo buscou avaliar o microbioma subgengival e sua interação com a resposta imune de sítios doentes e saudáveis de pacientes com PerioC-PMI, PerioC-G e saúde periodontal (SP). Amostras de fluído gengival (FG) e biofilme subgengival (BS) de 20 pacientes de cada grupo foram coletadas. No FG foram analisadas as citocinas IL-1β, IL-5, IL-6, IL-10, IL-12, IL-17, TNF-α e quimiocinas MIP1-α e IL-8 pela plataforma Luminex. Do BS foi extraído o DNA bacteriano, e o gene 16S (região V3-V4), sequenciado para análise do microbioma. PerioC-G apresentou maior concentração de IL-1β e IL-6 e, concomitantemente, menor de IL-10 do que os demais grupos, enquanto PerioC-PMI produziu mais TNF-α e IL-12 e, consequentemente mais quimiocinas MIP-1-α e IL-8 no FG de sítios doentes (p<0.05). SP apresentou maiores concentrações de IL-5 em relação aos demais grupos (p<0.05). A análise do microbioma mostrou diferença entre as diversidades subgengivais e abundância relativa dos gêneros Fretibacterium, Porphyromonas, Eubacterium, Desulfobulbus, Bacteroidetes e Bacteroidaceae entre os pacientes com PerioC-G, PerioC-PMI e SP.

Concluí-se que PerioC-G e PerioC-MIP apresentaram padrões de ativação da resposta imune e comunidades microbianas distintas, definindo padrões etiológicos únicos para cada fenótipo.

FC021 - Fórum Científico
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Seringueira II

O paradoxo dos danos devido ao consumo de álcool e periodontite grave: Uma abordagem contrafactual
Oliveira LM, Pelissari TR, Costa SA, Nascimento GG, Demarco FF, Zanatta FB
Estomatologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Evidências apontam educação e uso de álcool como fatores causais à periodontite. Curiosamente, indivíduos com piores condições socioeconômicas apresentam piores agravos atribuídos ao álcool, mesmo consumindo quantidades iguais ou mesmo menores. Este fenômeno, chamado de paradoxo dos danos devido ao uso de álcool (AHP), permanece pouco explorado na odontologia. O objetivo deste estudo foi investigar a ocorrência do AHP associado a periodontite grave em uma amostra de base populacional. Dados de 4352 adultos foram recuperados do NHANES 11-14. Duas abordagens inferenciais foram propostas: análise de modificação de efeito (vulnerabilidade diferencial) da associação entre uso pesado de álcool e periodontite grave naqueles com menor educação; e decomposição em quatro vias (considerando o álcool como variável mediadora e de interação na relação entre menor educação e periodontite). Esta permite estimar o quanto indivíduos de menor educação são desproporcionalmente expostos ao álcool (exposição diferencial) e o quanto o efeito do álcool afeta desproporcionalmente esses indivíduos (susceptibilidade diferencial). A associação entre álcool e periodontite apresentou maior efeito naqueles com menor educação. Ainda, se fosse possível inverter a proporção de consumidores pesados entre os grupos de maior e menor educação, a probabilidade de periodontite grave aumentaria em 89% naqueles desfavorecidos.

Estes achados sugerem a ocorrência do AHP relacionado à periodontite segundo os mecanismos de vulnerabilidade e susceptibilidade diferenciais.

(Apoio: CNPq  N° 160262/2020-8)
FC022 - Fórum Científico
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Seringueira II

Avaliação das dificuldades alimentares e mastigatórias e sinais e sintomas de bruxismo em crianças com Síndrome de Down
Miyagui SA, Fernandes MS, Castelo PM
Ciencas Farmacêuticas UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Síndrome de Down (SD) traz particularidades quanto à saúde bucal e crescimento orofacial e afeta a nutrição e mastigação. O objetivo foi avaliar características bucais, nutricionais, mastigatórias, sinais e sintomas de bruxismo em 100 indivíduos com SD de 5-18 anos. De acordo com o histórico médico, 59% não apresentavam doenças crônicas, 14% possuíam disfunções da glândula tireóide e 17% problemas cardiovasculares. Observou-se atrasos de irrupção de dentes permanentes e maior frequência de mesioclusão. O índice de ceo/CPOD médio foi 1,1 na decídua e 2,5 na permanente; aos 14-18 anos a experiência de cárie foi de 82%. As frequências de sangramento à inspeção e bolsas periodontais foram de 26,5% e 10% dos indivíduos em dentição mista, e 77% e 45,5% na permanente, respectivamente. A frequência de biofilme visível e relato de ranger/apertar foi de 97-100% e 70-82%. Quanto à nutrição, crianças com excesso de peso cresceu em função da idade, 39% de 5-7 anos e 54% de 14-18; 30% não receberam amamentação natural e o tempo médio de aleitamento por mamadeira foi 29,7 meses. O consumo de frutas obteve mediana 5 em todas as idades, e o consumo de sucos, refrigerantes e embutidos foi alto e o de doces e biscoitos aumentou com a idade. De acordo com os pais, a maioria foi classificada como não tendo dificuldade alimentar (87%), e 8 foram classificadas com dificuldade moderada a severa. As dificuldades mastigatórias foram mais frequentes na faixa de 8-10 anos na dentição mista.

Concluiu-se que a criança com SD precisa de um apoio educativo integrando família e equipe multidisciplinar.

FC023 - Fórum Científico
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Seringueira II

Bebidas ricas em açúcares de adição e a periodontite entre adultos: uma aboradagem contrafatual (NHANES III, 1988-1994)
Alves-Costa S, Peres MAA, Nascimento GG, Costa SA, Ribeiro CCC, Leite FRM
Programa de Pós-graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Bebidas ricas em açúcares de adição são as maiores fontes de calorias discricionárias da dieta ocidentalizada e vem sendo associadas à periodontite. Os modelos contrafatuais são úteis para investigar causalidade. Investigamos a associação destas bebidas com a periodontite usando a ponderação pelo inverso da probabilidade da exposição em adultos norte-americanos. Estudo transversal analisou o National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES III, 1988-1994), uma amostragem representativa da população dos EUA, complexa, estratificada, entre adultos de 30 a 50 anos com exames periodontais completos (N=5222). A exposição às bebidas foram analisadas como três variáveis dicotômicas: <5 ou ≥5, <7 ou ≥7 e <14 ou ≥14 vezes/semana. Renda, educação, etnia, gênero, idade, diabetes, fumo e uso de álcool foram os confundidores nos ajustes dos modelos. A periodontite foi classificada segundo o CDC-AAP e dicotomizada em saudável (referência) e periodontite (leve, moderada ou grave). Os efeitos foram obtidos por regressões logísticas (p<0.05) ponderadas pelo inverso da probabilidade da exposição (estimador ATE). Para lidar com a variabilidade, os pesos foram truncados no 99º percentil. O consumo das bebidas ricas em açúcares de adição ≥5, ≥7 e ≥14 vezes/semana aumentaram as chances de periodontite em OR 1,54 (IC951,22; 1,95), OR1,96 (IC951,53; 2,51) e OR1,99 (IC951,40; 2,83), respectivamente.

O consumo das bebidas ricas em açúcares de adição teve efeito sobre a periodontite entre adultos norte-americanos.

(Apoio: CAPES  N° 0810/2020/88881.510244/2020-01)
FC024 - Fórum Científico
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Seringueira II

Diabetes, Hipertensão, Anemia, Depressão, Cárie e Periodontite: Interação Sindêmica na Gestação, Coorte BRISA
Ladeira LLC, Ferreira AM, Thomaz EBAF, Alves CMC, Ribeiro CCC
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Sindemia é o agrupamento de doenças, num contexto de risco social e ambiental. O estudo modelou uma estrutura sindêmica de doenças crônicas na gestação, analisando caminhos da vulnerabilidade social e comportamentos de risco. Estudo observacional com gestantes (n=1447) da Coorte Brisa, no baseline (22-25 semanas IU) e nascimento. A vulnerabilidade social foi o determinante mais distal do modelo, que explicaria exposições comportamentais (bebidas ricas em açúcares, álcool e tabagismo). Os desfechos foram os agrupamentos: anemia, hipertensão, diabetes, depressão, cárie e periodontite, através da Modelagem de Equações Estruturais. Vulnerabilidade social explicou anemia (SC=0.140; p=0.003), depressão (SC=0.138; p=0.006) e cárie (SC=0.104; p=0.021). Açúcares explicaram anemia (SC=0.122; p<0.001), hipertensão (SC=0.120; p=0.004) e depressão (SC=0.096; p=0.008). Tabagismo/álcool foram associados à anemia (SC=0.155; p=0.014), depressão (SC=0.338; p<0.001) e hipertensão (SC=-0.251.; p=0.007). Observou-se agrupamento entre hipertensão com diabetes (SC=0.157; p=0.026) e com depressão (SC=0.219; p<0.001); depressão com diabetes (SC=0.150; p=0.040); diabetes com cárie (SC=0.200; p<0.001) e com periodontite (SC=0.146; p=0.16); anemia com cárie (SC=0.358; p<0.001) e com periodontite (SC=0.430; p<0.001); cárie e periodontite (SC=0.853; p<0.001).

Identificou-se quadro sindêmico, com potencial impacto em desfechos negativos na saúde gestante e concepto, alertando para enfrentamento integrado dos determinantes e fatores de risco comuns.

(Apoio: CAPES  |  CNPq  |  FAPEMA)
FC025 - Fórum Científico
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Seringueira II

Qualidade do cuidado em instituições de longa permanência para idosos: criação e validação de instrumento de autoavaliação
Vieira BLC, Martins AC, Ferreira RC, Vargas AMD
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Trata-se de estudo metodológico, em três fases, com objetivo de, a partir de teorias, elaborar e validar instrumento de autoavaliação da qualidade do cuidado em instituições de longa permanência para idosos (ILPI). A primeira fase foi a de revisão de escopo sobre os modelos teóricos utilizados para definir e avaliar a qualidade do cuidado em ILPI, quais sejam: multidimensional, usado pela maioria dos autores; estrutura, processo e resultados; e os centrados na pessoa e no ambiente de trabalho, em menor número. Esses modelos deveriam ser usados para aprofundar e direcionar a avaliação desse cuidado. A segunda fase consistiu na elaboração e validação de instrumento de autoavaliação da qualidade do cuidado em ILPI, denominado "QUALIFICAILPI", em três etapas, na seguinte ordem: construção, baseada no modelo multidimensional de qualidade e na legislação brasileira; validação pela Técnica Delphi modificada, com 10 experts e consenso mínimo de 75%; e avaliação por 10 gestores, para validação final. Permaneceram 29 dos 35 indicadores de avaliação nestas seis dimensões: ambiente; lar; cuidado; envolvimento familiar e da comunidade; equipe de trabalho; e gestão. A terceira fase do estudo foi a criação de um produto técnico, um guia para explicação e utilização do instrumento.

Pode-se concluir que a qualidade do cuidado em ILPI revelou-se multidimensional, abrangendo vários sujeitos, e passível de alterações conforme o tempo e a cultura. O instrumento destina-se à avaliação e propicia o monitoramento, o acompanhamento, a qualificação da atenção e a comparação entre as ILPI.

(Apoio: CAPES)
FC026 - Fórum Científico
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Seringueira II

Relação entre Qualidade de Vida em Saúde Bucal, Capital Social e Ciclo de Vida: nova abordagem utilizando algoritmos de análise de redes
Michel-Crosato E, Biazevic MGH, Sátiro RM
Departamento de Odontologia Social UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi verificar as propriedades psicométricas e a relação entre as variáveis de qualidade de vida em saúde bucal, capital social e ciclos de vida nos participantes da pesquisa do levantamento básico de saúde bucal do Estado de São Paulo (2015). Buscou-se comparar essas interações entre as três faixas etárias analisadas. A presente pesquisa é um estudo transversal de base estadual com dados públicos, representativo de seis regiões do estado de São Paulo. Foram selecionados 178 municípios e a capital, utilizando um plano amostral por conglomerado em dois estágios de sorteio com probabilidade proporcional ao tamanho da população. Para verificar as propriedades psicométricas das mensurações realizadas, foram utilizadas a estatística descritiva, análise de consistência interna, análise fatorial exploratória e análises de redes sociais. As mensurações estatísticas e modelos matemáticos foram realizados no programa R Studio. Por se tratar de um estudo com dados secundários de acesso irrestrito do inquérito epidemiológico estadual de saúde bucal, não foi necessário submeter o projeto ao Comitê de Ética e Pesquisa. Foi possível observar a variação das relações das variáveis pela análise das redes das variáveis de qualidade de vida e capital social. Conforme a idade avança, a relação entre as variáveis tende a diminuir e a distância entre elas aumenta.

Podemos concluir que o capital social tem menos impacto na qualidade de vida em saúde bucal conforme a idade avança. A abordagem de análise de rede deve ser considerada no planejamento de serviços de saúde.

FC027 - Fórum Científico
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Seringueira II

Efeito da desigualdade racial na associação entre fatores socioeconômicos e saúde bucal ao longo da vida
Karam SA, Schuch HS, Demarco FF, Celeste RK, Corrêa MB
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PELOTAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo longitudinal, realizado na Coorte de Nascimentos de Pelotas de 1982, avaliou o efeito da desigualdade racial na associação entre fatores socioeconômicos e duas variáveis de saúde bucal: autopercepção de saúde bucal e perda dentária. As variáveis dependentes foram a autopercepção de saúde bucal e a perda dentária, avaliada por cirurgiões-dentistas treinados e calibrados. As variáveis independentes utilizadas foram autodeclaração de raça/cor, sexo, renda no perinatal, renda e escolaridade aos 30 anos, e mobilidade social (do nascimento a fase adulta). Foram analisados o índice absoluto de desigualdade (slope index of inequality- SII), índice de concentração (concentration index-CIX), modelos log-binomiais com razões de prevalência (RP), o "Synergy Index" (S) e "Relative Excess of Risk due to the Interaction" (RERI). A prevalência de autopercepção negativa de saúde bucal foi de 36,1% e de perda dentária 50,8%. Observou-se uma prevalência de autopercepção negativa da saúde bucal em Pretos/Pardos de maior renda/escolaridade comparável à prevalência do desfecho nos Brancos de menor renda/escolaridade. Para a perda dentária uma maior prevalência foi encontrada para Pretos/Pardos e uma interação entre raça e mobilidade social ([S=0,48; IC95% 0,24; 0,99] [RERI= -1,38; IC95% -2,34; -0,42]).

As desigualdades raciais tanto para autopercepção de saúde bucal quanto para a perda dentária persistem ou aumentam nos estratos sociais mais ricos, sugerindo um efeito do racismo estrutural e interpessoal nos desfechos de saúde bucal.