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 2447 Resumo encontrados. Mostrando de 171 a 180


PN0044 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação in vitro da atividade antimicrobiana de óleos essenciais sobre as bactérias envolvidas na doença periodontal e na doença cárie
Moraes LS, Rorato LV, Furletti VF
Morfologia e Clínica Infantil UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Avaliar in vitro a atividade antibacteriana e identificar as classes e substâncias químicas bioativas presentes nos óleos essenciais de Calêndula e cítricos. A identificação das classes de substâncias químicas presentes nos óleos essenciais foi obtida por meio de cromatografia gasosa acoplada a espectrofotometria de massas (CG-EM), e determinou-se a Concentração Inibitória Mínima (CIM), e Concentração Bactericida Mínima (CBM) dos referidos óleos, frente aos patógenos orais F. nucleatum, P. gingivalis, P. intermedia, S. mutans, S. mitis e S. sanguinis. As análises de CG-EM foram descritivas e, CIM e CBM, analisadas por Anova. Dentre os compostos identificados no óleo de Calêndula encontra-se o ácido octanóico e heneicosano. Os óleos cítricos apresentaram majoritariamente o limoneno, beta-pineno e beta-mirceno. Em relação à atividade antimicrobiana foram obtidos valores de CIM de 0,25 mg/mL à 8 mg/mL para Calêndula, de 0,125 mg/mL à 8 mg/mL para Limão Taiti, de 4 mg/mL à 8 mg/mL para Limão Siciliano, de 1 mg/mL à 8 mg/mL para Lima da Pérsia, para a Laranja Doce, Laranja Amarga e para a Laranja Sanguínea e de 2 mg/mL à 8 mg/mL para clorexidina. O óleo essencial de Laranja Sanguínea apresentou CBM de 2 mg/mL frente ao S. mitis, e a clorexidina de 1mg/mL e 0,25mg/mL diante dos microrganismos S. mutans e S. mitis.

Os OE apresentaram fraca atividade antimicrobiana com efeito bacteriostático, exceto a calêndula e o limão taiti que exibiram forte atividade antimicrobiana contra a F. nucleatum e P. intermedia. A laranja sanguínea apresentou efeito bactericida contra o S. mitis.

PN0045 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Influência dos lasers Er,Cr:YSGG e diodo-980nm na prevenção da cárie radicular: estudo in vitro
Pacheco LR, Amaral FRB, Madalena IR, Castro DT, Geraldo-Martins VR, Santi MR, Palma-Dibb RG, Lepri CP
UNIVERSIDADE DE UBERABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo avaliou a influência dos lasers Er,Cr:YSGG e diodo-980nm, associados ou não a fluoretos, na prevenção da cárie radicular, através da avaliação da rugosidade superficial(RS, em µm2) e da perda de volume(PV, em %), nos seguintes grupos: sem tratamento; flúor gel(FG); verniz fluoretado(VF); diodo-980nm(Di); Di+FG; Di+VF; FG+Di; VF+Di; Er,Cr:YSGG(Er); Er+FG; Er+VF; FG+Er e VF+Er. Após estes tratamentos preventivos, os espécimes foram submetidos à ciclagem de pH (DES/RE). Os valores médios de RS foram submetidos à ANOVA e pós-teste de Tukey; os valores de PV foram analisados ​​por Kruskal-Wallis e pós-teste de Dunn, todos com α=5%. O maior valor de RS foi do grupo ST (7,940±0,682) e os demais grupos apresentaram valores intermediários. Os grupos VF+Di (1,651±0,149) e VF+Er (1,523±0,081) foram os grupos com menores RS, após passarem pela ciclagem de pH. O grupo ST (58,9±3,7) mostrou maiores valores de PV, seguido do FG (46,1±3,0) e do VF (34,2±2,5). Os grupos VF+Di (13,5±1,1) e VF+Er (11,6±1,4) demonstraram diferenças estatisticamente significantes em relação aos demais grupos e não diferiram entre si.

O presente estudo sugere que o melhor tratamento foi através da associação do verniz fluoretado à irradiação laser, seja Er,Cr:YSGG ou diodo-980nm. Ainda, mostrou eficácia de ambos os lasers isoladamente e ressalta o efeito promissor do laser diodo-980nm.

PN0046 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Avaliação do perfil de desgaste e da interface adesiva de um infiltrante resinoso aplicado em lesões de mancha branca
Silva APL, Nogueira RD, Lepri CP, Palma-Dibb RG, Geraldo-Martins VR
UNIVERSIDADE DE UBERABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar o perfil de desgaste e a interface adesiva de um infiltrante resinoso aplicado em lesões de mancha branca no esmalte dental submetido a desafios abrasivos. Lesões de mancha branca foram induzidas em 50 fragmentos de esmalte dental bovino (5x5x3mm). As lesões foram tratadas com infiltrante resinoso (ICON-DMG). Após, metade de cada espécime foi protegida e a outra metade foi exposta ao desafio abrasivo com escova elétrica de cerdas macias e diferentes dentifrícios (n=10): Grupo 1: Colgate Máxima Proteção Anticáries; Grupo 2: Sensodyne Repair & Protect; Grupo 3: Colgate Sensitive Pro Alívio; Grupo 4: Colgate 2 em 1 Sabor Melancia; e Grupo 5: Colgate Luminous White Advanced. Em seguida, os espécimes foram avaliados quanto ao padrão desgaste através da análise em microscopia confocal de varredura a laser, e a interface esmalte/resina foi observada em microscopia eletrônica de varredura. Os dados da perfilometria foram analisados pelo teste ANOVA a 1 critério (α=5%). Os dados mostraram que o grupo 5(3,96±0,7) apresentou o maior desgaste, sendo estatisticamente diferente dos grupos 1 (3,45±0,6) 2(3,22±0,4) e 4(3,11±0,5). O grupo 3(3,82±0,6) apresentou desgaste semelhante aos G1 e G5, mas foi menor do que aquele observado no G2 e G4. A análise em MEV dura evidenciou integridade da interface adesiva após os desafios abrasivos em todos os grupos.

Concluiu-se que os dentifrícios que apresentam maior RDA produziram maior desgaste da estrutura da resina, porém a integridade da interface infiltrante/esmalte não foi alterada após os desafios abrasivos.

PN0047 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Remineralização dentinária com o uso de um cimento de silicato de cálcio e um cimento de ionômero de vidro contendo ortofosfatos de cálcio
Vilela HS, Scaramucci T, Sakae LO, Braga RR
Biomateriais e Biologia Oral UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar o efeito de um cimento de silicato de cálcio (BD; Biodentine, Septodont) e de um cimento ionomérico (CIV; Fuji 9 Gold Label, GC) contendo 5% ou 15% (em massa) de fosfato dicálcico dihidratado (DCPD) ou fosfato tricálcico (β-TCP) sobre a liberação de íons e sobre a dentina desmineralizada. A liberação de íons (n=3) ao longo de 56 dias foi determinada por espectroscopia de emissão óptica induzida por plasma acoplado (Ca2+/Sr2+) ou eletrodo íon-específico (F-). A variação da razão mineral:matriz (RMM) da superfície de discos de dentina desmineralizada (66h/pH 5) em contato com os materiais foi analisada por espectroscopia ATR-FTIR (n=5). As amostras foram mantidas em fluido corporal simulado (SBF) a 37°C por 56 dias. Um compósito (Filtek Z250, 3M ESPE) foi utilizado como controle. Nanodureza (ND) e módulo de elasticidade (ME) foram obtidos por nanoindentação (n=10). Os dados foram analisados através de ANOVA/teste de Tukey (α=0,05). A liberação de Ca2+ do BD e CIV (μg/cm2) foram, respectivamente, 4.737,0±735,9 e 13,6±1,6. A presença de DCPD ou β-TCP aumentou a liberação de Ca2+ (1,5-17x), Sr2+ (1,1-2,2x) e F- (1,7-3,1x, p<0,001). Apenas BD apresentou RMM maior do que o controle após oito semanas (BD: 69,2±18,5; demais grupos: 5,6±1,2-11,8±1,5, p<0,05) e aumentou ND (3,3x) e ME da dentina (2,4x) ao longo da lesão (p<0,05).

Conclui-se que apenas BD foi efetivo na remineralização dentinária. O CIV, mesmo contendo DCPD ou β-TCP, não alterou as características do tecido desmineralizado.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2020/12761-0  |  CNPq  N° 143691/2021-0)
PN0049 - Painel Aspirante
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Eficácia na redução da Hipersensibilidade Dentinária em pacientes utilizando Arginina a 8% e Laser de baixa intensidade
Barbosa VL, Westenhofen D, Zimmer R, Oballe HR, Reston EG
ODONTOLOGIA CONSERVADORA UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Hipersensibilidade Dentinária (HD) é uma condição muito frequente na rotina clínica. Diversos estudos já foram realizados acerca do tema, porém ainda permanece indefinida uma estratégia de tratamento que seja efetiva a longo prazo. Neste sentido, o objetivo do presente estudo é verificar o efeito do uso aditivo do laser de baixa potência ao dentifrício à base de arginina a 8%, na redução da HD. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, paralelo e duplo-cego. Dados preliminares de exames tátil e evaporativo de vinte e um indivíduos foram incluídos. Escala visual analógica foi realizada antes e após 1h de tratamento. A coleta de dados foi realizada ao baseline, 2, 4 e 8 semanas. A amostra foi composta por quatro (4) grupos experimentais: Laser (A), Arginina 8% (B), Laser e arginina 8% (C) e Dentifrício 1450ppm flúor (D). Média e desvio-padrão foram realizados das variáveis coletadas. Para comparação entre as médias, foi realizado o Teste T para amostras dependentes. Para comparação do efeito da terapia, foi utilizado o ANOVA e modelos mistos para comparação ao longo do período experimental. 62% da amostra é do sexo feminino e a média de idade foi de 55,71 (±10,78). O escore Schiff ao baseline e ao final foi de 4,9 (±0,83) e de 1,86 (±1,42), respectivamente. A comparação entre as médias demonstrou uma diferença estatisticamente significativa (p=0,000). No entanto, ao compararmos as terapias, não houve diferença entre os grupos, durante os diferentes períodos experimentais.

Todos os tratamentos reduziram dor da HD, porém o grupo B demonstrou ser levemente superior.

PN0050 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Manchamento e rugosidade de um cimento de ionômero de um vidro modificado por resina após desafio com açaí: estudo in vitro
Struckel BB, Pfeffer H, Maran BM, Garcia LO, Naufel FS, Souza MDB
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As substâncias corantes presentes na fruta do açaí podem manchar materiais restauradores. Este estudo in vitro avaliou o efeito do açaí sobre a estabilidade de cor de um cimento de ionômero de vidro modificado por resina (RMGIC). Vinte e cinco espécimes foram randomizados em três grupos de acordo com a solução usada para o desafio (n=25): saliva artificial (controle), sorbet de açaí e suco natural de açaí. Durante 14 dias, os espécimes foram submetidos a 3 imersões por dia (15 minutos a 37ºC, 6 ml de solução). Ao final das imersões diária e de cada dia, os espécimes lavados com água destilada e mantidos em saliva artificial fresca por 30 min. As variáveis alteração de cor (ΔE*, escala CIE L*a*b*) e rugosidade foram analisadas antes e após o desafio. Após a análise de normalidade e homogeneidade das variâncias, as variáveis foram submetidas ao ANOVA seguido do teste de Tukey ou Kruskall-Wallis seguido do teste Dwass-Steel-Critchlow-Fligner.

Os valores de ΔE* foram 6,6 (saliva), 6,9 (sorbet) e 7,8 (suco) (p=0,02). Houve diferença significativa entre saliva (p=0,005) e suco (p=0,002), suco e sorbet (p=0,019) e nenhuma entre saliva e sorbet (p=0,401). Apenas a coordenada L* sofreu redução significativa. Os valores de ΔR foram -0,0008 (saliva), -0,03 (sorvete) e 0,00 (suco) (p=0,666). O manchamento foi clinicamente inaceitável e a alteração da rugosidade insignificante.

PN0051 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Liberação de íons de cimento de ionômero de vidro incorporado com nanomaterial à base de prata e vanádio
Pardi M, Marques MBES, Cunha HMM, Ribeiro KLG, Reis AC, Schiavon MA, Lepri CP, Castro DT
Mestrado UNIVERSIDADE DE UBERABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo incorporou o vanadato de prata nanoestruturado decorado com nanopartículas de prata (AgVO3) em um cimento de ionômero de vidro e avaliou a liberação de íons. Foram obtidos 20 espécimes (n=5) nas dimensões de Ø6mm x 3 mm de espessura, de acordo com o grupo: Riva Self Cure, Riva Self Cure + 1% de AgVO3, Riva Self Cure + 2,5% de AgVO3 e Riva Self Cure + 5% de AgVO3. Os espécimes foram suspensos por um fio de náilon em tubos de polipropileno com 9 mL de água deionizada e incubados a 37°C por 30 dias. Em seguida, as amostras foram retiradas dos tubos e o líquido foi analisado quantitativamente quanto à liberação de íons Ag+ e V4+ /V5+ por espectrometria de massa com plasma indutivamente acoplado (ICP-MS) no equipamento NexIon 300X. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA), seguida pelo pós-teste de Bonferroni (α=0,05). Os grupos Riva Self Cure + 2,5% de AgVO3 e Riva Self Cure + 5% de AgVO3 apresentaram maior liberação de íons Ag+ com diferença significativa em relação aos demais grupos (p<0,05). Maior liberação de V4+ /V5+ foi observada no grupo Riva Self Cure + 5% de AgVO3 (p<0,05). Nota-se maior liberação de íons V4+ /V5+ do que de íons Ag+ nos grupos Riva Self Cure + 2,5% (p=0,006) e Riva Self Cure + 5% (p<0,001).

Conclui-se que a liberação de íons foi proporcional a concentração de AgVO3 incorporada ao cimento de ionômero de vidro, sendo liberada maior quantidade de íons V4+ /V5+ do que de íons Ag+.

PN0052 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Comparação dos níveis salivares de flúor após o uso de dentifrícios clareadores
Oliveira TP, Chagas GSO, Pinto MR, Costa CR, Cruz CEF, Luiz-Junior C, Nogueira RD, Geraldo-Martins VR
Clínica Odontológica UNIVERSIDADE DE UBERABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar a concentração salivar do flúor após a escovação dental com dentifrícios clareadores. Foram coletadas amostras de saliva de 15 participantes nos seguintes momentos: imediatamente antes da escovação, imediatamente após a escovação, e 20, 40 e 60 minutos após o tratamento. Os participantes escovaram os dentes por 2 minutos com uma escova manual, utilizando 1,0g de cada dentifrício: Máxima Proteção anti-cáries, Close Up White Attraction Diamond, Black is White, Oral-B 3D White Mineral Clean e Colgate Luminous White Advanced. Após a escovação, o participante realizou um bochecho com água destilada e deionizada durante 30 segundos, a fim de remover o excesso de dentifrício da cavidade bucal. A disponibilidade de flúor solúvel na cavidade oral após a aplicação de compostos fluoretados foi avaliada. Todas as amostras foram analisadas para flúor usando um eletrodo de íon seletivo adaptado para microanálise. As médias foram comparadas em todos os momentos por meio do teste ANOVA 2 critérios, seguido do teste de Tukey (α= 5%). Os resultados mostraram que, apesar dos dentifrícios aumentarem os níveis de fluoreto logo após a escovação, esses níveis salivares voltaram ao valor inicial após 20 minutos do uso do dentifrício. Isso provavelmente ocorreu devido ao método de remoção do dentifrício após seu uso e pela salivação/deglutição do paciente ao longo do tempo.

Todos os dentifrícios aumentaram os níveis de fluoreto na saliva após sua utilização. Contudo, esses níveis retornaram aos seus valores iniciais depois de 20 minutos do uso das pastas dentais.

PN0053 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Dentifrícios 'naturais': como a escovação prolongada pode influenciar a cor e a rugosidade superficial do esmalte dentário?
Campolina MG, Dietrich L, Galvão AM, Oliveira MAVC, Carlo HL, Carvalho CN, Silva GR
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar a mudança de cor (ΔE00) e a rugosidade da superfície (Ra) do esmalte submetido a escovação prolongada com dentifrícios 'naturais' sem flúor. 5 grupos de dentes bovinos (n=10) foram escovados com: (C): Colgate Total 12 - Colgate (controle); (R) Restore - Jeunesse; (OG) OnGuard - doTerra; (OC) OzonCare - Philozon. (N) Natural Carvão Ativado - Suavetex. A escovação mecânica foi realizada simulando: 1 mês (T1), 6 meses (T2), 1 ano (T3) e 2 anos (T4) de utilização dos produtos. Valores de cor e rugosidade foram medidos antes e após a escovação. Para análise estatística foram utilizados ANOVA two-way de medidas repetidas e teste de Tukey. A alteração da cor dos dentes (ΔE00) foi influenciada pelo tipo de dentifrício (P<0,001), tempo de escovação (P=0,004) e interação entre os fatores (P=0,031). Os dentifrícios 'naturais' promoveram alteração de cor e de rugosidade superficial semelhante ao dentifrício tradicional (controle). Após 6 meses de escovação simulada, OG promoveu maior mudança de cor que N e R. Apenas OG e R atingiram ΔE00 acima do limite de aceitabilidade. Os dentifrícios OC e N geraram alteração de Ra acima do limite de segurança clínica em T2.

A escovação com dentifrícios 'naturais' por até 2 anos gera efeitos semelhantes de mudança de cor e rugosidade do esmalte dentário em comparação com o dentifrício de fórmula tradicional.

PN0054 - Painel Aspirante
Área: 5 - Materiais Dentários

Apresentação: 03/09 - Horário: 08h00 às 11h30 - Sala: Área dos Painéis

Análise dos efeitos citotóxicos de um adesivo para prótese dentária modificado com nanomaterial híbrido
Silva GT, Silva GCA, Silva MV, Reis AC, Schiavon MA, Lepri CP, Castro DT, Pinto MR
UNIVERSIDADE DE UBERABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O propósito deste estudo in vitro foi avaliar a biocompatibilidade de um adesivo protético modificado com vanadato de prata nanoestruturado decorado com nanopartículas de prata (AgVO3) frente a células VERO. Eluatos de Ultra Corega Creme Adesivo (UCCA); UCCA + 2,5%; UCCA + 5% e UCCA + 10% de AgVO3 foram obtidos na concentração de 1% peso/volume após 24 horas de exposição em meio de cultura. As células VERO foram cultivadas e tratadas com os eluatos. O tratamento também foi efetuado com os extratos obtidos apenas com a quantidade (mg) do nanomaterial puro, referente a cada grupo, sendo 1,25 mg de AgVO3, 2,5 mg de AgVO3 e 5 mg de AgVO3, e apenas com o meio de cultura RPMI (controle positivo). Após 24 horas de incubação a 37°C, 5% CO2, as células foram removidas e avaliadas pelo ensaio de resazurina. Os resultados foram expressos como porcentagem de células viáveis. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA), seguida pelo pós-teste de Bonferroni (α=0,05). Os resultados indicam que o tratamento das células VERO com extratos obtidos do UCCA incorporados com AgVO3 a 2,5% (P=0,686) e 5% (P=0,998) foi biocompatível. O AgVO3 solúvel foi biocompatível a 1,25mg/mL (P=0,127). É importante notar que a redução na viabilidade celular do UCCA + 10% de AgVO3 foi inferior a 15%, e para 2,5 mg/mL e 5mg/mL de AgVO3 foram inferiores a 10% e 20%, respectivamente.

Conclui-se que as formulações de adesivo e AgVO3 foram biocompatíveis com células VERO uma vez que apresentaram viabilidade celular superior a 75% em relação ao grupo de controle.