RESUMOS APRESENTADOS

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 2704 Resumo encontrados. Mostrando de 1781 a 1790


PIb0170 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Prevalência e severidade da cárie dentária de escolares entre 7 e 11 anos no município de São João da Boa Vista- SP
Sthefany Merlo Valverde Guezin, Giorgia Dos Reis Doval, Letícia Mazeto Previero, CRISTIANE MARIA DA COSTA SILVA
CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES ASSOCIADAS DE ENSINO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Estudo transversal com objetivo de obter a prevalência da cárie dentária em crianças de escolas públicas, com idade de 7 a 11 anos, do município de São João da Boa Vista (SP) e sua relação com fatores socioeconômicos (SE) e fluorose dentária. Foram incluídas todas as crianças cujos pais autorizaram sua participação no estudo e que consentiram a realização do exame. O exame epidemiológico foi realizado após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE: 70686723.3.0000.5382). Para avaliação da prevalência de cárie foram utilizados os índices ceo-d e CPO-D e, para fluorose, o índice de Dean. Crianças com dentes cariados não tratados, foram consideradas com doença severa. Dois examinadores, previamente treinados e calibrados, realizaram os exames em ambiente escolar, no ano de 2023, segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde. Os pais responderam o questionário socioeconômico. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, seguida de regressão logística simples e múltipla para ajuste dos modelos. Foi adotado o método forward stepwise de seleção de variáveis. A qualidade do modelo foi analisada pelo Critério de Informação de Akaike (AIC). Todas as análises foram realizadas no programa R, considerando o nível de significância de 5%. Dentre as 473 crianças examinadas, 28,5% apresentaram fluorose e 50,5% apresentam ceod/CPOD > 0, sendo que 36,8% possuíam dentes cariados não tratados. A média de ceod foi 1,1 e de CPOD foi de 0,3. A prevalência de cárie foi menor entre as crianças com fluorose (p< 0,05) e maior entre escolares com renda familiar de até 2 salários-mínimos (p<0,05).

A prevalência de cárie é alta e apresenta distribuição desigual entre os escolares de escolas públicas do município.

PIb0171 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Teorização sobre a invisibilidade de mulheres transexuais e travestis em situação de prostituição: um estudo qualitativo
Jéssica Rezende de Oliveira, Thallys Rodrigues Félix, Jaqueline Vilela Bulgareli, Álex Moreira Herval
Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo da pesquisa foi compreender os significados produzidos por mulheres trans-travestis sobre o trabalho sexual na rua. Realizou-se um estudo qualitativo com mulheres trans-travestis em situação de prostituição, fundamentado no Interacionismo Simbólico. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas, as quais foram transcritas e analisadas com base na Teoria Fundamentada de Dados. Foram realizadas nove entrevistas cuja análise dos significados produziu as seguintes categorias: Origem do Preconceito; Importância do Nome Social; Apagamento Social; e Exclusão do Mercado de Trabalho.

A falta de informação sobre a transexualidade atua como causa do preconceito sofrido pelas travestis. O nome social apresenta uma dicotomia, ora como um facilitador de oportunidades, ora como causa do preconceito. Em função do apagamento social e exclusão do mercado de trabalho, o trabalho na rua assume um significado de segurança e de acolhimento para as mulheres trans-travestis em situação de prostituição.

PIb0172 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Vias Alternativas e Perspectivas na Educação em Saúde Bucal de Escolares
Victória Saraiva Martins, Emília Carvalho Leitão Biato
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi analisar as estratégias de ensino-aprendizagem dos materiais pedagógicos empregados no Programa Saúde na Escola (PSE) e identificar possíveis contribuições das Oficinas de Transcriação (OsT) na produção de conhecimento em saúde bucal no contexto escolar. As OsT funcionam como vias alternativas para o processo de ensino-aprendizagem, com valor a elementos lúdicos e artísticos. Trata-se de uma pesquisa de ação qualitativa que envolve a análise documental de materiais pedagógicos do PSE, juntamente com uma pesquisa de campo realizada em uma escola pública de Ensino Fundamental, para observação, aplicação das OsT e percepção de seus efeitos no processo de desenvolvimento educativo em saúde bucal. Foram selecionados 14 materiais pedagógicos do PSE, revelando uma similaridade e recorrência de abordagens em saúde bucal. Esses materiais pedagógicos foram separados: 6 na categoria "Ações Convencionais de Saúde Bucal" e 8 na categoria "Ações Pedagógicas de Saúde Bucal". A análise dos trechos coletados dos materiais pedagógicos do PSE e dos trechos coletados dos estudantes durante as OsT foi feita por meio do método da timpanização, o qual proporciona novas perspectivas ao romper com o pensamento dualista por meio de três gestos: tatear escombros, disseminar sentidos e criar cadeias de suplementos. Nos resultados, observaram-se as potencialidades e limitações das ações adotadas, ressaltando a importância de métodos inovadores de ensino-aprendizagem na promoção da educação em saúde bucal.

Conclui-se que a integração das OsT no PSE pode oferecer uma alternativa promissora para produção de conhecimento em saúde bucal, ao destacar a singularidade de cada vivência e estimular a expressão dos estudantes.

PIb0173 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Modos de lidar com medo e ansiedade na Odontologia: vivências de crianças e adolescentes em ações educativas
Manoela Fonseca Dos Santos, Emília Carvalho Leitão Biato
departamento de Odontologia UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O medo e a ansiedade tornam procedimentos odontológicos complexos, levando à evasão do cuidado oral e menor qualidade de vida. O objetivo do estudo consiste em escutar vivências de crianças e adolescentes, ligadas ao medo e ansiedade associados ao ambiente odontológico. Esta pesquisa-ação foi realizada em um centro de ensino em área rural, com crianças e adolescentes inseridos, predominantemente, em famílias de status socioeconômico baixo, considerando as variáveis renda, escolaridade e ocupação. Incluiu a realização de ações educativas em saúde bucal, na forma de oficinas de transcriação (OsT): espaços para experimentação com o pensamento, com auxílio de procedimentos que favorecem a criação como música, encenação, escuta ativa, escrita, debates entre outros. O material produzido pelos participantes - diálogos e pequenos textos - foi transcrito, organizado e analisado pela Otobiografia. Esse método pressupõe que a produção é autobiográfica, operando a escuta de vivências nos escritos.

Como resultado, os trechos das OsT apontam para um possível desenvolvimento nos modos de conhecer seus medos, trabalhando para chegar a maneiras de lidar com o cuidado da própria saúde e a relação com o atendimento odontológico. A escuta de vivências indicou uma relação estabelecida entre medo e ansiedade a experiências prévias negativas, medo indireto ou angústia perante o desconhecido. O profissional da saúde e a família do paciente participam na ressignificação desses sentimentos por meio de gestos, atividades diversas, conversas e empatia. Por isso, o manejo educativo proposto no estudo mostrou-se importante na garantia de um espaço seguro e criativo, estabelecendo uma parceria e superando dificuldades relacionadas à atenção odontológica.

PIb0174 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Impacto do estresse no ambiente Odontológico e do sono sobre a qualidade de vida relacionada à saúde em graduandos de Odontologia
Amanda Alves Leão, Isabella Garcia Oliveira, Letícia Silveira Carneiro, Francois Isnaldo Dias Caldeira, Allan Saj Porcacchia, Heloisa de Sousa Gomes, Larissa Santana Rodriguez, Daniela Coêlho de Lima
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Estudantes universitários são um grupo vulnerável, enfrentando uma variedade de problemas de saúde, incluindo distúrbios de sono, irritação, estresse e uma percepção de qualidade de vida baixa relacionada à saúde. Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto da qualidade de sono, da sonolência e do estresse no ambiente odontológico sobre os domínios de qualidade de vida relacionada à saúde em graduandos de Odontologia. Mensurou-se os indicadores sociodemográficos, Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (PSQI), Escala de Sonolência de Epworth (ESS), Qualidade de Vida Relacionada à Saúde (SF-36) e Estresse no Ambiente Odontológico (DES). A amostra foi constituída de 156 graduandos do curso de Odontologia da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). O score de PSQI teve associação significativa com a vitalidade (β=-1,63; IC95%=[-2,52; -0,73]; p<0,001) e a saúde mental (β=-2,40; IC95%=[-3,26; -1,54]; p<0,001), assim como o score da ESS, que apresentou associação estatisticamente significativa com vitalidade (β=-0,76; IC95%=[-1,29; -0,24]; p=0,004) e saúde mental (β=-0,58; IC95%=[-1,09; -0,08]; p=0,022). Em ambos os casos, para cada unidade a mais de PSQI ou ESS, houve diminuição no score de SF-36 para os domínios mencionados. Em relação ao DES, houve associação entre FII e vitalidade, (β=-1,14; IC95%=[-1,77; -0,50]; p<0,001).

Qualidade de sono diminuída e sonolência podem impactar negativamente sobre aspectos da qualidade de vida relacionada à saúde, assim como determinados tipos de estresse no ambiente odontológico.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2022/11382-0  |  FAPs - FAPESP  N° 2021/05920-7)
PIb0175 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Qualidade de vida relacionada à saúde bucal em pessoas transgênero em Florianópolis
Gabriella de Camargo Dias, Zeno Carlos Tesser Junior, Juliara Bellina Hoffmann, Ana Carolina Oliveira Peres, Andreia Morales Cascaes
Saúde Pública UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi descrever a prevalência do impacto negativo na qualidade de vida relacionada à saúde bucal em pessoas transgênero, segundo gênero, idade e cor/raça. Participaram deste estudo transversal 201 pessoas transgênero de 18 anos ou mais atendidas em serviço público especializado em Florianópolis, entre dezembro de 2023 e março de 2024, as quais responderam a um questionário estruturado autoaplicável. A prevalência do impacto negativo na qualidade de vida relacionada à saúde bucal foi investigada por meio do instrumento Oral Impacts on Daily Performance (OIDP ≥1). O impacto negativo na qualidade de vida relacionada à saúde bucal foi relatado por 66% dos participantes. Esta prevalência foi superior a 70% em homens trans, pessoas não-binárias, entre pessoas de 18 e 19 anos, amarelos, indígenas e pretos. A prevalência de impacto negativo relacionado à saúde bucal é alta em pessoas trans e apresenta-se desigual segundo gênero, idade e cor/raça.

Estes resultados evidenciam a necessidade de novas pesquisas a fim de proporcionar informações quanto a invisibilidade da população transgênero nos cuidados em saúde bucal. Pesquisas futuras podem orientar a qualificação da formação em Odontologia, a capacitação profissional e as formas de acesso e atendimento dessa população e suas especificidades. Integrar pessoas transgênero de forma universal, equânime e integral, aproximando-as dos serviços ofertados pelo SUS é essencial para garantir saúde e qualidade de vida.

(Apoio: CNPq  N° 404546/2021-8)
PIb0176 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Percepções dos discentes de Odontologia sobre a aplicação das metodologias ativas na prática clínica: estudo qualitativo
Bruna Navarro Camargo da Silva, Maria de Lara Araujo Rodrigues, Marcella Alves Dos Anjos, Eduarda Betiati Menegazzo, Giovanna Sousa Oliveira Chagas, Jaqueline Vilela Bulgareli, Álex Moreira Herval
Saúde Coletiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi compreender a percepção dos estudantes de Odontologia em relação a aplicação de metodologias ativas nas práticas clínicas. Trata-se de um estudo qualitativo com discentes do 10º semestre, matriculados na clínica de adolescentes da atenção básica da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia. A amostra foi composta por 33 estudantes, divididos em 3 grupos de 9 a 13 participantes. Os estudantes selecionados participaram de um projeto piloto para implementação das metodologias de ensino-aprendizagem na prática clínica. Realizou-se entrevistas semiestruturadas em grupos focais para coletar dados sobre a participação, opiniões, percepções, sentimentos, demandas e sugestões dos alunos na vivência da clínica. Todos os encontros foram gravados e transcritos. A interpretação dos dados qualitativos foi realizada por meio da análise de conteúdo temática. Os estudantes sentiram-se "bem", "ouvidos", "acolhidos", "abraçados" e "validados" ao refletirem sobre os problemas vivenciados na clínica, e as possíveis estratégias de solução. Identificou-se 3 categorias principais: 1) "Espaço compartilhado de fala e de escuta"; 2) "A dinâmica da relação opressora versus libertadora" e 3)"Vivências e ensinamentos da metodologia ativa".

Pode-se concluir que os discentes sentiram-se confortáveis para expressar suas opiniões, estabeleceram uma relação mais próxima com os responsáveis pela resolução dos problemas e desenvolveram habilidades críticas e problematizadoras diante dos desafios clínicos.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PIb0177 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Influência do gênero nos padrões de financiamento em artigos odontológicos: um estudo observacional
Cristina Helena Morello Sartori, Laura Barreto Moreno, Sarah Arangurem Karam, Marcos Britto Corrêa, Françoise Hélène van-de-Sande , Anelise Fernandes Montagner
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo transversal foi avaliar a associação entre o gênero dos primeiros e últimos autores e o financiamento de estudos odontológicos. Foram incluídos estudos publicados em 2013, 2018 e 2023 em cinco jornais multidisciplinares com os altos fatores de impacto em odontologia: International Journal of Oral Science (FI: 14.9), Journal of Dental Research (FI: 8.9), Journal of Dentistry (FI: 4.4), Journal of the American Dental Association (FI: 3.6), and Clinical Oral Investigations (FI: 3.6). A busca dos estudos foi realizada na base de dados SCOPUS. Duas revisoras realizaram a seleção aleatória dos estudos, considerando a primeira submissão de um manuscrito, excluindo revisões, erratas, editoriais, comentários, notas, bem como artigos publicados por um único autor. Duas revisoras coletaram o gênero do primeiro e último autor [mulher / homem], reporte de financiamento [não reportou / sim / não], e se sim, qual o tipo de financiamento [público / privado / ambos]. O gênero dos autores foi determinado associando seus primeiros nomes à probabilidade de o nome ser de um homem ou de uma mulher, usando a base Genderize. Os dados foram sumarizados e analisados com o teste Qui-Quadrado (p<0.05). Do total de estudos incluídos, a maioria dos primeiros (61.1%) e últimos (70.1%) autores eram homens, em todos períodos (2013, 2018 e 2023) avaliados (p<0.01). Para ambas posições de autoria, não foram observadas diferenças de gênero no reporte de financiamento (p=0.05 primeira autoria e p=0.11 para última autoria) e no tipo de financiamento (p=0.46 primeira autoria e p=0.82 para última autoria).

Dessa forma, concluiu-se que não houve associação do gênero dos primeiros e últimos autores para o financiamento dos estudos odontológicos analisados.

(Apoio: FAPERGS  N° ARD/ARC 14/2022)
PIb0178 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Prevalência e severidade da Hipomineralização Molar Incisivo e impacto na qualidade de vida de escolares em São João da Boa Vista
Letícia Mazeto Previero, Sthefany Merlo Valverde Guezin, Giorgia Dos Reis Doval, CRISTIANE MARIA DA COSTA SILVA
CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES ASSOCIADAS DE ENSINO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Estudo transversal com objetivo de avaliar a prevalência e severidade da Hipomineralização Molar Incisivo (HMI) e seu impacto na qualidade de vida de crianças de 7 a 11 anos de escolas públicas de São João da Boa Vista (SP). Para diagnóstico da HMI, foram utilizados os critérios da Academia Europeia de Odontopediatria. A classificação da severidade foi estabelecida de acordo com as características clínicas dos defeitos em leves (opacidades até 1/3 da coroa), moderadas (opacidades em mais de 1/3 da coroa) e severas (perdas estruturais e/ou restauração atípica ou cárie). Foram incluídas todas as crianças com 4 primeiros molares e 8 incisivos permanentes irrompidos, cujos pais autorizaram sua participação e que assentiram a realização dos exames. Para estimativa do impacto da HMI na qualidade de vida, foi utilizado o Child-OIDP. O exame foi realizado em ambiente escolar, após aprovação do Comitê de Ética de Pesquisa (CAAE: 70686723.3.0000.5382), segundo os critérios da Organização Mundial da Saúde, por dois examinadores previamente treinados e calibrados. As crianças diagnosticadas com HMI foram entrevistadas para avaliação do impacto na qualidade de vida. Dos 473 escolares que participaram do estudo, 12,7% apresentaram HMI (7,8% com defeitos do grau leve, 3% moderado e 1,9% severo). A HMI teve impacto na qualidade de vida das crianças afetadas, sendo que 63,3% relataram incômodo para se alimentar; 13,3% na fala; 10% na realização da higiene bucal e 1,6% na socialização. Em relação a autopercepção da saúde bucal, 60% relataram ter dentes sensíveis e 46,6% perceberam alteração na cor dos dentes.

O resultado reforça a correlação entre a HMI e qualidade de vida, destacando a necessidade de ações e serviços que contemplem as crianças afetadas.

(Apoio: PAIC)
PIb0179 - Painel Iniciante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 13h30 às 17h00 - Sala: Área dos Painéis

Promoção e avaliação da saúde bucal nas escolas da rede pública de Santa Catarina
Bruna Borges Crozeta, Renata Coelho Scharlach, Fernanda de Mello da Silva, Sandi Maisa Depra, Isabella Fabiana Paoli, Bárbara Marchi Fagundes, Gabriel Pottratz da Silva, Beatriz Dulcineia Mendes de Souza
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A pesquisa objetivou caracterizar a saúde bucal e descrever a ocorrência de ações odontológicas para estudantes da rede pública de Santa Catarina. Estudo transversal realizado com amostra da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2019. Os microdados foram coletados do banco de dados do Instituto Brasileiro de Pesquisas e Estatísticas, com acesso realizado em abril de 2024. As variáveis estudadas foram: características sociodemográficas, participação das escolas no Programa de Saúde na Escola (PSE), ocorrência de ações odontológicas nas escolas, dados referentes à saúde bucal (frequência de escovação dos dentes, dor de dente e visita ao dentista). Realizou-se uma análise descritiva das respostas referentes a 3132 estudantes (55,7% do ensino fundamental I e 44,3% do fundamental II), sendo 49,6% homens e 50,4% mulheres e 50,43% tinham de 13 a 15 anos. De acordo com os dados, 59,8% dos alunos estudavam em escolas que promoveram ações de saúde bucal nos últimos 12 meses, 70,9% destes estudantes obtiveram resultado adequado de escovações durante o dia, 16,5% tiveram dor de dente não associada a uso de aparelhos, e nos últimos 12 meses 65,5% visitaram o dentista. Notavelmente, 81,8% desses estudantes eram instituições que participavam do PSE. Por outro lado, 40,1% do total de estudantes vinha de escolas sem ações odontológicas, destes, 60,3% mantinham escovação adequada, 19% relataram dor de dente e 69,6% visitaram o dentista. Ressalta-se que apenas 50% destes eram de escolas que participavam do PSE.

O desenvolvimento de ações de saúde bucal e a participação no PSE no contexto das escolas públicas de Santa Catarina, se mostram um importante fator para prevenir a doença cárie dental e consequentemente outras patologias bucais nos estudantes.