03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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PNc0554 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

ANÁLISE DA CONDIÇÃO PERIODONTAL NA POPULAÇÃO DE GUINÉ-BISSAU
Sanny Ingrid Soares Batista, Antônio Sérgio Teixeira de Menezes, Smyrna Luiza Ximenes de Souza, Paulo Goberlânio de Barros Silva, Ana Karine Macedo Teixeira, João Victor de Paula Freitas, Fabricio Bitu Sousa, Ramille Araújo Lima
CENTRO UNIVERSITÁRIO CHRISTUS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A doença periodontal está entre as onze condições mais prevalentes no mundo. No entanto, há uma falta de dados epidemiológicos sobre a prevalência dessa condição em Guiné-Bissau, país da África Subsaariana. O estudo objetivou avaliar a saúde periodontal de indivíduos residentes em duas regiões de Guiné-Bissau. A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética em pesquisa de Guiné Bissau (002/2023) e do Brasil (6.166.163). Os dados foram registrados usando o Índice Periodontal Comunitário modificado, avaliando os dentes quanto à presença ou ausência de sangramento gengival, cálculo dentário, recessão gengival e profundidade da bolsa periodontal (rasa ou profunda). A amostra do estudo foi 407 indivíduos. A análise dos dados incluiu frequências absolutas e relativas, e o teste qui-quadrado foi utilizado para comparação entre faixas etárias (p<0,05). A prevalência de cálculo dentário e sangramento gengival foi de 62,4% e 86,9%, respectivamente. Recessão gengival estava presente em 92,8% dos indivíduos acima de 12 anos. Em relação à profundidade da bolsa periodontal, 30,4% dos indivíduos acima de 15 anos apresentaram pelo menos 1 bolsa rasa. Entre aqueles com bolsas rasas ou profundas, foi registrada uma média de 3,27 e 5,25 dentes afetados por indivíduo, respectivamente. A faixa etária acima de 34 anos demonstrou as maiores ocorrências de bolsa rasa e/ou profunda (p<0,05).

Os achados indicam uma alta prevalência de sangramento gengival, cálculo dentário e recessão gengival na amostra estudada. Ressalta-se que este foi o primeiro estudo a avaliar a condição periodontal nessa população e espera-se que contribuir para uma melhor compreensão da doença na região da África Subsaariana.

PNc0555 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Fatores associados à perda dentária entre adultos: Efeito das políticas públicas e concentração racial municipal
Arthur Gabriel Soares Sant Ana, Rafael Aiello Bomfim

Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou fatores associados à perda dentária em adultos brasileiros, considerando variáveis contextuais, como a proporção racial municipal, e políticas públicas, incluindo a cobertura de saúde bucal na Atenção Básica, presença de Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPD). Utilizaram-se dados do inquérito SBBrasil 2023 para calcular a média de dentes perdidos e seus IC95%, ponderados pelos pesos amostrais. A renda familiar per capita foi categorizada em quatro faixas: abaixo da linha da pobreza, até 1 salário mínimo, até 2 salários mínimos e acima de 2 salários mínimos. Análises de regressão multinível de Poisson foram realizadas no software Stata. A média de dentes perdidos foi de 3,45 (IC95%: 3,04-3,97), com prevalência de 59,5% (IC95%: 55,2-63,7). Entre os mais pobres, a média foi de 4,98 (IC95%: 3,90-6,06) e a prevalência de 74,6% (IC95%: 65,8-81,7), enquanto os de maior renda apresentaram média de 1,44 (IC95%: 1,04-1,84) e prevalência de 36,3% (IC95%: 30,2-42,9). Renda mais alta reduziu em 50% a perda dentária (RP = 0,50; IC95%: 0,40-0,62). Indivíduos pretos tiveram 30% mais risco (RP = 1,30; IC95%: 1,10-1,42) e indígenas 37% (RP = 1,37; IC95%: 1,00-1,88). A presença de LRPD reduziu a perda em 21% (RP = 0,79; IC95%: 0,68-0,93).

As desigualdades socioeconômicas e raciais influenciam fortemente a perda dentária, enquanto a oferta de serviços regionais de prótese dentária demonstra impacto protetor, reforçando a importância de políticas públicas inclusivas.

PNc0556 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Sequenciamento do microbioma fúngico em exsudatos de pacientes com abscessos periapicais sintomáticos
Thaís Sousa Silva Lima, Danilo César Mota Martins, Simoni Campos Dias, Sergio Amorim de Alencar, Taia Maria Berto Rezende
CIÊNCIAS DA SAÚDE UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Abscessos periapicais sintomáticos são infecções decorrentes da colonização do canal radicular por comunidades microbianas, levando ao acúmulo de exsudato na região periapical. Esta condição pode causar dor intensa, edema e complicações sistêmicas. Embora estudos anteriores tenham caracterizado a microbiota bacteriana desses abscessos, a participação de fungos ainda é pouco explorada. Este estudo observacional transversal investigou a presença e a diversidade de fungos em exsudatos de abscessos periapicais sintomáticos em pacientes admitidos no serviço de urgência do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal ao longo de um ano (CAAE 57475816.8.0000.0029; SisGen AE5000A). Dos 305 pacientes inicialmente diagnosticados com infecção odontogênica, 16% (50 pacientes) apresentaram abscessos periapicais sintomáticos. Todos foram submetidos à drenagem local, antibioticoterapia e acompanhamento clínico. Para as análises, os pacientes foram agrupados conforme o uso prévio de antibióticos e a necessidade de hospitalização. As comorbidades sistêmicas também foram avaliadas. O microbioma fúngico caracterizado por sequenciamento de última geração do gene ITS. Os dados revelaram comunidade fúngica diversificada, com predominância do gênero Talaromyces (42,6%), seguido por Pichia (16,2%) e Kluyveromyces (15,6%). Diferenças significativas foram observadas entre os grupos, possivelmente associadas ao uso prévio de antibióticos e hospitalização. Pacientes com comorbidades graves apresentaram maior diversidade de fungos.

Estes achados ressaltam a importância de considerar a participação fúngica no diagnóstico e manejo dos abscessos periapicais sintomáticos, visando a otimização dos resultados clínicos.

(Apoio: CNPq  N° 131073/2022-2  |  FAPs - FAPDF  N° 00193-00000782/2021-63   |  FAPs - FAPDF  N° 00193-00001118/2021-31)
PNc0557 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Desigualdades na dentição funcional por escolaridade e renda no Brasil, segundo a utilização de serviços odontológicos
Líria Sheila Chamane, Anna Rachel dos Santos Soares, Carlos Antonio Gomes da Cruz, Maria Luíza Viana Fonseca, Loliza Luiz Figueiredo Houri Chalub, Raquel Conceição Ferreira
Odontologia Social e Preventiva UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Analisou-se a magnitude das desigualdades na dentição funcional (DF) segundo escolaridade e renda em adultos brasileiros entre 2013 e 2019, considerando a utilização de serviços odontológicos. Utilizaram-se dados de amostras probabilísticas de adultos (18-59 anos) da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013 e 2019, que relataram uso de serviços odontológicos. A DF foi definida como presença de ≥ 21 dentes, com base na autodeclaração de perdas de dentes. Variáveis analisadas foram sexo, idade, escolaridade (anos de estudo) e renda familiar (em salários mínimos). A utilização de serviços foi avaliada em < 1 e > 1 ano. As desigualdades absolutas e relativas foram estimadas pelo índice angular de desigualdade (SII) e pelo índice relativo de desigualdade (RII), respectivamente, ajustando-se modelos lineares generalizados. Variações no RII e SII entre os anos foram avaliadas por termos de interação. A prevalência de DF foi 85,95% em 2013 e 89,45% em 2019 (p<0,001). A prevalência foi maior entre indivíduos de maior nível socioeconômico, com maiores desigualdades segundo escolaridade em comparação à renda. As desigualdades educacionais diminuíram no período e foram mais pronunciadas entre aqueles que não utilizaram serviços < 1 ano (p<0,001), enquanto as desigualdades segundo renda não variaram entre os anos (p>0,05).

Apesar do aumento da DF, persistiram disparidades entre os grupos socioeconômicos, sendo menores entre adultos que utilizaram serviços odontológicos no último ano.

(Apoio: CAPES  N° 88887.004344/2024-00)
PNc0558 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Monitoramento da necessidade de tratamento odontológico entre escolares da rede pública de um município do Sul do Brasil, 2024
Mateus Andrade Rocha, Gabriel Schmitt da Cruz, Igor Santos Araujo, Luiza Souza Schmidt, Andreia Morales Cascaes, Ana Lúcia Schaefer Ferreira de Mello
Programa de Pós Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Estudo transversal analisou a necessidade de tratamento odontológico em 12 escolas públicas de um município do Sul do Brasil, em 2024. O exame foi realizado em 78 turmas distintas, totalizando 2.340 alunos. Foi avaliada a porcentagem de escolares por turma com necessidade de tratamento odontológico. A necessidade de tratamento foi definida como: cárie ativa em dentes decíduos e permanentes, lesões aparentes em tecidos moles e relato de dor. A análise descritiva foi realizada entre os anos escolares, turnos e faixas etárias. A necessidade média de tratamento odontológico por turma foi 39,9% (mediana=38,7%; dp=19%; 7%-96%). O 1º ano do Ensino Fundamental o maior percentual absoluto (96%) e média (55,7%), enquanto o 1º ano do Ensino Médio apresentou o menor percentual (7%). As turmas do Ensino Fundamental I (6-11 anos) lideraram com 49,2% de necessidade média de tratamento odontológico, seguido por pré-escolares (1-5 anos) com 37,9%, escolares do Ensino Fundamental II (12-15) com 27%. O ensino médio (16-19) apresentou a média de 26% dos escolares com indicação de tratamento odontológico. O turno integral apresentou a maior média (50%); o vespertino (36%) superou o matutino (28,3%), com variação média de 20,3% entre as mesmas turmas. Evidenciaram-se particularidades referentes à saúde bucal dos escolares, como maior necessidade de tratamento no Ensino Fundamental I e turnos integral e vespertino.

Políticas públicas intersetoriais devem priorizar diagnóstico e intervenções no momento de ingresso da criança no Ensino Fundamental, ampliando o acesso ao tratamento e à recuperação da saúde bucal dos escolares. É relevante padronizar critérios para monitoramento longitudinal da necessidade de tratamento odontológico, visando seu declínio.

(Apoio: CAPES  N° 88887.906459/2023-00)
PNc0560 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

LESÕES CORPORAIS EM MENINAS DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19: ANÁLISE DE LAUDOS DA POLÍCIA CIENTÍFICA DO PARANÁ EM CURITIBA (2019-2021)
Ádelin Olívia Lopes Joly Rodrigues, Anna Paula Ramires Luz, Isabela Cristina Santos Freire de Paula, Caroline Souza Dos Santos, Luana de Paula Ivnuk, Juliana Schaia Rocha, Renata Iani Werneck
Programa de Pós-Graduação em Odontologia PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta pesquisa foi analisar a prevalência e caracterizar o tipo de lesões corporais ocorridas por crianças e adolescentes do sexo feminino, antes e durante a pandemia da COVID-19, a partir de laudos coletados na Unidade da Polícia Científica do Paraná, em Curitiba. Trata-se de um estudo retrospectivo com dados secundários de exames de lesão corporal contra indivíduos do sexo feminino, entre 2019 e 2021. Foram incluídos registros de exames de lesão corporal em crianças e adolescentes do sexo feminino com idade entre 1 e 17 anos, realizados nesse período. Os dados foram coletados via formulário eletrônico (Qualtrics), incluindo variáveis como dados do exame, origem da solicitação, idade, etnia, estado civil, histórico de agressão e tipo e local das lesões. Em 2019 houve o maior número de registros (54,1%), seguido por uma queda em 2020 (18,1%), possivelmente relacionada às restrições impostas pela pandemia de COVID-19, e um aumento em 2021 (27,8%). As regiões mais frequentes foram a cabeça (28,5%) e membros superiores (26,3%), com predominância de equimoses (44,5%) e abrasões (31,1%) como tipo de lesões. Meninas de 17 anos concentraram o maior número de registros (18,9%).

Durante a pandemia de COVID-19, houve uma redução no número de registros de violência contra meninas, especialmente em 2020. No entanto, essa queda pode estar associada à subnotificação decorrente do isolamento social e da redução do acesso a serviços de denúncia, e não a uma diminuição real dos casos. As regiões mais afetadas foram a cabeça e os membros superiores, sugerindo padrões consistentes de agressão. A análise evidencia a vulnerabilidade infantil em contextos de crise e reforça a importância de fortalecer os sistemas de proteção a crianças e adolescentes.

PNc0561 - Painel Aspirante
Área: 9 - Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais / Odontologia Hospitalar

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Alterações bucais em pacientes com câncer de mama HER-2 positivo submetidas à terapia alvo-molecular
Juliana Barbosa Dos Anjos, Jéssika Maciel Cruz, José Maria Chagas Viana Filho
UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desta pesquisa foi avaliar as alterações periodontais e salivares em mulheres com câncer de mama HER-2 positivo submetidas à terapia alvo-molecular com trastuzumabe e pertuzumabe. Para tanto, realizou-se um estudo transversal e quantitativo com 73 mulheres atendidas no Hospital São Vicente de Paulo (João Pessoa-PB) entre abril/2024 e abril/2025. Foram coletados dados clínicos, sistêmicos e bucais por entrevista, exame físico, sialometria não-estimulada e aplicação do Inventário de Xerostomia. Os índices de higiene bucal modificado e de sangramento à sondagem também foram investigados. A análise estatística incluiu descrição da amostra e utilização dos testes U de Mann-Whitney e correlação de Sperarman (p<0,05). A média de idade das mulheres foi 52,3 (±11,1) anos. Todas utilizaram trastuzumabe e 26% pertuzumabe. A hipossalivação foi observada em 32,9%, xerostomia em 46,6% e gengivite em 19,2%. Pacientes com disfagia apresentaram fluxo e volume salivar significativamente menores (p=0,031). A higiene bucal foi deficiente ou precária em 74% dos casos. Identificou-se correlação positiva entre higiene bucal e fluxo/volume salivar (r=0,285; p=0,015) e correlação negativa com sangramento gengival (r=-0,351; p=0,002).

Conclui-se, portanto, que hipossalivação, xerostomia e gengivite foram alterações bucais encontradas em mulheres com câncer de mama HER-2 positivo sob terapia oncológica. A higiene bucal deficiente esteve correlacionada à redução do fluxo e volume salivar e ao aumento do sangramento gengival, evidenciando a necessidade de estratégias preventivas em saúde bucal durante o tratamento oncológico.

PNc0562 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

SIGNIFICADOS ATRIBUÍDOS PELAS PROFISSIONAIS DO CENTRO DE REFERÊNCIA DE ATENDIMENTO À MULHER (CRAM)
Michelli Caroliny de Oliveira, Júlia Vitório Octaviani, Caio Vieira de Barros Arato, Ana Laura Araujo Ferreira, Roberto Martins de Oliveira , Jagne Inácio Dos Reis Marcelino, Carolina Dos Santos Furian, Luciane Miranda Guerra
Saúde Coletiva FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo explorou os significados atribuídos pelas profissionais do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) ao atendimento oferecido a mulheres vítimas de violência. A metodologia envolveu a realização de entrevistas em profundidade, com posterior análise dos dados fundamentada na Análise de Conteúdo Clínico-Qualitativa (ACQC). A amostra foi composta por 07 mulheres, com idades entre 25 e 55 anos, que atuam em distintas áreas profissionais no único CRAM da região: administrativa (1), jurídica (1), serviço social (3) e psicologia (2). A análise dos dados resultou na construção de 03 categorias: (1) a identificação da angústia no cotidiano laboral; (2) os impactos do exercício profissional nos relacionamentos interpessoais, e (3) os efeitos da organização da rede de atenção na dinâmica relacional entre profissionais e usuárias.

Com base nas narrativas das profissionais, observa-se que o CRAM se configura como um espaço permeado por elevada carga emocional. A exposição contínua às complexas demandas das usuárias evidencia a necessidade de suporte psicoemocional não apenas para as mulheres em situação de violência, mas também para as profissionais que integram a equipe de atendimento. Os dados do estudo ressaltam a relevância da valorização da dimensão relacional nos serviços voltados a esse público, indicando seu potencial como dispositivo de cuidado que favorece tanto o aprimoramento das práticas de acolhimento quanto a elaboração das vivências emocionais das trabalhadoras. Apesar dos inúmeros desafios, as profissionais relatam perceber sentido e valor em suas atividades, o que denota um vínculo empático com as usuárias e expressa seu engajamento e resistência no enfrentamento da violência contra a mulher.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/18809-5)
PNc0563 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Conhecimento de estudantes da FOP sobre o papel do cirurgião-dentista no enfrentamento da violência contra crianças
Jagne Inácio Dos Reis Marcelino, Vitor Rafael Gomes, Michelli Caroliny de Oliveira, Caio Vieira de Barros Arato, Roberto Martins de Oliveira , Ana Laura Araujo Ferreira, Lucas Marques Angelim, Luciane Miranda Guerra
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento dos estudantes de Odontologia da FOP-UNICAMP sobre a violência doméstica contra crianças. Trata-se de um estudo descritivo, transversal, realizado online com estudantes regularmente matriculados no curso. O questionário foi enviado por meio do Google Forms, e após três meses os dados foram tabulados no Excel e analisados de forma descritiva. Os resultados indicam que, no eixo 1, os alunos possuem bom conhecimento sobre o tema, respondendo corretamente à maioria das perguntas. No eixo 2, observou-se desconhecimento quanto à notificação compulsória e ao papel do Conselho Tutelar em casos de violência infantil. No eixo 3, foi identificado que os estudantes não se sentem preparados para lidar com essas situações, principalmente pela ausência de formação técnica e científica durante a graduação.

Conclui-se que, embora os cirurgiões-dentistas estejam entre os profissionais que podem identificar sinais de violência, ainda há uma lacuna formativa que compromete o encaminhamento adequado desses casos.

PNc0564 - Painel Aspirante
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Interesse dos usuários do Google por fluoretação da água em relação à cárie dentária: uma análise comparativa entre Brasil e Estados Unidos
Olivia Santana Jorge, Matheus Lotto , Bruna de Paula Nogueira, Natalino Lourenço Neto, Thais Marchini de Oliveira, Daniela Rios, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, Thiago Cruvinel
Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Cole UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo comparou o padrão de buscas online no Google sobre fluoretação da água e cárie dentária realizadas por usuários do Brasil e dos Estados Unidos, nos últimos cinco anos. Dados de volume relativo de buscas (RSV) para os tópicos "fluoretação da água" e "cárie dentária" foram coletados no Google Trends, considerando a categoria saúde e o período de dezembro de 2019 a novembro de 2024. Para medir o interesse dos usuários pela fluoretação da água em relação ao interesse por cárie dentária, os valores de RSV coletados foram utilizados para calcular as razões percentuais de busca entre os dois tópicos ao longo do período de tempo. A análise dos dados foi conduzida em Python 3 no Google Colaboratory. Foram aplicadas técnicas de decomposição sazonal, testes de Mann-Kendall, Shapiro-Wilk, Levene e U de Mann-Whitney para comparação dos RSVs entre os países e períodos distintos, especificamente nos 30 meses mais recentes do estudo com os 30 meses anteriores. Para ambos os países, foram identificadas tendências significativas de aumento nas buscas por fluoretação da água (BRA: Z = 10,42; EUA: Z = 2,42) e por cárie dentária (BRA: Z = 8,76; EUA: Z = 19,18). A razão percentual de buscas por fluoretação da água em relação à cárie dentária foi maior para os Estados Unidos (Md = 3,33; IQR = 1,29) do que para o Brasil (Md = 1,63; IQR = 0,23) (p < 0,001). Nos Estados Unidos, a razão percentual de buscas por fluoretação da água em relação à cárie dentária aumentou nos últimos 30 meses do período estudado (p = 0,027).

Nos últimos cinco anos, as buscas por fluoretação da água e cárie dentária aumentaram no Brasil e nos Estados Unidos. Destaca-se o crescimento relativo das buscas por fluoretação da água nos Estados Unidos, sobretudo no fim do período analisado.

(Apoio: FAPESP  N° 2024/12604-2  |  CAPES)



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