03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2779 Resumo encontrados. Mostrando de 1321 a 1330


PNf1001 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 06/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS INSTRUMENTOS DE GLIDE PATH COM DIFERENTES CINEMÁTICAS PARA ATINGIR O COMPRIMENTO DE TRABALHO
Fernanda Pereira Dornelas da Silva, Marilia Fagury Videira Marceliano-Alves, Iris Nogueira Bincelli Seckler, Marcos Frozoni
Odontologia FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O Glide Path é um procedimento essencial na endodontia, garantindo um trajeto seguro e previsível dentro do canal radicular antes da instrumentação química e mecânica. O estudo foi comparar a eficácia dos sistemas Trunatomy Glider, R-Motion Glider e C-Pilot #15, acionados por motor oscilatório com diferentes cinemáticas, na obtenção do comprimento de trabalho (CT) em raízes mesiais de molares superiores. FoI analisados 51 canais mésio-vestibulares de primeiros e segundos molares superiores, divididos em três grupos (n = 17) conforme o tipo de lima utilizada. A avaliação inicial foi feita por microtomografia computadorizada para padronização das amostras. Após o acesso coronário e a patência foraminal com lima C-Pilot #10, realizou-se o Glide Path com as diferentes limas. A análise considerou a frequência de sucesso em atingir o CT e o tempo necessário para alcançar essa medida. Os três sistemas apresentaram desempenho clínico satisfatório, sem diferença estatística significativa entre eles. Todos os instrumentos avaliados podem ser utilizados com segurança, contribuindo para a evolução das técnicas endodônticas e facilitando a escolha do instrumento mais adequado para cada caso.


PNf1004 - Painel Aspirante
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 06/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Avaliação in vivo da relação da pulpite irreversível com o perfil bioquímico salivar
Yuri Gabriel Chamorro de Moraes, Laura Cesário Oliveira, Gladiston William Lobo Rodrigues, Ana Paula Morimoto, Renan José Barzotti, Rayara Nogueira de Freitas, Antonio Hernandes Chaves Neto, Rogério de Castilho Jacinto
Dentística e Endodontia UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A pulpite irreversível caracteriza-se como uma inflamação do tecido pulpar em resposta a injúrias como cáries profundas, fraturas ou restaurações extensas, que, muitas vezes, desencadeiam quadros intensos de dor. A saliva, importante fluido oral, apresenta uma composição dinâmica, sensível às alterações fisiológicas, refletindo potenciais biomarcadores. Assim, o objetivo do presente estudo in vivo foi analisar a composição bioquímica da saliva de pacientes com pulpite irreversível, avaliando os níveis de proteína total, amilase, cálcio e fosfato. Para isso, 32 pacientes saudáveis e sem histórico de doenças sistêmicas, que compareceram à Faculdade de Odontologia de Araçatuba (FOA-UNESP) à procura de atendimento, foram divididos em 2 grupos: polpa normal (PN), (n = 16) - saliva de pacientes com ausência de sinais e sintomas clínicos de qualquer etiologia constatada clinicamente; e polpa inflamada (PI), (n = 16) - saliva de pacientes diagnosticados com pulpite irreversível. As análises estatísticas foram realizadas por meio do teste t de Student (p<0,05). Os resultados mostraram que os níveis de proteína total não apresentaram diferença estatística entre os grupos PN e PI. Por outro lado, os níveis de amilase foram significativamente mais altos no grupo PI (p<0,05). Da mesma forma, os níveis de cálcio e fosfato também foram significativamente superiores nos pacientes com pulpite irreversível (p<0,05).

Esses achados indicam que a pulpite irreversível promove alterações na composição bioquímica da saliva, caracterizadas pelo aumento de amilase, cálcio e fosfato, refletindo a dinâmica inflamatória da doença e sua relação com a dor.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2023/05138-2  |  FAPs - FAPESP  N° 2023/13571-8  |  FAPs - FAPESP  N° 2023/05523-3)
PNf1005 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 06/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Avaliação de biomarcadores ósseos em dentes com infecção endodôntica primária e periodontite apical de pacientes oncológicos e saudáveis
Rafael Araújo da Costa Ward, Aline de Castro Santos, Gustavo Guimarães Guerrero, Camila Gobbi de Carvalho Barbosa, Letícia Ferreira dos Santos Domingues, Rayana Duarte Khoury, Carolina Fedel Gagliardi, Márcia Carneiro Valera
Odontologia Restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O desenvolvimento da Periodontite Apical (PA) leva ao desequilíbrio ósseo mediado por biomarcadores como RANKL, osteoprotegerina (OPG), DKK-1, FGF-23, osteocalcina (OCN) e esclerostina. Ainda, a radioterapia para câncer de cabeça e pescoço (RT) pode alterar a resposta tecidual após tratamento endodôntico (TE). O objetivo desse estudo foi analisar a expressão de marcadores ósseos periapicais em dentes com infecção endodôntica primária (IEP) e PA de pacientes saudáveis e pacientes submetidos a RT. Foram selecionados 22 dentes unirradiculares com IEP e PA de pacientes saudáveis (n=11) e submetidos a RT (n=11), que tiveram seus canais preparados com instrumento de lima única reciprocante e irrigação com NaOCl 2,5%. Amostras do fluido periapical foram coletadas para quantificação dos biomarcadores ósseos. O material coletado foi submetido ao ensaio de Multiplex e os dados foram analisados estatisticamente. Verificou-se que RANKL e esclerostina apresentaram níveis mais elevados nas amostras de pacientes RT, enquanto a OPG apresentou níveis mais elevados nos pacientes saudáveis. Entretanto, não foram observadas diferenças estatísticas significantes entre os grupos para nenhum dos analitos.

Portanto, conclui-se o monitoramento dos biomarcadores ósseos durante todo o tratamento endodôntico deve ser realizado a fim de compreender melhor o processo de reparo apical em pacientes submetidos a RT e desenvolver estratégias de tratamentos mais adequadas para esses pacientes.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2022/09805-0)
PNf1006 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 06/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Efeito das soluções irrigadoras na resistência à flexão da dentina coronária: um estudo in vitro
Vitor da Silva Sales, Arianne Alexandre de Moraes Arraes, Mara Eliane Soares Ribeiro, Mileide da Paz Brito, Dayane Dos Reis Costa Dias, Juliana Melo da Silva Brandão, João Daniel Mendonça de Moura, Patrícia de Almeida Rodrigues
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo in vitro foi comparar os efeitos das soluções irrigadoras convencionais a uma solução experimental na resistência à flexão (RFL) da dentina coronária. Para o teste de RFL aplicado em três pontos das amostras, 44 coroas de pré-molares humanos foram seccionadas na porção média da dentina coronária, obtendo-se discos de 1 mm de espessura. Após polimento, foram confeccionadas barras retangulares (0,20mm × 1,7mm × 5,0 mm) e distribuídas aleatoriamente nos grupos (n=11): GAD (Água Bidestilada), GNaOCL (NaOCl 2,5%), GCHX (CHX 2%) e GSE (Solução experimental). As amostras foram imersas por 30' nas soluções, renovadas a cada 5'. Em seguida, todos receberam EDTA 17% por 1', seguido de enxágue com água destilada para evitar desmineralização contínua das superfícies dentinárias. As amostras do GAD foram avaliadas sem irrigação prévia. O ensaio foi realizado na máquina de ensaios Kratos usando um dispositivo específico com vão de 3 mm, sob compressão de 0,5 mm/min até a fratura. Os dados foram analisados no software Jamovi 2.3.21.0. Após confirmação da normalidade (Shapiro-Wilk, p>0,05), aplicou-se ANOVA, que revelou diferenças estatisticamente significativas entre os grupos (p<0,05). O grupo GAD (423 ± 94,9) apresentou valores de RFL maiores em relação ao GNaOCL (327 ± 49,1), GCHX (316 ± 46,1) e GSE (322 ± 44,6). Não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos GNaOCl, GCHX e GSE (p>0,05).

Os resultados mostraram que os grupos experimentais reduziram significativamente a RFL quando comparado ao grupo controle (GAD). O NaOCl 2,5%, no tempo de exposição proposto, apresentou RFL compatível à da CHX 2% e GSE, evidenciando comportamentos semelhantes sobre a propriedade de flexão da dentina coronária.

PNf1007 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 06/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Estresse crônico e Propranolol modulam a expressão de MMP-8 e MMP-13 em modelo experimental de periodontite apical
Maria Eduarda Santos Ferreira, Paula Cristina Marcelino Marinho, Amjad Abu Hasna, Márcia Carneiro Valera, Rayana Duarte Khoury
Dpt. Odontologia Restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Desequilíbrios psicofisiológicos como o estresse crônico têm sido associados à intensificação de respostas inflamatórias e à desregulação de mecanismos de remodelação tecidual. Entre os mediadores envolvidos, as metaloproteinases de matriz (MMPs) destacam-se por sua ação sobre o colágeno tipo I, com possível papel na progressão da destruição óssea em lesões endodônticas. Este estudo avaliou o efeito do estresse crônico e do bloqueio adrenérgico com propranolol sobre a expressão dos genes MMP-8 e MMP-13 em um modelo experimental de periodontite apical (PA). Vinte e quatro ratos Wistar foram alocados em três grupos experimentais: não estressado (NS), estressado com solução salina (SS) e estressado tratado com propranolol (SP). O animais estresse foi induzido por protocolo imprevisível ao longo de seis semanas, com indução da PA no 21º dia, por exposição pulpar dos molares superiores. No 42º dia, os tecidos periapicais foram coletados para análise de expressão gênica por RT-PCR em tempo real.

Observou-se um aumento significativo na expressão de MMP-8 e MMP-13 no grupo SS em comparação ao grupo NS (p=0,0243), enquanto o tratamento com propranolol reduziu essa expressão de forma significativa (p=0,0002), atingindo níveis próximos aos do grupo controle. Os achados sugerem que a ativação adrenérgica contribui para a degradação da matriz extracelular em condições inflamatórias, e que sua inibição pode representar uma estratégia potencial de modulação da resposta tecidual na PA.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2018/10339-9)
PNf1009 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 06/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

MMP-9 na periodontite apical e sua relação com volume da lesão, níveis de endotoxinas e citocinas inflamatórias
Letícia Ferreira dos Santos Domingues, Aline de Castro Santos, Camila Gobbi de Carvalho Barbosa, Amjad Abu Hasna, Claudio Antonio Talge Carvalho, Rayana Duarte Khoury, Márcia Carneiro Valera
INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo clínico avaliou a correlação entre os níveis de IL-6, IL-1β, TNF-α, lipopolissacarídeos (LPS), o volume da lesão periapical com a expressão da metaloproteinase de matriz 9 (MMP-9) em dentes com infecção endodôntica primária (IEP) e periodontite apical (PA). Foram selecionados 26 dentes unirradiculares com IEP e PA. Os dentes foram submetidos a tomografia computadorizada de feixe cônico para análise do volume inicial da PA. Após a abertura coronaria, foi feita a coleta do interior dos canais (S) para análise de endotoxinas. Os canais foram preparados utilizando lima reciprocante e irrigação com hipoclorito de sódio 2,5% e ao final do preparo, foi realizada ampliação foraminal com lima Kerr #30, seguida da coleta do fluido intersticial (SF) para análise dos biomarcadores. O conteúdo coletado do interior do canal (S) foi submetido a análise de endotoxinas pelo ensaio cinético-cromogênico de LAL. A análise dos biomarcadores coletados do fluido periapical (SF) foi realizada por meio do teste de multiplex e, o volume da PA foi analisado pelo software ITK-SNAP. Os dados foram tabulados e analisados estatisticamente, com significância de 5% (p<0,05). Os resultados indicaram uma associação direta entre MMP-9 e todos os marcadores analisados.

Concluiu-se que há correlação entre LPS, IL-6, IL-1ꞵ, TNF-α e volume de lesão periapical com MMP-9. Sugerindo assim, o envolvimento direto de MMP-9 no desenvolvimento da periodontite apical.

(Apoio: FAPs - FAPESP   N° 2018/01703-9)
PNf1010 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 06/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Comparação do perfil inflamatório periapical de pacientes saudáveis e de pacientes submetidos à radioterapia de cabeça e pescoço
Marina Tibúrcio Bento, Gustavo Guimarães Guerrero, Aline de Castro Santos, Carolina Fedel Gagliardi, Amjad Abu Hasna, Rayana Duarte Khoury, Leila Eunice Apse Paes, Márcia Carneiro Valera
departamento de odontologia restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse trabalho foi analisar o perfil inflamatório periapical de dentes com infecção endodôntica primária (IEP) e periodontite apical (PA) em pacientes saudáveis e pacientes submetidos a radioterapia de cabeça e pescoço (RT). Foram selecionados 22 pacientes divididos em 2 grupos: irradiados e não irradiados (n=11) com presença de lesão periapical e necessidade de tratamento endodôntico. Os dentes foram isolados, acessados e preparados com instrumentação mecanizada e irrigação com hipoclorito de sódio 2,5% (NaOCl). Foi realizado o protocolo de irrigação final com ativação ultrassônica e neutralização do NaOCl com tiossulfato de sódio 0,5%. Então, foi realizada a ampliação foraminal com lima K#30 e a coleta do fluido intersticial foi realizada com cones de papel apirogênico por 60 segundos para análise das citocinas IL-1beta, IL-6, IL-10 e TNF-alfa. Para análise dos marcadores inflamatórios foi realizado o ensaio multiplex por meio do kit MILLIPLEX MAP e os dados obtidos foram analisados estatisticamente (p<0,05). Verificou-se que os níveis das citocinas avaliadas foram menores nos pacientes submetidos a RT com diferença estatística significante para as citocinas IL-1beta, IL-6 e TNF-alfa.

Conclui-se que os níveis de citocinas inflamatórias foi menor na região periapical de pacientes submetidos a RT indicando menor atividade metabólica após a RT.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2022/09805-0)
PNf1011 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 06/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Resistência à fadiga cíclica, número de usos, e avalição morfológica de ProTaper Ultimate, Rotate e RCS Rainbow One Files
Tayna Lopes da Silva, Mirian Galvão Bueno, Rayana Duarte Khoury, Claudio Antonio Talge Carvalho, Márcia Carneiro Valera, Amjad Abu Hasna
Restauradora INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo foi elaborado para avaliar a resistência à fadiga cíclica, o número de usos, e características morfológicas de três sistemas de instrumentos endodônticos incluindo ProTaper Ultimate (Dentsply Sirona), Rotate (VDW) e RCS Rainbow One Files (RAMO medical) - submetidos à esterilização por autoclave. A resistência à fadiga cíclica foi avaliada usando um canal radicular artificial padronizado com n=10, operando sob rotação em água deionizada a 37 °C até a fratura. O número de usos foi avaliado usando 90 molares humanos e 30 instrumentos (n=10). Cada instrumento foi utilizado e autoclavado três vezes. Estes instrumentos foram analisados morfologicamente em microscopia eletrônica de varredura (MEV) antes e após três ciclos de instrumentação e esterilização, e quimicamente por espectroscopia por energia dispersiva (EDS) antes do primeiro uso. A análise estatística utilizou ANOVA e teste de Tukey (α ≤ 0,05). Os resultados indicaram que Rainbow e Rotate apresentaram maior tempo até fratura do que o ProTaper Ultimate (P=0,0006) apresentando resistência a fadiga cíclica superior. Todos os sistemas registraram fraturas a partir do segundo e terceiro uso, totalizando quatro fraturas por grupo. A análise morfológica revelou desgaste progressivo em todos os instrumentos testados. A espectroscopia por EDS evidenciou contaminações elementares, especialmente alumínio no Rotate.

Foi concluído que Rotate e Rainbow Possuem resistência a fadiga cíclica maior que ProTaper Ultimate e que todos os sistemas podem sofrer fraturas a partir do segundo uso.

PNf1012 - Painel Aspirante
Área: 2 - Biologia pulpar

Apresentação: 06/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

O ESTRESSE CRÔNICO POTENCIALIZA OS DANOS DA PERIODONTITE APICAL EM RATOS: ANÁLISE BIOQUÍMICA, HISTOMORFOMÉTRICA E MICROTOMOGRÁFICA
Matheus Ferreira Lima Rodrigues, Helder Carlos Pelais Freitas, Thamires Campos Gomes, Paulo Fernando Santos Mendes, Leonardo Oliveira Bittencourt, Adriana de Jesus Soares, Fabricio Mezzomo Collares, Rafael Rodrigues Lima
Programa de Pós-graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estresse crônico tem sido associado a distúrbios sistêmicos e a processos inflamatórios crônicos na cavidade oral. Este estudo teve por objetivo avaliar a influência do estresse crônico na periodontite apical (PA). Vinte e quatro ratos foram divididos em quatro grupos (n = 6): Controle (C), PA, Estresse (E) e Estresse + PA (E+PA). A PA foi induzida pela exposição pulpar dos primeiros molares inferiores e, a partir do dia seguinte, os grupos E e E+PA foram submetidos a um protocolo de indução de estresse por imobilização em cilindros durante 4 horas diárias, por 28 dias. Ao término do período experimental, os animais foram avaliados comportamentalmente para validar o estresse gerado e em seguida eutanasiados para coleta de sangue para avaliação de parâmetros oxidativos e de estresse; e hemimandíbulas para análise microtomográfica computadorizada e histomorfométrica. A avaliação estatística foi conduzida por ANOVA one-way com pós-teste de Tukey (p < 0,05). Observou-se que o grupo E+PA apresentou maior altaração comportamental e maior nível de dano oxidativo sistêmico e de estresse, associado a maior volume de lesão, redução da qualidade do osso alveolar remanescente, maior degradação de colágeno que o grupo PA, além da maior intensidade do infiltrado inflamatório na região adjacente a lesão.

Neste estudo observou-se que o estresse crônico potencializou o dano ósseo, exacerbando o perfil inflamatório e comprometendo a integridade óssea e a qualidade do colágeno mediante a periodontite apical em ratos. Esses achados reforçam a influência sistêmica do estresse na modulação de patologias endodônticas.

(Apoio: CNPq  N° 312275/2021-8)
PNf1013 - Painel Aspirante
Área: 2 - Terapia endodôntica

Apresentação: 06/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Espectroscopia FTIR na investigação da relação entre inflamação periapical e alterações bioquímicas sistêmicas
Paula Cristina Marcelino Marinho, Maryane Pereira Rezende, Julia Nani Bittencourt Gouvea, Giovana Dos Santos Toledo, Luis Felipe Das Chagas E. Silva de Carvalho, Márcia Carneiro Valera, Rayana Duarte Khoury
Biomateriais INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA / ICT-UNESP-SJC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Alterações inflamatórias de origem bucal, como a periodontite apical (PA), têm sido associadas a repercussões sistêmicas, especialmente quando associadas a fatores moduladores como o estresse crônico (EC). Neste contexto, a espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR) representa uma ferramenta promissora para análise bioquímica não destrutiva em fluidos biológicos. Este estudo investigou o potencial da FTIR na detecção de alterações sistêmicas em ratos Wistar com PA, submetidos ao EC ou à associação de ambos. Trinta e dois animais foram distribuídos em quatro grupos (n=8): controle (C), PA, EC e EC+PA. O EC foi induzido por protocolo de estressores imprevisíveis durante 42 dias e a PA foi induzida no 21º dia por exposição pulpar e necrose dos primeiros molares. Amostras de urina foram analisadas por FTIR, com foco nas regiões espectrais associadas a lipídeos, proteínas, fosfatos e carboidratos. A análise de componentes principais (PCA) foi empregada para identificar padrões de agrupamento entre os grupos. As assinaturas espectrais revelaram alterações bioquímicas distintas, principalmente no grupo EC+PA.

Concluímos que a espectroscopia FTIR é uma ferramenta sensível, não destrutiva e promissora para identificar assinaturas moleculares sistêmicas associadas à inflamação periapical e ao estresse crônico. Seus resultados reforçam seu potencial como abordagem complementar na pesquisa translacional em endodontia, contribuindo para o aprofundamento da compreensão da interface entre doenças orais e condições sistêmicas.

(Apoio: FAPESP  N° 2023/16696-6 )



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