03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2779 Resumo encontrados. Mostrando de 1491 a 1500


PINO18 - Painel de Inovação em Odontologia
Área: 5 - Dentística

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Resina 3D impressa com Biosilicato funcionalizado com clorexidina ou óxido de zinco: avaliação mecânica e antimicrobiana
Rafael Dascanio, Leticia Vasconcelos Silva de Souza, Larissa Pavanello, Marina Trevelin Souza, Edgar Dutra Zanotto, Marcelo Giannini, Mutlu Ozcan, Vanessa Cavalli Gobbo
Clinica Odontológica FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A manufatura aditiva tem viabilizado o desenvolvimento de resinas para impressão 3D em restaurações definitivas, mas a falta de bioatividade e propriedades antimicrobianas limita sua aplicação. Assim, avaliou-se as propriedades mecânicas e biológicas de uma resina 3D comercial (GC) incorporada com Biosilicato (BioS), BioS funcionalizado com clorexidina (BioS_CHX) ou óxido de zinco (BioS_ZnO). Na Fase 1, para determinar a concentração ideal de partículas, BioS foi incorporado à GC (0%, 5%, 10%, 15% e 20% p/p) e a resistência à flexão biaxial (FB), halo de inibição (HI) e unidades formadoras de colônia (CFU) de S. mutans foram avaliadas (n=10). Na fase 2, as partículas BioS, BioS_CHX e BioS_ZnO foram avaliadas quanto à atividade antimicrobiana (MIC - concentração inibitória mínima e MBC - concentração bactericida mínima) (n=10). Na fase 3, resinas 3D contendo BioS, BioS_ZnO, BioS_CHX, ZnO e CHX foram testadas quanto à resistência à flexão (FS), microdureza (MD), viabilidade celular (MTT) e morfologia (MEV, n=2). Em todas as fases, as resinas experimentais foram comparadas ao controle (GC). Os dados foram submetidos à ANOVA (um/dois fatores) e teste Tukey (α=0.05). Na Fase 1, GC apresentou maior FB, seguido por 5% e 10% BioS. Não houve diferença entre os grupos quanto à HI e CFU. Na fase 2, BioS_CHX e BioS_ZnO apresentaram menores valores de MIC e MBC. Na Fase 3, não houve diferenças de MD entre GC e as resinas 3D contendo BioS (funcionalizadas ou não). BioS e GC não apresentaram diferença na FS, e BioS_CHX e BioS_ZnO exibiram FS intermediária.

Embora ocorra redução da resistência à flexão, as resinas 3D contendo BioS funcionalizado com CHX ou ZnO apresentaram microdureza semelhante à resina comercial e promoveram atividade antimicrobiana.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2024/23557-5)
PINO19 - Painel de Inovação em Odontologia
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

FORMULAÇÃO NANOTECNOLÓGICA E INOVADORA PARA HIGIENE DE PRÓTESES DENTÁRIAS REMOVÍVEIS
Irisvaldo Lima Guedes, Monik Cardoso Cavalcante, Matheus Oliveira do Nascimento, Humberto Madeiros Barreto, Vitória Maria Santos Figueiredo, Glaucia Lais Nunes Lopes, Ana Cristina Vasconcelos Fialho, André Luis Menezes Carvalho
PÓS EM ODONTOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo propôs o desenvolvimento de uma espumosa contendo nanopartículas lipídicas com eugenol encapsulado (ECNE) para higienização de próteses dentárias removíveis, com foco na preservação das propriedades dos materiais protéticos. A formulação foi obtida por técnica de agitação mecânica, sendo caracterizada quanto à formação e estabilidade da espuma, além de análises físico-químicas como tamanho de partícula(TP), índice de polidispersidade (IPD), potencial zeta (PZ) e perfil de liberação em células de difusão de Franz. Foram confeccionados 96 corpos de prova com resinas Classic® e Vip Wave®, imersos por 30 dias em diferentes soluções: hipoclorito de sódio 0,5%, eugenol livre, ECNE e Espuma sem nanopartículas (ESNE). As propriedades mecânicas foram avaliadas por testes de microdureza e rugosidade. O teste da membrana embrionária foi realizado para avaliar o grau de irritabilidade para pele/mucosa da formulação. A ECNE apresentou tamanho de 208 nanômetro, alta homogeneidade (IPD=0,073) e PZ negativo (-26,6). A cinética de liberação demonstrou-se controlada, com 11,28% do teor de eugenol liberado após 24h. A formulação após estresse térmico de 12 dias manteve seu pH estável e teor de eugenol dentro dos limites aceitáveis. As resinas testadas não apresentaram alterações de rugosidade e dureza clinicamente relevantes após a imersão em ECNE. Os dados obtidos demonstram que a formulação é estável e segura, representando uma solução inovadora com potencial de aplicação clínica e industrial para higiene de próteses dentárias.

Os dados obtidos demonstram que a formulação é estável e segura, representando uma solução inovadora com potencial de aplicação clínica e industrial para higiene de próteses dentárias.

PINO20 - Painel de Inovação em Odontologia
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

SNAP ORAL CANCER: Aplicativo para auxiliar no diagnóstico precoce do câncer de boca
Ivisson Alexandre Pereira da Silva, Anne Caroline Dos Santos Barbosa, Robbysson Cayke de Sousa Pereira, Matheus Henrique Alves de Lima, Marcelo de Castro Meneghim, Carlos Alberto Correia Lessa Filho, José Marcos dos Santos Oliveira, Sonia MAria Soares Ferreira
Odontologia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Um dos grandes desafios para o enfrentamento do carcinoma de células escamosas de boca (CCE) é o diagnóstico tardio. O objetivo deste estudo foi desenvolver um aplicativo baseado em inteligência artificial voltado a profissionais da odontologia, auxiliando-os no diagnóstico precoce do câncer de boca. Utilizando técnicas de Machine Learning, especificamente Redes Neurais, foi criado e treinado um modelo para classificar imagens clínicas intraorais e distinguir entre CCE e desordens orais potencialmente malignas, como leucoplasia, eritroplasia e queilite actínica. O treinamento utilizou uma base robusta de 1.523 imagens, e o desempenho do modelo foi avaliado com base em métricas como precisão, sensibilidade, especificidade e acurácia. Os resultados indicaram precisão de 94% para câncer de boca, 72% para leucoplasia, 45% para eritroplasia e 64% para queilite actínica; sensibilidade de 98,4%, 100%, 96,2% e 77,2%, respectivamente; especificidade de 87%, 29%, 47% e 68%; e acurácia de 95%, 75%, 63% e 72%. Apesar da alta sensibilidade, observou-se baixa especificidade para leucoplasia e eritroplasia, o que indica uma maior taxa de falsos positivos para essas lesões. Esse achado sugere que, embora o modelo seja eficaz, há necessidade de ajustes para melhorar sua capacidade de exclusão diagnóstica para essas desordens. O aplicativo desenvolvido está registrado no INPI sob o número BR512023000425-1 e demonstrou elevado potencial como ferramenta complementar no diagnóstico clínico precoce do câncer de boca.

Este recurso tecnológico pode melhorar significativamente o prognóstico dos pacientes, otimizar a eficácia dos tratamentos e contribuir para uma transformação positiva na prática odontológica.

PINO21 - Painel de Inovação em Odontologia
Área: 7 - Estomatologia

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Desenvolvimento e avaliação da usabilidade do aplicativo Sessão Não Fume PRO para cessação do tabagismo
Sonia MAria Soares Ferreira, Seli Sousa Mello de Almeida, Carlos Sousa Mello de Almeida, Ivisson Alexandre Pereira da Silva, Robbysson Cayke de Sousa Pereira, Kristiana Cerqueira Mousinho, Matheus Henrique Alves de Lima, Carlos Alberto Correia Lessa Filho
Mestrado Profissional Pesquisa em Saúde CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE MACEIÓ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O tabagismo é uma doença crônica associada à dependência da nicotina e constitui fator de risco para várias doenças graves. A Organização Mundial da Saúde e o Programa Nacional de Controle do Tabagismo incentivam o uso de tecnologias para apoiar a cessação. Este estudo teve como objetivo desenvolver e avaliar a usabilidade do aplicativo "Sessão Não Fume PRO", voltado a coordenadores e usuários de programas de controle do tabagismo. O desenvolvimento seguiu princípios de design centrado no usuário e utilizou a linguagem React Native, com armazenamento no Firebase e gamificação para engajamento. A avaliação envolveu 17 participantes - 9 usuários e 8 coordenadores de programas de controle do tabagismo de uma cidade do Nordeste - que, após orientações online, usaram o aplicativo por uma semana e responderam ao questionário System Usability Scale (SUS). O aplicativo foi registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial e, em buscas em lojas virtuais, não foram identificadas ferramentas semelhantes. Coordenadores tinham média de 51,5 anos e experiência inferior a 10 anos; usuários, média de 50,7 anos, com predominância de Ensino Médio e renda de até um salário mínimo. A maioria iniciou o tabagismo precocemente e apresentava comorbidades. A usabilidade foi considerada excelente, com escores SUS de 80,31 (coordenadores) e 79,17 (usuários). A facilidade de aprendizagem foi o principal desafio, com índices de 68,8% e 72,2%.

O "Sessão Não Fume PRO" é uma ferramenta promissora para apoiar a cessação do tabagismo, com base científica, boa aceitabilidade e potencial de uso em serviços de saúde. Os achados reforçam o valor de estratégias tecnológicas no combate ao tabagismo e a relevância de seu aprimoramento contínuo.

PINO22 - Painel de Inovação em Odontologia
Área: 7 - Imaginologia

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Impacto da rede neural adversaria generativa na acurácia diagnóstica da tomografia computadorizada de feixe cônico com artefatos
Amanda Pelegrin Candemil, Hugo Gabrielidis, Filippo Gatti, Benjamin Salmon, Jardel Francisco Mazzi-Chaves, Elsa Vennat, Manoel Damião Sousa-neto
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi de avaliar o desempenho de uma rede neural adversaria generativa na acurácia diagnóstica de fratura radicular vertical (FRV) em imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) com artefatos oriundos de materiais de alta densidade. Uma mandíbula humana coberta com Mix-D e quarenta dentes unirradiculares inferiores foram utilizados. Todos os dentes foram instrumentados endodonticamente, FRV foi induzida em metade deles e, todos foram inseridos nos alvéolos do canino e segundo pré-molar inferior esquerdo do fantoma imagem. Imagens de TCFC foram obtidas campo de visão de 5×5 cm, voxel de 0,09 mm e dois protocolos de dose (1. 100 mAs, 90 kVp e 7,13 mGycm2; 2. 24 mAs, 70 kVp e 0,86 mGycm2). Para simular diferentes condições clínicas foram inseridos individualmente nos canais radiculares de todos os dentes um pino de fibra de vidro, cone de guta-percha R25 e pino de cobalto-cromo. Além disso, 2 implantes de titânio foram colocados alternadamente nos alvéolos vazios do primeiro molar esquerdo e canino direito inferior e imagens adicionais foram realizadas. A rede neural foi desenvolvida com base na literatura e adaptada para usar as imagens de TCFC para validação, treinamento e teste. Quatro observadores avaliaram as imagens e indicaram a presença de FRV utilizando uma escala de 5 pontos. A área sob a curva ROC (AUC), sensibilidade e especificidade foram calculadas e comparadas utilizando ANOVA (α=0,05). Em geral, as imagens corrigidas pela rede neural demonstraram AUC, sensibilidade e especificidade significativamente maiores (p<0,05) em relação as imagens originais.

Em conclusão, a rede neural desenvolvida tem alto desempenho no aumento da acurácia diagnóstica de FRV em imagens de TCFC com artefatos.

(Apoio: FAPESP  N° 2021/01623-8  |  FAPESP  N° 2022/07081-5  |  FAPESP  N° 2024/09883-7)
PINO23 - Painel de Inovação em Odontologia
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Avaliação de um método para medir a mobilidade dentária e a força de deslocamento em incisivos com perda de suporte periodontal.
Larissa Alexandra Fatinanzi, Tamires Pereira Dutra, Thais Flügel Mathias Paschoal, Enilson Antonio Sallum
clínica odontologica FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo investigou um novo método para medir a mobilidade dentária controlando a força aplicada (gf) e o deslocamento vestíbulo-lingual/palatino (mm) em incisivos superiores e inferiores. Vinte participantes com periodontite estágio II, III e IV, apresentando bolsas periodontais ≥ 4 mm e mobilidade em dentes anteriores (13-23 e/ou 33-43), foram selecionados. A avaliação da mobilidade utilizou uma moldeira personalizada e instrumentos como um tensiômetro adaptado (Morelli, Brasil), dinamômetro, cabos de espelho, sonda periodontal e paquímetro. Após a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, a moldeira foi confeccionada, e os parâmetros periodontais, o OHIP-14 e a mobilidade dentária foram analisados. Inicialmente, a mobilidade foi medida subjetivamente utilizando cabos de espelho e, posteriormente, quantificada objetivamente com um dinamômetro adaptado e um dinamômetro, seguindo a classificação de Lindhe e Nyman (1975). Os resultados mostraram uma correlação significativa entre as forças medidas pelos dois dispositivos (r = 0,6398 e r = 0,6599; ρ = 0,6095 e ρ = 0,6470), sendo também significativa (p < 0,01). Observou-se que a força necessária para o deslocamento dentário diminuiu com o aumento do grau de mobilidade, apresentando uma correlação negativa moderada (p = 0,0057 para f/v e p = 0,0045 para f/l). O aumento da mobilidade dentária não esteve associado a alterações clinicamente significativas nos parâmetros periodontais avaliados.

Esses achados destacam a importância de se avaliar tanto a mobilidade dentária quanto a força no manejo clínico de pacientes com periodontite. O tensiômetro adaptado pode ser uma alternativa viável ao dinamômetro na avaliação da mobilidade dentária.

(Apoio: CAPES)
PINO24 - Painel de Inovação em Odontologia
Área: 8 - Periodontia

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Desenvolvimento de um protótipo para aferição da força muscular do lábio superior para avaliação de sorriso gengival
Karinne Bueno Antunes, Luiz Eduardo Monteiro Dias da Rocha, Ramon Silva dos Santos, Lucio Souza Gonçalves, Ricardo Guimarães Fischer
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O sorriso gengival, uma exposição gengival excessiva, reflete na autoestima e é multifatorial. Atualmente, a avaliação da força (F) muscular dos lábios é feita de forma empírica, dificultando a precisão terapêutica. O objetivo deste estudo foi avaliar a F muscular relacionada ao ato de sorrir, através do desenvolvimento de um equipamento patenteado em parceria com o laboratório de Física - Uerj, constatando a F dos diferentes músculos e a correlação entre do deslocamento do lábio (DL) e F exercida. A amostra foi de 89 indivíduos, divididos em 4 grupos (G): G1 - Hiperatividade de lábio (HL) superior (9 %); G2 - Outras causas (dentária, esquelética ou juntas) (19,1%); G3 - Controle (33,7%); G4 - HL combinada com uma ou mais etiologias (38,2%). Foi desenvolvido um equipamento para mensuração da F de cada músculo do lábio durante o sorriso, comparadas dentro dos diversos G, através da filmagem dos movimentos das molas do equipamento analisadas pelo softwareTracker®. A análise estatística foi através dos testes ANOVA, post hoc de Tukey e qui-quadrado. A HL foi a etiologia mais prevalente isolada ou combinada (68,2%) e esse G com F 30 % superior aos demais. O G4 (0,15 N ±0,03) apresentou F significativamente maior nos 6 músculos avaliados. O músculo zigomático maior em ambos os lados do G1 foi significativamente mais forte do que o G2 e G3. Observou-se diferença estatística entre a F do músculo zigomático maior e os músculos zigomático menor e levantador do lábio, sendo o mais forte em toda a amostra (p<0,001). As forças maiores de DL foram observadas a partir de 8 mm.

Concluiu-se que a HL foi a causa mais prevalente e com maior F muscular comparados a outras etiologias e que, a partir de 8 mm de DL, constata-se uma F muscular aumentada e significativa.

PINO25 - Painel de Inovação em Odontologia
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Educação Empreendedora de Gestão de Clínicas Odontológicas: Desenvolvimento do ODONTOPLAYGEST
Ismar Eduardo Martins-Filho, Edgard Michel Crosato, Sérgio Donha Yarid, Uhitlei Rodrigues Barbosa, Arsenio Sales-peres
Departamento de Saúde 1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A maioria dos cirurgiões-dentistas ainda não possui um conhecimento sólido sobre empreendedorismo e seus impactos. Conceitos de gestão e inovação são pouco abordados durante a formação, o que dificulta a compreensão das dinâmicas do mercado, suas oportunidades e ameaças. Nesse contexto, os jogos voltados para a área da saúde vão além do entretenimento: eles têm como objetivo, educar, treinar e promover mudanças de comportamento. Esses jogos se mostram ferramentas eficazes para promover imersão, foco, aprendizado prático, definição de metas, autocontrole, tomada de decisões, senso de eficácia, motivação interna e sentimentos de autonomia e competência. Este projeto propõe o desenvolvimento do ODONTOPLAYGEST 1.0 em formato de jogo eletrônico voltado à educação de gestão de clínicas odontológicas. A iniciativa busca preparar e dar mais segurança aos estudantes de odontologia para empreender no mercado da saúde, especialmente no setor odontológico. O desenvolvimento do software será realizado de forma interdisciplinar, com a colaboração de estudantes dos cursos de Sistemas de Informação e Odontologia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

A expectativa é que o Simulador de Gestão de Clínicas Odontológicas, contribua para uma formação mais completa dos alunos de odontologia e futuramente, possa integrar a grade curricular de cursos de odontologia em todo o país.

PINO26 - Painel de Inovação em Odontologia
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Desenvolvimento, avaliação da experiência do usuário e efeito na saúde bucal do Macromodelo Odontológico Infantil Personalizável
Eunice Ellen Gontijo de Menezes, Lidia Moraes Ribeiro Jordão
Faculdade de odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A educação em saúde bucal infantil ainda recorre, majoritariamente, ao Macromodelo Odontológico Convencional (MOC) para demonstração da técnica de higiene bucal (THB), que apresenta características como dentes permanentes, brancos e alinhados, e gengivas rosadas. Tal representação não contempla as diversidades e variabilidades das estruturas bucais, o que motivou o desenvolvimento de um Macromodelo Odontológico Infantil Personalizável (MOIP). Objetivou-se compreender as percepções do MOC, desenvolver o MOIP, avaliar a experiência do usuário (satisfação) com o MOIP, e comparar o efeito da THB em ação educativa com escolares entre os macromodelos. A pesquisa será dividida em quatro fases: 1 - Estudo qualitativo com escolares de 8 a 12 anos para identificar percepções sobre o MOC; 2 - Desenvolvimento do MOIP: arcadas infanto-juvenis (dentição decídua, mista e permanente) serão editadas e impressas em 3D, com variações de dentições, cores gengivais, biofilme e lesões cariosas simuladas. As peças serão segmentadas e encaixáveis; 3 - Avaliação da experiência do usuário/escolar (satisfação) e ajustes necessários no MOIP; 4 - Ensaio comunitário randomizado controlado, em que os escolares serão expostos a ações educativas utilizando MOIP ou MOC. A coleta do Índice de Controle de Placa, Índice de Higiene Oral Simplificado e dados sociodemográficos será realizada para avaliar o efeito da ação educativa e será realizada em três momentos (antes, imediatamente após e três meses depois). As análises incluirão análise temática e análise estatística descritiva e inferencial (α=5%).

Espera-se que a ação educativa com o MOIP obtenha maior satisfação dos escolares bem como resultados mais favoráveis à higiene bucal do que o MOC.

PINO27 - Painel de Inovação em Odontologia
Área: 9 - Ciências do comportamento / Saúde Coletiva

Apresentação: 05/09 - Horário: 08h30 às 12h00 - Local: Salão Turquesa

Aprendendo a sorrir: Caminhos Pedagógicos para letramentos em ciência e saúde
Liana Bastos Freitas Fernandes, Monica Pinheiro Fernandes, Penha Faria da Cunha, Morgana Salles, Claudio Pinheiro Fernandes
incubadora de empresas FACULDADE DE ODONTOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE- PÓLO NOVA FRIBURGO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do projeto foi criar uma tecnologia social inovadora para promover letramentos em práticas sociais de ciência e saúde bucal. A solução pedagógica explora o alinhamento cronológico entre o período de alfabetização escolar com eventos do desenvolvimento da saúde infantil como a erupção da dentição permanente, para estimular aprendizagem das crianças. 239 professores e dos anos iniciais do ensino fundamental de 47 escolas da rede pública de Nova Friburgo participaram de um programa de formação online de 80 horas de carga horária, com ebooks, vídeo aulas e seminários ao vivo, com conteúdos alinhados a BNCC. A retenção de conhecimento e os impactos sobre a aprendizagem e a formação de práticas de saúde bucal dos estudantes, avaliados por instrumentos de pesquisa de opinião. 156 professores de 38 escolas responderam à pesquisa. As taxas de retenção de aprendizagem alcançaram medias de 79% nos quesitos sobre conhecimento elementar de saúde bucal. 83% dos respondentes avaliaram com notas máximas os quesitos de relevância pedagógica, qualidade gráfica e pertinência dos conteúdos para apoiar a alfabetização e formação de práticas sociais saudáveis nas crianças. A tecnologia social Aprendendo a Sorrir, responde a OMS de promover práticas saudáveis e aumentar os letramentos de saúde na sociedade, como implementação da agenda 2030. Letramentos em práticas sociais têm sido utilizados com sucesso em diversas áreas do desenvolvimento humano.

Em conclusão a tecnologia social se mostrou eficaz para preparar os professores e estimulou o letramento em saúde dos alunos. A acessibilidade ao processo e escalabilidade do uso na educação pública ou particular tornam o projeto em potencial produto para distribuição.




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