03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2790 Resumo encontrados. Mostrando de 691 a 700


PNb0274 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Produção do peptídeo antimicrobiano CRAMP pelos Restos Epiteliais de Malassez e sua relação com o movimento ortodôntico, em camundongos
Thaís Citolino Barbosa Seno, Daniela Petenusci Venturini Fazio, Ana Zilda Nazar Bergamo , Jorge Esquiche León, Lea Assed Bezerra da Silva, Raquel Assed Bezerra da Silva, Marília Pacífico Lucisano, Paulo Nelson Filho
Clínica Infantil UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a produção do peptídeo antimicrobiano CRAMP pelos Restos Epiteliais de Malassez (REM), no ligamento periodontal de molares de camundongos submetidos à aplicação de forças ortodônticas, e como essa produção interfere na movimentação dentária. Um total de 8 camundongos machos C57BL/6J, com 6 semanas, foram submetidos à força ortodôntica (mola fechada) na hemi-maxila direita, por um período de 12 horas (grupo I) e 12 dias (grupo II). A hemi-maxila esquerda serviu como controle. As análises realizadas foram: movimentação dentária (em mm), imunohistoquímica para REM e CRAMP e coloração de Pricrosirius (para quantificação das fibras colágenas do ligamento periodontal). Os dados foram analisados empregando os testes não paramétricos de Wilcoxon/ Kruskal-Wallis/ 2-Sample Exact test e Correlação de Spearman (α=5%). Observou-se correlação forte e positiva entre a quantidade de REM e CRAMP (ρ=0,74; p=0,035). A análise quantitativa de CRAMP mostrou aumento significativo nos dentes submetidos à movimentação ortodôntica (p<0,05), enquanto que para REM o aumento foi apenas numérico, porém sem diferença significante (p=0,323). Houve forte correlação positiva entre o percentual de CRAMP e REM e a movimentação dentária (ρ=0,73; p=0,039 e ρ=0,96; p<0,0002, respectivamente). Não houve diferença significativa na porcentagem de fibras colágenas nos dentes com e sem movimentação, aos 12 dias (p>0,05).

Conclui-se que a aplicação de força ortodôntica não modulou REM, entretanto aumentou a produção de CRAMP pelos REM. A correlação entre REM, CRAMP e movimentação dentária foi positiva, sem alteração na quantidade de fibras colágenas.

PNb0275 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Qualidade de Mensuração do SOHO-5 Autorrelatado em Pré-Escolares Brasileiros: Análise do SB Brasil 2023
Bianka Fernandes Delmônico, Anelise Alves Silva de Souza, Marisa Alves Araújo, Isabela Melo Martins, Jordana de Souza Santos, Saul Martins Paiva, Ana Flávia Granville-garcia, Matheus de França Perazzo
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a validade estrutural da versão autorrelatada da criança do Scale of Oral Health Outcomes for Five-Years-Old Children (SOHO-5) e testou a invariância de medida entre as regiões do Brasil com dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal - SB Brasil 2023. Foi utilizada Análise Fatorial Confirmatória no software Mplus versão 8.8. Em todas as regiões, as cargas fatoriais foram superiores a 0,6. No entanto, Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentaram covariância dos erros entre os itens "evita sorrir por causa da aparência" e "evita sorrir por causa de dor", e adicionalmente no Norte e Centro-Oeste houve covariância entre "evita sorrir por causa da aparência" e "evita falar". A especificação adicional no Norte incluiu também a covariância entre "evitar sorrir por dor" e "evitar falar". O modelo inicial apresentou bom ajuste (χ²/df=1,5; CFI=0,996; RMSEA=0,019; IC95%=0,010-0,027). A invariância métrica foi suportada (χ²/df=1,56; CFI=0,993; RMSEA=0,020; ΔCFI=-0,003; ΔRMSEA=0,001), bem como a invariância escalar (χ²/df=1,49; CFI=0,991; RMSEA=0,018; ΔCFI=-0,002; ΔRMSEA=-0,002). As variações nos índices de ajuste seguiram os critérios estabelecidos para confirmar a equivalência dos modelos.

O Scale of Oral Health Outcomes for Five-Years-Old Children (SOHO-5) autorrelatado pelas crianças apresentou validade estrutural adequada e propriedades de invariância de medida entre as diferentes regiões do Brasil.

(Apoio: CNPq  N° 420299/2023-8  |  INCT Saúde Oral e Odontologia  N° 406840/2022-9)
PNb0276 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Usabilidade do aplicativo Telemonitoramento Odontopediátrico em Oncologia (TON): um estudo de métodos mistos
Thayana Maria Navarro Ribeiro de Lima Martins, Paula Maria Maracajá Bezerra, Clara Ramalho Vieira de Lucena, Nyellisonn Nando Nóbrega de Lucena, Eliane Batista de Medeiros Serpa, Ana Maria Gondim Valença, Simone Alves de Sousa
Clínica e Odontologia Social UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Objetivou-se avaliar a usabilidade do aplicativo Telemonitoramento Odontopediátrico em Oncologia (TON), desenvolvido para favorecer a continuidade da assistência odontológica para crianças e adolescentes diagnosticados com câncer, principalmente nos momentos de distanciamento geográfico entre pacientes e profissionais. Trata-se de uma pesquisa de métodos mistos realizada em um hospital de referência da Paraíba. A etapa quantitativa mensurou a usabilidade por meio do System Usability Scale (SUS) com responsáveis de crianças e adolescentes (n=20), utilizando testes estatísticos (T de Student, U de Mann-Whitney; α=5%). A etapa qualitativa incluiu entrevistas até a saturação teórica (n=14), submetidas à análise de conteúdo temática. Os dados foram integrados pela estratégia paralela convergente e ilustrados em tabelas falantes. Participaram, majoritariamente, mães (média de idade: 35 anos ±7,8) que residiam fora da cidade do centro oncológico pesquisado. O TON estava instalado há, em média, 153,3 dias (±52,5). A utilização da ferramenta de exame remoto não foi unânime; entre os que usaram, houve até 18 envios. A usabilidade média foi de 86,6 (±10,4), sem diferenças significativas entre grupos quanto à idade, tempo de uso ou escore SUS (p>0,05), e sem associação entre usabilidade e variáveis avaliadas (p>0,05). Quatro categorias emergiram: compreensão sobre o aplicativo, facilitadores, entraves e sugestões. Destacaram-se interface intuitiva, suporte profissional e segurança de dados como facilitadores, e problemas técnicos, rotina exaustiva e baixa colaboração infantojuvenil como entraves.

O TON foi bem aceito e apresentou boa usabilidade, havendo potencial para integrar-se aos cuidados oncopediátricos.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0277 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Perfil celular do fluido gengival crevicular em crianças e adolescentes com paralisia cerebral espástica
Rosemeire Arai Yoshida, Livia Araujo Alves, Maria Teresa Botti Rodrigues Santos
Odontologia UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi conhecer o perfil celular presente no FCG de crianças e adolescentes com paralisia cerebral espástica (PC) e comparar com crianças e adolescentes normoativos. O conteúdo presente no FCG foi coletado por meio da lavagem do sulco gengival, seguido pelo índice de sangramento gengival dos grupos G1 (PC com gengivite), G2 (PC sem gengivite), G3 (normoativo com gengivite) e G4 (normoativo sem gengivite). A análise da variedade morfológica celular foi observada por microscopia óptica com objetiva de 400x (microscópio Primo Star Zeiss). Utilizou-se o software SPSS® com nível de significância de 5%. Os grupos foram homogêneos quanto ao gênero (p=0,152) e à idade (p=0,078), enquanto G1 e G2 não diferiram quanto ao padrão clínico (p=0,596) e ao uso de ácido gama-aminobutírico (GABA), com associações (p=0,086). Foi observado que os grupos G1 e G2 apresentaram valores maiores de células epiteliais (P = 0,012) comparados aos grupos G3 e G4. Crianças e adolescentes com PC apresentam valores menores (P=0,020) de neutrófilos, comparados aos normoativos. Os grupos G1 e G2 mostraram maiores valores de células epiteliais (p = 0,012) e menores de neutrófilos, em comparação aos grupos G3 e G4 (p = 0,020). Palavras-chave: Células epiteliais; Fluido gengival crevicular; Diagnóstico

Pode-se concluir que crianças e adolescentes com PC apresentam maior percentual de células epiteliais e menor de neutrófilos no FCG quando comparado ao normoativo com e sem gengivite, sugerindo uma menor resposta de defesa no FCG em PC.

PNb0278 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Investigação da Relação entre Agenesia de Terceiros Molares e a Maturação Dentária em Crianças Brasileiras
Giselle Santiago da Cunha Zanqueta, Erika Calvano Kuchler, Isabela Ribeiro Madalena, Thais Vilalba Paniagua Machado do Nascimento, Flares Baratto Filho, Allan Abuabara, Cesar Penazzo Lepri, Maria Angélica Hueb de Menezes Oliveira
Clínica Odontológica Integrada UNIVERSIDADE DE UBERABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo é investigar se a agenesia de terceiros molares está associada ao atraso no desenvolvimento dentário. Trata-se de um estudo retrospectivo transversal. Foram incluídos apenas pacientes de 10 a 15 anos de idade. Pacientes com síndromes associadas, com alterações congênitas, incluindo fissura labial e/ou palatina e oligodontia, foram excluídos. No grupo controle, foram incluídos apenas pacientes com 32 dentes. A agenesia de terceiros molares foi diagnosticada por meio de radiografias panorâmicas. A idade dentária foi calculada pelo método de Demirjian, utilizando os dentes permanentes inferiores do lado esquerdo (excluindo o terceiro molar), que foram classificados em uma escala de A a H com base em seu estágio de mineralização dentária. A idade dentária foi então calculada utilizando o aplicativo Dental Age. A variação na idade dentária foi determinada pelo cálculo da diferença entre a idade dentária e a idade cronológica (DA-AC), na qual valores positivos, negativos e nulos indicaram desenvolvimento dentário avançado, atrasado ou normal, respectivamente. O teste t foi utilizado para comparar as médias de maturidade dentária (DA-CA) de acordo com os grupos. O alfa estabelecido foi de 5%. Foram incluídos 336 indivíduos, dos quais 58 (17,3%) apresentaram agenesia de terceiros molares. O desenvolvimento dentário foi mais tardio nos casos de agenesia de terceiros molares (p < 0,05). Observou-se diferença estatisticamente significativa entre agenesia de terceiros molares e controles, especialmente em meninos (p = 0,026).

Concluindo, pacientes com agenesia de terceiros molares apresentam atraso no desenvolvimento dentário.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0279 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Estabilidade esquelética primária da cirurgia ortognática em pacientes Classe III tratados com alinhadores ortodônticos
Luana Karine Amaro Silva, Arthur Silva Cunha, José Augusto Mendes Miguel
Odontologia UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A combinação de cirurgia ortognática com alinhadores ortodônticos (AO) pode oferecer uma alternativa mais estética para a correção de más oclusões esqueléticas de Classe III. Contudo, a estabilidade esquelética pós-operatória com essa abordagem ainda é motivo de preocupação. Este estudo clínico prospectivo avaliou o impacto dos AO na estabilidade esquelética primária em comparação com aparelhos fixos (AF), em pacientes submetidos à cirurgia ortognática bimaxilar com abordagem de Benefício Antecipado. Foram analisadas tomografias computadorizadas de feixe cônico obtidas antes (T0), um mês (T1) e seis meses (T2) após a cirurgia, em 18 pacientes Classe III (9 por grupo). As alterações cirúrgicas e a estabilidade pós-operatória translacionais e rotacionais da maxila e mandíbula foram avaliados. As maiores médias de desvios ocorreram na mandíbula, na rotação anteroposterior: 2,32 ± 1,67° (AO) e 3,11 ± 2,91° (AF). Para a translação, os maiores desvios ocorreram no pogônio no eixo Y: 2,74 ± 2,02 mm (AO) e 3,11 ± 0,93 mm (AF). Na maxila, os maiores desvios também foram na rotação anteroposterior: 0,98 ± 0,96° (AO) e 1,23 ± 1,23° (AF). Para o ponto A no eixo Y, os desvios de translação foram de 0,76 ± 0,65 mm (AO) e 0,86 ± 0,66 mm (AF).

Conclui-se que, embora não tenham sido observadas diferenças estatisticamente significativas na recidiva esquelética pós-operatória entre os grupos, ambos demonstraram tendência à recidiva mandibular. Portanto, a sobrecorreção cirúrgica no plano sagital pode ser uma estratégia viável para minimizar os efeitos dessa recidiva, prevenindo a protrusão e inclinação dos incisivos superiores e favorecendo uma relação oclusal estável e funcional no pós-operatório, independentemente do uso de AO ou AF.

(Apoio: CAPES  N° 88887.966143/2024-00)
PNb0280 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Análise Infodemiológica do Interesse por Dentes Decíduos no Google
Isabela do Carmo Custodio, Lívia Clara da Silva, Olivia Santana Jorge, Matheus Lotto , Thiago Cruvinel, Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado, Thais Marchini de Oliveira, Natalino Lourenço Neto
Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Cole UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo infodemiológico analisou interesse dos usuários do Google por dentes decíduos em diferentes países. Utilizando o Google Trends, realizou-se a coleta do volume relativo de buscas (RSV) e das consultas relacionadas para o tópico "dente de leite", considerando o período de 2004 a 2024. Os dados foram obtidos para 45 países e analisados por decomposição sazonal. O teste de Mann-Kendall foi aplicado para avaliar a significância estatística das tendências observadas (p<0,05). Também foi realizada uma análise qualitativa de conteúdo para as consultas relacionadas coletadas, na qual foram identificadas quatro diferentes temáticas: nomenclatura, conhecimentos, procedimentos e diversos. A análise de séries temporais revelou que houve tendência de crescimento nas buscas pelo tópico "dente de leite" ao longo dos anos em todos os países analisados, acompanhadas de padrões sazonais consistentes e baixos valores nos componentes residuais (p<0,001). A temática nomenclatura foi a mais frequentemente encontrada no estudo e a mais prevalente em 34 dos 45 países, com frequência variando de 32% (França) a 100% (Noruega). Apenas França (64%), Polônia (54,16%), Taiwan (45,83%) e Turquia (48%) tiveram a maioria de suas consultas relacionadas classificadas na temática conhecimento. A temática procedimentos foi encontrada em 22 países, variando de 4% (França, Peru e Tailândia) a 33,34% (Vietnã). Somente a Itália apresentou consultas relacionadas classificadas como diversos (4%).

Todos os países apresentaram aumento no interesse por dentes decíduos no Google. As diferenças temáticas nas buscas indicam distintos níveis de familiaridade com a terminologia odontológica e potenciais desigualdades no acesso à informação em saúde bucal.

(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2024/07412-7)
PNb0281 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Mordida Aberta Anterior: Uma Análise dos Componentes Estruturais
Ana Thais Bagatini, Carolina Carmo de Menezes, Luiz Gonzaga Gandini Jr, Ary Santos-Pinto
Departamento de morfologia e clínica inf UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Com o objetivo de avaliar os componentes estruturais, esqueléticos e dentoalveolares da mordida aberta anterior, foram analisadas telerradiografias laterais de 100 pacientes (7 a 12 anos), divididos em dois grupos equivalentes em número, gênero e idade: grupo 1 com mordida aberta anterior e grupo 2, controle, sem mordida aberta anterior. As imagens foram digitalizadas e analisadas pelo software Radiocef Studio, considerando as dimensões e relação angular da base do crânio; dimensão, posição e angulação maxilar e mandibular; relação maxilo-mandibular; inclinação do plano oclusal superior e inferior; altura dento-alveolar de molares e incisivos superiores e inferiores; inclinação de incisivos superiores e inferiores; dimensões faciais anteriores e posteriores; padrão de crescimento facial e relações dentárias. Os dados foram submetidos à análise estatística no programa SPSS. Diferenças significativas foram observadas nas variáveis SNPOclS , SNPmand , SNPOclI , IS-PP, IS.SN, ANB, SNPP, II.PM, II-PM, Wits e overbite. Não houve diferenças relevantes nas medidas da base do crânio e vias aéreas.

Os componentes das dimensões e angulações da base craniana, maxila e mandíbula não contribuíram para a mordida aberta. Por outro lado, a inclinação dos planos palatino, oclusal superior, mandibular e oclusal inferior teve contribuição significativa. A relação maxilo-mandibular apresentou influência discreta, e a altura facial ou de molares não interferiu no overbite. A inclinação e a erupção dos incisivos superiores e inferiores foram fatores determinantes. As vias aéreas não apresentaram impacto sobre o overbite.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0282 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

COMPARAÇÃO DE MÉTODOS DE IMAGEM NA DETECÇÃO DE FALHAS NO SELAMENTO DE CANAIS RADICULARES EM DENTES DECÍDUOS PROTOTIPADOS
Juliani Vendramini Maciel, Gustavo Henrique Garcia Cavalcanti, Larissa Pinzan Flauzino, Ivan Onone Gialain, Fernanda Vicente de Melo, Andreza Maria Fábio Aranha
UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo teve como objetivo comparar a radiografia digital periapical (RX) e a tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC), na avaliação da qualidade da obturação de canais radiculares em dentes decíduos prototipados. Sessenta incisivos laterais decíduos superiores foram divididos em dois grupos (n=30) de acordo com o material obturador: G1 - pastas de hidróxido de cálcio e óxido de zinco; G2 - cimento de óxido de zinco e eugenol e iodofórmio. Após instrumentação com limas reciprocantes V-File (#50.05, 21 mm), os canais foram obturados e selados com resina composta. os espécimes foram submetidos ao RX e à TCFC para análise do limite de obturação, extensão de falhas e avaliação da qualidade de obturação por especialista, sendo classificada como satisfatória ou insatisfatória. Os dados foram analisados pelos testes de Mann-Whitney, Wilcoxon, Exato de Fisher e correlação de Spearman. A hipótese nula foi rejeitada quando p≤0,05. Ambos os materiais obturadores apresentaram desempenho clínico semelhante. Não houve diferença significativa entre os grupos quanto à extensão de falhas, qualidade ou limite de obturação por RX. A TCFC revelou maior frequência de obturação no comprimento de trabalho e mais casos de extravasamento no G2 (p=0,034). Observou-se concordância entre RX e TCFC na avaliação do limite de obturação, porém o RX superestimou os terços radiculares envolvidos (p=0,020). Houve correlação positiva moderada entre os métodos para os parâmetros avaliados (p<0,001).

Conclui-se que, ambos os métodos são viáveis para avaliação da obturação em dentes decíduos, mas a TCFC demonstrou maior precisão e detalhamento, sendo especialmente útil em casos com suspeita de falhas ou necessidade de diagnóstico tridimensional.

PNb0283 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Treinamento e Calibração no Diagnóstico da Hipomineralização Molar-Incisivo: Um Estudo Pioneiro no Japão
Diênifer Birmann Ramos, Bruna Cordeiro Amarante, Giovanna Bueno Marinho, Keiko Tabata, Michiyo Matsumoto Nakano, Marcelo Bönecker
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A Hipomineralização Molar-Incisivo (HMI) é um defeito do esmalte que afeta molares e incisivos permanentes, com opacidades bem delimitadas e risco de fraturas e cárie. Seu diagnóstico é desafiador, sobretudo sem formação específica. Segundo Amarante et al. (2022), muitos dentistas formados há mais de 10 anos não receberam treinamento adequado para identificar defeitos de esmalte, o que pode comprometer o prognóstico clínico. A prevalência global de HMI varia de 0% a 41%, sendo 19,8% no Japão. Apesar da relevância clínica, faltam estudos sobre a preparação dos profissionais para esse diagnóstico. Este estudo avaliou o impacto de um protocolo de treinamento e calibração na acurácia diagnóstica de 32 cirurgiões-dentistas asiáticos, em duas etapas com aulas teóricas e testes com 30 imagens clínicas, utilizando o índice de Ghanim et al. (2015) em versões bilíngues. A análise da concordância intra e interexaminadores foi feita com o teste Kappa de Cohen.

Os resultados indicaram melhora significativa após o treinamento. Na categoria "erupção", os valores Kappa foram altos (T1=0,969; T2=0,986; T3=0,962). Para "clínico", evoluíram de fraca (T1=0,394) para moderada confiabilidade (T2=0,468; T3=0,462). Em "extensão", houve leve melhora (T1=0,293; T2=0,315; T3=0,415). Todos os coeficientes foram significativos (p<0,05). O protocolo foi eficaz e reforça a importância de treinamentos contínuos e padronizados no diagnóstico de defeitos do esmalte, principalmente em contextos multiculturais.




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