03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP


Resumos Aprovados 2025

Veja o Cronograma de Apresentação Completo


Modalidade:
Área:
Autores:
Palavra-Chave:


 2790 Resumo encontrados. Mostrando de 731 a 740


PNb0319 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Efeito da inalação de fumaça de cigarro sobre a taxa de movimentação dentária ortodôntica: estudo piloto in vivo
Nicole Ranzani Bernal, Mariah Carboni Mendes, Felipe Henrique Corrêa, Monica Tirre de Souza Araujo, Maria Bernadete Sasso Stuani, Amanda Cunha Regal de Castro
Odontopediatria e Ortodontia UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo objetivou avaliar a influência da inalação de fumaça de cigarro na taxa de movimentação dentária ortodôntica (MDO) em ratos. A pesquisa foi aprovada pelas Comissões de Ética no Uso de Animais (CEUA) do CCS-UFRJ (116/23) e da FORP/USP (0111/2024). Seis ratos Wistar machos foram divididos em dois grupos conforme a exposição à fumaça de cigarro: grupo exposto (GE, n=3) e grupo não exposto (GN, n=3). Aplicando-se um modelo experimental do tipo split-mouth, a maxila direita recebeu a instalação de um dispositivo ortodôntico (lado de movimento, LM), enquanto a maxila esquerda foi utilizada como controle (lado controle, LC). Para promover a MDO, aplicou-se força de 40 gF através de uma mola de secção fechada durante 14 dias. Os animais do GE foram expostos à fumaça de cinco cigarros, por três minutos, duas vezes ao dia, ao longo de 44 dias, sendo 30 dias anteriores ao início da MDO e os 14 dias de sua duração. Ao final do experimento, os animais foram submetidos à eutanásia. A taxa de MDO foi avaliada por meio de microtomografia computadorizada, considerando a distância dos pontos de contato entre os primeiros e segundos molares maxilares. As comparações intergrupos foram realizadas pelo teste t independente e as comparações entre LM e LC pelo teste t pareado, ao nível de significância de 5%. O GE apresentou taxa de MDO significativamente maior nas análises realizadas tanto por vista sagital (GE: 207 μm; DP 0; GN: 133 μm; DP 33,2) (P=0,018) quanto por vista axial, (GE: 191 μm; DP 16; GN: 122 μm; DP 24,3) (P=0,015). Houve diferença estatisticamente significativa entre os LM e LC nos parâmetros avaliados, exceto para o GE na avaliação em vista sagital.

Conclui-se que, a inalação de fumaça de cigarro influenciou a taxa de MDO, em modelo experimental in vivo.

(Apoio: CAPES  N° DS 001   |  FAPERJ/APQ1  N° E-26/210.800/2024)
PNb0320 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

AVALIAÇÃO DA FORÇA DE MORDIDA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES E SUA RELAÇÃO COM O RELATO DE BRUXISMO;
Emori Thiago Vogel do Amaral, Isabelle Foches de Jesus, Francielle Topolski, Joao Armando Brancher, Ingrid Gomes Perez Occhi-Alexandre, Luísa Helena Batista, Julia Maria Zortea, Bianca Lopes Cavalcante-leão
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O presente estudo avaliou a força de mordida em crianças e adolescentes e sua relação com o relato de bruxismo e dor orofacial. Os participantes da pesquisa 39 foram indivíduos com média de idade de 9,29 anos (±2,065). Os critérios modificados do DC/TMD foram utilizados para avaliar a presença de dor orofacial, considerando relatos de dor durante a mastigação, movimentação da mandíbula, fala e dores de cabeça. A força máxima de mordida foi mensurada com um equipamento DMD da Kratos Equipamentos Industriais LTDA, registrando-se os valores nas regiões dos incisivos centrais e molares bilateralmente. Dentre os participantes, 23 (60,5%) relataram episódios de bruxismo. As análises estatísticas indicaram que as diferenças nas médias de força de mordida anterior (p=0,026) e posterior (p<0,000) não foram estatisticamente significativas ao comparar os grupos com e sem bruxismo, demonstrando que as médias de força foram equivalentes entre os grupos. Os resultados indicam que, mesmo uma proporção significativa das crianças e adolescentes apresentem bruxismo, tal fator não influencia a força de mordida, indicando, portanto, a necessidade de investigação de outros fatores associados à dor orofacial.

As análises estatísticas indicaram que as diferenças nas médias de força de mordida anterior (p=0,026) e posterior (p<0,000) não foram estatisticamente significativas ao comparar os grupos com e sem bruxismo, demonstrando que as médias de força foram equivalentes entre os grupos. Os resultados indicam que, mesmo uma proporção significativa das crianças e adolescentes apresentem bruxismo, tal fator não influencia a força de mordida, indicando, portanto, a necessidade de investigação de outros fatores associados à dor orofacial.

PNb0321 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Avaliação da força de mordida em crianças e adolescentes e sua relação com a presença de dor orofacial
Alan Gustavo Stahlhoefer, Luísa Helena Batista, Julia Maria Zortea, Isabelle Foches de Jesus, Francielle Topolski, Joao Armando Brancher, Ingrid Gomes Perez Occhi-Alexandre, Bianca Lopes Cavalcante-leão
UNIVERSIDADE POSITIVO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do trabalho foi avaliar a relação entre a força de mordida em crianças e adolescentes e a presença de dor orofacial. Um total de 39 crianças e adolescentes com média de idade de 9,29 (±2,065) foram avaliadas em relação ao relato de presença de bruxismo. Para o bruxismo foi considerado o relato de bruxismo do sono ou da vigília pelo responsável mais a confirmação de sinal clínico (crenação lingual, desgaste dental ou marcação de linha alba). A força máxima de mordida foi aferida utilizando um dinamômetro eletrônico modelo DMD (Kratos Equipamentos Industriais LTDA). O registro da força de mordida foi realizado na região de incisivos centrais e na região de molares bilateralmente. O relato de dor orofacial aconteceu em 21 (55,3%) dos indivíduos. A distribuição das médias de força de mordida anterior (p=0,026*) e posterior (p<0,000*) foram diferentes e estatisticamente significantes quando comparados o grupo com dor e sem dor orofacial, sendo as menores médias de força relacionadas no grupo com dor orofacial.

Sendo assim, observou-se impacto negativo da presença de dor orofacial na força máxima de mordida.

PNb0323 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Veracidade de escâneres intraorais em diferentes níveis de término cervical: análise 3D in vitro
Karen Katlein Dolenkei, Gizely Alves Batista, Amanda Das Graças Soares, Lucas do Nascimento Tavares, Luís Henrique Araújo Raposo
Programa de Pós Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo objetivou avaliar a influência de três diferentes tecnologias de captura de imagem de escâneres intraorais (IOS) na veracidade e tempo de escaneamento de preparos com profundidades distintas do término cervical em relação ao sulco gengival. Um manequim com gengiva artificial de silicone foi utilizado com o dente 26 preparado para coroa total e término em chanfrado em três níveis: nível gengival (L), 0,5 mm intrasulcular (H) e 1,0 mm intrasulcular (O). Os escaneamentos (n = 10) foram realizados por operador experiente utilizando Trios 3 (TR), iTero 5D (IT) e Virtuo Vivo (VV) e o tempo necessário para escaneamento foi registrado. Os arquivos obtidos foram exportados no formato STL e analisados quanto à veracidade em software de análise 3D (Geomagic Control X) por meio dos dados RMS e mapa de cores. Os resultados demonstraram que a tecnologia do IOS influenciou a veracidade, havendo diferenças entre VV quando comparado a TR (P<.001) e a IT (P<.001), que por sua vez, não demonstraram diferenças entre si (P=0.131). O nível do término cervical influenciou a veracidade, havendo diferenças entre os grupos L - H (P<.001) e L - O (P<.001), não sendo observadas diferenças entre os grupos H - O (P=0.913). No tempo de escaneamento, verificou-se diferenças entre os IOS comparando TR - IT (P<.001), TR - VV (P<.001) e IT - VV (P<.001); e entre os níveis dos términos comparando L - H (P=0.005) e H - O (P=0.035), não sendo observadas diferenças entre L - O (P=0.745).

Conclui-se que os escâneres com tecnologia confocal apresentaram melhor veracidade e menor tempo de escaneamento, enquanto o escâner com triangulação ativa mostrou maiores desvios. Além disso, términos cervicais com maior profundidade resultaram em menor veracidade dos escaneamentos.

(Apoio: CAPES  |  CNPq  |  FAPEMIG)
PNb0324 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

TikTok como Fonte de Informação sobre Disfunções Temporomandibulares: Educação em Saúde Confiável ou Desinformação?
Caio Sberni Pinheiro de Souza, Maria Amália Dias Pereira Calças, Samira Guimarães Andrade, Luiz Guilherme Spadon de Brito, Alex Moreira Mélo, Melissa de Oliveira Melchior, Lais Valencise Magri, Jardel Francisco Mazzi-Chaves
Odontologia Restauradora UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

As disfunções temporomandibulares (DTMs) são condições musculoesqueléticas prevalentes que acometem a região orofacial e, frequentemente, exigem abordagem interdisciplinar. O TikTok consolidou-se como fonte popular de informações em saúde; entretanto, questiona-se a confiabilidade e o valor educacional do conteúdo disseminado. Este estudo teve como objetivo avaliar a confiabilidade e o valor educacional de vídeos sobre DTM publicados na plataforma, comparando conteúdos produzidos por usuários gerais, cirurgiões-dentistas e outros profissionais da saúde. Foi realizado um estudo observacional descritivo de corte transversal, com a análise de 98 vídeos, utilizando três instrumentos validados: Video Content Score (VCS), Quality Criteria for Consumer Health Information (DISCERN) e Global Quality Score (GQS). A confiabilidade interavaliadores foi estabelecida (kappa de Cohen ≥ 0,86), e os testes de Kruskal-Wallis e Dunn pós-hoc foram aplicados para a comparação entre os grupos. A análise evidenciou baixa qualidade educacional (VCS = 2,0; GQS = 2,0) e confiabilidade de pobre a razoável (DISCERN = 33,0), com informações limitadas e incompletas. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos (VCS: p = 0,453; DISCERN: p = 0,239; GQS: p = 0,341), embora os vídeos elaborados por profissionais de saúde tenham apresentado melhor alinhamento às diretrizes científicas.

Os resultados ressaltam a necessidade de supervisão, validação de conteúdo e promoção de iniciativas educativas revisadas por especialistas.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CAPES  N° 001)
PNb0325 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Comportamento mecânica de resinas utilizadas em manufatura aditiva e com indicação para uso em próteses obturadoras cirúrgicas
Henrique da Graça Pinto, Cintia Baena Elchin, Emerson Galves Moretto, Paulo Roberto Vieira Martins, Gabriela Frigini Cometti, Rafael Traldi Moura, Reinaldo Brito E. Dias, Neide Pena Coto
Odontologia UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A reabilitação protética de pacientes oncológicos de cabeça e pescoço demanda abordagens individualizadas, e o uso de tecnologias digitais tem otimizado seus resultados. A manufatura aditiva permite desenvolver próteses obturadoras cirúrgicas a partir de tomografias pré-operatórias, com precisão e eficiência. Como as próteses exigem esterilização para centro cirúrgico, é fundamental que os materiais mantenham suas propriedades mecânicas. O objetivo deste estudo foi de avaliar o comportamento mecânico de resinas de impressão 3D, em comparação à resina acrílica termopolimerizável, após exposição à autoclave. Foram confeccionados corpos de prova com 1 resina acrílica termoativada e resinas fotopolimerizáveis para impressão 3D, subdivididos em grupos com e sem esterilização, totalizando 8 grupos experimentais. Em seguida, foram submetidos a ensaios de tração e compressão para análise dos efeitos da esterilização. As curvas tensão-deformação obtidas como resultado, avaliaram valores de resistência máxima e módulo de elasticidade. A análise estatística foi realizada utilizando o teste de Kruskal-Wallis, seguido de Dunn, com nível de significância de 5% (p < 0,05). A resina acrílica termoativada apresentou resistência à tração mediana de 54,2 MPa, enquanto as resinas impressas variaram entre 39,7 MPa e 63,5 MPa. No teste de compressão, os valores médios de tensão máxima variaram de 78,9 MPa a 112,4 MPa.

Concluímos que algumas resinas impressas superaram a analógica termoativada. A autoclave afetou negativamente certos materiais, indicando diferenças de estabilidade térmica. O fluxo digital é viável na reabilitação protética, desde que os materiais sejam criteriosamente selecionados com base em evidências científicas.

(Apoio: CAPES  N° 0001)
PNb0326 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Efeito dos instrumentos de preparo para pinos endodônticos na formação de trincas radiculares
Caroline Bucholz, Marianna Pires de Oliveira, Ananda Maria da Silva Fidelis, Thais Pereira da Silva, Laís Regiane da Silva-concilio, Marina Amaral
Odontologia UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Dentes endodonticamente tratados tornam-se estruturas mais suscetíveis à fratura, especialmente durante procedimentos de reabilitação protética. Este estudo avaliou a influência de diferentes instrumentos de preparo para instalação de pinos de fibra de vidro na formação de trincas na dentina radicular, bem como o impacto da esterilização e do uso repetido de brocas específicas. Noventa incisivos bovinos foram divididos em seis grupos: grupo controle (n=10), broca Largo (n=10), ponta ultrassônica (n=10), broca carbide do sistema de pinos sem esterilização (n=20), com esterilização a cada três usos (n=20) e com esterilização após cada uso (n=20). Após o preparo, os dentes foram seccionados e avaliados quanto a presença de trincas. Não houve diferença estatística significante entre os grupos e o terço apical foi o mais acometido.

Tanto o tipo de broca, quanto a quantidade de esterilização não ocasionou formação de trincas na dentina radicular, afirmando que o preparo do dente para a cimentação de pinos de fibra é seguro quando realizado com uma das técnicas testadas nesse estudo.

(Apoio: Bolsa de Iniciação Científica UNITAU  N° ODO070_21)
PNb0327 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Precisão dimensional de infraestruturas CAD-CAM em próteses fixas de arco completo suportadas por seis implantes
Robert Wilson da Silva Tostes, Thaís Barbin, Daniele Valente Velôso, Letícia Del Rio Silva, Valentim Adelino Ricardo Barão, Marcelo Ferraz Mesquita, Guilherme Almeida Borges
Prótese Dentaria e Periodontia FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Infraestruturas de titânio para próteses fixas de arco completo suportadas por 6 implantes (PFAC-6) podem ser confeccionadas por usinagem ou manufatura aditiva via sistemas CAD-CAM, porém a precisão dimensional obtida por essas tecnologias ainda é incerta. Este estudo avaliou PFAC-6 em maxilas, com infraestruturas de titânio produzidas por usinagem, fusão seletiva a laser (SLM) e fusão por feixe de elétrons (EBM), quanto ao desajuste marginal (DM) e ao torque de afrouxamento dos parafusos protéticos (TA), antes e após simulação mastigatória. Infraestruturas, recobertas com cerâmica, tiveram suas superfícies analisadas por microscopia eletrônica de varredura e confocal a laser. Utilizou-se ANOVA-2 com medidas repetidas e correlação de Pearson (α=0,05). A topografia revelou superfície lisa no grupo usinado e padrão dendrítico nos grupos de manufatura aditiva. A ANOVA-2 não mostrou interação entre tecnologia e tempo para DM ou TA (P>.05), mas a usinagem apresentou TA superior ao SLM (P=.01). A simulação mastigatória reduziu o TA em todos os grupos (P=.032). Houve correlação moderada (r=-0,596) entre DM e TA para as infraestruturas CAD-CAM no tempo inicial (P=.02).

PFAC-6 apresentaram DM abaixo dos limites aceitáveis de erro. Em relação ao TA, as infraestruturas usinadas demonstraram desempenho superior ao grupo SLM, embora a estabilidade dos parafusos tenha diminuído em todas as PFAC-6 após a simulação mastigatória.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0328 - Painel Aspirante
Área: 6 - Oclusão / ATM

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Desempenho de placas oclusais produzidas por diferentes técnicas de fabrição: Uma Revisão de Escopo
Nicole Anália Borges Rocha, Gabrielly Rodrigues Andrade, Marcel Santana Prudente, Paulo Cézar Simamoto-júnior, Luiz Renato Paranhos, Luís Henrique Araújo Raposo
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A presente revisão tem o objetivo de mapear as evidências científicas sobre o desempenho clínico das placas oclusais produzidas por meio das técnicas convencional, fresada e impressa. Previamente, um protocolo foi submetido na base de dados Open Science Framework (OSF). O guia de reporte Preferred Reporting Items for Systematic reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR) foi utilizado para a escrita do trabalho. Buscas foram realizadas em oito bases de dados, incluindo literatura cinzenta. Foram incluídos ensaios clínicos e estudos laboratoriais que avaliassem variáveis relacionadas à eficácia terapêutica dos dispositivos, sem restrições de idioma ou período de publicação. Todas as etapas da revisão foram realizadas por dois revisores de forma independente. A análise dos dados foi feita de maneira narrativa/descritiva. Foram identificados 918 registros nas bases de dados principais e 297 na literatura cinzenta, resultando em 15 estudos incluídos. Os resultados indicaram que as placas fresadas apresentaram melhor adaptação e menor necessidade de ajustes oclusais. No conforto, alguns estudos observaram vantagem em dispositivos digitais, enquanto outros não identificaram diferenças. As placas fresadas mostraram superioridade em relação ao desgaste comparadas às demais. Quanto ao processamento, houve redução de até 76% no tempo clínico e 27% no laboratorial quando empregadas placas digitais.

Portanto, as técnicas para produção de placas oclusais empregando fluxos digitais, especialmente a fresagem, demonstram melhor ajuste, conforto e maior resistência ao desgaste, além de redução significativa no tempo de processamento, sendo uma excelente alternativa para a obtenção desses dispositivos.

(Apoio: CNPq  |  CAPES  N° 001  |  FAPs - FAPEMIG)
PNb0329 - Painel Aspirante
Área: 6 - Prótese

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Associação entre presença e gravidade da estomatite protética com carga microbiana de Candida spp. e variabilidade da frequência cardíaca.
Lorena Mosconi Clemente, Adriana Barbosa Ribeiro, Viviane de Cássia Oliveira, Helio Cesar Salgado, Evandro Watanabe, Claudia Helena Lovato da Silva
Materiais Dentários e Prótese UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo avaliou a associação entre presença e gravidade da Estomatite Protética (EP) com carga microbiana (CM) de Candida albicans, Candida tropicalis e Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC). Inicialmente, usuários de próteses totais foram alocados em dois grupos de acordo com a ausência (AEP) ou presença de EP (PEP). Em seguida, foram redistribuídos em 3 grupos de acordo com a gravidade da EP (Classificação de Newton modificada): AEP, EP1 (graus IA e IB) e EP2 (graus II e III). O biofilme foi coletado da prótese superior e do palato, semeado em CHROMagarT para identificação e quantificação da CM de Candida spp. (unidades formadoras de colônia - UFC/mL). A VFC foi analisada por meio do domínio do tempo e da análise espectral de eletrocardiogramas. Os dados foram avaliados pelo Teste t não pareado e correlação de Spearman. Foram incluídos 56 indivíduos, 24 no grupo AEP e 32 com PEP [EP1 (n = 16) e EP2 (n = 16)] com idade média de 67,4 anos (± 5,7). Entre os grupos AEP e EP, houve diferença na CM de C. albicans na prótese (p = 0,05) e de C. tropicalis no palato (p = 0,05), bem como houve diferença nas variáveis de VFC, sendo no SDNN (Standard Deviation of NN intervals), RMSSD (Root Mean Square of Successive Differences) (p = 0,003) e HFabs (High Frequency absolute power) (p = 0,012). Com relação à gravidade, houve correlação entre os graus de EP e CM de C. albicans na prótese (r = 0,2821; p = 0,0176) e C. tropicalis no palato (r = 0,2584; p = 0,0272); houve correlação entre os graus de EP e VFC: SDNN (r = -0,3495; p = 0,0041), RMSSD (r = -0,2913; p = 0,0147) e HFabs (r = -0,2821; p = 0,0176).

A presença e a gravidade da EP estão associadas ao aumento de CM de Candida spp., assim como à redução da VFC, a qual sugere disfunção autonômica com maior predisposição a eventos cardiovasculares.

(Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo  N° 2023/17746-7; 2023/15058-6; 2022/04995-6; 2020/06043-7)



.