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RESUMOS APROVADOS

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 928 Resumo encontrados. Mostrando de 741 a 750


PI0325 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Percepção do diagnóstico de dentes com defeitos de esmalte por dentistas brasileiros
Oliveira AA, Pion LA, Faraoni JJ, Quero IB, Palma-Dibb RG
Clínica Infantil - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar a percepção do diagnóstico diferencial dos defeitos de esmalte por dentistas. Foi criado um questionário online composto por 15 questões de múltipla escolha com fotos de dentes apresentando ou não diferentes tipos de defeitos de esmalte, no qual o dentista assinalou uma única resposta. Os profissionais foram convidados por email e 288 voluntários responderam ao questionário (Comitê de ética - Parecer: 3.687.411). Foi analisado o conhecimento do diagnóstico de acordo com o tempo de formado, se o profissional realizou curso de especialização e pós-graduação, bem como a análise dos tipos de leões. Os dados coletados foram analisados descritivamente, por ANOVA e Mann-Whitney (α=5%). Pode-se observar que não houve diferença significativa na quantidade de acertos no questionário pelos profissionais independentemente do tempo de formado (67%±20% acertos), ou por apresentarem curso lato sensu ou strictu sensu. Comparativamente o acerto por questão apresentou um comportamento semelhante para todos os grupos estudados. Na comparação da capacidade em diagnosticar as lesões de cárie, escurecimento dental, fluorose e amelogênese imperfeita os profissionais foram mais precisos e apresentaram a mesma capacidade de diagnosticar o dente hígido (p>0,05), contudo tiveram maior dificuldade de diagnosticar lesões de hipoplasias, erosão e hipomineralização (acerto<50%) (p<0,05).
Conclui-se que o tempo de formado e a formação não afetaram a capacidade de realizar o diagnóstico, diferentemente do tipo de lesão presente no esmalte dental.
(Apoio: FAPESP  N° 2019/069789)
PI0327 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

O tempo de duração da consulta odontológica influencia o comportamento das crianças?
Santos N, Soares JP, Santos PS, Borgatto AF, Cardoso M, Bolan M
Odontologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi avaliar se a duração do tratamento odontológico pode influenciar no comportamento das crianças. Participaram 99 crianças com idade entre 6 e 9 anos e seus cuidadores. Crianças que precisavam de tratamento preventivo, tratamento endodôntico ou extração dentária foram incluídas no estudo. O comportamento foi mensurado pela versão brasileira da Venham's Behavior Rating Scale (BvVBRS) durante os procedimentos e a duração da consulta foi cronometrada. Os exames clínicos foram realizados para investigar a presença de cárie na dentição decídua e permanente através do índice dmft/DMFT por um examinador calibrado (Kappa> 0,70). Os cuidadores responderam a um questionário contendo questões sociodemográficas e sobre a criança. A análise dos dados consistiu em uma análise descritiva e regressão logística com odds ratio (OR) e intervalo de confiança de 95% (IC), a um nível de significância de 5%. O comportamento não cooperativo foi encontrado em 31,3% dos tratamentos (preventivo, endodôntico e extração dentária). O comportamento não cooperativo esteve associado à duração do tratamento (p = 0,017).
Concluiu-se que o comportamento das crianças em tratamento odontológico foi influenciado pela duração do tratamento.
(Apoio: CAPES  N° 001)
PI0328 - Painel Iniciante
Área: 4 - Ortodontia

Biofeedback no tratamento das disfunções temporomandibulares musculares
Ávila JHA, Sousa KM, Nabarrette M, Custodio W, Menezes CC, Degan VV, Venezian GC
Programa de Pós-graduação Em Odontologia - CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO HERMÍNIO OMETTO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Estudo clínico randomizado controlado foi realizado com o objetivo de avaliar a eficácia do biofeedback eletromiográfico no tratamento de mulheres com disfunções temporomandibulares musculares. Participaram 40 mulheres com média de idade de 34 (±10,24) anos, diagnosticadas com mialgia por meio do DC/TMD. As participantes foram distribuídas aleatoriamente em: grupo controle, composto por 20 mulheres que utilizaram placa interoclusal, e grupo experimental, com 20 mulheres que utilizaram a técnica com biofeedback. O biofeedback foi realizado em 5 sessões com eletromiógrafo Myobox (NeuroUp, Recife, Brasil). As avaliações foram realizadas antes e após 10 semanas do início do tratamento por meio da avaliação da dor em escala visual analógica (EVA) e da amplitude dos movimentos mandibulares, segundo o protocolo clínico do DC/TMD. Os dados foram analisados por meio de modelos lineares generalizados para medidas repetidas no tempo, considerando nível de significância de 5%. Os resultados mostraram que os grupos controle e experimental apresentaram significativa queda no valor atribuído a dor após 10 semanas de tratamento (p<0,05), sem diferença entre eles (p>0,05). Houve um aumento, em ambos os grupos, das medidas de abertura sem dor, abertura máxima sem auxílio e máxima com auxílio (p<0,05), sem diferença entre os grupos (p>0,05).
Conclui-se que a terapia com biofeedback mostrou-se eficaz no controle da dor e na melhora da amplitude de abertura bucal em mulheres com mialgia, com resultados que não diferiram do tratamento com placa interoclusal.
PI0330 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

A ansiedade odontológica infantil é reduzida após sessões de tratamento sob sedação?
Amorim-Júnior LA, Costa LRRS, Corrêa-Faria P
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A sedação é capaz de reduzir a ansiedade e melhorar o comportamento durante a consulta odontológica. O objetivo deste estudo é verificar a mudança na ansiedade infantil no período de 3 meses após o tratamento sob sedação. Crianças de 3 a 6 anos de idade, não colaboradoras e com necessidade de tratamento odontológico foram incluídas. A ansiedade odontológica foi avaliada antes da primeira consulta sob sedação (T0) e da consulta de retorno (T1). A ansiedade foi medida, na sala de espera, usando-se a versão modificada do Venham Picture Test (VPTm). A criança foi submetida ao número de sessões necessário para concluir o seu tratamento. Mudanças na pontuação da escala foram calculadas subtraindo-se os valores obtidos em T1 do T0. Resultado positivo indicou redução da ansiedade. A magnitude efeito da mudança foi calculada. Teste de Wilcoxon foi usado para comparar as pontuações em T0 e T1 e o teste de Mann-Whitney verificou a associação entre o número de sessões e a mudança na ansiedade. Vinte e seis crianças participaram do estudo (61,5% meninos; mediana 4 anos). Os valores de mediana do VPTm foram 1 (mínimo 0; máximo 8) em T0 e 0 (0-8) em T1 (p=0,406). Em 38,5% dos casos houve redução da pontuação. A mudança na ansiedade teve baixa magnitude de efeito (0,16) e não se associou ao número de sessões (p=0,241).
Conclui-se que, a redução da ansiedade não foi significativa e foi pouco importante clinicamente. Assim, parece que o efeito da sedação é pontual - apenas no momento do atendimento - e medidas adicionais para reduzir a ansiedade, como o acompanhamento psicológico, são necessárias.
(Apoio: CNPq  |  CAPES)
PI0333 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Saúde Bucal, Qualidade de vida e Senso de Coerência em pacientes pré-escolares
Jural LA, Oliveira ARS, Soares TRC, Lenzi MM, Leao ATT, Silva AN, Vettore MV, Maia LC
Saúde Coletiva - UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo transversal foi avaliar o impacto da cárie na qualidade de vida de pré-escolares e seus familiares, além de identificar a associação entre o senso de coerência (SOC) do cuidador e a presença ou não de cárie nas crianças. Avaliaram-se pré-escolares entre 0 a 5 anos que buscaram atendimento odontológico na UFRJ, e seus cuidadores, no período de 2015 a 2017. Os dados avaliados foram: número de dentes cariados, com extração indicada e obturados (ceo-d), Senso de coerência do cuidador e a qualidade de vida relacionada à saúde bucal por meio do B-Ecohis. Os dados coletados foram tabulados no SPSS e avaliados pelo teste t-Student e de Mann-Whitney (p<0,05). Foram avaliados um total de 112 crianças (3,97 anos ±1,11), sendo 58,9% do sexo feminino. A média do ceod entre os pacientes foi de 4,75 (±4,43), sendo que 75% apresentou ceod ≥1. Verifcou-se ausência de diferença estatística entre a média do SOC dos cuidadores em pré-escolares com e sem cárie (p=0,974). Além disso, o ceod≥1 teve impacto negativo na qualidade de vida da criança (U=498,500; p<0,001) e de seus familiares (U=575,500; p<0,001).
Conclui-se que o SOC do cuidador não interfere no ceod de crianças em idade pré-escolar, entretanto o ceod ≥ 1 interfere negativamente na qualidade de vida das crianças e de seus familiares.
(Apoio: PIBIC CNPQ  N° 121908/2019-4  |  PIBIC UFRJ  |  CNPq  N° 159961/2018-1)
PI0336 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Condição sistêmica e qualidade de vida relacionada à saúde bucal de mulheres com e sem obesidade no pré e pós-termo
Jesuino BG, Foratori-Junior GA, Missio ALT, Orenha ES, Sales-Peres SHC
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A obesidade e a gravidez podem ter um efeito sinérgico na ocorrência e progressão da doença periodontal e, consequentemente, na qualidade de vida das pacientes. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi avaliar, durante a gravidez (T1) e após o parto (T2), a condição sistêmica, o estado periodontal e a qualidade de vida de mulheres com obesidade e mulheres eutróficas. As gestantes foram divididas em: com elevado índice de massa corporal (IMC) (GO = 30; IMC ≥ 30,0 kg/m2) e com IMC normal (GN = 30; IMC = 18,0-24,99 kg/m2). As variáveis avaliadas foram: a) condição sistêmica; b) comportamento de higiene bucal; c) condição periodontal; d) Qualidade de vida relacionada à saúde bucal (OHIP-14). ANOVA, Friedman, Q de Cochran, Qui-quadrado e regressão logística foram adotados (p < 0,05). GO apresentou maior prevalência de hipertensão arterial (HA) durante a gravidez (p < 0,001). Os dois grupos apresentaram piora nos comportamentos de higiene bucal após o parto. GO mostrou maior prevalência de periodontite em T1 (73,7%) (n = 22) e T2 (56,7%) (n = 17) (p <0,001) e apresentou maiores valores do escore geral do OHIP-14 em T1, obtendo melhora no período pós-parto (p < 0,001).
Mulheres com obesidade apresentaram maior prevalência de hipertensão arterial na gravidez, além de piores condições periodontais durante a gestação e também após o parto. Além disso, apresentaram impacto negativo na qualidade de vida quando comparadas às mulheres eutróficas, principalmente em relação à limitação funcional, incapacidade física e deficiência.
(Apoio: FAPESP  N° 2018/13990-2  |  FAPESP  N° 2018/20626-5  |  FAPESP  N° 2019/17640-9)
PI0345 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Efeito remineralizador de dentifrícios contendo micropartículas e nanopartículas de β-glicerofosfato de cálcio: estudo in situ
Quinteiro JP, Emerenciano NG, Gonçalves FMC, Delbem ACB, Pessan JP, Camargo ER, Silva-Sousa YTC, Danelon M
Odontologia Preventiva - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi avaliar in situ o efeito de β-CaGP microparticulado (β-CaGPm) e nanoparticulado (β-CaGPn) adicionados a dentifrícios convencionais (1100 ppm F) sobre a remineralização de lesões iniciais de cárie. Este estudo foi cego e cruzado, realizado em 4 fases experimentais com duração de 3 dias cada, e washout de 7 dias. Voluntários (n=12) utilizaram dispositivos palatinos, contendo 4 blocos de esmalte bovino com lesão de cárie artificial. Os regimes de tratamentos com dentifrícios foram: 1) sem F/β-CaGPm/β-CaGPn (Placebo); 2) 1100 ppm F (1100F); 3) 1100F + 0,5%β-CaGPm (1100F-0,5%β-CaGPm) e 4) 100F + 0,25%β-CaGPn (1100F-0,25%β-CaGPn). Os voluntários foram orientados a escovar os dentes naturais com os dispositivos palatinos na cavidade bucal, sendo os blocos tratados com o slurry dos dentifrícios por 1 minuto (3x/dia). Após cada fase determinou-se a dureza de superfície final para o cálculo da porcentagem de recuperação de dureza de superfície (%SHR). Os resultados foram submetidos à análise de variância seguido pelo teste Student-Newman-Keuls (p<0,001). A superfície do esmalte tornou-se ~ 21% mais remineralizada quando tratada com o dentifrício 1100F-0,5%β-CaGPm em relação ao 1100F (p<0,001). Já o tratamento com o dentifrício 1100F-0,25%β-CaGPn promoveu uma remineralização superior em ~ 69% e 40% em relação aos dentifrícios 1100F e 1100F-0,5%β-CaGPm (p<0,001).
Concluiu-se que a adição de 0,25%β-CaGPn a um dentifrício convencional, promoveu um efeito remineralizador significativamente mais elevado quando comparado ao 1100 ppm F.
(Apoio: FAPESP  N° 2019/16106-9  |  CAPES  N° Código 001  |  CNPq  N° 408681/2018-7)
PI0349 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Análise do estado nutricional, consumo alimentar e presença de cárie dentária em escolares brasileiros e chilenos
Cordeiro JFB, Bizzotto F, Calliari BE, Costa MMTM, Llanos CAV, Dallacosta FM, Rossoni C, Ramos GO
Área das Ciências da Vida e Saúde - UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi analisar o estado nutricional, consumo alimentar e a presença de cárie dentária em escolares de 6 anos dos municípios de Luzerna/Santa Catarina, no Brasil e Valdivia, no Chile. Participaram da coleta 40 escolares (12,5% chilenos e 87,5% brasileiros), onde foi aplicado um questionário aos pais, realizada aferição de dados antropométricos e exame clínico bucal. Verificou-se que todas as crianças apresentavam um índice de placa dental baixo e a cárie dentária estava presente em 27,5% das crianças (20% chilenos e 28,6% brasileiros), contudo 40% apresentavam experiência de carie com o CPO-D médio em 2,6 nos chilenos e 1,14 nos brasileiros. Do total dos escolares, 65% apresentavam-se eutróficos, 17,5% com sobrepeso, 12,5% com obesidade e 5% com obesidade grave. Verificou-se que 72,7% dos escolares com lesão cariosa estavam com o peso adequado. Observou-se que os escolares possuem média de contato diário com mais de um alimento cariogênico, tanto escolares com ou sem lesão cariosa. Os chilenos com cárie apresentaram maior consumo destes alimentos, porém sem diferença estatística (p=0,2). Todos os grupos consomem alimentos cariostáticos diariamente, sendo que as maiores médias estão entre os brasileiros que apresentaram lesões de cárie (5,27), porém sem diferença estatística entre os grupos (p=0,17).
De acordo com os dados desta pesquisa, conclui-se que os escolares apresentaram uma alta incidência de cárie dentária, alto consumo diário de alimentos cariogênicos e baixa ingestão de alimentos cariostáticos.
PI0351 - Painel Iniciante
Área: 4 - Odontopediatria

Fatores relacionados à longevidade de restaurações em dentes decíduos: um estudo retrospectivo
Silva AVMV, Lucas JMS, Silva-Filho AF, Cruz MRS, Nogueira DN, Silva AM, Dantas-Neta NB
Ppgo Ufmg - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste trabalho foi avaliar os fatores associados com a longevidade de restaurações em dentes decíduos. Este é um estudo longitudinal retrospectivo, realizado em uma clínica-escola de uma Instituição Particular de Ensino Superior de Teresina, Piauí. A coleta foi realizada através de um formulário próprio que continha questões sobre características gerais, individuais, relacionadas à saúde bucal e tratamento odontológico de paciente atendido no primeiro semestre de 2016. Foi realizada análise descritiva dos dados, o método Kaplan-Meier com curvas de log rank para a análise de sobrevida, considerando significativo valores de p<0,05. Foram incluídos 39 prontuários e 59 dentes foram analisados quanto a longevidade das restaurações. A maioria dos pacientes era do sexo masculino (51,3%) e a idade média foi 6,9 anos (±2,0). A média de dentes decíduos com experiência de cárie foi 6,4 (±3,9) dentes e a sobrevida média das restaurações de acordo com material restaurador foi 8,1 meses (erro padrão=1,2). Não foi observado efeito do tipo de material restaurador no tempo de permanência da restauração na cavidade (p=0,095). As lesões de cárie envolvendo apenas esmalte tiveram maior probabilidade de permanecer na cavidade ao longo de todo o tempo de estudo (p=0,013).
Pode-se concluir que o tempo médio de permanência das restaurações em dentes decíduos foi baixo e esteve associado com a profundidade da lesão. Entretanto, não houve diferença do tempo de sobrevida das restaurações com o material restaurador utilizado.
PI0356 - Painel Iniciante
Área: 7 - Estomatologia

Caracterização sóciodemográfica e clínica de pacientes com pênfigo vulgar e penfigóide de cavidade oral
Oliveira SA, Silva BL, Silva RNF, Arantes DAC, Batista AC, Mendonça EF, Costa NL
Estomatologia - UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi caracterizar o perfil sóciodemográfico e clínico de pacientes com manifestações bucais do pênfigo vulgar (PV) e o penfigóide da membrana mucosa (PMM), atendidos em um Serviço de Referência em Estomatologia (CGDB/FO/UFG). A amostragem foi estabelecida pela busca ativa de prontuários e laudos histopatológicos dos pacientes diagnosticados com PV e PMM no CGDB/FO/UFG, por um período de 10 anos. Posteriormente, os dados clínicos-demográficos dos pacientes, lesões (localização e características clínicas da lesão) e a caracterização microscópica dos espécimes foram levantados. A análise estatística foi descritiva, com valores absolutos e relativos. Dos 3821 prontuários analisados, 15 (0,39%) pacientes apresentaram o diagnóstico clínico e/ou histopatológico de PV e PMM, sendo 5 (0,13%) de PV e 10 (0,26%) de PMM. As mulheres foram mais afetadas (53,3%) e a média de idade foi de 43,87 ± 14,82 anos. A maioria dos pacientes eram feodermas (53,3%) e a gengiva foi o sítio mais acometido (n=9, 39,13%). Nove pacientes apresentaram gengivite descamativa (60%) e 5 manifestações em pele (33,3%). Em relação à sintomatologia, houve 11 pacientes que apresentaram dor (73,3%) e apenas 3 (20%) tiveram uma resposta efetiva a terapia implementada, sendo que 10 (66,7%) pacientes sofreram recidiva.
Desta forma, conclui-se que os resultados deste estudo podem corroborar com um melhor entendimento da etiopatogênese dessas doenças e com um diagnóstico mais rápido, fácil e preciso.