03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2791 Resumo encontrados. Mostrando de 321 a 330


PN-R0403 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Avaliação in vitro dos extratos hidroalcóolicos da casca, folhas e frutos do cajá (Spondias mombin L.) sobre patógenos orais
Raphael Fernando Dias de Freitas, Rosali Maria Ferreira da Silva, Débora Vitória Firmino de Lima, Danielle Patrícia Cerqueira Macêdo, Marques Leonel Rodrigues da Silva, Débora Lopes de Santana, Maria Fernanda de Araújo Silva, Flávia Maria de Moraes Ramos-perez
Programa de Pós-Graduação em Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do trabalho foi avaliar a presença de atividade antimicrobiana in vitro dos extratos hidroalcóolicos da casca, folhas e frutos do cajá (Spondias mombin L.) sobre microorganismos que estão envolvidos na instalação e progressão da doença periodontal, Prevotella intermedia, Fusobacterium nucleatum, Porphyromonas gingivalis e endodôntica, Staphylococcus aureus, Enterococcus faecalis e Pseudomonas aeruginosa. A metodologia utilizada foi o ensaio de microdiluição em caldo broth microdilution, seguindo protocolos padronizados para determinação da concentração inibitória mínima (CIM). As placas de 96 poços foram inoculadas com as suspensões padronizadas dos microrganismos, e os extratos foram diluídos em série até concentrações subinibitórias. As leituras foram realizadas após incubação, com base na turbidez e/ou indicadores de crescimento, permitindo identificar a menor concentração com ausência de crescimento visível. Além de contagem de UFC dos poços, sendo uma leitura mais confiável. Os resultados indicam que os extratos apresentaram amplo espectro de ação e respectiva atividade bacteriostática dos extratos, sendo as respectivas CIMs 8 µg/mL para os patógenos Periodontais com os extratos feitos da casca do cajá e 3,125 µg/mL para os patógenos Endodônticos com os extratos feitos da folha do cajá.

O estudo concluiu que a Spondias mombin L apresentou atividade antimicrobiana em todas as cepas testadas, com melhores resultados frente aos patógenos endodônticos com o uso do extrato hidroalcóolico feito com as folhas da planta. Estudos da espécie vegetal podem apresentar resultados promissores, podendo ser considerado uma alternativa viável como antimicrobiano frente a afecções bucais de origem bacteriana.

PN-R0404 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Efeitos adversos dos alinhadores transparentes: uma revisão sistemática
Cintia Ronchi Lemos, Marianella Aguilar Ventura Fadel, Helena Polmann, Júlia Meller Dias de Oliveira, Patricia Pauletto, Cristine Miron Stefani, Carlos Flores Mir, Graziela De Luca Canto
Departamento PPGO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A demanda por tratamentos ortodônticos com alinhadores aumentou significativamente, impulsionada pela percepção de que esses dispositivos oferecem apenas vantagens e raramente apresentam complicações. Apesar de sua crescente popularidade, as evidências científicas sobre os potenciais efeitos adversos de curto e longo prazo ainda são limitadas. O presente estudo teve como objetivo explorar os efeitos adversos associados ao uso de alinhadores ortodônticos. Foram desenvolvidas estratégias de busca em sete bases de dados principais e na literatura cinzenta. A seleção dos estudos foi realizada de forma independente por autores. A avaliação do risco de viés foi realizada utilizando as ferramentas RoB 2 e ROBINS-I. Vinte e quatro estudos foram incluídos. O risco de viés foi classificado como baixo na maioria dos ensaios clínicos randomizados, e moderado ou alto nos estudos de clínicos não randomizados e de coorte. Os principais efeitos adversos identificados foram dor geral, dor periodontal e reabsorção radicular. Outros efeitos adversos incluem alterações na estrutura periodontal (espessura e altura óssea) e no estado de saúde periodontal, lesões de mancha branca, alterações no desempenho da fala, formação de placa, desconforto, aberturas gengivais, halitose e bruxismo em vigília.

Os efeitos adversos mais frequentes dos alinhadores ortodônticos são dor e reabsorção radicular, seguidos por alterações na fala, desconforto e lesões de mancha branca. São necessários mais estudos com acompanhamento de longo prazo.

(Apoio: Centro Brasileiro de Pesquisas Baseadas em Evidências- COBE)
PN-R0406 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Análise Cefalométrica em Pacientes Adultos com Apneia Obstrutiva do Sono Grave: Papel do Peso Corporal nas Alterações Morfológicas
Amanda Barbosa Pereira, Isaac Augusto Dantas Nogueira, Itala Lais Rodrigues Coelho, Marcela Lima Gurgel, Janaina Ferreira da Costa, Fábio Wildson Gurgel Costa, Thyciana Rodrigues Ribeiro, Cauby Maia Chaves Júnior
Departamento de Clínica Odontológica UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi comparar as características cefalométricas de indivíduos normopeso com aquelas de indivíduos com sobrepeso e obesidade, todos portadores de apneia obstrutiva do sono (AOS) grave. Foram analisados prontuários de pacientes adultos, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 65 anos e diagnóstico clínico e polissonográfico de AOS grave. Os participantes foram divididos em dois grupos conforme o índice de massa corporal (IMC): Grupo I (IMC ≤ 24,9 kg/m²) e Grupo II (IMC ≥ 25 kg/m²). Telerradiografias laterais foram utilizadas para avaliação dos parâmetros cefalométricos. As mulheres com IMC normal (Grupo I) apresentaram maior número de alterações cefalométricas, como padrão esquelético de Classe II (ANB = 6,03±2,31), tendência a crescimento facial vertical (SN.Gn = 72,05±2,76; SN.Go.Me = 39,54±6,98; GoGn.Ocl = 24,26±3,15; FMA = 30,78±7,27), base craniana encurtada (SN = 66,68±1,81) e redução dos espaços faríngeos posterior (PAS = 6,49±3,49) e médio (EFM = 7,64±3,36). Enquanto nos homens com IMC elevado (Grupo II), observou-se uma diferença estatisticamente significativa (p = 0,04) no espaço póstero-palatal médio (EPPM) em comparação ao grupo com IMC normal.

Pacientes normopeso com AOS grave apresentam mais alterações morfológicas craniofaciais do que aqueles com sobrepeso ou obesidade. Esses achados sugerem que nos indivíduos mais magros a configuração esqueletal craniofacial desempenha um papel determinante no desenvolvimento da AOS, enquanto em indivíduos com maior IMC, fatores relacionados ao excesso de tecido adiposo parecem ter maior relevância do que as características ósseas.

PN-R0407 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 7

Exame Visual e por Espectrofotometria de Incisivos com HMI tratados com CPP-ACPF
Nicole Paiva Veras, Kamila Nogueira Borges da Costa, Raquel Coelho Netto da Costa, Clarissa Lopes Vieira, Cyrene Piazera Silva Costa, Ceci Nunes Carvalho, Meire Coelho Ferreira
Pós Graduação em Odontologia CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A hipomineralização molar-incisivo (HMI) é um defeito do esmalte dentário, caracterizado por opacidades demarcadas. Produtos à base de fosfopeptídeo de caseína-fluoreto fosfato de cálcio amorfo (CPP-ACPF) são utilizados para mineralizar essas superfícies. Investigar a espectrofotometria na avaliação indireta da mineralização de lesões de HMI tratadas com mousse dental à base de CPP-ACPF. Estudo clínico não-randomizado foi realizado com 11 crianças de 7 a 14 anos de idade. Foram incluídos dentes com HMI leve, com lesões a partir de 2mm de diâmetro e coloração branca ou creme/amarelada. As lesões de HMI foram avaliadas quanto a localização, coloração, sensibilidade prévia e área (em mm²). Os seguintes parâmetros foram mensurados antes e nos tempos de acompanhamento (1 semana e 1 mês): (1) luminosidade (L), mensurada com espectrofotômetro. A partir do L foi obtida a mudança da coloração (ΔL); (2) aspecto visual da lesão e (3) rugosidade avaliada de forma tátil. Testes paramétricos e não paramétricos foram aplicados para comparação intragrupo e intergrupos quanto a média de ΔL (1 semana e 1 mês). Observou-se diferença significativa entre a média de ΔL de 1 semana e de 1 mês (p=0,029), assim como uma diminuição no número de dentes opacos e rugosos após o tratamento (p=0,009 e p=0,003).

Com base nos achados de menor luminosidade da cor, opacidade e rugosidade das lesões de HMI, sugere-se a eficácia do tratamento com CPP-ACPF.

(Apoio: CAPES  N° 02355/21)
PN-R0408 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Presença de mastócitos em lesões periapicais: uma revisão sistemática
Samuel Campos Sousa, Amanda Costa Troncha, Caio Sampaio, Mariane Maffei Azuma, Lucianne Cople Maia, Tatiana Kelly da Silva Fidalgo, Luciano Tavares Angelo Cintra, Juliano Pelim Pessan
Odontologia Preventiva e Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esta revisão sistemática teve como objetivo avaliar a diferença na contagem de mastócitos entre granulomas periapicais e cistos radiculares. O estudo foi conduzido seguindo a estratégia PECO, segundo a qual: P = indivíduos com lesões periapicais, E = presença de cistos radiculares, C = presença de granulomas periapicais, O = quantidades de mastócitos. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed, Scopus, Web of Science, Cochrane, LILACS, EMBASE e na literatura cinzenta, abrangendo estudos observacionais. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 15 artigos foram selecionados para compor a amostra final. O risco de viés dos estudos foi avaliado de acordo com o qualificador de Fowkes & Fulton. Observou-se prevalência média de mastócitos entre 4,34% e 60% nos granulomas periapicais e de 8,23% e 73% nos cistos radiculares. Além disso, em números absolutos, as quantidades médias de mastócitos variaram entre 0,83 e 59,32 nos granulomas periapicais e de 1,17 a 67,13 nos cistos radiculares. Dez estudos foram classificados como de alto risco de viés, enquanto cinco apresentaram baixo risco.

Os achados revelaram resultados conflitantes quanto à quantidade de mastócitos entre as diferentes lesões periapicais, destacando a necessidade de estudos futuros com melhor delineamento metodológico, a fim de elucidar com maior precisão a quantidade de mastócitos em cada tipo de lesão, assim como o papel específico destes agentes quando nos referimos a lesões periapicais crônicas.

(Apoio: CAPES)
PN-R0409 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Efeito de dentifrícios contendo QC e HMP, associados ou não ao fluoreto, sobre o desgaste erosivo dentinário in vitro
Amanda Monise Dias Silva, Caio Sampaio, Marília Afonso Rabelo Buzalaf, Thayse Yumi Hosida, Douglas Roberto Monteiro, Alberto Carlos Botazzo Delbem, Juliano Pelim Pessan
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Considerando a ação limitada de terapias convencionais com fluoreto (F) sobre o desgaste erosivo da dentina (DED), o presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito de dentifrícios contendo F, hexametafosfato de sódio (HMP) e quercetina (QC), em diferentes associações, sobre o DED in vitro. Blocos de dentina bovina (n = 10/grupo) foram polidos, selecionados por meio de microdureza de superfície e aleatoriamente divididos em 6 grupos experimentais, de acordo com os dentifrícios a serem testados: [1] Placebo; [2] 1100 ppm F; [3] 5000 ppm F; [4] 1100F + 0,5% HMP; [5] 1100F + 0,03% QC; e [6] 1100F + 0,5% HMP + 0,03% QC. Dois terços da superfície de cada bloco foi protegida por uma fita adesiva ácido-resistente para fornecer duas áreas de referência (não erodidas), deixando apenas o terço central exposto aos tratamentos e desafios erosivos. Os blocos foram tratados com suspensões dos dentifrícios 2×/dia, por 2 min, e submetidos a 4 desafios erosivos diários de 90 s cada, por 5 dias. O desgaste foi determinado por perfilometria de contato e os dados, submetidos a ANOVA a 1 critério e teste de Holm-Sidak (p<0,05). O grupo tratado com o dentifrício placebo obteve um DED significativamente maior que todos os demais grupos. Uma relação dose-resposta inversa foi observada entre a concentração de fluoreto nos dentifrícios sem suplementação com outro aditivo e o DED, embora sem diferenças significativas entre 1100F e 5000F. Em acréscimo, foi verificada diferença significativa entre os grupos 1100F+HMP e 5000F.

Os resultados demonstram que a adição de QC a um dentifrício fluoretado não potencializa o efeito protetor do F, enquanto o HMP parece apresentar efeito antagônico com o F.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 131114/2024-7)
PN-R0410 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

EXPANSÃO DENTÁRIA COM ALINHADORES IN-HOUSE DE PETG COM ESPESSURAS DIFERENTES: ensaio clínico randomizado de boca dividida
Raiane Machado Maia, Gabriel Maia Azevedo, Arthur Siqueira Calaes de Oliveira, Clara Sette Câmara Calixto, Jaqueline Cardoso Bella Rosa, Júlia Franzot Castilho, Victor Lopes Soares, Bernardo Quiroga Souki
Pós graduação - Doutorado PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A versatilidade e vantagens econômicas dos alinhadores ortodônticos in-house fez com que esta técnica ganhasse popularidade nos últimos anos. O objetivo desse estudo 3D foi o desenvolvimento de um ensaio clínico randomizado de boca dividida avaliando a eficácia da expansão dentária com alinhadores in-house (AIH) confeccionados com espessuras diferentes de laminados polietileno tereftalato glicol (PETG). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e registrado no ReBEC. A amostra foi composta por 22 pacientes em fase de dentadura permanente (idade média = 19,5 anos) que utilizaram alinhadores ortodônticos de PETG com espessura de 0,5 mm em uma arcada e 0,75 mm na outra, escolhidas randomicamente. As movimentações dentárias consistiram em sete estágios, com expansão na região de caninos, pré-molares e primeiros molares. Os alinhadores foram trocados a cada 7 dias sendo os escaneamentos intra-orais feitos: antes do tratamento (T0) e após 7 semanas (T1). A comparação entre a expectativa virtual de movimentação de cada dente e a real movimentação dentária foi feita por meio do programa 3D Slicer, derivando na eficácia de cada espessura de laminado. A análise foi feita com o teste T, com nível de significância de 5%. Os resultados mostraram que a placa com espessura de 0,75 mm obteve maior eficácia na região de caninos e primeiros pré-molares que a placa com espessura de 0,5 mm (P < 0,05). Na região mais posterior da arcada, não foram encontradas diferenças na expansão dentária em relação à espessura da placa (P > 0,05). Independentemente da espessura da placa, a área de maior expansão foi a de pré-molares.

Conclui-se que laminado PETG de espessura 0,75 mm é mais eficaz do que 0,50 mm na expansão dentária na região anterior com AIH.

(Apoio: CAPES)
PN-R0411 - Painel Aspirante
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

PREVALÊNCIA DE DISTÚRBIOS DO SONO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE ACOLHIMENTO
Victoria Eduarda Vasconcelos Liberato Miranda, Maria Cristina de Oliveira Andrade Marques Aguiar, Milena Lima Regueira Pena, Alice Kelly Barreira, Viviane Colares
Faculdade de Odontologia UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Crianças e adolescentes residentes em casas de acolhida apresentam, em geral, problemas complexos de saúde física, mental, de desenvolvimento e psicossociais. A falta de informação sobre a saúde do acolhido juntamente com uma dinâmica social complexa e a difícil articulação com os serviços torna o cuidado desta população desafiadora. O objetivo desse trabalho é avaliar a qualidade do sono de crianças e adolescentes em situação de acolhimento e determinar a prevalência de distúrbios do sono através da aplicação e categorização do questionário de Pittsburgh e posterior comparação com adolescentes da mesma faixa etária, mas sem condição de vulnerabilidade familiar. Foram incluídas 10 casa de acolhimento na cidade do Recife e uma amostra de 72 crianças e adolescentes. O Questionário de Pittssburgh foi usado para avaliação. Após aplicação do instrumento e tabulação dos dados, foi feita uma comparação com outros estudos realizados na região nordeste do país, utilizando o mesmo questionário, a mesma faixa etária, mas indivíduos sem situação de vulnerabilidade. A idade dos pacientes pesquisados variou de 10 a 17 anos, teve média de 13,04 anos, desvio padrão de 1,97 anos e mediana de 13,00 anos. Nos resultados relativos a qualidade do sono e a prevalência de distúrbio do sono pode ser verificado que a maioria (75,0%) foi classificada com qualidade do sono ruim, apresentando algum tipo de distúrbio do sono.

Na avaliação final, a prevalência de distúrbios do sono é alta nessa parcela da população e quando comparada com outros estudos, o percentual de distúrbios continua alto indicando que é uma situação comum na fase da adolescência, especialmente em regiões urbanas e em populações com risco emocional e com vulnerabilidade familiar.

(Apoio: CAPES)
PN-R0413 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

Associação entre Maloclusões Dentárias e Alterações Posturais em Crianças na Primeira Infância
Maria Rita Lima Lopes, Anderson Alcides Costa Pimentel, Camila Eduarda de Oliveira Silva, Thiago Fonseca Silva
Departamento de Odontologia UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A má oclusão dentária é considerada um distúrbio craniofacial do crescimento e desenvolvimento que afeta o sistema estomatognático. Acredita-se que oclusão pode ter relação com alterações posturais, porém, devido a sua origem multifatorial não se tem um consenso sobre essa relação. Diante disso o objetivo do presente estudo foi investigar a associação entre alterações posturais e más oclusões dentárias. Foi realizado um estudo transversal analítico em Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis) na cidade de Montes Claros (MG), entre 2024 e 2025, com aprovação do Comitê de Ética (protocolo nº 6.695.033). A amostra foi composta por 292 pré-escolares de 3 a 5 anos, selecionados aleatoriamente. Foram incluídas crianças com dentição decídua completa, e excluídas aquelas com dificuldades cognitivas, doenças sistêmicas ou sem consentimento dos responsáveis. Coletaram-se dados sobre oclusão dentária e postura corporal por avaliadores calibrados (Kappa = 0,81). As avaliações odontológicas e posturais foram realizadas em ambiente escolar, sob iluminação natural e com uso de EPI. Foram identificadas as seguintes correlações significativas (p<0,05): o arco de Baume tipo II associou-se a alterações nos ombros, joelhos e coluna vertebral; o apinhamento dentário correlacionou-se com projeção anterior da cabeça e hipercifose; e o overjet acentuado, overbite aumentado, mordida aberta anterior e mordida cruzada posterior mostraram impacto no alinhamento corporal, envolvendo ombros, joelhos e pés.

Dessa forma, as más oclusões dentárias apresentaram associação significativa com alterações posturais em crianças pré-escolares, evidenciando a necessidade de uma abordagem multidisciplinar para o diagnóstico e intervenção precoce.

PN-R0414 - Painel Aspirante
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 01/09 - Horário: 14h00 - 18h00 - Zoom Sala: 8

O expansor com molas de lâmina de Ni-Ti (Leaf Expander) é mais eficaz que a Expansor Hyrax: uma revisão Sistemática
Victor Perinazzo Sachi, Daniela Micheline Dos Santos, Lívia Maria Alves Valentim da Silva, Martin Adriazola, Jessica Marcela de Luna Gomes, Fernanda Vicioni-marques, Eduardo Piza Pellizzer, André Pinheiro de Magalhães Bertoz
Departamento de Materiais Odontológicos UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O expansor Leaf é um dispositivo ortodôntico composto por molas de lâmina de níquel-titânio que, após a ativação, recuperam gradualmente suas formas originais, promovendo a expansão da maxila. Esta revisão sistemática teve como objetivo determinar se o expansor com molas de lâmina de níquel-titânio é mais eficaz do que o expansor do tipo Hyrax na correção de deficiências transversais da maxila em crianças com mordida cruzada posterior ou atresia maxilar. A revisão foi conduzida com base nas diretrizes científicas recomendadas para esse tipo de estudo. O protocolo foi registrado no PROSPERO CRD42025648375. Foram identificados 78 estudos publicados até dezembro de 2024 nas bases de dados. Após análise dos critérios de elegibilidade, foram incluídos quatro ensaios clínicos randomizados e um estudo clínico prospectivo que avaliaram crianças tratadas com expansor Leaf ou expansor Hyrax. A avaliação metodológica indicou que todos os estudos apresentaram baixo risco de viés. No total, 277 pacientes foram analisados em um período médio de acompanhamento de 10,17 meses. Dois estudos utilizaram cefalometria como método de avaliação, apenas um empregou tomografia computadorizada de feixe cônico, e dois estudos utilizaram a escala visual analógica para avaliação da dor. Entre as limitações encontradas, destacam-se o número reduzido de pacientes, o curto tempo de acompanhamento e a ausência de exames como radiografias oclusais ou tomografias computadorizadas de feixe cônico para uma análise mais detalhada da disjunção maxilar.

O Leaf não apresentou diferenças significativas em relação ao Hyrax quanto à expansão maxilar. No entanto, demonstrou menores alterações na largura intercanina superior e melhores resultados em relação à dor.

(Apoio: CAPES  N° 001)



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