03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2790 Resumo encontrados. Mostrando de 671 a 680


PNb0248 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Lesões iniciais de cárie em crianças pré-escolares não são fator de risco para cárie em adolescentes
Nicole Adrielli Monteiro Zemolin, Bruna Brondani, Jessica Klöckner Knorst, Bruno Emmanuelli, Thiago Machado Ardenghi, Fausto Medeiros Mendes
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A experiência de cárie em dentes decíduos tem sido destacada como o fator de risco mais importante para o desenvolvimento de cárie nos dentes permanentes subsequentes, mas em estágios cavitados. Este estudo de coorte de 10 anos teve como objetivo avaliar se crianças com apenas lesões de cárie iniciais nos dentes decíduos também poderiam ter um risco maior de incidência de cárie em dentes permanentes. Avaliamos pré-escolares brasileiros com idades entre 1 e 5 anos em 2010 (T1) e os reavaliamos 2 (T2), 7 (T3) e 10 (T4) anos depois. A cárie dentária em dentes decíduos (T1 e T2) e permanentes (T3 e T4) foi avaliada por meio do Sistema Internacional de Detecção e Avaliação de Cárie (ICDAS). As variáveis ​​de desfecho foram o número de superfícies cariadas, extraídas e obturadas de dentes permanentes (D3MFS) e a incidência de cárie após 10 anos. As associações foram avaliadas por meio de análises binomial negativa e regressão de Poisson, respectivamente. Razões de taxas de incidência (IRR) e riscos relativos, juntamente com intervalos de confiança de 95% (95% IC), foram derivados. No baseline, 639 crianças foram incluídas e 429 foram reavaliadas após 10 anos (67,2%). Crianças com apenas lesões de cárie iniciais ou moderadas não apresentaram maior risco de cárie em dentes permanentes. Em contraste, crianças com lesões extensas de cárie apresentaram maior probabilidade de desenvolver cárie na dentição permanente do que crianças sem cárie (IRR, IC 95% = 2,90, 1,98 a 4,23). Esse risco mais elevado foi demonstrado mais claramente quando a experiência de cárie foi utilizada como variável dicotômica (IRR, IC 95% = 4,02, 2,38 a 6,78).

Crianças com apenas lesões iniciais de cárie não apresentam maior risco de desenvolver cárie na dentição permanente na adolescência.

(Apoio: CNPq  N° 160258/2020-0  |  FAPs - FAPESP  N° 2022/16528-3  |  FAPs - FAPERGS  N° 21/2551-0002006-7)
PNb0249 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Ação antibacteriana e antibiofilme de Lippia sidoides frente às cepas de Estreptococos spp. isoladas do sangue e da cavidade oral
Lucas Laion da Silva Oliveira, Gabriela Pereira da Silva, Carolina Vargas Ferreira, Daniel da Cunha Silva, Livia Araujo Alves
Odontologia UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi avaliar a atividade antimicrobiana e antibiofilme do óleo essencial (OE) de Lippia sidoides (alecrim pimenta) frente a cepas de Streptococcus spp. Para isso, foi avaliada a Concentração Inibitória Mínima (CIM), Concentração Bactericida Mínima (CBM) e a Inibição na formação do biofilme bacteriano (MBIC) do OE frente a cepas de S. sanguinis e S. gordonii isoladas do sangue (n=8; 4 por espécie) e isoladas da cavidade oral (n=8; 4 por espécie). Para CIM, foi realizada a microdiluição seriada do OE (10 - 0,078 mg/ml) em placas de 96 poços. Para CBM, foi plaquedo 10 μL do poço da CIM e de três acima em BHI ágar. Na MBIC foi avaliado o OE nas concentrações MIC, MICx2, MICx5 em meio BHI + 1% de sacarose acrescido do inóculo em placas de 96 poços. As placas foram incubadas (24h, 10% CO2, 37°C). Os valores de CIM, CBM e MBIC foram comparados entre as cepas ANOVA (p<0,05). Para S. sanguinis, os isolados de sangue apresentaram MIC de 0,520 - 1,25 mg/ml, já os isolados orais MIC de 0,312-0,625 mg/ml. As cepas de S. gordonii mostraram-se mais sensíveis ao OE, com isolados de sangue apresentando MIC de 0,313 - 0,573 mg/ml, enquanto todos os isolados orais MIC de 0,313 mg/ml. As CBMs variaram de 0,625-1,875 mg/ml para S. sanguinis e de 0,625-1,250 mg/ml para S. gordonii. A MIC do OE foi capaz de inibir a formação do biofilme bacteriano em mais de 50% em cepas de S. sanguinis (n=3), mais de 60 % em cepas de S. gordonii (n=7) em relação ao controle (sem tratamento). A MICx2 e MICx5 inibiu mais de 70% o biofilme de S. sanguinis (n=7) e mais de 80% o biofilme de todos os isolados de S. gordonii (n=8).

O OE de Lippia sidoides demonstrou potencial antimicrobiano e antibiofilme frente às cepas de S. sanguinis e S. gordonii, mostrando-se promissor na prevenção de infecções.

(Apoio: FAPESP  N° 2023/02087-8  |  CAPES)
PNb0250 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Zerumbona associado com fotossensibilizador aumentou a eficácia da terapia fotodinâmica antimicrobiana em biofilmes orais
Juliana Cerini Grassi de Moraes, Cláudia Carolina Jordão, Ana Luíza Gorayb Pereira, César Augusto Abreu Pereira, Gabriel Popazoglo Bitencourt, Eduardo Maffud Cilli, Ana Cláudia Pavarina
Materais Odontológicos e Prótese UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A persistência de microrganismos, sobretudo em biofilmes, tem papel significativo no fracasso dos tratamentos. O presente estudo avaliou o potencial da terapia fotodinâmica antimicrobiana (aPDT) mediada por uma mistura de Zerumbona (ZER) e Photodithazine (PDZ) na inativação de biofilmes de Staphylococcus aureus, Escherichia coli, e Candida albicans suscetível (CaS) e resistente (CaR) ao fluconazol. Para isso, biofilmes maduros de 48 horas foram cultivados e submetidos aos seguintes tratamentos: 1- ZER (256 μg/mL); 2- PDZ (200 mg/L); 3- PDZ+LED vermelho (660 nm, 50 J/cm2, 30 mW/cm2); 4- ZER+PDZ+LED; 5- MIX (ZER+PDZ) +LED; e controle (sem tratamento). Posteriormente, foi realizada a contagem de unidades formadoras de colônias (UFC/mL). Como resultado, foi observada diferença estatística significativa na contagem de UFC entre os grupos tratados para todas as cepas avaliadas. Os grupos ZER+PDZ+LED e MIX (ZER+PDZ) + LED apresentaram redução estatisticamente significativa na contagem de colônias viáveis para todas as cepas avaliadas (p≤0,011), sem diferença significativa entre eles (p≥0,218). As reduções médias [grupos ZER+PDZ+LED e MIX (ZER+PDZ) + LED foram de 2,74; 2,89; 2,45 e 2,07 log10 para S. aureus, E. coli, CaS e CaR, respectivamente. O grupo PDZ isolado não apresentou diferença significativa em relação ao controle para todas as cepas avaliadas (p≥0,898).

Assim, a combinação da Zerumbona com PDZ potencializou a eficácia da terapia fotodinâmica antimicrobiana em biofilmes de S. aureus, E. coli, e CaS e CaR, sendo uma alternativa promissora a ser explorada.

(Apoio: FAPEMA  N° 190480/2021-6  |  CNPq  N° 150896/2024-7  |  2024/00741-5  N° FAPESP)
PNb0252 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Avaliação do grau de manchamento do diaminofluoreto de prata associado ao iodeto de potássio em lesões de cárie em dentes decíduos
Caroline Santos Ribeiro, Samira Ribeiro Rodrigues, Renan Freitas Ferreira, Renata Oliveira Guaré, Eric Mayer dos Santos, Eduardo Bresciani, Michele Baffi Diniz
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar in vitro o grau de manchamento de duas concentrações de diaminofluoreto de prata (DFP) associado ou não à solução de iodeto de potássio (IK) em lesões de cárie cavitadas em dentes decíduos, em diferentes períodos de acompanhamento. Foram selecionados 92 dentes decíduos extraídos com lesões de cárie em dentina (ICDAS 5 e 6) que foram divididos aleatoriamente em 4 grupos (n=23): (G1) Riva Star Aqua ® Step 1 a 38%, (G2) Cariestop ® a 30%, (G3) Riva Star Aqua ® Step 1 a 38% + Step 2 (IK) e (G4) Cariestop ® a 30% + IK. Durante a coleta de dados, os dentes foram mantidos em saliva artificial. Os dentes foram analisados por meio de fotografias digitais padronizadas em termos de posição e luz ambiente em 3 períodos: baseline (T0), 24 horas (T1) e 14 dias (T2) após tratamento com DFP associado ou não ao IK. Em seguida, as imagens foram convertidas para tons de cinza (8-bit) e analisadas quanto aos valores médios (∆L) (0: preto; 255: branco) na área isolada da lesão de cárie por um único examinador treinado através do software ImageJ ® . Os dados foram analisados pelo teste ANOVA a 2 fatores com pós-teste de Tukey para comparações múltiplas (α=5%). Após 24 horas, não houve diferença no ∆L para concentração do DFP (p=0,629) e interação entre DFP*IK (p=0,620), mas houve para associação ao IK que mostrou maiores valores (p<0,001). Após 14 dias, houve diferença significativa no ∆L para concentração do DFP (p=0,032) e associação ao IK (p<0,001), sem diferença para interação DFP*IK (p=0,725).

Conclui-se que a associação de IK a duas concentrações de DFP influenciou no grau de manchamento de lesões de cárie em dentina em dentes decíduos, sendo que após 24 horas a solução de IK deixou as lesões mais brancas e após 14 dias deixou mais escuro.

PNb0254 - Painel Aspirante
Área: 3 - Cariologia / Tecido Mineralizado

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

O uso de um pré-bochecho com cálcio é capaz de potencializar o efeito anticárie do dentifrício fluoretado?
Ranna Karine de Oliveira Costa Barros, Ana Luiza Pontes de Oliveira, Roberta Albuquerque Acioli Rios, Diego Figueiredo Nóbrega
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Este estudo in situ, cruzado, triplo-cego, conduzido em 3 fases de 14 dias, avaliou o efeito anticárie da realização de um bochecho com cálcio previamente à escovação com dentifrício fluoretado. Sete participantes utilizaram dispositivos palatinos contendo quatro blocos de esmalte bovino hígido. O biofilme foi formado por exposição extraoral à sacarose a 20%, 8x/dia. Os participantes foram distribuídos, aleatoriamente, em 3 grupos: G1) controle negativo: bochecho com 15 mL de solução placebo de cálcio (BP - lactato de sódio 150 mM), seguido de escovação com dentifrício placebo de fluoreto (DP), 3x/dia; G2) controle ativo: BP, seguido de escovação com dentifrício fluoretado (DF - NaF/SiO2, 1.100 ppm de F-), 3x/dia; G3) experimental: bochecho com 15 mL de solução de cálcio (lactato de cálcio, 150 mM), seguido de escovação com DF, 3x/dia. Foram estimadas a % de Perda de Dureza de Superfície (%PDS) e a concentração de fluoreto firmemente ligado ao esmalte ("FAp"). Os grupos foram comparados por ANOVA seguida do teste Tukey, enquanto a associação entre a %PDS e FAp foi avaliada pelo teste de correlação de Pearson (α = 5%). A %PDS foi maior no grupo controle negativo, quando comparado aos grupos que utilizaram DF (p < 0,05). No entanto, o pré-bochecho com cálcio não conferiu efeito adicional ao DF (p = 0,78). Nos grupos tratados com DF, a formação de FAp foi maior do que aquela observada no grupo controle negativo (p < 0,05). Nestes grupos (G2 e G3), foi observada uma correlação positiva entre a %PDS e a formação de FAp (r = 0,92 / p = 0,008 e r = 0,91 / p = 0,004, respectivamente).

Os resultados reforçam o já reconhecido benefício anticárie do uso diário de dentifrícios fluoretados, mas indicam que o pré-bochecho com cálcio não conferiu benefício adicional a esta medida.

PNb0255 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Diversidade microbiana bacteriana e aspectos clínicos de abscessos periapicais sintomáticos
Daianny Kelly Rodrigues Fidelis, Danilo César Mota Martins, Simoni Campos Dias, Sergio Amorim de Alencar, Taia Maria Berto Rezende
Ciências da Saúde UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Abscessos sintomáticos endodônticos são infecções bacterianas que podem evoluir para complicações sistêmicas graves. Este estudo teve como objetivo identificar os gêneros bacterianos presentes em abscessos periapicais sintomáticos. Dos 305 pacientes com diagnóstico inicial de infecção odontogênica atendidos no serviço de emergência do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal ao longo de um ano, 16% (50 pacientes) foram confirmados com abscessos periapicais sintomáticos (CAAE: 57475816.8.0000.0029; CAAE: 57475816.8.3001.5553; SisGen: AE5000A). Todos os pacientes receberam tratamento de urgência, incluindo drenagem local, antibioticoterapia e acompanhamento clínico. Os participantes foram classificados em quatro grupos, com base no histórico de uso de antibióticos e na necessidade de hospitalização. As amostras de exsudato foram submetidas à identificação bacteriana por sequenciamento do gene 16S rRNA, utilizando a plataforma MiSeq (Illumina). Dados clínicos adicionais, como comorbidades sistêmicas, manifestações clínicas e padrão de prescrição antibiótica, também foram analisados. Os resultados demonstram que o gênero Prevotella foi o mais prevalente, representando 54,6% da microbiota detectada nas amostras. Outros gêneros relevantes incluíram Amniculibacterium, Fusobacterium e Lancefieldella.

O uso prévio de antibióticos foi associado à redução significativa da diversidade microbiana antes da hospitalização, ressaltando a importância da identificação microbiológica precisa para o manejo terapêutico adequado. A predominância de Prevotella reforça a necessidade de considerar este gênero bacteriano na seleção da antibioticoterapia em casos de abscessos endodônticos sintomáticos.

(Apoio: CNPq  N° 305242/2022-9  |  CAPES  N° 00193-00000782/2021-63  |  FAPs - FAPDF  N° 00193-00001118/2021-31)
PNb0256 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Efeitos da combinação neovestitol-vestitol na perda óssea e citocinas em modelo de periodontite em ratos
Yan Gabriel Borges Nascimento, Larissa Matias Malavazi, Gustavo Quilles Vargas, Lucas Daylor Aguiar da Silva, Tatiane Tiemi Macedo, Manuela Rocha Dos Santos, Renato Corrêa Viana Casarin, Bruno Bueno-Silva
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A inflamação periodontal promove reabsorção óssea e produção exacerbada de citocinas pró-inflamatória e os compostos neovestitol e vestitol, isolados da própolis vermelha, apresentaram atividade inflamatória em estudos prévios. Assim, este estudo avaliou os efeitos do tratamento com a combinação neovestitol-vestitol (CNV) na perda óssea e no perfil de citocinas em ratos com periodontite induzida por ligadura. Ratos Wistar foram alocados em três grupos (n=6): LIG (controle com ligadura e veículo), CNV-VO (CNV 20 mg/kg/dia, por via oral) e METRO (metronidazol 100 mg/kg/dia, por via oral), tratados por 14 dias. O volume e porosidade óssea mandibular foram analisados por microtomografia computadorizada. Para quantificação de citocinas, o tecido gengival ao redor do 1º molar foi coletado, extraídas as proteínas e analisadas por Luminex. A análise estatística foi realizada por ANOVA seguida do teste de Tukey para os dados da microtomografia e Kruskal-wallis seguido de Dunn para dados de citocinas (p<0,05). CNV-VO e METRO aumentaram o volume ósseo em 56% e 58%, respectivamente, em relação ao grupo LIG (p<0,05), e reduziram a porosidade óssea em 18% e 20% comprados com LIG (p<0,05). CNV-VO reduziu a produção de IL-1β, IL-12, G-CSF e TNF-α, e aumentou IL-13 comparados com LIG (p<0,05) enquanto METRO reduziu IL-1β, IL-12, TNF-α e aumentou os níveis de IL-10 e IL-13 (p<0,05).

Os dados indicam que a combinação de CNV preserva o volume ósseo e reduz a inflamação de forma comparável ao metronidazol. O provável mecanismo de ação inclui a redução da produção de citocinas inflamatórias e aumento de citocinas regulatórias.

(Apoio: FAEPEX  N° 3364/23  |  FAPESP  N° 2019/19691-0)
PNb0257 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Facilitador de PCR para detecção de Candida albicans em sangue: estudo piloto
Julia Robledo Jerez, Marcella Vieira Ambrosio, Marcela Eduarda Olegario Fernandes, Ewerton Garcia de Oliveira Mima
Materiais Odontológicos e Prótese UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Para a detecção microbiana em casos de fungemia, a presença de sangue em amostras pode comprometer a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) devido a inibidores, como hemoglobina, imunoglobulina G e lactoferrina, presentes nos eritrócitos, plasma e leucócitos, respectivamente. Esses componentes interagem com a DNA polimerase, prejudicando a amplificação. Como estratégia para contornar essa limitação, agentes facilitadores, como a albumina sérica bovina (BSA) têm sido utilizados, embora sua eficácia dependa da concentração. Diante disso, este trabalho buscou avaliar diferentes concentrações de BSA na amplificação de PCR em amostras fúngicas veiculadas em sangue. A cepa Candida albicans SC5314 foi inoculada em sangue de carneiro desfibrinado, seguida da extração de DNA e realização de PCR utilizando BSA nas concentrações de 0,1%, 0,4% e 0,8%, além de um grupo controle com a cepa inoculada em PBS. A análise dos resultados foi descritiva, com base na interpretação gráfica. Observou-se que a concentração de 0,8% promoveu amplificação consistente das amostras (média do Ciclo de Quantificação (Cq) foi de 16,79); a de 0,1% não resultou em amplificação, e a de 0,4% gerou amplificação em apenas um experimento (Cq 13,21), assim não tendo reprodutibilidade. As amostras do grupo controle apresentaram amplificação com Cq médio de 10,87.

Conclui-se que a concentração de 0,8% de BSA favorece a amplificação de amostras contendo sangue, embora com uma resposta mais tardia em relação ao grupo controle. Novos estudos são necessários para reforçar esses achados.

(Apoio: CAPES  N° 001)
PNb0258 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Efeitos da fotobiomodulação na hipernocicepção em modelo de artrite reumatóide persistente da articulação temporomandibular
Carolina Vansan, Willians Fernando Vieira, Henrique Ballassini Abdalla, Marcelo Henrique Napimoga, Juliana Trindade Clemente-napimoga
ODONTOLOGIA FACULDADE DE ODONTOLOGIA SÃO LEOPOLDO MANDIC
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A artrite reumatoide (AR) é uma doença autoimune inflamatória que acomete preferencialmente as articulações, resultando em degeneração cartilaginosa. Clinicamente, manifesta-se por dor (alodinia e hiperalgesia) e edema articular, associados a intenso recrutamento de células imunes. Na articulação temporomandibular (ATM), a AR apresenta elevada complexidade terapêutica, o que requer a busca por abordagens adjuvantes, como a fotobiomodulação (PBM), técnica baseada na aplicação de luz para modular respostas biológicas. Este estudo avaliou o efeito da PBM com laser infravermelho na alodinia térmica e mecânica em modelo de AR persistente da ATM em ratos. Foram utilizados 12 ratos Wistar (machos, 6-8 semanas, 200-250g), utilizados de acordo com as diretrizes da Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) da Faculdade São Leopoldo Mandic (Protocolo n. 2019/015) e distribuídos em dois grupos: AR (injeções de albumina sérica bovina metilada - mBSA) e AR+PBM (injeções de mBSA associadas ao tratamento com PBM, GaAlAs, 830nm, 90mW, por 10 dias consecutivos). A nocicepção orofacial foi quantificada nos dias 0, 7, 14, 21, 28, 35, 42 e 49, por meio do teste de estimulação orofacial (Ugo Basile), que avalia o número e o tempo de acessos à uma recompensa mediante contato com superfície quente (54°C) ou filamentos metálicos. Animais do grupo AR exibiram redução significativa no número e tempo de acessos nos dias 42 e 49, confirmando hipernocicepção sustentada. Já no grupo AR+PBM, os parâmetros comportamentais mantiveram-se próximos aos valores basais, com diferenças significativas em relação ao grupo não tratado (p<0,01).

Esses achados sugerem que a PBM com infravermelho é eficaz na modulação da hipernocicepção em modelo experimental de AR da ATM.

(Apoio: CAPES  |  FAPESP)
PNb0259 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Impacto de nanocarreadores de antifúngicos na matriz extracelular e estrutura de biofilmes de espécies de Candida
Gabriela Leal Peres Fernandes, Laís Salomão Arias, Taynara Maria Toito de Lima, Natália Pereira Ribeiro, Letycia Carpaneji Paludetto, Ana Carolyna Becher Roseno, Juliano Pelim Pessan, Douglas Roberto Monteiro
Odontologia Preventiva e Restauradora UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do presente estudo foi avaliar o impacto de nanocarreadores de miconazol (MCZ) ou fluconazol (FLZ) formulados com nanopartículas de óxido de ferro (NPsFeO) revestidas por quitosana (QTS) sobre a composição da matriz extracelular e estrutura de biofilmes de espécies de Candida. Biofilmes de Candida albicans e Candida glabrata foram desenvolvidos por 48 horas em placas de 96 poços e, posteriormente, tratados com os nanocarreadores. O nanocarreador de MCZ foi aplicado nas concentrações de 31,2 (NPsFeO-QTS-MCZ31,2) e 78 µg/mL (NPsFeO-QTS-MCZ78), enquanto o de FLZ foi administrado a 500 (NPsFeO-QTS-FLZ500) e 1250 µg/mL (NPsFeO-QTS-FLZ1250). Biofilme não tratado foi o grupo controle negativo (CN). Após 24 horas de exposição aos nanocarreadores, os conteúdos de proteínas, carboidratos e ácidos nucleicos da matriz extracelular foram determinados. Ainda, a estrutura de cada biofilme foi analisada por microscopia eletrônica de varredura. Os dados foram analisados por ANOVA e testes de Fisher LSD ou Holm-Sidak (α=0,05). Para todos os biofilmes avaliados, os tratamentos com os nanocarreadores de MCZ não afetaram as proteínas, carboidratos e ácidos nucleicos da matriz extracelular. Por outro lado, os nanocarreadores de FLZ levaram a aumentos significativos no conteúdo de proteínas, carboidratos e ácidos nucleicos em comparação ao CN. Os tratamentos com NPsFeO-QTS-MCZ78 e NPsFeO-QTS-FLZ1250 geraram estruturas menos compactas e robustas dos biofilmes em comparação ao CN.

Conclui-se que somente o nanocarreador de FLZ impacta a matriz dos biofilmes de Candida e que a exposição a ambos os nanocarreadores comprometem a integridade estrurural dos biofilmes, o que pode estar associado aos seus efeitos antifúngicos.

(Apoio: CAPES  N° 001  |  CNPq  N° 404721/2016-8  |  FAPs - FAPESP  N° 2017/24416-2, 2017/08980-5 e 2017/08976-8)



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