03 a 06 de Setembro de 2025 | São Paulo / SP

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Resumos Aprovados 2025

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 2790 Resumo encontrados. Mostrando de 661 a 670


PNb0238 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Avaliação da eficácia da susceptibilidade antimicrobiana e antibiofilme do óleo Thymus Vulgaris contra microrganismos cariogênicos
Jeniffer Laleska Santos Amorim, Michele Gomes Ferreira Morais , Diego Romario-Silva, Ticiany de Fatima de Souza Duarte, Priscila Vieira da Silva
UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Investigou-se a eficácia da susceptibilidade antimicrobiana e antibiofilme do óleo essencial Thymus Vulgaris contra três microrganismos potenciais cariogênicos, codificados como Streptococcus Mutans (ATCC 25175), Streptococcus Sobrinus (ATCC 33478) e Candida Albicans (ATCC 10231). Ambos foram cultivados em meio de cultura Ágar Brain Heart Infusion (BHI) a 37°C por 24 h. Na susceptibilidade antimicrobiana, utilizou-se a técnica de microdiluição em caldo, seguindo os protocolos estabelecidos pelo Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI); Os microrganismos, na concentração final de 5x105, foram colocados em contato com o óleo essencial Thymus Vulgaris diluído em concentrações que variaram de 100 μg/ml a 0,2 μg/ml. Após a análise desses resultados, efetuou-se o ensaio de atividade antibiofilme, formados em discos de esmalte de dentes incisivos bovinos, os quais foram cortados em um tamanho de 5mm de diâmetro e 2mm de espessura, utilizou-se uma suspensão de 1x 108 cels/ml das cepas para formação do biofilme e posterior tratamento com o óleo essencial em estudo. O Streptococcus Mutans e Streptococcus Sobrinus apresentaram ambos um valor mínimo inibitório de 0,2% e concentração bactericida mínima de 0,4% e 1,0% respectivamente, enquanto a Candida Albicans, apresentou valor de concentração inibitória e fungicida mínima de 0,3% e 1,0%, respectivamente, evidenciando uma potente ação antimicrobiana em baixas concentrações.

O óleo Thymus Vulgaris apresentou potencial antimicrobiano e antibiofilme contra as cepas cariogênicas. Considerando esses resultados promissores, novos ensaios de ação e estudos in vivo em animais precisam ser realizados para suportar os achados e posteriormente ensaios clínicos em seres humanos.

(Apoio: CAPES)
PNb0239 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

ATIVIDADE ANTIMICROBIANA E ANTIBIOFILME DO ÓLEO ESSENCIAL DE Thymus Vulgaris CONTRA MICRORGANISMOS NOSOCOMIAIS
Michele Gomes Ferreira Morais , Emanoele Trenhago, Jeniffer Laleska Santos Amorim, Diego Romario-Silva, Priscila Vieira da Silva
UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O estudo avaliou a atividade antimicrobiana e antibiofilme do óleo essencial de Thymus vulgaris contra microrganismos associados a infecções hospitalares, visando alternativas ao uso excessivo de antibióticos e utilizou metodologia padronizada para formação e análise de biofilmes em tubos orotraqueais. Suspensões bacterianas de Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa (monoespécie e mistura) e Acinetobacter baumannii (1 × 10⁷ células/ml) foram inoculadas em alíquotas de 1000 μl, distribuídas em placas de 96 poços e incubadas por 24 horas para formação inicial do biofilme. Através de microdiluição em caldo, determinou-se a concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM) para Staphylococcus aureus (ATCC 6538), Acinetobacter baumannii (ATCC 19606) e Pseudomonas aeruginosa (ATCC 15442). O óleo apresentou CIM/CBM entre 0,02% e 1,5%, demonstrando eficácia inclusive contra cepas resistentes. Em biofilmes de 24 horas formados em tubos orotraqueais, houve redução significativa na viabilidade bacteriana (UFC/mL) após tratamento, comparado ao controle não tratado (p<0,05).

Em conclusão, a integração de óleos essenciais nas estratégias de controle de infecções pode representar um avanço significativo na luta contra a resistência antimicrobiana. À medida que avançamos, a colaboração entre a pesquisa acadêmica, a indústria e a prática clínica será essencial para traduzir essas descobertas em soluções eficazes e acessíveis para a saúde global.

(Apoio: CAPES)
PNb0240 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Uso tópico dos compostos neovestitol e vestitol no controle da periodontite experimental
Larissa Matias Malavazi, Gustavo Quilles Vargas, Nathália Rohwedder Dos Santos, Lucas Daylor Aguiar da Silva, Hélvis Enri de Sousa Paz, Mabelle de Freitas Monteiro, Manuela Rocha Dos Santos, Bruno Bueno-Silva
Biociências FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo foi avaliar o efeito da combinação de Neovestitol-Vestitol (CNV) na periodontite experimental in vivo por meio de aplicação tópica. A periodontite foi induzida em ratos por meio da inoculação de P. gingivalis e da colocação de ligaduras ao redor dos primeiros molares inferiores. Os animais foram divididos em 4 grupos (n=6) com tratamentos tópicos diários, por 14 dias: LIG (tratados com veículo-controle); tratados com CNV a 1600 µg/mL; tratados com clorexidina 0,12% (CHX) e SHAM (sem ligadura). Ao final, o biofilme oral foi avaliado por hibridização DNA-DNA; o volume ósseo, por micro-CT; a microbiota intestinal, por sequenciamento e tecidos gengivais foram utilizados para análise de citocinas (Luminex) e expressão gênica (PCR). Kruskal-Wallis e post-hoc de Dunn foram a análise estatística. O tratamento com CNV promoveu proteção óssea, resultando em maior volume ósseo (73%) e menor porosidade (72%) comparado ao LIG (p≤0,05). Ambos os tratamentos, CNV e CHX, reduziram em 70% o biofilme total, mas apenas CNV foi capaz de reduzir significativamente a proporção do complexo vermelho (p≤0,05), e favoreceu um perfil de β-diversidade microbiana intestinal semelhante ao do grupo SHAM. No perfil inflamatório, CNV elevou os níveis de IL-13 e IL-10, enquanto CHX reduziu a expressão de TNF-α em relação ao LIG (p≤0,05). Além disso, ambos os tratamentos diminuíram a expressão dos genes pró-inflamatórios Birc3, Icam1 e Egr1.

O tratamento tópico com CNV reduziu a perda óssea nos animais com doença periodontal, demonstrando atividade antimicrobiana, especialmente contra microrganismos periodontopatogênicos; e propriedades anti-inflamatórias, como o aumento de citocinas anti-inflamatórias e redução da expressão de genes inflamatórios.

(Apoio: FAPESP  N° 2019/19691-0  |  CNPq  N° 428984/2018-5  |  FAEPEX  N° 91915-23)
PNb0241 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Escitalopram afeta negativamente a mineralização em osteoblastos: estudo in vitro
Augusto Del Pintor Pasotti, Rafael Rossini Borges, Vandressa de Marco, Rogério Heládio Lopes Motta, Henrique Ballassini Abdalla

Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Atualmente, cerca de 800 milhões de pessoas fazem uso de antidepressivos, em especial os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS). Estudos clínicos vêm sugerindo que esta classe medicamentosa está associada com menor densidade mineral óssea, e aumento do risco de fraturas. No entanto, seus mecanismos são desconhecidos e pouco explorados. Assim, diante do crescente uso de ISRS, este estudo vislumbra investigar o efeito do antidepressivo Escitalopram no processo de mineralização em células osteoblástica humanas (SAOS-2). Para isto, células SAOS-2 foram tratadas com diferentes concentrações de Escitalopram em diferentes concentrações (1 - 1000 µM). A viabilidade celular foi avaliada pelo método de MTT e a proliferação foi realizada através de um hemocitômetro. O impacto no potencial osteogênico do Escitalopram foi avaliado pela formação de nódulos minerais através da coloração de vermelha de Alizarina nos dias 10, 14, e 21. A expressão gênica de sialoproteína óssea (Bsp), colágeno 1 (Col1) e osteocalcina (Oc) foram mensurados com 1, 3 e 5 dias. Nossos resultados demonstraram que o Escitalopram reduziu a viabilidade células nas primeiras 24 horas nas doses acima de 100 µM, mas não interfere na proliferação celular nas doses abaixo de 100 µM (P<0.05). Além disso, nossos dados revelaram que o Escitalopram reduziu significativamente a mineralização, após 14 e 21 dias (P<0.05). Por fim, o Escitalopram reduziu a expressão gênica de Bsp, Col1 e OC, principalmente em 5 dias (P<0.05).

Assim, nossos dados indicam que o Escitalopram reduz a capacidade osteogênica de células osteoblásticas e consequentemente a impacta no turnover ósseo e regeneração óssea.

PNb0242 - Painel Aspirante
Área: 3 - Fisiologia / Bioquimica / Farmacologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Potencial Osteogênico da Pentoxifilina e do Tocoferol: Insights de Culturas de Osteoblastos e Docking Molecular
Marco Gabriel Silva Leitão, Ariana Maria Sousa Soares, Helyson Lucas Bezerra Braz, Thâmara Manoela Marinho Bezerra, Everton Cavalcante da Silva, Delane Viana Gondim
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Pentoxifilina e o tocoferol têm sido utilizados no tratamento de pacientes com osteorradionecrose e osteonecrose dos maxilares relacionada a medicamentos; no entanto, seus mecanismos de ação nas células ósseas ainda são pouco compreendidos. Este estudo investigou os efeitos desses fármacos em osteoblastos e utilizou o docking molecular para avaliar seu potencial osteogênico. Culturas de células osteoblásticas foram usadas para avaliar a viabilidade e a ativação celular na presença de pentoxifilina, tocoferol e da combinação de ambos. As afinidades de ligação desses compostos a proteínas-chave reguladoras da formação óssea, incluindo a proteína morfogenética óssea 2 (BMP-2), o ativador do receptor do fator nuclear kappa B (RANK), seu ligante (RANKL), osteoprotegerina (OPG), Wnt3a, Frizzled e GSK3-β foram analisadas. A pentoxifilina, isoladamente ou em combinação com o tocoferol, aumentou significativamente a proliferação dos osteoblastos, a deposição mineral e a atividade da fosfatase alcalina. Além disso, ambos os medicamentos apresentaram fortes energias de ligação com BMP-2, GSK3-β e RANKL, com sítos próximos de ativação, sugerindo que esses fármacos apresentam potencial de inativar essas proteínas.

Em conclusão, nosso estudo oferece novos insights sobre os efeitos da administração combinada de pentoxifilina e tocoferol na função osteoblástica, por meio da modulação das vias de sinalização canônica Wnt e RANK/RANKL/OPG. Essa combinação demonstra potencial terapêutico para o tratamento de doenças ósseas e pode representar uma estratégia promissora para o aumento da regeneração óssea.

(Apoio: FUNCAP (Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico) )
PNb0243 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Invasão de cepas de Streptococcus spp. isoladas de pacientes com endocardite bacteriana às células endoteliais da artéria coronária humana
Lucas Santiago França, Vera Lucia de Barros Barbosa, Diego Feriani, Cely Saad Abboud, Eduardo Martinelli Franco, Renata de Oliveira Mattos Graner, Lucas Laion da Silva Oliveira, Livia Araujo Alves
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo desse estudo foi investigar a capacidade de cepas de Streptococcus sanguinis e Streptococcus gordonii isoladas de pacientes com endocardite bacteriana (EB) invadir às células endoteliais da artéria coronária humana (HCAEC). Para isso, 2 isolados de EB de S. sanguinis (SS13197 e SS8648), 3 isolados de S. gordonii (SG121745, SG5769 e SG8774) e as cepas de referência de cada espécie (Sk36 e Challis, respectivamente) foram pré-tratadas com PBS (controle) ou 20% de soro humano (30 min., 37 °C) e em seguida incubadas com células HCAEC (1×10/poço) com MOI 1:100 em meio EBM-2 por 2 h. Após lavagem e remoção das bactérias não aderidas, as células foram tratadas com penicilina G e gentamicina para eliminação de bactérias extracelulares. As células foram lisadas e plaqueadas em ágar BHI para quantificação das bactérias intracelulares pelas unidades formadoras de colônia (UFC). Diferenças entre cepas e condições foram avaliadas por ANOVA com pós-teste de Tukey (p<0,05). A cepa SK36 de S. sanguinis apresentou maior taxa de invasão (56% ± 10%) e aumento de 14,54 vezes na presença de soro. Os isolados SS13197 e SS8648 apresentaram taxas de invasão significativamente menores em soro (3% ± 3%; 20% ± 4%, respectivamente) quando comparado à cepa SK36. Os isolados SG121745, SG5769 e SG8774 apresentaram taxas de invasão superiores às da cepa de referência em ambas as condições, porém com valores de taxa de invasão inferiores aos isolados de S. sanguinis. A cepa Challis não invadiu às células em nenhuma condição.

Os achados indicam que S. sanguinis interage com componentes do soro, interferindo na invasão às células endoteliais, ao contrário de S. gordonii, cuja limitação nesse processo pode sugerir sua patogenicidade na endocardite por outros mecanismos.

(Apoio: FAPESP  N° 2023/02087-8; 2021/13074-9)
PNb0244 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Efeito de diferentes protocolos de laser de baixa potência no crescimento de Candida spp.: Estudo in vitro
Raquel Alves do Carmo, Roberta Rocha de Aquino, Gabriela Alessandra da Cruz Galhardo Camargo
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O gênero Candida é o principal grupo de fungos causador de infecções oportunistas em humanos e a resistência aos antifúngicos é um desafio do tratamento. Lasers de baixa potência apresentam potencial antifúngico sem causar resistência, portanto, o objetivo foi avaliar a resposta in vitro das espécies Candida albicans (C.a.), Candida glabrata (C.g.) e Candida krusei (C.k.), ao laser de diodo de baixa potência na fotobiomodulação por laser vermelho (FBMLV), laser infravermelho (FBMLIV) e terapia fotodinâmica (TFD), comparados aos controles. Os grupos avaliados foram controle (caldo de crescimento), controle negativo com gel de soro fisiológico, TFD com laser vermelho (660nm) 9J por 90s, após fotossensibilização com gel de azul de metileno por 5 minutos, FBMLV (660nm) 9J por 90s e FBMLIV (808nm) 9J por 90s, associados ou não às espécies de Candida. C.a. (ATCC 10231), C.g. (ATCC 2950) e C.k. (ATCC 34135) foram analisadas por espectrofotometria (660 nm), semeadas em placas de 48 poços, e por cultura para contagem de unidades formadoras de colônia (UFC), semeadas por esgotamento em placas de ágar Sabouraud 4%, nos tempos 0, 24 e 48 horas. As placas foram mantidas à temperatura de 37ºC durante o experimento, a seguir o número de UFC/ml foi determinado utilizando o software ImageJ. Os dados foram submetidos ao teste Two-Way ANOVA seguido de Bonferroni (p<0,05). Na espectrofotometria, a TFD inibiu o crescimento C.a., C.g. e C.k.; FBMLV e FBMLIV inibiram C.k.. A cultura mostrou menor contagem de UFC/ml com laserterapia, exceto para C.a., que aumentou significativamente em FBMLIV após 24 e 48 horas.

A laserterapia apresenta efeito antifúngico, FBMLV e TFD podem auxiliar no tratamento das infecções por C.a., C.g. e C.k..

(Apoio: CAPES  N° M092.124.013)
PNb0245 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Efeito do meio condicionado de SCAP na viabilidade e diferenciação de monócitos in vitro: análise por fluorescência e citoquímica
Juliana Garuba Rahhal, Letícia Martins Santos, Mariane Cristina Sloniak, Mario Costa Cruz, Cristina Cunha Villar, Maria Helena Fernandes, Carla Renata Sipert
Dentística UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O papel de células-tronco de papila apical (SCAP) na interrupção da formação radicular tem sido demonstrado, mas sua função na remodelação óssea ainda não é clara. Sendo assim, esse trabalho avaliou a citotoxicidade e o efeito do meio condicionado de SCAP ativadas com LPS na diferenciação de monócitos do sangue periférico humano, e a sua influência na diferenciação osteogênica de SCAP in vitro. Para isso, SCAP foram obtidas de terceiros molares com rizogênese incompleta. Foram mantidas em meio de cultura na presença ou não de LPS, e o meio condicionado foi coletado (MC-SCAP). Mononucleares de Sangue Periférico (PBMC) humanos foram isolados (CD14+) e semeados. A incubação dos CD14+ foi feita com o MC-SCAP com ou sem LPS na presença de fatores osteoclastogênicos (RANKL e M-CSF). Meio de cultura somente foi usado como controle negativo, e acrescido de RANKL e M-CSF foi usado como controle positivo da diferenciação osteoclástica. A citotoxicidade do MC-SCAP frente aos CD14+ foi avaliada pelo ensaio de Alamar Blue; a diferenciação osteoclástica dos CD14+ foi avaliada pela detecção de anéis de actina por microscopia de fluorescência e pela citoquímica para marcação da fosfatase ácida resistente ao tartarato (TRAP). A diferenciação osteogênica das SCAP com as concentrações de MC-SCAP foi avaliada através de Vermelho de Alizarina S. O MC-SCAP diminuiu a viabilidade e a diferenciação osteoclástica de CD14+, principalmente na presença do LPS. Entretanto, os mesmos meios condicionados aumentaram a deposição de cálcio de SCAP de forma diluição-dependente.

Conclui-se que, o meio condicionado de SCAP parece inibir a diferenciação osteoclástica e induzir a diferenciação osteoblástica, sugerindo um efeito protetor sobre o metabolismo ósseo periapical.

(Apoio: CAPES  N° 88887.616397/2021-00  |  FAPs - FAPESP  N° 2020/12726-0  |  CNPq  N° 408574/2021-6)
PNb0246 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Caracterização de fatores de virulência de cepas de Enterococcus faecalis isoladas de pacientes com endocardite bacteriana
Renata do Espírito Santo, Lucas Laion da Silva Oliveira, Jéssica Lourençon Dubois, Eduardo Martinelli Franco, Diego Feriani, Cely Saad Abboud, Livia Araujo Alves
Odontologia UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi caracterizar e analisar fatores de virulência de cepas de Enterococcus faecalis (Ef) isoladas de pacientes com endocardite bacteriana (EB). Amostras de sangue foram coletadas de pacientes diagnosticados com EB do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (São Paulo, Brasil), e cepas de Ef foram isoladas (n=10). A caracterização das cepas de Ef foi realizada por PCR com primers para os genes 16SrRNA e efaA, análise fenotípica de crescimento (37°C, 10% CO), suscetibilidade antimicrobiana por Concentração Inibitória Mínima (CIM), formação de biofilme maduro (18h) em placas de poliestireno e análise estrutural dos biofilmes por microscopia eletrônica de varredura (MEV). Biofilmes maduros foram desenvolvidos em meio BHI com 1% sacarose sob três condições: BHI isolado, BHI + 10% de saliva humana e BHI + 20% de soro humano. A biomassa do biofilme foi quantificada pelo método cristal violeta (0,1%). A cepa E. faecalis ATCC 4083 foi usada como referência (canal radicular). Dados comparados por ANOVA (p<0,05). Todas as cepas de Ef isoladas de EB apresentaram o gene efaA (100%) e menor crescimento quando comparadas à cepa de referência oral. Todas as cepas de Ef foram suscetíveis à amoxicilina (n = 11; 100%); duas cepas (n = 2; 18,1%) foram resistentes à ampicilina e uma (n = 1; 9%) à penicilina G. Cepas de Ef (n=6; 54,4%) formaram mais biofilme na presença de soro e, nenhuma cepa exibiu aumento em saliva. Isolados de Ef exibiram maior deposição de matriz extracelular na presença de soro humano por MEV.

Esses achados indicam que o gene efaA representa um fator de virulência significativo e o soro humano pode influenciar na formação de biofilme nas cepas de E. faecalis, potencialmente contribuindo para o desenvolvimento de lesões de EB.

(Apoio: FAPs - FAPESP   N° 2023/02087-8  |  CAPES  N° bolsa institucional)
PNb0247 - Painel Aspirante
Área: 3 - Controle de infecção / Microbiologia / Imunologia

Apresentação: 04/09 - Horário: 14h00 às 17h30 - Local: Salão Turquesa

Papel da Osteoprotegerina de Células-Tronco da Papila Apical na Diferenciação Osteoclastogênica de Monócitos In Vitro
Letícia Martins Santos, Juliana Garuba Rahhal, Mariane Cristina Sloniak, Mario Costa Cruz, Cristina Cunha Villar, Maria Helena Fernandes, Fernando Neves Nogueira, Carla Renata Sipert
Dentística UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O papel de células-tronco da papila apical (SCAP) na modulação do metabolismo ósseo, especialmente por meio do efeito de osteoprotegerina (OPG) é desconhecido na literatura. Portanto, este trabalho teve o objetivo de investigar o papel da OPG produzida por SCAP na modulação da diferenciação osteoclastogênica de monócitos, sob condição inflamatória. Monócitos CD14+ humanos foram isolados por bead magnética e cultivados. Eles foram induzidos à diferenciação em osteoclastos, com adição de M-CSF e RANKL na presença dos meios condicionados (MC) de SCAP-anti-OPG ou SCAP, ambos coletados das células pré-ativadas por LPS ou controle. A avaliação da diferenciação foi feita pela detecção dos anéis de actina por imunofluorescência e pela análise histoquímica da fosfatase ácida resistente ao tartarato (TRAP), ambas ao sétimo dia. O lisado celular das amostras foi submetido ao ensaio de atividade de TRAP em 14 e 21 dias e a expressão gênica de CTSK e APC5 foi analisada por RT-qPCR ao sexto dia. O grupo MC SCAP apresentou marcação de TRAP reduzida; com o bloqueio de OPG, a marcação mostrou-se similar ao controle positivo. Os resultados da atividade de TRAP, para ambos os tempos experimentais analisados, corroboraram com os aspectos morfológicos da marcação para TRAP e da detecção dos anéis de actina, na ausência de LPS. Para MC SCAP em condição inflamatória (LPS) a atividade de TRAP foi maior comparada ao controle. A expressão genica de CTSK e ACP5 foi menor nos grupos MC SCAP em relação ao controle.

Esses resultados permitem concluir que o meio condicionado de SCAP inibiu a diferenciação osteoclastogênica dos monócitos in vitro de forma OPG-dependente. Este efeito foi revertido pela ativação das SCAP com LPS.

(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2020/12726-0  |  CNPq  N° 408574/2021-6  |  FAPs - FAPESP  N° 2022/14686-0)



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