RESUMOS APROVADOS

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 1402 Resumo encontrados. Mostrando de 1 a 10


AO0002 - Apresentação Oral
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 15

Cárie como fator de risco para uma pior performance mastigatória em adolescentes: um estudo longitudinal de sete anos
Souto-Souza D, Ramos-Jorge ML, Duarte-Rodrigues L, Santos HC, Primo-Miranda EF, Mota-Veloso I, Ramos-Jorge J
Odontologia - CENTRO UNIVERSITÁRIO DO TRIÂNGULO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo do estudo foi avaliar se a cárie é um fator de risco para uma pior performance mastigatória em adolescentes. Este foi um estudo longitudinal realizado com 324 adolescentes entre 13 a 19 anos em 2019 (follow up), que foram avaliados inicialmente em 2012 (baseline), na cidade de Diamantina/Brasil. A avaliação da cárie dentária foi realizada nos dois momentos de coleta de dados, pelo índice CPO-D e ceo-d, e foi categorizada seguindo a ordem: sem cárie em ambos os momentos, com cárie apenas no baseline, com cárie apenas no follow up e com cárie nos dois momentos. No follow up foi realizado avaliação clínica bucal de má oclusão pela Classificação de Angle e o número de unidades mastigatórias (dentes posteriores ocluindo). Um questionário sobre idade, sexo e hábitos bucais deletérios (roer unhas e morder objetos) foi preenchido. Todas as avaliações foram realizadas por dois examinadores calibrados para as condições clínicas bucais (kappa> 0,80). A performance mastigatória foi medida pelo tamanho mediano das partículas trituradas (X50) após 20 ciclos de mastigação do material de teste Optocal. A análise dos dados foi utilizada com Regressão Linear Simples e Múltipla, e um nível de confiança estabelecido em 95%. O valor do X50 dos adolescentes foi de 2.68mm. Manteve-se associada a uma pior performance mastigatória a cárie (B= +0.11; p=0.04); má oclusão (B=+0.16; p=0.01) e unidades mastigatórias (B= -0.13; p<0.01).
Conclui-se que a cárie dentária é um fator de risco para uma pior performance mastigatória em adolescentes.
(Apoio: FAPs - FAPEMIG)
AO0003 - Apresentação Oral
Área: 4 - Odontopediatria

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 15

Comparação da eficácia de instrumentação entre lima manual, mecanizada e mecanizada odontopediátrica em molares decíduos prototipados
Souza BK, Garrido BDTM, Alcalde MP, Duarte MAH, Cruvinel T, Machado MAAM, Oliveira TM, Lourenço-Neto N
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo in vitro foi comparar a eficácia da instrumentação das limas rotatórias odontopediátricas Sequence Baby File - SBF, com as limas Sequence Rotatory File - SRF e com as limas K manuais, na qualidade, tempo de preparo e desgastes das paredes dos canais radiculares de protótipos de polímero resinoso de molares decíduos. Para isso, 30 espécimes foram confeccionados a partir de imagens digitais obtidas do escaneamento de um dente 75. A amostra foi escaneada pelo sistema de microCT e dividida em 3 grupos: instrumentação com limas K, limas SBF e limas SRF. Um único operador treinado preparou todos os canais radiculares. O tempo de preparo biomecânico foi cronometrado. Um novo escaneamento pós-preparo foi realizado, as imagens alinhadas às iniciais e uma mensuração padronizada foi feita. A análise estatística envolveu teste de Kolmorov-Smirnov, ANOVA, Tukey, Kruskal-Wallis e Dunn, com nível de significância de 5% (p <0,05). Os instrumentos rotatórios apresentaram transporte dos canais semelhantes entre si e maiores que as limas K nos terços médios. A SRF removeu mais resina no terço médio de todos os canais radiculares do que a SBF e as limas manuais. O tempo de instrumentação foi melhor com as limas mecanizadas em comparação as limas K.
As limas rotatórias exigiram menor tempo de instrumentação e apresentaram bons resultados em relação ao desvio dos canais. Entre elas, a Sequence Baby File apresentou menor desgaste das paredes radiculares, indicando ser uma alternativa viável para tratamento endodôntico de molares decíduos.
(Apoio: CAPES  N° 88887.356561/2019-00)
AO0006 - Apresentação Oral
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 15

Liberação de Bisfenol A de sistemas adesivos resinosos ortodônticos em pacientes com disjuntor de Haas: estudo in vivo
Prado VO, Nassur MEQ, Souza ID, Romano FL, Kuchler EC, Stuani MBS, Horta KOC, Matsumoto MAN
Odontopediatria / Ortodontia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - RIBEIRÃO PRETO
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A exposição ao Bisfenol A (BPA) pode resultar em alguns efeitos adversos, com risco à saúde de bebês, crianças e até mesmo adultos. Bebês e crianças apresentam maior potencial de risco de acordo com pesquisas atuais. Foi estabelecido uma Dose Diária Tolerável de 0,05mg de BPA/kg de peso corporal. O objetivo deste estudo foi avaliar a liberação de BPA de sistemas adesivos resinosos ortodônticos, in vivo. Foram avaliados 25 pacientes com mordida cruzada posterior tratados com Disjuntor de Haas modificado, que foi cimentado nos primeiros molares superiores com o adesivo ortodôntico para bandas Transbond Plus Light Cure Band e as estruturas metálicas, coladas às faces vestibulares e palatinas dos caninos e molares decíduos, totalizando 8 pontos, com compósito ortodôntico Transbond XT. Amostras de saliva foram coletadas em 5 tempos: antes da colagem, 30 minutos, 24 horas, 1 semana e após um mês. Os resultados foram descritos com os valores de média e desvio-padrão em ng.mL-1 e a diferença entre os períodos experimentais foi verificada por análise de variância (ANOVA one-way) e pós-teste de Tukey (p<0,05). A análise estatística foi realizada com o programa estatístic GraphPad Prism versão 5, com nível de significância de 5% (p<0,05).
Os maiores níveis do BPA foram encontrados 30 minutos (70.32 ng/mL) após a colagem. Somente 30 dias após a instalação do aparelho, os níveis de BPA retornaram aos valores iniciais obtidos 30 minutos antes da instalação. Apesar do valor mais alto não ultrapassar a dose tolerável diária, houve um aumento significativo do BPA no organismo.
AO0007 - Apresentação Oral
Área: 4 - Ortodontia

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 15

Má oclusão e alterações faciais de indivíduos brasileiros com Osteogênese Imperfeita: um estudo transversal pareado
Carneiro NCR, Rabello F, Soares ECB, Deps TD, Paiva SM, Borges-Oliveira AC
Saúde Bucal da Criança e do Adolescente - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi comparar a prevalência de má oclusão e de alterações faciais de indivíduos com Osteogênese Imperfeita (OI) e sem OI. Foi realizado um estudo transversal, com 51 indivíduos com OI e 51 sem OI entre três e 21 anos, pareados por sexo e idade, de cinco estados brasileiros (CE, ES, MG, RJ e SP). Foi verificado o tipo de má oclusão de Angle, relação de caninos e análise facial. Os três examinadores foram previamente calibrados, evidenciando valores kappa entre 0,74-0,93. Os dados foram analisados por meio do Teste qui-quadrado (p<0,05). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG. A média de idade dos participantes foi de 9,5 anos (+4,7). Foi observada uma maior prevalência de má oclusão dentária nos indivíduos com OI [46 (88,2%] comparados os indivíduos sem OI [28 (54,9%)] (p<0,001). No grupo com OI e dentadura decídua/mista, a relação de canino em classe III foi mais prevalente [17 (48,6%)], comparando ao grupo sem OI e dentadura decídua/mista [2 (5,6%)] (p<0,001). Na dentadura permanente a classe III também foi mais prevalente no grupo com OI [10 (66,6%)] comparados ao grupo sem OI [2(13,3)] (p<0,001). Os indivíduos com OI foram identificados com maior prevalência de tipo facial dolicofacial [34 (66,7%]; perfil côncavo [22 (43,1%)]; ausência de projeção zigomática [27 (52,9%]; e altura facial antero-inferior (AFAI) aumentada [26 (51,0%)] comparados aos indivíduos sem OI (p<0,05).
Os indivíduos com OI apresentaram diferenças significativas de má oclusão e alterações faciais comparados aos indivíduos sem OI.
(Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG))
AO0012 - Apresentação Oral
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 14

Avaliação do processo de reparo alveolar através de enxerto sintético (Biogran®) associado ou não ao uso de teriparatida tópica em ratos
Frigério PB, Gomes-Ferreira PHS, De-Souza-batista FR, Botacin PR, Garcia-Junior IR, Lisboa Filho PN, Okamoto R
Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilo - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARAÇATUBA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo teve como objetivo avaliar o reparo alveolar em ratos após um enxerto ósseo de BioGran® associado ao PTH 1-34 tópico. 96 ratos foram divididos em 2 grupos: SHAM (cirurgia fictícia) e ORQ (orquiectomia), e então divididos em 3 subgrupos: CLOT (alvéolo sem biomaterial); BG (alvéolo com Biogran®) e BG-PTH (alvéolo com Biogran®+PTH). Após a exodontia e inserção do biomaterial, a eutanásia foi realizada aos 60 dias. Foi feita a imunoistoquímica direcionada aos imunomarcadores: OPG, RANKL, TRAP, OC, Wnt e β-Catenina. Para a microtomografia, usou-se os parâmetros: percentual de volume ósseo (BV/TV), espessura, número e separação de trabéculas (Tb.Th, Tb.N, Tb.Sp) e porosidade total (PoTot). A microscopia confocal determinou a aposição mineral diária (MAR) e área óssea neoformada (AON). Nos resultados da imunoistoquímica, notou-se a expressão equilibrada de OPG e RANKL e marcação leve para TRAP nos grupos SHAM/ORQ BG-PTH. Para OC, Wnt e β-Catenina houve maior marcação após a funcionalização de BioGran®+PTH. Houve diferença estatística no Micro-CT para os parâmetros: BV/TV, Tb.Th, Tb.Sp e Potot na comparação dos grupos ORQ/SHAM CLOT vs BG vs BG-PTH. O grupo SHAM mostrou uma perspectiva de melhora quando associado o BioGran®+PTH e para os demais grupos, apenas o biomaterial colaborou com a manutenção do alvéolo. Quanto ao confocal, o grupo que apresentou maior precipitação de cálcio foi o SHAM BG-PTH e para AON, os maiores valores foi para SHAM CLOT.
Conclui-se, que a utilização do BioGran® com ou sem PTH tópico promoveu discreta melhora no reparo alveolar dos ratos.
(Apoio: FAPs - Fapesp  N° 2017/20222-9)
AO0013 - Apresentação Oral
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 14

Novas partículas de hidroxiapatita (HAp) sintetizadas e modificadas superficialmente: efeitos sobre culturas osteoblásticas e in vivo
Oliveira HFF, Cruz MAE, Silva RC, Ciancaglini P, Faverani LP, Okamoto R, Ramos AP, Verri FR
Prótese e Periodontia - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O objetivo deste estudo foi produzir um substituto ósseo de HAp, modifica-lo superficialmente com hexametafosfato (HMP) e colágeno tipo I (COL) e analisar seu comportamento in vitro e in vivo. A síntese de HAp foi realizada pelo método de coprecipitação controlada a partir de H3PO4, CaCl2 e NH4OH, e modificações superficiais. Foram realizadas análises para caracterização através de Potencial-Zeta e tamanho, FTIR, DRX, MEV e EDS evidenciando alta semelhança química com HAp biológica. Foi realizado cultura de osteoblastos MC3T3, constatando não toxicidade antes e após recobrimento. Nas análises in vivo, foram realizados defeitos críticos em calvaria e inseridos tubos subcutâneos no dorso de 80 ratos, divididos em 4 grupos (G1:HAp;G2:HMP;G3:COL;G4:BioOss) e submetidos a eutanásia após 7,14,28,60 dias. Os espécimes foram avaliados em cortes calcificados MicroCt e confocal, apresentando fechamento do defeito e formação óssea significante em G1,G3 e G4; e cortes descalcificados de HE e VonKossa (subcutâneo), ao longo dos períodos de eutanásia no subcutâneo houve diminuição do infiltrado inflamatório em todos os grupos, e presença de mineralização. Nos cortes HE de calvaria, comprovou que G2 não apresentou fechamento do defeito e maior presença de osteoclastos nas amostras, e G1,G3 e G4 apresentaram formação de tecido ósseo em 60 dias.
Portanto conclui-se que G1 e G3 apresentaram comportamento favorável e viável na neoformação óssea comparado ao G4 substituto ósseo comercialmente disponível, tornando-se uma futura alternativa para regeneração óssea.
(Apoio: CNPq  N° 141960/2019-1)
AO0014 - Apresentação Oral
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 14

A superfície do implante a base de titânio difere das superfícies dentárias na adsorção de proteínas e no acúmulo microbiano?
Costa RC, Souza JGS, MourĀo FR, Bertolini MME, Retamal-Valdes B, Shibli JA, Feres M, Barão VAR
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

A adsorção de proteínas é considerada a primeira resposta biológica do corpo humano aos materiais implantados, sendo responsável por mediar os processos biológicos seguintes, como à adesāo bacteriana. Embora superfícies dentárias e de implantes sejam expostas ao mesmo ambiente e fluidos orais, não há evidências se as propriedades de superfície alteram a adsorção de proteínas e o acúmulo microbiano. Portanto, objetivou-se comparar os perfis proteômicos de superfície de implantes (titânio) e dentárias (esmalte e dentina) após exposiçāo aos fluidos orais (saliva e plasma) e o efeito na modulaçāo do biofilme. Superfícies foram submetidas a formaçāo da película (2h) e avaliadas por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas. Modelo de microcosmo foi utilizado para adesão bacteriana (2h) e a formação inicial de biofilme (24h). Entre as 349 proteínas adsorvidas da saliva, algumas eram exclusivas do titânio (12), esmalte (3) ou dentina (42). Um padrão único foi observado para proteínas adsorvidas do plasma (171). A dentina adsorveu 10,3% mais proteínas do que o titanio (saliva), e o esmalte 6% mais proteínas do que o titânio (plasma). As proteínas adsorvidas afetaram significativamente o perfil microbiano em ambas as superfícies (p < 0,05), aumentando ~1,5x a proporção de patógenos do complexo vermelho aderidos ao titânio.
Embora expostas ao mesmo ambiente e fluidos orais, a superfície do implante difere das superfícies dentais na adsorção de proteínas e, consequentemente, no perfil de adesão microbiana e formação de biofilmes.
(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 23188-2/2015)
AO0015 - Apresentação Oral
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 08h30 - 10h00 - Sala: 14

Osseointegração em área previamente ou imediatamente enxertada com osso bovino desproteinizado associado ou não com a medula óssea fresca
Balderrama IF, Leocadio ACS, Silva-Junior M, Oliveira GJPL, Marcantonio-Junior E
Diagnóstico e Cirurgia - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA - ARARAQUARA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Esse estudo avaliou a osseointegração de diferentes macroestruturas de implantes instalados em tíbias previamente ou imediatamente enxertadas com osso bovino desproteinizado (DBB) associado ou não com a medula óssea fresca (MOF). Para isto, 16 coelhos foram divididos em 2 grupos: área enxertada com DBB; área enxertada com DBB associado com a MOF (DBB/MOF). Após 90 dias, biópsias das áreas enxertadas foram coletadas e os implantes de macroestruturas em formato cilíndrico (CI) e cônico híbrido (CH) foram instalados. No mesmo estágio cirúrgico, um segundo defeito foi criado na metáfise tibial e preenchido com os mesmos grupos de enxertia e seguido de instalação imediata dos implantes CI e CH. A eutanásia foi realizada após 90 dias da segunda cirurgia. Foi realizada análise microtomográfica a fim de determinar a presença do tecido mineralizado (%BV/TV) das biópsias, assim como análise histomorfométrica para avaliar o contato osso implante (%BIC) e formação óssea dentro da rosca do implante (%BBT). Foi verificado que o %BV/TV foi maior para o grupo DBB/MOF quando comparado com o DBB apenas, porém sem diferença estatística entre os grupos (p>0.05). Assim como, os implantes de diferentes macroestruturas demonstraram valores sem diferença estatística para a %BIC (p>0.05), porém, o implante CH resultou em maior valor de %BBT em áreas enxertadas com DBB quando comparado com o implante CI.
A osseointegração das áreas enxertadas com DBB não foi modificada de forma relevante pela adição de MOF ou pela macroestrutura dos implantes instalados.
(Apoio: CAPES)
AO0018 - Apresentação Oral
Área: 10 - Implantodontia - clínica protética

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 14

Confiabilidade e distribuição de tensões em implantes cone morse friccional como ancoragem para coroas unitárias
Ribeiro MCO, Gomes RS, Vargas-Moreno VF, Bergamo E, Bonfante EA, Cury AAB, Machado RMM
Prótese e Periodontia - FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE PIRACICABA
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

O uso de implantes dentários com conexão cone morse puramente friccional (CMF) tem crescido nos últimos anos. Entretanto, a confiabilidade e a distribuição de tensões comparando o CMF e o sistema cone morse convencional (CMC) ainda não foi investigada. Neste estudo comparou-se a confiabilidade e a distribuição de tensões entre os sistemas CMF e CMC. A confiabilidade foi avaliada por meio do teste de fadiga acelerada progressiva (SSALT), para isso 63 implantes e abutments foram divididos em 3 grupos (n=21) de acordo com o tipo de abutment: CMC-S (sólido), CMC-PP (parafuso passante) e CMF. Em seguida, a curva de probabilidade de Weibull e a confiabilidade foram calculadas para uma missão de 50.000 ciclos em 50, 100 e 150N. Também foi avaliado a distribuição de tensões pela análise de elementos finitos aplicando-se uma carga de 50N no bordo incisal à 30°, e a tensão de von Mises (σvM) foi calculada para implante, abutment e parafuso quando presente. Todos os grupos apresentaram alta confiabilidade (acima de 97%) à 50N. Entretanto, à 100N o CMF apresentou 99% de confiabilidade, sendo significativamente superior aos grupos CMC-S 94% e CMC-PP 95%. A σvM do CMF foi de 584,54 Mpa no abutment e 138,6 MPa no implante; já o CMC-S, 211,15 Mpa no abutment e 351,21 MPa no implante; e o CMC-PP, 335,58 MPa no abutment, 230,4 MPa no parafuso e 330,92 MPa no implante.
Ambos os sistemas apresentam alta confiabilidade em cargas clinicamente relevantes para dentes anteriores. Destaca-se que o CMF mostrou a menor probabilidade de falha a 100N, e a maior concentração de tensões, principalmente no abutment.
(Apoio: CAPES  N° 001)
AO0022 - Apresentação Oral
Área: 10 - Implantodontia básica e biomateriais

Apresentação: 08/09 (Quarta-feira) - Horário: 10h30 - 12h00 - Sala: 14

Revestimento multifuncional responsivo à luz: estratégia combinada de fotocatálise e fotodinâmica para a redução de biofilme em titânio
Nagay BE, Dini C, Cordeiro JM, Costa RC, Santos AB, Gomes BPFA, Cruz NC, Barão VAR
Prótese e Periodontia - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - BAURU
Conflito de interesse: Não há conflito de interesse

Neste estudo, revestimento fotocatalítico na superfície de discos de titânio (Ti) foi sintetizado via plasma eletrolítico de oxidação (PEO) a fim de avaliar suas propriedades superficiais e tribológicas, além de investigar se tal revestimento poderia potencializar a redução microbiana mediada por terapia fotodinâmica antimicrobiana (TFDa). Revestimentos de TiO2 e TiO2 dopado com bismuto (Bi-TiO2) foram sintetizados via PEO. Ti polido foi utilizado como controle. Morfologia, composição química, rugosidade, molhabilidade, cristalinidade, comportamento tribológico, atividade fotocatalítica (AF) e biocompatibilidade (fibroblastos) foram analisadas. Para investigar a resposta microbiológica in vitro, o efeito das superfícies na TFDa mediada pelo azul de metileno em diferentes tempos de irradiação (0, 1 e 5 min; LED 105 W) na viabilidade microbiana foram testadas em biofilme polimicrobiano (24 h, modelo microcosmo). Dados foram analisados estatisticamente (α=0,05). PEO produziu revestimentos de TiO2 cristalino com melhor desempenho tribológico, além de maior rugosidade e hidrofilicidade que o controle (p<0,05). Bi-TiO2 não foi citotóxico e potencializou a redução microbiana mediada por TFDa (p<0,05) por apresentar AF na região visível. A irradiação durante 1 min exibiu semelhante redução microbiana que 5 min (p>0,05).
Revestimento responsivo à luz é uma estratégia biocompatível promissora como superfície para implantes dentários e para o controle de infecções peri-implantares por potencializar a redução microbiana mediada por TFDa.
(Apoio: FAPs - FAPESP  N° 2019/17238-6  |  CNPq  N° 116555/2019-0   |  CAPES  N° Código 001 )